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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Cuidar no lugar: um apelo ao sentido de     coer&#234;ncia e &#224; resili&#234;ncia</b></font></p>       <p><b>Paula Broeiro*</b></p>       <p>*Directora     da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>No contexto     do envelhecimento populacional e do crescimento do n&#250;mero de idosos com doen&#231;as     cr&#243;nicas debilitantes, a necessidade de cuidados n&#227;o m&#233;dicos (cuidar) e o papel     de quem cuida (cuidador informal) emergem como uma quest&#227;o pol&#237;tica,     sociol&#243;gica e econ&#243;mica essencial.<sup>1</sup> A evid&#234;ncia internacional mostra     que a maioria das pessoas preferiria ser cuidada e morrer em casa, se lhe fosse     permitido escolher, sendo as pessoas com 75 e mais anos as que mais desejam     morrer em casa (66,2%).<sup>2</sup> A congru&#234;ncia ou concord&#226;ncia entre o lugar     de prefer&#234;ncia e o real de morte pode vir a ser um indicador de qualidade dos     cuidados de sa&#250;de.<sup>3</sup></p>       <p>Alguns     pa&#237;ses t&#234;m reagido &#224;s altera&#231;&#245;es sociodemogr&#225;ficas mais recentes implementando,     com sucesso, pol&#237;ticas de <i>envelhecimento     no lugar.</i><sup>4</sup> <i>Envelhecimento     no lugar</i> tende a concentrar-se na presta&#231;&#227;o de servi&#231;os e apoio &#224;s pessoas     mais idosas para que se mantenham nas suas casas.<sup>4</sup> A abordagem     impl&#237;cita em <i>envelhecimento no lugar</i> &#233; complexa pela diversidade das interven&#231;&#245;es necess&#225;rias ou em falta (e.g.,     habita&#231;&#227;o e custo; local de resid&#234;ncia; disponibilidade e acessibilidade de     servi&#231;os de cuidados e apoio; ambiente f&#237;sico; recursos de sa&#250;de) e     variabilidades antropol&#243;gica e sociocultural das diferentes comunidades onde os     idosos se inserem.<sup>5</sup> O <i>envelhecimento     no lugar</i> n&#227;o &#233; uma escolha simples e pode mesmo n&#227;o ser a melhor solu&#231;&#227;o     para as pessoas mais idosas e suas fam&#237;lias.<sup>6</sup></p>       <p>No Canad&#225; e     nos Estados Unidos, os cuidadores familiares poupam, aos seus sistemas de     sa&#250;de, cerca 25 mil milh&#245;es e 350 bilh&#245;es de d&#243;lares, respetivamente.<sup>7</sup> Quando bem suportados na comunidade (e.g., recursos informativos, emocionais e     instrumentais), os cuidadores familiares conseguem enfrentar e ultrapassar     dificuldades e, consequentemente, prestar cuidados de superior qualidade, com     melhor recupera&#231;&#227;o funcional. Por outro lado, quando lhes faltam apoios e     recursos, elevam-se os custos financeiros, f&#237;sicos e psicossociais, pondo em     causa a qualidade dos seus cuidados.<sup>7</sup></p>       <p>A     experi&#234;ncia de cuidar por ser tida como uma obriga&#231;&#227;o familiar ou filial, que     coloca uma forte &#234;nfase no papel da fam&#237;lia e nos deveres e obriga&#231;&#245;es que s&#227;o     esperados cumprir, requer ainda a considera&#231;&#227;o cultural.<sup>7</sup> Outro     fator que interfere na capacidade adaptativa da fam&#237;lia &#233; a hist&#243;ria natural da     doen&#231;a (e a compreens&#227;o e significado que as fam&#237;lias lhe atribuem) (e.g.,     acidente vascular cerebral - AVC, cancro avan&#231;ado) que tem implica&#231;&#245;es na     capacidade dos familiares se prepararem para a transi&#231;&#227;o para um novo papel de     cuidadores.<sup>7</sup> As diferen&#231;as adaptativas das fam&#237;lias decorrem da     natureza e evolu&#231;&#227;o de cada evento cr&#237;tico; no AVC, o aparecimento s&#250;bito e     posterior cronicidade da depend&#234;ncia difere do cancro avan&#231;ado que, em geral,     tem um in&#237;cio mais ou menos insidioso e um final com <i>stressores</i> de intensidade dependente do controlo sintom&#225;tico.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As mudan&#231;as     colocam exig&#234;ncias aos cuidadores - a estrutura de apoio informal     -, os quais s&#227;o muitas vezes respons&#225;veis por fornecer suporte f&#237;sico e     emocional, em geral, a pessoa que passa mais tempo com o doente, sendo a     experi&#234;ncia de cuidar um fen&#243;meno complexo, com impacto em todos os aspetos da     vida e, por vezes, paradoxal: elevada satisfa&#231;&#227;o, sensa&#231;&#227;o de realiza&#231;&#227;o e     satisfa&#231;&#227;o emocional, a par de tens&#227;o emocional e do risco de adoecer.<sup>1,8</sup></p>       <p>A literatura     tem-se centrado na sobrecarga dos cuidadores, que &#233; utilizada como indicador da     experi&#234;ncia de cuidar. Todavia, existe muita discord&#226;ncia sobre o que o termo     comporta e como deve ser utilizado, bem como na coer&#234;ncia e rigor da defini&#231;&#227;o.<sup>7</sup> A dificuldade em concetualizar ou definir sobrecarga do cuidador ocorre porque     o conceito &#233; complexo, abrangendo as tens&#245;es f&#237;sicas, psicol&#243;gicas, emocionais,     sociais e financeiras, a par da dif&#237;cil distin&#231;&#227;o entre &#8220;subjetivo&#8221; e     &#8220;objetivo&#8221; da carga.<sup>7</sup> Contudo, sendo o cuidador o elemento cr&#237;tico     do cuidado no lugar, se a carga se torna demasiada, o cuidado pode ser     seriamente comprometido e levar &#224; institucionaliza&#231;&#227;o do doente.<sup>1,7</sup></p>       <p>O que se     passa em Portugal? Em Portugal, a Rede Nacional de Cuidados Continuados     (RNCCI), criada em 2006, veio dar resposta &#224;s necessidades sociais e de sa&#250;de     decorrentes do envelhecimento populacional.<sup>10</sup> Consiste numa     estrutura de articula&#231;&#227;o intersetorial que, embora disponha de uma coordena&#231;&#227;o     nacional, se caracteriza pela descentraliza&#231;&#227;o ao n&#237;vel das regi&#245;es de sa&#250;de e     pela cobertura nacional.<sup>10</sup> A presta&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de e de     apoio social &#233; assegurada por diferentes tipologias de cuidados em que as     Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), que emergem das Unidades de     Cuidados na Comunidade (UCC), t&#234;m um papel preponderante na manuten&#231;&#227;o dos     doentes na comunidade. Direcionam a sua interven&#231;&#227;o multidisciplinar a pessoas     em situa&#231;&#227;o de depend&#234;ncia funcional, doen&#231;a terminal ou em processo de     convalescen&#231;a, sempre que exista um cuidador.<sup>10</sup></p>       <p>Por raz&#245;es     profissionais tenho acompanhado diferentes ECCI e observado a experi&#234;ncia de     cuidar, numa <i>viagem</i> pessoalmente     enriquecedora. O sucesso do cuidar no lugar parece ser uma experi&#234;ncia     individual que nem sempre depende de fatores reprodut&#237;veis, como a     escolaridade, os recursos ou o suporte ao cuidar. Observei cuidadores em     situa&#231;&#227;o de pobreza extrema (habita&#231;&#227;o e rendimento), efetivos no cuidar e sem     sobrecarga, reconhecendo neles a gratuitidade do cuidar no lugar. Pude     constatar a capacidade de prestar cuidados tecnol&#243;gicos (e.g., administra&#231;&#227;o de     injet&#225;veis, determina&#231;&#227;o de glicemia capilar) por cuidadores com baixo n&#237;vel de     escolaridade ou mesmo analfabetos, a par de cuidadores socialmente evolu&#237;dos     que, cuidando de doentes pouco dependentes, sentiam elevada sobrecarga e     incapacidade. Estes exemplos levam-me a confirmar que o sucesso do cuidar     depende de diversos fatores: sociais, culturais, relacionais (e.g., pr&#233;vios &#224;     depend&#234;ncia), expectativas de vida, caracter&#237;sticas equivalentes ao sentido de     coer&#234;ncia (que nos conduz &#224; mudan&#231;a de comportamentos) e resili&#234;ncia (que ajuda     a ultrapassar adversidades).</p>       <p>Esta     reflex&#227;o, j&#225; realizada por outros, levou &#224; realiza&#231;&#227;o de estudos que avaliaram     o sentido de coer&#234;ncia (SOC) entre cuidadores de pessoas com dem&#234;ncia e que     revelaram que cuidadores com baixa sobrecarga apresentaram <i>score</i> de SOC significativamente superior &#224;queles com elevada     sobrecarga,<sup>11</sup> prevendo-se que interven&#231;&#245;es que melhorem SOC (A     escala de SOC avalia tr&#234;s dimens&#245;es: capacidade de a pessoa entender o que     aconteceu (cognitiva); capacidade de controlar a situa&#231;&#227;o por conta pr&#243;pria ou     atrav&#233;s de recursos sociais (instrumental/comportamental); e capacidade de     encontrar significado (motivacional)) possam ser eficazes na preven&#231;&#227;o da     sobrecarga do cuidador de doentes com dem&#234;ncia.<sup>11-12</sup></p>       <p>O conceito     de resili&#234;ncia permite compreender por que, face a uma situa&#231;&#227;o adversa     semelhante, umas pessoas se saem melhor do que outras. O modelo socioecol&#243;gico     de resili&#234;ncia reconhece que os fatores sociais e ambientais s&#227;o t&#227;o     importantes como a personalidade individual. Os princ&#237;pios que ajudam a     explicar um modelo socioecol&#243;gico de resili&#234;ncia incluem: a equifinalidade     (bons meios para bons fins), impacto diferencial (processo de prote&#231;&#227;o     diferenciada em fun&#231;&#227;o do indiv&#237;duo) e modera&#231;&#227;o contextual e cultural     (processo de prote&#231;&#227;o avaliado e disponibilizado de acordo com o contexto e     cultura).<sup>13</sup> A distribui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de resili&#234;ncia entre     cuidadores (familiares) de idosos dependentes e as caracter&#237;sticas de     cuidadores altamente resilientes foi estudada, destacando-se o elevado n&#237;vel de     resili&#234;ncia como fator protetor.<sup>14</sup></p>       <p>O cuidar no     lugar vem ao encontro do desejo dos pacientes, em particular idosos, e suas     fam&#237;lias, podendo ser uma medida social e economicamente eficiente. Existindo     estruturas de suporte ao cuidar no lugar, os cuidadores com potencial devem ser     encorajados e as suas experi&#234;ncias estudadas. Deveria desenvolver-se uma linha     de investiga&#231;&#227;o <i>translacional</i> que     inclu&#237;sse as ci&#234;ncias da sa&#250;de e sociais e que permitisse mapear experi&#234;ncias     positivas de cuidar e conhecer as caracter&#237;sticas que lhes conferem sentido de     coer&#234;ncia e resili&#234;ncia.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. Van Durme     T, Macq J, Jeanmart C, Gobert M. Tools for measuring the impact of informal     caregiving of the elderly: a literature review. Int J Nurs Stud.     2012;49(4):490-504.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358926&pid=S2182-5173201600010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <p>2. Gomes B,     Sarmento VP, Ferreira PL, Higginson IJ. Estudo epidemiol&#243;gico dos locais de     morte em Portugal em 2010 e compara&#231;&#227;o com as prefer&#234;ncias da popula&#231;&#227;o     Portuguesa (Epidemiological study of place of death in Portugal in 2010 and     comparison with the preferences of the Portuguese population). Acta Med Port.     2013;26(4):327-34. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>3. Ishikawa     Y, Fukui S, Saito T, Fujita J, Watanabe M, Yoshiuchi K. Family preference for     place of death mediates the relationship between patient preference and actual     place of death: a nationwide retrospective cross-sectional study. PLoS One.     2013;8(3):e56848.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358929&pid=S2182-5173201600010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>4. Brick Y,     Lowenstein A. Ageing in place (Internet). Toronto: International Federation on     Ageing; 2011. Available from: <a href="http://www.ifa-fiv.org/wp-content/uploads/global-ageing/7.2/7.2.full.pdf" target="_blank">http://www.ifa-fiv.org/wp-content/uploads/global-ageing/7.2/7.2.full.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358931&pid=S2182-5173201600010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5.     Mestheneos E. Ageing in place in the European Union. IFA Glob Ageing.     2011;7(2):17-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358932&pid=S2182-5173201600010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>6. Bartlett     H, Carroll M. Ageing in place down under. IFA Glob Ageing. 2011;7(2):25-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358934&pid=S2182-5173201600010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>7.     Bastawrous M. Caregiver burden: a critical discussion. Int J Nurs Stud.     2013;50(3):431-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358936&pid=S2182-5173201600010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Lee H,     Singh J. Appraisals, burnout and outcomes in informal caregiving. Asian Nurs     Res (Korean Soc Nurs Sci). 2010;4(1):32-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358938&pid=S2182-5173201600010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>9. Deeken     JF, Taylor KL, Mangan P, Yabroff KR, Ingham JM. Care for the caregivers: a     review of self-report instruments developed to measure the burden, needs, and     quality of life of informal caregivers. J Pain Symptom Manage.     2003;26(4):922-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358940&pid=S2182-5173201600010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <p>10.     Decreto-Lei n&#186; 101/2006, de 6 de junho. Di&#225;rio da Rep&#250;blica. 1&#170; s&#233;rie-A(109). </p>       <!-- ref --><p>11. Matsushita     M, Ishikawa T, Koyama A, Hasegawa N, Ichimi N, Yano H, et al. Is sense of     coherence helpful in coping with caregiver burden for dementia?     Psychogeriatrics. 2014;14(2):87-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358943&pid=S2182-5173201600010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>12. Eriksson     M, Lindstr&#246;m B. Validity of Antonovsky&#8217;s sense of coherence scale: a systematic     review. J Epidemiol Community Health. 2005;59(6):460-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358945&pid=S2182-5173201600010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>13. Ungar M,     Ghazinour M, Richter J. Annual research review: what is resilience within the     social ecology of human development? J Child Psychol Psychiatry.     2013;54(4):348-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358947&pid=S2182-5173201600010000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>14. Crespo     M, Fern&#225;ndez-Lansac V. Resiliencia en cuidadores familiares de personas mayores     dependientes (Resilience in caregivers of elderly dependent relatives). Anal     Psicol. 2015;31(1):19-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1358949&pid=S2182-5173201600010000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Spanish</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>E-mail: <a href="mailto:director@rpmgf.pt">director@rpmgf.pt</a></p>       ]]></body><back>
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