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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>CLUBE DE LEITURA</b></p>     <p><font size="4"><b>Exames pr&#233;-endosc&#243;picos de rotina: ser&#225;     tudo necess&#225;rio?</b></font></p>      <p><font size="3"><b>Routine     testing before endoscopic procedures: is everything needed?</b></font></p>       <p><b>Leonor Mouro   Rolo*, Gisela   Pereira Pinto*, Nuno   Gon&#231;alves da Silva*, Pedro   Cardoso Ferreira*</b></p>       <p>*M&#233;dicos     Internos de Medicina Geral e Familiar, USF Dunas,     ULS Matosinhos</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>ASGE     Standards of Practice Committee, Pasha SF, Acosta R, Chandrasekhara V, Chathadi     KV, Eloubeidi MA, et al. Routine laboratory testing before endoscopic     procedures: guideline. Gastrointest Endosc. 2014;80(1):28-33.</p>       <p>Os exames     laboratoriais de rotina pr&#233;-procedimento definem-se como um conjunto de testes     pr&#233;-definidos que s&#227;o pedidos a todos os doentes submetidos a um determinado     procedimento, independentemente da informa&#231;&#227;o espec&#237;fica obtida a partir da     hist&#243;ria cl&#237;nica e exame f&#237;sico. Os testes rotineiramente realizados antes de     um procedimento cir&#250;rgico ou endosc&#243;pico s&#227;o considerados elementos importantes     na avalia&#231;&#227;o pr&#233;-anest&#233;sica. Contudo, existe informa&#231;&#227;o insuficiente sobre os     seus benef&#237;cios, sendo que a maioria dos estudos demonstra que s&#227;o     desnecess&#225;rios. Num estudo que envolveu 2.000 pacientes, 40% realizou testes     pr&#233;-operativos com indica&#231;&#227;o e, destes, menos de 1% revelaram anormalidades que     poderiam cursar com altera&#231;&#227;o da rotina anest&#233;sica.</p>       <p><b>Objetivo</b></p>       <p>Avaliar a     necessidade de realizar testes laboratoriais de rotina pr&#233;vios a uma     endoscopia.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Foram     pesquisados artigos nas bases de dados MEDLINE e PubMed, publicados entre     janeiro de 1990 e dezembro de 2013. Foi adicionada literatura citada nos     artigos inclu&#237;dos nas refer&#234;ncias. Nas situa&#231;&#245;es em que n&#227;o estavam dispon&#237;veis     resultados de ensaios cl&#237;nicos prospetivos foram tidos em conta resultados provenientes     de grandes s&#233;ries e relatos de especialistas reconhecidos.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p><b><i>Estudo     da coagula&#231;&#227;o:</i></b> Nos doentes sem evid&#234;ncia de transtorno hematol&#243;gico, o     tempo de protrombina (TP), o INR e o tempo parcial de tromboplastina (PTT) n&#227;o     se correlacionam com o risco de hemorragia. Al&#233;m disso, os valores que definem     coagulopatia considerados aceit&#225;veis para a realiza&#231;&#227;o de endoscopia permanecem     obscuros. Uma poss&#237;vel justifica&#231;&#227;o para a sua realiza&#231;&#227;o &#233; o diagn&#243;stico de     pacientes com hemofilia ou doen&#231;a de von Willebrand, uma vez que estes casos     poder&#227;o n&#227;o se manifestar at&#233; uma interven&#231;&#227;o cir&#250;rgica, que se complica com     hemorragia. Contudo, o PTT n&#227;o &#233; um par&#226;metro sens&#237;vel para a hemofilia e     apresenta uma taxa de falsos positivos de cerca de 2,3%. Deste modo, o estudo     da coagula&#231;&#227;o efetuado de forma rotineira n&#227;o se mostra clinicamente &#250;til na     aus&#234;ncia de uma suspeita cl&#237;nica de dist&#250;rbios da coagula&#231;&#227;o, antecedentes     pessoais de transtorno hemorr&#225;gico, terap&#234;utica anticoagulante em curso,     desnutri&#231;&#227;o, terap&#234;utica prolongada com antibi&#243;ticos que induzam defici&#234;ncias     de fatores de coagula&#231;&#227;o ou de obstru&#231;&#227;o biliar prolongada.</p>       <p><b><i>Hemograma:</i></b> A anemia severa &#233; encontrada em menos de 1% dos doentes assintom&#225;ticos. O     motivo para a sua avalia&#231;&#227;o &#233; determinar a necessidade de transfus&#227;o sangu&#237;nea     nos pacientes submetidos a procedimentos cir&#250;rgicos com risco significativo de     perda hem&#225;tica. No que se refere aos procedimentos endosc&#243;picos, o hemograma     dever&#225; apenas ser considerado nas interven&#231;&#245;es que impliquem risco alto de     hemorragia nos doentes com anemia, com fatores de risco para sangramento,     doen&#231;a hep&#225;tica avan&#231;ada ou patologia hematol&#243;gica conhecida.</p>       <p><b><i>Plaquetas:</i></b> A contagem de plaquetas justifica-se no &#226;mbito de uma suspeita cl&#237;nica de     trombocitopenia baseada na anamnese ou exame f&#237;sico, antecedentes de hemorragia     ou equimoses f&#225;ceis, suspeita de s&#237;ndroma mieloproliferativo ou terap&#234;utica com     f&#225;rmacos que provoquem trombocitopenia.</p>       <p><b><i>Bioqu&#237;mica     s&#233;rica:</i></b> Considerando os custos elevados do painel bioqu&#237;mico e a fraca     correla&#231;&#227;o entre resultados anormais e <i>outcomes</i> desfavor&#225;veis, estes testes n&#227;o se justificam nos pacientes saud&#225;veis que ser&#227;o     sujeitos a uma endoscopia. Todavia, perante hist&#243;ria de disfun&#231;&#227;o renal,     end&#243;crina, hep&#225;tica ou terap&#234;uticas ativas que poder&#227;o afetar tais fun&#231;&#245;es,     esta an&#225;lise deve ser obtida. Nos doentes com diabetes insulinodependentes, a     avalia&#231;&#227;o da glicose s&#233;rica deve ser realizada imediatamente antes do     procedimento, contudo, sem necessidade de ser avaliada por rotina anal&#237;tica     pr&#233;-endosc&#243;pica. Tem sido sugerido que a avalia&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o renal deve ser     considerada nos doentes com mais de 40 anos para ajuste dos f&#225;rmacos utilizados     no per&#237;odo peri-operat&#243;rio. A insufici&#234;ncia renal &#233; reconhecida como fator     adverso nas cirurgias major. N&#227;o h&#225;, por&#233;m, evid&#234;ncia que suporte a     recomenda&#231;&#227;o da sua determina&#231;&#227;o no caso da endoscopia.</p>       <p><b><i>Radiografia     tor&#225;cica:</i></b> Habitualmente indicada nos pacientes com mais de 60 anos,     sobretudo se possuidores de h&#225;bitos tab&#225;gicos, antecedentes de infe&#231;&#227;o     respirat&#243;ria recente ou sinais ou sintomas sugestivos de doen&#231;a cardiopulmonar     avan&#231;ada. Numa meta-an&#225;lise, apenas 10% dos exames pr&#233;-operat&#243;rios foram     considerados anormais, mas o procedimento cir&#250;rgico foi alterado apenas em 0,1%     dos casos. Na endoscopia, este exame n&#227;o dever&#225; ser realizado a n&#227;o ser nos     doentes com cl&#237;nica respirat&#243;ria de novo ou insufici&#234;ncia card&#237;aca     descompensada.</p>       <p><b><i>Eletrocardiograma     (ECG):</i></b> A sua realiza&#231;&#227;o n&#227;o &#233; recomendada pela alta incid&#234;ncia de     testes anormais, mas sem interfer&#234;ncia na presta&#231;&#227;o de cuidados. A idade     isolada &#233; um indicador fraco para a recomenda&#231;&#227;o a favor do teste. Nos     pacientes com antecedentes irrelevantes e exame f&#237;sico sem altera&#231;&#245;es,     submetidos a cirurgia minor ou a endoscopia n&#227;o est&#225; recomendado. A exce&#231;&#227;o     ser&#225; quando &#233; utilizado o droperidol para a seda&#231;&#227;o, uma vez que esta droga     poder&#225; causar prolongamento do intervalo QT, sendo contra-indicada nos doentes     com esta condi&#231;&#227;o.</p>       <p><b><i>Tipagem     sangu&#237;nea:</i></b> N&#227;o est&#225; recomendada, apenas se for previs&#237;vel transfus&#227;o     sangu&#237;nea (endoscopia durante hemorragia aguda GI).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>An&#225;lise     urina:</i></b> N&#227;o est&#225; recomendada como rotina para realiza&#231;&#227;o de endoscopia.</p>       <p><b><i>Teste     gravidez:</i></b> Pode ser recomendado se houver suspeita.</p>       <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>       <p>Da an&#225;lise     das <i>guidelines</i> da Sociedade Americana     de Gastroenterologia<sup>1</sup> depreende-se que, no contexto de um     procedimento endosc&#243;pico com seda&#231;&#227;o, a evid&#234;ncia existente relativa ao     benef&#237;cio da requisi&#231;&#227;o de testes de avalia&#231;&#227;o de rotina &#233; escassa.</p>       <p>Tradicionalmente,     a investiga&#231;&#227;o pr&#233;-anest&#233;sica &#233; considerada um ponto fulcral. Contudo, nas &#250;ltimas     d&#233;cadas esta pr&#225;tica tem sido questionada e estudada, devido aos elevados     custos que acarreta.</p>       <p>Estes     testes, realizados na aus&#234;ncia de indica&#231;&#227;o cl&#237;nica, visam o diagn&#243;stico de uma     condi&#231;&#227;o assintom&#225;tica e incluem habitualmente um hemograma com plaquetas,     fun&#231;&#227;o renal, doseamento de glicose, ionograma, teste de coagula&#231;&#227;o,     radiografia tor&#225;cica e eletrocardiograma. </p>       <p>Os estudos     demonstram que a frequ&#234;ncia de resultados anormais &#233; muito baixa nos pacientes     assintom&#225;ticos e sem antecedentes pessoais relevantes e, mesmo nos idosos, os     benef&#237;cios desta investiga&#231;&#227;o s&#227;o duvidosos. Al&#233;m disso, esta avalia&#231;&#227;o de     pr&#233;-procedimentos endosc&#243;picos mostrou-se pouco &#250;til na preven&#231;&#227;o de     complica&#231;&#245;es e raramente influencia a t&#233;cnica anest&#233;sica ou o <i>outcome</i> do procedimento. Tratam-se de     testes n&#227;o seletivos, aplicados de forma rotineira, que podem apresentar     resultados falsos positivos, falsos negativos ou valores<i> borderline</i> que implicam, nesses casos, um rol de investiga&#231;&#227;o     subsequente, com risco acrescido para o paciente e atraso na realiza&#231;&#227;o da     endoscopia.</p>       <p>Os custos do     rastreio anal&#237;tico e do <i>follow-up</i> de     poss&#237;veis altera&#231;&#245;es, geralmente inocentes, tamb&#233;m devem ser considerados.</p>       <p>Quando se     fala em seda&#231;&#227;o, pretende-se que este procedimento seja o menos invasivo, o     menos agressivo e com o custo econ&#243;mico e social menos gravoso para o doente.     Por isso, todos os obst&#225;culos que n&#227;o s&#227;o essenciais para a sua realiza&#231;&#227;o     devem ser abolidos, o tempo de estadia no hospital deve ser reduzido ao m&#237;nimo     e os inc&#243;modos para o doente devem ser minimizados. S&#243; assim teremos utentes     (que muitas vezes n&#227;o est&#227;o doentes) aderentes a procedimentos em ambulat&#243;rio e     dispon&#237;veis para a realiza&#231;&#227;o de t&#233;cnicas sob anestesia/seda&#231;&#227;o.<sup>2</sup></p>       <p>A <i>ASA Task Force</i><sup>3</sup> recomenda,     nesse sentido, que a avalia&#231;&#227;o pr&#233;-anest&#233;sica considere a avalia&#231;&#227;o cl&#237;nica     individual: os antecedentes pessoais, exame f&#237;sico e fatores de risco do utente     e do procedimento em vez de uma abordagem sistem&#225;tica.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos &#250;ltimos     anos, em resposta, verificou-se uma altera&#231;&#227;o na postura de muitos m&#233;dicos     relativamente a esta tem&#225;tica, o que se refletiu na diminui&#231;&#227;o dos custos e,     sobretudo, a seguran&#231;a dos doentes n&#227;o foi afetada.</p>       <p>Na     atualidade, os m&#233;dicos de fam&#237;lia, quando solicitam uma colonoscopia, s&#227;o     in&#250;meras vezes confrontados com pedidos de requisi&#231;&#245;es desta bateria de testes     por parte das institui&#231;&#245;es onde os utentes ir&#227;o realizar o procedimento.</p>       <p>De facto,     dada a evid&#234;ncia e as recomenda&#231;&#245;es emitidas por entidades como as Sociedades     de Gastroenterologia e Anestesia, n&#227;o se compreende os motivos pelos quais     muitos cl&#237;nicos continuam a perpetuar estas atitudes. Possivelmente, a     dificuldade em mudar comportamentos enraizados, as imposi&#231;&#245;es institucionais, o     medo e a necessidade de prote&#231;&#227;o m&#233;dico-legal poder&#227;o estar na base desta     pr&#225;tica mantida.</p>       <p>Em suma, os     testes de avalia&#231;&#227;o pr&#233;-anest&#233;sica, se requisitados de forma indiscriminada,     s&#227;o ineficazes, desnecess&#225;rios e dispendiosos. Devem ser realizados sempre de     forma criteriosa, atendendo &#224; avalia&#231;&#227;o individual, tendo como objetivo o     melhor benef&#237;cio e prote&#231;&#227;o do nosso utente, evitando a sua exposi&#231;&#227;o a riscos     desnecess&#225;rios das avalia&#231;&#245;es e, simultaneamente, consequ&#234;ncias e problemas     econ&#243;micos.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. ASGE     Standards of Practice Committee, Pasha SF, Acosta R, Chandrasekhara V, Chathadi     KV, Eloubeidi MA, et al. Routine laboratory testing before endoscopic     procedures: guideline. Gastrointest Endosc. 2014;80(1):28-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000039&pid=S2182-5173201500050001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>2. Caseiro     JM, Serralheiro I, Medeiros L, Teles I, Regateiro ML, Afonso M, et al.     Procedimentos 2013: procedimentos e protocolos utilizados em anestesia cl&#237;nica     e analgesia do p&#243;s-operat&#243;rio. Lisboa: Instituto Portugu&#234;s de Oncologia Dr.     Francisco Gentil; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000041&pid=S2182-5173201500050001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Committee     on Standards and Practice Parameters, Apfelbaum JL, Connis RT, Nickinovich DG,     American Society of Anesthesiologists Task Force on Preanesthesia Evaluation,     Pasternak LR, et al. Practice advisory for preanesthesia evaluation: an updated     report by the American Society of Anesthesiologists Task Force on Preanesthesia     Evaluation. Anesthesiology. 2012;116(3):522-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000043&pid=S2182-5173201500050001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o possuir qualquer conflito de interesse.</p>       ]]></body><back>
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