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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><font size="4"><b>Pr&#225;tica baseada em evid&#234;ncia e seus limites</b></font></p>     <p><b>Paula Broeiro*</b></p>     <p>*Directora da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Apresta&#231;&#227;o de cuidados baseada em evid&#234;ncia &#233; reconhecida como uma compet&#234;ncia fundamental para os profissionais de sa&#250;de de diversas profiss&#245;es e culturas.<sup>1</sup> Na era da medicina baseada em evid&#234;ncia (MBE) e do crescimento exponencial do conhecimento, a par da sua disponibilidade atrav&#233;s de plataformas inform&#225;ticas, amplia-se o sentimento di&#225;rio do limite do saber.<sup>1</sup> A acessibilidade &#224; informa&#231;&#227;o e o seu uso regular &#233; hoje considerado como recurso <i>major</i> da aprendizagem ao longo da vida.<sup>1</sup></p>     <p>Importa, todavia, definir o que se entende por evid&#234;ncia e como se estabelece a ponte com a pr&#225;tica cl&#237;nica. Existe uma variedade de defini&#231;&#245;es de MBE que, como qualquer defini&#231;&#227;o, se torna redutora e insuficiente para explicar a complexidade do processo subjacente.<sup>1</sup> O termo MBE surgiu na literatura m&#233;dica em 1991 como <i>&#8220;uma capacidade de avaliar a validade e a import&#226;ncia das provas, antes de as aplicar, no quotidiano, aos problemas cl&#237;nicos&#8221;.</i><sup>1-2</sup> O conceito inicial de MBE correspondia ao <i>&#8220;uso consciente, expl&#237;cito e judicioso da melhor prova na tomada de decis&#227;o no cuidado ao paciente individual&#8221;.</i><sup>2</sup></p>     <p>Tendo em conta tr&#234;s pressupostos subjacentes ao paradigma MBE (uma pr&#225;tica cl&#237;nica equivalente a decis&#245;es cl&#237;nicas; melhores decis&#245;es cl&#237;nicas usando previs&#245;es matem&#225;ticas; a evid&#234;ncia proveniente de amostras populacionais mapeia decis&#245;es sobre pacientes individuais),<sup>3</sup> a MBE poderia definir-se como <i>&#8220;o uso de estimativas matem&#225;ticas de risco, possibilidade de benef&#237;cio e de dano, atrav&#233;s de investiga&#231;&#227;o de alta qualidade em amostras populacionais, para informar o cl&#237;nico na tomada de decis&#227;o&#8221;.</i><sup>3</sup></p>     <p>Com a expans&#227;o da informa&#231;&#227;o, o conhecimento deveria ser maior e a nossa pr&#225;tica mais efetiva.<sup>1</sup> Todavia, a tomada de decis&#227;o cl&#237;nica, que inclui o racioc&#237;nio cl&#237;nico, exige a aplica&#231;&#227;o de pelo menos dois tipos de conhecimento: o expl&#237;cito (evid&#234;ncia) e o t&#225;cito (saber acumulado).<sup>1</sup> A MBE pode ajudar no processo de decis&#227;o na incerteza, tornando acess&#237;vel o conhecimento expl&#237;cito; no entanto, n&#227;o substitui o conhecimento t&#225;cito adquirido com a experi&#234;ncia, mais dif&#237;cil de partilhar e que confere a capacidade de reconhecer, por exemplo, uma crian&#231;a gravemente doente.<sup>1</sup> A experi&#234;ncia cl&#237;nica ou o conhecimento t&#225;cito reflete-se num julgamento diagn&#243;stico eficiente.<sup>2</sup> Sem experi&#234;ncia cl&#237;nica, a pr&#225;tica esmagar-se-&#225; por elementos de prova, uma vez que mesmo evid&#234;ncia excelente pode ser inaplic&#225;vel ou inadequada para um paciente individual.<sup>2</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O termo MBE tem evolu&#237;do para pr&#225;tica baseada em evid&#234;ncia (PBE) no sentido de incluir a aplica&#231;&#227;o da epidemiologia e a avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica na tomada de decis&#227;o expl&#237;cita.<sup>1</sup> A pr&#225;tica baseada em evid&#234;ncia (PBE) significa integrar experi&#234;ncia individual com a melhor evid&#234;ncia externa dispon&#237;vel proveniente de investiga&#231;&#227;o, aproximando-se da defini&#231;&#227;o inicial de Sackett.<sup>2</sup> O processo de PBE foi descrito em etapas: tradu&#231;&#227;o de incerteza numa pergunta; revis&#227;o sistem&#225;tica da melhor evid&#234;ncia dispon&#237;vel; avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica da evid&#234;ncia (validade, relev&#226;ncia e aplicabilidade); aplica&#231;&#227;o dos resultados na pr&#225;tica e avalia&#231;&#227;o do desempenho.<sup>1</sup></p>     <p>As tr&#234;s primeiras etapas desta metodologia aproximam-se da estrat&#233;gia das revis&#245;es baseadas em evid&#234;ncia (RBE) que t&#234;m sido publicadas na <i>Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.</i><sup>4</sup> Em geral, nestas revis&#245;es os estudos t&#234;m sido avaliados qualitativamente e atribu&#237;da a for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o com base no corpo de evid&#234;ncia, segundo a <i>Taxonomy Strength of Recommendation </i>(SORT).<sup>5</sup> Esta taxonomia aborda a qualidade, quantidade e consist&#234;ncia das provas e valoriza a utiliza&#231;&#227;o dos resultados centrados no paciente.<sup>5</sup> Outras taxonomias podem ser utilizadas, como a <i>Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation</i> (GRADE) que, para alcan&#231;ar simplicidade, classifica a qualidade das provas em quatro n&#237;veis: alto, moderado, baixo e muito baixo. Na GRADE, a evid&#234;ncia baseada em ensaios randomizados controlados (RCT) come&#231;a como prova de &#8220;alta qualidade&#8221;, mas a confian&#231;a nessa evid&#234;ncia pode diminuir por raz&#245;es diversas, como limita&#231;&#245;es do estudo, inconsist&#234;ncia dos resultados, provas indiretas, imprecis&#245;es e vieses.<sup>6</sup> Pelo contr&#225;rio, estudos observacionais podem come&#231;ar com uma classifica&#231;&#227;o de &#8220;baixa qualidade&#8221; e subir de acordo com magnitude do efeito.<sup>6</sup> Existem ainda outras taxonomias, cada qual revelar&#225; as suas vantagens, como a SORT com a valoriza&#231;&#227;o de resultados orientados para o paciente ou a GRADE com a disponibiliza&#231;&#227;o de uma ferramenta facilitadora da interpreta&#231;&#227;o <a href="http://www.guidelinedevelopment.org/" target="_blank">http://www.guidelinedevelopment.org/</a>. Muito embora as taxonomias tenham contribu&#237;do para a interpreta&#231;&#227;o de elementos de prova n&#227;o diminu&#237;ram a import&#226;ncia da leitura cr&#237;tica de cada pe&#231;a de evid&#234;ncia nem uniformizaram a linguagem de evid&#234;ncia.</p>     <p>A &#234;nfase dada &#224; avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica da prova tem conduzido a um debate sobre a viabilidade da sua aplica&#231;&#227;o ao paciente individual.<sup>1</sup> As cr&#237;ticas &#224; MBE incluem vi&#233;s de publica&#231;&#227;o, pouco &#234;nfase nos resultados relevantes para os pacientes (<i>disease</i> vs <i>illness</i>); no entanto, o seu estatuto cient&#237;fico mant&#233;m-se inquestion&#225;vel.<sup>7</sup> A crescente tomada de consci&#234;ncia da necessidade de uma boa evid&#234;ncia levou &#224; perce&#231;&#227;o da sobrestima&#231;&#227;o do efeito &#8211; se aleatoriza&#231;&#227;o inadequada ou vi&#233;s de publica&#231;&#227;o.<sup>1</sup> A agenda de investiga&#231;&#227;o da MBE &#233;, contudo, mais ampla que a avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica e enriqueceria se inclu&#237;sse a experi&#234;ncia da doen&#231;a do paciente e o ambiente de consulta em diferentes contextos.<sup>8</sup> A investiga&#231;&#227;o qualitativa tamb&#233;m poderia contribuir para a compreens&#227;o da l&#243;gica de como os m&#233;dicos e pacientes pensam, comunicam e interpretam evid&#234;ncia.<sup>8</sup></p>     <p>Num editorial, Greenhalgh alerta para o paradoxo do rigor metodol&#243;gico bem-intencionado da MBE perpetuar o mito de que nos libertamos de incertezas e ambiguidades se reduzirmos a complexidade do tratamento a quest&#245;es centradas sobre popula&#231;&#245;es, interven&#231;&#245;es, compara&#231;&#245;es e resultados.<sup>3</sup> A incerteza &#233; um facto da vida na medicina e na vida real e a sua aceita&#231;&#227;o pode ajudar-nos a desenvolver estrat&#233;gias eficazes para lidar com ela. As atitudes face &#224; incerteza encontram-se em mudan&#231;a, passando de tentativas de dominar ou diminuir a incerteza para a sua gest&#227;o.<sup>9</sup></p>     <p>Importa assumir com naturalidade a incerteza, bem como os limites da evid&#234;ncia pela dificuldade em obter, por vezes, provas robustas (e.g., RCT como <i>Gold Standard</i>): em grupos especiais (e.g., crian&#231;as) ou doen&#231;as raras. Algumas doen&#231;as raras podem afetar menos de cem pacientes, existindo pois situa&#231;&#245;es em que grandes estudos n&#227;o s&#227;o vi&#225;veis, podendo ser necess&#225;rio o recurso a modelos experimentais alternativos e/ou abordagens estat&#237;sticas refinadas.<sup>10</sup> Dever&#225;, ainda, existir pondera&#231;&#227;o entre pequenas pe&#231;as de evid&#234;ncia de alta qualidade e quantidades relativamente maiores de provas de qualidade inferior ou recorrer-se &#224; extrapola&#231;&#227;o de dados.<sup>11</sup> A extrapola&#231;&#227;o &#233; geralmente definida como a extens&#227;o da informa&#231;&#227;o e das conclus&#245;es provenientes de estudos num ou mais subgrupos da popula&#231;&#227;o e fazer infer&#234;ncias para outro subgrupo (e.g., adultos para crian&#231;as).<sup>11</sup> Tem como racional subjacente evitar estudos desnecess&#225;rios na popula&#231;&#227;o-alvo, por raz&#245;es &#233;ticas, de efici&#234;ncia e aloca&#231;&#227;o de recursos.<sup>11</sup></p>     <p>Outro dos problemas &#233; a assun&#231;&#227;o de que a aus&#234;ncia de prova seja sin&#243;nimo de aus&#234;ncia de benef&#237;cio ou dano,<sup>12</sup> como &#233; inquestion&#225;vel que medidas populacionais n&#227;o suportadas por prova considerada de alta qualidade tenham benef&#237;cio, como o rastreio universal de doen&#231;as metab&#243;licas em rec&#233;m-nascidos.<sup>13</sup></p>     <p>PBE exige organiza&#231;&#245;es comprometidas com as melhores pr&#225;ticas e com acesso universal e c&#233;lere a bases de dados eletr&#243;nicas de MBE (sistemas e sinopses).<sup>1</sup> Todos os profissionais de sa&#250;de precisam compreender os princ&#237;pios da PBE e de ter uma atitude cr&#237;tica sobre a sua pr&#243;pria pr&#225;tica e a pr&#243;pria evid&#234;ncia.<sup>1</sup> Em qualquer decis&#227;o cl&#237;nica, a quest&#227;o inicial deveria ser <i>&#8216;O que &#233; melhor fazer, para esta pessoa, neste momento, dadas essas circunst&#226;ncias?&#8217;</i><sup>3</sup> E, como Sackett definiu, um bom m&#233;dico deve decidir racionalmente, em consci&#234;ncia e criteriosamente sobre a melhor evid&#234;ncia.<sup>2-3</sup> E, mais que saber as normas, o m&#233;dico deve saber decidir qual &#233; a norma mais relevante para cada doente.<sup>3</sup></p>     <p>A Medicina Geral e Familiar, atrav&#233;s da abordagem hol&#237;stica e generalista, refor&#231;ada por aptid&#245;es de decis&#227;o baseada em evid&#234;ncia e centrada no paciente, poder&#225; responder de forma mais satisfat&#243;ria e efetiva &#224;s quest&#245;es atuais e antecipar respostas &#224;s necessidades futuras da popula&#231;&#227;o em cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios.<sup>7</sup></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Dawes M, Summerskill W, Glasziou P, Cartabellotta A, Martin J, Hopayian K, et al. Sicily statement on evidence-based practice. BMC Med Educ. 2005;5(1):1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000023&pid=S2182-5173201500040000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. Sackett DL, Rosenberg WM, Gray JA, Haynes RB, Richardson WS. Evidence based medicine: what it is and what it isn&#8217;t. Br Med J. 1996;312(7023):71-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000025&pid=S2182-5173201500040000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>3. Greenhalgh T. Why do we always end up here? Evidence-based medicine&#8217;s conceptual cul-de-sacs and some off-road alternative routes. J Prim Health Care. 2012;4(2):92-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000027&pid=S2182-5173201500040000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>4. Braga R, Melo M. Como fazer uma revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia [How to make an evidence-based clinical reviw article]. Rev Port Clin Geral. 2009;25(6):660-6. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>5. Ebell MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman B, et al. Strength of Recommendation Taxonomy (SORT): a patient-centered Approach to grading evidence in the medical literature. Am Fam Physician. 2004;69(3):548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S2182-5173201500040000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. Guyatt GH, Oxman AD, Vist GE, Kunz R, Falck-Ytter Y, Alonso-Coello P, et al. GRADE: an emerging consensus on rating quality of evidence and strength of recommendations. BMJ. 2008;336(7650):924-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S2182-5173201500040000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>7. Premji K, Upshur R, L&#233;gar&#233; F, Pottie K. Future of family medicine: role of patient centred-care and evidence-based medicine. Can Fam Physician. 2014;60(5):409-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000034&pid=S2182-5173201500040000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8. Greenhalgh T, Howick J, Maskrey N, Evidence Based Medicine Renaissance Group. Evidence based medicine: a movement in crisis? BMJ. 2014;348:g3725.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000036&pid=S2182-5173201500040000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Yaphe J. Teaching and learning about uncertainty in family medicine. Rev Port Med Geral Fam. 2014;30(5):286-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S2182-5173201500040000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>10. Committee for Medicinal Products for Human Use. Guideline on clinical trials in small populations (Internet). London: European Medicines Agency; 2006. Available from: <a href="http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_guideline/2009/09/WC500003615.pdf" target="_blank">http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_guideline/2009/09/WC500003615.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S2182-5173201500040000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. European Medicines Agency. Concept paper on extrapolation of efficacy and safety in medicine development (Internet). London: EMA; 2013. Available from: <a href="http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_guideline/2013/04/WC500142358.pdf" target="_blank">http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_guideline/2013/04/WC500142358.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S2182-5173201500040000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. Alderson P. Absence of evidence is not evidence of absence. BMJ. 2004;328(7438):476-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S2182-5173201500040000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Sedgwick P. Understanding why &#8216;absence of evidence is not evidence of absence&#8217;. BMJ. 2014;349:g4751.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S2182-5173201500040000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>E-mail: <a href="mailto:director@rpmgf.pt">director@rpmgf.pt</a></p>      ]]></body><back>
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