<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732015000600005</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perceção do diagnóstico de depressão e ansiedade pelo médico de família conforme o género do paciente]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Perception of depression and anxiety by family physicians according to patient gender]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Basílio]]></surname>
<given-names><![CDATA[Nuno]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Figueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sofia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Mendes]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,ACeS Cascais USF Carcavelos ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Cascais ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,ACeS Lisboa Ocidental e Oeiras USF S. Julião ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,NOVA Medical School Departamento de Medicina Geral e Familiar ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>31</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>384</fpage>
<lpage>390</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732015000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732015000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732015000600005&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: Avaliar se o género do paciente condiciona o diagnóstico de depressão e ansiedade e a escolha da terapêutica antidepressiva no contexto dos cuidados de saúde primários (CSP) em Portugal. Tipo de estudo: Observacional, analítico e transversal. Local: Escolas de Outono da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) 2014. População: Definiu-se uma amostra de conveniência constituída por médicos de família e internos de medicina geral e familiar (MGF) que participaram no evento, sem restrição de anos de prática clínica. Métodos: Aplicou-se um questionário anónimo de autopreenchimento com base na leitura de uma história clínica com duas versões que diferiam apenas no género do paciente. Cada participante teve acesso a apenas uma versão. Resultados: Obtiveram-se 79 respostas para cada versão (158 inquiridos). Nesta amostra, 82,3% dos inquiridos são mulheres e 90,5% são internos. A média total de idades é 29,7 anos. A probabilidade de atribuir o diagnóstico de depressão foi ligeiramente superior na versão referente ao paciente do género feminino (p=0,046). Relativamente ao diagnóstico de ansiedade encontrou-se uma diferença estatisticamente significativa (p<0,001), sendo mais provável este diagnóstico quando o paciente é do sexo masculino. Não houve diferenças quanto à probabilidade de recuperar sem terapêutica, beneficiar de terapêutica antidepressiva ou psicoterapia e na gravidade atribuída ao quadro depressivo. Conclusões: Perante um quadro clínico de depressão, o género do paciente não parece influenciar o diagnóstico de depressão. Face aos mesmos sintomas, o género masculino correlaciona-se com uma maior probabilidade de diagnóstico de ansiedade. Contudo, a abordagem com recurso a histórias clínicas padronizadas pode não representar as escolhas dos participantes na prática clínica. A amostra selecionada tem maioritariamente internos, inviabilizando a extrapolação para a população de especialistas. Este trabalho serve como ponto de partida para uma reflexão crítica relativamente à possibilidade da perceção clínica ser afetada por estereótipos associados ao género.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To assess whether the gender of the patient is associated with the diagnosis of depression and anxiety and the use of antidepressant therapy by family physicians in Portugal. Type of study: cross-sectional. Place: Autumn Schools of Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar in 2014. Population: A convenience sample of family physicians and family medicine residents participating in this continuing education event. Methods: We distributed an anonymous, self-administered questionnaire containing two case vignettes that differed only in the gender of the patient. Each participant had access to only one version. Results: We collected 79 responses for each version (158 respondents). In this sample, 82.3% of respondents were female and 90.5% were family medicine residents. The average age of the sample is 29.7 years. The difference between the male and female case vignette for the diagnosis of depression was p=0.046. The diagnosis of anxiety was more likely in male patients with a statistically significant difference (p<0.001). There were no differences between genders regarding the prediction of recovery without medication, predicted benefit from antidepressant therapy or psychotherapy, and the severity of depression. Conclusions: When facing symptoms of a major depressive episode, the patient's gender does not appear to influence the diagnosis of depression by family physicians. Given the same symptoms, male patients were more likely to be diagnosed with anxiety. The use of standardized clinical vignettes may not represent the participants' actual choices in clinical situations. This sample was composed mainly of family medicine residents attending an educational event. It may not be representative of all family physicians in Portugal. This study may serve as a starting point for critical reflection on the effects of patient gender on clinical perception.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Depressão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ansiedade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Género]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Diagnóstico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidados de Saúde Primários]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Depression]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Anxiety]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Gender]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Diagnosis]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Primary Care]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></p>     <p><font size="4"><b>Perce&#231;&#227;o do diagn&#243;stico de depress&#227;o e     ansiedade pelo m&#233;dico de fam&#237;lia conforme o g&#233;nero do paciente</b></font></p>      <p><font size="3"><b>Perception   of depression and anxiety by family physicians according to patient gender</b></font></p>       <p><b>Nuno Bas&#237;lio,* Sofia Figueira,** Jos&#233;     Mendes Nunes***</b></p>       <p>*M&#233;dico     Interno de Medicina Geral e Familiar, USF Carcavelos, ACeS Cascais.</p>       <p>**M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar,USF S. Juli&#227;o, ACeS Lisboa Ocidental e     Oeiras.</p>       <p>***ProfessorAssistente     convidado do Departamento de Medicina Geral e Familiar,NOVA Medical School.     M&#233;dico Assistente Graduado S&#233;nior, USF Carcavelos, ACeS Cascais.</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivo:</b> Avaliar se o g&#233;nero do     paciente condiciona o diagn&#243;stico de depress&#227;o e ansiedade e a escolha da     terap&#234;utica antidepressiva no contexto dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (CSP) em     Portugal.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional,     anal&#237;tico e transversal.</p>       <p><b>Local:</b> Escolas de Outono da Associa&#231;&#227;o     Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) 2014.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Definiu-se uma amostra de     conveni&#234;ncia constitu&#237;da por m&#233;dicos de fam&#237;lia e internos de medicina geral e     familiar (MGF) que participaram no evento, sem restri&#231;&#227;o de anos de pr&#225;tica     cl&#237;nica.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Aplicou-se um question&#225;rio     an&#243;nimo de autopreenchimento com base na leitura de uma hist&#243;ria cl&#237;nica com     duas vers&#245;es que diferiam apenas no g&#233;nero do paciente. Cada participante teve     acesso a apenas uma vers&#227;o.</p>       <p><b>Resultados:</b> Obtiveram-se 79 respostas     para cada vers&#227;o (158 inquiridos). Nesta amostra, 82,3% dos inquiridos s&#227;o     mulheres e 90,5% s&#227;o internos. A m&#233;dia total de idades &#233; 29,7 anos. A     probabilidade de atribuir o diagn&#243;stico de depress&#227;o foi ligeiramente superior     na vers&#227;o referente ao paciente do g&#233;nero feminino (<i>p</i>=0,046). Relativamente ao diagn&#243;stico de ansiedade encontrou-se     uma diferen&#231;a estatisticamente significativa (<i>p</i>&lt;0,001), sendo mais prov&#225;vel este diagn&#243;stico quando o paciente     &#233; do sexo masculino. N&#227;o houve diferen&#231;as quanto &#224; probabilidade de recuperar     sem terap&#234;utica, beneficiar de terap&#234;utica antidepressiva ou psicoterapia e na     gravidade atribu&#237;da ao quadro depressivo.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Perante um quadro cl&#237;nico     de depress&#227;o, o g&#233;nero do paciente n&#227;o parece influenciar o diagn&#243;stico de     depress&#227;o. Face aos mesmos sintomas, o g&#233;nero masculino correlaciona-se com uma     maior probabilidade de diagn&#243;stico de ansiedade. Contudo, a abordagem com     recurso a hist&#243;rias cl&#237;nicas padronizadas pode n&#227;o representar as escolhas dos     participantes na pr&#225;tica cl&#237;nica. A amostra selecionada tem maioritariamente     internos, inviabilizando a extrapola&#231;&#227;o para a popula&#231;&#227;o de especialistas. Este     trabalho serve como ponto de partida para uma reflex&#227;o cr&#237;tica relativamente &#224;     possibilidade da perce&#231;&#227;o cl&#237;nica ser afetada por estere&#243;tipos associados ao     g&#233;nero.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Depress&#227;o; Ansiedade;     G&#233;nero; Diagn&#243;stico; Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>ABSTRACT</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objective:</b> To assess whether the gender     of the patient is associated with the diagnosis of depression and anxiety and     the use of antidepressant therapy by family physicians in Portugal.</p>       <p><b>Type of study:</b> cross-sectional.</p>       <p><b>Place:</b> Autumn Schools of Associa&#231;&#227;o     Portuguesa de Medicina Geral e Familiar in 2014.</p>       <p><b>Population:</b> A convenience sample of     family physicians and family medicine residents participating in this     continuing education event.</p>       <p><b>Methods:</b> We distributed an anonymous,     self-administered questionnaire containing two case vignettes that differed     only in the gender of the patient. Each participant had access to only one     version.</p>       <p><b>Results:</b> We collected 79 responses for     each version (158 respondents). In this sample, 82.3% of respondents were     female and 90.5% were family medicine residents. The average age of the sample     is 29.7 years. The difference between the male and female case vignette for the     diagnosis of depression was <i>p</i>=0.046.     The diagnosis of anxiety was more&nbsp;likely in male patients with a statistically     significant difference (<i>p</i>&lt;0.001).     There were no differences between genders regarding the prediction of recovery     without medication, predicted benefit from antidepressant therapy or     psychotherapy, and the severity of depression.</p>       <p><b>Conclusions:</b> When facing symptoms of a     major depressive episode, the patient&#8217;s gender does not appear to influence the     diagnosis of depression by family physicians. Given the same symptoms, male     patients were more likely to be diagnosed with anxiety. The use of standardized     clinical vignettes may not represent the participants&#8217; actual choices in     clinical situations. This sample was composed mainly of family medicine     residents attending an educational event. It may not be representative of all     family physicians in Portugal. This study may serve as a starting point for     critical reflection on the effects of patient gender on clinical perception.</p>       <p><b>Keywords: </b>Depression; Anxiety; Gender;     Diagnosis; Primary Care.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A doen&#231;a     mental configura atualmente a principal causa de incapacidade e uma das     principais causas de morbilidade e morte prematura em todo o mundo, prevendo-se     que, no ano de 2020, ocupe o segundo lugar na lista de patologias que     condicionam a morbilidade a n&#237;vel global.<sup>1</sup> No ano de 2014, a     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de (DGS) elaborou e publicou o relat&#243;rio <i>Portugal, sa&#250;de mental em n&#250;meros</i> - 2014 que mostra uma preval&#234;ncia de depress&#227;o e de ansiedade de 7,9% e     16,5%, respetivamente.<sup>2</sup> Ambas as patologias apresentam grande     impacto na qualidade de vida, no n&#250;mero de anos vividos com limita&#231;&#227;o e no     n&#250;mero de anos de vida perdidos. No caso da depress&#227;o, este impacto foi     quantificado em 4,13% para a popula&#231;&#227;o portuguesa, em 2010, atrav&#233;s do     indicador DALY <i>(Disability adjusted life     years).</i><sup>3</sup> Dada a preval&#234;ncia desta entidade cl&#237;nica, assim como o     seu impacto na qualidade de vida, &#233; relevante identificar fatores e     caracter&#237;sticas que possam melhorar a pr&#225;tica cl&#237;nica. Neste sentido, &#233; de     real&#231;ar que as manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas da depress&#227;o variam com o g&#233;nero do     paciente.<sup>4</sup> Um dos vieses associados ao g&#233;nero do paciente no     diagn&#243;stico de depress&#227;o &#233; a atribui&#231;&#227;o de estere&#243;tipos. Neste sentido, parece     verificar-se que, para os mesmos sintomas de apresenta&#231;&#227;o, &#233; mais prov&#225;vel que     as mulheres sejam diagnosticadas como tendo depress&#227;o do que os homens,<sup>4-5</sup> mesmo quando se obt&#234;m resultados id&#234;nticos em question&#225;rios validados e     aplicados a ambos os g&#233;neros.<sup>5</sup> O g&#233;nero feminino parece ser, tamb&#233;m,     um fator preditivo para a prescri&#231;&#227;o de psicof&#225;rmacos.<sup>2,6-7</sup> Ainda     assim, os dados publicados n&#227;o s&#227;o concordantes: um estudo multic&#234;ntrico da     Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS) n&#227;o encontrou diferen&#231;as na dete&#231;&#227;o de     patologia depressiva em homens e mulheres.<sup>8</sup></p>       <p>Numa outra     perspetiva, as mulheres parecem procurar mais frequentemente ajuda     especializada junto dos profissionais dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (CSP)     quando considerados sintomas do foro mental e psicol&#243;gico; os homens, por outro     lado, parecem recorrer preferencialmente a m&#233;dicos especialistas em     psiquiatria, correspondendo &#224; maioria dos indiv&#237;duos com necessidade de     internamento no contexto da patologia depressiva.<sup>9</sup> Curiosamente,     enquanto as taxas de suic&#237;dio concretizado s&#227;o maiores na popula&#231;&#227;o do g&#233;nero     masculino, as mulheres apresentam, consistentemente, maior taxa de tentativa de     suic&#237;dio.<sup>10</sup> Tamb&#233;m os fatores socioculturais n&#227;o devem ser     negligenciados.<sup>9</sup> Em muitas sociedades, a masculinidade &#233; associada a     for&#231;a, estoicismo e controlo emocional em contraste com as caracter&#237;sticas     habitualmente atribu&#237;das ao g&#233;nero feminino, como maior vulnerabilidade e     capacidade de express&#227;o de emo&#231;&#245;es.<sup>9</sup> Assim, hipoteticamente, o facto     de as mulheres expressarem mais facilmente as suas emo&#231;&#245;es pode levar a uma     maior probabilidade de ocorrer um diagn&#243;stico de depress&#227;o ou, at&#233;, um     sobrediagn&#243;stico desta patologia.<sup>9</sup></p>       <p>O objetivo     deste estudo foi avaliar se o g&#233;nero do paciente condiciona os diagn&#243;sticos de     depress&#227;o e ansiedade e a escolha na terap&#234;utica antidepressiva no contexto dos     CSP em Portugal. Para isso foram definidas duas hip&#243;teses de investiga&#231;&#227;o: o     diagn&#243;stico de depress&#227;o e ansiedade por parte dos m&#233;dicos dos CSP depende do     g&#233;nero do paciente (<i>outcome</i> prim&#225;rio); o g&#233;nero do paciente influencia a escolha da terap&#234;utica na     depress&#227;o (<i>outcome</i> secund&#225;rio).</p>       <p><b>Metodologia</b></p>       <p>No sentido     de atingir os objetivos propostos, os autores delinearam um estudo descritivo e     transversal, precedido de um estudo-piloto, este &#250;ltimo com o prop&#243;sito de     testar a metodologia de colheita de dados.</p>       <p>O     estudo-piloto englobou uma amostra de 76 m&#233;dicos de fam&#237;lia (participantes nas     I Jornadas Salvador Allende em 2014) aos quais foi enviada, por endere&#231;o     eletr&#243;nico, uma hist&#243;ria cl&#237;nica com crit&#233;rios de depress&#227;o, seguida de um     question&#225;rio an&#243;nimo e de autopreenchimento. Este question&#225;rio foi constru&#237;do     pelos autores e inclu&#237;a uma hist&#243;ria cl&#237;nica breve, retratando o caso de um     paciente com crit&#233;rios para epis&#243;dio depressivo major, segundo a defini&#231;&#227;o     presente no manual <i>Diagnostic and     Statistical Manual of Mental Disorders</i> (DSM-IV), seguida de 10 perguntas de     resposta curta. O texto utilizado foi adaptado de um estudo internacional<sup>11</sup> e foram desenvolvidas duas vers&#245;es com a mesma hist&#243;ria cl&#237;nica, mudando apenas     o g&#233;nero do paciente, sendo que cada participante teve acesso a apenas uma das     vers&#245;es, desconhecendo a outra (<a href="#f1">figura 1</a>). No estudo-piloto foi obtida uma     baixa taxa de resposta (33%), tendo este facto sido atribu&#237;do pelos autores ao     m&#233;todo de envio do question&#225;rio. Neste sentido, foi apenas realizada a an&#225;lise     descritiva dos dados para obten&#231;&#227;o de uma diferen&#231;a esperada entre os dois     bra&#231;os em estudo (20%) no que se refere &#224; probabilidade de diagn&#243;stico de     depress&#227;o. Considerou-se que a entrega em m&#227;os e simult&#226;nea dos question&#225;rios     conduziria n&#227;o s&#243; a uma maior taxa de resposta como &#224; elimina&#231;&#227;o do vi&#233;s de     troca de informa&#231;&#227;o entre os participantes.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n6/31n6a05f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Estabelecido     o m&#233;todo de entrega do question&#225;rio e formuladas as quest&#245;es, foi calculada     estatisticamente a dimens&#227;o da amostra com recurso ao programa <i>Piface by Russel V. Lenth Version 1.76.</i><sup>12</sup> Para uma diferen&#231;a esperada de 20% entre os dois bra&#231;os do estudo, utilizando     um valor de erro tipo alfa de 5% e para uma pot&#234;ncia de 80%, determinou-se a     necessidade de pelo menos 72 respostas v&#225;lidas em cada bra&#231;o de estudo.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi     selecionada uma amostra de conveni&#234;ncia (<i>n</i>=158)     constitu&#237;da por m&#233;dicos de fam&#237;lia e internos de medicina geral e familiar     (MGF), participantes na Escola de Outono da Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Medicina     Geral e Familiar (APMGF) 2014, sem restri&#231;&#227;o de ano de internato ou de anos de     pr&#225;tica cl&#237;nica especializada. O &#250;nico crit&#233;rio de exclus&#227;o considerado foi a     participa&#231;&#227;o no estudo-piloto j&#225; descrito. Os question&#225;rios foram aplicados ao     mesmo tempo em todos os cursos a decorrer durante o evento, sendo que em cada     curso foi distribu&#237;da apenas uma vers&#227;o, eliminando o vi&#233;s relacionado com a     comunica&#231;&#227;o entre inquiridos. </p>       <p>As vari&#225;veis     estudadas foram g&#233;nero, idade, grau de forma&#231;&#227;o, probabilidade de ter     depress&#227;o, probabilidade de ter ansiedade, gravidade da depress&#227;o,     probabilidade de recuperar sem terap&#234;utica, probabilidade de beneficiar com     terap&#234;utica antidepressiva e de beneficiar com psicoterapia. Foi pedido a cada     participante que classificasse a &#8220;probabilidade&#8221; de cada uma das vari&#225;veis numa     escala de 0 a 100 valores, exceto para a vari&#225;vel &#8220;Gravidade da depress&#227;o&#8221; em     que a escala utilizada foi de 0 a 10 valores. </p>       <p>Foi pedida     autoriza&#231;&#227;o ao Departamento de Forma&#231;&#227;o da APMGF para a realiza&#231;&#227;o do estudo no     evento acima descrito. O consentimento informado foi pedido no momento de     entrega do question&#225;rio, ap&#243;s explica&#231;&#227;o breve da sua estrutura, mas sem     apresentar os objetivos do estudo de forma a reduzir o enviesamento de     respostas. </p>       <p>Para an&#225;lise     dos dados obtidos, estes foram inicialmente organizados informaticamente numa     base de dados do <i>Microsoft Excel 2013, </i>posteriormente     analisados com recurso ao programa <i>Statistical     Package for Social Sciences</i> (SPSS) v.20.0. A abordagem inicial contemplou a     an&#225;lise univari&#225;vel com recurso a medidas descritivas para estudo da amostra e     das subamostras que responderam a cada vers&#227;o, com determina&#231;&#227;o do padr&#227;o de     normalidade atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o do teste de Kolmogorov. Posteriormente     realizou-se a an&#225;lise bivari&#225;vel com recurso ao teste de Qui-quadrado para     an&#225;lise das vari&#225;veis qualitativas nominais (g&#233;nero e grau de forma&#231;&#227;o) e de     Mann-Whitney para an&#225;lise das vari&#225;veis qualitativas ordinais (idade,     probabilidade de ter depress&#227;o, probabilidade de ter ansiedade, gravidade da     depress&#227;o, probabilidade de melhoria sem terap&#234;utica, probabilidade de melhoria     com antidepressivo e probabilidade de melhoria com psicoterapia).</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>O estudo     incluiu 158 respostas v&#225;lidas, correspondendo ao total de m&#233;dicos formandos     presentes no evento e estando distribu&#237;das equitativamente pelas duas vers&#245;es.     Desta amostra, 82,3% (130) eram mulheres, 90,5% (143) eram internos e a m&#233;dia     de idades foi de 29,7 anos com um desvio padr&#227;o de +/- 4,7 anos (valor     m&#237;nimo de 25 anos e m&#225;ximo de 60). Na an&#225;lise comparativa entre os dois grupos     (<a href="#q1">Quadro I</a>) n&#227;o se encontraram diferen&#231;as estat&#237;sticas quanto ao g&#233;nero (<i>p</i>=0,405), idade (<i>p</i>=0,329) e grau de forma&#231;&#227;o (<i>p</i>=0,175).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n6/31n6a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A     probabilidade de atribuir o diagn&#243;stico de depress&#227;o foi ligeiramente superior     na vers&#227;o referente ao paciente do g&#233;nero feminino (<i>p</i>=0,046). No entanto, verificou-se tamb&#233;m que a diferen&#231;a entre     m&#233;dias das vers&#245;es D. Maria <i>versus</i> Sr. Jo&#227;o &#233; muito pr&#243;xima de 0 (86,9 <i>versus</i> 86,3), sendo a diferen&#231;a de medianas nula (90 <i>versus</i> 90).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Inversamente,     a probabilidade de atribuir um diagn&#243;stico de ansiedade, perante a mesma     hist&#243;ria cl&#237;nica de depress&#227;o, foi superior no caso do paciente ser do g&#233;nero     masculino (<i>p</i>&lt;0,001) com uma     diferen&#231;a entre medianas de 20 (50 <i>versus</i> 30). Nas restantes vari&#225;veis em estudo n&#227;o se encontrou diferen&#231;a estat&#237;stica     quando comparadas as respostas entre os dois grupos (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>      <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n6/31n6a05q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>No presente     estudo, os autores pretenderam avaliar se o g&#233;nero do paciente condiciona os     diagn&#243;sticos de depress&#227;o e ansiedade e a escolha de terap&#234;utica antidepressiva     no contexto dos CSP em Portugal. </p>       <p>No que se     refere ao diagn&#243;stico de depress&#227;o, a diferen&#231;a entre os resultados de ambos os     grupos &#233; inconclusiva j&#225; que o valor de <i>p</i> se encontra no limiar da signific&#226;ncia estat&#237;stica (<i>p</i>=0,046) e as diferen&#231;as entre m&#233;dias e entre medianas n&#227;o     evidenciam uma diferen&#231;a relevante. Os resultados encontrados s&#227;o concordantes     com o estudo multic&#234;ntrico de 1998 realizado pela OMS<sup>8</sup> em que foram     considerados os diagn&#243;sticos realizados nos CSP a 26.969 pacientes e n&#227;o foram     observadas diferen&#231;as relacionadas com o g&#233;nero na dete&#231;&#227;o de depress&#227;o. Este     resultado pode estar relacionado com o facto das hist&#243;rias disponibilizadas     englobarem de forma expl&#237;cita todos os crit&#233;rios de depress&#227;o patentes no     manual DSM-IV, o que poder&#225; ter aumentado a acuidade diagn&#243;stica dos     participantes. Na pr&#225;tica cl&#237;nica, os pacientes n&#227;o s&#243; podem n&#227;o manifestar     todos os sinais/sintomas de uma determinada patologia como a valoriza&#231;&#227;o desses     mesmos sinais e sintomas depende da entrevista cl&#237;nica.</p>       <p>Relativamente     ao diagn&#243;stico de ansiedade encontrou-se uma diferen&#231;a estatisticamente     significativa (<i>p</i>&lt;0,001) entre os     dois grupos, sendo mais prov&#225;vel este diagn&#243;stico quando o paciente &#233; do g&#233;nero     masculino. O facto de os participantes terem considerado o diagn&#243;stico de     ansiedade pode refletir a sobreposi&#231;&#227;o de sintomas no espectro da sa&#250;de mental,     podendo explicar a coincid&#234;ncia do diagn&#243;stico de depress&#227;o e ansiedade mesmo     na presen&#231;a de crit&#233;rios predominantemente relacionados com uma das patologias.<sup>13-14</sup> H&#225; ainda a considerar que o DSM-IV-TR define quatro crit&#233;rios comuns a epis&#243;dio     depressivo major e perturba&#231;&#227;o de ansiedade generalizada.<sup>13</sup> Pela     an&#225;lise deste resultado poder&#225; conjeturar-se que, perante um paciente com     sintomas depressivos, ser&#225; mais provavel considerar um diagn&#243;stico de ansiedade     no g&#233;nero masculino, ainda que a explica&#231;&#227;o para este fen&#243;meno n&#227;o seja clara.</p>       <p>Quando     considerada a influ&#234;ncia do g&#233;nero na escolha da terap&#234;utica a implementar     (farmacol&#243;gica e/ou psicoterapia), o presente trabalho n&#227;o encontrou     diferen&#231;as. Estes dados diferem daqueles encontrados num estudo observacional     europeu<sup>15</sup> que incluiu 1.249 m&#233;dicos de fam&#237;lia, em que se verificou     que a prescri&#231;&#227;o de antidepressivos estava positivamente associada ao g&#233;nero     feminino.</p>       <p>A amostra     selecionada apresenta uma elevada propor&#231;&#227;o de internos e de participantes do     g&#233;nero feminino, podendo n&#227;o ser representativa da popula&#231;&#227;o de m&#233;dicos dos CSP     e condicionar a extrapola&#231;&#227;o dos resultados. A utiliza&#231;&#227;o de uma amostra de     conveni&#234;ncia e a confronta&#231;&#227;o com hist&#243;rias cl&#237;nicas padronizadas tamb&#233;m s&#227;o     fatores limitantes do estudo.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A     homogeneidade entre os grupos relativamente ao g&#233;nero, idade e grau de forma&#231;&#227;o     sugere que estas vari&#225;veis n&#227;o s&#227;o eventuais fatores de confundimento, ou seja,     n&#227;o parece haver um vi&#233;s de sele&#231;&#227;o importante.</p>       <p>A     metodologia utilizada neste estudo, com aplica&#231;&#227;o simult&#226;nea do question&#225;rio a     todos os participantes e oculta&#231;&#227;o da exist&#234;ncia de duas vers&#245;es, permitiu     minimizar a interfer&#234;ncia causada pela poss&#237;vel comunica&#231;&#227;o entre os     participantes.</p>       <p>Novos     estudos podem partir dos dados obtidos no sentido de confirmar a tend&#234;ncia     verificada em amostras mais alargadas e representativas. Idealmente, um novo     estudo poderia ter como desenho de interven&#231;&#227;o a realiza&#231;&#227;o de consultas com     atores de ambos os g&#233;neros, treinados para expressarem sinais e sintomas de     depress&#227;o, de modo a eliminar o vi&#233;s de artificialidade resultante da abordagem     com hist&#243;rias cl&#237;nicas padronizadas. Ainda assim, a utiliza&#231;&#227;o de uma hist&#243;ria     padr&#227;o permitiu o estudo, nesta amostra, do efeito isolado do g&#233;nero do     paciente j&#225; que n&#227;o havia outras diferen&#231;as potencialmente confundentes dos     resultados entre as duas hist&#243;rias.</p>       <p>Outro aspeto     que pode ter influenciado as escolhas dos inquiridos foi a op&#231;&#227;o de utilizar     crit&#233;rios de diagn&#243;stico de epis&#243;dio depressivo major segundo o DSM-IV. Podemos     conjeturar que, tendo em conta diversos dados da bibliografia consultada, que     sugerem diferentes manifesta&#231;&#245;es sintom&#225;ticas de depress&#227;o de acordo com o     g&#233;nero do paciente,<sup>4-5,9</sup> os crit&#233;rios considerados podem     sobrevalorizar sintomas mais t&#237;picos no g&#233;nero feminino e, desta forma,     influenciar a resposta dos participantes. Se assim for, poderemos alargar esta     cr&#237;tica aos crit&#233;rios convencionalmente utilizados na pr&#225;tica cl&#237;nica por n&#227;o     considerarem as diferen&#231;as de g&#233;nero, o que explicaria a aparente contradi&#231;&#227;o     entre os elevados n&#237;veis de preval&#234;ncia de depress&#227;o no g&#233;nero feminino e taxas     de suic&#237;dio concretizado consistentemente mais elevadas na popula&#231;&#227;o do g&#233;nero     masculino.<sup>10</sup></p>       <p>O presente     trabalho &#233; pioneiro em Portugal no estudo da interfer&#234;ncia do g&#233;nero do     paciente na perce&#231;&#227;o do diagn&#243;stico de depress&#227;o e ansiedade entre m&#233;dicos dos     CSP. </p>       <p>Finalmente,     este resultado alerta para a necessidade de cada profissional de sa&#250;de refletir     sobre a sua pr&#225;tica cl&#237;nica, sobre os ju&#237;zos que constr&#243;i e sobre o     enviesamento a que todos estamos sujeitos.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1.     Barzelatto J, Brown P. The global burden of disease: A comprehensive assessment     of mortality and disability from diseases, injuries and risk factors in 1990     and projected to 2020. Summary. Cambridge: Harvard School of Public Health;     1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358237&pid=S2182-5173201500060000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780965546607</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Portugal, sa&#250;de mental em n&#250;meros - 2014     (Internet). Lisboa: DGS; 2014 (cited 2015 Aug 30). Available from:     <a href="http://www.dgs.pt/estatisticas-de-saude/estatisticas-de-saude/publicacoes/portugal-saude-mental-em-numeros-2014.aspx" target="_blank">https://www.dgs.pt/estatisticas-de-saude/estatisticas-de-saude/publicacoes/portugal-saude-mental-em-numeros-2014.aspx</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358239&pid=S2182-5173201500060000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Caldas de     Almeida J, Xavier M. Estudo epidemiol&#243;gico de sa&#250;de mental (Vol. 1). Lisboa:     Faculdade de Ci&#234;ncias M&#233;dicas da Universidade Nova de Lisboa; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358240&pid=S2182-5173201500060000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>4. Justo LP,     Calil HM. Depress&#227;o: o mesmo acometimento para homens e mulheres? (Depression:     does it affect equally men and women?). Rev Psiquiatr Clin. 2006;33(2):74-9.     Portuguese</p>       <!-- ref --><p>5. Callahan     EJ, Bertakis KD, Azari R, Helms LJ, Robbins J, Miller J. Depression in primary     care: patient factors that influence recognition. Fam Med.     1997;29(3):172-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358243&pid=S2182-5173201500060000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>       <!-- ref --><p>6. Broverman     IK, Vogel SR, Broverman DM, Clarkson FE, Rosenkrantz PS. Sex-role stereotypes:     a current appraisal. J Soc Issues. 1972;28(2):59-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358245&pid=S2182-5173201500060000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7.     Simoni-Wastila L. The use of abusable prescription drugs: the role of gender. J     Womens Health Gender Based Med. 2000;9(3):289-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358247&pid=S2182-5173201500060000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Gater R,     Tansella M, Korten A, Tiemens BG, Mavreas VG and Olatawura MO.&nbsp; Sex differences in the prevalence and     detection of depressive and anxiety disorders in general health care settings.     Arch Gen Psychiatry. 1998;55(5):405-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358249&pid=S2182-5173201500060000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>9. Emslie C,     Ridge D, Ziebland S, Hunt K. Exploring men&#8217;s and women&#8217;s experiences of     depression and engagement with health professionals: more similarities than     differences? A qualitative interview study. BMC Fam Pract. 2007;8:43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358251&pid=S2182-5173201500060000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Weissman     MM, Bland RC, Canino GJ, Greenwald S, Hwu HG, Joyce PR, et al. Prevalence of     suicide ideation and suicide attempts in nine countries. Psychol Med.     1999;29(1):9-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358253&pid=S2182-5173201500060000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Swami V.     Mental health literacy of depression: gender differences and attitudinal     antecedents in a representative British sample. PLoS ONE. 2012;7(11):e49779.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358255&pid=S2182-5173201500060000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. College     of Liberal Arts. Java applets for power and sample size (Internet). The     University of Iowa; 2006 Aug 14 (updated 2015 Mar 21). Available from:     <a href="http://homepage.stat.uiowa.edu/~rlenth/Power/" target="_blank">http://homepage.stat.uiowa.edu/~rlenth/Power/</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358257&pid=S2182-5173201500060000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13. Zbozinek     TD, Rose RD, Wolitzky-Taylor KB, Sherbourne C, Sullivan G, Stein MB, et al.     Diagnostic overlap of generalized anxiety disorder and major depressive     disorder in a primary care sample. Depress Anxiety. 2012;29(12):1065-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358258&pid=S2182-5173201500060000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. L&#246;we B,     Spitzer RL, Williams JB, Mussell M, Schellberg D, Kroenke K. Depression,     anxiety and somatization in primary care: syndrome overlap and functional     impairment. Gen Hosp Psychiatry. 2008;30(3):191-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358260&pid=S2182-5173201500060000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Dumesnil     H, Cortaredona S, Verdoux H, Sebbah R, Paraponaris A, Verger P. General     practitioners&#8217; choices and their determinants when starting treatment for major     depression: a cross sectional randomized case-vignette survey. PLoS ONE.     2012;7(12):e52429.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358262&pid=S2182-5173201500060000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Nuno Miguel     Avelar Duarte Bas&#237;lio</p>       <p>R. Artur     Semedo, 15, Vila Fria, 2740-280 Porto Salvo</p>       <p>E-mail: <a href="mailto:nunomdbasilio@gmail.com">nunomdbasilio@gmail.com</a></p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Financiamento   do estudo</b></p>       <p>Os autores     n&#227;o receberam qualquer tipo de financiamento.</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>Os autores     agradecem ao Departamento de Forma&#231;&#227;o da APMGF a possibilidade de aplicar o     question&#225;rio nas Escolas de Outono de 2014, &#224; CLINICAL LAB, em particular &#224;     Dra. Filipa Negreiro, pelo contributo na an&#225;lise estat&#237;stica e a todos os     participantes das Escolas de Outono de 2014. </p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 30-03-2015</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 25-11-2015</b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barzelatto]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brown]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The global burden of disease: A comprehensive assessment of mortality and disability from diseases, injuries and risk factors in 1990 and projected to 2020. Summary]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Harvard School of Public Health]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Direção-Geral da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Portugal, saúde mental em números: 2014]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caldas de Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Xavier]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Estudo epidemiológico de saúde mental]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Justo]]></surname>
<given-names><![CDATA[LP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Calil]]></surname>
<given-names><![CDATA[HM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Depressão: o mesmo acometimento para homens e mulheres?]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Psiquiatr Clin]]></source>
<year>2006</year>
<volume>33</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>74-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Callahan]]></surname>
<given-names><![CDATA[EJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bertakis]]></surname>
<given-names><![CDATA[KD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Azari]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Helms]]></surname>
<given-names><![CDATA[LJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Robbins]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Depression in primary care: patient factors that influence recognition]]></article-title>
<source><![CDATA[Fam Med]]></source>
<year>1997</year>
<volume>29</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>172-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Broverman]]></surname>
<given-names><![CDATA[IK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vogel]]></surname>
<given-names><![CDATA[SR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Broverman]]></surname>
<given-names><![CDATA[DM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clarkson]]></surname>
<given-names><![CDATA[FE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosenkrantz]]></surname>
<given-names><![CDATA[PS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sex-role stereotypes: a current appraisal]]></article-title>
<source><![CDATA[J Soc Issues]]></source>
<year>1972</year>
<volume>28</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>59-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Simoni-Wastila]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The use of abusable prescription drugs: the role of gender]]></article-title>
<source><![CDATA[J Womens Health Gender Based Med]]></source>
<year>2000</year>
<volume>9</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>289-97</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gater]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tansella]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Korten]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tiemens]]></surname>
<given-names><![CDATA[BG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>Mavreas VG and Olatawura MO</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sex differences in the prevalence and detection of depressive and anxiety disorders in general health care settings]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Gen Psychiatry]]></source>
<year>1998</year>
<volume>55</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>405-13</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Emslie]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ridge]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ziebland]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Exploring men's and women's experiences of depression and engagement with health professionals: more similarities than differences? A qualitative interview study]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Fam Pract]]></source>
<year>2007</year>
<volume>8</volume>
<page-range>43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Weissman]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bland]]></surname>
<given-names><![CDATA[RC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Canino]]></surname>
<given-names><![CDATA[GJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greenwald]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hwu]]></surname>
<given-names><![CDATA[HG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Joyce]]></surname>
<given-names><![CDATA[PR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of suicide ideation and suicide attempts in nine countries]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychol Med]]></source>
<year>1999</year>
<volume>29</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>9-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Swami]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mental health literacy of depression: gender differences and attitudinal antecedents in a representative British sample]]></article-title>
<source><![CDATA[PLoS ONE]]></source>
<year>2012</year>
<volume>7</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>e49779</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>College of Liberal Arts</collab>
<source><![CDATA[Java applets for power and sample size]]></source>
<year>2006</year>
<month> A</month>
<day>ug</day>
<publisher-name><![CDATA[The University of Iowa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zbozinek]]></surname>
<given-names><![CDATA[TD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rose]]></surname>
<given-names><![CDATA[RD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wolitzky-Taylor]]></surname>
<given-names><![CDATA[KB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sherbourne]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sullivan]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stein]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Diagnostic overlap of generalized anxiety disorder and major depressive disorder in a primary care sample]]></article-title>
<source><![CDATA[Depress Anxiety]]></source>
<year>2012</year>
<volume>29</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>1065-71</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Löwe]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spitzer]]></surname>
<given-names><![CDATA[RL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[JB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mussell]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schellberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kroenke]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Depression, anxiety and somatization in primary care: syndrome overlap and functional impairment]]></article-title>
<source><![CDATA[Gen Hosp Psychiatry]]></source>
<year>2008</year>
<volume>30</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>191-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dumesnil]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cortaredona]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Verdoux]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sebbah]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paraponaris]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Verger]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[General practitioners' choices and their determinants when starting treatment for major depression: a cross sectional randomized case-vignette survey]]></article-title>
<source><![CDATA[PLoS ONE]]></source>
<year>2012</year>
<volume>7</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>e52429</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
