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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vacinação extra-PNV dos 2-4 anos de idade: fatores associados à não realização e perspetiva do pediatra vs médico de família]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Vaccination outside the national vaccination plan for children aged 2 to 4 years: factors associated with compliance from the perspectives of the pediatrician and the general practitioner]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aims: We aim to know the factors associated with compliance with recommendations for vaccination of children outside the national vaccination plan among patients of general practitioners (GP) and pediatricians. Type of Study: Cross-sectional study. Local: Ruães Family Health Unit (Cávado I Group of Health Centres). Population: Children aged 2-4 years old and pediatricians and GP from Braga. Methods: Electronic health records of children were studied. A questionnaire was administered by telephone interview of parents or guardians from August 2014 to January 2015. We used an electronic questionnaire with online response by GP and pediatricians to evaluate GP and pediatricians' compliance with recommendations. Data were analyzed using the Statistical Package for Social Sciences (SPSS, Chicago, IL, USA), version 17.0 for Microsoft Windows®. Results: We selected a sample of 180 children, aged of 2-4 years old. Vaccination coverage against Streptococcus pneumoniae was 81.7%. There was no statistically significant association between unemployment of the parent or guardian and non-compliance vaccines outside the plan. We found higher rates of vaccination against Neisseria meningitidis serogroup B and against hepatitis A virus (HAV) in the absence of economic difficulties (p value of Fisher=0.008 and p=0.046, respectively). Association between rotavirus vaccination and kindergarten attendance was statistically significant (p=0.029). There was also a statistically significant association between university-level education of the father or mother and rotavirus and hepatitis A vaccination. Vaccines outside the national plan were recommended by the family doctor in 46% of cases. Vaccination with vaccines outside the national plan was higher in children who were or had been followed by pediatrician (except flu vaccine). The sample of 30 GP and 30 pediatricians revealed that the most commonly recommended vaccine was that against Streptococcus pneumoniae. The order of importance attributed to vaccines was the same in both groups of professionals. The main reason for not recommending the Streptococcus pneumoniae vaccine was its price. Discussion and conclusions: For most vaccines, unemployment and economic difficulties are not decisive factors in the decision not to vaccinate. This emphasizes the parents' role in vaccination. Measures are required to ensure a fair access to different vaccine options.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Vacinação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Vacina&#231;&#227;o extra-PNV dos 2-4 anos de idade: fatores associados &#224; n&#227;o realiza&#231;&#227;o e perspetiva do pediatra vs m&#233;dico de fam&#237;lia</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Vaccination outside the national vaccination plan for children aged 2 to 4 years: factors associated with compliance from the perspectives of the pediatrician and the general practitioner</b></font></p>     <p><b>Joana Teixeira,<sup>1</sup> Maria Miguel     Gomes,<sup>1</sup> Marina Gon&#231;alves,<sup>2</sup> Ana Gomes<sup>2</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>M&#233;dica     Interna de Pediatria. Servi&#231;o de Pediatria, Hospital de Braga.</p>       <p><sup>2</sup>M&#233;dica     de Medicina Geral e Familiar. USF de Ru&#227;es (ACES C&#225;vado I).</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivos:</b> Pretendemos conhecer os     fatores associados &#224; n&#227;o realiza&#231;&#227;o e as recomenda&#231;&#245;es do m&#233;dico de medicina     geral e familiar (MGF) e do pediatra acerca destas vacinas.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tipo de estudo:</b> observacional,     transversal, descritivo.</p>       <p><b>Local:</b> USF da zona norte do Pa&#237;s (Braga     - USF de Ru&#227;es).</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Crian&#231;as com idades     compreendidas entre os 2 e os 4 anos de idade; pediatras e MGF de Braga.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Consulta do processo cl&#237;nico     eletr&#243;nico da crian&#231;a juntamente com um question&#225;rio realizado por via     telef&#243;nica, respondido pelos pais ou encarregados de educa&#231;&#227;o, no per&#237;odo de     agosto de 2014 a janeiro de 2015. Para avalia&#231;&#227;o das recomenda&#231;&#245;es dos m&#233;dicos     MGF e pediatra foi aplicado um question&#225;rio eletr&#243;nico, de resposta online, a     m&#233;dicos de pediatria e MGF. Os dados foram analisados com recurso ao programa <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS&#174;, Chicago, IL, USA), vers&#227;o 17.0 para <i>Microsoft     Windows</i><sup>&#174;</sup>.</p>       <p><b>Resultados:</b> Amostra de 180 crian&#231;as,     dos 2-4 anos de idade. A taxa de cobertura vacinal contra <i>Streptococcus pneumoniae</i> 13-valente foi de 81,7%. N&#227;o se encontrou     rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre o desemprego e a n&#227;o realiza&#231;&#227;o     das vacinas extra-PNV. Verificamos uma maior vacina&#231;&#227;o contra <i>Neisseria meningitidis</i> do serogrupo B e     contra o v&#237;rus da hepatite A (VHA) na aus&#234;ncia de insufici&#234;ncia econ&#243;mica (<i>p value de Fisher</i>=0,008 e <i>p</i>=0,046, respetivamente). Verificou-se     uma associa&#231;&#227;o entre a realiza&#231;&#227;o da vacina contra o rotav&#237;rus e frequ&#234;ncia de     infant&#225;rio (<i>p</i>=0,029). Observou-se     tamb&#233;m uma associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre as crian&#231;as cuja     escolaridade do pai ou da m&#227;e era licenciatura/bacharelato e a realiza&#231;&#227;o das     vacinas contra o rotav&#237;rus e anti-VHA. O elemento informador das vacinas     extra-PNV foi o m&#233;dico de fam&#237;lia em 46%. A realiza&#231;&#227;o de todas as vacinas     extra-PNV (exceto gripe sazonal) foi superior nas crian&#231;as que eram ou tinham     sido seguidas por pediatra.</p>       <p>Quanto ao     question&#225;rio aplicado aos m&#233;dicos obtivemos uma amostra total de 30 MGF e 30     pediatras. Revelou que a vacina mais aconselhada em ambos os grupos foi a     contra <i>Streptococcus pneumoniae.</i> A     ordem de import&#226;ncia atribu&#237;da &#224;s vacinas extra-PNV foi a mesma entre os dois     grupos de profissionais. A principal raz&#227;o para nem sempre aconselharem a     vacina contra <i>Streptococcus pneumoniae</i> foi o pre&#231;o.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Para a maioria destas     vacinas, desemprego e insufici&#234;ncia econ&#243;mica n&#227;o s&#227;o fundamentais na decis&#227;o     de n&#227;o vacinar, o que salienta o esfor&#231;o por parte dos pais em garantir a     vacina&#231;&#227;o. &#201; urgente a tomada de medidas que permitam um acesso mais justo &#224;s     diferentes op&#231;&#245;es vacinais. </p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Vacina&#231;&#227;o; Programa     Nacional de Vacina&#231;&#227;o; N&#227;o-cumprimento.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Aims:</b> We aim to know the factors     associated with compliance with recommendations for vaccination of children     outside the national vaccination plan among patients of general practitioners   (GP) and pediatricians.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Type of Study:</b> Cross-sectional study.</p>       <p><b>Local:</b> Ru&#227;es Family Health Unit (C&#225;vado     I Group of Health Centres).</p>       <p><b>Population:</b> Children aged 2-4 years old     and pediatricians and GP from Braga.</p>       <p><b>Methods:</b> Electronic health records of     children were studied. A questionnaire was administered by telephone interview     of parents or guardians from August 2014 to January 2015. We used an electronic     questionnaire with online response by GP and pediatricians to evaluate GP and     pediatricians&#8217; compliance with recommendations. Data were analyzed using the     Statistical Package for Social Sciences (SPSS, Chicago, IL, USA), version 17.0     for Microsoft Windows&#174;.</p>       <p><b>Results:</b> We selected a sample of 180     children, aged of 2-4 years old. Vaccination coverage against <i>Streptococcus pneumoniae</i> was 81.7%.     There was no statistically significant association between unemployment of the     parent or guardian and non-compliance vaccines outside the plan. We found     higher rates of vaccination against <i>Neisseria     meningitidis</i> serogroup B and against hepatitis A virus (HAV) in the absence     of economic difficulties (<i>p value of     Fisher</i>=0.008 and <i>p</i>=0.046,     respectively). Association between rotavirus vaccination and kindergarten     attendance was statistically significant (p=0.029). There was also a     statistically significant association between university-level education of the     father or mother and rotavirus and hepatitis A vaccination. Vaccines outside     the national plan were recommended by the family doctor in 46% of cases.     Vaccination with vaccines outside the national plan was higher in children who     were or had been followed by pediatrician (except flu vaccine). </p>       <p>The sample     of 30 GP and 30 pediatricians revealed that the most commonly recommended     vaccine was that against <i>Streptococcus     pneumoniae.</i> The order of importance attributed to vaccines was the same in     both groups of professionals. The main reason for not recommending the <i>Streptococcus pneumoniae</i> vaccine was its     price.</p>       <p><b>Discussion and conclusions:</b> For most     vaccines, unemployment and economic difficulties are not decisive factors in     the decision not to vaccinate. This emphasizes the parents&#8217; role in     vaccination. Measures are required to ensure a fair access to different vaccine     options.</p>       <p><b>Keywords:</b> Vaccination; Extra-Portuguese     Immunization Program; Noncompliance.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao longo dos     tempos foram v&#225;rias as estrat&#233;gias desenvolvidas para a prote&#231;&#227;o das popula&#231;&#245;es     contra as doen&#231;as infeciosas, mas nenhuma t&#227;o eficaz quanto a vacina&#231;&#227;o.<sup>1-2</sup> Existem atualmente, al&#233;m das vacinas contempladas no Programa Nacional de     Vacina&#231;&#227;o (PNV), vacinas n&#227;o inclu&#237;das, nomeadamente a vacina contra <i>Streptococcus pneumoniae</i> (n&#227;o inclu&#237;da     no grupo et&#225;rio em estudo), contra o rotav&#237;rus, contra <i>Neisseria meningitidis</i> do serogrupo B, contra a varicela, contra o     v&#237;rus da hepatite A (VHA), contra a gripe sazonal e contra a <i>Bordetella pertussis.</i><sup>3-4</sup> Em     2014, a comiss&#227;o de vacinas da Sociedade de Infeciologia Pedi&#225;trica da     Sociedade Portuguesa de Pediatria (SIP-SPP) emitiu um documento com as novas     recomenda&#231;&#245;es acerca das vacinas extra-PNV<sup>3</sup>.</p>       <p>A     introdu&#231;&#227;o, em 2010, da vacina antipneumoc&#243;cica 13 valente em Portugal tem     permitido a prote&#231;&#227;o contra um maior n&#250;mero de casos de doen&#231;a invasiva     pneumoc&#243;cica.<sup>5-8</sup> Relativamente &#224; vacina&#231;&#227;o antirrotav&#237;rus, est&#227;o j&#225;     licenciadas desde 2006 e 2008 uma vacina pentavalente e uma monovalente,     respetivamente, que permitiram reduzir a preval&#234;ncia e custos associados &#224;s     gastroenterites e diarreia aguda nas crian&#231;as.<sup>8-10</sup> Mais recentemente     come&#231;ou a ser comercializada a nova vacina contra a <i>Neisseria meningitidis</i> do serogrupo B.<sup>11</sup></p>       <p>Um dos     objetivos inscritos nas orienta&#231;&#245;es t&#233;cnicas da Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de (DGS)     para as consultas de sa&#250;de infantil e juvenil &#233; a monitoriza&#231;&#227;o e incentivo     vacinal.<sup>12-14</sup> A quest&#227;o econ&#243;mica como condicionante da vacina&#231;&#227;o     extra-PNV &#233; um fen&#243;meno global, surgindo tamb&#233;m como fator limitador da sua     prescri&#231;&#227;o pelos m&#233;dicos, apesar destes estarem uniformemente convictos da sua     efic&#225;cia e utilidade.<sup>12-13,15</sup></p>       <p>Na maioria     dos pa&#237;ses europeus, dada a import&#226;ncia da prote&#231;&#227;o conferida pela vacina     contra <i>Streptococcus pneumoniae,</i> esta     encontra-se inclu&#237;da no PNV, estando dispon&#237;vel para vacina&#231;&#227;o gratuita, o que     s&#243; em 2015 aconteceu em Portugal.<sup>3,5</sup> O custo das vacinas extra-PNV     n&#227;o &#233; suportado pelo Sistema Nacional de Sa&#250;de.</p>       <p>Em 2010,     Rocha <i>et al</i><sup>13</sup> descreveram     alguns fatores sociodemogr&#225;ficos associados ao n&#227;o cumprimento da vacina contra <i>Streptococcus pneumoniae</i> 7-valente e     contra o rotav&#237;rus. Desde ent&#227;o, quer em Portugal quer nos pa&#237;ses europeus, n&#227;o     h&#225; estudos sobre os fatores associados &#224; n&#227;o realiza&#231;&#227;o destas vacinas quando     s&#227;o suportadas pelo agregado familiar. Assim, os objetivos deste trabalho s&#227;o o     estudo da cobertura vacinal, n&#227;o apenas da vacina contra <i>Streptococcus pneumoniae</i> e rotav&#237;rus, mas de todas as vacinas     extra-PNV dispon&#237;veis para as crian&#231;as at&#233; aos quatro anos de idade. Partindo     da hip&#243;tese de que o acesso a estas vacinas n&#227;o &#233; igual para todas as crian&#231;as     portuguesas pelo fator discriminat&#243;rio econ&#243;mico existente, pretendemos     determinar os fatores associados &#224; n&#227;o realiza&#231;&#227;o destas vacinas numa popula&#231;&#227;o     rural de Braga, alargando o conhecimento a outros ainda n&#227;o estudados como a     exist&#234;ncia de desemprego no agregado familiar e a frequ&#234;ncia de infant&#225;rio.     Relativamente &#224; vacina contra <i>Streptococcus     pneumoniae,</i> este estudo prop&#245;e-se avaliar a forma 13-valente.     Adicionalmente pretendemos conhecer as recomenda&#231;&#245;es e fontes de informa&#231;&#227;o do     m&#233;dico de fam&#237;lia e do pediatra acerca das vacinas extra-PNV.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Estudo     observacional, transversal e descritivo, realizado atrav&#233;s da consulta do     processo cl&#237;nico eletr&#243;nico do doente juntamente com um question&#225;rio realizado     por via telef&#243;nica, respondido pelos pais ou encarregados de educa&#231;&#227;o, que     decorreu no per&#237;odo de agosto de 2014 a janeiro de 2015. Para cumprir o &#250;ltimo     objetivo proposto foi aplicado um question&#225;rio eletr&#243;nico, an&#243;nimo e     confidencial, de resposta <i>online,</i> a     internos de forma&#231;&#227;o espec&#237;fica e assistentes de pediatria e medicina geral e     familiar (MGF). Os question&#225;rios foram enviados via correio eletr&#243;nico     institucional para os pediatras do Hospital de Braga e m&#233;dicos de MGF do     Agrupamento de Centros de Sa&#250;de do C&#225;vado I - Braga. No final foram considerados     os primeiros 30 question&#225;rios de cada grupo profissional.</p>       <p>Considerando     que a vacina&#231;&#227;o extra-PNV, de acordo com as recomenda&#231;&#245;es dos fabricantes, fica     completa at&#233; aos quatro anos de idade, a nossa amostra foi constitu&#237;da pela     totalidade das crian&#231;as inscritas numa USF da zona norte do Pa&#237;s (Braga -     USF de Ru&#227;es), com idades compreendidas entre os dois e os quatro anos de     idade.</p>       <p>Crit&#233;rios de     inclus&#227;o: crian&#231;as com idade compreendida entre os dois e os quatro anos de     idade e inscri&#231;&#227;o na USF de Ru&#227;es. Crit&#233;rios de exclus&#227;o: n&#227;o preencher os     crit&#233;rios de inclus&#227;o, inscri&#231;&#227;o posterior &#224; data de vacina&#231;&#227;o, n&#227;o compreens&#227;o     de l&#237;ngua portuguesa, incapacidade de ouvir ou de falar e recusa em participar     no estudo.</p>       <p>A fonte de     recrutamento utilizada para a obten&#231;&#227;o da amostra foi o programa MIM@UF (M&#243;dulo     de Informa&#231;&#227;o e Monitoriza&#231;&#227;o das Unidades Funcionais). Para a obten&#231;&#227;o de     dados relativamente &#224; inocula&#231;&#227;o de vacinas nas crian&#231;as e caracter&#237;sticas     sociodemogr&#225;ficas do agregado familiar foram utilizados o programa inform&#225;tico     Sistema de Apoio ao M&#233;dico (SAM&#174;, vers&#227;o 13.2) e informa&#231;&#227;o verbal fornecida     pelos pais/encarregados de educa&#231;&#227;o (resposta a question&#225;rio telef&#243;nico).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A     insufici&#234;ncia econ&#243;mica, no ano vigente &#224; data de realiza&#231;&#227;o do estudo (2014),     foi definida como rendimento m&#233;dio mensal per capita igual ou inferior a 628,83     euros.</p>       <p>O esquema     vacinal foi categorizado em: esquema completo, se a crian&#231;a tivesse efetuado o     esquema recomendado pelo fabricante da vacina; incompleto, se a crian&#231;a tivesse     iniciado, mas n&#227;o completado o esquema; n&#227;o realizado, se a crian&#231;a n&#227;o tivesse     nenhuma dose da vacina. No caso espec&#237;fico da vacina da gripe sazonal apenas     foi registado se a crian&#231;a j&#225; tinha ou n&#227;o realizado a vacina alguma vez.     Quanto &#224;s vacinas contra a varicela e VHA, o esquema foi categorizado em:     esquema completo, uma dose ou n&#227;o realizado.</p>       <p>Obtivemos     autoriza&#231;&#227;o da comiss&#227;o de &#233;tica da Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de do Norte.</p>       <p>Os dados     foram introduzidos e analisados com recurso ao programa <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS&#174;, Chicago, IL,     USA), vers&#227;o 17.0 para <i>Microsoft Windows</i>&#174;.     As vari&#225;veis foram estratificadas de acordo com a realiza&#231;&#227;o ou n&#227;o das vacinas     extra-PNV dispon&#237;veis para vacina&#231;&#227;o neste grupo et&#225;rio. Os testes estat&#237;sticos     utilizados foram o teste Qui Quadrado (X2) e o teste exato de Fisher para     compara&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis categ&#243;ricas. Foram consideradas diferen&#231;as     estatisticamente significativas para um valor de prova <i>(p)</i> &lt;0,05.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>A an&#225;lise     estat&#237;stica englobou 180 crian&#231;as; sete foram exclu&#237;das da an&#225;lise dos fatores     associados &#224; n&#227;o realiza&#231;&#227;o das vacinas extra-PNV por impossibilidade de     contacto telef&#243;nico. Aproximadamente um ter&#231;o das fam&#237;lias apresentava     insufici&#234;ncia econ&#243;mica. As caracter&#237;sticas gerais da amostra est&#227;o descritas     no <a href="#q1">quadro I</a>. Verificou-se que 53% das crian&#231;as eram ou j&#225; tinham sido     acompanhadas por pediatra; 87% das crian&#231;as frequentavam creche ou infant&#225;rio.     A cobertura vacinal extra-PNV para cada uma das vacinas dispon&#237;veis nesta faixa     et&#225;ria encontra-se descrita no <a href="#q2">quadro II</a>. A taxa de cobertura vacinal contra <i>Streptococcus pneumoniae</i> 13-valente foi     a mais elevada com 81,7%.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a04q2.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>Relativamente     &#224; an&#225;lise dos fatores associados &#224; n&#227;o realiza&#231;&#227;o das vacinas extra-PNV, n&#227;o     encontramos rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre a vari&#225;vel desemprego     em pelo menos um dos progenitores e a n&#227;o realiza&#231;&#227;o das vacinas extra-PNV. No     caso da vari&#225;vel insufici&#234;ncia econ&#243;mica verificamos que h&#225; uma maior vacina&#231;&#227;o     contra <i>Neisseria meningitidis</i> do     serogrupo B e contra VHA na aus&#234;ncia de insufici&#234;ncia econ&#243;mica (<i>p value Fisher</i>=0,008 e p=0,046,     respetivamente) (<a href="#q3">quadro III</a>).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a04q3.jpg"/></p>      
<p>&nbsp;</p>       <p>Verificou-se     uma rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre administra&#231;&#227;o da vacina contra     o rotav&#237;rus e a frequ&#234;ncia de infant&#225;rio com um valor de <i>p</i>=0,029 (<a href="#q4">quadro IV</a>). O mesmo n&#227;o aconteceu para as restantes     vacinas extra-PNV.</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a04q4.jpg"/></p>      
<p>&nbsp;</p>       <p>Quanto &#224;     escolaridade observou-se uma associa&#231;&#227;o significativa entre as crian&#231;as cuja     escolaridade do pai ou da m&#227;e era licenciatura/bacharelato e a realiza&#231;&#227;o das     vacinas extra-PNV contra o rotav&#237;rus e anti-VHA (<a href="#q5">quadro V</a>).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a04q5.jpg"/></p>      
<p>&nbsp;</p>       <p>O elemento     informador das vacinas extra-PNV foi o m&#233;dico de fam&#237;lia em 46% das crian&#231;as;     em 33,7% os pais alegaram ter sido o pediatra e em 17,4% referiram que tanto o     pediatra como o m&#233;dico de fam&#237;lia abordaram a quest&#227;o. Em 2,5% (<i>n</i>=4), os pais desconheciam a exist&#234;ncia     de vacinas extra-PNV, tratando-se de crian&#231;as n&#227;o vacinadas. A realiza&#231;&#227;o de     todas as vacinas extra-PNV dispon&#237;veis nesta faixa et&#225;ria foi superior nas     crian&#231;as que eram ou tinham sido seguidas por pediatra, com exce&#231;&#227;o da vacina     contra a gripe sazonal (<a href="#q4">quadro IV</a>).</p>       <p>No que     respeita aos resultados referentes &#224;s recomenda&#231;&#245;es e principais fontes de     informa&#231;&#227;o do MGF e do pediatra acerca da vacina&#231;&#227;o extra-PNV obtivemos uma     amostra total de 30 MGF e 30 pediatras, com uma m&#233;dia de 7,3 e 8,2 anos de     pr&#225;tica cl&#237;nica, respetivamente. A ordem de import&#226;ncia atribu&#237;da &#224;s vacinas     extra-PNV dispon&#237;veis nesta faixa et&#225;ria foi maioritariamente a mesma entre os     dois grupos de profissionais: vacina contra <i>Streptococcus     pneumoniae,</i> contra a <i>Neisseria     meningitidis</i> serogrupo B, contra o rotav&#237;rus, contra a gripe sazonal,     contra o VHA e contra a varicela. </p>       <p>Quanto &#224;s     principais fontes de informa&#231;&#227;o utilizadas, no grupo dos pediatras foram a     Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) (23/30), literatura/revistas m&#233;dicas     (20/30) e a Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de (DGS) (18/30). No grupo dos MGF foram a DGS     (21/30), literatura/revistas m&#233;dicas (20/30) e a SPP (19/30). A maior     discrep&#226;ncia verificou-se no uso da internet e da ind&#250;stria farmac&#234;utica como     fontes de informa&#231;&#227;o entre pediatras e MGF: 12/30 vs 6/30 em rela&#231;&#227;o &#224;     ind&#250;stria farmac&#234;utica e 1/30 vs 6/30 no caso da internet, respetivamente.</p>       <p>Relativamente     ao aconselhamento de cada uma das vacinas extra-PNV, inquirimos os     profissionais sobre o n&#250;mero m&#233;dio de crian&#231;as, por cada 100 observadas, a quem     recomendavam a realiza&#231;&#227;o de cada uma das referidas vacinas. No geral obtivemos     taxas de aconselhamento superiores no grupo dos pediatras (<a href="#q6">quadro VI</a>), sendo     que em ambos os grupos as taxas obtidas para a vacina contra <i>Streptococcus pneumoniae</i> 13 valente     foram superiores a 90% das crian&#231;as observadas (94% MGF e 96% pediatras).</p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a04q6.jpg"/></p>      
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram tamb&#233;m     estudadas as principais raz&#245;es que levavam m&#233;dicos a nem sempre aconselharem as     diferentes vacinas extra-PNV. O pre&#231;o foi a principal raz&#227;o invocada para nem     sempre aconselharem as vacinas contra <i>Streptococcus     pneumoniae,</i> antirrotav&#237;rus e contra <i>Neisseria     meningitis</i> do serogrupo B. O facto de n&#227;o ser considerada uma vacina     adequada a todas as crian&#231;as foi motivo para os profissionais nem sempre     recomendarem as vacinas antirrotav&#237;rus, anti-VHA e contra a gripe sazonal. O     facto de ser uma vacina controversa foi o motivo invocado para nem sempre     sugerirem as vacinas contra <i>Neisseria     meningitis</i> do serogrupo B e varicela. O risco de efeitos secund&#225;rios foi a     raz&#227;o escolhida para nem sempre aconselharem a vacina contra <i>Neisseria meningitis</i> do serogrupo B. Ser     uma doen&#231;a benigna que n&#227;o justifica a vacina foi a raz&#227;o referida no caso das     vacinas contra VHA e gripe sazonal. O facto de observarem a crian&#231;a pela     primeira vez j&#225; fora do grupo et&#225;rio foi raz&#227;o referida por 12 dos 30 pediatras     para nem sempre recomendarem a vacina contra o rotav&#237;rus. </p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>A amostra     estudada apresentava uma elevada cobertura vacinal contra <i>Streptococcus pneumoniae,</i> o que nos levanta a quest&#227;o de qual ser&#225;     atualmente, em Portugal, a taxa de cobertura vacinal. Em Portugal, a doen&#231;a     invasiva pneumoc&#243;cica (DIP) pedi&#225;trica n&#227;o &#233; de declara&#231;&#227;o obrigat&#243;ria; no     entanto, s&#227;o v&#225;rios os estudos que t&#234;m vindo a ser realizados pela Sociedade de     Infeciologia Pedi&#225;trica no sentido de obter conhecimento sobre a incid&#234;ncia,     morbilidade e mortalidade da DIP no nosso pa&#237;s. De acordo com o que tem vindo a     ser descrito noutros estudos, a taxa de cobertura vacinal tende a ser alta.<sup>5,14,16</sup> No entanto, uma medida eficaz seria o apelo &#224; realiza&#231;&#227;o da dose de refor&#231;o que     permitiria aumentar a cobertura vacinal, na amostra estudada, de 81,7% para     89%. </p>       <p>Importa     enfatizar que, para a maioria das vacinas extra-PNV, tanto o desemprego como a     insufici&#234;ncia econ&#243;mica n&#227;o foram fatores fundamentais na decis&#227;o de n&#227;o     vacinar as crian&#231;as.</p>       <p>Tal pode     estar relacionado com um maior esfor&#231;o por parte dos pais e familiares em     garantir a vacina&#231;&#227;o das crian&#231;as, sobretudo no que concerne &#224; vacina contra <i>Streptococcus pneumoniae</i> 13 valente e     contra o rotav&#237;rus. Apesar das dificuldades econ&#243;micas de uma popula&#231;&#227;o     maioritariamente rural, a taxa de cobertura vacinal para ambas era elevada,     mesmo na presen&#231;a de desemprego e de insufici&#234;ncia econ&#243;mica. Contudo, a     amostra de 180 crian&#231;as e o contexto em que o estudo foi realizado (limitado a     uma USF do distrito de Braga) constituem fatores limitadores desta conclus&#227;o,     nomeadamente extrapola&#231;&#227;o nacional dos resultados. </p>       <p>De referir     tamb&#233;m que, sendo o infant&#225;rio uma fonte muito prov&#225;vel de doen&#231;a por rotav&#237;rus     nas crian&#231;as, verificamos uma correla&#231;&#227;o fortemente positiva entre frequentar     infant&#225;rio/creche e vacina&#231;&#227;o contra rotav&#237;rus comparativamente &#224;s crian&#231;as que     ficam ao cuidado de um familiar. Este facto estar&#225; muito provavelmente     relacionado com a maior transmiss&#227;o deste v&#237;rus nos infant&#225;rios/creches e com o     consequente aumento no absentismo laboral dos pais no caso de doen&#231;a por     rotav&#237;rus. A maior escolaridade dos pais, associada provavelmente a um maior     acesso &#224; informa&#231;&#227;o dispon&#237;vel, foi tamb&#233;m um fator preponderante na decis&#227;o de     vacinar.</p>       <p>Relativamente     &#224; vacina contra <i>Neisseria meningitidis</i> do serogrupo B, uma vacina que &#224; data do estudo era muito recente em Portugal,     apenas pudemos verificar que come&#231;a j&#225; a ser utilizada, dado que na amostra de     180 crian&#231;as seis, neste grupo et&#225;rio, tinham j&#225; vacina&#231;&#227;o completa. Deste     modo, podemos questionar: qual ser&#225; a cobertura vacinal abaixo dos dois anos?     Trata-se de uma vacina muito recente e com um pre&#231;o de mercado elevado para a     maioria das fam&#237;lias, como verificamos pelo facto de a maior percentagem de     vacina&#231;&#227;o contra <i>Neisseria meningitidis</i> do serogrupo B se verificar nas fam&#237;lias sem insufici&#234;ncia econ&#243;mica e com     menor n&#250;mero de crian&#231;as a constituir o agregado familiar. Estaremos n&#243;s     perante uma vacina dispon&#237;vel para minorias? Hoje em dia defende-se j&#225; em     alguns pa&#237;ses europeus que deveria ser integrada no PNV dadas as vantagens     associadas &#224; sua prote&#231;&#227;o.<sup>17</sup> A doen&#231;a meningoc&#243;cica pelo serogrupo B     &#233; a mais prevalente na Europa.<sup>11</sup></p>       <p>A maioria     das crian&#231;as da nossa amostra, sendo saud&#225;veis, n&#227;o realiza as vacinas contra o     v&#237;rus da hepatite A, varicela e gripe sazonal. No caso da vacina contra a     varicela, sabe-se que n&#227;o &#233; previs&#237;vel que esta vacina permita erradicar a     doen&#231;a e, no caso espec&#237;fico de Portugal, n&#227;o existem muitos dados acerca da     hospitaliza&#231;&#227;o, complica&#231;&#245;es e mortalidade relacionadas com o v&#237;rus da varicela     zooster, o que pode contribuir tamb&#233;m para a sua menor recomenda&#231;&#227;o.<sup>18</sup></p>       <p>Foi poss&#237;vel     constatar uma rela&#231;&#227;o positiva entre o seguimento por pediatra (em contexto     p&#250;blico ou privado) e um maior &#237;ndice de vacina&#231;&#227;o extra-PNV (exceto vacina da     gripe sazonal), o que vai ao encontro das respostas obtidas no grupo dos     pediatras, com percentagens de aconselhamento superiores aos m&#233;dicos de MGF. No     caso da vacina contra a gripe sazonal, importa salientar a exist&#234;ncia de um     poss&#237;vel vi&#233;s, uma vez que esta &#233; uma vacina que pode ser realizada fora da USF     e, portanto, o n&#250;mero de crian&#231;as que a realizou pode ser na realidade superior     ao apresentado na amostra.</p>       <p>Os     resultados deste estudo n&#227;o s&#227;o extrapol&#225;veis, atendendo a diversas limita&#231;&#245;es     metodol&#243;gicas como: ter sido realizado numa USF, numa &#250;nica regi&#227;o do pa&#237;s, bem     como a forma de amostragem utilizada. Uma outra limita&#231;&#227;o identificada &#233; o     facto de apenas terem sido estudados fatores espec&#237;ficos e n&#227;o ter sido     realizada uma pergunta aberta nos question&#225;rios telef&#243;nicos. Hoje em dia, na     nossa sociedade, o facto de os pais n&#227;o concordarem com a vacina&#231;&#227;o (em geral     ou algumas extra-PNV) pode tamb&#233;m ser um fator limitador da vacina&#231;&#227;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No geral, os     pediatras s&#227;o a especialidade que mais tende a recomendar a vacina&#231;&#227;o extra-PNV     aos seus doentes: fazem-no, em m&#233;dia, a cerca de 56,2% dos seus doentes,     enquanto os m&#233;dicos de MGF admitem faz&#234;&#8208;lo a 41%. Desconhecemos o valor     atribu&#237;do &#224; ind&#250;stria farmac&#234;utica e &#224; internet, fontes de informa&#231;&#227;o de uso     mais discrepante nos dois grupos de profissionais. O pre&#231;o das vacinas e o     facto de considerarem que a vacina&#231;&#227;o extra-PNV n&#227;o &#233; adequada a todos os seus     doentes s&#227;o os principais motivos referidos por ambos os grupos de     profissionais para nem sempre aconselharem ou nunca aconselharem cada uma das     vacinas. Novamente, de acordo com o descrito noutros estudos, surge o pre&#231;o das     vacinas como elemento limitador da prescri&#231;&#227;o.<sup>12-13,19</sup> No entanto, o     uso de uma amostra de 30 m&#233;dicos de cada grupo profissional e que globalmente     apresentam, em m&#233;dia, menos de 10 anos de pr&#225;tica cl&#237;nica n&#227;o nos permite     extrapolar resultados, pois desconhecemos, por exemplo, a import&#226;ncia que o     maior n&#250;mero de anos de pr&#225;tica cl&#237;nica poder&#225; ter nas diferentes opini&#245;es. </p>       <p>As vacinas     contra <i>Streptococcus pneumoniae,</i> contra o rotav&#237;rus e contra a <i>Neisseria     meningitidis</i> do serogrupo B s&#227;o as extra-PNV mais recomendadas no geral     (pediatras 82,7%, MGF 69,7%), o que reflete a sensibiliza&#231;&#227;o de ambos os grupos     profissionais para as doen&#231;as causadas por estes agentes.</p>     <p>V&#225;rios     estudos existem acerca da caracteriza&#231;&#227;o da vacina&#231;&#227;o do PNV. No entanto, no     que diz respeito &#224; idade pedi&#225;trica existem ainda poucos estudos publicados no     &#226;mbito da vacina&#231;&#227;o extra-PNV em Portugal, bem como acerca das posi&#231;&#245;es tomadas     por m&#233;dicos de MGF e pediatras nesta &#225;rea.</p>       <p>Neste     estudo, desemprego e insufici&#234;ncia econ&#243;mica n&#227;o se revelaram preponderantes na     decis&#227;o de n&#227;o vacinar para a maioria das vacinas. Este facto permite-nos     inferir que, apesar das condi&#231;&#245;es econ&#243;micas, os pais colocam a sa&#250;de dos seus     filhos em primeiro lugar, com tudo o que isso possa implicar.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <p>1. Freitas     MG. Programa nacional de vacina&#231;&#227;o e reforma dos cuidados de sa&#250;de (The     Portuguese national vaccination programme and the reform of primary health     care). Rev Port Clin Geral. 2007;23(4):409-15. Portuguese</p>       <p>2.     Nogueira-Silva C, Gon&#231;alves JP. Avalia&#231;&#227;o da taxa de cobertura vacinal no     Centro de Sa&#250;de de Braga, nas coortes de nascimento de 1990 a 2005 (Assessment     of vaccine coverage of 1990 to 2005 births cohorts, in Braga health center).     Rev Port Clin Geral. 2007;23(5):503-18. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>3. Cavaco A,     Gouveia C, Rodrigues F, Prata F, Varandas L. Recomenda&#231;&#245;es sobre vacinas: actualiza&#231;&#227;o     2014. Lisboa: Comiss&#227;o de Vacinas da Sociedade de Infeciologia Pedi&#225;trica e     Sociedade Portuguesa de Pediatria; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360284&pid=S2182-5173201600010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Programa nacional de vacina&#231;&#227;o 2012: norma n&#186; 040/2011,     de 21/12/2011, atualiza&#231;&#227;o de 26/01/2012. Lisboa: DGS; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360286&pid=S2182-5173201600010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Aguiar     SI, Brito MJ, Horacio AN, Lopes JP, Ramirez M, Melo-Cristino J. Decreasing     incidence and changes in serotype distribution of invasive pneumococcal disease     in persons aged under 18 years since introduction of 10-valent and 13-valent     conjugate vaccines in Portugal, July 2008 to June 2012. Euro Surveill.     2014;19(12):207-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360288&pid=S2182-5173201600010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Iroh Tam     PY, Madoff LC, Coombes B, Pelton SI. Invasive pneumococcal disease after     implementation of 13-valent conjugate vaccine. Pediatrics. 2014;134(2):210-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360290&pid=S2182-5173201600010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>7. Instituto     Nacional de Estat&#237;stica. Statistical information (Internet). Lisbon: INE;     (s.d). Available from: <a href="http://www.ine.pt/" target="_blank">http://www.ine.pt/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360292&pid=S2182-5173201600010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Miller E,     Andrews NJ, Waight PA, Slack MP, George RC. Effectiveness of the new serotypes     in the 13-valent pneumococcal conjugate vaccine. Vaccine. 2011;29(49):9127-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360293&pid=S2182-5173201600010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Ag&#243;cs MM,     Serhan F, Yen C, Mwenda JM, Oliveira LH, Teleb N, et al. WHO global rotavirus     surveillance network: a strategic review of the first 5 years, 2008-2012. MMWR     Morb Mortal Wkly Rep. 2014;63(29):634-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360295&pid=S2182-5173201600010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Yih WK,     Lieu TA, Kulldorff M, Martin D, McMahill-Walraven CN, Platt R, et al.     Intussusception risk after rotavirus vaccination in U.S. infants. N Engl J Med.     2014;370(6):503-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360297&pid=S2182-5173201600010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>11.     Moreno-P&#233;rez D, Alvarez Garc&#237;a FJ, Ar&#237;stegui Fern&#225;ndez J, Cilleruelo Ortega MJ,     Corretger Rauet JM, Garc&#237;a S&#225;nchez N, et al. Vacunaci&#243;n frente al meningococo     B: posicionamiento del Comit&#233; Asesor de Vacunas de la Asociaci&#243;n Espa&#241;ola de     Pediatr&#237;a (Vaccination against meningococcal B disease: public statement of the     Advisory Committee on Vaccines of the Spanish Association of Paediatrics     (CAV-AEP)). An Pediatr (Barc). 2015;82(3):198.e1-9. Spanish</p>       <!-- ref --><p>12. Davis     MM, Ndiaye SM, Freed GL, Kim CS, Clarck SJ. Influence of insurance status and     vaccine cost on physicians&#8217; administration of pneumococcal conjugate vaccine.     Pediatrics. 2003;112(3 Pt 1):521-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360300&pid=S2182-5173201600010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>13. Rocha R,     Sampaio MJ, Pereira CA, Liberal I. Factores associados ao n&#227;o cumprimento do     Programa Nacional de Vacina&#231;&#227;o e das vacinas pneumoc&#243;cica conjugada     heptavalente e contra o rotav&#237;rus (Factors associated with non compliance with     Portuguese National Immunization Program, the heptavalent pneumococcal     conjugate vaccine and rotavirus vaccine). Acta Pediatr Port.     2010;41(5):195-200. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>14.     Gon&#231;alves G, Frutuoso MA, Ferreira MC, Freitas MG. Strategy to increase and     access vaccine in the North of Portugal. Euro Surveill. 2005;10(5):98-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360303&pid=S2182-5173201600010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>15. Neves     JF, Le&#231;a A, Gomes MC, Oliveira M, Ferreira GC. Avalia&#231;&#227;o do estado vacinal em     crian&#231;as internadas (Vaccination rates in Lisbon, Portugal). Nascer Crescer.     2006;15(3):125-8. Portuguese</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>16. Queir&#243;s     L, Castro L, Ferreira MC, Gon&#231;alves G. Ades&#227;o &#224;s novas vacinas conjugadas:     vacina anti-meningoc&#243;cica e anti-pneumoc&#243;cica (Acceptance of the new conjugate     vacines: meningococcal and pneumococcal vaccines, in the cohort born in 1999,     in the North Region of Portugal). Acta Med Port. 2004;17(1):49-53. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>17. Borrow     R. Advances with vaccination against Neisseria meningitidis. Trop Med Int     Health. 2012;17(12):1478-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360307&pid=S2182-5173201600010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>18.     Sociedade de Infeciologia Pedi&#225;trica, Sociedade Portuguesa de Pediatria.     Recomenda&#231;&#245;es para a vacina&#231;&#227;o contra a varicela. Lisboa: SIP; SPP; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360309&pid=S2182-5173201600010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>19. Santos     H, Pinto E, Valente I, Marinheiro M, Almeida S, Pinto ME. Cobertura vacinal das     vacinas meningoc&#243;cica e pneumoc&#243;cica num centro de sa&#250;de (A survey of     meningococcal and pneumococcal vaccination coverage in a primary health care     center). Sa&#250;de Infantil. 2008;30(2):62-4.</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Joana     Teixeira</p>       <p>Hospital de     Braga</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sete Fontes </p>       <p>4710-243 S&#227;o     Victor, Braga</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:jiteixeira@hotmail.com">jiteixeira@hotmail.com</a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos     de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o possuir qualquer tipo de conflitos de interes</p>       <p><b>Financiamento</b></p>       <p>O trabalho     relatado neste manuscrito n&#227;o foi objeto de qualquer tipo de financiamento     externo. </p>       <p><b>Comiss&#227;o     de &#201;tica </b></p>       <p>Estudo     realizado ap&#243;s parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da ARS     Norte. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 09-05-2015</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 21-01-2016</b></p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a04a1.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>   <a href="#topa1"> </a>       <p align="center"><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a04a2.jpg"/></p>      
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