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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cuidados de saúde centrados na pessoa e tecnologias de informação e comunicação: perspetivas atuais e futuras]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Macquarie University Centre for Health Informatics Australian Institute of Health Innovation]]></institution>
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<country>Australia</country>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>EDITORIAL</b></p>       <p><font size="4"><b>Cuidados de sa&#250;de centrados na pessoa e     tecnologias de informa&#231;&#227;o e comunica&#231;&#227;o: perspetivas atuais e futuras</b></font></p>       <p><b>Liliana Laranjo*</b></p>       <p>*M&#233;dica de     fam&#237;lia, MD, MPH, PhD. Postdoctoral Research Fellow Australian Institute of     Health Innovation, Centre for Health Informatics Macquarie University,     Australia</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Cuidados     de sa&#250;de centrados na pessoa</b></p>       <p>Centrar os     cuidados de sa&#250;de na pessoa/doente/paciente &#233; cada vez mais considerado um     elemento essencial num servi&#231;o de sa&#250;de de qualidade. Colocar o paciente no centro     dos cuidados significa respeitar as suas prefer&#234;ncias, necessidades e     autonomia, bem como envolv&#234;-lo nas decis&#245;es de sa&#250;de de acordo com as suas     escolhas. Sabe-se que interven&#231;&#245;es que promovem este foco no paciente est&#227;o     associadas a melhorias em diversos processos e resultados em sa&#250;de.<sup>1</sup></p>       <p>Um aspeto     crucial dos cuidados centrados na pessoa &#233; a <b>partilha de tomada de decis&#245;es</b> <i>(shared     decision-making),</i> onde m&#233;dico e doente assumem um papel igualmente     importante no processo de decis&#227;o.<sup>1</sup> Outro elemento necess&#225;rio num     servi&#231;o de sa&#250;de centrado no paciente passa por facilitar o acesso dos     pacientes &#224; sua informa&#231;&#227;o de sa&#250;de, contida nos processos cl&#237;nicos.<sup>2</sup> Esta partilha da informa&#231;&#227;o cl&#237;nica permite a redu&#231;&#227;o da assimetria de     informa&#231;&#227;o entre m&#233;dico e doente, promovendo a progressiva democratiza&#231;&#227;o da     medicina.<sup>3</sup></p>       <p>Num passado     n&#227;o muito distante, a informa&#231;&#227;o contida nos processos cl&#237;nicos era vista como     propriedade do m&#233;dico ou das institui&#231;&#245;es de sa&#250;de, refletindo uma perspetiva     paternalista da presta&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de. Existe agora uma vasta cole&#231;&#227;o     de evid&#234;ncia que demonstra as vantagens do <b>acesso     dos doentes aos seus processos cl&#237;nicos,</b> nomeadamente na melhoria da     ativa&#231;&#227;o <i>(patient activation),</i><sup>4</sup> literacia em sa&#250;de, comunica&#231;&#227;o com os profissionais de sa&#250;de, seguran&#231;a e     ades&#227;o &#224; medica&#231;&#227;o, entre outros benef&#237;cios.<sup>2-3,5-6</sup> Assim,     proporcionar aos pacientes o controlo da sua informa&#231;&#227;o de sa&#250;de &#233; cada vez     mais reconhecido como um passo importante na melhoria da qualidade em sa&#250;de.<sup>1,5</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um dos     benef&#237;cios do maior envolvimento dos doentes nos seus cuidados de sa&#250;de &#233; a     melhoria do seu n&#237;vel de <b>ativa&#231;&#227;o</b> que, por sua vez, est&#225; associado a melhores resultados e processos de sa&#250;de,     nomeadamente estilos de vida mais saud&#225;veis, melhor compreens&#227;o de informa&#231;&#227;o     de sa&#250;de e melhor utiliza&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de.<sup>4</sup> Ativa&#231;&#227;o     representa o conhecimento, capacidade t&#233;cnica, confian&#231;a e motiva&#231;&#227;o de um     paciente para a autogest&#227;o da sua sa&#250;de e/ou doen&#231;a.<sup>4</sup></p>       <p>O conceito     de ativa&#231;&#227;o &#233; particularmente importante na <b>doen&#231;a cr&#243;nica,</b> uma vez que o doente cr&#243;nico passa em m&#233;dia uma     hora por ano com o m&#233;dico, sobrando cerca de 8.800 horas em que a pr&#243;pria     pessoa tem de gerir a sua doen&#231;a.<sup>1</sup> Efetivamente, o doente ativado <i>(activated patient)</i> &#233; um elemento     central no Modelo da Doen&#231;a Cr&#243;nica <i>(Chronic     Care Model),</i><sup>7</sup> o qual tem sido associado a melhorias nos     processos e resultados em sa&#250;de, bem como na qualidade dos cuidados prestados     aos doentes cr&#243;nicos.<sup>1,8</sup></p>       <p><b>Tecnologias     de informa&#231;&#227;o e comunica&#231;&#227;o</b></p>       <p>As <b>tecnologias de informa&#231;&#227;o e comunica&#231;&#227;o</b> (TIC) t&#234;m um enorme potencial na promo&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de centrados na     pessoa e na melhoria da qualidade em sa&#250;de.<sup>1</sup> Por um lado, as TIC t&#234;m     sido progressivamente utilizadas para facilitar o acesso atempado dos pacientes     a cuidados de sa&#250;de, fora dos moldes tradicionais da consulta presencial.<sup>1,9</sup> Por outro lado, o interesse na utiliza&#231;&#227;o de TIC para facilitar a autogest&#227;o e     para promover a ativa&#231;&#227;o dos doentes tamb&#233;m tem crescido.<sup>10</sup></p>       <p>A Internet     oferece v&#225;rias vantagens como ferramenta para disseminar interven&#231;&#245;es de sa&#250;de,     permitindo: o acesso r&#225;pido e conveniente a informa&#231;&#227;o em tempo-real; a     personaliza&#231;&#227;o de programas educacionais de acordo com as necessidades dos     pacientes; e atingir uma audi&#234;ncia ampla e distante, utilizando menos recursos     humanos do que interven&#231;&#245;es tradicionais.</p>       <p>Cada vez     mais os pacientes recorrem &#224; internet e a outras TIC para os apoiarem na tomada     de decis&#245;es de sa&#250;de. O termo <b>e-paciente</b> (<i>e-patient,</i> em ingl&#234;s) representa     pacientes &#8216;equipados&#8217;, &#8216;emancipados&#8217; e &#8216;envolvidos&#8217; na sua pr&#243;pria sa&#250;de,     capazes de utilizar as TIC para participar ativamente nos cuidados de sa&#250;de,     bem como para se fazerem ouvir por outros pacientes, m&#233;dicos e profissionais de     sa&#250;de.<sup>11</sup> Desta forma, os &#8220;e-pacientes&#8221; s&#227;o pessoas que conseguem     utilizar as TIC de forma estrat&#233;gica, sendo capazes de filtrar a informa&#231;&#227;o que     encontram <i>online</i> e vendo o m&#233;dico     como um parceiro nos seus cuidados de sa&#250;de.</p>       <p>O <b>m&#233;dico de fam&#237;lia</b> tem cada vez mais um     papel importante na promo&#231;&#227;o da utiliza&#231;&#227;o inteligente das TIC pelos seus     pacientes. Um paciente que utiliza o Google para pesquisar informa&#231;&#227;o de sa&#250;de     &#233; frequentemente visto como uma fonte de frustra&#231;&#227;o adicional para um m&#233;dico     sobrecarregado e limitado no tempo de consulta. No entanto, criticar esta     procura de informa&#231;&#227;o na Internet por parte do paciente &#233; um desincentivo &#224; sua     autonomia e envolvimento nos cuidados de sa&#250;de. Em vez de criticar os doentes     por utilizarem o Google, ser&#225; importante ajud&#225;-los a utilizar esta ferramenta     estrategicamente, bem como fornecer uma lista de <i>links</i> para s&#237;tios com informa&#231;&#227;o de sa&#250;de de confian&#231;a. O m&#233;dico de     fam&#237;lia &#233; um ve&#237;culo importante na promo&#231;&#227;o da literacia em sa&#250;de e da     autonomia dos seus pacientes. Com a progressiva transforma&#231;&#227;o eletr&#243;nica no     mundo da sa&#250;de, essa fun&#231;&#227;o acaba por envolver necessariamente o aconselhamento     na utiliza&#231;&#227;o inteligente e estrat&#233;gica, n&#227;o s&#243; da Internet, mas tamb&#233;m das     novas TIC.</p>       <p>Atualmente,     duas novas ferramentas TIC centradas no paciente est&#227;o a revelar-se     particularmente promissoras: os sistemas personalizados de informa&#231;&#227;o de sa&#250;de     e as redes sociais eletr&#243;nicas.</p>       <p>Os <b>sistemas personalizados de informa&#231;&#227;o de     sa&#250;de</b> (SPIS), em ingl&#234;s conhecidos como <i>personal     health records,</i> s&#227;o ferramentas eletr&#243;nicas que permitem aos indiv&#237;duos     aceder, gerir e partilhar a sua informa&#231;&#227;o de sa&#250;de, de forma privada e segura.<sup>12</sup> Uma fun&#231;&#227;o essencial destes sistemas passa por promover o acesso dos doentes &#224;     sua informa&#231;&#227;o de sa&#250;de, bem como o seu envolvimento no processo de cuidados.</p>       <p>Os SPIS s&#227;o     cada vez mais comuns, estando dispon&#237;veis atualmente em diversos formatos, como     portais <i>web, software</i> de computador     ou aplica&#231;&#245;es de telem&#243;vel, entre outros. Em Portugal, os primeiros passos na     &#225;rea dos SPIS t&#234;m sido dados por algumas empresas privadas, bem como pelo     Minist&#233;rio da Sa&#250;de, que lentamente tem transformado o portal do utente num     SPIS, embora este ainda se encontre numa fase muito primordial.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Notoriamente,     os SPIS s&#227;o uma ferramenta promissora na promo&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de     centrados na pessoa, bem como na progressiva ativa&#231;&#227;o dos doentes e na sua     transforma&#231;&#227;o em &#8220;e-pacientes&#8221;. A evid&#234;ncia da efic&#225;cia dos SPIS na melhoria da     qualidade em sa&#250;de tem vindo a crescer e a sua utiliza&#231;&#227;o na gest&#227;o de doen&#231;as     cr&#243;nicas tem relevado resultados promissores.<sup>13</sup></p>       <p>As <b>redes sociais eletr&#243;nicas,</b> como o <i>Facebook,</i> est&#227;o a tornar-se uma     constante no dia-a-dia de milh&#245;es de pessoas, o que as torna especialmente     apelativas para interven&#231;&#245;es no &#226;mbito da sa&#250;de p&#250;blica. Por um lado, estas     apresentam uma oportunidade de baixo custo para a potencial dissemina&#231;&#227;o viral     de informa&#231;&#227;o de sa&#250;de baseada na evid&#234;ncia. Por outro lado, as redes sociais     podem adicionalmente promover suporte e influ&#234;ncia sociais, facilitando a sua     utiliza&#231;&#227;o em interven&#231;&#245;es para mudan&#231;a de comportamentos de sa&#250;de.<sup>14</sup></p>       <p>A aplica&#231;&#227;o     de redes sociais eletr&#243;nicas na &#225;rea da sa&#250;de tem demonstrado grande potencial.     Ao n&#237;vel da popula&#231;&#227;o, as redes sociais est&#227;o atualmente a ser utilizadas para     vigil&#226;ncia epidemiol&#243;gica, tanto de doen&#231;as comunic&#225;veis como n&#227;o comunic&#225;veis.<sup>15</sup> Ao n&#237;vel individual, estas redes permitem o acesso facilitado a informa&#231;&#227;o de     sa&#250;de e a suporte social, estando a ser utilizadas para promover decis&#245;es de     sa&#250;de informadas e melhoria de estilos de vida.<sup>14-15</sup></p>       <p>Apesar de     tudo, num mundo cada vez mais tecnol&#243;gico, &#233; importante garantir que as <b>desigualdades em sa&#250;de</b> n&#227;o sejam     exacerbadas pelas TIC. Nesse sentido, facilitar o acesso universal &#224; Internet e     promover a literacia digital tornam-se miss&#245;es fundamentais no presente e     futuro imediatos para que possa ser alcan&#231;ado um sistema de sa&#250;de equitativo e     centrado no paciente.</p>       <p><b>Conclus&#227;o</b></p>       <p>A promo&#231;&#227;o     dos cuidados de sa&#250;de centrados na pessoa pode ser realizada a v&#225;rios n&#237;veis,     nomeadamente atrav&#233;s da promo&#231;&#227;o da partilha de decis&#245;es de sa&#250;de e da     facilita&#231;&#227;o do acesso do paciente ao seu processo cl&#237;nico. As tecnologias de     informa&#231;&#227;o e comunica&#231;&#227;o apresentam um enorme potencial nesse processo de     melhoria da qualidade dos cuidados, atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o estrat&#233;gica de SPIS,     redes sociais eletr&#243;nicas e outras ferramentas baseadas na <i>web.</i> No entanto, &#233; preciso n&#227;o esquecer que as novas tecnologias     n&#227;o s&#227;o um fim em si mesmas, mas potenciais alavancas de mudan&#231;a na dire&#231;&#227;o de     um objetivo maior - um sistema de sa&#250;de de qualidade, equitativo e     centrado na pessoa. </p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Institute     of Medicine. Crossing the Quality Chasm: a new health system for the 21st     century. Washington: National Academy Press; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357921&pid=S2182-5173201500060000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 0309072808</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>2. Laranjo     L, Neves AL, Villanueva T, Cruz J, Brito de S&#225; A, Sakellarides C. Acesso dos     patientes aos seus processos cl&#237;nicos (Patients&#8217; access to their medical     records). Acta Med Port. 2013;26(3):265-70. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>3. Topol E.     The patient will see you now: the future of medicine is in your hands.     Philadelphia: Basic Books; 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357924&pid=S2182-5173201500060000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780465054749</p>       <!-- ref --><p>4. Greene J,     Hibbard JH. Why does patient activation matter? An examination of the     relationships between patient activation and health-related outcomes. J Gen     Intern Med. 2012;27(5):520-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357926&pid=S2182-5173201500060000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>5. Topol E.     The creative destruction of medicine: how the digital revolution will create     better health care. New York: Basic Books; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357928&pid=S2182-5173201500060000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780465061839</p>       <!-- ref --><p>6. Delbanco     T, Walker J, Bell SK, Darer JD, Elmore JG, Farag N, et al. Inviting patients to     read their doctors&#8217; notes: a quasi-experimental study and a look ahead. Ann     Intern Med. 2012;157(7):461-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357930&pid=S2182-5173201500060000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7.     Bodenheimer T, Lorig K, Holman H, Grumbach K. Patient self-management of     chronic disease in primary care. JAMA. 2002;288(19):2469-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357932&pid=S2182-5173201500060000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8.     Bodenheimer T, Wagner EH, Grumbach K. Improving primary care for patients with     chronic illness. JAMA. 2002;288(14):1775-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357934&pid=S2182-5173201500060000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Bates DW,     Bitton A. The future of health information technology in the patient-centered     medical home. Health Aff (Millwood). 2010;29(4):614-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357936&pid=S2182-5173201500060000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Samoocha     D, Bruinvels DJ, Elbers NA, Anema JR, van der Beek AJ. Effectiveness of     web-based interventions on patient empowerment: a systematic review and     meta-analysis. J Med Internet Res. 2010;12(2):e23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357938&pid=S2182-5173201500060000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11.     deBronkart D. From patient centred to people powered: autonomy on the rise.     BMJ. 2015;350:h148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357940&pid=S2182-5173201500060000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Tang PC,     Ash JS, Bates DW, Overhage JM, Sands DZ. Personal health records: definitions,     benefits, and strategies for overcoming barriers to adoption. J Am Med Inform     Assoc. 2006;13(2):121-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357942&pid=S2182-5173201500060000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13.     Ammenwerth E, Schnell-Inderst P, Hoerbst A. The impact of electronic patient     portals on patient care: a systematic review of controlled trials. J Med     Internet Res. 2012;14(6):e162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357944&pid=S2182-5173201500060000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Laranjo     L, Arguel A, Neves AL, Gallagher AM, Kaplan R, Mortimer N, et al. The influence     of social networking sites on health behavior change: a systematic review and     meta-analysis. J Am Med Inform Assoc. 2015;22(1):243-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357946&pid=S2182-5173201500060000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>15. Coiera     E. Social networks, social media, and social diseases. BMJ.     2013;346(7912):f3007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1357948&pid=S2182-5173201500060000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>E-mail: <a href="mailto:liliana.laranjo@gmail.com">liliana.laranjo@gmail.com</a></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito de interesses</b></p>       <p>A autora     declara n&#227;o ter conflitos de interesse.</p>      ]]></body><back>
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