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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>Suplemento nutricional como adjuvante no tratamento de &#250;lceras de press&#227;o?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Nutritional supplement for an adjunctive therapy in pressure ulcers? </b></font></p>     <p><b>Rui Neto Fernandes*</b></p>     <p>*M&#233;dico Interno de Medicina Geral e Familiar, UCSP de Moscavide - ACES Loures-Odivelas </p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Cereda E, Klersy C, Serioli M, Crespi A, D&#8217;Andrea F, OligoElement Sore Trial Study Group. A nutritional formula enriched with arginine, zinc and antioxidants for healing of pressure ulcers: a randomized trial. Ann Intern Med. 2015;162(3);167-74.</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A presen&#231;a de &#250;lceras de press&#227;o (UP) &#233; um dos indicadores que reflecte a qualidade dos cuidados prestados a um doente, afectando negativamente a qualidade de vida, a utiliza&#231;&#227;o de recursos m&#233;dicos e os custos em sa&#250;de.</p>     <p>O seu tratamento requer uma abordagem multifacetada, sendo a evic&#231;&#227;o de pontos de press&#227;o a principal forma de preven&#231;&#227;o e tratamento. Estudos anteriores determinaram que o uso de f&#243;rmulas nutricionais &#233; ben&#233;fico no tratamento de UP, nomeadamente f&#243;rmulas com arginina, zinco e antioxidantes. O efeito isolado da suplementa&#231;&#227;o com arginina n&#227;o foi ainda determinado, n&#227;o tendo sido demonstrado vantagem na suplementa&#231;&#227;o isolada de zinco ou vitamina C, pelo que uma combina&#231;&#227;o destes nutrientes parece ser mais eficaz.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo pretende determinar se a utiliza&#231;&#227;o de uma f&#243;rmula oral contendo arginina, zinco e antioxidantes &#233; ben&#233;fica no tratamento de UP. </p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>Foi conduzido um ensaio randomizado, controlado, oculto e multic&#234;ntrico (sete locais), tendo como amostra adultos residentes em lares ou sob cuidados domicili&#225;rios com UP estadio II, III ou IV do sistema de classifica&#231;&#227;o da <i>National Pressure Ulcer Advisory Panel</i> e <i>European Pressure Ulcer Advisory Panel</i> (NPUAP/EPUAP).</p>     <p>Estabeleceram-se como crit&#233;rios de elegibilidade a capacidade de ingest&#227;o de suplementos orais e desnutri&#231;&#227;o, sendo exclu&#237;dos doentes diab&#233;ticos mal controlados, com insufici&#234;ncia hep&#225;tica, renal ou card&#237;aca, DPOC ou doen&#231;a vascular perif&#233;rica. </p>     <p>Os suplementos orais foram distribu&#237;dos aos doentes em quantidades de 100ml, divergindo a f&#243;rmula experimental e a de controlo na presen&#231;a de 15% de arginina e maior quantidade de zinco e antioxidantes na primeira. Foram tamb&#233;m administrados 400ml di&#225;rios de uma f&#243;rmula energ&#233;tica rica em prote&#237;nas.</p>     <p>Todos os doentes receberam tratamento para as UP de acordo com normas de orienta&#231;&#227;o actuais, sendo avaliada a percentagem de redu&#231;&#227;o da &#225;rea ulcerada ao fim de oito semanas e ainda a redu&#231;&#227;o de &#225;rea ulcerada &#224;s quatro semanas, a incid&#234;ncia de infec&#231;&#245;es e o n&#250;mero de mudan&#231;as do penso sobre a ferida durante o per&#237;odo de interven&#231;&#227;o.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Foram aleatoriamente distribu&#237;dos 200 doentes por ambas as interven&#231;&#245;es, com caracter&#237;sticas basais entre grupos semelhantes.</p>     <p>O tratamento administrado foi eficaz na cicatriza&#231;&#227;o das UP de ambos os grupos, registando-se &#224;s oito semanas uma redu&#231;&#227;o m&#233;dia do tamanho de 60,9% no grupo com f&#243;rmula experimental e de 45,2% no grupo controlo. N&#227;o se registaram diferen&#231;as significativas nos restantes par&#226;metros avaliados. </p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este estudo revelou que a suplementa&#231;&#227;o com arginina, zinco e antioxidantes adicionada a suporte nutricional em doentes com UP melhora o seu tratamento. </p>     <p>Quatro ensaios randomizados e controlados anteriores avaliaram a efic&#225;cia de f&#243;rmulas semelhantes no tratamento de UP. Contudo, estas n&#227;o eram estandardizadas, as amostras intervencionadas eram inferiores e os crit&#233;rios de exclus&#227;o e inclus&#227;o poder&#227;o ter afectado a generaliza&#231;&#227;o dos dados obtidos. Neste ensaio foram adoptados crit&#233;rios de exclus&#227;o menos restritivos do que anteriormente. O facto de apenas terem sido inclu&#237;dos doentes desnutridos n&#227;o foi considerado uma limita&#231;&#227;o, dado ser uma situa&#231;&#227;o prevalente em doentes com UP. Contudo, a defini&#231;&#227;o da toler&#226;ncia oral como crit&#233;rio de inclus&#227;o pode representar uma limita&#231;&#227;o.</p>     <p>A ades&#227;o ao tratamento registada foi elevada, possivelmente por o mesmo ter sido integrado nos cuidados di&#225;rios prestados aos doentes, n&#227;o sendo dependente da sua iniciativa ou capacidade.</p>     <p>Conclui-se que, em doentes com UP em situa&#231;&#227;o de desnutri&#231;&#227;o e a receberem suporte nutricional e tratamento adequado, a utiliza&#231;&#227;o de uma f&#243;rmula com arginina, zinco e antioxidantes &#233; ben&#233;fica para a cicatriza&#231;&#227;o das feridas.</p>     <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>     <p>O artigo aborda um problema que interfere negativamente e de forma marcada na qualidade de vida dos doentes, com elevada repercuss&#227;o nos gastos em sa&#250;de e no n&#237;vel de cuidados necess&#225;rios para o seu tratamento, sendo desde logo relevante para a pr&#225;tica cl&#237;nica.<sup>1</sup></p>     <p>Os dados epidemiol&#243;gicos sobre UP em Portugal s&#227;o escassos. Segundo informa&#231;&#227;o da Rede Nacional de Cuidados Continuados, a incid&#234;ncia e a preval&#234;ncia de UP t&#234;m vindo a diminuir nos doentes seguidos, estimando-se a sua preval&#234;ncia em cerca de 13%, em 2013.<sup>2</sup> Relativamente aos cuidados hospitalares, um estudo divulgado em 2011 estima a preval&#234;ncia m&#233;dia em 11,5%.<sup>3</sup></p>     <p>Paralelamente, o estudo refor&#231;a a necessidade de avaliar e assegurar o estado nutricional dos doentes e comprova o benef&#237;cio de utiliza&#231;&#227;o de uma f&#243;rmula espec&#237;fica no tratamento de UP. </p>     <p>Segundo as normas de orienta&#231;&#227;o da NPUAP/EPUAP, a avalia&#231;&#227;o do estado nutricional do doente deve ser efectuada no in&#237;cio do tratamento, quando se verifique uma altera&#231;&#227;o na sua situa&#231;&#227;o cl&#237;nica ou quando n&#227;o ocorra cicatriza&#231;&#227;o adequada. Recomenda-se tamb&#233;m a avalia&#231;&#227;o do aporte energ&#233;tico, ingest&#227;o de prote&#237;nas e vitaminas e hidrata&#231;&#227;o.<sup>4</sup> A utiliza&#231;&#227;o de suplementos nutricionais n&#227;o &#233;, contudo, contemplada nesta norma de orienta&#231;&#227;o. </p>     <p>Como citado no artigo, a utiliza&#231;&#227;o de f&#243;rmulas de arginina, zinco e antioxidantes foi j&#225; avaliada em pelo menos quatro ensaios randomizados. Tr&#234;s destes estudos foram avaliados numa revis&#227;o que concluiu que os mesmos apresentam limita&#231;&#245;es quanto ao tamanho da amostra, desenho do estudo e outras falhas metodol&#243;gicas. Outros trabalhos foram igualmente avaliados mas n&#227;o se tratavam de ensaios controlados randomizados e incidiam sobre amostras pequenas, com dura&#231;&#227;o reduzida.<sup>5</sup> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este artigo fornece nova informa&#231;&#227;o sobre o tema, uma vez que foi utilizada uma f&#243;rmula estandardizada numa amostra consideravelmente maior do que as analisadas anteriormente. Os crit&#233;rios de exclus&#227;o foram tamb&#233;m mais abrangentes, apesar de terem sido exclu&#237;dos doentes com patologias muito frequentes na popula&#231;&#227;o idosa, onde a presen&#231;a de UP &#233; igualmente mais prevalente. </p>     <p>Apesar das conclus&#245;es encontradas, o papel de cada um dos nutrientes analisados na cicatriza&#231;&#227;o de UP n&#227;o foi ainda concretamente estabelecido. No que respeita &#224; arginina, parece haver evid&#234;ncia que suporte a sua utiliza&#231;&#227;o, apesar dos estudos efectuados utilizarem f&#243;rmulas complexas, com outros nutrientes. Relativamente ao uso isolado de zinco ou vitamina C (usada como antioxidante), os dados obtidos s&#227;o escassos n&#227;o havendo evid&#234;ncia que suporte a sua utiliza&#231;&#227;o.<sup>6</sup> </p>     <p>Esta aus&#234;ncia de evid&#234;ncia relativamente a vitamina C utilizada isoladamente foi refor&#231;ada nas normas de actua&#231;&#227;o em UP do <i>American College of Physicians,</i> publicadas um m&#234;s ap&#243;s o artigo citado. Nestas <i>guidelines</i> &#233; referido que os suplementos nutricionais com prote&#237;nas ou amino&#225;cidos (como a arginina) melhoram o tratamento de UP, nomeadamente o seu tamanho, apesar dos ensaios efectuados inclu&#237;rem normalmente popula&#231;&#245;es desnutridas, podendo n&#227;o ser poss&#237;vel generalizar as suas conclus&#245;es a todos os doentes.<sup>7</sup> </p>     <p>A utiliza&#231;&#227;o de um suplemento nutricional espec&#237;fico pode, assim, ser encarada como uma terap&#234;utica adjuvante no tratamento de UP, especulando-se se o benef&#237;cio &#233; devido &#224; actua&#231;&#227;o sin&#233;rgica entre os v&#225;rios nutrientes ou ao efeito isolado da arginina. Este facto &#233; relevante para a pr&#225;tica do m&#233;dico de fam&#237;lia, uma vez que &#233; este o profissional mais habilitado para o acompanhamento de doentes na comunidade e em apoio domicili&#225;rio, trabalhando com popula&#231;&#245;es de doentes idosos ou alectuados (grupos onde as UP s&#227;o prevalentes) e em colabora&#231;&#227;o estreita com as equipas de enfermagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Cereda E, Klersy C, Serioli M, Crespi A, D&#8217;Andrea F, OligoElement Sore Trial Study Group. A nutritional formula enriched with arginine, zinc and antioxidants for healing of pressure ulcers: a randomized trial. Ann Intern Med. 2015;162(3);167-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S2182-5173201500030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. ACSS. Relat&#243;rio de monitoriza&#231;&#227;o da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) 2014. Lisboa: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S2182-5173201500030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Ferreira PL, Migu&#233;ns C, Gouveia J, Furtado K. Risco de desenvolvimento de &#250;lceras de press&#227;o: implementa&#231;&#227;o nacional da escala de Braden. Loures: Lusodidacta; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000043&pid=S2182-5173201500030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>4. National Pressure Ulcer Advisory Panel, European Pressure Ulcer Advisory Panel and Pan Pacific Pressure Injury Alliance. Prevention and treatment of pressure ulcers: quick reference guide. 2nd ed. Cambridge Media: Perth, Australia; 2014. ISBN 9780957934368</p>     <!-- ref --><p>5. Schols JM, Heyman H, Meijer EP. Nutritional support in the treatment and prevention of pressure ulcers: an overview of studies with an arginine enriched oral nutritional supplement. J Tissue Viability. 2009;18(3):72-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S2182-5173201500030001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Sernekos LA. Nutritional treatment of pressure ulcers: what is the evidence? J Am Assoc Nurse Pract. 2013;25(6):281-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S2182-5173201500030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Qaseem A, Humphrey LL, Forciea MA, Starkey M, Denberg TD, Clinical Guidelines Committee of the American College of Physicians. Treatment of pressure ulcers: a clinical practice guideline from American College of Physicians. Ann Intern Med. 2015;162(5):370-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S2182-5173201500030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflitos de interesse</b></p>     <p>O autor declara n&#227;o ter conflito de interesses.</p>      ]]></body><back>
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