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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade de vida e fatores associados na diabetes mellitus tipo 2: estudo observacional]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732015000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732015000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732015000300005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A diabetes mellitus (DM) tipo 2 é uma doença crónica com elevados custos sociais e económicos. Está frequentemente associada à diminuição da qualidade de vida (QoL). Objetivos: Perceber o impacto de alguns fatores sociodemográficos e clínicos na QoL numa amostra de doentes com DM tipo 2. Tipo de estudo: Observacional, transversal e analítico. Local: USF Espinho. População: Constituída por 572 utentes com DM tipo 2 vigiados na USF Espinho, em dezembro de 2012. Métodos: Utilizou-se uma amostra de conveniência, constituída por 231 utentes que se dirigiram à USF para uma consulta de vigilância de DM. Foram recolhidas informações sociodemográficas e clínicas e foi aplicado o questionário Perfil de Saúde do Diabético (DHP) para avaliação da QoL. A influência das variáveis contínuas nos resultados das dimensões do DHP avaliou-se com o coeficiente de correlação de Pearson e a influência das variáveis categóricas com os testes t-student e ANOVA. Resultados: O género feminino, menos habilitações literárias, hipoglicemia severa e complicações microvasculares apresentaram um impacto negativo na dimensão &#8220;tensão psicológica&#8221; da QoL. As &#8220;barreiras à atividade&#8221; foram negativamente afetadas por insulinoterapia e hipoglicemia severa. Os doentes com menos habilitações literárias e os não controlados do ponto de vista glicémico revelaram menor QoL no domínio &#8220;alimentação desinibida&#8221;. Conclusões: A QoL é um conceito complexo com múltiplos fatores determinantes. É importante o estudo destes fatores e a sua avaliação em cada doente com DM para uma intervenção mais eficaz.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Type 2 diabetes mellitus (DM) has high social and economic costs. It is often associated with decreased quality of life (QoL). Objectives: To assess the impact of demographic and clinical factors on QoL in a sample of patients with DM type 2. Study type: Cross-sectional study. Setting: Espinho FHU. Population: Patients with DM type 2 followed by the Espinho Family Health Unit in December of 2012. Methods: A convenience sample of 231 patients visiting the FHU for a DM consultation was selected. Demographic and clinical data were collected and the Diabetic Health Profile questionnaire was applied to evaluate QoL. The association of continuous variables with DHP dimensions was assessed using the Pearson correlation coefficient and the influence of categorical variables was tested with the Student t-test and ANOVA. Results: Female gender, lower educational level, severe hypoglycemia, and microvascular complications had a negative impact on the &#8216;psychological distress' dimension of QoL. &#8216;Barriers to activity' were negatively associated with insulin therapy and severe hypoglycemia. Patients with lower educational level and without glycemic control had lower QoL with regard to &#8216;disinhibited eating'. Conclusions: QoL is a complex concept with multiple determinants. It is important to study these factors and assess them in each patient with DM for more effective intervention.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Diabetes Mellitus Tipo 2]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Qualidade de vida e fatores associados na diabetes mellitus tipo 2: estudo observacional</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Quality of life and associated factors in type 2 diabetes mellitus: a cross-sectional study</b></font></p>     <p><b>Soraia Santos,* Helena Be&#231;a,** Carla Lopes da Mota***</b></p>     <p>*Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina da Universidade do Minho. M&#233;dica Interna do Ano Comum, no Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga</p>     <p>**M&#233;dica Assistente de Medicina Geral e Familiar, na Unidade de Sa&#250;de Familiar Espinho (ACeS Espinho/Gaia)</p>     <p>***M&#233;dica Assistente de Medicina Geral e Familiar, na Unidade de Cuidados de Sa&#250;de Personalizados Bar&#227;o do Corvo (ACeS Gaia)</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> A diabetes mellitus (DM) tipo 2 &#233; uma doen&#231;a cr&#243;nica com elevados custos sociais e econ&#243;micos. Est&#225; frequentemente associada &#224; diminui&#231;&#227;o da qualidade de vida (QoL).</p>     <p><b>Objetivos:</b> Perceber o impacto de alguns fatores sociodemogr&#225;ficos e cl&#237;nicos na QoL numa amostra de doentes com DM tipo 2.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional, transversal e anal&#237;tico.</p>     <p><b>Local:</b> USF Espinho.</p>     <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Constitu&#237;da por 572 utentes com DM tipo 2 vigiados na USF Espinho, em dezembro de 2012.</p>     <p><b>M&#233;todos:</b> Utilizou-se uma amostra de conveni&#234;ncia, constitu&#237;da por 231 utentes que se dirigiram &#224; USF para uma consulta de vigil&#226;ncia de DM. Foram recolhidas informa&#231;&#245;es sociodemogr&#225;ficas e cl&#237;nicas e foi aplicado o question&#225;rio Perfil de Sa&#250;de do Diab&#233;tico (DHP) para avalia&#231;&#227;o da QoL. A influ&#234;ncia das vari&#225;veis cont&#237;nuas nos resultados das dimens&#245;es do DHP avaliou-se com o coeficiente de correla&#231;&#227;o de Pearson e a influ&#234;ncia das vari&#225;veis categ&#243;ricas com os testes <i>t-student</i> e ANOVA.</p>     <p><b>Resultados:</b> O g&#233;nero feminino, menos habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias, hipoglicemia severa e complica&#231;&#245;es microvasculares apresentaram um impacto negativo na dimens&#227;o &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221; da QoL. As &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221; foram negativamente afetadas por insulinoterapia e hipoglicemia severa. Os doentes com menos habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias e os n&#227;o controlados do ponto de vista glic&#233;mico revelaram menor QoL no dom&#237;nio &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221;.</p>     <p><b>Conclus&#245;es:</b> A QoL &#233; um conceito complexo com m&#250;ltiplos fatores determinantes. &#201; importante o estudo destes fatores e a sua avalia&#231;&#227;o em cada doente com DM para uma interven&#231;&#227;o mais eficaz. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Diabetes Mellitus Tipo 2; Qualidade de Vida.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Type 2 diabetes mellitus (DM) has high social and economic costs. It is often associated with decreased quality of life (QoL). </p>     <p><b>Objectives:</b> To assess the impact of demographic and clinical factors on QoL in a sample of patients with DM type 2. </p>     <p><b>Study type:</b> Cross-sectional study.</p>     <p><b>Setting:</b> Espinho FHU.</p>     <p><b>Population:</b> Patients with DM type 2 followed by the Espinho Family Health Unit in December of 2012.</p>     <p><b>Methods:</b> A convenience sample of 231 patients visiting the FHU for a DM consultation was selected. Demographic and clinical data were collected and the Diabetic Health Profile questionnaire was applied to evaluate QoL. The association of continuous variables with DHP dimensions was assessed using the Pearson correlation coefficient and the influence of categorical variables was tested with the Student t-test and ANOVA.</p>     <p><b>Results:</b> Female gender, lower educational level, severe hypoglycemia, and microvascular complications had a negative impact on the &#8216;psychological distress&#8217; dimension of QoL. &#8216;Barriers to activity&#8217; were negatively associated with insulin therapy and severe hypoglycemia. Patients with lower educational level and without glycemic control had lower QoL with regard to &#8216;disinhibited eating&#8217;.</p>     <p><b>Conclusions:</b> QoL is a complex concept with multiple determinants. It is important to study these factors and assess them in each patient with DM for more effective intervention.</p>     <p><b>Keywords:</b> Type 2 Diabetes Mellitus; Quality of Life.</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A diabetes mellitus (DM) &#233; uma doen&#231;a que acarreta custos humanos, sociais e econ&#243;micos elevados. Estimativas recentes da <i>International Diabetes Federation</i> indicam que esta doen&#231;a afeta aproximadamente 382 milh&#245;es de pessoas, cerca de 8,3% da popula&#231;&#227;o mundial.<sup>1</sup> Calcula-se que a DM tipo 2 represente 85 a 95% dos casos de diabetes em pa&#237;ses desenvolvidos.<sup>1</sup> Em Portugal, o Observat&#243;rio Nacional da Diabetes (OND) estimou, para 2013, uma preval&#234;ncia desta doen&#231;a de 13% na popula&#231;&#227;o entre os 20 e os 79 anos, representando um total de 8-9% das despesas em sa&#250;de nesse ano.<sup>2</sup> Segundo o mesmo organismo, foi respons&#225;vel por 4.867 mortes em 2012.<sup>2</sup></p>     <p>Geralmente os doentes valorizam mais o impacto do que a doen&#231;a, a medica&#231;&#227;o e os procedimentos m&#233;dicos no seu estilo de vida do que os marcadores cl&#237;nicos da mesma.<sup>3</sup> Por isso, nos &#250;ltimos anos, a qualidade de vida (QoL) - definida pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de como &#8220;a perce&#231;&#227;o do indiv&#237;duo da sua posi&#231;&#227;o na vida no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em rela&#231;&#227;o aos seus objetivos, expectativas, padr&#245;es e preocupa&#231;&#245;es&#8221;<sup>4</sup> - assumiu-se como um dos principais objetivos da gest&#227;o das doen&#231;as.<sup>5</sup></p>     <p>Nas pessoas com diabetes, pior QoL tem sido associada a tratamento com insulina,<sup>6-8</sup> descontrolo glic&#233;mico,<sup>5,9</sup> hipoglicemia,<sup>6,10</sup> complica&#231;&#245;es cr&#243;nicas<sup>5-6,8</sup> e aumento da mortalidade.<sup>11</sup> N&#227;o parece haver uma rela&#231;&#227;o entre a idade e a diabetes no que diz respeito &#224; QoL, j&#225; que o aumento da idade se relaciona com melhor QoL na componente de sa&#250;de mental e menor na componente de sa&#250;de f&#237;sica da mesma forma em doentes com ou sem DM tipo 2.<sup>12</sup> A escolaridade est&#225; associada a melhor QoL.<sup>5-6</sup> Em Portugal existem estudos que avaliam os fatores determinantes da QoL de doentes com DM tipo 1,<sup>13-14</sup> mas s&#227;o escassos quanto &#224; DM tipo 2<sup>15-16</sup> e com pouco &#234;nfase nos fatores sociodemogr&#225;ficos ou cl&#237;nicos que a influenciam.</p>     <p>Uma vez que a identifica&#231;&#227;o das determinantes da QoL &#233; o primeiro passo para minimizar o impacto negativo da doen&#231;a no dia-a-dia, pretende-se com este estudo caracterizar a QoL das pessoas com diabetes tipo 2, verificar se existe associa&#231;&#227;o com caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas e cl&#237;nicas e identificar os fatores com maior impacto na mesma.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>Foi realizado um estudo observacional, transversal e anal&#237;tico, na USF Espinho, de julho a dezembro de 2013. A popula&#231;&#227;o era constitu&#237;da pelos utentes com diagn&#243;stico de DM tipo 2 vigiados na USF Espinho em dezembro de 2012 (n=572). Foram exclu&#237;dos os doentes incapazes de ler e responder ao question&#225;rio e sem pelo menos um valor de HbA1c registado no ano de 2013 (utilizado para definir o controlo glic&#233;mico).</p>     <p>Utilizou-se uma amostra de conveni&#234;ncia, constitu&#237;da por 231 utentes, que se dirigiram &#224; USF Espinho para uma consulta de vigil&#226;ncia de DM, entre agosto e outubro de 2013. Os utentes foram convidados a colaborar no estudo pelo m&#233;dico de fam&#237;lia e depois encaminhados para a investigadora respons&#225;vel pela colheita dos dados. Aos que acederam participar foi explicado o estudo e solicitado, pela mesma investigadora, a assinatura do consentimento informado. </p>     <p>Para a avalia&#231;&#227;o da QoL utilizou-se um instrumento espec&#237;fico, o Perfil de Sa&#250;de do Diab&#233;tico (DHP), validado para a popula&#231;&#227;o portuguesa,<sup>17</sup> que mede a disfun&#231;&#227;o psicossocial e comportamental em diab&#233;ticos. A sua avalia&#231;&#227;o divide-se em tr&#234;s dimens&#245;es: &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221;, &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221; e &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221;, sendo cada uma classificada numa escala de 0 a 100, em que valores mais altos representam pior QoL. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Adicionalmente, foram recolhidos por entrevista dados sociodemogr&#225;ficos (data de nascimento, idade, g&#233;nero, estado civil e habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias) e averiguado se ocorreu epis&#243;dio de hipoglicemia severa no &#250;ltimo ano (epis&#243;dio com necessidade de interven&#231;&#227;o de outra pessoa para administra&#231;&#227;o de hidratos de carbono, glucagon ou aplica&#231;&#227;o de outras medidas de reanima&#231;&#227;o).<sup>18</sup> O acesso ao dados cl&#237;nicos (dura&#231;&#227;o da doen&#231;a determinada a partir da data de diagn&#243;stico de DM, regime terap&#234;utico (nenhum f&#225;rmaco, antidiab&#233;ticos orais, insulina), n&#250;mero de antidiab&#233;ticos orais, tipo de controlo glic&#233;mico (se HbA1c &lt; 7% - controlado; se HbA1c &#8805; 7% - n&#227;o controlado),<sup>19</sup> complica&#231;&#245;es macrovasculares (doen&#231;a cerebrovascular, doen&#231;a cardiovascular, doen&#231;a arterial perif&#233;rica)<sup>20</sup> e complica&#231;&#245;es microvasculares (retinopatia, neuropatia e nefropatia)<sup>20</sup>) ocorreu atrav&#233;s de consulta do processo cl&#237;nico eletr&#243;nico - sistema de apoio ao m&#233;dico (SAM).&nbsp; Estas complica&#231;&#245;es foram definidas de acordo com a codifica&#231;&#227;o da <i>International Classification Primary Care - 2<sup>nd</sup> edition</i> (ICPC-2), como se pode observar na <a href="#f1">Figura 1</a>. Relativamente &#224;s complica&#231;&#245;es microvasculares, existe na ICPC-2 uma codifica&#231;&#227;o espec&#237;fica para a nefropatia associada &#224; DM (Glomerulonefrite/Nefrose - U88), sendo esta a que &#233; codificada quando &#233; assinalado no Programa de Diabetes do SAM a presen&#231;a de nefropatia. Assim, determinou-se estar presente esta complica&#231;&#227;o nos doentes com registo de U88 - Glomerulonefrite/Nefrose nos antecedentes pessoais. N&#227;o se considerou a codifica&#231;&#227;o de U99 - Outras doen&#231;as urin&#225;rias e que inclui a insufic&#234;ncia renal cr&#243;nica atendendo &#224;s m&#250;ltiplas causas desta patologia, n&#227;o exclusiva da DM.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a05f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Posteriormente foi entregue o question&#225;rio DHP, preenchido pelo utente, sempre na presen&#231;a da mesma investigadora. Esta verificava se o question&#225;rio estava integralmente preenchido, solicitando ao utente a sua conclus&#227;o sempre que necess&#225;rio.</p>     <p>Elaborou-se uma base de dados eletr&#243;nica e recorreu-se ao programa inform&#225;tico <i>Statistical Package for the Social Science</i>&#174;, vers&#227;o 22, para tratamento dos dados. A exist&#234;ncia de distribui&#231;&#227;o normal foi avaliada atrav&#233;s de valores de assimetria e curtose (considerou-se como distribui&#231;&#227;o normal valores entre 2 e -2) e de histogramas.<sup>21</sup></p>     <p>Para avaliar a influ&#234;ncia das vari&#225;veis cont&#237;nuas nos resultados das dimens&#245;es do DHP determinou-se o coeficiente de correla&#231;&#227;o de <i>Pearson.</i> Para as vari&#225;veis categ&#243;ricas realizou-se o teste de <i>Levene</i> para a igualdade de vari&#226;ncias e foram utilizados os testes <i>t-student</i> e ANOVA. Quando encontradas diferen&#231;as estatisticamente significativas ap&#243;s aplica&#231;&#227;o do teste ANOVA foi realizado o teste <i>post-hoc</i> Tukey. Para os testes com diferen&#231;as estatisticamente significativas calculou-se a magnitude de efeito atrav&#233;s do <i>d</i> de Cohen para o <i>t-student</i> (pequeno se 0,20 &#8804; <i>d</i> &lt; 0,50, m&#233;dio se 0,50 &#8804; <i>d</i> &lt; 0,80 e grande se <i>d</i> &#8805; 0,80) e do &#951;<sup>2</sup> para a ANOVA (pequeno se 0,01 &#8804; &#951;<sup>2</sup> &lt; 0,06, m&#233;dio se 0,06 &#8804; &#951;<sup>2</sup> &lt; 0,14 e grande se &#951;<sup>2</sup> &#8805; 0,14).<sup>22</sup> </p>     <p>Para os testes de hip&#243;teses, devido &#224; desigualdade num&#233;rica existente entre os grupos nas vari&#225;veis estado civil, habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias, regime terap&#234;utico e n&#250;mero de antidiab&#233;ticos, procedeu-se &#224; agrega&#231;&#227;o dos existentes, formando novos grupos com menores diferen&#231;as de tamanho entre si. Na vari&#225;vel estado civil formaram-se dois grupos, consoante a exist&#234;ncia (casado/a e uni&#227;o de facto) ou n&#227;o (solteiro/a, vi&#250;vo/a e divorciado/a) de rela&#231;&#227;o conjugal. Agruparam-se os grupos das habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias em tr&#234;s: escolaridade inferior ao 1.<sup>o</sup> ciclo, 1.<sup>o</sup> ciclo de escolaridade e escolaridade superior ao 1.<sup>o</sup> ciclo. Atendendo &#224; influ&#234;ncia da insulinoterapia na QoL reportada na bibliografia, dividiu-se a vari&#225;vel regime terap&#234;utico em dois grupos, sem insulinoterapia e com insulinoterapia. Finalmente, porque a maioria dos doentes realizava apenas um antidiab&#233;tico oral, para uniformizar o tamanho dos grupos agregaram-se os existentes, passando a vari&#225;vel regime terap&#234;utico a ser constitu&#237;da pelo grupo que realizava nenhum ou apenas um f&#225;rmaco e pelo grupo cuja terap&#234;utica era constitu&#237;da por mais de um f&#225;rmaco.</p>     <p>Todas as vari&#225;veis que apresentaram rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa com pelo menos uma dimens&#227;o do DHP foram inseridas num modelo de regress&#227;o linear m&#250;ltipla. Foi utilizado um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 0,05 para toda a an&#225;lise estat&#237;stica. </p>     <p>O question&#225;rio DHP foi aplicado ap&#243;s autoriza&#231;&#227;o dos autores da vers&#227;o validada para a popula&#231;&#227;o portuguesa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram obtidos pareceres favor&#225;veis do Coordenador da USF Espinho, do Diretor Executivo do Agrupamento de Centros de Sa&#250;de Espinho/Gaia, da Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de do Norte e da Subcomiss&#227;o de &#201;tica para as Ci&#234;ncias da Vida e da Sa&#250;de da Universidade do Minho.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Responderam ao question&#225;rio 231 doentes diab&#233;ticos.</p>     <p>Todas as vari&#225;veis cont&#237;nuas apresentaram distribui&#231;&#227;o normal.</p>     <p>Como se pode observar no <a href="#q1">Quadro I</a>, a m&#233;dia de idades foi de 67,5 anos, 49,8% da amostra eram homens, cerca de 66,0% dos indiv&#237;duos eram casados e 46,3% tinham o 1.<sup>o</sup> ciclo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a05q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&#231;&#227;o &#224;s caracter&#237;sticas cl&#237;nicas (<a href="#q1">Quadro I</a>), a dura&#231;&#227;o da doen&#231;a foi em m&#233;dia de 10,4 anos. A maioria dos doentes estava tratada apenas com antidiab&#233;ticos orais e, destes, 56,7% realizava apenas um f&#225;rmaco. Cerca de 68% dos doentes encontravam-se controlados do ponto de vista glic&#233;mico. Relativamente &#224;s complica&#231;&#245;es, foi reportado pelo menos um epis&#243;dio de hipoglicemia severa no &#250;ltimo ano por 20 participantes (8,7%) e 26,4% dos doentes tinham pelo menos uma complica&#231;&#227;o cr&#243;nica.</p>     <p>Nas dimens&#245;es &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221; e &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221;, a m&#233;dia foi de 20,0 e 30,5, respetivamente. A m&#233;dia da &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221; foi de 27,7 (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&#225;lise da correla&#231;&#227;o entre as tr&#234;s dimens&#245;es do question&#225;rio foi muito significativa entre todos os pares (<i>p</i>&lt;0,001). O maior coeficiente de correla&#231;&#227;o obtido foi entre &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221; e &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221; (<i>r</i>=0,62), seguida da &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221; e &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221; (<i>r</i>=0,44). A rela&#231;&#227;o entre as dimens&#245;es &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221; e &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221; apresentou uma menor correla&#231;&#227;o (<i>r</i>=0,28).</p>     <p>N&#227;o foram observadas diferen&#231;as estatisticamente significativas na idade, estado civil, n&#250;mero de antidiab&#233;ticos orais e complica&#231;&#245;es macrovasculares para as tr&#234;s dimens&#245;es do question&#225;rio (<a href="#q2">Quadro II</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a05q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na dimens&#227;o &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221;, a m&#233;dia dos resultados obtidos pelo g&#233;nero feminino foi superior &#224; do g&#233;nero masculino, sendo esta rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa (<i>t</i>(224)= -3,68; diferen&#231;a m&#233;dia (DFM): -5,8; Intervalo Confian&#231;a (IC) 95%: -9,0; -2,7) e com uma magnitude de efeito pequena (<i>d</i>=0,42). Foram encontradas diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os grupos das habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias (<i>F</i>(2,228)= -6,82; <i>p</i>=0,001), com um efeito m&#233;dio nesta dimens&#227;o (&#951;<sup>2</sup>=0,06) (<a href="#q2">Quadro II</a>), tendo sido posteriormente realizado um teste <i>post-hoc</i> que demonstrou que a m&#233;dia dos doentes com escolaridade inferior ao 1.<sup>o</sup> ciclo era superior, de forma estatisticamente significativa, &#224; do grupo com escolaridade superior ao 1.<sup>o</sup> ciclo (DFM: 8,2; IC 95%: 2,6; 13,7) e do 1.<sup>o</sup> ciclo maior que o do grupo com escolaridade superior ao 1.<sup>o</sup> ciclo (DFM: 4,4; IC95%: 0,1; 8,7), sem diferen&#231;as estatisticamente significativas entre o outro par (escolaridade inferior ao 1.<sup>o</sup> ciclo <i>versus</i> 1.<sup>o</sup> ciclo - DFM: 3,7; IC95%: -1,5; 9,0). </p>     <p>O <i>score</i> m&#233;dio dos doentes que reportaram hipoglicemia severa foi superior &#224; dos indiv&#237;duos que afirmaram n&#227;o ter tido nenhum epis&#243;dio (<i>t</i>(229)= -3,24; DFM: -9,3; IC95%: -14,9; -3,6), apresentando esta vari&#225;vel uma magnitude de efeito m&#233;dia (<i>d</i>=0,74). Os doentes com complica&#231;&#245;es microvasculares apresentaram um <i>score</i> m&#233;dio superior, estatisticamente significativo, aos doentes sem estas patologias (<i>t</i>(37)= -2,79; DFM: -8,3; IC95%: -14,4; -2,3), com uma magnitude de efeito m&#233;dia (<i>d</i>=0,66) (<a href="#q2">Quadro II</a>). As restantes vari&#225;veis n&#227;o demonstraram efeito estatisticamente significativo nesta dimens&#227;o.</p>     <p>Foi criado um modelo com as quatro vari&#225;veis com impacto na &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221; e todas mantiveram uma rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa. O modelo criado explica 14% da variabilidade desta dimens&#227;o (<i>F</i>(4,226)= 10,14; <i>p</i>&lt;0,001; R<sup>2</sup><i><sub>adj</sub></i>= 0,14) (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a05q3.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Dos fatores sociodemogr&#225;ficos, s&#243; as habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias afetaram de forma estatisticamente significativa os resultados obtidos na dimens&#227;o &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221; (<i>F</i>(2,228)= 3,40; <i>p</i>=0,035) (<a href="#q2">Quadro II</a>). Realizou-se um teste <i>post-hoc</i> que revelou n&#227;o existirem diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os grupos com escolaridade inferior ao 1.<sup>o</sup> ciclo e 1.<sup>o</sup> ciclo (DFM: 0,6; IC95%: -6,7; 7,7), nem entre o grupo com escolaridade inferior ao 1.<sup>o</sup> ciclo e superior ao 1.<sup>o</sup> ciclo (DFM: 6,4; IC95%: -1,1; 13,9). O grupo 1.<sup>o</sup> ciclo apresentou um score m&#233;dio mais alto em rela&#231;&#227;o ao grupo com escolaridade superior ao 1.<sup>o</sup> ciclo (DFM: -5,8; IC95%: -11,7; -0,0).</p>     <p>Quanto &#224; dura&#231;&#227;o da doen&#231;a, esta mostrou-se correlacionada de modo estatisticamente significativo com os resultados da dimens&#227;o &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221; (<i>r</i>=0,17; <i>p</i>=0,010) (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>     <p>Ainda em rela&#231;&#227;o a esta dimens&#227;o, o grupo sem insulinoterapia apresentou uma m&#233;dia inferior &#224; do grupo insulinotratado, sendo esta diferen&#231;a estatisticamente significativa (<i>t</i>(229)= -4,01; DFM: -12,9; IC95%: -19,3; -6,6). O tratamento com insulina mostrou uma magnitude de efeito grande (<i>d</i>=0,81). A hipoglicemia severa afetou os resultados das &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221; (<i>t</i>(229)= -3,64; DFM: -14,1; IC95%:-21,7; -6,5),&nbsp; com uma magnitude de efeito m&#233;dia (<i>d</i>=0,75). Pacientes com complica&#231;&#245;es microvasculares apresentaram m&#233;dias superiores nesta dimens&#227;o comparativamente aos utentes sem estas complica&#231;&#245;es (<i>t</i>(229)= -2,67; DFM: -8,4; IC95%: -14,6; -2,2). N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os grupos das outras vari&#225;veis estudadas em rela&#231;&#227;o a esta dimens&#227;o (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>     <p>Quando inseridas num modelo considerando as cinco vari&#225;veis com impacto nas &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221;, as habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias (<i>p</i>=0,095), a dura&#231;&#227;o da doen&#231;a (<i>p</i>=0,383) e as complica&#231;&#245;es microvasculares (<i>p</i>=0,238) perderam a signific&#226;ncia estat&#237;stica (regime terap&#234;utico - <i>p</i>=0,008; hipoglicemia severa - <i>p</i>=0,013). O novo modelo, criado apenas com o regime terap&#234;utico (<i>p</i>=0,001) e a hipoglicemia severa (<i>p</i>=0,003), explica 9,0% da variabilidade desta dimens&#227;o (<i>F</i>(2,228)= 12,71; <i>p</i>&lt;0,001; R<sup>2</sup><i><sub>adj</sub></i>=0,09) (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>     <p>As habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias apresentaram rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa com a dimens&#227;o &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221; (<i>F</i>(2,228)= 3,35; <i>p</i>=0,037), com magnitude de efeito pequena (&#951;<sup>2</sup>=0,03) (<a href="#q2">Quadro II</a>). Entre o grupo com escolaridade inferior ao 1.<sup>o</sup> ciclo e superior ao 1.<sup>o</sup> ciclo existiu uma diferen&#231;a estatisticamente significativa (DFM: 8,3; IC95%: 0,3; 16,4), o que n&#227;o aconteceu com as outras compara&#231;&#245;es (grupo com escolaridade inferior ao 1.<sup>o</sup> ciclo <i>versus</i> 1.<sup>o</sup> ciclo - DFM: 7,4; IC95%: -0,3; 15,1; 1.<sup>o</sup> ciclo <i>versus</i> grupo com escolaridade superior ao 1.<sup>o</sup> ciclo - DFM: 0,9; IC95%: -5,4; 7,2).</p>     <p>A dimens&#227;o &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221; s&#243; demonstrou rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa com uma vari&#225;vel cl&#237;nica, o controlo glic&#233;mico - os doentes n&#227;o controlados apresentaram piores resultados, com uma m&#233;dia superior aos doentes controlados (<i>t</i>(229)= 2,23; DFM: 5,7; IC95%: 0,6; 10,7) com uma magnitude de efeito pequena (<i>d</i>=0,33) (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>     <p>As duas vari&#225;veis descritas mantiveram rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa com a &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221; quando consideradas conjuntamente (habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias - <i>p</i>=0,020; controlo glic&#233;mico - <i>p</i>=0,019). O modelo criado explica 4,0% da vari&#226;ncia desta dimens&#227;o (<i>F</i>(2,228)= 5,27; <i>p</i>=0,006; R<sup>2</sup><i><sub>adj</sub></i>=0,04) (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>Neste estudo, analisando de forma individual, para a dimens&#227;o &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221;, o g&#233;nero feminino (com uma magnitude de efeito pequena), menos habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias, ocorr&#234;ncia de hipoglicemia severa e a presen&#231;a de complica&#231;&#245;es microvasculares (ambas com um efeito m&#233;dio), teve um impacto negativo estatisticamente significativo na QoL, explicando 14% da variabilidade desta dimens&#227;o. Quanto &#224; dimens&#227;o &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221;, 9% da sua variabilidade reside na insulinoterapia e na ocorr&#234;ncia de hipoglicemia severa, ambas com uma magnitude de efeito grande. Os indiv&#237;duos com menor escolaridade e os n&#227;o controlados do ponto de vista glic&#233;mico obtiveram uma pior QoL, de forma estatisticamente significativa, na dimens&#227;o &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221; e com uma magnitude de efeito pequena, explicando 4% da sua variabilidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os valores m&#233;dios das tr&#234;s dimens&#245;es, 20,0 para a &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221;, 30,5 para as &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221; e 27,7 para a &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221;, foram ligeiramente inferiores aos reportados noutro estudo portugu&#234;s com diab&#233;ticos tipo 2 (23,9, 33,4 e 33,9, respetivamente).<sup>16</sup> Aparentemente, a popula&#231;&#227;o estudada neste trabalho ter&#225; uma maior QoL; no entanto, desconhecem-se os intervalos dos resultados no estudo previamente citado. A &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221; mant&#233;m-se como o par&#226;metro menos afetado. Em rela&#231;&#227;o &#224;s tr&#234;s dimens&#245;es do DHP, a correla&#231;&#227;o muito significativa entre todas revela coer&#234;ncia da escala. </p>     <p>N&#227;o se demonstrou uma rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre a QoL dos doentes diab&#233;ticos e a idade, contrariamente ao que ocorre na popula&#231;&#227;o geral, incluindo doentes com DM tipo 2,<sup>12</sup> provavelmente por ter sido utilizado um instrumento espec&#237;fico que avalia somente dimens&#245;es da QoL relevantes na DM.</p>     <p>O g&#233;nero feminino relacionou-se com um impacto negativo na dimens&#227;o &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221;, o que est&#225; de acordo com os dados encontrados por Schunk <i>et al.</i><sup>12</sup> A maior preval&#234;ncia de depress&#227;o e dist&#250;rbios afetivos e de ansiedade em mulheres, encontrada numa popula&#231;&#227;o de doentes diab&#233;ticos, pode ser uma explica&#231;&#227;o para este achado.<sup>23</sup></p>     <p>Relativamente &#224; propor&#231;&#227;o de mulheres e homens (1:1) encontrada, esta n&#227;o coincide com os dados do OND referentes ao ano 2013 (2:3).<sup>2</sup> Esta diferen&#231;a pode ser explicada por ter sido utilizada uma amostra de conveni&#234;ncia e/ou por as mulheres serem geralmente mais frequentadoras de consultas m&#233;dicas.<sup>24</sup></p>     <p>Menor escolaridade mostrou rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa com menor QoL nas dimens&#245;es &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221; e &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221;.<sup>5-6</sup> Os indiv&#237;duos com menor escolaridade apresentam, potencialmente, uma menor compreens&#227;o da doen&#231;a e da terap&#234;utica, sobretudo quando n&#227;o existe adequa&#231;&#227;o do discurso e dos materiais de apoio (folhetos, v&#237;deos, livros) &#224;s habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias do doente, podendo acarretar altera&#231;&#245;es significativas na sua QoL. </p>     <p>A dura&#231;&#227;o da doen&#231;a apresentou, inicialmente, uma rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa com piores resultados nas &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221; mas, quando se consideraram poss&#237;veis vi&#233;ses de confundimento (habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias, insulinoterapia, hipoglicemia severa e complica&#231;&#245;es microvasculares), esta rela&#231;&#227;o perdeu-se. Estes dados s&#227;o concordantes com a aus&#234;ncia de consenso sobre o impacto da dura&#231;&#227;o da doen&#231;a na QoL.<sup>5</sup> Esta &#233; uma medida de dif&#237;cil avalia&#231;&#227;o (sujeita a vieses de registo e mem&#243;ria quando o diagn&#243;stico n&#227;o foi realizado pelo m&#233;dico que regista e sim fornecida pelo doente) e cujo valor encontrado ser&#225; sempre inferior ao real, uma vez que a doen&#231;a se inicia at&#233; v&#225;rios anos antes do diagn&#243;stico que n&#227;o s&#227;o contabilizados.</p>     <p>Constatou-se que os doentes a realizar insulinoterapia apresentavam uma QoL menos satisfat&#243;ria na dimens&#227;o &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221;. Neves <i>et al,</i><sup>15</sup> recorrendo ao DHP, compararam a QoL dos diab&#233;ticos, tipo 1 e tipo 2, cujo regime terap&#234;utico consistia na toma de antidiab&#233;ticos orais, insulinoterapia ou na combina&#231;&#227;o dos dois. N&#227;o sendo poss&#237;vel a confronta&#231;&#227;o direta de dados importa relevar que um menor n&#237;vel de QoL estava associado a insulinoterapia e que, em todas as associa&#231;&#245;es estudadas, a dimens&#227;o &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221; foi sempre afetada.<sup>15</sup> Os mitos associados ao uso de insulina (maior probabilidade de complica&#231;&#245;es mais graves e morte precoce) aliada a automonitoriza&#231;&#227;o frequente (medi&#231;&#245;es e perce&#231;&#227;o da variabilidade da glicemia de acordo com a alimenta&#231;&#227;o) poder&#227;o ser aspetos que explicam esta menor QoL.</p>     <p>O n&#250;mero de f&#225;rmacos n&#227;o teve efeito na QoL, o que &#233; consistente com o estudo de Tamir <i>et al.</i><sup>7</sup> Cada vez mais existe uma maior preocupa&#231;&#227;o do m&#233;dico e da ind&#250;stria farmac&#234;utica em minimizar o impacto da ingest&#227;o de comprimidos na vida do doente e melhorar a ades&#227;o terap&#234;utica. Estrat&#233;gias como uso de comprimidos de dimens&#245;es reduzidas, associa&#231;&#245;es fixas de f&#225;rmacos, mol&#233;culas de efeito mais prolongado e redu&#231;&#227;o do n&#250;mero de tomas s&#227;o cada vez mais utilizadas. Do ponto de vista da QoL do doente, numa primeira fase ser&#225; provavelmente mais ben&#233;fico aumentar o n&#250;mero de antidiab&#233;ticos orais do que iniciar insulinoterapia.<sup>7</sup> No entanto, em doentes em que o controlo glic&#233;mico necess&#225;rio &#224; preven&#231;&#227;o de complica&#231;&#245;es microvasculares cr&#243;nicas s&#243; &#233; alcan&#231;ado com insulinoterapia, esta pode ter um papel ben&#233;fico na QoL.<sup>25</sup> Cabe ao m&#233;dico ponderar todas estas informa&#231;&#245;es e envolver o doente na tomada de decis&#227;o. &#201; tamb&#233;m importante perceber porque se relaciona a insulinoterapia com pior QoL e se uma desmistifica&#231;&#227;o deste regime terap&#234;utico alteraria esta rela&#231;&#227;o.</p>     <p>A aus&#234;ncia de controlo glic&#233;mico associa-se a QoL menos satisfat&#243;ria,<sup>9</sup> principalmente quando avaliada com instrumentos espec&#237;ficos.<sup>5</sup> Neste trabalho, este par&#226;metro relacionou-se com valores mais elevados na dimens&#227;o &#8220;alimenta&#231;&#227;o desinibida&#8221;, o que seria expect&#225;vel, j&#225; que h&#225;bitos alimentares inadequados levar&#227;o ao aumento da HbA1c. Por outro lado, se a doen&#231;a n&#227;o est&#225; controlada, &#233; maior a probabilidade de ser necess&#225;rio aumentar o n&#250;mero de f&#225;rmacos, recorrer a insulinoterapia ou surgirem complica&#231;&#245;es microvasculares (estas duas &#250;ltimas associadas tamb&#233;m a menor QoL). Para uma classifica&#231;&#227;o mais correta dos doentes controlados e n&#227;o controlados recomendam-se estudos futuros que tenham em conta os objetivos individuais de HbA1c.</p>     <p>Os epis&#243;dios de hipoglicemia severa s&#227;o, por vezes, subestimados na DM tipo 2,<sup>26</sup> mas a sua avalia&#231;&#227;o &#233; importante, verificando-se que 8,7% da amostra reportou um epis&#243;dio destes no &#250;ltimo ano e estes mostraram estar relacionados com valores mais elevados de &#8220;tens&#227;o psicol&#243;gica&#8221; e &#8220;barreiras &#224; atividade&#8221;. A rela&#231;&#227;o destes epis&#243;dios com QoL menos satisfat&#243;ria &#233; concordante com estudos anteriores.<sup>6,10</sup> O receio de recorr&#234;ncia de epis&#243;dios de hipoglicemia e das suas consequ&#234;ncias (acidentes, coma e mesmo morte) poder&#225; levar a ansiedade, medo e condicionamento das atividades de vida di&#225;ria e consequentemente &#224; diminui&#231;&#227;o da autonomia dos doentes com DM.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tal como descrito por Boini <i>et al,</i><sup>6</sup> as complica&#231;&#245;es microvasculares apresentaram uma rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa com pior QoL, ao contr&#225;rio das macrovasculares. Os doentes com sequelas mais graves serem seguidos fundamentalmente ao n&#237;vel hospitalar e a impossibilidade dos mesmos se dirigirem &#224; USF, devido &#224;s limita&#231;&#245;es impostas pela doen&#231;a, poder&#227;o justificar este achado. Tamb&#233;m o facto das complica&#231;&#245;es microvasculares serem geralmente progressivas, com possivelmente maior condicionamento da vida do doente, como por exemplo no caso da cegueira ou da insufici&#234;ncia renal terminal, poder&#225; contribuir para este resultado. As complica&#231;&#245;es macrovasculares ocorrem de forma epis&#243;dica (acidente vascular cerebral ou enfarte agudo do mioc&#225;rdio) e poder&#227;o estar associadas a sequelas ou n&#227;o.</p>     <p>O uso de instrumentos espec&#237;ficos para a avalia&#231;&#227;o da QoL em doentes diab&#233;ticos &#233; uma mais-valia porque podem apresentar maior sensibilidade na avalia&#231;&#227;o de dom&#237;nios com particular relev&#226;ncia para estes doentes e n&#227;o ser t&#227;o influenciados por vari&#225;veis n&#227;o relacionadas com a DM, como o emprego ou finan&#231;as.<sup>27</sup> No entanto, nenhuma ferramenta conseguiu ainda avaliar todos os dom&#237;nios relevantes na QoL dos doentes com DM, existindo diversas e que dever&#227;o ser aplicadas de acordo com o que se pretende avaliar (e.g., os instrumentos &#8220;Cren&#231;as em Sa&#250;de Relacionadas com a Diabetes&#8221;, &#8220;Escala de Medi&#231;&#227;o do Impacto da Diabetes&#8221;, &#8220;DHP&#8221;, &#8220;Escala de Bem-Estar Psicol&#243;gico&#8221;).<sup>28</sup></p>     <p>O tamanho amostral consider&#225;vel e o facto de todas as entrevistas terem sido realizadas pela mesma investigadora s&#227;o tamb&#233;m pontos fortes deste estudo.</p>     <p>As diferen&#231;as substanciais no n&#250;mero de elementos de alguns grupos foi uma limita&#231;&#227;o, pelo que as conclus&#245;es dever&#227;o ser cuidadosamente analisadas. Poder&#227;o existir associa&#231;&#245;es estatisticamente significativas que n&#227;o foram poss&#237;veis de ser demonstradas por causa da insufici&#234;ncia do tamanho de cada grupo. Por outro lado, o tipo de agrega&#231;&#227;o de grupos poder&#225; ter criado ou mascarado associa&#231;&#245;es. Verificou-se que esta &#250;ltima medida n&#227;o resolveu totalmente o problema da diferen&#231;a de tamanho amostral, o que impossibilitou uma avalia&#231;&#227;o mais detalhada. Seria importante realizar estudos com amostras em <i>clusters</i> para assegurar grupos dimensionalmente semelhantes, permitindo uma an&#225;lise mais completa e correta.</p>     <p>Tendo recorrido a algumas quest&#245;es sociodemogr&#225;ficas e cl&#237;nicas e a um question&#225;rio de autopreenchimento, n&#227;o se podem ignorar os poss&#237;veis vieses de mem&#243;ria e as dificuldades de interpreta&#231;&#227;o. No entanto, o facto destes dados terem sido colhidos pela mesma investigadora e existir a possibilidade dos doentes tirarem d&#250;vidas poder&#225; ter minimizado estes potenciais vieses. A informa&#231;&#227;o cl&#237;nica foi acedida atrav&#233;s do SAM, com poss&#237;veis erros de registo ou codifica&#231;&#227;o. </p>     <p>Devido &#224; natureza transversal do estudo n&#227;o &#233; poss&#237;vel retirar ila&#231;&#245;es de causa-efeito entre as vari&#225;veis e as dimens&#245;es da QoL avaliadas. </p>     <p>Por limita&#231;&#245;es de tempo e custos recorreu-se a uma amostra de conveni&#234;ncia, que poder&#225; n&#227;o ser representativa da popula&#231;&#227;o. A escolha de doentes vigiados e com um registo de HbA1c no ano de 2013 poder&#225; tamb&#233;m ser uma limita&#231;&#227;o, uma vez que um doente mais utilizador dos servi&#231;os de sa&#250;de teve maior probabilidade de participar no estudo. </p>     <p>Os crit&#233;rios de exclus&#227;o constitu&#237;ram um vi&#233;s de sele&#231;&#227;o. Doentes com doen&#231;a mais avan&#231;ada, maior n&#250;mero de complica&#231;&#245;es, nomeadamente retinopatia, podem ter sido impossibilitados de participar por incapacidade de ler e responder ao question&#225;rio. Assim, os valores das dimens&#245;es que pretendem avaliar a QoL podem estar subestimados.</p>     <p>Os modelos criados com as vari&#225;veis estudadas explicam uma pequena parte da vari&#226;ncia da QoL dos doentes com DM tipo 2 desta amostra, o que poder&#225; ser justificado pela complexidade desta avalia&#231;&#227;o. &#201; expect&#225;vel que sejam muitos os fatores que contribuam para a varia&#231;&#227;o da QoL. Os futuros estudos dever&#227;o debru&#231;ar-se noutros par&#226;metros que possam afetar a QoL, nomeadamente os h&#225;bitos e estilos de vida, par&#226;metros antropom&#233;tricos, outros valores anal&#237;ticos para al&#233;m da HbA1c e a exist&#234;ncia de co-morbilidades. No entanto, para al&#233;m de perceber o que afeta a QoL, &#233; fundamental perceber que estrat&#233;gias se podem criar para minimizar o impacto da doen&#231;a no quotidiano. </p>     <p>Os profissionais de sa&#250;de devem, por isso, prestar maior aten&#231;&#227;o aos doentes com estas caracter&#237;sticas, tentando minimizar o efeito negativo da doen&#231;a no seu dia-a-dia. Perceber quais as determinantes da QoL das pessoas com DM tipo 2 &#233; um passo primordial para uma medicina centrada no doente, procurando-se um equil&#237;brio entre os imperativos do controlo da doen&#231;a e as necessidades, desejos e expectativas do paciente em rela&#231;&#227;o &#224; doen&#231;a e ao futuro, encarando a QoL como um objetivo terap&#234;utico.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. International Diabetes Federation. IDF diabetes atlas. 6th ed. Brussels: IDF; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S2182-5173201500030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 2930229853</p>     <!-- ref --><p>2. Sociedade Portuguesa de Diabetologia. Diabetes: factos e n&#250;meros 2014 - Relat&#243;rio anual do Observat&#243;rio Nacional da Diabetes. Lisboa: SPD; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201500030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>     <!-- ref --><p>3. Krumholz HM. Outcomes research: generating evidence for best practice and policies. Circulation. 2008;118(3):309-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201500030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. WHOQOL-Group. WHOQOL: measuring quality of life. Geneva: World Health Organization; 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201500030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Rubin RR, Peyrot M. Quality of life and diabetes. Diabetes Metab Res Rev. 1999;15(3):205-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201500030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Boini S, Erpelding ML, Fagot-Campagna A, Mesbach M, Chwalow J, Penfornis A, et al. Factors associated with psychological and behavioral functioning in people with type 2 diabetes living in France. Health Qual Life Outcomes. 2010;8:124.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201500030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Tamir O, Wainstein J, Raz I, Shemer J, Heymann A. Quality of life and patient-perceived difficulties in the treatment of type 2 diabetes. Rev Diabet Stud. 2012;9(1):46-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201500030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Zhang P, Brown MB, Bilik D, Ackermann RT, Li R, Herman WH. Health utility scores for people with type 2 diabetes in U.S. managed care health plans. Diabetes Care. 2012;35(11):2250-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201500030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>9. Kamarul Imran M, Ismail AA, Naing L, Wan Nohamad WB. Type 2 diabetes mellitus patients with poor glycaemic control have lower quality of life scores as measured by the Short Form-36. Singapore Med J. 2010;51(2):157-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201500030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Alvarez-Guisasola F, Yin DD, Nocea G, Qiu Y, Mavros P. Association of hypoglycemic symptoms with patients&#8217; rating of their health-related quality of life state: a cross sectional study. Health Qual Life Outcomes. 2010;8:86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201500030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>11. Kleefstra N, Landman GW, Houweling ST, Ubink-Veltmaat LJ, Logtenberg SJ, Meyboom-de Jong B, et al. Prediction of mortality in type 2 diabetes from health-related quality of life (ZODIAC-4). Diabetes Care. 2008;31(5):932-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201500030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;&nbsp; </p>     <!-- ref --><p>12. Schunk M, Reitmeir P, Schipf S, V&#246;lzke H, Meisinger C, Thorand B, et al. Health-related quality of life in subjects with and without Type 2 diabetes: pooled analysis of five population-based surveys in Germany. Diabet Med. 2012;29(5):646-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201500030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>     <!-- ref --><p>13. Lopes I, Correia S, Marques L, Couto L. Qualidade de vida das pessoas com diabetes mellitus tipo 1. Rev Port Diabetes. 2010;5(3):110-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201500030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>14. Torres A, Fonte M, Martins V, Silva I, Cardoso H, Rocha C, et al. Qualidade de vida: estudo de uma popula&#231;&#227;o com diabetes mellitus tipo 1 (Quality of life: a study in a population with type II diabetes). Rev Port Endocrinol Diab Metab. 2010;5(2):49-54. Portuguese</p>     <p>15. Neves C, Carvalheiro M, Ferreira PL. Qualidade de vida em pessoas com diabetes mellitus (Quality of life in people with diabetes mellitus). Arquivos Med. 2002;16(4/5/6):200-10. Portuguese </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>16. Ferreira MM, Ver&#237;ssimo MT. Melhoria cont&#237;nua da qualidade na presta&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de ao doente diab&#233;tico tipo 2 (Health care quality of life improvement in type 2 diabetic patients). Rev Port Sa&#250;de P&#250;blica. 2008;26(2):37-60. Portuguese </p>     <p>17. Ferreira PL, Neves C. O perfil de sa&#250;de do diab&#233;tico (The diabetes health profile). Bol Soc Port Diabetol. 2002;6:10-7. Portuguese </p>     <p>18. American Diabetes Association Workgroup on Hypoglycemia. De&#64257;ning and reporting hypoglycemia in diabetes: a report from the American Diabetes Association Workgroup on Hypoglycemia. Diabetes Care. 2005;28(5):1245-9.&nbsp; </p>     <!-- ref --><p>19. American Diabetes Association. Executive summary: standards of medical care in diabetes - 2013. Diabetes Care. 2013;36 Suppl 1:S4-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-5173201500030000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>     <!-- ref --><p>20. Fowler MJ. Microvascular and macrovascular complications of diabetes. Clin Diabetes. 2008;26(2):77-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-5173201500030000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>21. Garson GD. Testing statistical assumptions. Asheboro: Statistical Associates Publishing; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S2182-5173201500030000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>     <!-- ref --><p>22. Cohen J. Statistical power analysis for the behavioral sciences. 2nd ed. Hillsdale, NJ: Routledge; 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-5173201500030000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780805802832</p>     <!-- ref --><p>23. Hermanns N, Kulzer B, Krichbaum M, Kubiak T, Haak T. Affective and anxiety disorders in a German sample of diabetic patients: prevalence, comorbidity and risk factors. Diabet Med. 2005;22(3):293-300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-5173201500030000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>24. Vint&#233;m JM, Guerreiro MD, Carvalho H. Desigualdades de g&#233;nero e sociais na sa&#250;de e doen&#231;a em Portugal: uma an&#225;lise do m&#243;dulo &#8220;Sa&#250;de&#8221; do European Social Survey - 2004. In VI Congresso Portugu&#234;s de Sociologia - Mundos sociais: saberes e pr&#225;ticas, Faculdade de Ci&#234;ncias Sociais e Humanas (UNL), 25-28 de junho de 2008.</p>     <!-- ref --><p>25. Pouwer F, Hermanns N. Insulin therapy and quality of life: a review. Diabetes Metab Res Rev. 2009;25 Suppl 1:S4-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S2182-5173201500030000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>     <!-- ref --><p>26. Zammitt NN, Frier BM. Hypoglycemia in type 2 diabetes: pathophysiology, frequency, and effects of different treatment modalities. Diabetes Care. 2005;28(12):2948-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S2182-5173201500030000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Speight J, Reaney MD, Barnard KD. Not all roads lead to Rome: a review of quality of life measurement in adults with diabetes. Diabet Med. 2009;26(4):315-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S2182-5173201500030000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>28. Ferreira PL, Neves C. Qualidade de vida e diabetes (Quality of life and diabetes). Rev Port Clin Geral 2002;18(6):402-8. Portuguese</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Carla Lopes da Mota </p>     <p>Rua Delfim Ferreira, 231 - 1&#186; Dto Frt, 4410-436 Arcozelo</p>     <p>TLM 964780620</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:carlalopesmota@gmail.com">carlalopesmota@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>A autora Carla Lopes da Mota declara ser editora da RPMGF n&#227;o tendo participado no processo editorial deste artigo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Pr&#233;mios</b></p>     <p>O trabalho final foi vencedor do Pr&#233;mio Ernesto Roma Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios 2013.</p>     <p><b>Comiss&#227;o de &#233;tica</b></p>     <p>Estudo realizado ap&#243;s parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica da Sa&#250;de da ARS Norte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 26-08-2014</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 22-05-2015</b></p>     <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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