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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CARTA &#192; DIRECTORA</b></p>     <p><font size="4"><b>DSM-5: oportunidade perdida ou     classifica&#231;&#227;o poss&#237;vel?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>DSM-5: A missed opportunity or a possible classification?</b></font></p>       <p><b>Pedro   Morgado*</b></p>       <p>*Escola de     Ci&#234;ncias da Sa&#250;de, Universidade do Minho</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Correspondendo     ao convite do vosso &#250;ltimo editorial,<sup>1</sup> refletimos brevemente sobre a     quinta revis&#227;o do <i>Diagnostic and Statistical     Manual of Mental Disorders</i> (DSM-5):</p>       <p>1. As     doen&#231;as psiqui&#225;tricas s&#227;o doen&#231;as do c&#233;rebro. Se mais raz&#245;es n&#227;o houvesse para     sustentar esta evid&#234;ncia, o contributo inequ&#237;voco do conhecimento cient&#237;fico     das neuroci&#234;ncias e da psicologia para o desenvolvimento da psiquiatria e para     o estabelecimento de novas estrat&#233;gias terap&#234;uticas, a que assistimos ao longo     das &#250;ltimas d&#233;cadas, seria suficientemente esclarecedor.</p>       <p>2. O     reconhecimento da <i>disfun&#231;&#227;o cerebral</i> como condi&#231;&#227;o <i>sine qua non</i> para o     estabelecimento da doen&#231;a psiqui&#225;trica n&#227;o representa nem a condena&#231;&#227;o da     psiquiatria ao reducionismo de uma <i>neurologia     da alma</i> nem diminui a import&#226;ncia dos fatores causais e contextuais para o     desenvolvimento de determinada patologia, em determinado momento e em determinado     sujeito.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3. A press&#227;o     biopsicossocial opera sobre um ser que &#233; individual, gen&#233;tico, fisiol&#243;gico e     anat&#243;mico, reconfigurando o seu funcionamento individual, gen&#233;tico, fisiol&#243;gico     e anat&#243;mico. &#201; por isso que n&#227;o nos surpreendemos quando nos demonstram que o     c&#233;rebro dos pobres &#233; mais pequeno que o c&#233;rebro dos ricos<sup>2</sup> ou que o     c&#233;rebro dos idosos a quem o Estado Novo privou de uma escolaridade consistente     tem uma menor reserva cognitiva do que aqueles que puderam estudar durante mais     anos.<sup>3</sup> Al&#233;m do mais, a perspetiva biopsicossocial n&#227;o &#233; uma mat&#233;ria     da psiquiatria, mas uma obriga&#231;&#227;o de toda a medicina, a come&#231;ar naturalmente     pela medicina geral e familiar.</p>       <p>4. Ao     dedicar-se &#224;s altera&#231;&#245;es mais subtis do mais complexo sistema do corpo humano,     a psiquiatria tem sobrevivido pela rigorosa e detalhada descri&#231;&#227;o sintom&#225;tica,     organizando as doen&#231;as pelas suas caracter&#237;sticas fenot&#237;picas (ou     fenomenol&#243;gicas). &#201; tamb&#233;m por isso que o famoso DSM, acr&#243;nimo de l&#237;ngua     inglesa para <i>Diagnostic and Statistical     Manual of Mental Disorders,</i> tem estado sob o fogo cruzado das     neuroci&#234;ncias, que acusam esta organiza&#231;&#227;o - que tem sido a poss&#237;vel,     note-se - de furtar-se &#224; valida&#231;&#227;o emp&#237;rica proporcionada pelos     conhecimentos da gen&#233;tica, da neuroimagem, da ci&#234;ncia cognitiva e da patofisiologia     neural.</p>       <p>5. &#201; por     isso que a psiquiatria distingue de forma criteriosamente detalhada a     perturba&#231;&#227;o de stress p&#243;s-traum&#225;tico, a perturba&#231;&#227;o de p&#226;nico, a agorafobia, a     fobia social e as fobias espec&#237;ficas, enquanto as neuroci&#234;ncias as enquadram,     conjuntamente, nas disfun&#231;&#245;es dos circuitos do medo induzidas pelo stress.<sup>4-5</sup> Do mesmo modo, o stress surge como agente causal de uma pan&#243;plia t&#227;o vasta de     doen&#231;as que abrange praticamente toda a psiquiatria, o que nos convoca     necessariamente para uma reflex&#227;o acerca da sua inespecificidade enquanto fator     contextual e causal.<sup>6-7 </sup></p>       <p>6. Na     verdade, os sucessivos DSMs, do I ao 5, falharam sempre a ansiada revolu&#231;&#227;o da     psiquiatria, porque outra coisa n&#227;o seria poss&#237;vel sen&#227;o afirmarem-se como     atualiza&#231;&#245;es e evolu&#231;&#245;es consensualizadas e contextualizadas dos s&#237;ndromas     cl&#237;nicos psiqui&#225;tricos.</p>       <p>7. Hoje como     ontem, com DSM ou sem ele, a psiquiatria na medicina geral e familiar assenta     no reconhecimento dos s&#237;ndromas cl&#237;nicos, na identifica&#231;&#227;o dos fatores     contextuais que favorecem o desenvolvimento das doen&#231;as mentais, no     aprofundamento da rela&#231;&#227;o e da comunica&#231;&#227;o m&#233;dico-doente e no conhecimento dos     mecanismos cerebrais subjacentes &#224;s diferentes patologias por forma a     proporcionar os tratamentos farmacol&#243;gicos e psicoterap&#234;uticos mais eficazes,     melhorando a experi&#234;ncia subjetiva da doen&#231;a psiqui&#225;trica.</p>       <p>8. Ansiamos     todos que a revolu&#231;&#227;o chegue com o sistema classificativo seguinte. Talvez     estejamos mais perto do que nunca.<sup>2</sup></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Teixeira     PM. DSM I, II, III, IV, 5 (1952-2013). Rev Port Med Geral Fam.     2015;31(3):164-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000021&pid=S2182-5173201500050001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. Noble KG,     Houston SM, Brito NH, Bartsch H, Kan E, et al. Family income, parental     education and brain structure in children and adolescents. Nat Neurosci.     2015;18(5):773-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000023&pid=S2182-5173201500050001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Santos     NC, Costa PS, Amorim L, Moreira PS, Cunha P, Cotter J, et al. Exploring the     factor structure of neurocognitive measures in older individuals. PLoS One.     2015;10(4):e0124229.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000025&pid=S2182-5173201500050001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Friedman     MJ, Resick PA, Bryant RA, Strain J, Horowitz M, Spiegel D. Classification of     trauma and stressor-related disorders in DSM-5. Depress Anxiety.     2011;28(9):737-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000027&pid=S2182-5173201500050001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. P&#234;go JM,     Morgado P, Pinto LG, Cerqueira JJ, Almeida OF, Sousa N. Dissociation of the     morphological correlates of stress-induced anxiety and fear. Eur J Neurosci.     2008;27(6):1503-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S2182-5173201500050001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Morgado     P, Freitas D, Bessa JM, Sousa N, Cerqueira JJ. Perceived stress in     obsessive-compulsive disorder is related with obsessive but not compulsive     symptoms. Front Psychiatry. 2013;4:21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S2182-5173201500050001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7. Morgado     P, Sousa N, Cerqueira JJ. The impact of stress in decision making in the     context of uncertainty. J Neurosci Res. 2015;93(6):839-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S2182-5173201500050001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>E-mail: <a href="mailto:pedromorgado@ecsaude.uminho.pt">pedromorgado@ecsaude.uminho.pt</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito de interesses</b></p>       <p>O autor     declara n&#227;o apresentar conflito de interesses.</p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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