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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade do sono e prevalência das perturbações do sono em crianças saudáveis em Gaia: um estudo transversal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sleep quality and sleep disturbances in healthy children in Gaia: a cross sectional study]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To evaluate the quality of sleep and estimate the prevalence of sleep disorders in children from two to 10 years old at a health center in the metropolitan area of Porto. Study type: Cross-sectional study. Setting: Child health consultations at a primary health care center in the urban area of Grande Porto ACeS VII - Gaia. Participants: Children aged from 2 to 10 years enrolled in a health center of ACeS Grande PortoVII - Gaia. Methods: The Children's Sleep Habits Questionnaire (CSHQ-PT) translated and validated for use in Portuguese, and a questionnaire on individual, social, and family issues, were applied to children between two and 10 years of age, who attended a child health consultation between April and June, 2014. Results: A total of 131 questionnaires were analyzed. The median age was 5 years and 55% of the subjects were in the pre-school age with a predominance of male subjects (53.5%). The Sleep Disturbance Rate (SDR) was higher in pre-school aged children (p<0.032). Using a cut off score of 41, an elevated SDR was found in 80.2% (median 47). A higher SDR was associated with the need for a family member in the bedroom (p=0.005) or in bed (p<0.001) to help the child fall asleep, or the use of television (p=0.006) or videogames (p=0.04) before bedtime. Children who slept alone or shared a bedroom with a sibling had a lower SDR than those sharing bedroom with their parents (p=0.015). A lower SDR was associated with higher academic performance (p=0.029). Conclusion: Sleep-disturbances are frequent in this population, particularly in younger ages. A significant association was found between the need for the presence of a relative in the room or in bed to help the child fall asleep. Television viewing and use of videogames were associated with a reduced total sleep time.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtornos do Sono]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Determinantes Epidemiológicos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados Primários de Saúde]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sleep Disorders]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Epidemiologic Factors]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Primary Health Care]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Qualidade do sono e preval&#234;ncia das perturba&#231;&#245;es do sono em crian&#231;as saud&#225;veis em Gaia: um estudo transversal</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Sleep quality and sleep disturbances in healthy children in Gaia: a cross sectional study</b></font></p>     <p><b>M<sup>a</sup> Adriana Rangel,<sup>1</sup> Carolina Baptista,<sup>1</sup> M<sup>a</sup> Jo&#227;o Pitta,<sup>2</sup> Sara Anjo,<sup>2</sup> Ana Lu&#237;sa Leite<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>M&#233;dica Interna de Pediatria, Servi&#231;o de Pediatria, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho, EPE.</p>     <p><sup>2</sup>M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar, UCSP Bar&#227;o do Corvo, ACeS Grande Porto VII - Gaia.</p>     <p><sup>3</sup>M&#233;dica Assistente Hospitalar de Pediatria, Servi&#231;o de Pediatria, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho, EPE.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivos:</b> Avaliar a qualidade do sono e estimar a preval&#234;ncia das perturba&#231;&#245;es do sono em crian&#231;as dos dois aos 10 anos de idade num centro de sa&#250;de da &#225;rea metropolitana do Porto.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo observacional descritivo e transversal.</p>     <p><b>Local:</b> Consulta de sa&#250;de infantil e juvenil num centro de sa&#250;de na &#225;rea urbana do ACeS Grande Porto VII - Gaia.</p>     <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Crian&#231;as dos 2 aos 10 anos inscritas num centro de sa&#250;de do ACeS Grande PortoVII - Gaia.</p>     <p><b>M&#233;todos:</b> Aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio <i>Portuguese Children&#8217;s Sleep Habits Questionnaire</i> (CSHQ-PT), traduzido e validado para a popula&#231;&#227;o portuguesa, bem como um inqu&#233;rito padronizado com quest&#245;es individuais a crian&#231;as entre os 2-10 anos, observadas em Consulta de Sa&#250;de Infantil e Juvenil, de abril a junho de 2014. </p>     <p><b>Resultados:</b> A amostra foi composta por 131 crian&#231;as com mediana de idades de cinco anos, 55% em idade pr&#233;-escolar, com predom&#237;nio do sexo masculino (53,5%). O &#237;ndice de perturba&#231;&#227;o do sono (IPS) associou-se com o grupo et&#225;rio (maior na idade pr&#233;-escolar, <i>p</i>=0,032) e, considerando o cut-off de 41, 80,2% apresentaram um IPS elevado (mediana=47). Um IPS superior associou-se &#224; necessidade de um familiar no quarto (<i>p</i>=0,005) ou na cama (<i>p</i>&lt;0,001) para adormecer, visualiza&#231;&#227;o de televis&#227;o (<i>p</i>=0,006) e uso de videojogos (<i>p</i>=0,04). As crian&#231;as que partilhavam quarto com irm&#227;o ou dormiam sozinhas apresentaram um IPS inferior &#224;s que partilhavam quarto com os pais (<i>p</i>=0,015). Um IPS inferior associou-se a um rendimento escolar superior (<i>p</i>=0,029).</p>     <p><b>Conclus&#227;o:</b> Os problemas comportamentais do sono s&#227;o frequentes na nossa popula&#231;&#227;o, particularmente em idades mais jovens, existindo associa&#231;&#227;o significativa com a necessidade da presen&#231;a de um familiar no quarto ou na cama para adormecer, bem como &#224; visualiza&#231;&#227;o de televis&#227;o e uso de videojogos, estando este dois &#250;ltimos associados a um menor tempo total de sono.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Transtornos do Sono; Determinantes Epidemiol&#243;gicos; Cuidados Prim&#225;rios de Sa&#250;de.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectives:</b> To evaluate the quality of sleep and estimate the prevalence of sleep disorders in children from two to 10 years old at a health center in the metropolitan area of Porto.</p>     <p><b>Study type:</b> Cross-sectional study.</p>     <p><b>Setting:</b> Child health consultations at a primary health care center in the urban area of <i>Grande Porto ACeS VII</i> - Gaia.</p>     <p><b>Participants:</b> Children aged from 2 to 10 years enrolled in a health center of <i>ACeS Grande PortoVII</i> - Gaia.</p>     <p><b>Methods:</b> The <i>Children&#8217;s Sleep Habits Questionnaire</i> (CSHQ-PT) translated and validated for use in Portuguese, and a questionnaire on individual, social, and family issues, were applied to children between two and 10 years of age, who attended a child health consultation between April and June, 2014.</p>     <p><b>Results:</b> A total of 131 questionnaires were analyzed. The median age was 5 years and 55% of the subjects were in the pre-school age with a predominance of male subjects (53.5%). The Sleep Disturbance Rate (SDR) was higher in pre-school aged children (<i>p</i>&lt;0.032). Using a cut off score of 41, an elevated SDR was found in 80.2% (median 47). A higher SDR was associated with the need for a family member in the bedroom (<i>p</i>=0.005) or in bed (<i>p</i>&lt;0.001) to help the child fall asleep, or the use of television (<i>p</i>=0.006) or videogames (<i>p</i>=0.04) before bedtime. Children who slept alone or shared a bedroom with a sibling had a lower SDR than those sharing bedroom with their parents (<i>p</i>=0.015). A lower SDR was associated with higher academic performance (<i>p</i>=0.029).</p>     <p><b>Conclusion:</b> Sleep-disturbances are frequent in this population, particularly in younger ages. A significant association was found between the need for the presence of a relative in the room or in bed to help the child fall asleep. Television viewing and use of videogames were associated with a reduced total sleep time.</p>     <p><b>Keywords:</b> Sleep Disorders; Epidemiologic Factors; Primary Health Care.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O sono apresenta um papel vital no crescimento e desenvolvimento das crian&#231;as sendo, no entanto, as suas perturba&#231;&#245;es frequentemente subdiagnosticadas.<sup>1</sup> &#201; um processo fisiol&#243;gico complexo, influenciado por propriedades biol&#243;gicas intr&#237;nsecas, temperamento, expectativas, normas culturais e condi&#231;&#245;es ambientais.<sup>2</sup></p>     <p>Estudos demonstram que tanto os m&#233;dicos como os pais n&#227;o est&#227;o, em muitos casos, preparados para identificar e abordar este tipo de problema nas consultas.<sup>3-4</sup> Estima-se que cerca de 25% das crian&#231;as tenham, nalguma fase da sua inf&#226;ncia, uma perturba&#231;&#227;o do sono.<sup>5</sup> Em Portugal, os dados dispon&#237;veis sobre preval&#234;ncia das perturba&#231;&#245;es do sono s&#227;o consideravelmente menores quando comparados com a literatura internacional, variando de 5,6 a 32%.<sup>6-8</sup> Apesar de frequentes, as altera&#231;&#245;es do sono s&#227;o culturalmente aceites por uma grande parte dos pais e, dessa forma, subvalorizados.<sup>6</sup></p>     <p>Sabe-se que as perturba&#231;&#245;es do sono podem causar morbilidade substancial na crian&#231;a, nomeadamente consequ&#234;ncias a n&#237;vel do comportamento, da aprendizagem e mesmo perturba&#231;&#245;es de desenvolvimento como hiperatividade, d&#233;fice de aten&#231;&#227;o, d&#233;fice cognitivo, depress&#227;o, risco de quedas acidentais e obesidade.<sup>2,9-10</sup> Al&#233;m das complica&#231;&#245;es mencionadas nas crian&#231;as, estas perturba&#231;&#245;es podem tamb&#233;m ocasionar nos pais priva&#231;&#227;o de sono, fadiga, altera&#231;&#245;es do humor, frustra&#231;&#227;o, afetando o desempenho parental e constituindo at&#233; fator de risco para viol&#234;ncia familiar e div&#243;rcio.<sup>2,5</sup></p>     <p>A abordagem dos h&#225;bitos de sono, quer pela fam&#237;lia quer pelo m&#233;dico, nem sempre &#233; feita nas consultas de vigil&#226;ncia de sa&#250;de infantil e juvenil, ficando a dete&#231;&#227;o de poss&#237;veis perturba&#231;&#245;es para uma fase mais tardia em que as manifesta&#231;&#245;es e suas repercuss&#245;es j&#225; se fazem sentir.<sup>5</sup> Por este motivo, torna-se fulcral a abordagem sistem&#225;tica deste tema nas consultas de sa&#250;de infantil como forma de preven&#231;&#227;o,<sup>2</sup> dado que a institui&#231;&#227;o de regras para uma boa higiene de sono pode ser suficiente para corrigir algumas destas perturba&#231;&#245;es.<sup>5</sup></p>     <p>Embora seja cada vez mais reconhecida a import&#226;ncia do sono na sa&#250;de infantil e juvenil, existem ainda poucos estudos sobre esta quest&#227;o em Portugal baseados em inqu&#233;ritos padronizados. Recentemente elaborado, traduzido e devidamente validado para a popula&#231;&#227;o portuguesa, o <i>Portuguese Children&#8217;s Sleep Habits Questionnaire</i> - CSHQ-PT tem por objetivo avaliar os h&#225;bitos de sono e detetar eventuais problemas associados.<sup>11</sup> Em Portugal foi aplicado por Silva e colaboradores a uma popula&#231;&#227;o escolar da regi&#227;o metropolitana de Lisboa.<sup>6</sup> Deste modo, o objetivo principal do presente estudo foi avaliar a qualidade do sono e estimar a preval&#234;ncia das perturba&#231;&#245;es do sono em crian&#231;as dos dois aos 10 anos de idade num centro de sa&#250;de da &#225;rea metropolitana do Porto atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o do CSHQ-PT. Como objetivos complementares comparam-se estes achados com o estudo referido<sup>6</sup> e estudaram-se fatores individuais, sociais e familiares, com influ&#234;ncia na qualidade do sono.</p>     <p><b>Material e M&#233;todos</b></p>     <p>Elaborou-se um estudo observacional descritivo e transversal. A amostra foi constitu&#237;da por crian&#231;as com idades entre os dois e os 10 anos, observadas em consulta de sa&#250;de infantil e juvenil, num centro de sa&#250;de da &#225;rea urbana do ACeS Grande Porto VII - Gaia, no per&#237;odo de abril a junho de 2014. A amostra foi dividida em dois grupos consoante a idade: pr&#233;-escolar (dois aos cinco anos de idade) e escolar (seis aos 10 anos de idade).</p>     <p>Previamente estimou-se como universo amostral representativo necess&#225;rio um total de cerca de 90 question&#225;rios, considerando um erro amostral de 5%, com intervalo de confian&#231;a 95% e numa popula&#231;&#227;o de 18.985 crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar e escolar (n&#250;meros do Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o), com uma preval&#234;ncia m&#237;nima esperada de 5,6%.</p>     <p>Os crit&#233;rios de inclus&#227;o foram a idade eleg&#237;vel da crian&#231;a e a vontade dos pais em participar com consentimento informado e escrito. A cada caso eleg&#237;vel foi aplicado, e respondido presencialmente na consulta, o CSHQ-PT ao acompanhante da crian&#231;a &#224; CSIJ. Este question&#225;rio foi complementado com um inqu&#233;rito padronizado sobre fatores sociofamiliares e individuais elaborado pelos autores e testado previamente num per&#237;odo experimental.</p>     <p>A vers&#227;o portuguesa do CSHQ-PT foi validada para crian&#231;as dos dois aos 10 anos de idade e encontra-se dispon&#237;vel <i>online.</i><sup>11</sup> O question&#225;rio permite avaliar as horas de acordar e de deitar (&#224; semana e ao fim-de-semana), bem como a dura&#231;&#227;o habitual do sono e a frequ&#234;ncia de diversos comportamentos relacionados com o sono. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns comportamentos-problema, que correspondem ao mesmo tipo de dist&#250;rbio do sono, podem ser agrupados em subescalas (<a href="#q1">Quadro I</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a05q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Realizou-se a soma da cota&#231;&#227;o total das quest&#245;es para obten&#231;&#227;o do <i>&#205;ndice de Perturba&#231;&#227;o do Sono</i> (IPS) e a soma parcelar nas diferentes subescalas (<a href="#q1">Quadro I</a>). </p>     <p>O question&#225;rio anexado ao CSHQ-PT, elaborado pelos autores, incluiu quest&#245;es sobre antecedentes patol&#243;gicos e medica&#231;&#227;o di&#225;ria da crian&#231;a, rendimento escolar, pr&#225;tica de exerc&#237;cio f&#237;sico, bem como h&#225;bitos e rituais antes de adormecer, entre outras. Incluiu ainda quest&#245;es sobre o tipo de agregado familiar, escolaridade e profiss&#227;o dos pais (incluindo trabalho por turnos e trabalho noturno), antecedentes de ins&#243;nia, depress&#227;o, necessidade de medica&#231;&#227;o e h&#225;bitos parentais para adormecer.</p>     <p>Na an&#225;lise estat&#237;stica utilizou-se a vers&#227;o 21.0 do programa SPSS&#174; (IBM&#174;, SPSS&#174; <i>Statistics Inc.,</i> Chicago). O teste de <i>Shapiro-Wilk</i> (<i>p</i>&gt;0,05) foi usado para testar a normalidade das vari&#225;veis quantitativas. A compara&#231;&#227;o de frequ&#234;ncias relativas, de distribui&#231;&#245;es e de valores m&#233;dios foi avaliado atrav&#233;s de testes de qui-quadrado (vari&#225;veis categ&#243;ricas), <i>Mann-Whitney</i> e <i>Kruskal Wallis</i> (vari&#225;veis num&#233;ricas de distribui&#231;&#227;o n&#227;o normal) e testes <i>t</i> de <i>student</i> e ANOVA (vari&#225;veis num&#233;ricas param&#233;tricas). Considerou-se uma probabilidade de erro tipo I (&#945;) de 0,05.</p>     <p>O estudo foi aprovado pela Comiss&#227;o de &#201;tica da Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de (ARS) do Norte e foi concedida autoriza&#231;&#227;o dos autores da vers&#227;o portuguesa do CSHQ-PT para aplica&#231;&#227;o do mesmo neste estudo.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Foram respondidos um total de 141 inqu&#233;ritos, dos quais 10 (7,1%) foram exclu&#237;dos por preenchimento inv&#225;lido (<i>n</i>=1, idade superior a 10 anos) ou muito incompleto (<i>n</i>=9, mais de 20% das respostas omissas). Deste modo, foram inclu&#237;dos no estudo dados referentes a 131 crian&#231;as.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Destas 131 crian&#231;as, a idade mediana correspondeu aos cinco (Amplitude Interquartil - AIQ: 3-7) anos, com predom&#237;nio do sexo masculino (<i>n</i>=70, 53,5%). Cinquenta e cinco por cento (<i>n</i>=72) correspondiam a crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar (dois aos cinco anos de idade), das quais apenas nove ainda n&#227;o frequentavam infant&#225;rio e/ou pr&#233;-escola. A mediana da idade de entrada no infant&#225;rio foi 24 (AIQ: 12-36) meses.</p>     <p>A restante caracteriza&#231;&#227;o sociodemogr&#225;fica da amostra &#233; resumida no <a href="#q2">Quadro II</a>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a05q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &#224; constitui&#231;&#227;o do agregado familiar, na maioria dos domic&#237;lios reside uma mediana de quatro pessoas (min=2; m&#225;x=8), sendo a maioria dos agregados do tipo nuclear (77,7%). No que diz respeito ao n&#250;mero de irm&#227;os, a mediana &#233; um (min=0; m&#225;x=4). A maioria das habita&#231;&#245;es tem dois (min=1; m&#225;x=4) quartos (49,6%) e, na maioria dos casos, a crian&#231;a partilha-o com um irm&#227;o (42,6%) ou n&#227;o o partilha com ningu&#233;m (41,9%). A idade mediana de sa&#237;da do quarto dos pais &#233; o ano de idade (min=0; m&#225;x=6); contudo, 13,2% da amostra ainda partilhava quarto com os pais (M<sub>d</sub> da idade tr&#234;s anos; AIQ: 2-7). </p>     <p><b>H&#225;bitos e rituais para adormecer</b></p>     <p>A m&#227;e &#233; quem deita a crian&#231;a na maioria dos casos (50,8%, <i>n</i>=66). </p>     <p>Em apenas 17,6% (<i>n</i>=23) os pais negam algum h&#225;bito ou ritual para a crian&#231;a adormecer. Vinte e seis por cento necessitam de luz de presen&#231;a, 22,1% necessitam de um familiar na cama para adormecer e 15,1% necessita de um familiar presente no quarto. O uso de chupeta foi reportado em 21,5% (<i>n</i>=28), sendo significativamente mais frequente na idade pr&#233;-escolar (<i>p</i>=0,001).</p>     <p>Quanto aos rituais antes de adormecer, 47,3% das crian&#231;as bebem leite, sendo significativamente mais frequente na idade pr&#233;-escolar (<i>p</i>=0,008); 36,6% leem e/ou ouvem uma hist&#243;ria e 35,9% veem televis&#227;o. O uso de videojogos foi referido em apenas dois casos (1,5%). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A realiza&#231;&#227;o de sesta di&#225;ria &#233; mais frequente na idade pr&#233;-escolar (48,6% <i>vs.</i> 5,1%, <i>p</i>&lt;0,001) e a propor&#231;&#227;o de crian&#231;as que dorme sesta nos diferentes grupos et&#225;rios decresce com o aumento da idade.</p>     <p>A frequ&#234;ncia dos diferentes h&#225;bitos e rituais assinalados no inqu&#233;rito encontram-se ilustrados no <a href="#q3">Quadro III</a>, bem como a compara&#231;&#227;o entre grupos (escolar <i>vs.</i> pr&#233;-escolar).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a05q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Qualidade do sono e problemas associados (CSHQ-PT)</b></p>     <p>A mediana da hora de deitar nos dias de semana foi 21h30min (AIQ: 21h07 - 22h00) e ao fim-de-semana &#224;s 22h00, n&#227;o havendo diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os grupos. A mediana da hora de acordar durante a semana foi 8h00 (AIQ: 7h30-8h15) e ao fim-de-semana 9h00 (AIQ: 8h00-10h00), ocorrendo mais cedo nas crian&#231;as em idade escolar (<i>p</i>=0,051).</p>     <p>A mediana do tempo total de sono foi 10h00 (AIQ: 9h30-11h00), sendo superior na idade pr&#233;-escolar (<i>p</i>=0,002) e decrescendo com o aumento da idade (<a href="#f1">figura 1</a>). Quanto ao n&#250;mero m&#237;nimo de horas de sono, 56,3% e 41,1% das crian&#231;as no grupo pr&#233;-escolar e escolar, respetivamente, n&#227;o dorme o n&#250;mero m&#237;nimo de horas recomendado (recomenda&#231;&#245;es da <i>Centers for Disease Control and Prevention</i> - dispon&#237;vel em <a href="http://www.cdc.gov/sleep/about_sleep/how_much_sleep.htm"target="_blank">www.cdc.gov/sleep/about_sleep/how_much_sleep.htm</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a05f1.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O &#237;ndice de perturba&#231;&#227;o do sono (IPS, cota&#231;&#227;o total do CSHQ-PT) na amostra tem uma mediana de 47 (AIQ: 42-51), que n&#227;o difere significativamente do valor IPS encontrado por Silva e colaboradores<sup>6</sup> na popula&#231;&#227;o da &#225;rea metropolitana de Lisboa (<i>p</i>=0,81). Considerando o <i>cut off</i> de 41, 80,2% (<i>n</i>=105) apresenta um IPS elevado, decrescendo para 49,6% (<i>n</i>=65) quando considerado o cut off ajustado para a popula&#231;&#227;o portuguesa (IPS&gt;48), sugerido por Silva e colaboradores.<sup>6</sup></p>     <p>O IPS associou-se ao grupo et&#225;rio, sendo mais elevado nas crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar (<i>p</i>=0,032). Na an&#225;lise de subescalas do question&#225;rio, as crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar apresentam cota&#231;&#245;es mais elevadas nas subescalas <i>Resist&#234;ncia em ir para a cama</i> (<i>p</i>=0,001) e <i>Parass&#243;nias</i> (<i>p</i>=0,024), n&#227;o havendo diferen&#231;as estatisticamente significativas nas restantes subescalas (conforme descriminado no <a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n4/31n4a05q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O IPS n&#227;o teve rela&#231;&#227;o estat&#237;stica com o g&#233;nero, antecedentes de prematuridade, presen&#231;a de antecedente patol&#243;gico reportado pelos pais ou com o uso di&#225;rio de medica&#231;&#227;o.</p>     <p>Um IPS significativamente mais elevado associou-se &#224; necessidade da presen&#231;a de um familiar no quarto (<i>p</i>=0,005) ou na cama (<i>p</i>&lt;0,001) para adormecer, bem como &#224; visualiza&#231;&#227;o de televis&#227;o (<i>p</i>=0,006) e uso de videojogos (<i>p</i>=0,047), estando estes dois &#250;ltimos associados a um menor tempo total de sono (<i>p</i>&lt;0,02). N&#227;o se verificou associa&#231;&#227;o estat&#237;stica com o uso de chupeta ou objeto de transi&#231;&#227;o, nem com a necessidade de luz de presen&#231;a. As rotinas de higiene (lavar os dentes, tomar banho) ou o h&#225;bito de leitura antes de dormir tamb&#233;m n&#227;o mostraram rela&#231;&#227;o com o IPS.</p>     <p>As crian&#231;as que partilhavam quarto com irm&#227;(o) ou que dormiam sozinhas apresentaram um IPS significativamente menor que aquelas crian&#231;as que partilhavam quarto com os pais (<i>p</i>=0,028). Um IPS inferior verificou-se tamb&#233;m naquelas crian&#231;as que se deitavam sozinhas, ou que eram deitadas por ambos os pais, contrariamente aquelas que eram deitadas pela m&#227;e ou pelo pai (<i>p</i>=0,005).</p>     <p>No que concerne aos fatores sociais e familiares, n&#227;o se obteve associa&#231;&#227;o do IPS com o tipo de agregado familiar, n&#250;mero de pessoas a residir no domic&#237;lio, escolaridade dos pais ou a sua situa&#231;&#227;o profissional, nomeadamente com o trabalho por turnos ou com turnos noturnos. Houve apenas rela&#231;&#227;o entre o IPS e antecedentes de ins&#243;nia reportado pelos pais (<i>p</i>=0,033).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um IPS inferior esteve estatisticamente associado a um rendimento escolar superior (<i>p</i>=0,029). N&#227;o se obteve associa&#231;&#227;o entre o IPS e a frequ&#234;ncia de birras, queixas de distra&#231;&#227;o ou impulsividade reportadas pelos pais. A pr&#225;tica de exerc&#237;cio f&#237;sico n&#227;o mostrou associa&#231;&#227;o com IPS; contudo, associou-se a uma cota&#231;&#227;o inferior na subescala &#8220;despertares noturnos&#8221; (<i>p</i>=0,032).</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>A inf&#226;ncia &#233; caracterizada por mudan&#231;as consider&#225;veis na organiza&#231;&#227;o, dura&#231;&#227;o e estrutura do sono, com elevada incid&#234;ncia de problemas de sono transit&#243;rios como <i>resist&#234;ncia em ir para a cama e ansiedade relacionada com o sono.</i><sup>10</sup> O que &#233; com frequ&#234;ncia menos reconhecido s&#227;o os problemas de sono cr&#243;nicos que afetam at&#233; cerca de 30% das crian&#231;as. Al&#233;m dos efeitos nefastos no neuro desenvolvimento da crian&#231;a, os problemas de sono causam efeitos negativos a n&#237;vel familiar.<sup>5</sup></p>     <p>A maioria dos estudos sobre o sono nas crian&#231;as portuguesas aponta para uma elevada frequ&#234;ncia de problemas do sono e comportamentos delet&#233;rios na nossa popula&#231;&#227;o, utilizando, contudo, inqu&#233;ritos n&#227;o padronizados, dificultando a compara&#231;&#227;o.<sup>2,5,7,12</sup> O CSHQ &#233; um dos inqu&#233;ritos padronizados mais usados mundialmente e foi recentemente validade e traduzido para a popula&#231;&#227;o portuguesa.<sup>11</sup> Foi aplicado por Silva e colaboradores<sup>6</sup> numa amostra significativa de crian&#231;as na &#225;rea metropolitana de Lisboa e, &#224; semelhan&#231;a de outros estudos, aponta para uma elevada preval&#234;ncia de perturba&#231;&#245;es do sono, sublinhando a necessidade de rastrear as mesmas. O valor m&#233;dio do &#205;ndice de Perturba&#231;&#227;o do Sono (IPS) encontrado neste estudo (46,51&#177;6,80) n&#227;o difere significativamente do encontrado no nosso.</p>     <p>Na presente amostra, tendo em conta o <i>cut off</i> original de 41 para o &#205;ndice de Perturba&#231;&#227;o do Sono (IPS), 80,2% apresentavam um IPS elevado. Silva e colaboradores6 sugerem o ajuste do <i>cut off</i> do IPS de 41 para 48, considerando este valor mais adequado &#224; popula&#231;&#227;o portuguesa. Mesmo considerando este <i>cut off,</i> 49,6% apresenta um IPS elevado, demonstrando a elevada preval&#234;ncia de comportamentos problema no que concerne ao sono na popula&#231;&#227;o estudada. Contudo, n&#227;o se sabe se &#233; apenas uma quest&#227;o cultural ou se, de facto, as crian&#231;as portuguesas t&#234;m uma preval&#234;ncia superior de problemas de sono e desconhece-se qual a repercuss&#227;o das mesmas.</p>     <p>O grupo pr&#233;-escolar apresentou um IPS significativamente superior, o que traduz uma maior frequ&#234;ncia de comportamentos problema na crian&#231;a mais jovem, particularmente neste caso nas subescalas <i>resist&#234;ncia em ir para a cama e parass&#243;nias.</i> Este achado traduz a j&#225; conhecida maior preval&#234;ncia das perturba&#231;&#245;es do in&#237;cio e manuten&#231;&#227;o do sono mais frequentes na crian&#231;a pequena, bem como pesadelos, terrores noturnos e sonambulismo igualmente mais frequentes nesta idade.<sup>12</sup> Deste modo, a inclus&#227;o de crian&#231;as em idade pr&#233;-escolar neste estudo pode ser respons&#225;vel pela elevada propor&#231;&#227;o de crian&#231;as com IPS elevado.</p>     <p>Na presente an&#225;lise detetaram-se alguns fatores estatisticamente associados a um IPS superior, nomeadamente a visualiza&#231;&#227;o de televis&#227;o e uso de videojogos, partilha de quarto com os pais, a necessidade de adormecer com um familiar presente no quarto ou na cama e hist&#243;ria parental de ins&#243;nia.</p>     <p>O efeito nefasto do tempo de ecr&#227; foi j&#225; demonstrado,<sup>13-14</sup> considerando-se que se deve a um atraso no in&#237;cio do sono.</p>     <p>Relativamente a estudos pr&#233;vios, verifica-se que uma menor propor&#231;&#227;o de crian&#231;as via televis&#227;o antes de dormir (35,9% <i>vs.</i> 71-77%).<sup>5,7</sup> Contudo, n&#227;o foi questionado o uso de outros dispositivos eletr&#243;nicos, como <i>tablets,</i> telem&#243;veis, etc., cuja utiliza&#231;&#227;o pode ter aumentado nos &#250;ltimos anos.</p>     <p>A associa&#231;&#227;o entre um IPS mais elevado e a necessidade de um familiar no quarto ou na cama para adormecer, contrapondo-se ao IPS inferior nas crian&#231;as que se deitam sozinhas e que partilham quarto com irm&#227;o, &#233; consistente com o conceito de que o adormecimento independente, em cama pr&#243;pria, &#233; favorecedor de uma melhor qualidade de sono, conferindo &#224; crian&#231;a a capacidade de readormecer sozinha perante um despertar noturno.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>co-sleeping,</i> isto &#233;, a partilha da cama dos pais, &#233; um comportamento desaprovado pela maioria das sociedades ocidentais por considerarem que n&#227;o promove o adormecimento aut&#243;nomo e, por outro lado, porque diminui a qualidade do sono, estando associado a maior sonol&#234;ncia diurna.<sup>15</sup> Todavia, conv&#233;m salientar que o sono &#233; fortemente moldado por valores culturais, cren&#231;as e expectativas dos pais.<sup>16</sup> As normas culturais determinam os limites entre os comportamentos de sono &#8220;normais&#8221; e &#8220;problem&#225;ticos&#8221;. V&#225;rias culturas n&#227;o s&#243; promovem o <i>co-sleeping</i> como consideram que o quarto pr&#243;prio para a crian&#231;a &#233; prejudicial.<sup>16</sup> &#201; por isso fundamental compreender o que constituiu de facto um problema de sono, quando, a quem e a melhor forma de abordar. Muitas vezes a abordagem envolve a modifica&#231;&#227;o ou introdu&#231;&#227;o de novos h&#225;bitos por forma a equilibrar as necessidades da crian&#231;a e dos pais. </p>     <p>Os objetos de transi&#231;&#227;o, normalmente objetos como a chupeta, a fralda, o peluche, facilitam o adormecimento ao providenciar uma sensa&#231;&#227;o de conforto e seguran&#231;a &#224; crian&#231;a, podendo ser usados com o objetivo de promover o adormecimento independente,<sup>16</sup> n&#227;o tendo demonstrado um efeito negativo no IPS. A associa&#231;&#227;o entre um IPS superior e a hist&#243;ria familiar de ins&#243;nia denota a influ&#234;ncia gen&#233;tica na estrutura do sono, embora menor que os fatores ambientais.<sup>17-18</sup></p>     <p>A dura&#231;&#227;o adequada do sono &#233; um aspeto com frequ&#234;ncia negligenciado. A redu&#231;&#227;o do n&#250;mero de horas de sono pode ter os mesmos efeitos negativos que as restantes perturba&#231;&#245;es do sono. A este respeito verifica-se na presente amostra que a dura&#231;&#227;o total do sono (DTS), &#224; semelhan&#231;a de outros estudos,<sup>19-21</sup> decresce ao longo da idade (<a href="#f1">figura 1</a>), de uma mediana de 12h00 (AIQ: 2h45) aos dois anos, para 9h37 (AIQ: 1h) aos 10 anos. A depress&#227;o na DTS aos oito anos de idade (M<sub>d</sub> = 9h15; AIQ 1h) n&#227;o apresenta explica&#231;&#227;o aparente, podendo ser consequ&#234;ncia do reduzido n&#250;mero do grupo (<i>n</i>=8), com dispers&#227;o de valores elevada. O decr&#233;scimo na DTS ocorreu de forma paralela a uma diminui&#231;&#227;o da propor&#231;&#227;o de crian&#231;as que faz sesta, sendo que apenas tr&#234;s crian&#231;as no grupo escolar (5,1%) realizam sesta diariamente. Obteve-se uma mediana de DTS que foi superior &#224; m&#233;dia em Espanha,<sup>22</sup> mas inferior a outros pa&#237;ses europeus, nomeadamente Inglaterra, Irlanda, Su&#237;&#231;a.<sup>20-21,23</sup> O tempo total de sono di&#225;rio correlaciona-se inversamente com a idade, bem como com a hora de deitar mais tardia,<sup>13-14,19</sup> uma tend&#234;ncia que se tem vindo a agravar nos &#250;ltimos anos, conforme demonstrado por Iglowstein e colaboradores.<sup>21</sup></p>     <p>Na presente amostra, uma percentagem significativa de crian&#231;as (41,1-56,3%) n&#227;o dorme o n&#250;mero m&#237;nimo de horas recomendado. Esta percentagem pode ainda ser mais importante, uma vez que o tempo de sono reportado pelos pais &#233; habitualmente ligeiramente superior ao tempo de sono real, traduzindo mais o &#8220;tempo na cama&#8221; do que propriamente o tempo a dormir. Sendo a DTS fortemente determinada por fatores ambientais (~60%), h&#225; uma importante janela de oportunidade de interven&#231;&#227;o.<sup>14,16</sup></p>     <p>&#201; fundamental salientar que os problemas de sono s&#227;o com frequ&#234;ncia subvalorizados e subdiagnosticados. Este facto deve-se, por um lado, ao facto de os profissionais de sa&#250;de com frequ&#234;ncia n&#227;o questionarem sobre o tema nas CSIJ, pressupondo que os pais espontaneamente levantar&#227;o essa quest&#227;o.<sup>3,24</sup> Contudo, o conhecimento dos pais acerca dos normais padr&#245;es de sono ao longo da inf&#226;ncia, eventuais problemas e dura&#231;&#227;o adequada do sono &#233; claramente insuficiente.<sup>4</sup> Este facto, aliado ao desconhecimento populacional dos efeitos negativos que estes exercem, leva a que estes sejam subreportados pelos pais nas CSIJ.<sup>10</sup> De facto, nos estudos realizados em Portugal, apesar de uma percentagem significativa considerar que o seu filho tinha um problema de sono (74-84%), o tema s&#243; tinha sido abordado como queixa na CSIJ em 7-13%.<sup>2,7</sup></p>     <p>Como limita&#231;&#245;es deste trabalho, refiram-se as inerentes ao facto de se tratar de um estudo observacional, ao processo e dimens&#227;o amostral. Por ter sido realizado num &#250;nico centro de sa&#250;de de Vila Nova de Gaia, o que limitou a heterogeneidade geogr&#225;fica e populacional, n&#227;o possibilita, obviamente, a generaliza&#231;&#227;o &#224; popula&#231;&#227;o de Vila Nova de Gaia. Contudo, o presente estudo permite salientar, ao identificar uma elevada preval&#234;ncia de comportamentos problema nesta popula&#231;&#227;o, a necessidade de realiza&#231;&#227;o de estudos futuros nesta &#225;rea, nomeadamente estudos que avaliem as repercuss&#245;es destes comportamentos a n&#237;vel familiar e na crian&#231;a (comportamento, rendimento escolar, etc.).</p>     <p>Uma vez que n&#227;o foi questionado ao acompanhante da crian&#231;a a sua perce&#231;&#227;o da qualidade do sono da mesma ou se este considerava que a crian&#231;a tinha algum problema de sono, n&#227;o foi poss&#237;vel estimar o grau de concord&#226;ncia entre esta avalia&#231;&#227;o subjetiva e o IPS obtido - um dado que poderia ser interessante. Tamb&#233;m n&#227;o foi questionado se o tema j&#225; tinha sido abordado com o m&#233;dico assistente/pediatra que acompanha normalmente a crian&#231;a.</p>     <p>O preenchimento presencial do inqu&#233;rito pode ter causado algum vi&#233;s de resposta em algumas quest&#245;es (nomeadamente quanto aos rituais antes de dormir), o que poderia explicar, por exemplo, a redu&#231;&#227;o significativa da percentagem de crian&#231;as que via televis&#227;o antes de deitar face a estudos anteriores. </p>     <p>Uma vez que os antecedentes patol&#243;gicos e medica&#231;&#227;o foram assinalados pelo acompanhante, uma percentagem destes poder&#225; n&#227;o ter sido referida e, portanto, ser superior ao estimado. Pelo facto de algumas patologias e medica&#231;&#227;o cr&#243;nicas poderem influenciar negativamente a qualidade do sono, as mesmas poderiam explicar a elevada preval&#234;ncia de perturba&#231;&#245;es do sono encontrada.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Bhargava S. Diagnosis and management of common sleep problems in children. Pediatr Rev. 2011;32(3):91-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201500040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Mendes LR, Fernandes A, Garcia FT. H&#225;bitos e perturba&#231;&#245;es do sono em crian&#231;as em idade escolar (Sleep habits and sleep problems in school aged children). Acta Pediatr Port 2004;35(4):341-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201500040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>     <!-- ref --><p>3. Owens JA. The practice of pediatric sleep medicine: results of a community survey. Pediatrics. 2001;108(3):E51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201500040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Schreck KA, Richdale AL. Knowledge of childhood sleep: a possible variable in under or misdiagnosis of childhood sleep problems. J Sleep Res. 2011;20(4):589-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201500040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>5. Morais S, Veiga Z, Estev&#227;o MH. H&#225;bitos e perturba&#231;&#245;es do sono numa popula&#231;&#227;o Pedi&#225;trica de Coimbra (Sleep habits and sleep problems in a pediatric population in Coimbra). Sa&#250;de Infantil. 2007;29(1):15-22. Portuguese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>6. Silva FG, Silva CR, Braga LB, Neto AS. H&#225;bitos e problemas do sono dos dois aos dez anos: estudo populacional (Sleep habits and sleep problems in Portuguese children from two to ten years old: a population-based study). Acta Pediatr Port. 2013;44(5):196-202. Portuguese</p>     <p>7. Pedrosa C, Cruz G, Pereira SA. H&#225;bitos e perturba&#231;&#245;es do sono de uma popula&#231;&#227;o infantil de Vila Nova de Gaia (Sleep practices and disorders in a paediatric population of Vila Nova de Gaia). Acta Pediatr Port. 2004;35(4):323-8. Portuguese</p>     <p>8. Klein JM, Gon&#231;alves A. Problemas de sono-vigi&#769;lia em crianc&#807;as: um estudo da prevale&#770;ncia (Sleep-wake problems in children: a study about prevalence). Psico-USF. 2008;13(1):51-8. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>9. Astill RG, Van der Heijden KB, Van IJzendoorn MH, Van Someren EJ. Sleep, cognition, and behavioral problems in school age children: a century of research meta-analyzed. Psychol Bull. 2012;138(6):1109-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201500040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Blunden S, Lushington K, Lorenzen B, Ooi T, Fung F, Kennedy D. Are sleep problems under-recognised in general practice? Arch Dis Child. 2004;89(8):708-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201500040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Silva FG, Silva CR, Braga LB, Neto AS. Portuguese Children&#8217;s Sleep Habits Questionnaire: validation and cross-cultural comparison. J Pediatr (Rio J). 2014;90(1):78-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201500040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>12. Duarte C, Santos I, Est&#234;v&#227;o MH. Perturba&#231;&#245;es do sono na crian&#231;a (Sleep disorders in children). Acta Pediatr Port 2004;35(4):349-57. Portuguese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>13. Foley LS, Maddison R, Jiang Y, Marsh S, Olds T, Ridley K. Presleep activities and time of sleep onset in children. Pediatrics. 2013;131(2):276-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201500040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Nixon GM, Thompson JM, Han DY, Becroft DM, Clark PM, Robinson E, et al. Short sleep duration in middle childhood: risk factors and consequences. Sleep. 2008;31(1):71-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S2182-5173201500040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Liu X, Liu L, Wang R. Bed sharing, sleep habits, and sleep problems among Chinese school-aged children. Sleep. 2003;26(7):839-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S2182-5173201500040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Jenni OG, O&#8217;Connor BB. Children&#8217;s sleep: an interplay between culture and biology. Pediatrics. 2005;115(1 Suppl):204-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S2182-5173201500040000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Fisher A, van Jaarsveld CH, Llewellyn CH, Wardle J. Genetic and environmental influences on infant sleep. Pediatrics. 2012;129(6):1091-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S2182-5173201500040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>18. Touchette E, Dionne G, Forget-Dubois N, Petit D, P&#233;russe D, Falissard B, et al. Genetic and environmental influences on daytime and nighttime sleep duration in early childhood. Pediatrics. 2013;131(6):e1874-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S2182-5173201500040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>19. Crispim JN, Boto LR, Melo IS, Ferreira R. Padr&#245;es de sono e fatores de risco para prova&#231;&#227;o do sono numa popula&#231;&#227;o pedi&#225;trica portuguesa (Sleep pattern and risk factos for sleep deprivation in a portuguese pediatric population). Acta Pediatr Port. 2011;42(3):93-8. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>20. Gulliford MC, Price CE, Rona RJ, Chinn S. Sleep habits and height at ages 5 to 11. Arch Dis Child. 1990;65(1):119-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-5173201500040000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Iglowstein I, Jenni OG, Molinari L, Largo RH. Sleep duration from infancy to adolescence: reference values and generational trends. Pediatrics. 2003;111(2):302-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-5173201500040000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Canet T. Sleep-wake habits in Spanish primary school children. Sleep Med. 2010;11(9):917-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S2182-5173201500040000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Blair PS, Humphreys JS, Gingras P, Taheri S, Scott N, Emond A, et al. Childhood sleep duration and associated demographic characteristics in an English cohort. Sleep. 2012;35(3):353-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-5173201500040000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Faruqui F, Khubchandani J, Price JH, Bolyard D, Reddy R. Sleep disorders in children: a national assessment of primary care pediatrician practices and perceptions. Pediatrics. 2011;128(3):539-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-5173201500040000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Maria Adriana Rangel</p>     <p>Servi&#231;o Pediatria - Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE</p>     <p>Rua Francisco S&#225; Carneiro, 4400-129 Vila Nova de Gaia</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:mariaadrianarangel@hotmail.com">mariaadrianarangel@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Um agradecimento especial &#224; Dr&#170; Isabel Ribeiro, minha orientadora de forma&#231;&#227;o no est&#225;gio de Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios &#224; Crian&#231;a e ao Adolescente, que muito me ajudou na concretiza&#231;&#227;o deste trabalho.</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p><b>Comiss&#227;o de &#233;tica</b></p>     <p>Estudo realizado ap&#243;s parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da ARS Norte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 28-02-2015</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 19-08-2015</b></p>     <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortogr&#225;fico.</i></p>     ]]></body>
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