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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Anisocoria requires exclusion of serious neurological pathology but it may also be a benign and self - limiting condition, as in cholinergic blockade of the pupillary sphincter by parasympatheticolytic substances or in rare conditions such as benign episodic mydriasis. Case description: A 22 year-old male farm worker presented in June 2014 with decreased visual acuity and &#8216;foggy vision' in the right eye. There was no history of contact with toxins. Examination revealed unilateral mydriasis of the right pupil and decrease in the pupillary light reflex and in the ipsilateral accommodation - convergence reflex. No changes were noted in extra-ocular movements or in the position of the eyelids. No other abnormalities were found on physical examination. The patient was referred to the Ophthalmology Emergency Department where he underwent further examination that did not reveal additional findings. Comment: A negative history of contact with toxins, the absence of other neurological signs or symptoms, and a normal magnetic resonance angiography study support a diagnosis of benign episodic mydriasis. This is a rare condition, which appears to be related to autonomic dysfunction. It is important for family physicians to be aware of this condition, to know how to perform a correct clinical examination, and to refer the patient for additional testing to exclude other diagnoses. Patients require reassurance that the condition is benign and proper follow-up for possible recurrence.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS BREVES</b></p>     <p><font size="4"><b>Um caso de midr&#237;ase epis&#243;dica benigna</b></font></p>     <p><font size="3"><b>A case of benign episodic mydriasis</b></font></p>     <p><b>Rita Ferreira,<sup>1</sup> Margarida Moreira,<sup>1</sup> Cristiana Martins,<sup>1</sup> Lu&#237;s Gomes<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar na USF das Ondas</p>     <p><sup>2</sup>Assistente de Medicina Geral e Familiar, USF Esposende Norte</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> A anisocoria &#233; um sinal de alarme que deve sempre implicar a exclus&#227;o de patologia neurol&#243;gica grave, mas pode tamb&#233;m ser a tradu&#231;&#227;o de uma condi&#231;&#227;o benigna e autolimitada, como o bloqueio colin&#233;rgico do esf&#237;ncter da pupila por exposi&#231;&#227;o a subst&#226;ncias parassimpaticol&#237;ticas ou quadros raros como a midr&#237;ase epis&#243;dica benigna. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Descri&#231;&#227;o do caso:</b> Homem de 22 anos, agricultor, natural e residente em Agu&#231;adoura. Pertencente a fam&#237;lia nuclear, na fase I do ciclo de Duvall e classe m&#233;dia-alta de Graffar. Sem antecedentes pessoais ou familiares de relevo. Sem medica&#231;&#227;o habitual.</p>     <p>Apresentou-se na Consulta Aberta em junho de 2014 com um quadro de diminui&#231;&#227;o da acuidade visual e &#8220;sensa&#231;&#227;o de vis&#227;o enevoada&#8221; <i>(sic)</i> &#224; direita. Negava hist&#243;ria de contacto com t&#243;xicos. Ao exame objetivo apresentava midr&#237;ase unilateral &#224; direita e diminui&#231;&#227;o dos reflexos pupilares fotomotores e do reflexo acomoda&#231;&#227;o-converg&#234;ncia homolateral. Sem altera&#231;&#245;es dos movimentos extr&#237;nsecos dos olhos ou do posicionamento palpebral bilateral. Sem outras altera&#231;&#245;es ao exame f&#237;sico. Foi referenciado ao servi&#231;o de urg&#234;ncia de oftalmologia onde realizou exame oftalmol&#243;gico completo, testes farmacol&#243;gicos, tomografia computorizada cerebral e angioresson&#226;ncia (angioRM) cerebral, que n&#227;o apresentaram altera&#231;&#245;es.</p>     <p><b>Coment&#225;rio:</b> A aus&#234;ncia de outros sinais ou sintomas neurol&#243;gicos, de altera&#231;&#245;es na angioRM e de contacto com t&#243;xicos aponta para uma situa&#231;&#227;o de midr&#237;ase epis&#243;dica benigna. Trata-se de um quadro raro, cuja fisiopatologia parece estar relacionada com disfun&#231;&#227;o auton&#243;mica. </p>     <p>&#201; importante que o m&#233;dico de fam&#237;lia tenha conhecimento da sua exist&#234;ncia, saiba fazer um correto exame e oriente adequadamente o doente para exclus&#227;o de outros diagn&#243;sticos diferenciais com diferentes progn&#243;sticos, tranquilizando e vigiando posteriormente o doente no que diz respeito &#224; benignidade desta entidade e antecipando a possibilidade de recorr&#234;ncias.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Anisocoria; Midr&#237;ase.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Anisocoria requires exclusion of serious neurological pathology but it may also be a benign and self - limiting condition, as in cholinergic blockade of the pupillary sphincter by parasympatheticolytic substances or in rare conditions such as benign episodic mydriasis.</p>     <p><b>Case description:</b> A 22 year-old male farm worker presented in June 2014 with decreased visual acuity and &#8216;foggy vision&#8217; in the right eye. There was no history of contact with toxins. Examination revealed unilateral mydriasis of the right pupil and decrease in the pupillary light reflex and in the ipsilateral accommodation - convergence reflex. No changes were noted in extra-ocular movements or in the position of the eyelids. No other abnormalities were found on physical examination. The patient was referred to the Ophthalmology Emergency Department where he underwent further examination that did not reveal additional findings. </p>     <p><b>Comment:</b> A negative history of contact with toxins, the absence of other neurological signs or symptoms, and a normal magnetic resonance angiography study support a diagnosis of benign episodic mydriasis. This is a rare condition, which appears to be related to autonomic dysfunction. It is important for family physicians to be aware of this condition, to know how to perform a correct clinical examination, and to refer the patient for additional testing to exclude other diagnoses. Patients require reassurance that the condition is benign and proper follow-up for possible recurrence.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Keywords:</b> Mydriasis; Anisocoria.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>O di&#226;metro pupilar (DP) depende do balan&#231;o entre a atividade do sistema nervoso parassimp&#225;tico e simp&#225;tico, que inervam os m&#250;sculos esf&#237;ncter e dilatador da pupila, respetivamente. A assimetria do DP (anisocoria) &#233; uma condi&#231;&#227;o comum e as causas variam desde patologias graves que amea&#231;am a vida at&#233; aquelas perfeitamente benignas.<sup>1-3</sup></p>     <p>Nos casos de anisocoria em que a pupila anormal est&#225; dilatada devem considerar-se como diagn&#243;sticos diferenciais: causas traum&#225;ticas que provocam les&#227;o do m&#250;sculo esf&#237;ncter da pupila, pupila de Adie, paralisia do III nervo craniano e exposi&#231;&#227;o unilateral a agentes midri&#225;ticos. Deve sempre excluir-se patologia neurol&#243;gica grave, nomeadamente tumores, aneurismas e infe&#231;&#245;es do sistema nervoso central.<sup>1-3</sup> No entanto, a anisocoria por midr&#237;ase unilateral pode tamb&#233;m ser uma manifesta&#231;&#227;o de um quadro mais raro de midr&#237;ase epis&#243;dica benigna, que cursa com epis&#243;dios intermitentes de assimetria pupilar, na maioria das vezes sem outra sintomatologia neurol&#243;gica.<sup>1-4</sup></p>     <p>Este caso pretende sensibilizar para uma entidade benigna, que &#233; a midr&#237;ase epis&#243;dica benigna. &#201; necess&#225;rio que o m&#233;dico de fam&#237;lia (MF) se encontre preparado para fazer a primeira abordagem de uma situa&#231;&#227;o de anisocoria e proceda a uma articula&#231;&#227;o atempada com os cuidados de sa&#250;de secund&#225;rios (CSS), sempre que necess&#225;rio. </p>     <p><b>Descri&#231;&#227;o do caso</b></p>     <p>Exp&#245;e-se o caso de um utente do sexo masculino, de 22 anos, caucasiano, agricultor de profiss&#227;o, natural e residente em Agu&#231;adoura, com o 9.<sup>o</sup> ano de escolaridade. Pertencente a uma fam&#237;lia nuclear, na fase I do ciclo de Duvall, com classe m&#233;dia-alta de Graffar. Sem antecedentes pessoais de relevo. Sem medica&#231;&#227;o habitual e sem consumo habitual de t&#243;xicos (&#225;lcool, tabaco ou drogas il&#237;citas). Desconhece antecedentes familiares de relevo.</p>     <p>Apresentou-se na Consulta Aberta da Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF) das Ondas no dia 27/06/14 com um quadro de diminui&#231;&#227;o da acuidade visual e sensa&#231;&#227;o de &#8220;vis&#227;o enevoada&#8221; <i>(sic)</i> &#224; direita com cerca de um dia de evolu&#231;&#227;o. Referia ligeira fotofobia do olho direito. Negava cefaleias, dor orbit&#225;ria, bem como n&#225;useas, v&#243;mitos ou outras altera&#231;&#245;es gastrointestinais. Sem no&#231;&#227;o de febre, altera&#231;&#245;es comportamentais, da fala, da marcha ou disestesias. Negava igualmente trauma, hist&#243;ria de consumo de drogas, tabaco ou medica&#231;&#227;o (incluindo col&#237;rios) ou qualquer contacto com novas subst&#226;ncias qu&#237;micas ou plantas no seu local de trabalho, referindo utiliza&#231;&#227;o de medidas de prote&#231;&#227;o individual.</p>     <p>Ao exame objetivo encontrava-se apir&#233;tico, com sinais vitais est&#225;veis, apresentando midr&#237;ase unilateral &#224; direita e diminui&#231;&#227;o dos reflexos pupilares fotomotores e do reflexo acomoda&#231;&#227;o-converg&#234;ncia homolateral. Sem altera&#231;&#245;es dos movimentos extr&#237;nsecos dos olhos, ptose, proptose ou nistagmo. Acuidade visual de 8/10 no olho direito e 10/10 no olho esquerdo. Sem altera&#231;&#245;es no exame neurol&#243;gico geral, nomeadamente a n&#237;vel de coordena&#231;&#227;o e fun&#231;&#227;o motora, tonicidade muscular, sensibilidade e reflexos. Sem rigidez da nuca. Sem outras altera&#231;&#245;es de relevo no restante exame f&#237;sico. Foi enviado ao Servi&#231;o de Urg&#234;ncia de Oftalmologia do Hospital Pedro Hispano, onde realizou exame oftalmol&#243;gico completo, testes farmacol&#243;gicos para a anisocoria e neuroimagiologia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O exame oftalmol&#243;gico &#224; l&#226;mpada de fenda excluiu patologia estrutural da &#237;ris, les&#245;es do epit&#233;lio corneano, altera&#231;&#245;es a n&#237;vel do disco &#243;tico ou outras altera&#231;&#245;es do fundo ocular. O teste com pilocarpina t&#243;pica foi negativo. A tomografia computorizada (TC) e a angioresson&#226;ncia (angioRM) cerebral efetuadas n&#227;o apresentaram altera&#231;&#245;es. </p>     <p>Tr&#234;s dias ap&#243;s o in&#237;cio dos sintomas, o quadro reverteu espontaneamente. O doente manteve vigil&#226;ncia em consulta de neuroftalmologia, com repeti&#231;&#227;o de angioRM tr&#234;s meses depois, com resultado sobrepon&#237;vel &#224; anterior, tendo, desta forma, tido alta da consulta hospitalar. Mant&#233;m acompanhamento por parte do seu MF, sem novos epis&#243;dios semelhantes at&#233; ao momento.</p>     <p><b>Coment&#225;rio</b></p>     <p>No caso cl&#237;nico apresentado, a aus&#234;ncia de outros sinais ou sintomas neurol&#243;gicos associados &#224; midr&#237;ase (como ptose palpebral, diminui&#231;&#227;o dos movimentos extr&#237;nsecos dos olhos, sinais neurol&#243;gicos focais), bem como a normalidade dos exames imagiol&#243;gicos, apontam para uma etiologia benigna.<sup>1</sup></p>     <p>Na abordagem deste caso &#233; necess&#225;rio ter presente um vasto leque de diagn&#243;sticos diferenciais que cursam com altera&#231;&#245;es pupilares de interesse neuroftalmol&#243;gico, decorrentes maioritariamente de varia&#231;&#245;es da normalidade, como anisocoria fisiol&#243;gica, desnerva&#231;&#227;o ou irrita&#231;&#227;o (<a href="#q1">Quadro I</a>),<sup>5</sup> para al&#233;m da midr&#237;ase epis&#243;dica benigna, descrita adiante.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n3/31n3a09q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tendo em conta a profiss&#227;o do utente, &#233; tamb&#233;m fundamental excluir o contacto com subst&#226;ncias com a&#231;&#227;o midri&#225;tica, nomeadamente agentes anticolin&#233;rgicos, muitas vezes encontrados em plantas e agentes qu&#237;micos utilizados na agricultura e que &#233; uma das causas mais frequentes de midr&#237;ase. De entre as plantas que cursam com este efeito encontram-se v&#225;rias pertencentes &#224; fam&#237;lia <i>Solanaceae (Atropa belladonna, Hyosciamus n&#237;ger, Scopolia carniolica, Lycium, Solanum, Datura, Brugmansi </i>e <i>Vestia foetida), ginseng, Lolium temulentum</i> e <i>Robina pseudoacacia.</i><sup>1</sup> Produtos agroqu&#237;micos que contenham na sua constitui&#231;&#227;o atropina (hiosciamima), hioscina (escopolamina), pirenzepina, telenzepina, tropicamida, ciclopentolato, benzatropina e ipratr&#243;pio, ou seus derivados, podem igualmente mimetizar este efeito.<sup>6</sup></p>     <p>Desta forma, o diagn&#243;stico diferencial de uma midr&#237;ase deve ser fundamentado numa anamnese e exame f&#237;sico cuidados. Ao alcance do MF encontram-se alguns testes cruciais na primeira abordagem e avalia&#231;&#227;o do doente, nomeadamente a medi&#231;&#227;o dos DPs horizontais de ambos os olhos com o doente sentado, a olhar para o infinito, com ilumina&#231;&#227;o normal da sala de exame e repetindo a mesma medi&#231;&#227;o sob ilumina&#231;&#227;o intensa, condi&#231;&#245;es fot&#243;picas (atrav&#233;s de lanterna acesa colocada pr&#243;ximo de ambos os olhos) e na obscuridade, condi&#231;&#245;es mes&#243;picas (com luz da sala apagada, incidindo luz de fraca intensidade, obl&#237;qua e inferiormente aos olhos do doente). Em caso de aus&#234;ncia de altera&#231;&#245;es, as varia&#231;&#245;es dos DPs sob os tr&#234;s n&#237;veis de luminosidade s&#227;o iguais em ambos os olhos. Os reflexos pupilares fotomotores pesquisam-se apontando direta e frontalmente a luz forte da lanterna sobre a pupila de cada olho individualmente, devendo as contra&#231;&#245;es pupilares fotomotoras direta e consensual de ambos os olhos serem iguais, em casos de normalidade. Por fim, &#233; tamb&#233;m importante avaliar a sincinesia acomoda&#231;&#227;o-converg&#234;ncia e, para tal, devem ser medidos os DPs, com ilumina&#231;&#227;o normal, quando o doente olha para o infinito e comparados com os DPs no olhar para perto (15-20cm &#224; sua frente). A redu&#231;&#227;o dos DPs atrav&#233;s da sincinesia deve ser igual bilateralmente e menor do que a conseguida com o est&#237;mulo fotomotor.<sup>5</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em caso de altera&#231;&#227;o em algum dos testes referidos, o doente deve ser orientado com a maior brevidade poss&#237;vel para oftalmologia para que se proceda &#224; exclus&#227;o de patologia estrutural ou funcional da &#237;ris. Por outro lado, ap&#243;s verifica&#231;&#227;o da integridade do epit&#233;lio corneano do doente, bem como da exclus&#227;o de antecedentes de trauma, inflama&#231;&#245;es e infe&#231;&#245;es oculares, frequentemente percebidos na colheita de uma hist&#243;ria cl&#237;nica completa, alguns testes com col&#237;rios e exames de imagem podem auxiliar no diagn&#243;stico diferencial de anisocoria.<sup>5</sup></p>     <p>A realiza&#231;&#227;o da prova da pilocarpina &#233; um importante m&#233;todo de diagn&#243;stico. Se positivo (diminui&#231;&#227;o do DP da pupila midri&#225;tica em rela&#231;&#227;o ao olho contralateral), este teste (a 0,125%) permite suspeitar de pupila de Adie ou de paralisia do III nervo (a 1%). Por outro lado, se for negativo (como no caso em estudo) podemos estar na presen&#231;a de uma poss&#237;vel contamina&#231;&#227;o ocular com antagonistas muscar&#237;nicos ou de midr&#237;ase epis&#243;dica benigna.<sup>5</sup></p>     <p>Neste caso, a neuroimagiologia foi igualmente importante para a exclus&#227;o de outros diagn&#243;sticos diferenciais e a aus&#234;ncia de altera&#231;&#245;es de relevo refor&#231;ou a benignidade do quadro.<sup>5</sup></p>     <p>Desta forma, com uma anamnese e um exame f&#237;sico do doente sem outras altera&#231;&#245;es, suportados por um estudo imagiol&#243;gico inocente e evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica favor&#225;vel com desaparecimento espont&#226;neo da midr&#237;ase unilateral, foi efetuado o diagn&#243;stico de midr&#237;ase epis&#243;dica benigna unilateral. Esta situa&#231;&#227;o &#233; um quadro raro, com poucos estudos. Julga-se que poder&#225; compreender um grupo heterog&#233;neo de condi&#231;&#245;es que resultam da insufici&#234;ncia parassimp&#225;tica do esf&#237;ncter da pupila nuns casos e da hiperatividade simp&#225;tica do dilatador da pupila noutros, mas a fisiopatologia n&#227;o &#233; clara.<sup>3,7-8</sup> J&#225; foi descrita associada &#224; enxaqueca, mas pode ocorrer em pessoas saud&#225;veis e perfeitamente assintom&#225;ticas.<sup>9</sup> &#201; mais frequente em jovens, sobretudo do sexo feminino.<sup>2,10</sup> Os epis&#243;dios tendem a recorrer, geralmente no mesmo olho, mas a localiza&#231;&#227;o pode variar, podendo durar horas a dias.<sup>11</sup> Podem ser acompanhados por vis&#227;o enevoada, dor orbit&#225;ria, cefaleia ou fotofobia.<sup>7</sup> O progn&#243;stico &#233; benigno.<sup>8</sup> &#201; importante que o MF tenha conhecimento desta patologia, saiba fazer um correto exame oftalmol&#243;gico e neurol&#243;gico e proceder a uma correta e r&#225;pida articula&#231;&#227;o com os cuidados hospitalares na presen&#231;a de sinais de alarme e sempre que surjam d&#250;vidas no que se refere ao diagn&#243;stico e orienta&#231;&#227;o terap&#234;utica. Por fim, cabe ao MF vigiar e tranquilizar o doente no que diz respeito &#224; benignidade do seu quadro cl&#237;nico e antecipar poss&#237;veis recorr&#234;ncias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <p>1. Calado C, Pereira A, Mo&#231;o C, Silva M, Maio J. Midr&#237;ase acidental por contacto com Brugmansia versicolor Lagerh (Accidental mydriasis from contact with Brugmansia versicolor Lagerh). Acta Pediatr Port. 2008;39(4):155-7. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>2. Chadha V, Tey A, Kearns P. Benign episodic unilateral mydriasis. Eye. 2007;21(1):118-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S2182-5173201500030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>3. Balaguer-Santamar&#237;a JA, Escofet-Soteras C, Chumbe-Soto G, Escribano-Soto J. Midriasis unilateral benigna epis&#243;dica: caso cl&#237;nico en un ni&#241;o (Benign episodic unilateral midriasis: a report of a case in a child). Rev Neurol. 2000;31(8);743-5. Spanish</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Antonio-Santos AA, Santos RN, Eggenberg ER. Pharmacological testing anisocoria. Expert Opin Pharmacother. 2005;6(12):2007-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S2182-5173201500030000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Rodrigues-Alves CA. Pupila neuro-oftalmol&#243;gica. Rev Sinopse Oftalmol. 1999;1(2). Available from: <a href="http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=1249&amp;fase=imprime" target="_blank">http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?id_materia=1249&amp;fase=imprime</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S2182-5173201500030000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>     <!-- ref --><p>6. S&#225; PC. Sistema colin&#233;rgico. In Guimar&#227;es S, Moura D, Silva PS, editors. Terap&#234;utica medicamentosa e suas bases farmacol&#243;gicas. 5&#170; ed. Porto: Porto Editora; 2006. p. 234-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S2182-5173201500030000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9720060298</p>     <!-- ref --><p>7. Jacobson DM. Benign episodic unilateral mydriasis: clinical characteristics. Ophthalmology. 1995;102(11):1623-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201500030000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Johnston JA, Parkinson D. Intracranial sympathetic pathways associated with the sixth cranial nerve. J Neurosurg. 1974;40(2):236-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-5173201500030000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Edelson RN, Levy DE. Transient benign unilateral pupillary dilation in young adults. Arch Neurol. 1974;31(1):12-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201500030000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Bek S, Genc G, Demirkaya S, Eroglu E, Odabasi Z. Ophthalmoplegic migraine. Neurologist. 2009;15(3):147-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S2182-5173201500030000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Cox TA, Daroff RB. Pupillary and eyelid abnormalities. In Bradley WG, Daroff RB, Fenichel GM, Jankovic J, editors. Neurology in clinical practice. 5th ed. Philadelphia: Butterworth Heinemann; 2008. p. 225-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S2182-5173201500030000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Rita Ferreira</p>     <p>Rua da Praia, n.&#186; 186 - Fieiro - Agu&#231;adoura - 4495-031 P&#243;voa de Varzim</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E-mail: <a href="mailto:ritarmferreira@gmail.com">ritarmferreira@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflitos de interesse</b></p>     <p>Os autores declaram n&#227;o possuir quaisquer conflitos de interesse.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 22-11-2014</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 11-06-2015</b></p>     <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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