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<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa NOVA Medical School/Faculdade de Ciências Médicas Departamento de Medicina Geral e Familiar]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><font size="4"><b>Justificam-se os indicadores de contratualiza&#231;&#227;o dos cuidados de sa&#250;de   prim&#225;rios sobre rastreios oncol&#243;gicos?</b></font></p>     <p><b>Bruno Heleno*</b></p>     <p>*Departamento de Medicina Geral e Familiar,   NOVA Medical School/Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas, Universidade Nova de Lisboa</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A remunera&#231;&#227;o associada a   indicadores de desempenho &#233; um incentivo poderoso para a mudan&#231;a de   comportamentos de profissionais de sa&#250;de. Existem poucos estudos de elevada   qualidade sobre o assunto, mas o pagamento por desempenho em cuidados prim&#225;rios   parece estar associado a pequenas melhorias na qualidade dos cuidados de sa&#250;de   prestados.<sup>1-3</sup> Neste editorial procurar-se-&#225; refletir sobre qual a   redu&#231;&#227;o de mortalidade esperada com os programas de rastreio oncol&#243;gico   incentivados pelos indicadores de desempenho, quais os principais malef&#237;cios   que podem advir destes rastreios e como os indicadores criam conflitos de   interesse para os m&#233;dicos de fam&#237;lia.</p>     <p><b>Qual a redu&#231;&#227;o de mortes que pode ser esperada pelo rastreio de   cancro?</b></p>     <p>Os rastreios de cancro t&#234;m como objetivo principal   reduzir o n&#250;mero de mortes por cancro. No princ&#237;pio de 2015 foi publicado um   artigo important&#237;ssimo que reviu 48 ensaios cl&#237;nicos e 9 meta-an&#225;lises de   ensaios cl&#237;nicos sobre rastreio.<sup>4</sup> As conclus&#245;es devem fazer-nos   pensar: &#8220;Entre os testes de rastreio (para doen&#231;as onde a morte &#233; uma   ocorr&#234;ncia frequente) atualmente dispon&#237;veis, redu&#231;&#245;es de mortalidade   espec&#237;fica s&#227;o incomuns e redu&#231;&#245;es de mortalidade global s&#227;o muito raras ou n&#227;o   existentes&#8221; (tradu&#231;&#227;o do autor). Apenas tr&#234;s dos dez programas de rastreio   avaliados (rastreio com mamografia, rastreio com pesquisa de sangue oculto nas   fezes e rastreio com sigmoidoscopia) est&#227;o associados a redu&#231;&#245;es do n&#250;mero de   mortes pelo cancro rastreado.</p>     <p>O <a href="#q1">Quadro</a> mostra a redu&#231;&#227;o esperada do n&#250;mero de cancros   com os rastreios que fazem parte do painel de indicadores de contratualiza&#231;&#227;o   dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios. Os dados s&#227;o baseados nas revis&#245;es   sistem&#225;ticas publicadas pela colabora&#231;&#227;o Cochrane.<sup>5-6</sup> O rastreio do   cancro do colo do &#250;tero nunca foi avaliado em ensaios cl&#237;nicos, mas foi   implementado, uma vez que estudos observacionais mostraram redu&#231;&#245;es dram&#225;ticas   (RRR entre 60-90%) na incid&#234;ncia por este cancro.<sup>7</sup> Os dados mostram   que mesmo para os cancros em que h&#225; redu&#231;&#245;es significativas de mortalidade, essas   redu&#231;&#245;es s&#227;o relativamente modestas (1-2 mortes evitadas por 1.000 pessoas   rastreadas durante 10 anos). Divulgar estes n&#250;meros &#233; importante: existem   estudos que mostram que doentes e m&#233;dicos sobrestimam o n&#250;mero de vidas salvas   pelo rastreio.<sup>8-10</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n5/31n5a01q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>E h&#225; problemas importantes com os rastreios?</b></p>     <p>A designa&#231;&#227;o &#8220;cancro&#8221; inclui um largo espetro de les&#245;es,   desde aquelas que ser&#227;o sempre mortais se n&#227;o forem tratadas (ou mesmo mortais,   ainda que tratadas) at&#233; les&#245;es indolentes com um potencial extremamente baixo   de progress&#227;o metast&#225;tica e morte.<sup>11</sup> Na aus&#234;ncia de rastreio, os   m&#233;dicos apenas conseguem detetar os cancros que causam sintomas e,   consequentemente, aqueles que vir&#227;o a tornar-se fatais se n&#227;o tratados. Dado   que parte destes cancros tem mau progn&#243;stico quando j&#225; evoluiu para sintomas,   surgiu a ideia de aplicar testes em pessoas sem sintomas para procurar detetar   les&#245;es mais pequenas, pr&#233;-cl&#237;nicas, na expectativa de melhorar o seu   progn&#243;stico.<sup>12</sup> O reverso da medalha &#233; que detetam-se n&#227;o s&#243; os   cancros fatais como um conjunto de les&#245;es indolentes. O dram&#225;tico da situa&#231;&#227;o &#233;   que, com a tecnologia que temos habitualmente dispon&#237;vel (anatomia patol&#243;gica,   citoqu&#237;mica, marcadores imunol&#243;gicos, etc.), n&#227;o conseguimos distinguir entre   cancros fatais e indolentes. Por isso, acabamos por tratar de forma agressiva   todas as les&#245;es.<sup>13-15</sup></p>     <p>Os doentes que t&#234;m cancros que vir&#227;o a ser fatais podem   vir a beneficiar desta dete&#231;&#227;o precoce. Mas os doentes com cancros indolentes,   que nunca viriam a ter sintomas do cancro, s&#243; saem prejudicados por este   tratamento agressivo e n&#227;o t&#234;m qualquer possibilidade de ter benef&#237;cio. Por   isso, dizemos que estes doentes foram &#8220;sobrediagnosticados&#8221; e &#8220;sobretratados&#8221;.   Tanto o diagn&#243;stico como o tratamento n&#227;o podiam melhorar o progn&#243;stico de uma   doen&#231;a que nunca viria a evoluir, ou para sintomas ou para morte.</p>     <p><b>Decis&#227;o informada e consentimento informado</b></p>     <p>Sempre que est&#227;o em jogo aspetos importantes da sa&#250;de dos   utentes e existe uma grande incerteza se os benef&#237;cios de uma interven&#231;&#227;o   ultrapassam os seus malef&#237;cios &#233; importante procurar a decis&#227;o partilhada e o   consentimento informado.<sup>16</sup> Logo, a decis&#227;o partilhada e o   consentimento informado s&#227;o fundamentais quando os m&#233;dicos de fam&#237;lia convidam   os seus utentes para o rastreio. Tanto mais que a medicina geral e familiar se   orgulha de ser uma especialidade que pratica o m&#233;todo centrado na pessoa<sup>17</sup> e valoriza um modelo de concord&#226;ncia terap&#234;utica face a um modelo de simples   ades&#227;o do doente ao plano de tratamento.</p>     <p>Atualmente os indicadores de contratualiza&#231;&#227;o avaliam a   propor&#231;&#227;o de utentes com determinado rastreio registado no processo. Ou seja, a   t&#243;nica n&#227;o est&#225; em fomentar a decis&#227;o partilhada face a interven&#231;&#245;es com   benef&#237;cios modestos e potenciais malef&#237;cios, mas antes em encorajar a ades&#227;o   dos utentes a esta interven&#231;&#227;o. Para al&#233;m disso, no caso da mamografia h&#225; um   incentivo financeiro para que seja oferecida uma interven&#231;&#227;o que &#233; ferozmente   discutida no meio cient&#237;fico.<sup>5,18-19</sup> Entre cumprir o indicador de   contratualiza&#231;&#227;o e manter-se firme na defesa dos melhores interesses do utente,   os m&#233;dicos de fam&#237;lia escolher&#227;o conscientemente a segunda. Mas o conflito de   interesses era desnecess&#225;rio. Por isso, estes indicadores s&#227;o desadequados do   ponto de vista &#233;tico e chegam a ser contr&#225;rios &#224; pr&#243;pria natureza da   especialidade porque desencorajam a tomada de decis&#227;o partilhada.</p>     <p><b>Conclus&#227;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em resumo, se a remunera&#231;&#227;o associada ao desempenho &#233; um   mecanismo poderoso ao direcionar a aten&#231;&#227;o dos m&#233;dicos para determinadas   interven&#231;&#245;es em sa&#250;de, ela deveria ser reservada para situa&#231;&#245;es em que os   benef&#237;cios ultrapassam largamente os malef&#237;cios. Como o benef&#237;cio dos rastreios   em termos de mortalidade &#233; modesto e existe preju&#237;zo para alguns dos   participantes sob a forma de sobrediagn&#243;stico de cancro, os indicadores associados   a programas de rastreio n&#227;o se justificam. Adicionalmente, com a formula&#231;&#227;o   atual, estes indicadores estimulam o comportamento errado. Quando estamos   perante situa&#231;&#245;es em que h&#225; grande incerteza se os benef&#237;cios ultrapassam os   malef&#237;cios, o que dever&#237;amos incentivar &#233; a tomada de decis&#227;o partilhada e n&#227;o   a ades&#227;o cega a determinada interven&#231;&#227;o. Isto significa que &#233; altura de   substituir estes indicadores do conjunto daqueles que s&#227;o contratualizados com   as USF e UCSP.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS   BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Scott A, Sivey P, Ait Ouakrim D,   Willenberg L, Naccarella L, Furler J, et al. The effect of financial incentives   on the quality of health care provided by primary care physicians. Cochrane   Database Syst Rev. 2011;9:CD008451.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000026&pid=S2182-5173201500050000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>2. Melo M, de Sousa JC. Os indicadores de   desempenho contratualizados com as USF: um ponto da situa&#231;&#227;o no actual momento   da reforma (Performance indicators contracted with family health units: a   progress report on the current moment of primary health care reform in   Portugal). Rev Port Clin Geral. 2011;27(1):28-34. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>3. Santos I, Ribeiro IL. Indicadores de   desempenho na consulta. Rev Port Clin Geral. 2009;25(2):228-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S2182-5173201500050000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>     <!-- ref --><p>4. Saquib N, Saquib J, Ioannidis JP. Does   screening for disease save lives in asymptomatic adults? Systematic review of   meta-analyses and randomized trials. Int J Epidemiol. 2015;44(1):264-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S2182-5173201500050000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. G&#248;tzsche PC, J&#248;rgensen KJ. Screening for   breast cancer with mammography. Cochrane Database Syst Rev. 2013;6:CD001877.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S2182-5173201500050000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Holme &#216;, Bretthauer M, Fretheim A,   Odgaard-Jensen J, Hoff G. Flexible sigmoidoscopy versus faecal occult blood   testing for colorectal cancer screening in asymptomatic individuals. Cochrane   Database Syst Rev. 2013;(9):CD009259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S2182-5173201500050000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>7. Screening for squamous cervical cancer:   duration of low risk after negative results of cervical cytology and its   implication for screening policies: IARC Working Group on evaluation of   cervical cancer screening programmes. Br Med J (Clin Res Ed).   1986;293(6548):659-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S2182-5173201500050000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8. Hoffmann TC, Del Mar C. Patients&#8217;   expectations of the benefits and harms of treatments, screening, and tests: a   systematic review. JAMA Intern Med. 2015;175(2):274-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S2182-5173201500050000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>9. Wegwarth O, Schwartz LM, Woloshin S,   Gaissmaier W, Gigerenzer G. Do physicians understand cancer screening   statistics? A national survey of primary care physicians in the United States.   Ann Intern Med. 2012;156(5):340-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S2182-5173201500050000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>10. Rodrigues R, Maria AR, Bragan&#231;a A, Sim&#245;es   S, Tom&#233; A, Rodrigues D, et al. Comunica&#231;&#227;o e percep&#231;&#227;o de risco: diferentes   modos de comunicar, diferentes modos de partilhar a decis&#227;o cl&#237;nica (Risk   communication and risk perception: different ways of communicating, different   ways of sharing clinical decisions). Rev Port Med Geral Fam. 2015;31(2):125-33. Portuguese </p>     <!-- ref --><p>11. Esserman LJ, Thompson IM, Reid B, Nelson   P, Ransohoff DF, Welch HG, et al. Addressing overdiagnosis and overtreatment in   cancer: a prescription for change. Lancet Oncol. 2014;15(6):e234-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S2182-5173201500050000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>12. Raffle AE, Gray JA. Screening: evidence   and practice. Oxford: Oxford University Press; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000046&pid=S2182-5173201500050000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780199214495</p>     <!-- ref --><p>13. Brodersen J, Schwartz LM, Woloshin S.   Overdiagnosis: how cancer screening can turn indolent pathology into illness.   APMIS. 2014;122(8):   683-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000048&pid=S2182-5173201500050000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Marcus PM, Prorok PC, Miller AB, DeVoto   EJ, Kramer BS. Conceptualizing overdiagnosis in cancer screening. J Natl Cancer   Inst. 2015 Apr;   107(4). doi: 10.1093/jnci/djv014&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000050&pid=S2182-5173201500050000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>15. Welch HG, Black WC. Overdiagnosis in   cancer. J Natl Cancer Inst. 2010;102(9):605-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S2182-5173201500050000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>16. Whitney SN, McGuire AL, McCullough LB. A   typology of shared decision making, informed consent, and simple consent. Ann   Intern Med. 2004;140(1):54-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S2182-5173201500050000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>17. WONCA Europe. The European definition of   general practice/family medicine. Barcelona: WONCA Europe; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S2182-5173201500050000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>18. Richards M. An independent review is   under way. BMJ. 2011;343:d6843.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S2182-5173201500050000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>19. Marmot MG, Altman DG, Cameron DA, Dewar   JA, Thompson SG, Wilcox M. The benefits and harms of breast cancer screening:   an independent review. Br J Cancer. 2013;108(11):2205-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S2182-5173201500050000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E-mail: <a href="mailto:bruno.heleno@fcm.unl.pt">bruno.heleno@fcm.unl.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p class=rh style='line-height:normal'><b>Conflito   de interesses</b></p>     <p>O autor declara n&#227;o ter conflitos de   interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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