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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O que sabem os utentes sobre antibióticos: um estudo de investigação em duas Unidades de Saúde Familiar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What patients know about antibiotics: a cross-sectional study in two Family Health Units]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To assess patient knowledge about antibiotic use in two Family Health Units (FHU). Type of study: Cross-sectional study. Setting: FHU das Conchas and Ars Médica. Participants: Registered patients in the FHU das Conchas and Ars Médica 18 years of age or older. Methods: An anonymous questionnaire was administered to a sample of 380 patients. We collected data on age, gender, education, nationality, children under 18 years, knowledge about the use of antibiotics, and their use without prescription. Results: Most subjects were female (68.95%), had at least 12 years of education, and were Portuguese. The average age was 46 years. Less than half had children under the age of 18 (42.37%). The majority (65.26%) responded that antibiotics are not intended to treat cough, body aches, sore throat and &#8216;runny nose' with a duration of five days, and 63.42% responded that antibiotics are used to treat infections caused by bacteria. Less than half (48.98%) reported that antibiotics do not help to recover faster from a cold or flu. The majority (67.89%) identified the use of antibiotics as a cause of resistant infections. However, 17.11% had taken antibiotics without a prescription. There was a weak positive correlation between education and the number of correct responses (r s=0.328)). Patients who did not self-medicate had higher knowledge scores (Mann-Whitney p=0.002). Conclusion: These patients demonstrated greater knowledge of antibiotic use compared to previous findings in the Portuguese literature. This may be due to the high level of education in the sample. The prevalence of self-medication was similar to that previously reported in the literature. This study has improved our perception of our patients' knowledge of antibiotic use, and has drawn attention to the problem of self-medication.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Antibióticos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>O que sabem os utentes sobre antibi&#243;ticos: um estudo de investiga&#231;&#227;o em duas Unidades de Sa&#250;de Familiar</b></font></p>     <p><font size="3"><b>What patients know about antibiotics: a cross-sectional study in two Family Health Units</b></font></p>     <p><b>Helena Lu&#237;sa Lopes,* Jo&#227;o Brites Pereira,** Manuela R. Carvalho**</b></p>     <p>M&#233;dicos internos de Medicina Geral e Familiar.</p>     <p>*USF das Conchas.</p>     <p>**USF Ars M&#233;dica.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivo:</b> Caracterizar os conhecimentos dos utentes de duas Unidades de Sa&#250;de Familiar (USF) acerca da utiliza&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo observacional e transversal, com componente anal&#237;tica.</p>     <p><b>Local:</b> USF das Conchas e Ars M&#233;dica.</p>     <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Utentes inscritos nas USF das Conchas e Ars M&#233;dica com 18 ou mais anos de idade (<i>n</i>=20.776).</p>     <p><b>M&#233;todos:</b> Question&#225;rio an&#243;nimo aplicado a uma amostra de 380 utentes. Vari&#225;veis medidas: idade, sexo, escolaridade, nacionalidade, exist&#234;ncia de filhos menores de 18 anos, conhecimentos sobre o uso de antibi&#243;ticos e sua utiliza&#231;&#227;o sem prescri&#231;&#227;o m&#233;dica.</p>     <p><b>Resultados:</b> A maioria era do sexo feminino (68,95%), tinha pelo menos o 12.<sup>o</sup> ano e nacionalidade portuguesa. M&#233;dia de idades de 46 anos. Menos de metade tinha filhos menores de 18 anos (42,37%). A maioria (65,26%) respondeu que os antibi&#243;ticos n&#227;o servem para tratar tosse, dores no corpo, dor de garganta e &#171;nariz a pingar&#187; com a dura&#231;&#227;o de cinco dias e 63,42% responderam que os antibi&#243;ticos servem para tratar infe&#231;&#245;es causadas por bact&#233;rias. Menos de metade (48,98%) refere que os antibi&#243;ticos n&#227;o ajudam a recuperar mais r&#225;pido de uma gripe ou constipa&#231;&#227;o. A maioria (67,89%) identificou a utiliza&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos como origem de infe&#231;&#245;es resistentes. No entanto, 17,11% dos utentes j&#225; tomou antibi&#243;ticos sem prescri&#231;&#227;o m&#233;dica. Verificou-se uma correla&#231;&#227;o fraca positiva entre a escolaridade e o n&#250;mero de respostas certas (r<sub>s</sub>=0,328). Os utentes que n&#227;o se automedicaram responderam mais corretamente &#224;s quest&#245;es (teste de <i>Mann-Whitney p</i>=0,002). </p>     <p><b>Conclus&#227;o:</b> Em geral, os utentes demonstraram conhecimentos superiores aos descritos na literatura portuguesa, possivelmente por se tratar de uma amostra com elevada escolaridade. A preval&#234;ncia de automedica&#231;&#227;o esteve de acordo com os dados da literatura. Este estudo permitiu melhorar a perce&#231;&#227;o sobre os conhecimentos dos utentes em rela&#231;&#227;o ao uso de antibi&#243;ticos, bem como alertar para a automedica&#231;&#227;o como um problema de elevada preval&#234;ncia.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Antibi&#243;ticos; Conhecimento; Utentes.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectives:</b> To assess patient knowledge about antibiotic use in two Family Health Units (FHU).</p>     <p><b>Type of study:</b> Cross-sectional study.</p>     <p><b>Setting:</b> FHU das Conchas and Ars M&#233;dica.</p>     <p><b>Participants:</b> Registered patients in the FHU das Conchas and Ars M&#233;dica 18 years of age or older.</p>     <p><b>Methods:</b> An anonymous questionnaire was administered to a sample of 380 patients. We collected data on age, gender, education, nationality, children under 18 years, knowledge about the use of antibiotics, and their use without prescription.</p>     <p><b>Results:</b> Most subjects were female (68.95%), had at least 12 years of education, and were Portuguese. The average age was 46 years. Less than half had children under the age of 18 (42.37%). The majority (65.26%) responded that antibiotics are not intended to treat cough, body aches, sore throat and &#8216;runny nose&#8217; with a duration of five days, and 63.42% responded that antibiotics are used to treat infections caused by bacteria. Less than half (48.98%) reported that antibiotics do not help to recover faster from a cold or flu. The majority (67.89%) identified the use of antibiotics as a cause of resistant infections. However, 17.11% had taken antibiotics without a prescription. There was a weak positive correlation between education and the number of correct responses (r<sub>s</sub>=0.328)). Patients who did not self-medicate had higher knowledge scores (<i>Mann-Whitney p</i>=0.002).</p>     <p><b>Conclusion:</b> These patients demonstrated greater knowledge of antibiotic use compared to previous findings in the Portuguese literature. This may be due to the high level of education in the sample. The prevalence of self-medication was similar to that previously reported in the literature. This study has improved our perception of our patients&#8217; knowledge of antibiotic use, and has drawn attention to the problem of self-medication.</p>     <p><b>Keywords:</b> Antibiotics; Knowledge; Patients.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O desenvolvimento de vacinas e f&#225;rmacos que previnem e curam infe&#231;&#245;es bacterianas foi uma das maiores contribui&#231;&#245;es do s&#233;culo XX para a longevidade e qualidade de vida humanas.<sup>1</sup></p>     <p>Os antibi&#243;ticos encontram-se entre as medica&#231;&#245;es mais prescritas, sendo utilizados para combater infe&#231;&#245;es bacterianas. No entanto, a utiliza&#231;&#227;o em situa&#231;&#245;es em que n&#227;o est&#227;o indicados &#233; um dos principais fatores para o desenvolvimento de estirpes resistentes.<sup>2</sup> Com a redu&#231;&#227;o da sua efic&#225;cia aumenta a necessidade de consultas m&#233;dicas, exames complementares de diagn&#243;stico, prescri&#231;&#227;o de medicamentos adicionais e mesmo de internamento hospitalar.<sup>2</sup></p>     <p>O uso racional de agentes antibi&#243;ticos depende da compreens&#227;o dos seus mecanismos de a&#231;&#227;o e caracter&#237;sticas farmacol&#243;gicas, dos mecanismos das resist&#234;ncias bacterianas e das estrat&#233;gias que podem ser usadas para limitar essas resist&#234;ncias.<sup>1</sup></p>     <p>A decis&#227;o da prescri&#231;&#227;o do antibi&#243;tico &#233; da responsabilidade do m&#233;dico, mas pode ser influenciada por v&#225;rios fatores, nomeadamente as expectativas dos doentes e o conhecimento destes sobre a utiliza&#231;&#227;o dos antimicrobianos.<sup>3-5</sup> A automedica&#231;&#227;o com antibi&#243;ticos &#233; frequente e &#233; considerada um dos fatores que mais contribui para o seu uso inadequado.<sup>6</sup> Uma revis&#227;o sistem&#225;tica baseada em 35 estudos de base populacional, realizados em todos os continentes de 1970 a 2009, mostrou que a taxa de automedica&#231;&#227;o com antibi&#243;ticos varia de 3 a 100%,<sup>7</sup> sendo menor nos pa&#237;ses onde existem pol&#237;ticas mais rigorosas de controlo de venda destes f&#225;rmacos sem receita m&#233;dica.<sup>8</sup> Em Portugal foram realizados dois estudos que avaliaram a preval&#234;ncia da automedica&#231;&#227;o com antibi&#243;ticos: um no concelho de Vizela, onde foi obtida uma preval&#234;ncia de 4%;<sup>2</sup> e outro no Algarve, onde foi obtida uma preval&#234;ncia de 18,9% (17-21%, IC 95%).<sup>9</sup> No entanto, desconhecem-se dados com representatividade nacional.</p>     <p>Para alertar a popula&#231;&#227;o para este tema foram implementadas campanhas de sensibiliza&#231;&#227;o a n&#237;vel nacional, a mais recente aplicada sazonalmente desde 2011 pela Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de, denominada &#8220;Antibi&#243;ticos a mais, sa&#250;de a menos&#8221;. O presente estudo tem como objetivo caracterizar os conhecimentos dos utentes de duas Unidades de Sa&#250;de Familiar (USF) acerca da utiliza&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>Tratou-se de um estudo observacional e transversal, com componente anal&#237;tica. </p>     <p>A popula&#231;&#227;o do estudo consistiu nos utentes inscritos nas USF das Conchas e Ars M&#233;dica com 18 ou mais anos de idade, num total de 20.776 utentes.</p>     <p>O question&#225;rio foi aplicado a uma amostra de conveni&#234;ncia de 380 utentes da popula&#231;&#227;o em estudo, constitu&#237;da por utilizadores das USF Ars M&#233;dica e Conchas, com idade superior a 18 anos, que aceitaram responder ao question&#225;rio. Apesar de se tratar de uma amostra de conveni&#234;ncia, foi determinada a dimens&#227;o que seria necess&#225;ria se a amostra fosse aleat&#243;ria atrav&#233;s do sistema OpenEpi&#174; para um n&#237;vel de confian&#231;a de 95%, sendo o valor encontrado usado como refer&#234;ncia. </p>     <p>Foram exclu&#237;dos os utentes com incapacidade de compreens&#227;o da l&#237;ngua portuguesa escrita ou iliteracia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As vari&#225;veis medidas no estudo foram: idade, sexo, escolaridade, nacionalidade, exist&#234;ncia de filhos menores de 18 anos, conhecimentos sobre o uso de antibi&#243;ticos e a sua utiliza&#231;&#227;o sem prescri&#231;&#227;o m&#233;dica. </p>     <p>Os dados foram obtidos atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio elaborado pelos autores (<a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a>), tendo por base estudos com objetivos semelhantes.<sup>2,10-12</sup> O question&#225;rio, de autopreenchimento an&#243;nimo e em formato papel, foi entregue pelas secret&#225;rias cl&#237;nicas aquando da rece&#231;&#227;o dos utentes. Ap&#243;s o preenchimento, os question&#225;rios foram colocados pelos pr&#243;prios utentes em caixas fechadas designadas para o efeito. A aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio realizou-se durante os meses de maio, junho e julho de 2014.</p>     <p>Apesar de n&#227;o validado, o question&#225;rio foi submetido a um teste piloto realizado a 38 utentes (10% da amostra). Os question&#225;rios foram entregues e no final foram inquiridos os respondentes acerca de d&#250;vidas ou dificuldades no preenchimento, o que permitiu identificar poss&#237;veis fontes de vieses ao n&#237;vel da interpreta&#231;&#227;o do mesmo. Desta forma, foram efetuadas altera&#231;&#245;es de car&#225;ter gramatical ao question&#225;rio para melhorar a sua compreens&#227;o, tendo sido descartados os question&#225;rios aplicados no teste piloto.</p>     <p>De modo a arquivar e tratar os dados recolhidos foi criada uma base de dados inform&#225;tica para o efeito. Foi realizada uma an&#225;lise descritiva para caracteriza&#231;&#227;o da amostra e das respostas corretas. Foram consideradas corretas as seguintes respostas: pergunta 6 (&#8220;N&#227;o&#8221;); pergunta 7 (&#8220;Para tratamento de infe&#231;&#245;es provocadas por bact&#233;rias&#8221;); pergunta 8 (&#8220;N&#227;o&#8221;); pergunta 9 (&#8220;Sim&#8221;). As respostas &#224;s perguntas 6, 8 e 9 com mais de uma al&#237;nea assinalada foram consideradas nulas. Na quest&#227;o 7 foram inclu&#237;das todas as op&#231;&#245;es assinaladas na caracteriza&#231;&#227;o das respostas, mesmo perante respostas m&#250;ltiplas, mas apenas foram inclu&#237;das na an&#225;lise do n&#250;mero de respostas corretas as que assinalavam isoladamente a resposta &#8220;infe&#231;&#245;es causadas por bact&#233;rias&#8221;. </p>     <p>Aplicou-se o coeficiente de correla&#231;&#227;o de Spearman para correlacionar a vari&#225;vel n&#250;mero de respostas corretas com as vari&#225;veis idade e escolaridade, uma vez que estas n&#227;o mostraram uma distribui&#231;&#227;o normal no teste de <i>Kolmogorov-Smirnov.</i></p>     <p>Foi utilizado o teste de <i>Mann-Whitney</i> para avaliar a rela&#231;&#227;o entre a vari&#225;vel automedica&#231;&#227;o e as vari&#225;veis escolaridade, exist&#234;ncia de filhos menores de 18 anos e n&#250;mero de respostas corretas, tendo em considera&#231;&#227;o que as mesmas n&#227;o tinham uma distribui&#231;&#227;o normal segundo o teste de <i>Kolmogorov-Smirnov.</i> Pelo mesmo motivo foi tamb&#233;m usado o teste de <i>Mann-Whitney</i> para avaliar a rela&#231;&#227;o entre a vari&#225;vel n&#250;mero de respostas corretas e as vari&#225;veis exist&#234;ncia de filhos menores de 18 anos e sexo.</p>     <p>O protocolo do presente estudo foi submetido &#224; aprecia&#231;&#227;o da Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da ARS LVT, que deu parecer favor&#225;vel &#224; sua realiza&#231;&#227;o. Ao preencher o question&#225;rio, os utentes deram consentimento informado de uma forma t&#225;cita. O trabalho n&#227;o foi submetido &#224; Comiss&#227;o Nacional de Prote&#231;&#227;o de Dados, visto os question&#225;rios terem um car&#225;ter an&#243;nimo.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A colheita dos question&#225;rios manteve-se at&#233; obter a dimens&#227;o de amostra calculada inicialmente de 380 utentes, metade de cada unidade. Destes, 262 (68,95%) eram do sexo feminino. A m&#233;dia de idades foi de 46 anos (IC 95% 44,39 - 47,61), com um m&#237;nimo de 18 e um m&#225;ximo de 89 anos. Cerca de 37,89% tinha curso universit&#225;rio, seguido de 26,84% com o 12.<sup>o</sup> ano (<a href="#q1">Quadro I</a>). Cerca de 92,89% era de nacionalidade portuguesa e 57,63% n&#227;o tinha filhos menores de 18 anos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a04q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O n&#250;mero m&#233;dio de respostas corretas nas quatro perguntas que pretendiam avaliar os conhecimentos dos utentes foi 2,36. </p>     <p>Relativamente aos sintomas, 65,26% respondeu que os antibi&#243;ticos n&#227;o servem para tratar tosse, dores no corpo, dor de garganta e &#171;nariz a pingar&#187; com a dura&#231;&#227;o de cinco dias (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a04f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Cerca de 63,42% respondeu que se usa o antibi&#243;tico para tratar as infe&#231;&#245;es causadas por bact&#233;rias (<a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a04f2.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &#224; utilidade dos antibi&#243;ticos na recupera&#231;&#227;o de uma gripe ou constipa&#231;&#227;o, as opini&#245;es dividem-se: 48,98% refere que os antibi&#243;ticos n&#227;o ajudam a recuperar mais r&#225;pido de uma gripe ou constipa&#231;&#227;o, enquanto 40,79% considera que &#8220;sim&#8221; ou &#8220;&#224;s vezes&#8221; (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a04f3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; quest&#227;o das resist&#234;ncias, 67,89% respondeu corretamente que a utiliza&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos &#233; origem poss&#237;vel de infe&#231;&#245;es resistentes (<a href="#f4">Figura 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a04f4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que diz respeito &#224; automedica&#231;&#227;o, 17,11% dos utentes referiu j&#225; ter tomado antibi&#243;tico sem prescri&#231;&#227;o m&#233;dica. Os motivos mais frequentemente apontados foram &#8220;Amigdalite/dor de garganta&#8221; e &#8220;Dor de dentes&#8221; (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a04q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>N&#227;o se verificou rela&#231;&#227;o entre a idade e o n&#250;mero de respostas corretas (coeficiente de correla&#231;&#227;o de <i>Spearman r<sub>s</sub></i>=0,094). Verificou-se uma correla&#231;&#227;o fraca positiva entre a escolaridade e o n&#250;mero de respostas certas (coeficiente de correla&#231;&#227;o de <i>Spearman r<sub>s</sub></i>=0,328).</p>     <p>N&#227;o foi verificada rela&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis automedica&#231;&#227;o e escolaridade (teste de <i>Mann-Whitney p</i>=0,374), nem entre a automedica&#231;&#227;o e a exist&#234;ncia de filhos menores de 18 anos (teste de <i>Mann-Whitney p</i>=0,147).</p>     <p>Houve maior n&#250;mero de respostas corretas no grupo de utentes que n&#227;o se automedicou, com uma m&#233;dia de 2,46 respostas certas, em rela&#231;&#227;o ao grupo que se automedicou que obteve uma m&#233;dia de 1,93 respostas corretas (teste de <i>Mann-Whitney p</i>=0,002).</p>     <p>N&#227;o foi encontrada rela&#231;&#227;o entre o n&#250;mero de respostas corretas e a exist&#234;ncia de filhos menores de 18 anos (teste de <i>Mann-Whitney p</i>=0,359), nem diferen&#231;as entre os sexos no que concerne ao n&#250;mero de respostas corretas (teste de <i>Mann--Whitney p</i>=0,156). </p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>Este estudo permitiu-nos avaliar alguns conhecimentos dos utentes destas USF acerca do uso de antibi&#243;ticos.</p>     <p>A propor&#231;&#227;o de licenciados na popula&#231;&#227;o &#233; inferior &#224; dos respondentes. A m&#233;dia de idades da popula&#231;&#227;o, aproximadamente 50 anos, &#233; superior &#224; da amostra. Desta forma, o perfil dos respondentes corresponde a um grupo de utentes jovens, com elevada escolaridade, que poder&#225; n&#227;o ser representativo da popula&#231;&#227;o das unidades em estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na quest&#227;o relativa ao tratamento de sintomas gripais, a percentagem de respostas erradas (20,79%) foi consideravelmente inferior &#224; encontrada num estudo realizado nos Estados Unidos da Am&#233;rica, em que 61% respondeu que os antibi&#243;ticos servem para tratar a tosse, odinofagia e rinorreia incolor com a dura&#231;&#227;o de cinco dias.<sup>10</sup></p>     <p>J&#225; a propor&#231;&#227;o de utentes que respondeu corretamente, que os antibi&#243;ticos tratam infe&#231;&#245;es bacterianas (63,42%), foi muito superior &#224; verificada num estudo portugu&#234;s realizado em Vizela, em que apenas 7,9% respondeu corretamente.<sup>2</sup> No entanto, um estudo realizado na Mal&#225;sia obteve uma percentagem superior de respostas corretas (76,7%).<sup>11</sup> Esta discrep&#226;ncia poder&#225; dever-se ao facto dos inquiridos no estudo realizado em Vizela terem uma escolaridade inferior, al&#233;m de refletirem uma realidade local de um meio predominantemente rural.</p>     <p>Relativamente &#224; utilidade dos antibi&#243;ticos na recupera&#231;&#227;o de uma gripe ou constipa&#231;&#227;o, a percentagem de respostas erradas (40,79%) foi inferior &#224; encontrada num estudo portugu&#234;s realizado em Matosinhos em 2003 (59,3%).<sup>13</sup> No entanto, foi semelhante &#224; encontrada em dois estudos internacionais, um realizado na Mal&#225;sia (38%)<sup>11</sup> e outro no Reino Unido (38%).<sup>12</sup> A diferen&#231;a encontrada entre o presente estudo e o realizado em Matosinhos pode dever-se tamb&#233;m &#224; menor escolaridade dos inquiridos neste &#250;ltimo, em que 53,89% tinha o ensino prim&#225;rio ou inferior.</p>     <p>A fra&#231;&#227;o de utentes que identificou corretamente a utiliza&#231;&#227;o de antibi&#243;ticos como origem poss&#237;vel de infe&#231;&#245;es resistentes (67,89%) foi superior &#224; encontrada no estudo de Vizela (45,2%)<sup>2</sup> e tamb&#233;m &#224; encontrada no estudo realizado na Mal&#225;sia (59,1%).<sup>11</sup> Apesar disso, foi inferior &#224; de um estudo realizado no Reino Unido,<sup>12</sup> em que praticamente toda a amostra identificou os antibi&#243;ticos como fonte de poss&#237;veis resist&#234;ncias bacterianas. Esta disparidade pode dever-se &#224; exist&#234;ncia de campanhas mais intensivas para o uso racional dos antibi&#243;ticos junto da popula&#231;&#227;o do Reino Unido.<sup>14</sup></p>     <p>De uma forma geral, &#233; poss&#237;vel afirmar que os doentes inquiridos no presente estudo responderam mais acertadamente &#224;s quest&#245;es do que seria expect&#225;vel, tendo em conta os estudos portugueses j&#225; existentes, diferen&#231;a que pode ser justificada pelo facto de se tratar de uma amostra com um elevado n&#237;vel de escolaridade. No entanto, as disparidades nos resultados obtidos nas diferentes perguntas sugerem que a maioria dos utentes n&#227;o identifica as gripes e constipa&#231;&#245;es como infe&#231;&#245;es de etiologia viral.</p>     <p>Quando comparadas com estudos internacionais, as diferen&#231;as socioculturais e pol&#237;ticas entre as popula&#231;&#245;es estudadas s&#227;o tamb&#233;m um importante fator a considerar, j&#225; que os diferentes pa&#237;ses t&#234;m diferentes sistemas de sa&#250;de bem como diferentes pol&#237;ticas de educa&#231;&#227;o para a sa&#250;de e de restri&#231;&#227;o de acesso aos antibi&#243;ticos.</p>     <p>Relativamente &#224; automedica&#231;&#227;o, a percentagem de utentes que admitiu j&#225; ter tomado antibi&#243;tico sem prescri&#231;&#227;o m&#233;dica (17,11%) foi superior &#224; encontrada no estudo realizado no Reino Unido (5%).<sup>6</sup> No entanto, esta percentagem est&#225; de acordo com o resultado obtido no estudo realizado no Algarve (18,9%, IC 95% 17-21%)<sup>9</sup> e com um estudo pan-europeu que demonstrou que a automedica&#231;&#227;o com antibi&#243;ticos varia entre 0,1% e 21% e &#233; superior nas regi&#245;es sul e leste da Europa.<sup>15</sup> Ainda que a automedica&#231;&#227;o com antibi&#243;ticos pare&#231;a ter v&#225;rios fatores de influ&#234;ncia,<sup>12</sup> &#233; de referir que a discrep&#226;ncia encontrada relativamente ao Reino Unido pode ser explicada pela proibi&#231;&#227;o absoluta da venda de antibi&#243;ticos sem receita m&#233;dica nas farm&#225;cias deste pa&#237;s, o mesmo acontecendo noutros pa&#237;ses do norte da Europa. Em Portugal, a aquisi&#231;&#227;o destes f&#225;rmacos nas farm&#225;cias &#233;, por vezes, facilitada sem receita m&#233;dica. </p>     <p>No estudo realizado em Vizela,<sup>2</sup> tamb&#233;m as amigdalites, dores de garganta, gripes, dores de dentes e infe&#231;&#245;es urin&#225;rias constitu&#237;ram os principais motivos reportados de toma de antibi&#243;ticos sem prescri&#231;&#227;o m&#233;dica.</p>     <p>Tal como no presente estudo, dois estudos internacionais referem a exist&#234;ncia de uma rela&#231;&#227;o entre a escolaridade e os conhecimentos demonstrados pelos utentes.<sup>11-12</sup> J&#225; a aus&#234;ncia de rela&#231;&#227;o entre a vari&#225;vel n&#250;mero de respostas corretas e as vari&#225;veis idade e sexo tamb&#233;m se constatou no estudo portugu&#234;s realizado em Vizela.<sup>2</sup></p>     <p>Apesar dos pais de crian&#231;as e adolescentes menores terem, &#224; partida, um contacto mais frequente com os cuidados de sa&#250;de, tratando-se de uma faixa et&#225;ria em que as infe&#231;&#245;es s&#227;o particularmente frequentes, n&#227;o foi identificada uma rela&#231;&#227;o entre a exist&#234;ncia de filhos menores de 18 anos e o n&#237;vel de conhecimentos ou a automedica&#231;&#227;o. Esta situa&#231;&#227;o pode espelhar uma poss&#237;vel falha na efic&#225;cia da educa&#231;&#227;o para a sa&#250;de destas fam&#237;lias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A rela&#231;&#227;o inversa encontrada entre o n&#250;mero de respostas corretas e a automedica&#231;&#227;o sugere que um maior grau de conhecimentos acerca da utiliza&#231;&#227;o dos antibi&#243;ticos poder&#225; constituir um fator protetor no que concerne &#224; sua utiliza&#231;&#227;o aut&#243;noma por parte dos utentes. No entanto, n&#227;o foram encontrados dados publicados relativos a esta rela&#231;&#227;o compar&#225;veis com os do presente estudo. </p>     <p>Em compara&#231;&#227;o com a popula&#231;&#227;o estudada no Reino Unido,<sup>12</sup> o conhecimento acerca das resist&#234;ncias bacterianas &#233; ainda limitado.</p>     <p>Como limites do estudo, salienta-se o facto de ter sido usada uma amostra de conveni&#234;ncia, em que a maioria dos utentes que aceitou responder ao question&#225;rio tem pelo menos o 12.<sup>o</sup> ano, n&#227;o se tratando portanto de uma amostra representativa da popula&#231;&#227;o das unidades de sa&#250;de estudadas. Por outro lado, o question&#225;rio utilizado n&#227;o foi validado, apesar de ter sido realizado um teste piloto que permitiu a sua aferi&#231;&#227;o para utiliza&#231;&#227;o no estudo.</p>     <p>Seria interessante aprofundar o estudo da rela&#231;&#227;o entre os conhecimentos dos utentes e as suas atitudes no que diz respeito ao uso dos antibi&#243;ticos, bem como a influ&#234;ncia direta das campanhas de informa&#231;&#227;o na realidade da popula&#231;&#227;o portuguesa.</p>     <p>Apesar das limita&#231;&#245;es, este estudo permitiu melhorar a perce&#231;&#227;o sobre os conhecimentos dos utentes em rela&#231;&#227;o ao uso de antibi&#243;ticos de forma a eventualmente poderem aplicar-se estrat&#233;gias de educa&#231;&#227;o para a sa&#250;de nas USF, bem como alertar para o risco da automedica&#231;&#227;o com estes medicamentos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Archer GL, Polk RE. Treatment and prophylaxis of bacterial infections. In Kasper D, Fauci A, Hauser S, Longo D, Jameson J, Loscalzo J, editors. Harrison&#8217;s principles of internal medicine. 19th ed. New York: McGraw-Hill; 2015. p. 851-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201500040000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780071802154</p>     <p>2. Ribeiro M, Pinto I, Pedrosa C. Comportamento da popula&#231;&#227;o do concelho de Vizela no consumo de antibi&#243;ticos (Antibiotics consumption behaviour of the Vizela&#8217;s region population). Rev Port Saude Publica. 2009;27(2):57-70. Portuguese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Currie J, Lin W, Zhang W. Patient knowledge and antibiotic abuse: evidence from an audit study in China. J Health Econ. 2011;30(5):933-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S2182-5173201500040000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. World Health Organization. WHO global strategy for containment of antimicrobial resistance (Internet). Geneva: WHO; 2001 (cited 2013 Dec 2). Available from: <a href="http://www.who.int/drugresistance/WHO_Global_Strategy_English.pdf" target="_blank">http://www.who.int/drugresistance/WHO_Global_Strategy_English.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S2182-5173201500040000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Kickbusch I, Pelikan JM, Apfel F, Tsouros AD, editors. Health literacy: the solid facts (Internet). Copenhagen: World Health Organization; 2013 (cited 2015 Jul 8). ISBN 9789289000154. Available from: <a href="http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0008/190655/e96854.pdf" target="_blank">http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0008/190655/e96854.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201500040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Llor C, Cots JM. The sale of antibiotics without prescription in pharmacies in Catalonia, Spain. Clin Infect Dis. 2009;48(10):1345-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S2182-5173201500040000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Morgan DJ, Okeke IN, Laxminarayan R, Perencevich EN, Weisenberg S. Non-prescription antimicrobial use worldwide: a systematic review. Lancet Infect Dis. 2011;11(9):692-701.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S2182-5173201500040000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. McKee MD, Mills L, Mainous AG 3rd. Antibiotic use for the treatment of upper respiratory infections in a diverse community. J Fam Pract. 1999;48(12):993-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S2182-5173201500040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Ramalhinho I, Cordeiro C, Cavaco A, Cabrita J. Assessing determinants of self-medication with antibiotics among Portuguese people in the Algarve Region. Int J Clin Pharm. 2014;36(5):1039-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S2182-5173201500040000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Mainous AG 3rd, Zoorob RJ, Oler MJ, Haynes DM. Patient knowledge of upper respiratory infections: implications for antibiotic expectations and unnecessary utilization. J Fam Pract. 1997;45(1):75-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S2182-5173201500040000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Ling Oh A, Hassali MA, Al-Haddad MS, Syed Sulaiman SA, Shafie AA, Awaisu A. Public knowledge and attitudes towards antibiotic usage: a cross-sectional study among the general public in the state of Penang, Malaysia. J Infect Dev Ctries. 2011;5(5):338-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S2182-5173201500040000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. McNulty CA, Boyle P, Nichols T, Clappison P, Davey P. Don&#8217;t wear me out: the public&#8217;s knowledge of and attitudes to antibiotic use. J Antimicrob Chemother. 2007;59(4):727-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S2182-5173201500040000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Mateus A. Infec&#231;&#245;es respirat&#243;rias superiores: conhecimentos sobre a doen&#231;a, auto-cuidados e recurso aos servi&#231;os de sa&#250;de (Upper respiratory tract infections: knowledge about the disease, self-care and use of health services). Rev Port Clin Geral. 2003;19(5):415-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201500040000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Public Health England. Antibiotic Guardian pledge (Internet). London: Public Health England; 2015 (cited 2015 Jul 8). Available from: <a href="https://antibioticguardian.com/" target="_blank">https://antibioticguardian.com/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201500040000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15. Grigoryan L, Burgerhof JG, Haaijer-Ruskamp FM, Degener JE, Deschepper R, Monnet DL, et al. Is self-medication with antibiotics in Europe driven by prescribed use? J Antimicrob Chemother. 2007;59(1):152-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201500040000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Helena Lu&#237;sa Lopes</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:hlmlopes@gmail.com">hlmlopes@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Os autores agradecem &#224;s secret&#225;rias cl&#237;nicas das unidades:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alda Maria Jo&#227;o Quaresma</p>     <p>Ana Paula Pinto Fulg&#234;ncio Maximiano</p>     <p>Fernanda Maria Brito Abreu</p>     <p>Maria Em&#237;lia Miranda Nogueira</p>     <p>Maria Ros&#225;lia Fernandes Baptista Bagulho</p>     <p>Marta Sofia Barros Teixeira Pereira Antunes</p>     <p>Mar&#237;lia Henriques Filipe</p>     <p>Odete Cristina Magalh&#227;es Louren&#231;o Lopes</p>     <p>Rosa Maria Nogueira Anjos</p>     <p>S&#243;nia Raquel Conde Neves</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A sua participa&#231;&#227;o foi indispens&#225;vel na recolha de dados.</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p><b>Comiss&#227;o de &#233;tica</b></p>     <p>Estudo realizado ap&#243;s parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da ARS Lisboa e Vale do Tejo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 29-09-2014</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 24-08-2015</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topa1"> Anexo 1</a><a name="a1"></a>     <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a04a1.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Archer]]></surname>
<given-names><![CDATA[GL]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Polk]]></surname>
<given-names><![CDATA[RE]]></given-names>
</name>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Treatment and prophylaxis of bacterial infections]]></article-title>
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