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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Trombofilia hereditária: um caso, várias questões]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Over 50% of cases of hereditary thrombophilia are associated with the either the G20210A prothrombin gene mutation or factor V Leiden. The prothrombin G20210A mutation is present in 0.7-4% of the general population and triples the risk of thromboembolism. The role of this mutation in the recurrence of the condition is unclear. Women with this mutation have an increased risk of thrombotic events during pregnancy and with oral contraceptives. The aim of this report is to raise awareness of the factors that contributed to thromboembolism in a young woman and to discuss the implications for the individual and the family. Case description: A 25-year-old female in a nuclear family at stage I of the Duvall cycle, without a family history of embolism, developed a pulmonary thromboembolism (PT) after receiving a combined oral contraceptive. The G20210A prothrombin gene heterozygous mutation was identified. She was put on anticoagulant therapy for six months. One year ago she expressed a desire to conceive and was referred for preconception counseling at a local hospital. She was advised to return to hospital in case of pregnancy. Following confirmation of pregnancy by her family doctor at the end of January 2015, the patient was immediately referred to the hospital for a high-risk pregnancy consultation. In February she was admitted to the emergency department with the sudden onset of dyspnea and was diagnosed with a PT. Enoxaparin therapy was started and continued postpartum. There were no other complications and a healthy baby was delivered at 40 weeks of gestation by a normal delivery. The patient has a 22-year-old sister who is considering starting contraception. Comment: This case highlights the importance of starting low molecular weight heparin treatment in early pregnancy in women with this mutation. It also stresses the importance of screening for the mutation in asymptomatic relatives.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Trombofilia Hereditária]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>RELATOS DE CASOS</b></p>     <p><font size="4"><b>Trombofilia heredit&#225;ria: um caso, v&#225;rias quest&#245;es</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Hereditary thrombophilia: one case, several issues</b></font></p>       <p><b>Ricardo Peixoto Lima,* Margarida Moreira*</b></p>       <p>*M&#233;dicos     Internos de Medicina Geral e Familiar, USF das Ondas</p>         <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> A muta&#231;&#227;o G20210A do gene     da protrombina ou do fator V de Leiden est&#227;o associadas a 50-60% dos casos de     trombofilia heredit&#225;ria. A preval&#234;ncia da muta&#231;&#227;o G20210A varia entre 0,7 e     4,0%, condicionando um aumento de cerca de 2,8 vezes do risco tromboemb&#243;lico,     mas o seu papel n&#227;o &#233; claro na recorr&#234;ncia. Mulheres portadoras desta muta&#231;&#227;o     t&#234;m maior risco de evento tromb&#243;tico com a toma de contracetivos orais     combinados (COC) e na gravidez. O objetivo deste caso &#233; sensibilizar para os     fatores que concorreram para o risco tromboemb&#243;lico numa mulher jovem e as     implica&#231;&#245;es a n&#237;vel individual e familiar.</p>       <p><b>Descri&#231;&#227;o do caso:</b> Mulher de 25 anos,     pertencente a uma fam&#237;lia nuclear, na fase I do ciclo de Duvall, sem     antecedentes familiares relevantes, com antecedentes pessoais de     tromboembolismo pulmonar (TEP) ap&#243;s in&#237;cio de COC, na sequ&#234;ncia do qual se     identificou muta&#231;&#227;o heterozig&#243;tica G20210A do gene da protrombina. Cumpriu     hipocoagula&#231;&#227;o durante os seis meses seguintes. Tem uma irm&#227; de 22 anos a     considerar iniciar contrace&#231;&#227;o. H&#225; cerca de um ano, por planear engravidar, foi     enviada a consulta de apoio &#224; fertilidade, tendo indica&#231;&#227;o para ser     reencaminhada caso engravidasse. A 29 de janeiro de 2015 veio &#224; consulta por     suspeita de gravidez, confirmando-se gesta&#231;&#227;o, pelo que foi de imediato     referenciada para consulta de gravidez de risco hospitalar urgente. A 15 de     fevereiro de 2015 deu entrada no servi&#231;o de urg&#234;ncia por dispneia de in&#237;cio     s&#250;bito, com diagn&#243;stico de TEP e foi medicada com enoxaparina, que mant&#233;m no     puerp&#233;rio. A gravidez decorreu sem outras intercorr&#234;ncias com parto eut&#243;cico &#224;s     40 semanas. A rec&#233;m-nascida &#233; saud&#225;vel.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Coment&#225;rio:</b> Este caso coloca v&#225;rias     quest&#245;es ao m&#233;dico de fam&#237;lia, sobretudo a relacionada com a oportunidade de     in&#237;cio de heparina de baixo peso molecular no in&#237;cio da gravidez numa mulher     com esta muta&#231;&#227;o e, por outro lado, a discuss&#227;o sobre o rastreio da muta&#231;&#227;o em     familiares assintom&#225;ticos.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Trombofilia     Heredit&#225;ria; Contracetivos; Gravidez; Tromboembolismo Venoso.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Introduction:</b> Over 50% of cases of     hereditary thrombophilia are associated with the either the G20210A prothrombin     gene mutation or factor V Leiden. The prothrombin G20210A mutation is present     in 0.7-4% of the general population and triples the risk of thromboembolism. The     role of this mutation in the recurrence of the condition is unclear. Women with     this mutation have an increased risk of thrombotic events during pregnancy and     with oral contraceptives. The aim of this report is to raise awareness of the     factors that contributed to thromboembolism in a young woman and to discuss the     implications for the individual and the family.</p>       <p><b>Case description:</b>&nbsp;A 25-year-old     female in a nuclear family at stage I of the Duvall cycle, without a family     history of embolism, developed a pulmonary thromboembolism (PT) after receiving     a combined oral contraceptive. The G20210A prothrombin gene heterozygous     mutation was identified. She was put on anticoagulant therapy for six months.     One year ago she expressed a desire to conceive and was referred for     preconception counseling at a local hospital. She was advised to return to     hospital in case of pregnancy. Following confirmation of pregnancy by her     family doctor at the end of January 2015, the patient was immediately referred     to the hospital for a high-risk pregnancy consultation. In February she was     admitted to the emergency department with the sudden onset of dyspnea and was     diagnosed with a PT. Enoxaparin&nbsp;therapy was started and continued     postpartum. There were no other complications and a healthy baby was delivered     at 40 weeks of gestation by a normal delivery. The patient has a 22-year-old     sister who is considering starting contraception.</p>       <p><b>Comment:</b> This case highlights the     importance of starting low molecular weight heparin treatment in early pregnancy     in women with this mutation. It also stresses the importance of screening for     the mutation in asymptomatic relatives.</p>       <p><b>Keywords:</b> Hereditary; Thrombophilia;     Contraceptive Agents; Pregnancy; Venous Thromboembolism.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em Portugal,     segundo o Inqu&#233;rito Nacional de Sa&#250;de 2005/2006, 85,1% da popula&#231;&#227;o feminina em     idade f&#233;rtil utilizava algum m&#233;todo contracetivo. Entre estas mulheres, o     contracetivo oral era o m&#233;todo de elei&#231;&#227;o em 65,6% dos casos.<sup>1</sup></p>       <p>V&#225;rios     fatores condicionam a escolha do m&#233;todo contracetivo, pelo que a op&#231;&#227;o deve ser     partilhada e ter em conta riscos e contraindica&#231;&#245;es.<sup>2</sup> No caso dos     contracetivos orais combinados (COC) em particular, uma revis&#227;o da <i>Cochrane</i> concluiu que todos apresentavam     um risco aumentado de trombose venosa, que depende n&#227;o s&#243; da dose de estrog&#233;nio     mas tamb&#233;m do tipo de progestativo usado (maior com os de terceira, como o     gestodeno, e quarta gera&#231;&#245;es).<sup>3</sup> Para o anel vaginal e para o adesivo     transd&#233;rmico, que cont&#234;m progestativos de terceira gera&#231;&#227;o, os estudos s&#227;o limitados.     Relativamente ao adesivo, comparativamente a COC contendo progestativos de     segunda gera&#231;&#227;o, alguns estudos demostraram um maior risco tromboemb&#243;lico,     enquanto outros mostraram um risco similiar. No que diz respeito ao anel, os     dados s&#227;o ainda mais escassos e um estudo americano mostrou um risco semelhante     ao dos COC na sua generalidade.<sup>4</sup></p>       <p>Por outro     lado, as trombofilias s&#227;o condi&#231;&#245;es tamb&#233;m associadas a um aumento do risco de     tromboembolismo venoso (TEV). Entre estas, a muta&#231;&#227;o G20210A do gene da protrombina     e a muta&#231;&#227;o do fator V de Leiden s&#227;o as mais frequentes e est&#227;o associadas a     50-60% dos casos de trombofilia heredit&#225;ria.<sup>5</sup> Um estudo     multic&#234;ntrico europeu identificou uma preval&#234;ncia da muta&#231;&#227;o G20210A do gene da     protrombina na popula&#231;&#227;o geral entre 0,7 e 4,0%.<sup>6</sup> Esta muta&#231;&#227;o     condiciona um aumento do risco tromboemb&#243;lico de cerca de 2,8 vezes (que varia     consoante os estudos);<sup>7</sup> contudo, o seu papel n&#227;o &#233; claro na     recorr&#234;ncia dos eventos. Nestes doentes, com risco tromb&#243;tico de base     aumentado, &#233; geralmente necess&#225;ria uma condi&#231;&#227;o adicional com potencial     tromb&#243;tico para despoletar um evento tromboemb&#243;lico, como uma neoplasia,     cirurgia, imobiliza&#231;&#227;o, viagens de longo curso, toma de COC ou     gravidez/p&#243;s-parto, o que refor&#231;a a etiologia multifatorial do TEV.<sup>8</sup></p>       <p>Tendo em     conta que, no nosso pa&#237;s, a maioria das mulheres &#233; vigiada em consulta de     planeamento familiar (cerca de 77%),<sup>1</sup> em grande parte pelo seu     m&#233;dico de fam&#237;lia, o objetivo deste caso &#233; sensibilizar para os fatores que     concorreram para eventos tromboemb&#243;licos numa mulher jovem, nomeadamente o uso     de COC, a trombofilia por muta&#231;&#227;o heterozig&#243;tica G20210A do gene da protrombina     e a gravidez, aos quais o m&#233;dico de fam&#237;lia deve estar atento.</p>       <p><b>Descri&#231;&#227;o do caso</b></p>       <p>Exp&#245;e-se o     caso de uma mulher, FRB, 25 anos, caucasiana, natural e residente em Navais,     com o 12.&#186; ano de escolaridade (curso de animadora sociocultural), auxiliar de     educa&#231;&#227;o num infant&#225;rio, pertencente a uma fam&#237;lia nuclear na fase I do ciclo     de Duvall e com classe m&#233;dia de Graffar. Nega medica&#231;&#227;o habitual, consumo de     t&#243;xicos (&#225;lcool, tabaco ou drogas il&#237;citas) ou alergias conhecidas. Teve     menarca aos 13 anos; sem hist&#243;ria de abortamentos, nul&#237;para.</p>       <p>Na hist&#243;ria     familiar reporta apenas um caso de acidente vascular isqu&#233;mico em prima de     segundo grau do lado materno; sem outros antecedentes relevantes (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n5/31n5a07f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos     antecedentes pessoais regista-se excesso de peso e veias varicosas com     classifica&#231;&#227;o CEAP 1. Al&#233;m disso, aos 17 anos, um dia ap&#243;s ter iniciado COC     (0,02mg etinilestradiol e 0,075mg gestodeno), desenvolveu um quadro de     instala&#231;&#227;o s&#250;bita de dispneia, palpita&#231;&#245;es e dor tor&#225;cica. Na sequ&#234;ncia desse     epis&#243;dio recorreu ao hospital da &#225;rea de resid&#234;ncia, tendo tido alta medicada     para intercorr&#234;ncia respirat&#243;ria, com cefuroxima 250mg e inalador com 250mg de     propionato de fluticasona e 50mg de salmeterol de 12/12h. Tr&#234;s dias depois     dirigiu-se &#224; urg&#234;ncia de um hospital privado, onde fez radiografia pulmonar e     teve alta com indica&#231;&#227;o de manter a medica&#231;&#227;o pr&#233;via. Por agravamento     progressivo do quadro ao longo de uma semana recorreu novamente ao hospital da     &#225;rea de resid&#234;ncia e, por suspeita de tromboembolismo pulmonar (TEP), foi     transferida para o Hospital Pedro Hispano onde foi confirmado o diagn&#243;stico de     TEP extenso (<a href="#f2">Figura 2</a>), tendo ficado internada. Teve alta hipocoagulada com     acenocumarol, que manteve durante seis meses, com indica&#231;&#227;o de suspender o COC     e de utilizar m&#233;todo de barreira como contracetivo. Foi acompanhada em consulta     de medicina interna, tendo realizado estudo protromb&#243;tico que identificou uma     muta&#231;&#227;o heterozig&#243;tica G20210A do gene da protrombina.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n5/31n5a07f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>       <p>Iniciou     contrace&#231;&#227;o com implante progestativo subcut&#226;neo ap&#243;s terminar hipocoagula&#231;&#227;o     terap&#234;utica. Suspendeu este m&#233;todo aos 25 anos porque pretendia engravidar e,     por isso, foi enviada pela m&#233;dica de fam&#237;lia a consulta de apoio &#224; fertilidade     do hospital de refer&#234;ncia. Foi decidido n&#227;o iniciar terap&#234;utica     tromboprofil&#225;tica. A doente teve alta da consulta com indica&#231;&#227;o de ser     referenciada a consulta de gravidez de risco, logo que engravidasse, para     ponderar profilaxia. Iniciou &#225;cido f&#243;lico.</p>       <p>A 19 de     janeiro de 2015 veio &#224; consulta aberta da sua m&#233;dica de fam&#237;lia, com queixas de     mal-estar geral, amenorreia de cerca de tr&#234;s meses e tens&#227;o mam&#225;ria. Cerca de     um m&#234;s antes tinha realizado teste imunol&#243;gico de gravidez (TIG), que foi     negativo. Na consulta repetiu TIG, que foi positivo, e imediatamente foi pedida     consulta urgente de gravidez de risco e de rastreio pr&#233;-natal e iniciada     vigil&#226;ncia da gravidez.</p>       <p>Por dor tipo     dismenorreia ligeira e hemorragia escassa recorreu ao servi&#231;o de urg&#234;ncia (SU)     do Centro Hospitalar de S&#227;o Jo&#227;o (CHSJ) a 31 de janeiro de 2015, constatando-se     gravidez compat&#237;vel com nove semanas de gesta&#231;&#227;o, com embri&#227;o vi&#225;vel. Teve alta,     mostrando interesse em passar a ser seguida em consulta de obstetr&#237;cia, risco     tromb&#243;tico, deste hospital. A 15 de fevereiro de 2015 recorreu novamente ao SU     do CHSJ por dispneia de in&#237;cio s&#250;bito. Tendo em conta a contraindica&#231;&#227;o da     tomografia computorizada (TC) na gravidez, foi feito um diagn&#243;stico presuntivo     de TEP pela alta probabilidade do mesmo: antecedentes da doente, gravidez,     D-d&#237;meros e press&#227;o sist&#243;lica da art&#233;ria pulmonar elevados, eletrocardiograma     com padr&#227;o S1T3 e taquicardia sinusal. </p>       <p>Ap&#243;s internamento     ficou medicada com enoxaparina (80mg de 12/12h).</p>       <p>A utente foi     seguida em obstetr&#237;cia do CHSJ e na Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF) at&#233; ao     final da gravidez que, de resto, decorreu sem intercorr&#234;ncias, assim como o     parto, de termo, eut&#243;cico, &#224;s 40 semanas de gesta&#231;&#227;o, sem necessidade de     indu&#231;&#227;o. A rec&#233;m-nascida nasceu com 3.485g e &#233; saud&#225;vel. M&#227;e e filha     encontram-se bem, sendo que a primeira mant&#233;m para j&#225; a administra&#231;&#227;o     subcut&#226;nea de enoxaparina.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa das     consultas de seguimento com a sua m&#233;dica de fam&#237;lia, acompanhada pela irm&#227;,     referiu que lhe foi sugerido no hospital o rastreio da muta&#231;&#227;o na irm&#227; de 22     anos, que pretendia iniciar contrace&#231;&#227;o, tendo-se encaminhado a mesma para     consulta de gen&#233;tica, a qual aguarda.</p>       <p><b>Coment&#225;rio</b></p>       <p>Na     perspetiva do m&#233;dico de fam&#237;lia, este caso mostra-se relevante por v&#225;rios     motivos, nomeadamente por apresentar a situa&#231;&#227;o de uma mulher com dois     epis&#243;dios de TEP que ocorreram em contexto de trombofilia por muta&#231;&#227;o     heterozig&#243;tica G20210A do gene da protrombina associada a condi&#231;&#245;es de     hiperestrogenismo.</p>       <p>Deste modo,     proporciona uma discuss&#227;o acerca de v&#225;rias quest&#245;es:</p>       <p><b>1. Como prever o risco tromb&#243;tico numa     mulher que inicia um contracetivo hormonal combinado (CHC)?</b></p>       <p>A incid&#234;ncia     do TEV &#233; de cerca de dois a tr&#234;s por cada mil indiv&#237;duos. Assim, apesar dos CHC     aumentarem o risco relativo de TEV, em termos de risco absoluto o efeito n&#227;o &#233;     t&#227;o not&#243;rio e, na maior parte das vezes, os CHC parecem ser apenas o     precipitante do evento, n&#227;o tendo qualquer efeito delet&#233;rio neste aspeto em     mulheres saud&#225;veis.<sup>9-10</sup></p>       <p>Por este     motivo, antes de se iniciar um CHC numa mulher deve ser avaliado o seu risco     tromb&#243;tico, questionando acerca da hist&#243;ria pessoal e familiar (sobretudo em     familiares de primeiro grau) de eventos tromboemb&#243;licos, sendo que esta &#250;ltima     tem uma sensibilidade e um valor preditivos muito baixos, mesmo em popula&#231;&#245;es     de alta preval&#234;ncia.<sup>9-10</sup> Um evento anterior de TEV constitui uma     contraindica&#231;&#227;o absoluta para o uso de CHC, assim como a imobiliza&#231;&#227;o     prolongada e o estado de portador de trombofilia.<sup>4,10</sup> Contudo, o     rastreio universal de trombofilias antes de se iniciar um CHC n&#227;o est&#225;     recomendado, n&#227;o se tendo mostrado custo-efetivo, especialmente no caso das     trombofilias <i>minor,</i> com risco     tromb&#243;tico moderado (como &#233; o caso da muta&#231;&#227;o heterozig&#243;tica G20210A do gene da     protrombina), devendo ser efetuado apenas em situa&#231;&#245;es selecionadas de alto     risco.<sup>11</sup></p>       <p>Outros     fatores que devem ser avaliados antes de iniciar um CHC incluem a idade, a     exposi&#231;&#227;o a cirurgias <i>major,</i> o &#237;ndice     de massa corporal, os h&#225;bitos tab&#225;gicos e o p&#243;s-parto imediato, assim como a     presen&#231;a de comorbilidades como hipertens&#227;o n&#227;o controlada, doen&#231;a     cardiovascular, diabetes com complica&#231;&#245;es, obesidade grau II ou III, doen&#231;a     hep&#225;tica, enxaqueca e os f&#225;rmacos concomitantes.<sup>2,4</sup></p>       <p>Esta mulher     n&#227;o tinha quaisquer fatores de risco que contraindicassem o uso de CHC e que     fizessem prever a ocorr&#234;ncia de um TEV.</p>       <p><b>2. Em que situa&#231;&#245;es dever&#227;o ser rastreadas     as trombofilias heredit&#225;rias?</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tendo em     conta o elevado custo do estudo laboratorial, o rastreio deve obedecer a     crit&#233;rios. O teste de indiv&#237;duos selecionados pode fornecer uma indica&#231;&#227;o do     risco de recorr&#234;ncia ap&#243;s a interrup&#231;&#227;o da hipocoagula&#231;&#227;o terap&#234;utica. Assim,     este estudo parece ser mais prof&#237;cuo em indiv&#237;duos que tiveram um evento de TEV     antes dos 50 anos, na aus&#234;ncia de fatores de risco transit&#243;rios, epis&#243;dios     recorrentes ou trombose venosa em lugares at&#237;picos (mesent&#233;rica, espl&#233;nica,     hep&#225;tica, renal ou cerebral) e em mulheres com hist&#243;ria obst&#233;trica adversa.<sup>12</sup></p>       <p>Mais     controverso &#233; o rastreio em indiv&#237;duos assintom&#225;ticos e sobretudo em familiares     de doentes com trombofilia, em que o objetivo ser&#225; prevenir a exposi&#231;&#227;o ou     instituir profilaxia em situa&#231;&#245;es de risco. Alguns autores defendem o seu     rastreio se tiver sido detetada uma muta&#231;&#227;o espec&#237;fica num familiar de primeiro     grau.<sup>12</sup> Por outro lado, outros n&#227;o o recomendam,<sup>12</sup> sobretudo em mulheres que pretendam iniciar contrace&#231;&#227;o ou terap&#234;utica hormonal     de substitui&#231;&#227;o, advogando que, independentemente do resultado do rastreio,     devem sempre ser considerados m&#233;todos alternativos se houver antecedentes     familiares de TEV.<sup>13</sup> O estudo <i>European     Prospective Cohort on Thrombophilia</i> (EPCOT) sugere que em muta&#231;&#245;es como a     G20210A do gene da protrombina, tendo em conta que a sua contribui&#231;&#227;o num primeiro     epis&#243;dio de TEV idiop&#225;tico &#233; baixa, n&#227;o deve haver lugar ao rastreio por rotina     dos familiares dos portadores. No entanto, prop&#245;e que este seja considerado     caso o indiv&#237;duo entre numa fase em que o risco se preveja longo, como na     gravidez ou diagn&#243;stico de malignidade.<sup>14</sup></p>       <p>Assim, neste     caso, rastrear ou n&#227;o rastrear a irm&#227; da utente seriam ambas op&#231;&#245;es l&#237;citas,     desde que esta fosse devidamente esclarecida acerca das vantagens e     desvantagens do rastreio, de modo a fazer uma escolha informada. Caso se optasse     por um contracetivo progestativo ou n&#227;o hormonal (que seriam prefer&#237;veis neste     caso j&#225; que esta apresenta um potencial fator de risco adicional: obesidade),     poder-se-ia prescindir do rastreio. Por outro lado, perante a hip&#243;tese de     gravidez, este poder&#225; ser vantajoso. Ainda que n&#227;o existam recomenda&#231;&#245;es     universais acerca de quem rastrear, o <i>American     College of Obstetricians and Gynaecologists</i> sugere faz&#234;-lo quando os     resultados possam influenciar a atitude terap&#234;utica durante a gravidez.<sup>15</sup></p>       <p><b>3. Que situa&#231;&#245;es devem motivar in&#237;cio de     tromboprofilaxia nos portadores da muta&#231;&#227;o?</b></p>       <p>A ocorr&#234;ncia     de um TEV aumenta a probabilidade de um segundo evento, mas a ocorr&#234;ncia da     muta&#231;&#227;o por si s&#243; n&#227;o parece justific&#225;-lo. Desta forma, sugere-se     tromboprofilaxia em caso de gravidez se epis&#243;dio pr&#233;vio de TEV ou se houver     fatores de risco adicionais (o mesmo se prop&#245;e para as cirurgias ou viagens     longas) ou complica&#231;&#245;es adversas em gesta&#231;&#227;o anterior. Por outro lado, esta     deve ser mantida <i>ad eternum</i> se     tiverem existido duas ou mais tromboses venosas idiop&#225;ticas, um epis&#243;dio     espont&#226;neo que amea&#231;ou a vida ou que ocorreu num local incomum ou uma trombose     idiop&#225;tica com exist&#234;ncia de mais que uma muta&#231;&#227;o protromb&#243;tica.<sup>16-18</sup></p>       <p>A presen&#231;a     da muta&#231;&#227;o tamb&#233;m n&#227;o justifica prolongamento do tempo de tratamento de um     evento agudo para al&#233;m dos tr&#234;s a seis meses, devendo este ser determinado pela     persist&#234;ncia do fator desencadeante.<sup>17-18</sup></p>       <p><b>4. Neste caso, qual seria o <i>timing</i> adequado para in&#237;cio de     profilaxia? Durante quanto tempo deveria ser mantida?</b></p>       <p>Nas mulheres     com muta&#231;&#245;es com risco tromb&#243;tico moderado, o risco de TEV associado &#224; gravidez     ou p&#243;s-parto &#233; superior &#224;quele associado ao uso de CHC.<sup>11</sup> Assim,     esta mulher, por j&#225; ter tido um epis&#243;dio de TEV associado &#224; toma de CHC, teria     indica&#231;&#227;o para iniciar tromboprofilaxia com heparina de baixo peso molecular     desde o in&#237;cio da gravidez at&#233; seis a oito semanas ap&#243;s o parto,<sup>18</sup> tendo-se falhado, no caso, uma janela de oportunidade que favoreceu a     ocorr&#234;ncia de um segundo TEP.</p>       <p><b>5. Que outras implica&#231;&#245;es poder&#225; ter esta     muta&#231;&#227;o para esta mulher e que precau&#231;&#245;es tomar?</b></p>       <p>Durante uma     gravidez, o TEV poder&#225; n&#227;o ser a &#250;nica consequ&#234;ncia da presen&#231;a da muta&#231;&#227;o,     podendo estar tamb&#233;m associada a perda fetal tardia, perdas fetais recorrentes,     parto pr&#233;-termo, descolamento de placenta, pr&#233;-ecl&#226;mpsia grave e restri&#231;&#227;o de     crescimento intrauterino.<sup>19</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta mulher     teve dois epis&#243;dios em que foi poss&#237;vel identificar os eventos despoletantes,     ambos em contexto de hiperestrogenismo, pelo que o que est&#225; preconizado &#233; que     n&#227;o &#233; necess&#225;rio manter hipocoagula&#231;&#227;o profil&#225;tica indefinidamente, mas     consider&#225;-la sempre que se prevejam fatores de risco adquiridos que aumentem o     risco de TEV. Isto significa que contrace&#231;&#227;o, gravidezes futuras, cirurgias,     viagens e institui&#231;&#227;o de terap&#234;utica hormonal na menopausa devem ser     cuidadosamente planeadas. N&#227;o obstante, dever&#225; ser sempre esclarecida a mulher     sobre o risco de cada interven&#231;&#227;o de modo a que esta fa&#231;a a sua op&#231;&#227;o.</p>       <p>Relativamente     ao m&#233;todo contracetivo a usar no futuro, os poucos estudos existentes referem     um risco negligenci&#225;vel de TEV associado ao uso de progestativo oral ou     injet&#225;vel e aus&#234;ncia de risco aumentado com o uso de implante subcut&#226;neo ou     dispositivo intrauterino.<sup>4</sup> Portanto, estes &#250;ltimos, tal como o     m&#233;todo de barreira, devem ser os m&#233;todos preferidos numa mulher com hist&#243;ria     pr&#233;via de TEV ou de trombofilia,<sup>20</sup> como &#233; o caso desta mulher.</p>       <p>Esta mulher     jovem compreendeu a import&#226;ncia da sua condi&#231;&#227;o e as poss&#237;veis implica&#231;&#245;es da     mesma no futuro, tendo contado sempre com o apoio da fam&#237;lia. Consequentemente,     aderiu sempre &#224; medica&#231;&#227;o prescrita, referindo apenas em rela&#231;&#227;o &#224;     hipocoagula&#231;&#227;o a ocorr&#234;ncia de equimoses f&#225;ceis, mas que n&#227;o interferiam com a     sua qualidade de vida. Perante o segundo evento mostrou-se receosa relativamente     &#224; possibilidade de ter de manter hipocoagula&#231;&#227;o <i>ad eternum,</i> mas foi desde logo tranquilizada pela obstetra     assistente de que essa hip&#243;tese seria pouco prov&#225;vel, vivendo serenamente a sua     gravidez.</p>       <p>Este relato     de caso re&#250;ne duas situa&#231;&#245;es muito frequentes no consult&#243;rio do m&#233;dico de     fam&#237;lia, nomeadamente o in&#237;cio de contrace&#231;&#227;o e o acompanhamento de uma     gravidez e as implica&#231;&#245;es da exist&#234;ncia de uma trombofilia, neste caso, da     muta&#231;&#227;o G20210A no desfecho de cada uma delas e os cuidados a ter, contribuindo     para uma melhoria da pr&#225;tica cl&#237;nica.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Instituto     Nacional de Estat&#237;stica, Instituto Nacional de Sa&#250;de Dr. Ricardo Jorge.     Inqu&#233;rito nacional de sa&#250;de 2005/2006. Lisboa: INSA; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S2182-5173201500050000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Pacheco     A, Machado AI, Costa AR, Lanhoso A, Cruz E, Palma F, et al. Estoril: Sociedade     Portuguesa de Ginecologia; Sociedade Portuguesa da Contrace&#231;&#227;o; Sociedade     Portuguesa de Medicina da Reprodu&#231;&#227;o; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S2182-5173201500050000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. de Bastos     M, Stegeman BH, Rosendaal FR, Van Hylckama Vlieg A, Helmerhorst FM, Stijnen T,     et al. Combined oral contraceptives: venous thrombosis. Cochrane Database Syst     Rev. 2014;(3):CD010813.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S2182-5173201500050000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>4. Faculty     of Sexual &amp; Reproductive Healthcare. Venous thromboembolism (VTE) and     hormonal contraception: statement. London: Royal College of Obstetricians &amp;     Gynaecologists; 2014. Available from:     <a href="http://www.fsrh.org/pdfs/FSRHStatementVTEandHormonalContraception.pdf" target="_blank">http://www.fsrh.org/pdfs/FSRHStatementVTEandHormonalContraception.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S2182-5173201500050000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Poort SR,     Rosendaal FR, Reitsma PH, Bertina RM. A common genetic variation in the     3'-untranslated region of the prothrombin gene is associated with elevated     plasma prothrombin levels and an increase in venous thrombosis. Blood.     1996;88(10):3698-703.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S2182-5173201500050000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Rosendaal     FR, Doggen CJ, Zivelin A, Arruda VR, Aiach M, Siscovick DS, et al. Geographic     distribution of the 20210 G to A prothrombin variant. Thromb Haemost.     1998;79(4):706-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S2182-5173201500050000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Bauer KA.     The thrombophilias: well-defined risk factors with uncertain therapeutic     implications. Ann Intern Med. 2001;135(5):367-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S2182-5173201500050000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Bauer KA.     Prothrombin gene mutation: thrombotic risk and diagnosis. UpToDate; 2014 (updated     2015 Sep; cited 2015 Mar). Available from:    <a href="http://www.uptodate.com/contents/prothrombin-gene-mutation-thrombotic-risk-and-diagnosis" target="_blank">http://www.uptodate.com/contents/prothrombin-gene-mutation-thrombotic-risk-and-diagnosis</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S2182-5173201500050000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9.     Middeldorp S. Oral contraceptives and the risk of venous thromboembolism. Gend     Med. 2005;2 Suppl A:S3-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S2182-5173201500050000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. 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