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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>     <p><font size="4"><b>A internacionalidade de quem n&#227;o publica em ingl&#234;s</b></font></p>     <p><b>Maria da Luz Antunes*, Paula Seguro-de-Carvalho*</b></p>     <p>*Bibliotec&#225;rias. Escola Superior de   Tecnologia da Sa&#250;de de Lisboa (ESTeSL), Instituto Polit&#233;cnico de Lisboa.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Os investigadores sentem grande press&#227;o   em mostrar trabalho e em publicar, em especial, nas &#250;ltimas d&#233;cadas. Muito   provavelmente esta situa&#231;&#227;o n&#227;o se alterar&#225;, na medida em que os processos de   avalia&#231;&#227;o do trabalho cient&#237;fico e acad&#233;mico, inicialmente muito confinados &#224;s   ci&#234;ncias naturais, abrangem cada vez mais todas as disciplinas. Desde meados do   s&#233;c. XX que os resultados da investiga&#231;&#227;o privilegiam a comunica&#231;&#227;o em formato   de artigo cient&#237;fico devido &#224; rapidez e &#224; facilidade de publica&#231;&#227;o e de   recupera&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o (bases de dados, plataformas cient&#237;ficas,   reposit&#243;rios e, mais recentemente, redes sociais), revolucionando o tradicional   ecossistema de comunica&#231;&#227;o cient&#237;fica. Como nas &#250;ltimas d&#233;cadas se   desenvolveram novos meios de difus&#227;o, tamb&#233;m o conceito de internacionalidade   das revistas cient&#237;ficas adquiriu outra import&#226;ncia e tem sido usado como um   indicador da sua qualidade.<sup>1</sup></p>     <p>A maioria das ci&#234;ncias, e as ci&#234;ncias da sa&#250;de n&#227;o s&#227;o   exce&#231;&#227;o, avalia a qualidade das suas revistas pela inclus&#227;o em bases de dados e   pelos &#237;ndices de impacto cient&#237;fico. As bases de dados s&#227;o rigorosas nos seus   crit&#233;rios, interessa-lhes incluir a investiga&#231;&#227;o mais relevante, pelo que   descartam o que sobra<sup>2</sup> - como a MEDLINE. Ao seguir este   modelo, as revistas, al&#233;m de conferirem prest&#237;gio aos autores que publicam,   recompensam aqueles que lhes asseguram a sua pr&#243;pria exist&#234;ncia e acabam por   ser um registo p&#250;blico e quase oficial da ci&#234;ncia.<sup>3</sup></p>     <p>Para al&#233;m da Internet, dever-se-&#225; ainda real&#231;ar o papel   determinante do acesso aberto na altera&#231;&#227;o de paradigma do processo de   comunica&#231;&#227;o cient&#237;fica. De facto, a possibilidade de acesso gratuito,   independentemente do local e da hora, a conte&#250;dos em texto integral   revolucionou e disponibilizou o acesso a muitas revistas cient&#237;ficas. Muitas   delas optaram por se tornar bilingues ou por publicar exclusivamente na vers&#227;o   inglesa, de modo a potenciar a sua visibilidade na comunidade cient&#237;fica;   outras continuaram a publicar na sua vers&#227;o original - o que evidenciou,   uma vez mais, a quest&#227;o lingu&#237;stica: ser&#225; o ingl&#234;s a l&#237;ngua exclusiva e final   da divulga&#231;&#227;o da ci&#234;ncia?</p>     <p>A press&#227;o para publicar o conhecimento na l&#237;ngua inglesa   &#233; amplamente reconhecida e &#233; muitas vezes assumida como um dado adquirido em   contextos predominantemente angl&#243;fonos. Trata-se de uma caracter&#237;stica   inevit&#225;vel no cen&#225;rio global de produ&#231;&#227;o de conhecimento. Ainda que os n&#250;meros   variem de acordo com as fontes de dados utilizadas, o predom&#237;nio do ingl&#234;s   parece claro. A <i>Web of Science,</i> que indexa mais de 22.000 revistas   cient&#237;ficas em 32 idiomas, assinala que 17% s&#227;o publicadas noutra vers&#227;o que   n&#227;o a inglesa e que 63% das revistas indexadas n&#227;o s&#227;o editadas nos Estados   Unidos.<sup>4</sup> O uso da l&#237;ngua inglesa &#233; uma das estrat&#233;gias usadas pelas   revistas para refor&#231;ar a sua internacionalidade, mas tamb&#233;m para aumentar o   n&#250;mero de potenciais leitores e para receber originais de autores estrangeiros.<sup>5</sup> Quando as revistas optam por editar conte&#250;dos numa vers&#227;o bilingue assumem que   querem conservar uma identidade e uma fidelidade (e.g., revistas cient&#237;ficas em   l&#237;ngua castelhana permitem conservar leitores habituados ao idioma, mas tamb&#233;m   assegurar a sua difus&#227;o em todo o continente latinoamericano e junto daqueles   que entendem o espanhol, mas compreendem mal o ingl&#234;s).<sup>6</sup> Esta   estrat&#233;gia pode, por&#233;m, assumir custos dif&#237;ceis de gerir: em primeiro lugar,   garantir as tradu&#231;&#245;es em tempo &#250;til, sem perda da sua atualidade e, depois,   suportar os custos financeiros desta tradu&#231;&#227;o. Por&#233;m, nas ci&#234;ncias da sa&#250;de, um   estudo de 2015 refere a progressiva ado&#231;&#227;o da l&#237;ngua inglesa nas revistas espanholas   da &#225;rea, destacando que o ingl&#234;s foi escolhido como l&#237;ngua principal em 19   revistas e outras 37 enveredaram pelo caminho bilingue.<sup>7</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas, se a l&#237;ngua inglesa pode ser um meio privilegiado de   comunica&#231;&#227;o global das publica&#231;&#245;es cient&#237;ficas e acad&#233;micas, ela n&#227;o deve ser   um dado adquirido. E os investigadores, de nacionalidades que n&#227;o a angl&#243;fona,   disso est&#227;o conscientes. S&#227;o bem evidentes os constrangimentos pol&#237;ticos,   materiais e lingu&#237;sticos, designadamente: a) a posi&#231;&#227;o privilegiada ocupada   pelas revistas de l&#237;ngua inglesa e, por arrastamento, a posi&#231;&#227;o destas no seio   dos sistemas de avalia&#231;&#227;o, constru&#237;dos em fun&#231;&#227;o dos artigos cient&#237;ficos, e as   complexas equa&#231;&#245;es de medi&#231;&#227;o de fatores de impacto que acabam, por sua vez,   por real&#231;ar a produ&#231;&#227;o cient&#237;fica de centros de investiga&#231;&#227;o angl&#243;fonos,   garantindo o investimento da sua investiga&#231;&#227;o futura;<sup>8</sup> b) o acesso   diferenciado aos recursos de informa&#231;&#227;o e o acesso &#224; informa&#231;&#227;o mais atual para   garantir a continuidade da investiga&#231;&#227;o; c) a diversidade da pr&#225;tica   lingu&#237;stica, em que as falhas no dom&#237;nio da l&#237;ngua inglesa em processo de   investiga&#231;&#227;o, na elabora&#231;&#227;o de informa&#231;&#227;o e na apresenta&#231;&#227;o de resultados podem   ser um obst&#225;culo.<sup>9</sup></p>     <p>Em resumo: Se, para avalia&#231;&#227;o acad&#233;mica e cient&#237;fica, a   internacionalidade &#233; um fator importante, o que garante exatamente a   internacionalidade de uma revista? Qual a rela&#231;&#227;o com o fator qualidade? </p>     <p>&#201; ineg&#225;vel que as revistas cient&#237;ficas precisam de ser   indexadas, seja numa base de dados seja numa plataforma cient&#237;fica. Para isso   precisam cumprir os seus crit&#233;rios. Tamb&#233;m podem ser depositadas em   reposit&#243;rios, que t&#234;m igualmente crit&#233;rios e que exigem mais metadados. Tamb&#233;m   devem ter um <i>site;</i> n&#227;o podem ser publicadas exclusivamente em papel ou   tornar-se-&#227;o invis&#237;veis. Esse <i>site</i> deve potenciar a exist&#234;ncia da revista, dos artigos e   dos autores, dar-se a conhecer &#224;s redes sociais que, no seu processo de   partilha, est&#227;o a divulgar, sem custos, a ci&#234;ncia.</p>     <p>A internacionalidade de uma revista &#233; o reconhecimento   p&#250;blico, &#233; uma certifica&#231;&#227;o e essa certifica&#231;&#227;o deve ser realizada pelos pares;   os conte&#250;dos devem ser submetidos &#224; an&#225;lise e avalia&#231;&#227;o de outros   investigadores. Pode n&#227;o ser um processo absolutamente perfeito, mas continua a   ser a melhor garantia de controlo de qualidade de tudo o que se publica.</p>     <p>Para os autores, uma forma de garantir a   internacionalidade do seu trabalho ser&#225; a agrega&#231;&#227;o a grupos internacionais de   investiga&#231;&#227;o - um processo sempre dif&#237;cil e que exige do investigador ser   portador de um curr&#237;culo invej&#225;vel ou trazer o financiamento de um mecenas.   Mais f&#225;cil ser&#225; preencher o seu perfil de investigador no ResearchGate, no   ORCID, no ResearcherID, no Mendeley ou no Google Scholar e alimentar uma rede   de contactos e de potenciais parceiros de investiga&#231;&#227;o espalhados um pouco pelo   mundo, sobretudo quando sabemos que o financiamento da investiga&#231;&#227;o v&#234; com   muito bons olhos esta parceria internacional. </p>     <p>A garantia de internacionalidade de uma revista passa   tamb&#233;m por public&#225;-la numa modalidade de acesso aberto, assegurando o fator visibilidade.   A simplicidade do processo permite o reconhecimento e a validade do   investigador. E esta &#233; uma preocupa&#231;&#227;o comum a todos os investigadores: a sua   carreira depende da sua produ&#231;&#227;o cient&#237;fica, da visibilidade e do impacto do   seu trabalho na comunidade cient&#237;fica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS   BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <p>1. Zych I, Buela-Casal G. Indice de internacionalidad   de las revistas iberoamericanas de psicolog&#237;a incluidas en la Web of Science   (Internationality index of iberoamerican psychology journals included in the Web   of Science). Rev Mex Psicolog&#237;a. 2007;24(1):15-22. Spanish</p>     <p>2. Jim&#233;nez-Contreras E. La selecci&#243;n de la literatura   cient&#237;fica en el &#225;mbito biom&#233;dico: el factor de impacto (The selection of   scientific literature in the biomedical field: the impact factor). Educ Med.   2004;7(Suppl 2):S27-35. Spanish</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Delgado-L&#243;pez-C&#243;zar E, Ruiz-P&#233;rez R,   Jim&#233;nez-Contreras E. La edici&#243;n de revistas cient&#237;ficas: directrices, criterios   y modelos de evaluaci&#243;n. Granada: Universidad de Granada, Grupo de   Investigaci&#243;n EC3-Evaluaci&#243;n de la Ciencia y de la Comunicaci&#243;n Cient&#237;fica;   2006. Available from: <a href="http://www.revistacomunicar.com/pdf/2011-04-Delgado.pdf" target="_blank">http://www.revistacomunicar.com/pdf/2011-04-Delgado.pdf</a>   Spanish &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000023&pid=S2182-5173201500050000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Vellay S. Web of Science: global overview.   Philadelphia: Thomson Reuters; 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000024&pid=S2182-5173201500050000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>5. Cremades-Pallas R, Burbano P, Valc&#225;rcel-de-La-Iglesia   MA, Burillo-Putze G, Mart&#237;n-S&#225;nchez FJ, Mir&#243; O. Impacto de la inclusi&#243;n de   art&#237;culos escritos en ingl&#233;s en revistas biom&#233;dicas espa&#241;olas de edici&#243;n   multiling&#252;e (Impact of English-written articles included in multilingual-edited   Spa-nish journals). An Sist Sanit Navar. 2013;36(3):467-70. Spanish</p>     <p>6. Gonz&#225;lez-de-Dios J, Flores-Canoura A, Jim&#233;nez-Villa   J, Guti&#233;rrez-Fuentes JA. Qu&#233; revistas m&#233;dicas espa&#241;olas leen y c&#243;mo se informan   los m&#233;dicos de atenci&#243;n primaria (Which Spanish journals are read and how   primary care doctors keep informed). Aten Primaria. 2011;43(12):629-37. Spanish</p>     <p>7. Abad-Garc&#237;a MF, Gonz&#225;lez-Teruel A, Argento J,   Rodr&#237;guez-Gair&#237;n JM. Ca-racter&#237;sticas y visibilidad de las revistas espa&#241;olas   de ci&#234;ncias de la salud en bases de datos (Features and visibility of Spanish   health sciences journals in selected databases). Prof Inf. 2015;24(5):537-50.   Spanish</p>     <!-- ref --><p>8. Lillis T, Magyar A, Robinson-Pant A. An   international journal&#8217;s attempts to address inequalities in academic   publishing. Compare. 2010;40(6):781-800.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S2182-5173201500050000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Flowerdew J. Attitudes of journal editors to   nonnative speaker contributions. TESOL Q. 2001;35(1):121-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S2182-5173201500050000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>E-mail: <a href="mailto:mluz.antunes@estesl.ipl.pt">mluz.antunes@estesl.ipl.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>As autoras declaram n&#227;o ter conflitos de   interesses.</p>      ]]></body><back>
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