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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Profilaxia do tromboembolismo venoso em viagens de longa duração]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Venous thromboembolism (VTE) can result in significant morbidity and mortality. Air travel can triple the risk of VTE. Family doctors can play a role in the prevention of this problem. The aim of this study was to review the evidence for prevention of thromboembolism on long-haul flights. Data sources: MEDLINE, National Guideline Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical Association Practice Guidelines Infobase, Scottish Intercollegiate Guidelines, The Cochrane Library, Clinical Evidence, DARE, Bandolier, Direção-Geral da Saúde and Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. Revision methods: Guidelines, systematic reviews (SR), meta-analyses and original studies published between 2004 and 2014 were surveyed, using the keywords  venous thrombosis ,  prevention and control and  air travel . To evaluate the levels of evidence and strength of recommendations, the Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale of American Academy of Family Physicians was used. Results: Among the 121 articles found, 12 were selected including seven guidelines and five systematic reviews. Most articles stress the importance of individualized assessment of the risk of VTE before air travel. General measures are recommended for most of the population (SORT C). Elastic compression stockings should be used in people with risk factors and previous VTE (SORT B). Pharmacological prophylaxis can be reserved for high risk patients using low molecular weight heparin (SORT C). The use of aspirin is not recommended (SORT B). Conclusions: The findings are limited by the methodology of the studies, as well as by the population to which the results are applied. Until methodologically adequate studies are available, the decision regarding prophylaxis of VTE on long trips must be considered on an individual basis.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Trombose Venosa]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>REVIS&#213;ES</b></p>     <p><font size="4"><b>Profilaxia do tromboembolismo venoso em     viagens de longa dura&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Prevention of venous thromboembolism on long-haul flights</b></font></p>       <p><b>Rita Ferreira,<sup>1-2</sup> Margarida     Moreira,<sup>1-2</sup> Lu&#237;s Gomes,<sup>1-3</sup> Cristiana Martins<sup>1-2</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>M&#233;dicos     Internos de Medicina Geral e Familiar</p>       <p><sup>2</sup>USF     das Ondas</p>       <p><sup>3</sup>USF     Esposende Norte</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivo:</b> O tromboembolismo venoso     (TEV) pode resultar em morbilidade significativa e mortalidade. As viagens de     avi&#227;o foram associadas a uma probabilidade tr&#234;s vezes maior de TEV. Na era da     globaliza&#231;&#227;o, o m&#233;dico de fam&#237;lia dever&#225; desempenhar um papel no aconselhamento     e preven&#231;&#227;o deste problema de sa&#250;de. O objetivo deste trabalho foi rever a     evid&#234;ncia sobre medidas de profilaxia de eventos tromboemb&#243;licos relacionados     com viagens de avi&#227;o de longa dura&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Fontes de dados:</b> MEDLINE, <i>National Guideline Clearinghouse, Guidelines     Finder, Canadian Medical Association Practice Guidelines Infobase, Scottish     Intercollegiate Guidelines, The Cochrane Library, Clinical Evidence, DARE,     Bandolier,</i> Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de e Sociedade Portuguesa de Medicina     Interna.</p>       <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o:</b> Foram pesquisadas     normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica (NOC), revis&#245;es sistem&#225;ticas (RS), metan&#225;lises e     estudos originais publicados entre 2004 e 2014, utilizando as palavras-chave <i>venous thrombosis, prevention and control</i> e <i>air travel.</i> Para avalia&#231;&#227;o dos     n&#237;veis de evid&#234;ncia e atribui&#231;&#227;o das for&#231;as de recomenda&#231;&#227;o foi usada a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American Academy of Family     Physicians.</i></p>       <p><b>Resultados:</b> Foram encontrados 121     artigos, tendo sido selecionados 12: sete NOC e cinco RS. A maioria dos artigos     inclu&#237;dos sustenta a import&#226;ncia da avalia&#231;&#227;o individualizada do risco de TEV     antes de uma viagem longa de avi&#227;o. Medidas gerais s&#227;o recomendadas &#224; maioria     da popula&#231;&#227;o (SORT C). As meias de compress&#227;o el&#225;stica devem ser utilizadas em     pessoas com fatores de risco pr&#233;vios (SORT B). N&#227;o obstante, a profilaxia     farmacol&#243;gica deve ser reservada para doentes de alto risco, com recurso a     heparina de baixo peso molecular (SORT C). O uso de &#225;cido acetilsalic&#237;lico n&#227;o     est&#225; recomendado (SORT B).</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Os dados encontrados s&#227;o     limitados pela metodologia dos estudos. Deste modo, at&#233; estarem dispon&#237;veis     estudos metodologicamente adequados, a decis&#227;o quanto a profilaxia em viagens     longas deve ser considerada numa base individual.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Trombose Venosa;     Profilaxia; Viagens de Avi&#227;o.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Objective:</b> Venous thromboembolism (VTE)     can result in significant morbidity and mortality. Air travel can triple the     risk of VTE. Family doctors can play a role in the prevention of this problem.     The aim of this study was to review the evidence for prevention of   thromboembolism on long-haul flights.</p>       <p><b>Data sources:</b> MEDLINE, <i>National Guideline Clearinghouse, Guidelines     Finder, Canadian Medical Association Practice Guidelines Infobase, Scottish     Intercollegiate Guidelines, The Cochrane Library, Clinical Evidence, DARE,     Bandolier,</i> Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de and Sociedade Portuguesa de Medicina     Interna.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Revision methods:</b> Guidelines,     systematic reviews (SR), meta-analyses and original studies published between     2004 and 2014 were surveyed, using the keywords &#8216;venous thrombosis&#8217;,     &#8216;prevention and control&#8217; and &#8216;air travel&#8217;. To evaluate the levels of evidence     and strength of recommendations, the Strength of Recommendation Taxonomy (SORT)     scale of American Academy of Family Physicians was used.</p>       <p><b>Results:</b> Among the 121 articles found,     12 were selected including seven guidelines and five systematic reviews. Most     articles stress the importance of individualized assessment of the risk of VTE     before air travel. General measures are recommended for most of the population     (SORT C). Elastic compression stockings should be used in people with risk     factors and previous VTE (SORT B). Pharmacological prophylaxis can be reserved for     high risk patients using low molecular weight heparin (SORT C). The use of     aspirin is not recommended (SORT B).</p>       <p><b>Conclusions:</b> The findings are limited     by the methodology of the studies, as well as by the population to which the     results are applied. Until methodologically adequate studies are available, the     decision regarding prophylaxis of VTE on long trips must be considered on an     individual basis.</p>       <p><b>Keywords:</b> Venous Thrombosis, Prevention     and Control, Air Travel.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>O     tromboembolismo venoso (TEV) &#233; uma condi&#231;&#227;o na qual um trombo se forma numa     veia, mais frequentemente nas veias profundas dos membros inferiores ou da     pelve - trombose venosa profunda (TVP). O trombo pode depois deslocar-se     atrav&#233;s do sangue, particularmente para as art&#233;rias pulmonares -     embolismo pulmonar (EP). A express&#227;o tromboembolismo venoso (TEV) inclui tanto     a TVP como o EP.<sup>1</sup></p>       <p>O TEV &#233; um     problema de sa&#250;de relativamente comum que pode resultar em morbilidade     significativa, com custos associados, e mesmo morte, mas &#233; pass&#237;vel de ser     prevenido.<sup>2-3</sup></p>       <p>Fatores     gen&#233;ticos e adquiridos est&#227;o implicados na sua etiopatogenia que geralmente     requer a intera&#231;&#227;o entre v&#225;rios destes fatores (<a href="#q1">Quadro I</a>).<sup>4-6</sup> Entre     os fatores mencionados, in&#250;meros estudos demonstraram que as viagens de avi&#227;o     s&#227;o fator de risco para o desenvolvimento de TEV.<sup>7-12</sup> Apesar de este     risco tamb&#233;m ser v&#225;lido para viagens longas de autom&#243;vel, autocarro e comboio,<sup>13-15</sup> foi melhor estudado para as viagens de avi&#227;o onde a press&#227;o da cabine,     causadora de uma hip&#243;xia hipob&#225;rica, a pouca humidade do ar e a posi&#231;&#227;o do     passageiro durante a viagem, especialmente se junto &#224; janela onde a mobilidade     &#233; mais limitada - s&#237;ndrome da classe econ&#243;mica -, poder&#227;o ter um     contributo.<sup>15-16</sup></p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n5/31n5a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Independentemente     do risco absoluto de TEV associado &#224;s viagens ser baixo (a incid&#234;ncia de TEV     ap&#243;s uma viagem de avi&#227;o superior a quatro horas foi calculada em cerca de 3,2     casos por 1.000 pessoas/ano<sup>10</sup>), estima-se que este traduza uma     probabilidade de TEV cerca de tr&#234;s vezes maior nos viajantes e que aumente em     18% a cada duas horas de viagem.<sup>9</sup> Outros estudos tamb&#233;m defendem que     o risco associado &#224;s viagens de avi&#227;o possa aumentar n&#227;o s&#243; com uma &#250;nica     viagem de longa dura&#231;&#227;o, mas tamb&#233;m com m&#250;ltiplas viagens de, pelo menos, quatro     horas ou com voos frequentes de qualquer dura&#231;&#227;o numa curta janela de tempo     (dias a tr&#234;s semanas) e que possa persistir at&#233; oito semanas ap&#243;s a viagem.<sup>10,16-18</sup> N&#227;o obstante, um estudo concluiu que fatores de risco adicionais t&#234;m um papel     essencial na ocorr&#234;ncia de TEV relacionado com viagens.<sup>19</sup></p>       <p>Atualmente,     muitas companhias a&#233;reas fazem j&#225; advert&#234;ncias baseadas em &#8220;senso comum&#8221; sobre     os cuidados a ter durante a viagem e algumas sugerem mesmo a todos os     passageiros que consultem o seu m&#233;dico para avalia&#231;&#227;o do risco individual de     trombose antes do voo.<sup>6</sup> Assim, na era da globaliza&#231;&#227;o, em que as     viagens s&#227;o frequentes, apesar de o Portal da Sa&#250;de<sup>20</sup> recomendar a     Consulta do Viajante para passageiros que viajem para fora da Europa e de esta     incluir nas suas compet&#234;ncias &#8220;avaliar as condi&#231;&#245;es de sa&#250;de do viajante antes     da viagem, nomeadamente gr&#225;vidas, crian&#231;as, idosos, indiv&#237;duos com doen&#231;as     cr&#243;nicas sob medica&#231;&#227;o, entre outros&#8221;, esta classicamente tem sido utilizada     apenas quando se reconhece risco infeccioso associado ao destino, pelo que o     m&#233;dico de fam&#237;lia dever&#225; ter um papel fundamental no aconselhamento e na     recomenda&#231;&#227;o de medidas preventivas do TEV para que o conhecimento da sua     efetividade seja indispens&#225;vel.</p>       <p>O objetivo     deste trabalho &#233; rever a evid&#234;ncia dispon&#237;vel acerca de medidas de profilaxia     de eventos tromboemb&#243;licos relacionados com viagens de avi&#227;o de longa dura&#231;&#227;o.</p>       <p><b>M&#233;todos </b></p>       <p>Foi     realizada uma pesquisa de normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica (NOC), revis&#245;es     sistem&#225;ticas (RS) com ou sem metan&#225;lise (MA) e estudos originais, incluindo     ensaios cl&#237;nicos aleatorizados e controlados (ECACs), nas bases de dados     Medline, <i>National Guideline     Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical Association Practice     Guidelines Infobase, Scottish Intercollegiate Guidelines, The Cochrane Library,     Clinical Evidence, DARE, Bandolier,</i> Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de e Sociedade     Portuguesa de Medicina Interna, publicados entre janeiro de 2004 e junho de     2014, nas l&#237;nguas portuguesa, inglesa ou espanhola. A estes acresceram outros     de interesse, identificados pelas refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas. A pesquisa foi     efetuada em julho de 2014 e foram utilizados os termos MeSH <i>venous thrombosis, prevention and control</i> e <i>air travel.</i></p>       <p>Inclu&#237;ram-se     artigos que avaliavam a efetividade de medidas profil&#225;ticas de eventos     tromboemb&#243;licos relacionados com viagens de avi&#227;o de longa dura&#231;&#227;o na popula&#231;&#227;o     geral de adultos, em doentes com maior risco de TEV e em gr&#225;vidas.</p>       <p>Foram     exclu&#237;dos os artigos que abordavam medidas profil&#225;ticas em doentes cir&#250;rgicos     ou ap&#243;s traumatismo ou em discord&#226;ncia com o objetivo da revis&#227;o. Foram     igualmente exclu&#237;dos artigos repetidos ou com metodologia menos expl&#237;cita ou     considerada de menor qualidade, nomeadamente informa&#231;&#227;o dirigida ao utente,     cartas ao autor, relatos de caso ou revis&#245;es cl&#225;ssicas e casos em que n&#227;o foi     poss&#237;vel o acesso ao artigo completo.</p>       <p>Para     avalia&#231;&#227;o dos n&#237;veis de evid&#234;ncia (NEs) e atribui&#231;&#227;o de for&#231;as de recomenda&#231;&#227;o     foi utilizada a escala <i>Strength of     Recomendation Taxonomy,</i> da <i>American     Academy of Family Physicians.</i><sup>21</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>       <p>A sele&#231;&#227;o de     artigos procedeu-se segundo o esquema da <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n5/31n5a05f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Da pesquisa     inicial foram encontrados 121 artigos, tendo sido selecionados 12 artigos: sete     NOC e cinco RS (duas delas com MA).</p>       <p><b>NOC</b></p>       <p>A NOC do <i>Royal College of Obstetricians and     Gynaecologists</i><sup>22</sup> (<a href="#q2">Quadro II</a>), baseada num consenso de peritos,     recomenda alguns conselhos gerais, admitindo que a gravidez &#233; um fator de risco     para trombose venosa, provavelmente aumentado devido &#224; imobilidade nas viagens     de avi&#227;o e cuja pondera&#231;&#227;o varia consoante o risco tromb&#243;tico individual. Para     al&#233;m de medidas gerais para todas as gr&#225;vidas, sugere que as mulheres com alto     risco tromb&#243;tico (com TVP pr&#233;via, trombofilia sintom&#225;tica, obesidade m&#243;rbida ou     problemas m&#233;dicos como s&#237;ndroma nefr&#243;tica) devem manter a terap&#234;utica     antitromb&#243;tica que eventualmente possam estar j&#225; a cumprir. A estas     recomenda&#231;&#245;es, sustentadas pela opini&#227;o de um grupo de especialistas,     atribuiu-se uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n5/31n5a05q2.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>A <i>British Thoracic Society</i><sup>23</sup> apresenta uma NOC com a atualiza&#231;&#227;o das recomenda&#231;&#245;es referentes a doentes de     alto risco por patologia respirat&#243;ria ou que necessitam de oxigenoterapia     durante o voo. As referidas recomenda&#231;&#245;es representam um consenso de peritos     (for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C) e relatam a aus&#234;ncia de evid&#234;ncia que suporte a     profilaxia com &#225;cido acetilsalic&#237;lico (AAS). Segundo a presente NOC, os     passageiros podem ser aconselhados segundo o seu risco (<a href="#q2">Quadro II</a>): risco     baixo, risco moderado (hist&#243;ria familiar ou antecedentes de trombose,     trombofilia, malforma&#231;&#227;o arteriovenosa pulmonar, obesidade, altura maior que     1,90m ou menor que 1,60m, comorbilidade importante nos seis meses pr&#233;vios,     doen&#231;a card&#237;aca, imobilidade, tratamento com estrog&#233;nios e puerp&#233;rio) e risco     alto (antecedentes de trombose idiop&#225;tica, cirurgia major ou trauma h&#225; menos de     seis semanas, neoplasia ativa).</p>       <p>A NOC do <i>American College of Chest Physicians</i><sup>24</sup> (<a href="#q2">Quadro II</a>) sugere, nos doentes com alto risco de TEV, nomeadamente aqueles com     TEV pr&#233;vio, cirurgia ou trauma recente, neoplasia maligna ativa, uso de     estrog&#233;nios, idade avan&#231;ada, mobilidade limitada, obesidade severa ou     trombofilia conhecida, para al&#233;m de deambula&#231;&#227;o, exerc&#237;cios e prefer&#234;ncia por lugar     de coxia, o uso de meias de compress&#227;o el&#225;stica graduada - MCEG (15 a     30mmHg) - abaixo do joelho. Para os restantes recomenda contra o uso de     meias, anticoagulantes e AAS. A evid&#234;ncia &#233; proveniente de estudos com v&#225;rias     limita&#231;&#245;es metodol&#243;gicas, pelo que foi atribu&#237;da uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B. </p>       <p>A Sociedade     Portuguesa de Medicina Interna apresenta uma NOC<sup>25</sup> (<a href="#q2">Quadro II</a>),     baseada na opini&#227;o de v&#225;rios internistas, que recomenda para viagens de longa     dura&#231;&#227;o (&gt; 8h de avi&#227;o) que todos os viajantes devam tomar medidas gerais de     preven&#231;&#227;o. Por outro lado, defende que deve ser avaliado o risco individual e     ponderada profilaxia em todos os doentes que se proponham a fazer viagens     longas e que tenham pelo menos um fator de risco de TEV. Nos indiv&#237;duos com     v&#225;rios fatores de risco, considerados de alto risco individual, recomendam-se     medidas gerais e profilaxia com dose &#250;nica de heparina de baixo peso molecular     (HBPM) antes da partida ou, em alternativa, medidas mec&#226;nicas. A HBPM &#233;     provavelmente mais eficaz que as medidas mec&#226;nicas, pelo que &#233; sugerido o seu     uso preferencial. O AAS n&#227;o &#233; recomendado como m&#233;todo profil&#225;tico do TEV. A     referida NOC tem uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C.</p>       <p>Membros da <i>Haemostasis and Thrombosis Task Force,</i> do <i>British Committee for Standards in Haematology,</i> redigiram uma NOC26 (<a href="#q2">Quadro II</a>) que foi posteriormente adotada tamb&#233;m pela <i>British Society for Haematology.</i> Nesta     s&#227;o recomendadas, primeiramente, medidas gerais (SORT C). Relativamente ao uso     de MCEG, estas est&#227;o reservadas para doentes de alto risco (indiv&#237;duos     submetidos a cirurgia <i>major</i> h&#225; menos     de um m&#234;s, com doen&#231;a maligna ativa, com TEV espont&#226;neo pr&#233;vio ou TEV anterior     relacionado com viagem sem outros fatores de risco) que fa&#231;am viagens com     dura&#231;&#227;o superior a tr&#234;s horas. Os anticoagulantes devem ser usados quando     considerado apropriado, mantendo presentes as suas contraindica&#231;&#245;es. Pelo     contr&#225;rio, o uso de AAS n&#227;o &#233; recomendado. Estas premissas basearam-se em ECACs     com limita&#231;&#245;es metodol&#243;gicas, tendo-lhes sido atribu&#237;da uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o     B. </p>       <p>Segundo a <i>Scottish Intercollegiate Guidelines Network</i><sup>27</sup> (<a href="#q2">Quadro II</a>), s&#227;o aconselhadas medidas gerais relacionadas com o movimento     (for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C) e n&#227;o &#233; aconselhado o uso rotineiro de MCEG como     profilaxia. Por outro lado, apoiado na sua experi&#234;ncia cl&#237;nica, o grupo indica     que os utentes j&#225; hipocoagulados com varfarina devem ter o <i>international normalized ratio</i> (INR) em n&#237;veis terap&#234;uticos e     sugere o uso de HBPM em indiv&#237;duos com risco elevado de TEV (for&#231;a de     recomenda&#231;&#227;o C).</p>       <p>A <i>Finnish Medical Society Duodecim</i> emitiu     uma NOC15 (<a href="#q2">Quadro II</a>) fundamentada na pesquisa de RS. Assim, para doentes de     alto risco recomenda o uso de MCEG, tendo como refer&#234;ncia a metan&#225;lise da <i>Cochrane</i> descrita adiante (for&#231;a de     recomenda&#231;&#227;o B); por outro lado, n&#227;o recomenda o uso de AAS na profilaxia com     base numa RS com algumas limita&#231;&#245;es (for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B). Em rela&#231;&#227;o &#224;s     restantes premissas (hidrata&#231;&#227;o, exerc&#237;cios e uso de HBPM) n&#227;o &#233; poss&#237;vel     atribuir uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o, uma vez que n&#227;o s&#227;o mencionadas as fontes     bibliogr&#225;ficas.</p>       <p><b>Revis&#245;es     sistem&#225;ticas </b></p>       <p>Da pesquisa     efetuada foram inclu&#237;das cinco revis&#245;es, com conclus&#245;es muito semelhantes que,     ap&#243;s cuidadosa an&#225;lise, se constatou que tinham por base um conjunto de estudos     sobrepon&#237;veis que, pela sua import&#226;ncia, se passa a descrever sucintamente     (<a href="#q3">Quadro III</a>). Os estudos denominados LONFLIT (2,<sup>28</sup> 3,<sup>29</sup> 4,<sup>30-32</sup>, 5<sup>33</sup> e FLITE,<sup>34</sup> sendo o LONFLIT 4 um     estudo subdividido em tr&#234;s diferentes publica&#231;&#245;es (Kendall,<sup>30</sup> Traveno<sup>31</sup> e Scholl)<sup>32</sup>), randomizados controlados, foram     realizados por um grupo de investigadores de It&#225;lia, Inglaterra e Austr&#225;lia     entre 2001 e 2003. Foram levados a cabo com o intuito de verificar o benef&#237;cio     de algumas medidas profil&#225;ticas na preven&#231;&#227;o de TEV em viagens longas de avi&#227;o,     nomeadamente de MCEG (estudos LONFLIT 2<sup>28</sup> e 5,<sup>33</sup> que     envolveram participantes de alto risco, que variaram entre si na press&#227;o das     MCEG utilizadas e LONFLIT 4<sup>30-32</sup> com participantes de baixo-m&#233;dio     risco) e de medidas farmacol&#243;gicas como HBPM, AAS (LONFLIT 3,<sup>29</sup> com     participantes de alto risco de TVP) e agentes profibrinol&#237;ticos (LONFLIT-FLITE)<sup>34</sup>.     Os estudos foram aplicados em passageiros de viagens superiores a sete horas,     recrutados em ag&#234;ncias de viagens. O estudo de Scurr et al,<sup>35</sup> publicado em 2001, semelhante em termos de metodologia e resultados aos estudos     LONFLIT, &#233; tamb&#233;m inclu&#237;do em muitas das RS selecionadas.</p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n5/31n5a05q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Desta forma,     um grupo de m&#233;dicos da <i>University of     Virginia</i> apresentou uma RS<sup>36</sup> (<a href="#q4">Quadro IV</a>) onde avaliou a efic&#225;cia     dos tratamentos preventivos de TEV relacionados com a viagem, baseando-se nos 6     ECACs anteriores: Scurr et al,<sup>35</sup> LONFLIT 2,<sup>28</sup> LONFLIT 3,<sup>29</sup> LONFLIT 4,<sup>30-32</sup> LONFLIT 5,<sup>33</sup> LONFLIT - FLITE<sup>34</sup> e ainda no de Belcaro et al<sup>37</sup> (<a href="#q3">Quadro III</a>). Assim, concluem que os     indiv&#237;duos sem fatores de risco, a n&#227;o ser a dura&#231;&#227;o do voo, n&#227;o necessitam de     medidas profil&#225;ticas, exceto hidrata&#231;&#227;o e exerc&#237;cios dos membros inferiores.     Indicam o uso de MCEG de 14-30mmHg aos tripulantes de voos com dura&#231;&#227;o superior     a 6h e risco aumentado de TEV. Recomendam a profilaxia com HBPM quando o risco     de TEV &#233; particularmente elevado ou n&#227;o &#233; poss&#237;vel o uso de MCEG. Desaconselham     o AAS e o pycnogenol&#174;, o primeiro por n&#227;o ter mostrado benef&#237;cio e o &#250;ltimo por     conhecimento limitado das suas propriedades. Esta revis&#227;o sistem&#225;tica apresenta     NE 2.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n5/31n5a05q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Clarke et al     publicaram uma MA<sup>38</sup> (<a href="#q4">Quadro IV</a>) na Cochrane Library que incluiu os     quatro estudos randomizados sobre a utiliza&#231;&#227;o de MCEG como medida profil&#225;tica     em passageiros de voos longos: Scurr et al,<sup>35</sup> LONFLIT 2,<sup>28</sup> 4.1,<sup>30</sup> 4.2<sup>31</sup> e 5<sup>33</sup> (<a href="#q3">Quadro III</a>). No total de     participantes verificaram-se 50 casos de TVP, dos quais tr&#234;s ocorreram em     grupos que utilizaram MCEG, em contraste com 47 que ocorreram em passageiros de     grupos de controlo (aus&#234;ncia de MCEG). Esta revis&#227;o concluiu que as MCEG     diminuem significativamente o edema e o desconforto, bem como o n&#250;mero de     epis&#243;dios de TVP, quando comparadas com a aus&#234;ncia da sua utiliza&#231;&#227;o (<i>odds-ratio</i> de 0,10). A referida revis&#227;o     engloba artigos que n&#227;o cumprem todos os crit&#233;rios de elevada qualidade,     atribuindo-se, portanto, um NE 2. A <i>Guidelines     Finder</i> da <i>National Eletronic Library     for Health</i> apresenta uma MA<sup>39</sup> (<a href="#q4">Quadro IV</a>) baseada nos mesmos     quatro ECACs que a da <i>Cochrane Library</i><sup>38</sup>,     chegando necessariamente &#224;s mesmas conclus&#245;es.</p>       <p>Aryal e     Al-Khaffaf elaboraram uma RS<sup>40</sup> (<a href="#q4">Quadro IV</a>) na qual inclu&#237;ram seis     ECACs j&#225; discutidos anteriormente (Scurr et al,<sup>35</sup> LONFLIT 2,<sup>28</sup> 3,<sup>29</sup>, 4.1,<sup>30</sup> 4.2,<sup>31</sup> 4.3,<sup>32</sup> 5<sup>33</sup> e FLITE)<sup>34</sup>. Do mesmo modo, Chee e Watson conduziram uma RS<sup>41</sup> (<a href="#q4">Quadro IV</a>), baseando-se em estudos sobrepon&#237;veis aos da revis&#227;o anteriormente     descrita, excetuando o facto de n&#227;o terem inclu&#237;do o estudo LONFLIT 4.<sup>30-32</sup> Com base nestes estudos, os autores destas RS concluem que n&#227;o h&#225; evid&#234;ncia do     uso por rotina da profilaxia tromboemb&#243;lica farmacol&#243;gica ou atrav&#233;s de MCEG em     viagens longas. No entanto, a tromboprofilaxia deve ser recomendada em     passageiros com fatores de risco adicionais de TVP que se submetam a viagens     longas. Esta deve consistir em meias at&#233; ao joelho com press&#245;es m&#233;dias entre     14-30mmHg no tornozelo. No que respeita &#224; preven&#231;&#227;o farmacol&#243;gica, deve ficar     reservada para os doentes com fatores de risco pr&#233;vios e sempre com HBPM. O AAS     n&#227;o demonstrou efeito protetor, possuindo simultaneamente efeitos laterais     importantes. Mais uma vez se reitera a atribui&#231;&#227;o de um NE 2 a estas revis&#245;es.</p>       <p><b>Conclus&#245;es</b></p>       <p>Ap&#243;s an&#225;lise     dos artigos conclui-se que os dados encontrados s&#227;o limitados pelo tipo,     desenho e validade dos estudos, assim como pela popula&#231;&#227;o &#224; qual se pretende     aplicar os resultados. Apesar de existirem v&#225;rios estudos que comprovam o     aumento do risco de TEV relacionado com viagens longas, especialmente de avi&#227;o,     as abordagens e resultados no que se refere &#224; efetividade de medidas de     preven&#231;&#227;o de TEV nestas situa&#231;&#245;es s&#227;o inconsistentes, tornando muito dif&#237;cil a     extrapola&#231;&#227;o dos dados.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma das     limita&#231;&#245;es deste trabalho &#233; o facto de todas as RS inclu&#237;das serem baseadas num     leque sobrepon&#237;vel e restrito de estudos, de que resultaram conclus&#245;es     semelhantes, resumidas de seguida.</p>       <p>&#201; de elevada     import&#226;ncia a avalia&#231;&#227;o individualizada do risco de TEV antes de uma viagem     longa de avi&#227;o. Medidas gerais, como viajar em lugares de maiores dimens&#245;es, de     coxia, deambular e exercitar as pernas regularmente, manter uma boa ingest&#227;o de     flu&#237;dos e evitar cafe&#237;na e &#225;lcool durante as viagens de avi&#227;o, s&#227;o     recomenda&#231;&#245;es feitas &#224; generalidade da popula&#231;&#227;o (independentemente dos fatores     de risco presentes) e contempladas pela maioria das <i>guidelines</i> com uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C.</p>       <p>No que diz     respeito &#224; utiliza&#231;&#227;o de MCEG, estas dever&#227;o ser utilizadas em pessoas com     fatores de risco pr&#233;vios para TEV. As MCEG devem ser at&#233; ao joelho e com     press&#227;o entre os 14 e os 30mmHg (for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o B).</p>       <p>Por outro     lado, relativamente &#224; profilaxia farmacol&#243;gica, esta deve ser reservada para     doentes de alto risco e realizada com recurso a HBPM em dose profil&#225;tica     ajustada ao peso (1mg ou 100UI/Kg/dia), toma &#250;nica, 2-4h antes da viagem de     avi&#227;o. Esta medida profil&#225;tica de TEV apresenta uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C     (recomenda&#231;&#227;o contemplada por duas NOC com for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C, uma com     for&#231;a desconhecida e apenas um ensaio cl&#237;nico de razo&#225;vel qualidade que     demonstrou benef&#237;cio). No que se refere &#224; utiliza&#231;&#227;o de outras medidas     farmacol&#243;gicas (anticoagulantes/antiagregantes plaquet&#225;rios) &#233; transversal que     o AAS n&#227;o se encontra recomendado como medida preventiva de TEV, com uma for&#231;a     de recomenda&#231;&#227;o B. Outros anticoagulantes, nomeadamente a varfarina, s&#243; t&#234;m     lugar se j&#225; usados e ajustados de acordo com o INR (for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C).     Os agentes profibrinol&#237;ticos abordados no estudo LONFLIT-FLITE demonstraram     resultados ben&#233;ficos na preven&#231;&#227;o de TEV quando comparados com a aus&#234;ncia de     tratamento, sem efeitos secund&#225;rios. No entanto, carecem de mais estudos para     esta finalidade.</p>       <p>De um modo     particular, relativamente &#224;s mulheres gr&#225;vidas, as medidas profil&#225;ticas     dispon&#237;veis s&#227;o as mesmas. Existem igualmente poucos estudos neste grupo     populacional, mas os resultados encontrados s&#227;o sobrepon&#237;veis aos acima     mencionados para a popula&#231;&#227;o geral, com uma for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C.</p>       <p>No caso de     doentes com patologias respirat&#243;rias, as recomenda&#231;&#245;es s&#227;o igualmente     realizadas com base numa avalia&#231;&#227;o individualizada do risco e sobrepon&#237;veis &#224;     popula&#231;&#227;o geral (for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o C). N&#227;o foram encontradas quaisquer     outras recomenda&#231;&#245;es para outros grupos espec&#237;ficos. </p>       <p>Assim se     conclui que, no futuro, ser&#227;o necess&#225;rios novos estudos com uma defini&#231;&#227;o mais     consensual de viagens de longo curso (que nos estudos inclu&#237;dos variaram entre     &gt; 2h e &gt; 8h), assim como dos <i>outcomes</i> (TVP ou EP isoladamente, sintom&#225;tico ou assintom&#225;tico) e mesmo noutros meios de     transporte, nomeadamente de autom&#243;vel. No entanto, ser&#225; dif&#237;cil a realiza&#231;&#227;o de     estudos de elevada qualidade metodol&#243;gica tendo em conta as quest&#245;es &#233;ticas     envolvidas e o baixo risco absoluto de TEV, que implicaria uma amostra de     tamanho muito significativo, especialmente no &#226;mbito do estudo de grupos mais     espec&#237;ficos, como as mulheres gr&#225;vidas ou doentes com determinado tipo de     patologias cardiorrespirat&#243;rias. </p>       <p>Desta forma,     at&#233; estarem dispon&#237;veis estudos metodologicamente adequados, a decis&#227;o quanto &#224;     profilaxia em viagens longas deve ser considerada numa base individual, com     avalia&#231;&#227;o dos fatores de risco de TEV. De acordo com os resultados encontrados,     dever&#227;o ser consideradas medidas gerais, MCEG para doentes que apresentem     fatores de risco e profilaxia farmacol&#243;gica com HBPM mais destinada a doentes     com alto risco de TEV.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. National     Institute for Health and Clinical Excellence. Venous thromboembolic diseases:     diagnosis, management and thrombophilia testing (NICE clinical guideline 144).     London: NICE; 2012. Available from: <a href="http://www.nice.org.uk/guidance/cg144" target="_blank">www.nice.org.uk/guidance/cg144</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201500050000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2.     Silverstein MD, Heit JA, Mohr DN, Petterson TM, O&#8217;Falon WM, Melton LJ 3rd.     Trends in the incidence of deep vein thrombosis and pulmonary embolism: a     25-year population-based study. Arch Intern Med. 1998;158(6):585-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S2182-5173201500050000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Fowkes     FJ, Price JF, Fowkes FG. Incidence of diagnosed deep vein thrombosis in the     general population: systematic review. Eur J Vasc Endovasc Surg.     2003;25(1):1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S2182-5173201500050000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Kyrle PA,     Eichinger S. Deep vein thrombosis. Lancet. 2005;365(9465):1163-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S2182-5173201500050000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Lijfering     WM, Rosendaal FR, Cannegieter SC. Risk factors for venous thromboembolism:     current understanding from an epidemiological point of view. Br J Haematol.     2010;149(6):824-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S2182-5173201500050000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6.     Bartholomew JR, Schaffer JL, McCormick GF. Air travel and venous     thromboembolism: minimizing the risk. Cleve Clin J Med. 2011;78(2):111-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S2182-5173201500050000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Brenner     B. Interventions to prevent venous thrombosis after air travel, are they     necessary? Yes. J Thromb Haemost. 2006;4(11):2302-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S2182-5173201500050000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8.     Cannegieter SC, Doggen CJ, van Houwellingen HC, Rosendaal FR. Travel-related     venous thrombosis: results from a large population-based case control study     (MEGA Study). PLoS Med. 2006;3(8):e307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S2182-5173201500050000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Chandra     D, Parisini E, Mozaffarian D. Meta-analysis: travel and risk for venous     thromboembolism. Ann Intern Med. 2009;151(3):180-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S2182-5173201500050000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>10. Kuipers S,     Cannegieter SC, Middeldorp S, Robyn L, B&#252;ller HR, Rosendaal FR. The absolute     risk of venous thrombosis after air travel: a cohort study of 8,755 employees     of international organizations. PLoS Med. 2007;4(9):e290.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S2182-5173201500050000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Kuipers     S, Schreijer AJ, Cannegieter SC, B&#252;ller HR, Rosendaal FR, Middeldorp S. Travel     and venous thrombosis: a systematic review. J Intern Med. 2007;262(6):615-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S2182-5173201500050000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12.     Philbrick JT, Shumate R, Siadaty MS, Becker DM. Air travel and venous     thromboembolism: a systematic review. J Gen Intern Med. 2007;22(1):107-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S2182-5173201500050000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13.     Cruickshank JM, Gorlin R, Jennett B. Air travel and thrombotic episodes: the     economy class syndrome. Lancet. 1988;2(8609):497-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S2182-5173201500050000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Bagshaw     M, Air Transport Medicine Committee of the Aerospace Medical Association.     Traveler&#8217;s thrombosis: a review of deep vein thrombosis associated with travel.     Aviat Space Environ Med. 2001;72:848-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S2182-5173201500050000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Finnish     Medical Society Duodecim. Prevention of venous thromboembolism. In EBM     guidelines. Evidence-based medicine. Helsinki: Wiley Interscience/John Wiley     &amp; Sons; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S2182-5173201500050000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16.     Schreijer AJ, Cannegieter SC, Doggen CJ, Rosendaal FR. The effect of     flight-related behaviour on the risk of venous thrombosis after air travel. Br     J Haematol. 2009;144(3):425-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S2182-5173201500050000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17.     Lapostolle F, Surger V, Borron SW, Desmaizi&#232;res M, Sordelet D, Lapandry C, et     al. Severe pulmonary embolism associated with air travel. N Eng J Med.     2001;345(11):779-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S2182-5173201500050000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18.     P&#233;rez-Rodr&#237;guez E, Jim&#233;nez D, D&#237;az G, P&#233;rez-Walton I, Luque M, Guill&#233;n C, et     al. Incidence of air-travel-related pulmonary embolism at the Madrid-Barajas     airport. Arch Intern Med. 2003;163(22):2766-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S2182-5173201500050000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19. Arya R,     Barnes JA, Hossain U, Patel RK, Cohen AT. Long-haul flights and deep vein     thrombosis: a significant risk only when additional factors are also present.     Br J Haematol. 2002;116(3):653-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S2182-5173201500050000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20.     Minist&#233;rio da Sa&#250;de. Consulta de sa&#250;de do viajante (Internet). Portal da Sa&#250;de;     2014 (updated 2015 May 13; cited 2014 Jul). Available from:     <a href="http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/saude+em+viagem/consulta+de+saude+do+viajante.htm" target="_blank">www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/saude+em+viagem/consulta+de+saude+do+viajante.htm</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S2182-5173201500050000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>21. Ebell     MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewigman B, et al. Strength of     Recommendation Taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence     in the medical literature. Am Fam Physician. 2004;69(3):548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S2182-5173201500050000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>22. Royal     College of Obstetricians and Gynaecologists. Air travel and pregnancy. London:     RCOG; 2013 (updated 2015 Jan; cited 2014 Jul). Available from:     <a href="https://www.rcog.org.uk/globalassets/documents/patients/patient-information-leaflets/pregnancy/air-travel-pregnancy.pdf" target="_blank">https://www.rcog.org.uk/globalassets/documents/patients/patient-information-leaflets/pregnancy/air-travel-pregnancy.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S2182-5173201500050000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>23. Josephs     LK, Coker RK, Thomas M, BTS Air Travel Working Group, British Thoracic Society.     Managing patients with stable respiratory disease planning air travel: a     primary care summary of British Thoracic Society recommendations. Prim Care     Respir J. 2013;22(2):234-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S2182-5173201500050000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Kahn SR,     Lim W, Dunn AS, Cushman M, Dentali F, Akl EA, et al. Prevention of VTE in     nonsurgical patients: antithrombotic therapy and prevention of thrombosis, 9th     ed: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines.     Chest. 2012;141(2 Suppl):e195S-226S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S2182-5173201500050000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>25. Reis A,     Rocha N. Normas para a preven&#231;&#227;o, diagn&#243;stico e tratamento de tromboembolismo     venoso no doente m&#233;dico (Guidelines for the prevention, diagnosis and treatment     of venous thromboembolism in the medical patient). Med Interna. 2010;17(1     Suppl):37-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S2182-5173201500050000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>       <!-- ref --><p>26. Watson     HG, Baglin TP. Guidelines on travel-related venous thrombosis. Br J Haematol.     2011;152(1):31-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S2182-5173201500050000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>27. Scottish     Intercollegiate Guidelines Network. Prevention and management of venous thromboembolism:     a national clinical guideline. Edinburgh: SIGN; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S2182-5173201500050000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>28. Belcaro     G, Geroulakos G, Nicolaides AN, Myers KA, Winford M. Venous thromboembolism     from air travel: the LONFLIT study. Angiology. 2001;52(6):369-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S2182-5173201500050000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>29. Cesarone     MR, Belcaro G, Nicolaides AN, Incandela L, De S, Geroulakos G, et al. Venous     thrombosis from air travel: the LONFLIT 3 study - Prevention with aspirin     vs low-molecular-weight heparin (LMWH) in high risk subjects: a randomized     trial. Angiology. 2002;53(1):1-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S2182-5173201500050000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>30. Belcaro     G, Cesarone MR, Shah SS, Nicolaides AN, Geroulakos G, Ippolito E, et al.     Prevention of edema, flight microangiopathy and venous thrombosis in long haul     flights with elastic stockings: a randomized trial - The LONFLIT 4     Concorde edema-SSL study. Angiology. 2002;53(6):635-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S2182-5173201500050000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>31. Cesarone     MR, Belcaro G, Nicolaides AN, Geroulakos G, Lennox A, Myers KA, et al. The     LONFLIT4 - Concorde - Sigvaris Traveno stockings in long flights     (EcoTraS) study: a randomized trial. Angiology. 2003;54(1):1-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S2182-5173201500050000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>32. Cesarone     MR, Belcaro G, Errichi BM, Nikolaides AN, Geroulakos G, Ippolito E, et al. The     LONFLIT4 - Concorde deep venous thrombosis and oedema study: prevention     with travel stockings. Angiology. 2003;54(2):143-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S2182-5173201500050000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>33. Belcaro     G, Cesarone MR, Nicolaides AN, Ricci A, Geroulakos G, Shah SS, et al.     Prevention of venous thrombosis with elastic stockings during long-haul     flights: the LONFLIT 5 JAP study. Clin Appl Thromb Hemost. 2003;9(3):197-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S2182-5173201500050000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>34. Cesarone     MR, Belcaro G, Nikolaides AN, Ricci A, Geroulakos G, Ippolito E, et al. Prevention     of venous thrombosis in long-haul flights with Flite Tabs: the LONFLIT-FLITE     randomized, controlled trial. Angiology. 2003;54(5):531-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S2182-5173201500050000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>35. Scurr     JH, Smith PD, Machin S. Deep vein thrombosis in airline passengers: the     incidence of deep vein thrombosis and the efficacy of elastic compression     stockings. Cardiovasc Surg. 2001;9(2):159-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S2182-5173201500050000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>36.     Philbrick JT, Shumate R, Siadaty MS, Becker DM. Air travel and venous     thromboembolism: a systematic review. J Gen Intern Med. 2007;22(1):107-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S2182-5173201500050000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>37. Belcaro     G, Cesarone MR, Rohdewald P, Ricci A, Ippolito E, Dugall M, et al. Prevention     of venous thrombosis and thrombophlebitis in long-haul flights with pycnogenol.     Clin Appl Thromb Hemost. 2004;10(4):373-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S2182-5173201500050000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>38. Clarke     MJ, Hopewell S, Juszczak E, Eisinga A, Kjeldstrom M. 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