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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732015000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732015000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732015000400006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: Os linfomas não Hodgkin constituem um grupo variável de neoplasias do sistema linforreticular que por vezes podem ser difíceis de diagnosticar. Neste caso clínico apresenta-se um tipo raro de linfoma, com forma de apresentação rara, em que o médico de família teve um papel importante no diagnóstico. Descrição de caso: Homem de 73 anos que inicialmente se apresenta com tumefação supra-orbitária e queixas de sensação de pressão ocular, sem outros sintomas. É avaliado por oftalmologia, sendo considerado que as tumefações resultariam de tecido adiposo. Após agravamento de tumefação orbitária, surgimento de edema dos lábios e adenopatias cervicais suspeitou-se de doença linfoproliferativa. O utente é referenciado para consulta de medicina interna e chega-se ao diagnóstico de linfoma de células do Manto, após excisão e análise histológica de adenopatia. Comentário: Este caso clínico ilustra a dificuldade no diagnóstico que pode acarretar um linfoma não Hodgkin, dada a sua grande variabilidade de apresentações. O acompanhamento do doente ao longo das várias consultas foi essencial para se colocar a hipótese de diagnóstico de doença linfoproliferativa.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The non-Hodgkin's lymphomas are a diverse group of neoplasms of the lymphoreticular system. The diagnosis is often difficult. In this case report we present a rare type of lymphoma, with a rare form of presentation, in which the family doctor had an important role to play in collating clinical information to make the diagnosis. Case report: A 73-year-old man initially presented with supraorbital swelling and a complaint of pressure in the eye, without other symptoms. An ophthalmologist evaluated the patient and considered that the swelling arose from adipose tissue. After worsening of the orbital swelling and the appearance of swelling of the lips and cervical adenopathy, a lymphoproliferative disease was suspected. The patient was sent for an internal medicine consultation and the diagnosis of mantle cell lymphoma was made after excisional biopsy of a lymph node. Comment: This case shows some of the difficulty encountered in diagnosing a non-Hodgkin's lymphoma, given great variability in their presentations. Close follow-up of the patient during numerous consultations was essential to make the diagnosis of a lymphoproliferative disease.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Linfoma]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Non-Hodgkin]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>RELATOS DE CASOS</b></p>     <p><font size="4"><b>Um caso cl&#237;nico de linfoma de c&#233;lulas do     manto</b></font></p>     <p><font size="3"><b>A   case of mantle cell lymphoma</b></font></p>       <p><b>Elisabete Pinto Borges,* Maria Jo&#227;o     Pinheiro,** Daniela Moreira***</b></p>       <p>*M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar, USF Viriato em Viseu</p>       <p>**M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar, USF Viriato em Viseu</p>       <p>***M&#233;dica     Assistente de Medicina Geral e Familiar, USF Viriato em Viseu</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> Os linfomas n&#227;o Hodgkin     constituem um grupo vari&#225;vel de neoplasias do sistema linforreticular que por     vezes podem ser dif&#237;ceis de diagnosticar. Neste caso cl&#237;nico apresenta-se um     tipo raro de linfoma, com forma de apresenta&#231;&#227;o rara, em que o m&#233;dico de     fam&#237;lia teve um papel importante no diagn&#243;stico.</p>       <p><b>Descri&#231;&#227;o de caso:</b> Homem de 73 anos que     inicialmente se apresenta com tumefa&#231;&#227;o supra-orbit&#225;ria e queixas de sensa&#231;&#227;o     de press&#227;o ocular, sem outros sintomas. &#201; avaliado por oftalmologia, sendo     considerado que as tumefa&#231;&#245;es resultariam de tecido adiposo. Ap&#243;s agravamento     de tumefa&#231;&#227;o orbit&#225;ria, surgimento de edema dos l&#225;bios e adenopatias cervicais     suspeitou-se de doen&#231;a linfoproliferativa. O utente &#233; referenciado para     consulta de medicina interna e chega-se ao diagn&#243;stico de linfoma de c&#233;lulas do     Manto, ap&#243;s excis&#227;o e an&#225;lise histol&#243;gica de adenopatia.</p>       <p><b>Coment&#225;rio:</b> Este caso cl&#237;nico ilustra a     dificuldade no diagn&#243;stico que pode acarretar um linfoma n&#227;o Hodgkin, dada a     sua grande variabilidade de apresenta&#231;&#245;es. O acompanhamento do doente ao longo     das v&#225;rias consultas foi essencial para se colocar a hip&#243;tese de diagn&#243;stico de     doen&#231;a linfoproliferativa.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Linfoma; C&#233;lulas do     Manto; n&#227;o Hodgkin.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Introduction:</b> The non-Hodgkin's     lymphomas are a diverse group of neoplasms of the lymphoreticular system. The     diagnosis is often difficult. In this case report we present a rare type of     lymphoma, with a rare form of presentation, in which the family doctor had an   important role to play in collating clinical information to make the diagnosis.</p>       <p><b>Case report:</b> A 73-year-old man     initially presented with supraorbital swelling and a complaint of pressure in     the eye, without other symptoms. An ophthalmologist evaluated the patient and     considered that the swelling arose from adipose tissue. After worsening of the     orbital swelling and the appearance of swelling of the lips and cervical     adenopathy, a lymphoproliferative disease was suspected. The patient was sent     for an internal medicine consultation and the diagnosis of mantle cell lymphoma     was made after excisional biopsy of a lymph node.</p>       <p><b>Comment:</b> This case shows some of the     difficulty encountered in diagnosing a non-Hodgkin's lymphoma, given great     variability in their presentations. Close follow-up of the patient during     numerous consultations was essential to make the diagnosis of a     lymphoproliferative disease.</p>       <p><b>Keywords:</b> Lymphoma; Mantle Cell;     Non-Hodgkin.</p>   <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>Os linfomas     n&#227;o Hodgkin (LNH) constituem um grupo muito heterog&#233;neo de neoplasias do     sistema linforeticular. Esta heterogeneidade e a variabilidade de manifesta&#231;&#245;es     podem dificultar o diagn&#243;stico e consequentemente atrasar a institui&#231;&#227;o de     terap&#234;utica. O caso cl&#237;nico que se exp&#245;e &#233; ilustrador dessa dificuldade j&#225; que     descreve um tipo raro de LNH, o linfoma de c&#233;lulas do manto (a taxa de     incid&#234;ncia de linfoma de c&#233;lulas do manto em 13 anos, nos Estados Unidos, foi     de apenas 0,55 por 100.000 habitantes).1 A forma de apresenta&#231;&#227;o deste LNH foi     o envolvimento orbit&#225;rio bilateral, que tamb&#233;m ela constitui uma entidade rara,     uma vez que o LNH orbit&#225;rio corresponde apenas a 4,5% de todos os LNH.2-3</p>       <p>Neste caso     cl&#237;nico, o m&#233;dico de fam&#237;lia teve um papel fundamental para o diagn&#243;stico ao     realizar a integra&#231;&#227;o de todos os dados cl&#237;nicos (observa&#231;&#227;o por outras     especialidades, evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica, exames complementares de diagn&#243;stico). O     objetivo da apresenta&#231;&#227;o deste caso cl&#237;nico &#233; alertar para a suspei&#231;&#227;o     diagn&#243;stica desta patologia para que, em futuras manifesta&#231;&#245;es deste tipo de     linfoma, seja mais f&#225;cil o seu reconhecimento e, desta forma, seja feito um     encaminhamento mais precoce para os cuidados de sa&#250;de secund&#225;rios.</p>       <p><b>Descri&#231;&#227;o de     caso</b></p>       <p>Homem de 73     anos, ra&#231;a caucasiana, casado, pertencente a uma fam&#237;lia nuclear na fase VIII     do ciclo de Duvall, de classe m&#233;dia, segundo a escala de Graffar. Antecedentes     pessoais de hipertens&#227;o arterial, dislipid&#233;mia, obesidade, doen&#231;a coron&#225;ria     (com realiza&#231;&#227;o de bypass coron&#225;rio em 2005) e gastrectomia parcial h&#225; cerca de     20 anos por &#250;lcera g&#225;strica. Em consulta de hipertens&#227;o na Unidade de Sa&#250;de     Familiar (USF), em dezembro de 2012, referiu aumento do volume do tecido     supraorbit&#225;rio bilateral acompanhado de sensa&#231;&#227;o de press&#227;o, com uma instala&#231;&#227;o     insidiosa, com cerca de dois ou tr&#234;s meses de evolu&#231;&#227;o. O utente negava     traumatismo pr&#233;vio e negava quaisquer outros sinais ou sintomas, nomeadamente     febre, dor, ardor, prurido, secura ocular ou altera&#231;&#245;es da acuidade visual.     Referia ainda que a sensa&#231;&#227;o de press&#227;o orbit&#225;ria era constante e n&#227;o     apresentava fatores de al&#237;vio ou agravamento. Ao exame objetivo apresentava     tens&#227;o arterial controlada (125mmHg de tens&#227;o arterial sist&#243;lica e 78mmHg de     tens&#227;o arterial diast&#243;lica), n&#227;o apresentava altera&#231;&#245;es na ausculta&#231;&#227;o     cardiopulmonar, nem adenopatias palp&#225;veis ao n&#237;vel das cadeias ganglionares     cervicais (anterior e posterior), occipitais, retroauriculares, submandibulares     e supraclaviculares e a palpa&#231;&#227;o da tiroide era tamb&#233;m normal. No exame do     tecido supraorbit&#225;rio bilateral, a colora&#231;&#227;o cut&#226;nea era normal e &#224; palpa&#231;&#227;o     notava-se uma tumefa&#231;&#227;o de consist&#234;ncia fibroel&#225;stica, sem queixas ou dor     associada. O restante exame f&#237;sico n&#227;o revelava quaisquer outras altera&#231;&#245;es.</p>       <p>Face &#224;s     queixas apresentadas, colocaram-se como hip&#243;teses de diagn&#243;stico um     hipotiroidismo, uma insufici&#234;ncia renal ou uma doen&#231;a de Graves, embora estas     fossem consideradas hip&#243;teses pouco prov&#225;veis, uma vez que o utente n&#227;o tinha     quaisquer outros sintomas al&#233;m das tumefa&#231;&#245;es orbit&#225;rias e estas tamb&#233;m n&#227;o     eram exuberantes. Ainda assim, pediram-se an&#225;lises com hemograma, fun&#231;&#227;o     hep&#225;tica, renal e tiroideia e referenciou-se o doente para uma consulta de     oftalmologia (que o utente preferiu recorrer particularmente). Em mar&#231;o de     2013, o utente vem novamente &#224; consulta trazendo informa&#231;&#227;o da consulta de     oftalmologia, da qual tinha tido alta, com a indica&#231;&#227;o de que a tumefa&#231;&#227;o     supraorbit&#225;ria se trataria eventualmente de tecido adiposo, n&#227;o tendo sido     detetadas outras altera&#231;&#245;es, sendo por isso aconselhada a referencia&#231;&#227;o a uma     consulta de cirurgia pl&#225;stica para corre&#231;&#227;o da anomalia. O estudo anal&#237;tico que     tinha sido pedido tamb&#233;m n&#227;o revelou quaisquer altera&#231;&#245;es e o exame f&#237;sico era     sobrepon&#237;vel ao realizado na &#250;ltima consulta. O utente mantinha-se sem outros     sintomas. Negava perda ponderal, sudorese noturna, febre, queixas &#225;lgicas,     altera&#231;&#245;es gastrointestinais, queixas respirat&#243;rias e queixas genito-urin&#225;rias.</p>       <p>Um m&#234;s     depois vem a uma consulta de agudos por ter iniciado nesse dia, de forma     s&#250;bita, ap&#243;s toma da medica&#231;&#227;o da manh&#227; (bisoprolol 5mg e nifedipina 30mg),     tumefa&#231;&#227;o exuberante do l&#225;bio inferior e agravamento acentuado das tumefa&#231;&#245;es     supraorbit&#225;rias, novamente sem outros sintomas associados; ao exame f&#237;sico apresentava-se     eupneico, normotenso e apir&#233;tico. Face ao quadro cl&#237;nico, e dada a sua     instala&#231;&#227;o s&#250;bita, foi colocada a hip&#243;tese de se tratar de um angiodema e     referenciou-se ao servi&#231;o de urg&#234;ncia (SU) do Centro Hospitalar Tondela Viseu     (CHTV). No SU corroborou-se o diagn&#243;stico de angioedema e o utente teve alta,     medicado com anti-histam&#237;nico e com indica&#231;&#227;o de substituir a nifedipina 30mg     por valsartan 80mg (por esta poder estar, eventualmente, na origem do quadro).     Foi tamb&#233;m feita a recomenda&#231;&#227;o de eventual realiza&#231;&#227;o de TAC supraorbit&#225;ria     para melhor esclarecimento das tumefa&#231;&#245;es supraorbit&#225;rias.</p>       <p>Uma semana     depois do epis&#243;dio de urg&#234;ncia, o utente regressa &#224; USF com manuten&#231;&#227;o do     quadro cl&#237;nico, apesar do tratamento institu&#237;do; apresentava agora ao exame     f&#237;sico m&#250;ltiplas adenopatias cervicais duras, aderentes e n&#227;o dolorosas, sem     quaisquer outros sintomas associados, nomeadamente febre, sudorese, queixas     &#225;lgicas, gastrointestinais, respirat&#243;rias, genito-urin&#225;rias ou outras. Assim,     colocaram-se, como hip&#243;teses de diagn&#243;stico, uma doen&#231;a linfoproliferativa, uma     neoplasia, uma doen&#231;a infecciosa como, por exemplo, infe&#231;&#227;o por v&#237;rus da     imunodefici&#234;ncia humana (VIH) ou uma eventual manifesta&#231;&#227;o de uma doen&#231;a     autoimune. Foram, por isso, solicitados: ecografia do pesco&#231;o, ecografia de     partes moles do tecido supraorbit&#225;rio, ecografia abdominal, radiografia do     t&#243;rax, estudo anal&#237;tico com hemograma, fun&#231;&#227;o renal e hep&#225;tica,     Beta2-microglobulina, VS e PCR, serologias para VIH, s&#237;filis, v&#237;rus da hepatite     B, citomegalov&#237;rus, toxoplasmose, proteinograma, imunoglobulinas e anticorpos     antinucleares. </p>       <p>Em maio de     2013, o utente traz resultados dos exames complementares de diagn&#243;stico. A     ecografia do pesco&#231;o demonstrava m&#250;ltiplas adenopatias hipoec&#243;ides, altamente     vascularizadas, de caracter&#237;sticas suspeitas e a ecografia de partes moles     referia forma&#231;&#227;o expansiva s&#243;lida de caracter&#237;sticas semelhantes &#224;s adenopatias     e muito vascularizada. A ecografia abdominal e radiografia do t&#243;rax eram     normais e no estudo anal&#237;tico apresentava apenas Beta2-microglobulina     discretamente elevada, de 2,4mg/L (valores de refer&#234;ncia entre 0,8 e 2,2mg/L),     com restantes par&#226;metros sem altera&#231;&#245;es (hemograma, fun&#231;&#227;o renal e hep&#225;tica     normais, VS e PCR normais, serologias para hepatite B, VIH e VDRL negativas,     serologias para citomegalov&#237;rus e toxoplasmose ambas IgG positivo, IgM     negativo, eletroforese de prote&#237;nas s&#233;ricas normal, imunoglobulinas normais e     anticorpos antinucleares negativos). Pelo</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>aumento     discreto da Beta2-microglobulina colocou-se como hip&#243;tese de diagn&#243;stico uma     doen&#231;a linfoproliferativa e decidiu-se referenciar o utente, com pedido     urgente, para a consulta de medicina interna. </p>       <p>Para al&#233;m do     pedido de consulta foi tamb&#233;m efetuado um contacto telef&#243;nico com o colega do     servi&#231;o de medicina interna para expor o caso. O utente recorreu &#224; consulta e     foi posteriormente internado para estudo, em colabora&#231;&#227;o com a hematologia.     Durante o internamento, o utente manteve-se sem outros sintomas, por&#233;m, foi     desenvolvendo novas adenopatias, nomeadamente a n&#237;vel inguinal. Realizou TAC     orbit&#225;rio que mostrou um exuberante aumento das gl&#226;ndulas lacrimais com desvio     medial dos m&#250;sculos retos laterais e proptose bilateral de grau II/III e     realizou tamb&#233;m medulograma que n&#227;o mostrou altera&#231;&#245;es. S&#243; ap&#243;s excis&#227;o cir&#250;rgica     de adenopatia inguinal, respetiva an&#225;lise histol&#243;gica e imunofenotipagem foi     poss&#237;vel obter-se o diagn&#243;stico de linfoma de c&#233;lulas do manto da variante de     pequenas c&#233;lulas.</p>       <p>Atualmente o     utente encontra-se a realizar ciclos de quimioterapia e mant&#233;m-se clinicamente     est&#225;vel. </p>       <p><b>Coment&#225;rio</b></p>       <p>Este caso &#233;     um exemplo da variabilidade de manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas que os LNH podem     apresentar. Os LNH manifestam-se maioritariamente em g&#226;nglios linf&#225;ticos, mas     em aproximadamente 1/3 dos casos localizam-se em tecido extraganglionar, o que     pode ocasionar manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas mais invulgares.4 Foi o que se verificou     neste caso cl&#237;nico, em que a doen&#231;a se manifestou inicialmente com o     envolvimento do tecido linfoide dos anexos orbit&#225;rios, sem outros sinais ou     sintomas acompanhantes.</p>       <p>Este caso     traduz tamb&#233;m a grande dificuldade de diagn&#243;stico que esta doen&#231;a pode     acarretar. Como se pode observar, s&#243; ap&#243;s v&#225;rios exames complementares de     diagn&#243;stico e v&#225;rias consultas, de diferentes especialidades, se chegou ao     diagn&#243;stico.</p>       <p>Esta     dificuldade &#233; justificada pelo facto das les&#245;es expansivas das &#243;rbitas poderem     ocorrer em m&#250;ltiplas patologias, desde afe&#231;&#245;es inflamat&#243;rias, tumorais,     cong&#233;nitas a altera&#231;&#245;es vasculares.5</p>       <p>Por outro     lado, segundo a literatura, s&#243; cerca de 10 a 15% das massas das &#243;rbitas     correspondem a linfomas. Neste caso, as &#243;rbitas foram o local prim&#225;rio do     in&#237;cio da doen&#231;a sist&#233;mica e s&#243; posteriormente houve envolvimento de v&#225;rias     cadeias ganglionares (cervicais e inguinais), mas tamb&#233;m podia ocorrer apenas o     envolvimento orbit&#225;rio sem o acometimento de outras estruturas.6</p>       <p>Este &#233; um     tipo de linfoma bastante raro. Como j&#225; foi anteriormente referido, os LNH     orbit&#225;rios, prim&#225;rios ou secund&#225;rios, correspondem apenas a 4,5% de todos os     LNH e s&#243; 1% destes s&#227;o prim&#225;rios.2-3</p>       <p>O facto das     tumefa&#231;&#245;es orbit&#225;rias serem bilaterais apontava mais para doen&#231;a sist&#233;mica,     como, por exemplo, uma doen&#231;a linfoproliferativa, uma doen&#231;a autoimune ou mesmo     uma doen&#231;a infecciosa, mas a inexist&#234;ncia de outros sintomas no momento do     exame, como febre, perda de peso e/ou suores noturnos, cansa&#231;o f&#225;cil, n&#227;o     faziam suspeitar do diagn&#243;stico.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para al&#233;m de     serem pouco frequentes os LNH das &#243;rbitas, o tipo histol&#243;gico diagnosticado     tamb&#233;m &#233; raro. Foi diagnosticado um linfoma de c&#233;lulas do manto, que &#233; um tipo     de LNH que representa apenas 3 a 10% de todos os LNH,7 com uma taxa de     incid&#234;ncia que varia de 0,51 a 0,55 casos por 100.000 pessoas.8 O linfoma de     c&#233;lulas do manto resulta de um processo linfoproliferativo das c&#233;lulas B da     zona do manto que surge habitualmente em adultos idosos (m&#233;dia de idades de     apresenta&#231;&#227;o de 60-65 anos), com predom&#237;nio no sexo masculino.7,9 A doen&#231;a     habitualmente manifesta-se por adenopatias generalizadas, sem outros sintomas,     mas pode ocorrer envolvimento extraganglionar, especialmente o trato     gastrointestinal, mas tamb&#233;m o f&#237;gado, pulm&#227;o, pele, tecidos moles, gl&#226;ndulas     salivares e &#243;rbitas. Habitualmente &#233; um tipo de linfoma agressivo; no entanto,     verificam-se cursos cl&#237;nicos bastante heterog&#233;neos, havendo casos com evolu&#231;&#227;o     mais indolente.9</p>       <p>Analisando     este caso cl&#237;nico, que representou um grande desafio de diagn&#243;stico, &#233; de     salientar a import&#226;ncia do m&#233;dico de fam&#237;lia na integra&#231;&#227;o de todos os dados     cl&#237;nicos (observa&#231;&#227;o por outras especialidades, evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica, exames complementares     de diagn&#243;stico) que foram essenciais para se chegar ao diagn&#243;stico. A     integra&#231;&#227;o dos dados cl&#237;nicos s&#243; foi poss&#237;vel gra&#231;as ao car&#225;ter longitudinal e     continuado da presta&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de que caracteriza a medicina geral e     familiar, ou seja, ao acompanhar o utente ao longo de v&#225;rias consultas &#233;     poss&#237;vel perceber a evolu&#231;&#227;o do quadro cl&#237;nico e assim suspeitar de um     diagn&#243;stico. </p>       <p>Outro     ensinamento que se retira deste caso cl&#237;nico &#233; o de que nunca se devem     desvalorizar as queixas de um utente. A presen&#231;a de tumefa&#231;&#245;es supraorbit&#225;rias     assintom&#225;ticas e com estudo anal&#237;tico normal podia levar-nos a pensar que se     tratava de um quadro sem significado patol&#243;gico. De facto, ap&#243;s a observa&#231;&#227;o     por oftalmologia foi considerada, como hip&#243;tese de diagn&#243;stico, o excesso de     tecido adiposo supraorbit&#225;rio; por&#233;m, a evolu&#231;&#227;o cl&#237;nica revelou que se tratava     de algo mais do que simples tecido adiposo.</p>       <p>Por fim,     este caso cl&#237;nico complexo alerta ainda para a necessidade de o m&#233;dico de     fam&#237;lia estar constantemente a atualizar conhecimentos de forma a n&#227;o descurar     as causas menos prevalentes de sintomas comuns da pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Zhou Y,     Wang H, Fang W, Romaguer JE, Zhang Y, Delasalle KB, et al. Incidence trends of     mantle cell lymphoma in the United States between 1992 and 2004. Cancer.     2008;113(4):791-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S2182-5173201500040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>2. Freeman     C, Berg JW, Cutler SJ. Occurrence and prognosis of extranodal lymphomas.     Cancer. 1972;29(1):252-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201500040000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3. Trindade     I, Almeida M, Coimbra F, Portela C, Esperan&#231;a S, Marques H. Linfomas     n&#227;o-Hodgkin extraganglionares: uma an&#225;lise retrospectiva (Extranodal     non-Hodgkin&#8217;s lymphomas: a retrospective study). Med Intern. 2011;181(1):12-6.     Portuguese</p>       <!-- ref --><p>4. Ferri FF.     Ferri's clinical advisor 2014. Philadelphia, PA: Mosby Elsevier; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S2182-5173201500040000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780323083744</p>       <!-- ref --><p>5. Dantas     AM, Monteiro ML. Doen&#231;as da &#243;rbita. Rio de Janeiro: Cultura M&#233;dica; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S2182-5173201500040000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN     9788570062833</p>       <p>6. Garcia     MM, Azevedo AF, Argolo DE. Linfoma em cabe&#231;a e pesco&#231;o: v&#225;rias faces de um     tumor (Lymphoma of the head and neck: many faces of a tumor). Rev Imagem.     2008;30(3):103-11. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>7. Hoffman     R, Benz Jr EJ, Silberstein LE, Heslop H, Weitz J, Anastasi J. Hematology: basic     principles and practice. 6th ed. Churchill Livingstone; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201500040000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN     9781437729283</p>       <!-- ref --><p>8. Shah BD,     Martin P, Sotomayor EM. Mantle cell lymphoma: a clinically heterogeneous     disease in need of tailored approaches. Cancer Control. 2012;19(3):227-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-5173201500040000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. McKay P,     Leach M, Jackson R, Cook G, Rule S. Guidelines for the investigation and     management of mantle cell lymphoma. Br J Haematol. 2012;159(4):405-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201500040000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Elisabete     Borges</p>       <p>USF Viriato</p>       <p>Av. Madre     Rita de Jesus</p>     <p>3510 Viseu </p>     <p>E-mail: <a href="mailto:elisabete.borges@gmail.com">elisabete.borges@gmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflito de interesses</b></p>       <p>As autoras     declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 11-09-2014</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 20-06-2015</b></p>       <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo     ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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