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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vacinação antisarampo, parotidite e rubéola em crianças com suspeita de alergia ao ovo]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar Lisboa Central, EPE Hospital D. Estefânia Serviço de Imunoalergologia]]></institution>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732015000600008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732015000600008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732015000600008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma orientação para a administração da vacina contra o sarampo, parotidite e rubéola (VASPR), tendo reservado a referenciação hospitalar para situações de anafilaxia ao ovo, reação prévia à VASPR e asma não controlada em doentes com alergia documentada ao ovo. Objetivo: Caracterizar a população referenciada para administração da VASPR a nível hospitalar relativamente ao cumprimento das recomendações existentes, à segurança da administração da vacina em crianças com suspeita de alergia ao ovo e ao atraso na administração da primeira dose. Tipo de estudo: Observacional transversal com colheita retrospetiva de dados. Local: Serviço de Imunoalergologia do Hospital de Dona Estefânia. População: Crianças referenciadas para administração hospitalar da VASPR. Métodos: Consulta dos processos clínicos num período de cinco anos. Resultados: Das 83 crianças referenciadas, 43% não apresentava qualquer sintoma com a ingestão de ovo. Entre os participantes que apresentavam sintomas dois tinham história de anafilaxia ao ovo e dois tinham asma brônquica controlada. Verificou-se um atraso global de dois meses no calendário vacinal. Nenhum dos doentes referenciados para a administração do reforço vacinal tinha história prévia de reação à VASPR. Não foram observadas reações sistémicas após a administração da vacina. Três doentes tiveram reação cutânea local e transitória. Conclusão: A maioria da população não apresentava alergia ao ovo, verificando-se um sobre diagnóstico de alergia alimentar. A administração da VASPR foi segura, mesmo nos casos com anafilaxia ao ovo. Após a publicação da orientação da DGS continuou a existir referenciação hospitalar injustificada, implicando atrasos significativos no calendário vacinal e sobrecarregando os serviços hospitalares.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The General Directorate for Health (DGS) has published a recommendation for the administration of measles, mumps, rubella vaccine (MMR) in hospital for patients with a history of anaphylaxis due to egg allergy, previous reaction to MMR, and uncontrolled asthma in patients with documented egg allergy. Objective: To characterize the population referred to hospital for MMR administration regarding compliance with existing referral recommendations, the safety of vaccination in children with suspected egg allergy, and the delay in the administration of the first dose. Type of study: Cross-sectional study of hospital records. Local: Immuno-allergy Department of Dona Estefânia Hospital, Lisbon. Population: Children referred to hospital for MMR administration. Methods: Examination of clinical files over a 5-year period. Results: Of the 83 children referred, 43% had no symptoms upon ingestion of egg. Among the patients who had symptoms, two had a history of anaphylaxis on exposure to eggs and two had controlled bronchial asthma. There was a mean delay of two months in the immunization schedule. None of the patients referred for an MMR booster vaccination had a previous history of reaction to MMR vaccination. No systemic reactions were observed after vaccine administration. Three patients had local, transient skin reactions. Conclusions: The majority of patients referred for MMR vaccination in hospital did not have an allergy to eggs. We found over-diagnosis of food allergy. MMR vaccination was safe, even in cases of patients with a prior history of anaphylaxis on exposure to eggs. After the publication of the DGS recommendation, unjustified hospital referral continues. This causes significant delays in immunization and overloading of hospital services.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Hipersensibilidade ao Ovo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Vacina Antisarampo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Parotidite e Rubéola]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Measles-mumps-rubella Vaccine]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS BREVES</b></p>     <p><font size="4"><b>Vacina&#231;&#227;o antisarampo, parotidite e rub&#233;ola     em crian&#231;as com suspeita de alergia ao ovo</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Measles,   mumps and rubella vaccination in children with suspected egg allergy</b></font></p>       <p><b>S&#243;nia Rosa,<sup>1</sup> Filipa Ribeiro,<sup>2</sup> Paula Leiria Pinto<sup>3</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>M&#233;dica     Assistente Hospitalar, Servi&#231;o de Imunoalergologia do Hospital D. Estef&#226;nia,     Centro Hospitalar Lisboa Central, EPE.</p>       <p><sup>2</sup>M&#233;dica     Assistente Hospitalar, Servi&#231;o de Imunoalergologia, Centro Hospitalar do     Algarve, EPE.</p>       <p><sup>3</sup>M&#233;dica     Assistente Hospitalar Graduada S&#233;nior, Servi&#231;o de Imunoalergologia do Hospital     D. Estef&#226;nia, Centro Hospitalar Lisboa Central, EPE.</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de (DGS) publicou uma orienta&#231;&#227;o para a administra&#231;&#227;o da     vacina contra o sarampo, parotidite e rub&#233;ola (VASPR), tendo reservado a     referencia&#231;&#227;o hospitalar para situa&#231;&#245;es de anafilaxia ao ovo, rea&#231;&#227;o pr&#233;via &#224;     VASPR e asma n&#227;o controlada em doentes com alergia documentada ao ovo.</p>       <p><b>Objetivo:</b> Caracterizar a popula&#231;&#227;o     referenciada para administra&#231;&#227;o da VASPR a n&#237;vel hospitalar relativamente ao     cumprimento das recomenda&#231;&#245;es existentes, &#224; seguran&#231;a da administra&#231;&#227;o da     vacina em crian&#231;as com suspeita de alergia ao ovo e ao atraso na administra&#231;&#227;o     da primeira dose.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional     transversal com colheita retrospetiva de dados.</p>       <p><b>Local:</b> Servi&#231;o de Imunoalergologia do     Hospital de Dona Estef&#226;nia.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Crian&#231;as referenciadas para     administra&#231;&#227;o hospitalar da VASPR.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Consulta dos processos     cl&#237;nicos num per&#237;odo de cinco anos. </p>       <p><b>Resultados:</b> Das 83 crian&#231;as     referenciadas, 43% n&#227;o apresentava qualquer sintoma com a ingest&#227;o de ovo.     Entre os participantes que apresentavam sintomas dois tinham hist&#243;ria de     anafilaxia ao ovo e dois tinham asma br&#244;nquica controlada. Verificou-se um     atraso global de dois meses no calend&#225;rio vacinal. Nenhum dos doentes     referenciados para a administra&#231;&#227;o do refor&#231;o vacinal tinha hist&#243;ria pr&#233;via de     rea&#231;&#227;o &#224; VASPR. N&#227;o foram observadas rea&#231;&#245;es sist&#233;micas ap&#243;s a administra&#231;&#227;o da     vacina. Tr&#234;s doentes tiveram rea&#231;&#227;o cut&#226;nea local e transit&#243;ria. </p>       <p><b>Conclus&#227;o:</b> A maioria da popula&#231;&#227;o n&#227;o     apresentava alergia ao ovo, verificando-se um sobre diagn&#243;stico de alergia     alimentar. A administra&#231;&#227;o da VASPR foi segura, mesmo nos casos com anafilaxia     ao ovo. Ap&#243;s a publica&#231;&#227;o da orienta&#231;&#227;o da DGS continuou a existir     referencia&#231;&#227;o hospitalar injustificada, implicando atrasos significativos no     calend&#225;rio vacinal e sobrecarregando os servi&#231;os hospitalares.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Hipersensibilidade ao     Ovo, Vacina Antisarampo, Parotidite e Rub&#233;ola.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>The General     Directorate for Health (DGS) has published a recommendation for the     administration of measles, mumps, rubella vaccine (MMR) in hospital for     patients with a history of anaphylaxis due to egg allergy, previous reaction to   MMR, and uncontrolled asthma in patients with documented egg allergy.</p>       <p><b>Objective:</b> To characterize the     population referred to hospital for MMR administration regarding compliance     with existing referral recommendations, the safety of vaccination in children     with suspected egg allergy, and the delay in the administration of the first     dose.</p>       <p><b>Type of study:</b> Cross-sectional study of     hospital records.</p>       <p><b>Local:</b> Immuno-allergy Department of     Dona Estef&#226;nia Hospital, Lisbon.</p>       <p><b>Population:</b> Children referred to     hospital for MMR administration.</p>       <p><b>Methods:</b> Examination of clinical files     over a 5-year period.</p>       <p><b>Results:</b> Of the 83 children referred,     43% had no symptoms upon ingestion of egg. Among the patients who had symptoms,     two had a history of anaphylaxis on exposure to eggs and two had controlled     bronchial asthma. There was a mean delay of two months in the immunization     schedule. None of the patients referred for an MMR booster vaccination had a     previous history of reaction to MMR vaccination. No systemic reactions were     observed after vaccine administration. Three patients had local, transient skin     reactions.</p>       <p><b>Conclusions:</b> The majority of patients     referred for MMR vaccination in hospital did not have an allergy to eggs. We     found over-diagnosis of food allergy. MMR vaccination was safe, even in cases     of patients with a prior history of anaphylaxis on exposure to eggs. After the     publication of the DGS recommendation, unjustified hospital referral continues.     This causes significant delays in immunization and overloading of hospital     services.</p>       <p><b>Keywords:</b> Egg Hypersensitivity;     Measles-mumps-rubella Vaccine.</p>  <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A alergia ao     ovo tem uma preval&#234;ncia de 1,5 a 3,2% na idade pedi&#225;trica,<sup>1</sup> com     aquisi&#231;&#227;o de toler&#226;ncia em 66% dos casos at&#233; aos cinco anos de idade.<sup>2</sup> A VASPR (vacina contra o sarampo, parotidite epid&#233;mica e rub&#233;ola) inclui v&#237;rus     cultivados em fibroblastos de embri&#227;o de galinha, podendo conter vest&#237;gios de     ovalbumina, a prote&#237;na alerg&#233;nica mais abundante da clara do ovo. Foi     demonstrado, h&#225; 40 anos, que a quantidade de ovalbumina presente na vacina &#233; de     aproximadamente 0,01&#181;g,<sup>3-4</sup> um valor baixo e provavelmente     subalerg&#233;nico.<sup>5</sup></p>       <p>Apesar dos     v&#225;rios estudos publicados a atestar a seguran&#231;a da administra&#231;&#227;o da VASPR em     doentes com alergia ao ovo,<sup>4-11</sup> continua a existir alguma hesita&#231;&#227;o     na vacina&#231;&#227;o de crian&#231;as com hist&#243;ria cl&#237;nica de rea&#231;&#227;o ao ovo ou que, ainda     que n&#227;o o tenham introduzido na dieta, apresentem testes cut&#226;neos (TC) ou     doseamento de IgE espec&#237;fica positivos para o mesmo. Na d&#250;vida, os doentes s&#227;o     referenciados para administra&#231;&#227;o da VASPR em meio hospitalar, com consequentes     atrasos no cumprimento do Programa Nacional de Vacina&#231;&#227;o (PNV).<sup>12</sup></p>       <p>A     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de (DGS) publicou uma orienta&#231;&#227;o com as recomenda&#231;&#245;es para     a administra&#231;&#227;o da VASPR,<sup>13</sup> na qual refere que quer as crian&#231;as com     alergia ao ovo, com rea&#231;&#245;es que n&#227;o sejam consideradas graves, quer as que     ainda n&#227;o introduziram o ovo na sua dieta devem ser vacinadas nos servi&#231;os de     vacina&#231;&#227;o habitual.</p>       <p>As     indica&#231;&#245;es para a vacina&#231;&#227;o em meio hospitalar incluem os casos em que h&#225; uma     hist&#243;ria pessoal documentada de anafilaxia ao ovo, uma rea&#231;&#227;o pr&#233;via &#224;     administra&#231;&#227;o da VASPR ou uma asma n&#227;o controlada numa crian&#231;a com hist&#243;ria     documentada de alergia ao ovo, independentemente da gravidade da rea&#231;&#227;o pr&#233;via     ao mesmo.</p>       <p>Este estudo     teve por objetivo caracterizar a popula&#231;&#227;o referenciada para administra&#231;&#227;o da     VASPR a n&#237;vel hospitalar, relativamente ao cumprimento das recomenda&#231;&#245;es     existentes, &#224; seguran&#231;a da administra&#231;&#227;o da vacina em crian&#231;as com suspeita de     alergia ao ovo e ao atraso na administra&#231;&#227;o da primeira dose.</p>       <p><b>Material     e M&#233;todos</b></p>       <p>Efetuou-se     uma colheita retrospetiva dos dados contidos nos processos cl&#237;nicos de todos os     doentes referenciados &#224; consulta de imunoalergologia do Hospital de Dona     Estef&#226;nia para administra&#231;&#227;o da VASPR, durante um per&#237;odo de cinco anos     (janeiro de 2008 a dezembro de 2012), com base no registo sistem&#225;tico do     agendamento do procedimento.</p>       <p>A popula&#231;&#227;o     do estudo foi caracterizada relativamente &#224;s vari&#225;veis quantitativas cont&#237;nuas,     idade de vacina&#231;&#227;o, atraso na administra&#231;&#227;o da primeira dose da vacina e &#224;s     qualitativas nominais, sexo, sintomatologia que fez suspeitar da alergia ao     ovo, resultados de TC com o ovo, doseamento de IgE para o ovo e rea&#231;&#245;es     adversas decorrentes da administra&#231;&#227;o da vacina.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra     foi dividida em dois grupos. O primeiro incluiu as crian&#231;as referenciadas para     a primeira administra&#231;&#227;o da VASPR e o segundo as crian&#231;as referenciadas para a     administra&#231;&#227;o do refor&#231;o vacinal aos 5-6 anos.</p>       <p>O primeiro     grupo foi subdividido de acordo com o PNV vigente &#224; data da vacina&#231;&#227;o: no     subgrupo 1A se a vacina&#231;&#227;o se deu antes de 2012 e no subgrupo 1B se a     administra&#231;&#227;o ocorreu ap&#243;s a altera&#231;&#227;o do PNV em 2012, quando a primeira dose     da VASPR deixou de ser administrada aos 15 meses, passando a s&#234;-lo aos 12     meses.</p>       <p>Por norma, a     administra&#231;&#227;o da vacina &#233; feita em dose &#250;nica e com um per&#237;odo de vigil&#226;ncia no     servi&#231;o de 30 minutos a uma hora.</p>       <p>Foi feita     an&#225;lise descritiva dos dados com c&#225;lculo da m&#233;dia e desvio-padr&#227;o para as     vari&#225;veis quantitativas e an&#225;lise de frequ&#234;ncias expressa em percentagem para     as vari&#225;veis qualitativas, ap&#243;s caracteriza&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Foram     referenciadas 83 crian&#231;as (58 do sexo masculino). Destas, 53 inclu&#237;am-se no     subgrupo 1A, 16 no subgrupo 1B e 14 no Grupo 2 (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v31n6/31n6a08q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A maioria da     popula&#231;&#227;o (58/83) n&#227;o tinha hist&#243;ria cl&#237;nica de rea&#231;&#227;o al&#233;rgica ao ovo. Nestes     casos, o diagn&#243;stico de alergia alimentar fez-se com base na positividade do     doseamento de IgE para ovo em doentes com eczema at&#243;pico (35 doentes) e com     sibil&#226;ncia recorrente (dois doentes), tendo-se verificado que os restantes 21     casos n&#227;o apresentavam IgE ou TC positivos para ovo.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No grupo de     doentes que referia sintomas ap&#243;s a ingest&#227;o de ovo (25/83), dois tinham     antecedentes de anafilaxia, 19 queixas mucocut&#226;neas e quatro sintomas     gastrointestinais. Onze destes doentes ingeriam ovo regularmente quando foram     vacinados com a VASPR.</p>       <p>&#192; data da     vacina&#231;&#227;o, 36 crian&#231;as toleravam a ingest&#227;o de ovo sem sintomas, 14 estavam em     evic&#231;&#227;o alimentar de ovo por terem apresentado sintomas com a sua ingest&#227;o e em     33 doentes a toler&#226;ncia ao ovo era desconhecida.</p>       <p>Nas     situa&#231;&#245;es em que a toler&#226;ncia ao ovo era desconhecida foram inclu&#237;dos os     doentes que nunca tinham ingerido ovo (19/83) e os casos em que se desconhecia     a idade de introdu&#231;&#227;o do ovo na dieta (14/83). Nos motivos que levaram &#224;     evic&#231;&#227;o do ovo nos doentes que nunca o tinham ingerido encontravam-se IgE     positiva para o ovo em doentes com eczema at&#243;pico (12/19), IgE positiva para o     ovo em doentes com sibil&#226;ncia recorrente (2/19), diagn&#243;stico de alergia a outros     alimentos (2/19), IgE positiva para o ovo (2/19) e num caso n&#227;o foi poss&#237;vel     identificar o motivo.</p>       <p>Relativamente     &#224; presen&#231;a de doen&#231;as al&#233;rgicas, dois doentes apresentavam asma br&#244;nquica     controlada e 54 tinham eczema at&#243;pico, com doseamento de IgE para clara de ovo     positivo em 37 casos.</p>       <p>Os TC com     extrato comercial de ovo foram efetuados em 72 crian&#231;as, tendo sido positivos     em 57.</p>       <p>O doseamento     de IgE para o ovo foi efetuado em 59 doentes antes da referencia&#231;&#227;o hospitalar     e foi positivo para a gema e para a clara em 36 e 54 casos, respetivamente.</p>       <p>A vacina&#231;&#227;o     decorreu, em m&#233;dia, aos 18,3 meses no subgrupo 1A e aos 15,5 meses no subgrupo     1B, tendo-se verificado um atraso do calend&#225;rio vacinal de dois e quatro meses,     respetivamente. Apenas 12 em 53 doentes do subgrupo 1A e tr&#234;s em 16 do subgrupo     1B cumpriram os prazos estipulados no PNV.</p>       <p>No Grupo 2,     como a vacina tem um prazo alargado de administra&#231;&#227;o, podendo ser efetuada     entre os cinco e os seis anos, apenas se verificou atraso num doente, no qual a     vacina foi administrada aos sete anos. Neste grupo n&#227;o havia refer&#234;ncia a     rea&#231;&#227;o adversa &#224; administra&#231;&#227;o da primeira dose da VASPR. </p>       <p>Ap&#243;s a     administra&#231;&#227;o da vacina observou-se uma rea&#231;&#227;o local transit&#243;ria, com ligeiro     eritema no local da administra&#231;&#227;o, em 3/83 doentes, n&#227;o tendo sido necess&#225;ria     qualquer medica&#231;&#227;o. Estas tr&#234;s crian&#231;as n&#227;o referiam manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas com     ovo, encontrando-se em evic&#231;&#227;o por IgE positivas. N&#227;o se verificaram rea&#231;&#245;es     sist&#233;micas, imediatas ou tardias em nenhum dos doentes da amostra, incluindo os     dois doentes que tinham tido hist&#243;ria pr&#233;via de anafilaxia ao ovo.</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados     deste trabalho est&#227;o de acordo com os resultados de outros estudos<sup>4-11</sup> publicados na literatura acerca da seguran&#231;a da administra&#231;&#227;o da VASPR em     doentes com suspeita ou com alergia confirmada ao ovo, nomeadamente os de uma     casu&#237;stica do mesmo servi&#231;o que foi apresentada num artigo de revis&#227;o.<sup>15</sup></p>       <p>A diretiva     relativa &#224; referencia&#231;&#227;o hospitalar para administra&#231;&#227;o da VASPR constante no     PNV de 2006<sup>16</sup> foi refor&#231;ada pela orienta&#231;&#227;o da DGS de 2012,<sup>12</sup> em que a alergia ao ovo n&#227;o contra-indica a administra&#231;&#227;o da vacina, sendo uma     falsa contra-indica&#231;&#227;o. No entanto, constata-se que a alergia ao ovo, ou a sua     suspei&#231;&#227;o, tem continuado a motivar referencia&#231;&#227;o hospitalar para administra&#231;&#227;o     da VASPR. </p>       <p>Verificou-se     atraso na primo vacina&#231;&#227;o em 54/69 doentes, o que vem confirmar que a     referencia&#231;&#227;o hospitalar de todos os doentes que relatem uma hist&#243;ria de     alergia ao ovo ou que apresentem IgE ou TC positivos para o mesmo, poder&#225; determinar     atrasos no cumprimento do calend&#225;rio vacinal, aumentando o risco de contrair as     doen&#231;as cobertas pela vacina.<sup>17</sup></p>       <p>N&#227;o est&#225;     recomendado que se proceda, de forma sistematizada, a qualquer investiga&#231;&#227;o     alergol&#243;gica antes da administra&#231;&#227;o da vacina, nomeadamente realiza&#231;&#227;o de TC     com ovo ou com a vacina ou o doseamento de IgE, em doentes que refiram queixas     com a ingest&#227;o de ovo ou que ainda n&#227;o o tenham introduzido na dieta.<sup>18</sup> Nesta casu&#237;stica, a maioria das crian&#231;as realizou TC com o extrato comercial de     ovo por decis&#227;o m&#233;dica individual, devido ao f&#225;cil acesso ao procedimento que     permite uma avalia&#231;&#227;o r&#225;pida dos resultados.</p>       <p>Verificou-se     um sobrediagn&#243;stico de alergia alimentar, efetuado com base nos resultados de     TC e de IgE, pois 43% das crian&#231;as n&#227;o tinha alergia ao ovo, ingerindo-o sem     queixas apesar dos exames positivos. A sensibiliza&#231;&#227;o a alimentos n&#227;o &#233;     sin&#243;nimo de alergia alimentar. O valor preditivo positivo dos TC e da IgE no     diagn&#243;stico de alergia alimentar &#233; baixo, com uma elevada ocorr&#234;ncia de falsos     positivos.<sup>19</sup> Os doentes com eczema at&#243;pico geram IgE para m&#250;ltiplos     alimentos, que podem n&#227;o ter qualquer relev&#226;ncia cl&#237;nica.<sup>20</sup> A     maioria da amostra (68%) tinha eczema at&#243;pico, o que pode ter contribu&#237;do para     este sobrediagn&#243;stico de alergia alimentar.</p>       <p>Conv&#233;m     considerar que o tamanho da amostra &#233; reduzido, o que limita a generaliza&#231;&#227;o     dos resultados. Tamb&#233;m n&#227;o foi poss&#237;vel, por se tratar de uma an&#225;lise     retrospectiva de informa&#231;&#227;o, determinar o tempo decorrido entre a referencia&#231;&#227;o     hospitalar e a administra&#231;&#227;o da vacina.</p>       <p>Em     conclus&#227;o, a alergia ao ovo ou a sua suspeita continua a ser o principal motivo     de referencia&#231;&#227;o hospitalar para vacina&#231;&#227;o com a VASPR, sendo que apenas duas     das 83 crian&#231;as tinham hist&#243;ria pr&#233;via de anafilaxia &#224;s prote&#237;nas do ovo. O     encaminhamento de todos estes casos contribui para atrasos evit&#225;veis na     administra&#231;&#227;o da vacina VASPR.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Lack G.     Clinical practice: food allergy. N Engl J Med. 2008;359(12):1252-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358673&pid=S2182-5173201500060000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Allen CW,     Campbell DE, Kemp AS. Egg allergy: are all childhood food allergies the same? J     Paediatr Child Health. 2007;43(4):214-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358675&pid=S2182-5173201500060000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. O'Brien     TC, Maloney CJ, Tauraso NM. Quantitation of residual host protein in chicken     embryo-derived vaccines by radial immunodiffusion. Appl Microbiol. 1971;21(4):780-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358677&pid=S2182-5173201500060000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Fasano     MB, Wood RA, Cooke SK, Sampson HA. Egg hypersensitivity and adverse reactions     to measles, mumps, and rubella vaccine. J Pediatr. 1992;120(6):878-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358679&pid=S2182-5173201500060000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Hawkes     CP, Mulcair S, Hourihane JO. Is hospital based MMR vaccination for children with     egg allergy here to stay? Ir Med J. 2010;103(1):17-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358681&pid=S2182-5173201500060000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Andersen     DV, J&#248;rgensen IM. MMR vaccination of children with egg allergy is safe. Dan Med     J. 2013;60(2):A4573.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358683&pid=S2182-5173201500060000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>7. Torres     Borrego J, Guzm&#225;n EG. Seguridad de la vacunaci&#243;n triple v&#237;rica en pacientes con     alerg&#237;a al huevo (Safety of MMR immunization in egg-allergic children). An     Pediatr (Barc). 2006;64(5):464-7. Spanish</p>       <!-- ref --><p>8.     Goodyear-Smith F, Wong F, Petousis-Harris H, Wilson E, Turner N. Follow-up of     MMR vaccination status in children referred to a pediatric immunization clinic     on account of egg allergy. Hum Vaccin. 2005;1(3):118-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358686&pid=S2182-5173201500060000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>9. Fina     Avil&#233;s F, Campins Mart&#237; M, Mart&#237;nez G&#243;mez X, Rodrigo Pend&#225;s JA, Lushchenkova O,     Pim&#243;s Tella L, et al. Vacuna triple v&#237;rica y alergia al huevo:experiencia en     una unidad de vacunaci&#243;n hospital&#225;ria ((MMR vaccine and egg allergy: experience     in a hospital immunization unit). An Pediatr (Barc). 2007;67(4):362-7. Spanish</p>       <!-- ref --><p>10.     Ainsworth E, Debenham P, Carrol ED, Riordan FA. Referrals for MMR immunisation     in hospital. Arch Dis Child. 2010;95(8):639-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358689&pid=S2182-5173201500060000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Cronin     J, Scorr A, Russell S, McCoy S, Walsh S, O'Sullivan R. A review of a paediatric     emergency department vaccination programme for patients at risk of     allergy/anaphylaxis. Acta Paediatr. 2012;101(9):941-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358691&pid=S2182-5173201500060000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Programa nacional de vacina&#231;&#227;o: norma n&#186; 40/2011     (atualiza&#231;&#227;o de 26/01/2012). Lisboa: DGS; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358693&pid=S2182-5173201500060000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Programa nacional de vacina&#231;&#227;o 2012, VASPR (vacina     combinada contra o sarampo, a parotidite epid&#233;mica e a rub&#233;ola) e a alergia ao     ovo: orienta&#231;&#227;o n&#186; 006/2012 (atualiza&#231;&#227;o de 19/03/2012). Lisboa: DGS; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358695&pid=S2182-5173201500060000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Rede de referencia&#231;&#227;o hospitalar de imunoalergologia.     Lisboa: DGS; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358697&pid=S2182-5173201500060000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9726750903</p>       <!-- ref --><p>15.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Programa nacional de vacina&#231;&#227;o 2006. Lisboa: DGS; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358699&pid=S2182-5173201500060000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->     ISBN 9726751365</p>       <!-- ref --><p>16. Carvalho     F, Agro J, Almeida MM, Rosado-Pinto JE. Imuniza&#231;&#245;es e hipersensibilidade a     prote&#237;nas de ovo. Acta Pediatr Port. 1998;29(6):563-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358701&pid=S2182-5173201500060000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>       <!-- ref --><p>17. Caubet     JC, Rudzeviciene O, Gomes E, Terreehorst I, Brockow K, Eigenmann PA. Managing a     child with possible allergy to vaccine. Pediatr Allergy Immunol.     2014;25(4):394-403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358703&pid=S2182-5173201500060000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>18. Khakoo     GA, Lack G. Guidelines for measles vaccination in egg-allergic children. Clin     Exp Allergy. 2000;30(2):288-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358705&pid=S2182-5173201500060000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19.     Nowak-Wegrzyn A, Wesley Burks A, Sampson HA. Reactions to foods. In Adkinson Jr     NF, Bochner BS, Burks AW, Busse WW, Holgate ST, Lemanske JR RF, et al, editors.     Middleton&#8217;s allergy: principles and practice. 8th ed. Saunders; 2013. p.     1310-1339.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358707&pid=S2182-5173201500060000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780323085939</p>       <!-- ref --><p>20. Sampson     HA. Food sensitivity and the pathogenesis of atopic dermatitis. J R Soc Med.     1997;90 Suppl 30:2-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358709&pid=S2182-5173201500060000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>S&#243;nia Rosa</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hospital     Dona Estef&#226;nia, Rua Jacinta Marto, 1169-045 Lisboa</p>       <p>E-mail: <a href="mailto:soniacrosa@gmail.com">soniacrosa@gmail.com</a></p>        <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       <p>As autoras     declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 10-03-2015</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 03-12-2015</b></p>       ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Lack]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clinical practice: food allergy]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>2008</year>
<volume>359</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>1252-60</page-range></nlm-citation>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Allen]]></surname>
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