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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Suplementação de ferro por rotina e rastreio de anemia ferropénica em crianças: qual a evidência?]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>Suplementa&#231;&#227;o de ferro por rotina e rastreio de anemia ferrop&#233;nica em crian&#231;as: qual a evid&#234;ncia?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Routine iron supplementation and iron deficiency anemia screening in young children: what is the evidence?</b></font></p>     <p><b>Manuel Barbosa*</b></p>     <p>M&#233;dico Interno de Medicina Geral e Familiar, USF Caravela, ULS Matosinhos</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>McDonagh MS, Blazina I, Dana T, Cantor A, Bougatsos C. Screening and routine supplementation for iron deficiency anemia: a systematic review. Pediatrics. 2015;135(4):723-33.</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>Embora a ferropenia seja normalmente assintom&#225;tica, a anemia ferrop&#233;nica (AF) tem sido associada a atrasos cognitivos e comportamentais nas crian&#231;as. Nos EUA, a preval&#234;ncia de ferropenia em crian&#231;as e lactentes &#233; de 8%, embora s&#243; num ter&#231;o destes haja anemia associada.</p>     <p>Este estudo para a <i>US Preventive Services Task Force</i> pretendeu rever a evid&#234;ncia dos benef&#237;cios e preju&#237;zos da suplementa&#231;&#227;o de ferro rotineira e do rastreio de AF em crian&#231;as e a associa&#231;&#227;o entre uma altera&#231;&#227;o dos n&#237;veis de ferro e uma melhoria nos resultados de sa&#250;de em popula&#231;&#245;es relevantes para os Estados Unidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>Pesquisaram-se, de 1996 a agosto de 2014, as bases da MEDLINE e <i>Cochrane</i> e a lista bibliogr&#225;fica de revis&#245;es sistem&#225;ticas relevantes. Inclu&#237;ram-se ensaios cl&#237;nicos e estudos observacionais controlados, em ingl&#234;s, que avaliassem riscos e benef&#237;cios da suplementa&#231;&#227;o por rotina com ferro e do rastreio de AF em crian&#231;as dos seis aos 24 meses em pa&#237;ses desenvolvidos.</p>     <p>Estudaram-se vari&#225;veis cl&#237;nicas (crescimento, desenvolvimento, mortalidade e qualidade de vida), de malef&#237;cio (como <i>overdose</i> e descontinua&#231;&#227;o de estudo) e vari&#225;veis interm&#233;dias (&#237;ndices hematol&#243;gicos e incid&#234;ncias de AF, ferropenia e anemia).</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p><i>Suplementa&#231;&#227;o de ferro por rotina</i></p>     <p>Inclu&#237;ram-se dez ensaios com suplementa&#231;&#227;o (por gotas orais, f&#243;rmula ou alimentos enriquecidos em ferro) durante tr&#234;s a 18 meses. Os controlos usavam f&#243;rmula ou suplemento n&#227;o enriquecidos em ferro, dieta espec&#237;fica, leite de vaca ou nada. As amostras variavam entre 24 a 493 crian&#231;as (exceto um estudo chileno com 1.798 crian&#231;as, mas com falhas metodol&#243;gicas). Apenas um estudo realizou an&#225;lise com inten&#231;&#227;o de tratar. Foram exclu&#237;das crian&#231;as prematuras e com patologia afetando a absor&#231;&#227;o de ferro, crescimento ou desenvolvimento.</p>     <p>Seis estudos avaliaram vari&#225;veis de crescimento. Cinco n&#227;o encontraram um efeito claro da suplementa&#231;&#227;o. O &#250;nico com diferen&#231;as estatisticamente significativas, o referido estudo chileno, encontrou valores de crescimento menores no grupo de suplementa&#231;&#227;o (peso 7,98 <i>vs</i> 8,09kg; comprimento 66,6 <i>vs</i> 66,9cm, ambos <i>p</i>&lt;0,01).</p>     <p>Tr&#234;s estudos analisaram pontua&#231;&#245;es em testes de desenvolvimento: dois usaram a escala <i>Bayley,</i> n&#227;o se encontrando diferen&#231;as; um usou a escala <i>Griffiths,</i> onde o grupo de suplementa&#231;&#227;o diminuiu mais de pontua&#231;&#227;o (-9,3 <i>vs</i> -14,7; p=0,04).</p>     <p>Nas vari&#225;veis interm&#233;dias, os achados foram inconsistentes para a suplementa&#231;&#227;o. Para AF, dos cinco ensaios dispon&#237;veis apenas o estudo chileno demonstrou um benef&#237;cio significativo (RR: 0,14 (IC95% 0,09-0,20)). Para ferropenia, em cinco estudos apenas dois sugeriam benef&#237;cio (RR: 0,52 (IC95% 0,45-0,59)). Para anemia, dos seis estudos quatro reportaram benef&#237;cios significativos (de RR: 0,07 (IC95% 0,01-0,48), a RR: 0,14 (IC95% 0,09-0,20)). Oito estudos reportaram n&#237;veis de hemoglobina, com pequenas diferen&#231;as apenas significativas em tr&#234;s. Nove estudos reportaram n&#237;veis de ferritina, com resultados inconsistentes.</p>     <p>Nenhum dos ensaios reportou riscos s&#233;rios. Cinco estudos avaliaram a ades&#227;o terap&#234;utica, n&#227;o encontrando associa&#231;&#227;o ao conte&#250;do de ferro.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Rastreio de AF</i></p>     <p>N&#227;o se encontraram novos estudos que avaliassem os programas de rastreio em crian&#231;as assintom&#225;ticas nem o tratamento da AF com ferro oral neste grupo et&#225;rio. Tamb&#233;m nenhum estudo avaliou a associa&#231;&#227;o entre melhoria dos n&#237;veis de ferro e resultados de sa&#250;de em popula&#231;&#245;es relevantes.</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>Nesta popula&#231;&#227;o n&#227;o se encontrou evid&#234;ncia relativamente aos efeitos da suplementa&#231;&#227;o com ferro no diagn&#243;stico de atrasos psicomotores, neurodesenvolvimento ou qualidade de vida e os resultados de testes de desenvolvimento n&#227;o indicam diferen&#231;as importantes. N&#227;o se encontrou evid&#234;ncia de benef&#237;cios claros ou relevantes nas medidas de crescimento.</p>     <p>A evid&#234;ncia dos riscos e benef&#237;cios do rastreio ou tratamento de AF nestas idades &#233; limitada.</p>     <p>O potencial dos benef&#237;cios a longo prazo da preven&#231;&#227;o de AF em crian&#231;as pressup&#245;e que a melhoria dos n&#237;veis de ferro est&#225; associada a bons resultados cl&#237;nicos a longo prazo. Evid&#234;ncia desta associa&#231;&#227;o &#233; limitada, n&#227;o suportando uma rela&#231;&#227;o clara.</p>     <p>Alguma da varia&#231;&#227;o dos estudos pode ter sido devida a tamanhos amostrais inadequados, &#224; variabilidade de defini&#231;&#245;es de AF e a diferen&#231;as entre grupos &#224; partida.</p>     <p><b>Conclus&#245;es</b></p>     <p>N&#227;o parece haver benef&#237;cios da suplementa&#231;&#227;o com ferro por rotina no crescimento e desenvolvimento, sendo os valores hematol&#243;gicos variavelmente afetados.</p>     <p>Os riscos e benef&#237;cios do tratamento n&#227;o s&#227;o claros, assim como a associa&#231;&#227;o entre melhoria da AF e vari&#225;veis cl&#237;nicas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>     <p>A ferropenia &#233; a defici&#234;ncia de micronutrientes mais comum, podendo variar de ferropenia sem anemia a anemia ferrop&#233;nica e conduzir a anemia microc&#237;tica e altera&#231;&#245;es da fun&#231;&#227;o imune e end&#243;crina.<sup>1-2</sup></p>     <p>Esta revis&#227;o foi encomendada pela <i>US Preventive Services Task Force</i> (USPSTF) para atualiza&#231;&#227;o das suas recomenda&#231;&#245;es anteriores, publicadas em 2006.<sup>3</sup> De facto, a USPSTF tinha conclu&#237;do que n&#227;o havia evid&#234;ncia suficiente para recomendar ou desaconselhar o rastreio de anemia ferrop&#233;nica (AF) em crian&#231;as assintom&#225;ticas de seis a 12 meses de idade, que tenham risco m&#233;dio de AF. Nessa altura, a USPSTF recomendou suplementa&#231;&#227;o de ferro por rotina a crian&#231;as de seis a 12 meses com risco aumentado de AF.</p>     <p>Uma revis&#227;o de 1996 para a USPSTF sugeria que a profilaxia com ferro reduzia a incid&#234;ncia de ferropenia e AF, mas poucos dados sobre resultados cl&#237;nicos tinham sido reportados.<sup>4</sup> A atualiza&#231;&#227;o de 2006 n&#227;o avaliou o efeito da suplementa&#231;&#227;o em vari&#225;veis interm&#233;dias e encontrou evid&#234;ncia mista quanto ao benef&#237;cio da suplementa&#231;&#227;o com ferro nos resultados dos testes de neurodesenvolvimento.<sup>3</sup></p>     <p>Assim como em revis&#245;es anteriores da USPSTF, nesta revis&#227;o atual n&#227;o se encontrou evid&#234;ncia relativamente aos efeitos de suplementa&#231;&#227;o por rotina de ferro em crian&#231;as para as diferentes vari&#225;veis (atraso psicomotor, neurodesenvolvimento, resultados de testes de desenvolvimento ou qualidade de vida), ap&#243;s per&#237;odos de seguimento de tr&#234;s a 12 meses.<sup>4-5</sup> A falta de evid&#234;ncia de benef&#237;cios claros ou importantes nas medidas de crescimento &#233; consistente com os achados de uma recente meta-an&#225;lise de 21 ensaios randomizados controlados que incluiu estudos de pa&#237;ses com popula&#231;&#245;es distintas.<sup>6</sup></p>     <p>A revis&#227;o atual tem, no entanto, algumas limita&#231;&#245;es. Restringiu-se a estudos em ingl&#234;s, realizados em pa&#237;ses desenvolvidos ou com popula&#231;&#245;es semelhantes &#224; dos EUA, com baixo risco de AF. Embora o estudo n&#227;o fosse dirigido especificamente a crian&#231;as de risco interm&#233;dio de AF, com a exclus&#227;o de prematuros e crian&#231;as com patologia que pudesse alterar a absor&#231;&#227;o de ferro, o crescimento ou o desenvolvimento, acabaram por ser exclu&#237;das as crian&#231;as com maior risco de AF. Adicionalmente, o verdadeiro impacto atual da AF pode estar influenciado pela adi&#231;&#227;o de ferro em muitos produtos alimentares infantis, pr&#225;tica pouco regulamentada e pouco monitorizada.<sup>7-8</sup> Os ensaios inclu&#237;dos tamb&#233;m n&#227;o contemplavam a suplementa&#231;&#227;o antes dos seis meses, restringindo a idade de estudo dos seis aos 24 meses. Estes podiam estar subdimensionados para encontrar diferen&#231;as nas vari&#225;veis de crescimento. Da mesma forma, a variabilidade das defini&#231;&#245;es de anemia utilizadas, o risco desconhecido de AF ao in&#237;cio do seguimento e a varia&#231;&#227;o da propor&#231;&#227;o de anemia nos grupos de controlo limitam a interpreta&#231;&#227;o destes achados. De facto, o referido estudo chileno com falhas metodol&#243;gicas (nomeadamente quebra da randomiza&#231;&#227;o) encontrou valores de crescimento menores no grupo de suplementa&#231;&#227;o, possivelmente devido a diferen&#231;as de base entre grupos.</p>     <p>Perante metodologias t&#227;o diferentes e uma popula&#231;&#227;o t&#227;o selecionada, torna-se dif&#237;cil para o cl&#237;nico poder generalizar ou aconselhar com seguran&#231;a numa ou noutra dire&#231;&#227;o.</p>     <p>Relativamente ao rastreio universal de ferropenia, importa refor&#231;ar os conceitos de diagn&#243;stico precoce <i>versus</i> diagn&#243;stico oportuno. De uma maneira geral, o rastreio e o diagn&#243;stico precoces conduzem muitas vezes apenas ao sobrediagn&#243;stico, ou seja, ao erro de progn&#243;stico (o diagn&#243;stico &#233; correto, mas a &#8220;hist&#243;ria natural&#8221; n&#227;o &#233; a prevista e por isso o rastreio e diagn&#243;stico precoce acarretam mais danos que benef&#237;cios).<sup>9-10</sup></p>     <p>Como tem sido descrito, poucos dos testes de rastreio dispon&#237;veis atualmente demonstram uma redu&#231;&#227;o documentada da mortalidade espec&#237;fica e redu&#231;&#245;es na mortalidade geral s&#227;o muito raras ou n&#227;o existentes.<sup>11</sup> Nunca &#233; demais refor&#231;ar que, na pr&#225;tica atual da medicina geral e familiar, importa saber aceitar e trabalhar na incerteza.<sup>12</sup> </p>     <p>Ser&#225; necess&#225;ria, portanto, mais e melhor investiga&#231;&#227;o para avaliar os riscos e benef&#237;cios da suplementa&#231;&#227;o com ferro por rotina e rastreio para prevenir AF em crian&#231;as pequenas em pa&#237;ses desenvolvidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. World Health Oraganization. Iron deficiency anaemia: assessment, prevention and control (a guide for programme managers). Geneva: WHO; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000045&pid=S2182-5173201500040001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. Bailey RL, West Jr KP, Black RE. The epidemiology of global micronutrient deficiencies. Ann Nutr Metab. 2015;66 Suppl 2:22-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S2182-5173201500040001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. US Preventive Services Task Force. Screening for iron anemia, including iron supplementation for children and pregnant women (Internet). USPSTF; 2006 (cited 2015 Jun 15). Available from: <a href="http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf/uspsiron.htm" target="_blank">http://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf/uspsiron.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S2182-5173201500040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. US Preventive Services Task Force. Screening for iron deficiency anemia: including iron prophylaxis. In DiGuiseppi C, editor. Guide to clinical preventive services. 2nd ed. Baltimore, MD: Williams &amp; Wilkins; 1996. chapter 22. Available from: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK15471/?report=reader" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK15471/?report=reader</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S2182-5173201500040001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Oregon Evidence-based Practice Center. Screening for iron deficiency anemia in childhood and pregnancy: update of the 1996 US Preventive Task Force Review. Rockville (MD): Agency for Healthcare Research and Quality; 2006. Available from: <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK33399/" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK33399/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201500040001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Vucic V, Berti C, Vollhardt C, Fekete K, Cetin I, Koletzko B, et al. Effect of iron intervention on growth during gestation, infancy, childhood, and adolescence: a systematic review with meta-analysis. Nutr Rev. 2013;71(6):386-401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S2182-5173201500040001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Lim KH, Riddell LJ, Nowson CA, Booth AO, Szymlek-Gay EA. Iron and zinc nutrition in the economically-developed world: a review. Nutrients. 2013;5(8):3184-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S2182-5173201500040001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. De-Regil LM, Suchdev PS, Vist GE, Walleser S, Pe&#241;a-Rosas JP. Home fortification of foods with multiple micronutrient powders for health and nutrition in children under two years of age. Cochrane Database Syst Rev. 2011 Sep 7;(9):CD008959.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S2182-5173201500040001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. G&#233;rvas J, P&#233;rez Fern&#225;ndez M. Miscel&#225;nea no exactamente cl&#237;nica (la confusi&#243;n entre diagn&#243;stico precoz y diagn&#243;stico temprano y su impacto en el sobrediagn&#243;stico). Actual Med Fam. 2014;10(6):353-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S2182-5173201500040001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Spanish</p>     <p>10. G&#233;rvas J. Un buen m&#233;dico hace diagn&#243;sticos oportunos (precoces s&#243;lo cuando conviene): el caso del inconveniente diagn&#243;stico precoz de la demencia/Alzheimer. Acta Sanitaria. 2014 Mar 30 (cited 2015 Jun 15). Available from: <a href="http://www.actasanitaria.com/un-buen-medico-hace-diagnosticos-precoces-solo-cuando-conviene-el-caso-del-inconveniente-diagnostico-precoz-de-la-demenciaalzheimer/" target="_blank">http://www.actasanitaria.com/un-buen-medico-hace-diagnosticos-precoces-solo-cuando-conviene-el-caso-del-inconveniente-diagnostico-precoz-de-la-demenciaalzheimer/</a>. Spanish</p>     <!-- ref --><p>11. Saquib N, Saquib J, Ioannidis JP. Does screening for disease save lives in asymptomatic adults? Systematic review of meta-analyses and randomized trials. Int J Epidemiol. 2015;44(1):264-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S2182-5173201500040001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Yaphe J. Teaching and learning about uncertainty in family medicine. Rev Port Med Geral Fam. 2014;30(5):286-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S2182-5173201500040001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflitos de interesse</b></p>     <p>O autor declara n&#227;o ter conflito de interesses.</p>     <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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