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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>Mindfulness ou medica&#231;&#227;o na preven&#231;&#227;o da recorr&#234;ncia de depress&#227;o?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Mindfulness or medication in the prevention of depressive relapse?</b></font></p>       <p>Nuno Bas&#237;lio*, Sofia   Figueira**</p>       <p>*M&#233;dico     Interno de Medicina Geral e Familiar, USF     Carcavelos</p>       <p>**M&#233;dica   Interna de Medicina Geral e Familiar, USF S.   Juli&#227;o</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p>Kuyken W,     Hayes R, Barrett B, Byng R, Dalgleish T, Kessler D, et al. Effectiveness and     cost-effectiveness of mindfulness-based cognitive therapy compared with     maintenance antidepressant treatment in the prevention of depressive relapse or     recurrence (PREVENT): a randomized controlled trial. Lancet.     2015;386(9988):63-73.</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>Nos     indiv&#237;duos com depress&#227;o recorrente, pela maior probabilidade de reca&#237;da, est&#225;     indicada a utiliza&#231;&#227;o de terap&#234;utica farmacol&#243;gica durante dois anos.     Recentemente, v&#225;rias t&#233;cnicas n&#227;o farmacol&#243;gicas t&#234;m sido testadas e validadas     como alternativa neste grupo de pacientes. A terap&#234;utica cognitiva baseada na     t&#233;cnica de <i>Mindfulness</i> (MBCT) tem     demonstrado reduzir o risco de recorr&#234;ncia de depress&#227;o atrav&#233;s da capacita&#231;&#227;o     dos praticantes no reconhecimento de sintomas e sinais relacionados com a     recidiva, mas os seus efeitos nunca foram comparados com terap&#234;utica     antidepressiva. O estudo PREVENT procurou demonstrar se a MBCT associada a     redu&#231;&#227;o/descontinua&#231;&#227;o da terap&#234;utica antidepressiva &#233; superior &#224; manuten&#231;&#227;o da     terap&#234;utica farmacol&#243;gica na preven&#231;&#227;o da reca&#237;da na depress&#227;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodologia</b></p>       <p>Tratou-se de     um estudo multic&#234;ntrico, cego e randomizado, com dois bra&#231;os de tratamento     paralelos em que se comparou a manuten&#231;&#227;o da terap&#234;utica antidepressiva com a     utiliza&#231;&#227;o de MBCT associada a redu&#231;&#227;o/descontinua&#231;&#227;o da terap&#234;utica     farmacol&#243;gica. Os participantes foram recrutados nos cuidados de sa&#250;de     prim&#225;rios de quatro centros, urbanos e rurais, do Reino Unido, tendo como     crit&#233;rio de inclus&#227;o o diagn&#243;stico de depress&#227;o major recorrente em remiss&#227;o     parcial ou total segundo os crit&#233;rios cl&#237;nicos presentes no DSM-IV. Como     crit&#233;rios de exclus&#227;o foram definidos: presen&#231;a de epis&#243;dio depressivo major     ativo, abuso de subst&#226;ncias, psicose atual ou pregressa, comportamento     antissocial recorrente, autoagressividade persistente e utiliza&#231;&#227;o de outra     t&#233;cnica psicoterap&#234;utica. O recrutamento baseou-se na consulta de listas de     utentes nos referidos centros e divulga&#231;&#227;o do estudo para participa&#231;&#227;o de     pacientes volunt&#225;rios. A triagem dos participantes foi realizada por m&#233;dicos de     fam&#237;lia (MF), no primeiro caso, e por via telef&#243;nica, no segundo. No in&#237;cio do     estudo foi enviada a todos os participantes uma carta de participa&#231;&#227;o e     aplicada uma escala de estratifica&#231;&#227;o de sintomas (GRID-HAMD) para distin&#231;&#227;o     dos casos em remiss&#227;o total ou parcial. A randomiza&#231;&#227;o respeitou um ratio de     1:1 e foi realizada atrav&#233;s de aleatoriza&#231;&#227;o inform&#225;tica. No bra&#231;o de     tratamento onde foi aplicada MBCT realizaram-se oito sess&#245;es de grupo     orientadas por terapeutas treinados e avaliados, com dura&#231;&#227;o de duas horas e 25     minutos e frequ&#234;ncia semanal, decorrendo mais quatro sess&#245;es facultativas de     refor&#231;o durante o ano seguinte. Para a descontinua&#231;&#227;o de antidepressivos cada     participante teve o apoio do terapeuta e do seu MF. No grupo de manuten&#231;&#227;o da     terap&#234;utica antidepressiva, os participantes foram acompanhados pelos seus MF     no controlo sintom&#225;tico. Durante o estudo, e ap&#243;s cada avalia&#231;&#227;o de seguimento,     todos os participantes foram convidados a manter a ades&#227;o ao esquema proposto,     sendo livres de modificar as suas op&#231;&#245;es terap&#234;uticas. Foram realizadas seis     avalia&#231;&#245;es: antes da randomiza&#231;&#227;o, um m&#234;s ap&#243;s as oito sess&#245;es e aos 9, 12, 18     e 24 meses.</p>       <p>O <i>outcome</i> prim&#225;rio, tempo at&#233;     reca&#237;da/recorr&#234;ncia, foi avaliado atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o do m&#243;dulo de depress&#227;o     do <i>Structured Clinical Interview for     DSM-IV</i> (SCID), enquanto os outcomes secund&#225;rios foram avaliados com recurso     a escalas pr&#243;prias, nomeadamente o n&#250;mero de dias livres de sintomas (SCID),     sintomas depressivos residuais <i>(GRID-Hamilton     Rating Scale for Depression</i> e <i>Beck     Depression Inventory),</i> comorbilidade m&#233;dica <i>(Medical Symptom Checklist)</i> e psiqui&#225;trica (SCID), qualidade de     vida <i>(WHO Quality of Life Instrument</i> e <i>EQ-5D-3L)</i> e custo-efetividade. </p>       <p>A amostra     foi dimensionada em 420 participantes com o objetivo de identificar uma     diferen&#231;a entre ambos os bra&#231;os correspondente a um <i>hazard ratio</i> de 0,63, com um poder de 90% e admitindo 20% de perdas     para seguimento. </p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Foram     identificados e randomizados 424 participantes (212 para cada bra&#231;o do estudo).     Nas v&#225;rias caracter&#237;sticas analisadas (g&#233;nero, idade, religi&#227;o, estado civil,     educa&#231;&#227;o, rendimentos, estrato social, qualidade de vida e caracter&#237;sticas     psiqui&#225;tricas, como o tipo e intensidade de sintomas e a presen&#231;a de abusos     durante a juventude) n&#227;o se encontraram diferen&#231;as significativas, com exce&#231;&#227;o     de uma propor&#231;&#227;o superior de participantes do g&#233;nero feminino no grupo de     manuten&#231;&#227;o de terap&#234;utica antidepressiva. Em rela&#231;&#227;o &#224; ades&#227;o terap&#234;utica, 76%     dos participantes mantiveram uma dose terap&#234;utica de antidepressivo durante os     dois anos e 83% completaram quatro ou mais sess&#245;es de MBCT. N&#227;o foi     identificada diferen&#231;a entre ambos os grupos no tempo at&#233; reca&#237;da ou recidiva     durante os dois anos de seguimento (<i>hazard     ratio</i> 0,89; IC 95% 0,67-1,18; p=0,43) nem no n&#250;mero de efeitos adversos     graves. Apenas no subgrupo de participantes que reportaram maior gravidade de     abusos na juventude, a MBCT mostrou ser superior &#224; terap&#234;utica farmacol&#243;gica.     Nos <i>outcomes</i> secund&#225;rios tamb&#233;m n&#227;o     foi identificada nenhuma diferen&#231;a entre os dois grupos, nomeadamente na avalia&#231;&#227;o     do custo-efetividade.</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>O PREVENT     foi o maior estudo de aplica&#231;&#227;o cl&#237;nica de MBCT, apresentando como pontos     fortes a avalia&#231;&#227;o externa dos t&#233;cnicos no desempenho da MBCT, a recolha de <i>outcomes</i> com <i>blinding</i> dos investigadores e a alta taxa de ades&#227;o terap&#234;utica     durante um longo per&#237;odo de seguimento. Como limita&#231;&#227;o, os autores assinalam a     aus&#234;ncia de um grupo controlo e a especificidade da amostra. Segundo os     autores, o estudo poder&#225; ser generaliz&#225;vel apenas para doentes sob terap&#234;utica antidepressiva     e com alto risco de recidiva/recorr&#234;ncia de depress&#227;o. Para pacientes de baixo     risco, a abordagem psicoeducativa ou com terap&#234;utica farmacol&#243;gica poder&#225; ser a     mais indicada.</p>       <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>       <p><i>Mindfulness</i> pode definir-se como uma     t&#233;cnica espec&#237;fica de concentra&#231;&#227;o no momento atual, intencional, mas     desprovida de ju&#237;zos de valor.<sup>1</sup> Nos anos 90 foi desenvolvida a MBCT,     que consiste numa interven&#231;&#227;o psicossocial centrada na aprendizagem desta     t&#233;cnica, tendo como objetivo a redu&#231;&#227;o do <i>stress</i> e aumento do bem-estar, integrando simultaneamente elementos da terapia     cognitiva. As interven&#231;&#245;es de MBCT devem ser breves (duas horas) e aplicadas em     pequenos grupos terap&#234;uticos (8-15 elementos).<sup>1-2</sup> Atualmente, a MBCT     &#233; recomendada nas linhas de orienta&#231;&#227;o do <i>National     Institute of Health and Care Excelence</i> (NICE) na abordagem da depress&#227;o em     adultos que apresentem um risco significativo de recidiva, que estejam     assintom&#225;ticos e que tenham antecedentes de tr&#234;s ou mais epis&#243;dios de     depress&#227;o.<sup>2</sup> Estas linhas de orienta&#231;&#227;o baseiam-se em estudos que     comprovaram a efic&#225;cia da t&#233;cnica na redu&#231;&#227;o do risco de recidiva quando     comparada com os cuidados habitualmente prestados.<sup>3-4</sup> Atendendo a     que a probabilidade de reca&#237;da em doentes com epis&#243;dio depressivo major &#233; de     50% ap&#243;s o primeiro epis&#243;dio e de 80% ap&#243;s dois ou mais epis&#243;dios, a     demonstra&#231;&#227;o de efic&#225;cia da MBCT na redu&#231;&#227;o deste risco amplia o leque de     ferramentas cl&#237;nicas na abordagem deste subgrupo de pacientes.<sup>5</sup> A     efic&#225;cia desta t&#233;cnica foi tamb&#233;m estudada em pacientes com epis&#243;dio depressivo     major ativo, tendo mostrado bons resultados na redu&#231;&#227;o de sintomas.<sup>6</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo     PREVENT &#233;, at&#233; ao momento, o maior ensaio publicado que avalia a efic&#225;cia da     MBCT no risco de recidiva, em doentes com depress&#227;o em remiss&#227;o e o &#250;nico que o     fez em compara&#231;&#227;o com a manuten&#231;&#227;o de terap&#234;utica antidepressiva.<sup>7</sup> Os resultados n&#227;o mostram superioridade da MBCT na redu&#231;&#227;o do risco de     recidiva, mas sugerem que se trata de uma alternativa eficaz &#224; manuten&#231;&#227;o da     terap&#234;utica farmacol&#243;gica neste grupo espec&#237;fico de doentes.<sup>7</sup> Tal     como j&#225; havia sido sugerido em estudos anteriores, esta t&#233;cnica parece ser t&#227;o     mais eficaz quanto maior for o risco do paciente.<sup>8</sup> Dos <i>outcomes</i> secund&#225;rios avaliados     destaca-se que o custo-efetividade da MBCT n&#227;o foi significativamente diferente     daquele associado &#224; farmacoterapia, devendo estes resultados ser analisados no     contexto do Reino Unido, em que o <i>National     Health Service</i> disp&#245;e de uma rede vasta e articulada de recursos     terap&#234;uticos (incluindo diversas modalidades de psicoterapia) na abordagem da     doen&#231;a mental. Por isso mesmo, estes dados s&#227;o imposs&#237;veis de extrapolar para a     realidade nacional. O estudo PREVENT tem como principais limita&#231;&#245;es n&#227;o ser     duplamente cego e n&#227;o incluir um grupo controlo. Por outro lado, o facto de a     MBCT incorporar m&#250;ltiplos elementos terap&#234;uticos (incluindo elementos das     t&#233;cnicas cognitivas) dificulta a identifica&#231;&#227;o do mecanismo de a&#231;&#227;o pelo qual     se atingiram os resultados referidos e n&#227;o permite afirmar que estes sejam     espec&#237;ficos da MBCT enquanto t&#233;cnica.</p>       <p>Em suma, a     MBCT &#233; uma alternativa v&#225;lida na preven&#231;&#227;o de recidivas na depress&#227;o,     nomeadamente nos pacientes de maior risco e pode vir a tornar-se uma ferramenta     eficaz na redu&#231;&#227;o da intensidade de sintomas em doentes com depress&#227;o.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Piet J,     Hougaard E. The effect of mindfulness-based cognitive therapy for prevention of     relapse in recurrent major depressive disorder: a systematic review and     meta-analysis. Clin Psychol Rev. 2011;31(6):1032-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000027&pid=S2182-5173201500050001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. National     Institute of Health and Care Excellence. Depression in adults: the treatment     and management of depression in adults (update). London: NICE; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000029&pid=S2182-5173201500050001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Ma SH,     Teasdale JD. Mindfulness-based cognitive therapy for depression: replication     and exploration of differential relapse prevention effects. J Consult Clin     Psychol. 2004;72(1):31-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000031&pid=S2182-5173201500050001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Teasdale     JD, Segal ZV, Williams JM, Ridgeway VA, Soulsby JM, Lau MA. Prevention of     relapse/recurrence in major depression by mindfulness-based cognitive therapy.     J Consult Clin Psychol. 2000;68(4):615-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S2182-5173201500050001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Garland     EL. Dismantling mindfulness-based cognitive therapy for recurrent depression     implicates lack of differential efficacy for mindfulness training. Evid Based     Ment Health. 2014;17(3):94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S2182-5173201500050001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Strauss     C, Cavanagh K, Oliver A, Pettman D. Mindfulness-based interventions for people     diagnosed with a current episode of an anxiety or depressive disorder: a     meta-analysis of randomized controlled trials. PLoS One. 2014;9(4):e96110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S2182-5173201500050001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Kuyken W,     Hayes R, Barrett B, Byng R, Dalgleish T, Kessler D, et al. Effectiveness and     cost-effectiveness of mindfulness-based cognitive therapy compared with     maintenance antidepressant treatment in the prevention of depressive relapse or     recurrence (PREVENT): a randomized controlled trial. Lancet.     2015;386(9988):63-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S2182-5173201500050001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Williams     JM, Crane C, Barnhofer T, Brennan K, Duggan DS, Fennel MJ, et al.     Mindfulness-based cognitive therapy for preventing relapse in recurrent     depression: a randomized dismantling trial. J Consult Clin Psychol.     2014;82(2):275-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S2182-5173201500050001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflito de interesses.</p>      ]]></body><back>
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