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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Levedura vermelha do arroz e berberina no tratamento da dislipidemia: qual a evidência?]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To determine if red yeast rice (RYR) and berberine (BBR) are effective in lowering serum levels of LDL-cholesterol (LDL-C) and triglycerides (TG). Data sources: PubMed and databases of evidence-based medicine. Review methods: Guidelines, meta-analyses (MA), systematic reviews (SR), randomized controlled trials (RCT) and observational studies in English, Portuguese and Spanish were searched, using the MeSH terms (cholesterol, LDL, triglycerides, red yeast rice and berberine). Articles published between January of 2003 and January of 2014, including patients aged 18 years old and older without familial dyslipidemia were selected. The level of evidence (LE) and the strength of recommendation (SR) were assessed using the Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale from the American Academy of Family Physicians. Results: Of the 34 articles found, 10 met the inclusion criteria. One MA, two SR, four RCT and one retrospective observational study described the effectiveness of RYR for the reduction of LDL-C levels (LE 3). Triglycerides were also effectively decreased by RYR in the MA, in one of the SR and in the RCT (LE 3). The MA and SR that analysed BBR showed its benefit in reducing LDL-C and TG (LE 3). The association of both substances, evaluated in a RCT, was also effective in lowering the levels of LDL-C. Conclusions: The available evidence regarding the reduction of LDL-C and TG levels with administration of RYR and/ or BBR was considered limited (SR C). Thus, before recommending these substances in the treatment of dyslipidemia, more studies of higher quality are needed to demonstrate their beneficial effects and safety. Better control in their production and marketing is also required.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVIS&#213;ES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Levedura vermelha do arroz e berberina no     tratamento da dislipidemia: qual a evid&#234;ncia?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Red     yeast rice and berberine in the treatment of dyslipidemia: what is the   evidence?</b></font></p>       <p><b>Catarina Borges,<sup>1</sup> Sara China,<sup>1</sup> Sofia Carrapa,<sup>1</sup> V&#226;nia Teixeira<sup>2</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar. Unidade de Sa&#250;de Familiar Br&#225;s-Oleiro,     ACeS de Gondomar.</p>       <p><sup>2</sup>M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar. Unidade de Sa&#250;de Familiar S&#227;o Pedro da     Cova, ACeS de Gondomar.</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivo:</b> Determinar se a levedura     vermelha do arroz (LVA) e a berberina (BBR) s&#227;o eficazes na redu&#231;&#227;o do     colesterol-LDL (C-LDL) e dos triglicer&#237;deos (TG).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de dados:</b> PubMed e bases de     dados de medicina baseada na evid&#234;ncia.</p>       <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o:</b> Pesquisaram-se <i>guidelines,</i> meta-an&#225;lises (MA), revis&#245;es     sistem&#225;ticas (RS), ensaios cl&#237;nicos aleatorizados controlados (ECAC) e estudos     observacionais nas l&#237;nguas inglesa, portuguesa e espanhola. Utilizaram-se os     termos MeSH <i>(cholesterol, LDL,     triglycerides, red yeast rice</i> e <i>berberine)</i> e foram selecionados os artigos publicados entre janeiro de 2003 e janeiro de     2014 que inclu&#237;ssem indiv&#237;duos com idade igual ou superior a 18 anos e     dislipidemia n&#227;o familiar. Avaliaram-se os n&#237;veis de evid&#234;ncia (NE) e     atribu&#237;ram-se as for&#231;as de recomenda&#231;&#227;o (FR), utilizando a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American Academy of Family Physicians.</i></p>       <p><b>Resultados:</b> Dos 34 artigos obtidos, 10     cumpriam os crit&#233;rios de inclus&#227;o. Uma MA, duas RS, quatro ECAC e um estudo     observacional retrospetivo (EOR) evidenciaram a efic&#225;cia da LVA na redu&#231;&#227;o dos     n&#237;veis de C-LDL (NE 3). Os TG tamb&#233;m foram eficazmente diminu&#237;dos pela LVA na     MA, numa das RS e num dos ECAC (NE 3). A BBR demonstrou ser eficaz na redu&#231;&#227;o     do C-LDL e dos TG na MA/RS em que foi analisada (NE 3). A associa&#231;&#227;o das duas     subst&#226;ncias, avaliada num ECAC, tamb&#233;m reduziu de forma significativa o C-LDL.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> A evid&#234;ncia dispon&#237;vel     relativamente &#224; redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis de C-LDL e dos TG com a administra&#231;&#227;o da LVA     e/ou BBR foi considerada limitada (FR C). Assim, antes de se recomendarem estas     subst&#226;ncias no tratamento da dislipidemia s&#227;o necess&#225;rios mais estudos de     elevada qualidade metodol&#243;gica que demonstrem o seu benef&#237;cio e seguran&#231;a, al&#233;m     de uma maior regulamenta&#231;&#227;o da sua produ&#231;&#227;o e comercializa&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Colesterol-LDL;     Triglicer&#237;deos; Levedura vermelha do arroz; Berberina.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p><b>Aim:</b> To determine if red yeast rice     (RYR) and berberine (BBR) are effective in lowering serum levels of   LDL-cholesterol (LDL-C) and triglycerides (TG).</p>       <p><b>Data sources:</b> PubMed and databases of     evidence-based medicine.</p>       <p><b>Review methods:</b> Guidelines,     meta-analyses (MA), systematic reviews (SR), randomized controlled trials (RCT)     and observational studies in English, Portuguese and Spanish were searched,     using the MeSH terms (cholesterol, LDL, triglycerides, red yeast rice and     berberine). Articles published between January of 2003 and January of 2014,     including patients aged 18 years old and older without familial dyslipidemia     were selected. The level of evidence (LE) and the strength of recommendation     (SR) were assessed using the Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale     from the American Academy of Family Physicians.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> Of the 34 articles found, 10     met the inclusion criteria. One MA, two SR, four RCT and one retrospective     observational study described the effectiveness of RYR for the reduction of     LDL-C levels (LE 3). Triglycerides were also effectively decreased by RYR in     the MA, in one of the SR and in the RCT (LE 3). The MA and SR that analysed BBR     showed its benefit in reducing LDL-C and TG (LE 3). The association of both     substances, evaluated in a RCT, was also effective in lowering the levels of     LDL-C.</p>       <p><b>Conclusions:</b> The available evidence     regarding the reduction of LDL-C and TG levels with administration of RYR and/     or BBR was considered limited (SR C). Thus, before recommending these     substances in the treatment of dyslipidemia, more studies of higher quality are     needed to demonstrate their beneficial effects and safety. Better control in     their production and marketing is also required. </p>       <p><b>Keywords:</b> Cholesterol-LDL;     Triglycerides; Red Yeast Rice; Berberine.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A     dislipidemia deve-se a altera&#231;&#245;es no metabolismo das lipoprote&#237;nas e     caracteriza-se por n&#237;veis plasm&#225;ticos elevados de colesterol total (CT), colesterol     LDL (C-LDL), triglicer&#237;deos (TG) e por n&#237;veis diminu&#237;dos de colesterol-HDL     (C-LDL), constituindo assim um importante fator de risco para doen&#231;as     cardiovasculares. Apesar dos avan&#231;os diagn&#243;sticos e terap&#234;uticos ocorridos nas     &#250;ltimas d&#233;cadas, as doen&#231;as cardiovasculares continuam a ser a principal causa     de morte a n&#237;vel mundial, contribuindo com cerca de 30% do n&#250;mero total de     &#243;bitos.<sup>1</sup></p>       <p>No     tratamento da dislipidemia devem ser implementadas altera&#231;&#245;es no estilo de     vida, baseadas na modifica&#231;&#227;o dos h&#225;bitos alimentares e exerc&#237;cio f&#237;sico, antes     ou simultaneamente, ao tratamento farmacol&#243;gico. Embora as estatinas sejam os     f&#225;rmacos recomendados, as taxas de interrup&#231;&#227;o da terap&#234;utica s&#227;o elevadas e     quase um ter&#231;o dos doentes interrompe o tratamento dentro de um ano ap&#243;s o seu     in&#237;cio.<sup>2</sup> As raz&#245;es econ&#243;micas, o g&#233;nero, a idade, a polimedica&#231;&#227;o, a     ra&#231;a e a (in)toler&#226;ncia s&#227;o os principais determinantes.<sup>2</sup></p>       <p>Em contraste     com as terap&#234;uticas farmacol&#243;gicas convencionais, os produtos &#224; base de plantas     s&#227;o vistos como medicamentos &#8220;naturais&#8221;. Portanto, s&#227;o geralmente considerados     seguros no que diz respeito aos efeitos adversos e intera&#231;&#245;es com outros     componentes. Cada vez mais se encontram pessoas a usar produtos &#224; base de     plantas com objetivos preventivos e/ou terap&#234;uticos, incluindo na dislipidemia.<sup>3</sup></p>       <p>A levedura     vermelha do arroz (LVA) e a berberina (BBR) t&#234;m sido algumas das subst&#226;ncias     utilizadas em produtos complementares e alternativos, comercializados em     Portugal, com o prop&#243;sito de regular os n&#237;veis de l&#237;pidos. A LVA resulta da     fermenta&#231;&#227;o do arroz pelo fungo <i>Monascus     purpureus</i> e &#233; um medicamento chin&#234;s <i>(Hong     Ou)</i> desenvolvido h&#225; cerca de 1000 anos atr&#225;s para a indigest&#227;o, diarreia e     dor abdominal.<sup>4</sup> Este produto cont&#233;m quantidades variadas de uma     fam&#237;lia de subst&#226;ncias naturais, designadas monacolinas, que inibem a atividade     da HMG-CoA redutase, al&#233;m de outros ingredientes ativos que tamb&#233;m podem     influenciar os n&#237;veis de colesterol: ester&#243;is, isoflavonas e &#225;cidos gordos     monoinsaturados.<sup>5</sup> A LVA foi recentemente recomendada numa <i>guideline </i>para a preven&#231;&#227;o da     dislipidemia em adultos chineses.<sup>6</sup> A BBR &#233; uma isoquinolina derivada     de alcaloides, extra&#237;da de muitas plantas medicinais chinesas que possui uma     grande variedade de atividades farmacol&#243;gicas e bioqu&#237;micas, incluindo     atividade antidislipid&#233;mica.<sup>7-8</sup> Esta subst&#226;ncia interfere no     metabolismo dos l&#237;pidos atrav&#233;s da regula&#231;&#227;o da fun&#231;&#227;o dos recetores hep&#225;ticos     de LDL.<sup>2-3,8</sup></p>       <p>Embora     v&#225;rios estudos cl&#237;nicos tenham demonstrado o efeito ben&#233;fico destas subst&#226;ncias     no perfil lip&#237;dico, a evid&#234;ncia permanece inconsistente. Assim, esta revis&#227;o     baseada na evid&#234;ncia pretende determinar se a LVA e a BBR, potenciais     alternativas &#224;s estatinas, s&#227;o eficazes na redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis s&#233;ricos de C-LDL     e dos TG quando usadas de forma isolada ou em associa&#231;&#227;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Foi     realizada uma pesquisa de <i>guidelines,</i> meta-an&#225;lise (MA), revis&#227;o sistem&#225;tica (RS), ensaio cl&#237;nico aleatorizado     controlado (ECAC) e estudos observacionais nas bases de dados <i>National Guideline Clearinghouse, National     Electronic Library NHS, Canadian Medical Association, The Cochrane Library,</i> DARE, <i>Bandolier</i> e PubMed, publicados     entre janeiro de 2003 e janeiro de 2014, nas l&#237;nguas inglesa, portuguesa e     espanhola. Na realiza&#231;&#227;o da pesquisa, os termos MeSH foram utilizados da     seguinte forma: ((<i>Red Yeast Rice</i> OR <i>Berberine</i>) AND (<i>Cholesterol, LDL</i> OR <i>Triglycerides</i>)).</p>       <p>Como     crit&#233;rios de inclus&#227;o consideraram-se os artigos cuja popula&#231;&#227;o alvo fosse     constitu&#237;da por indiv&#237;duos com idade igual ou superior a 18 anos, com     dislipidemia n&#227;o familiar e nos quais a interven&#231;&#227;o fosse a toma de BBR e/ou     LVA comparativamente ao uso de placebo, aus&#234;ncia de interven&#231;&#227;o ou tratamentos     farmacol&#243;gicos e n&#227;o-farmacol&#243;gicos antidislipid&#233;micos. O outcome avaliado foi     a diminui&#231;&#227;o dos n&#237;veis s&#233;ricos de C-LDL e TG. Para avalia&#231;&#227;o dos N&#237;veis de     Evid&#234;ncia (NE) e atribui&#231;&#227;o de graus de For&#231;a de Recomenda&#231;&#227;o (FR) foi     utilizada a escala <i>Strength of     Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American     Academy of Family Physicians.</i></p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Da pesquisa     realizada foram encontrados 34 artigos, 10 dos quais cumpriam os crit&#233;rios de     inclus&#227;o. O processo de sele&#231;&#227;o dos estudos inclu&#237;dos est&#225; representado na     <a href="#f1">figura 1</a>. A LVA foi avaliada numa MA, duas RS, quatro ECAC e num estudo     observacional retrospetivo (EOR). A BBR foi avaliada numa MA/RS. Um ECAC     avaliou a LVA e BBR, simultaneamente. Todos os estudos se encontram sumariados nos <a href="#q1">quadros I</a>, <a href="#q2">II</a> e <a href="#q3">III</a>. </p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a06f1.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a06q1.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a06q2.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a06q3.jpg"/></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p><b>1. LVA</b></p>       <p>Na MA de Liu <i>et al.</i><sup>9</sup> verificou-se uma     redu&#231;&#227;o significativa dos n&#237;veis de C-LDL (-0,73 mmol/L; intervalo de confian&#231;a     (IC) 95% (-1,02 a -0,043)) e de TG(-0,41 mmol/L; IC95% (-0,6 a -0,22)) com a     LVA, em compara&#231;&#227;o com o placebo. Os efeitos desta subst&#226;ncia nos l&#237;pidos     tamb&#233;m foram superiores ao grupo sob nicotinato de inositol (NI) e &#243;leos de     peixe. Em compara&#231;&#227;o com as estatinas, a LVA teve um efeito semelhante e, em     compara&#231;&#227;o com os fibratos, um efeito semelhante ou inferior. Os autores     concluem que esta MA evidencia os efeitos ben&#233;ficos, a curto prazo, de tr&#234;s     prepara&#231;&#245;es diferentes de LVA na altera&#231;&#227;o do perfil lip&#237;dico. No entanto, s&#227;o     necess&#225;rios estudos mais rigorosos antes de a LVA ser recomendada como     tratamento alternativo na dislipidemia prim&#225;ria. A qualidade metodol&#243;gica dos     estudos inclu&#237;dos foi, de uma forma geral, baixa, principalmente em termos de     aleatoriza&#231;&#227;o e dupla oculta&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, estes estudos eram orientados para     a doen&#231;a, pelo que se atribuiu um NE 3.</p>       <p>Shang <i>et al.</i><sup>6</sup> e Lan <i>et al.</i><sup>3</sup> avaliaram, em duas     RS, um extrato parcialmente purificado da LVA, a xuezhikang (XZK). Na primeira     (Shang <i>et al.</i><sup>6</sup>), a XZK foi     eficaz na redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis de C-LDL e TG, quando comparada com a aus&#234;ncia de     tratamento (C-LDL: -0,78 mmol/L, IC95% (-1,19 a -0,38); TG:-0,49 mmol/L, IC95%     (-0,58 a -0,39)) com o grupo placebo (C-LDL: -0,57 mmol/L, IC95% (-0,62 a     -0,52) e -1,82 mmol/L, IC95% (-2,01 a -1,63); TG:-0,17 mmol/L, IC95% (-0,22 a     -0,12) e -1,29 mmol/L, IC95% (-1,57 a -1,01)) e com o grupo sob NI (C-LDL:     -0,88 mmol/L, IC95% (-1,27 a -0,48); TG: -0,60 mmol/L, IC95% (-0,95 a -0,25)).     Neste estudo foram avaliados <i>outcomes</i> prim&#225;rios (todas as causas de mortalidade, mortalidade por doen&#231;a coron&#225;ria,     incid&#234;ncia de enfarte agudo do mioc&#225;rdio, revasculariza&#231;&#227;o e re-hospitaliza&#231;&#227;o     por angina inst&#225;vel) e <i>outcomes</i> secund&#225;rios (CT, TG, C-LDL e C-HDL) em indiv&#237;duos com doen&#231;a coron&#225;ria     previamente conhecida e com dislipidemia. Os resultados apresentados     correspondem apenas &#224; avalia&#231;&#227;o dos <i>outcomes</i> secund&#225;rios, o que vai de encontro ao objetivo deste estudo. Al&#233;m disso, dos 22     ECAC inclu&#237;dos, 21 apresentavam resultados relativamente aos <i>outcomes</i> secund&#225;rios e apenas cinco     avaliavam os <i>outcomes</i> prim&#225;rios. Na     segunda RS (Lan <i>et al.</i><sup>3</sup>),     a XZK foi igualmente superior na diminui&#231;&#227;o do C-LDL, em compara&#231;&#227;o com o grupo     NI (-0,58 mmol/L, IC95% (-0,93 a -0,23)) e TG marinhos (-0,40 mmol/L, IC95%     (-0,80 a -0,00)). Os TG n&#227;o foram reduzidos de forma significativa. Em ambas as     revis&#245;es, a XZK foi semelhante ao grupo das estatinas na diminui&#231;&#227;o do C-LDL.     Apesar de Shang <i>et al.</i><sup>6</sup> conclu&#237;rem que a XZK teve um efeito regulador dos l&#237;pidos, todos os estudos     inclu&#237;dos apresentavam um elevado risco de vieses. O facto de terem sido     analisados resultados relativamente a <i>outcomes</i> secund&#225;rios exige precau&#231;&#227;o adicional na sua interpreta&#231;&#227;o. Al&#233;m disso, na     maioria dos estudos a aleatoriza&#231;&#227;o e a dupla oculta&#231;&#227;o n&#227;o foram aplicadas ou     n&#227;o estavam descritas de forma clara. O pequeno tamanho amostral de alguns dos     estudos inclu&#237;dos, as diferentes formula&#231;&#245;es e dosagens utilizadas e os     diferentes tempos de seguimento dos doentes foram tamb&#233;m algumas das limita&#231;&#245;es     apontadas nestes estudos, pelo que se atribuiu um NE 3. Por sua vez, os autores     da segunda RS chegaram &#224; conclus&#227;o de que a efic&#225;cia e seguran&#231;a da XZK no     tratamento da dislipidemia era inconclusiva devido ao elevado risco de vieses     de muitos dos ECAC inclu&#237;dos (nomeadamente, a aleatoriza&#231;&#227;o e a dupla oculta&#231;&#227;o     n&#227;o foram aplicadas ou n&#227;o estavam descritas de forma clara). A heterogeneidade     dos crit&#233;rios de diagn&#243;stico de hipercolesterolemia e/ou hipertrigliceridemia e     a ampla variedade de formula&#231;&#245;es e dosagens foram os principais par&#226;metros     apontados para a baixa qualidade do estudo. Assim, e por se tratar de uma RS     orientada para a doen&#231;a atribuiu-se um NE 3. De notar que seis dos estudos     inclu&#237;dos nesta RS foram tamb&#233;m inclu&#237;dos e analisados previamente na MA de Liu <i>et al.</i><sup>9</sup> Contudo, os     resultados globais da RS de Lan <i>et al.,</i><sup>3</sup> publicada mais recentemente, s&#227;o semelhantes e corroboram os resultados da     referida MA.<sup>9</sup></p>       <p>Ogier <i>et al.,</i><sup>10</sup> no seu ECAC,     conseguiu uma diminui&#231;&#227;o do C-LDL em 21,4% (IC95% (-13,3 a -24,9%); <i>p</i>&lt;0,001) e dos TG em 12,2% (IC95%     (-24,4 a -0,1%); <i>p</i>&lt;0,05) atrav&#233;s     da administra&#231;&#227;o de um suplemento diet&#233;tico com 500mg de LVA, tr&#234;s vezes por     dia. Os autores conclu&#237;ram que o consumo di&#225;rio deste nutrac&#234;utico &#233; uma ajuda     &#250;til na abordagem da hipercolesterolemia ligeira a moderada. No ECAC de Lee <i>et al.</i><sup>11</sup> a LVA (1110mg, uma     vez por dia) foi efetiva na redu&#231;&#227;o do C-LDL, em compara&#231;&#227;o com o placebo     ((-0,7&#177;0,6) <i>vs</i> (0,0&#177;0,6) mmol/L; <i>p</i>&lt;0,001), em doentes com s&#237;ndroma     metab&#243;lica. Bogsrud <i>et al.</i><sup>12</sup> investigaram o efeito de um produto que continha LVA. Detetou-se uma redu&#231;&#227;o de     23% no C-LDL (<i>p</i>&lt;0,001) com a     administra&#231;&#227;o de quatro c&#225;psulas por dia desse produto, em compara&#231;&#227;o com o     placebo. Assim, apesar de a LVA n&#227;o poder ser aconselhada em substitui&#231;&#227;o das     estatinas ou outros f&#225;rmacos antidislipid&#233;micos, os autores concluem que pode     ser uma alternativa razo&#225;vel em casos selecionados. No ECAC conduzido por     Halbert <i>et al.</i><sup>13</sup> comparou-se o efeito da toma de 2400mg de LVA, duas vezes por dia, com a toma     de pravastatina 20mg, duas vezes ao dia. Embora n&#227;o possam ser retiradas     conclus&#245;es definitivas, a LVA foi eficaz na redu&#231;&#227;o do C-LDL (30,2%&#177;10,5) e dos     TG (7,8%&#177;30,5%) para n&#237;veis clinicamente significativos e semelhantes &#224;     pravastatina ((C-LDL: 27,0%&#177;15,4); (TG:7%&#177;32,2%)), numa popula&#231;&#227;o previamente     intolerante &#224;s estatinas. O pequeno tamanho amostral (Bogsrud <i>et al.,</i><sup>12</sup> Halbert <i>et al.</i><sup>13</sup> e Ogier <i>et al.</i><sup>10</sup>), a elevada taxa de     abandono (Lee <i>et al.</i>),<sup>11</sup> a     heterogeneidade da amostra (Lee <i>et al.</i><sup>11</sup> e Halbert <i>et al.</i><sup>13</sup>), a     aus&#234;ncia de dupla-oculta&#231;&#227;o (Halbert <i>et     al.</i>)<sup>13</sup> e o facto de se tratarem de estudos orientados para a doen&#231;a     determinaram a atribui&#231;&#227;o de um NE 3 aos quatro ECAC inclu&#237;dos.</p>       <p>O EOR,     conduzido por Venero <i>et al.,</i><sup>14</sup> mostrou que a LVA, na dose de 1200mg uma vez por dia, diminuiu eficazmente o     C-LDL (21%&#177;14; <i>p</i>&lt;0,001). Os     autores consideraram a LVA uma alternativa aceit&#225;vel em doentes intolerantes &#224;s     estatinas, se produzida sob condi&#231;&#245;es controladas. O pequeno tamanho amostral,     a heterogeneidade da amostra, uma metodologia pouco esclarecedora e o facto de     se tratar de um estudo orientado para a doen&#231;a s&#227;o algumas das limita&#231;&#245;es     apontadas para este estudo. A tipologia do estudo em quest&#227;o, EOR, leva &#224;     atribui&#231;&#227;o de um NE 3.</p>       <p><b>2. BBR</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dong <i>et al.</i><sup>7</sup> avaliaram, na sua     MA/RS, os efeitos da BBR no perfil lip&#237;dico, tendo verificado uma redu&#231;&#227;o     significativa dos n&#237;veis de C-LDL (-0,65 mmol/L; IC95% (-0,76 a -0,54)) e de TG     (-0,50 mmol/L; IC95% (-0,69 a -0,31)) com esta subst&#226;ncia. No entanto, o n&#250;mero     de ECAC inclu&#237;dos foi relativamente baixo, sendo que a maioria apresentava     baixa qualidade relativamente ao seu desenho de estudo e &#224; sua metodologia     (m&#233;todo de randomiza&#231;&#227;o, dupla-oculta&#231;&#227;o e taxas de abandono) pelo que s&#227;o     necess&#225;rios mais estudos de grande escala antes de a BBR ser recomendada no     tratamento da dislipidemia. Al&#233;m disso, eram estudos orientados para a doen&#231;a,     pelo que se atribuiu um NE 3.</p>       <p><b>3. LVA e BBR</b></p>       <p>Affuso <i>et al.</i><sup>2</sup> estudaram um produto     que continha simultaneamente 200mg de LVA e 500mg de BBR, tendo-se verificado     uma descida, estatisticamente significativa, dos n&#237;veis s&#233;ricos de C-LDL     ((-1,06&#177;0,75) <i>vs</i> (-0,04&#177;0,54) mmol/L;     p&lt;0,001), em compara&#231;&#227;o com o placebo. Assim, os autores conclu&#237;ram que esta     combina&#231;&#227;o parece ser uma abordagem v&#225;lida na redu&#231;&#227;o dos n&#237;veis de l&#237;pidos em     doentes com dislipidemia ligeira a moderada. O pequeno tamanho amostral, a     baixa qualidade metodol&#243;gica (m&#233;todo de randomiza&#231;&#227;o e dupla-oculta&#231;&#227;o     descritos de forma pouco clara) e pelo facto de se tratar de um estudo     orientado para a doen&#231;a atribuiu-se um NE 3.</p>       <p><b>Conclus&#245;es</b></p>       <p>Considera-se     que existe uma evid&#234;ncia limitada relativamente &#224; diminui&#231;&#227;o dos n&#237;veis s&#233;ricos     de C-LDL e de TG com a administra&#231;&#227;o de LVA e/ou BBR, a qual deriva de v&#225;rios     estudos com NE 3. Estes apresentam, de uma forma global, limita&#231;&#245;es no &#226;mbito     do tamanho amostral, dupla oculta&#231;&#227;o, taxas de abandono e evid&#234;ncia orientada para     a doen&#231;a. Al&#233;m disso, as doses utilizadas foram muito heterog&#233;neas e variaram     entre os 1200mg - 4800mg/dia de LVA e os 600 - 1500mg/dia de BBR.     Desta forma, foi atribu&#237;da uma For&#231;a de Recomenda&#231;&#227;o (FR) C.</p>       <p>Salienta-se     que, nos estudos analisados, houve o predom&#237;nio da popula&#231;&#227;o chinesa, o que     pode limitar a aplicabilidade destas interven&#231;&#245;es noutros grupos populacionais.     Aponta-se, tamb&#233;m, a aus&#234;ncia de estudos que demonstrem os efeitos destas     subst&#226;ncias a longo prazo. A maioria dos estudos abrange um per&#237;odo     compreendido entre as quatro e as 24 semanas.</p>       <p>A     generalidade dos produtos naturais comercializados s&#227;o constitu&#237;dos por v&#225;rias     subst&#226;ncias e, para a mesma subst&#226;ncia, existem diferentes prepara&#231;&#245;es     comerciais. Num estudo<sup>15</sup> em que se avaliaram 12 prepara&#231;&#245;es de LVA     dispon&#237;veis no mercado, a quantidade total de monacolina variou entre 0,31 a     11,15mg por c&#225;psula, embora cada uma destas prepara&#231;&#245;es estivesse rotulada como     contendo 600mg por c&#225;psula. Assim, um problema significativo na recomenda&#231;&#227;o     destes nutrac&#234;uticos &#233; a inexist&#234;ncia de padroniza&#231;&#227;o entre os produtos     comercializados, n&#227;o havendo regulamenta&#231;&#227;o da sua produ&#231;&#227;o e comercializa&#231;&#227;o.</p>       <p>No mercado     nacional existe, pelo menos, uma formula&#231;&#227;o contendo LVA (200mg) e BBR (500mg),     entre outros componentes, e outra constitu&#237;da apenas pela LVA (300mg), al&#233;m de     outros componentes. Ambos s&#227;o comercializados como suplementos alimentares     aconselhados no tratamento da dislipidemia, n&#227;o sendo regulamentados pela     Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Sa&#250;de (INFARMED).     Recentemente, o nutrac&#234;utico comercializado em Portugal que cont&#233;m LVA e BBR     foi comparado com a pravastatina 10mg numa popula&#231;&#227;o italiana com risco     cardiovascular moderado, verificando-se uma redu&#231;&#227;o do CT e do C-LDL semelhante     em ambos os grupos.<sup>16</sup> De facto, todos os estudos analisados nesta     revis&#227;o que compararam a LVA com as estatinas<sup>3,6,9,13</sup> demonstraram     tamb&#233;m uma melhoria dos n&#237;veis do C-LDL de forma semelhante. Desta forma, a LVA     pode ser considerada, segundo alguns autores,<sup>12,14,16</sup> uma     alternativa aceit&#225;vel no tratamento da dislipidemia em casos selecionados,     nomeadamente em doentes com um risco cardiovascular reduzido a moderado e/ou     intolerantes &#224;s estatinas (e.g., por mialgias). Aponta-se ainda que, em     compara&#231;&#227;o com as estatinas, estes suplementos alimentares apresentam pre&#231;os     muito elevados (cerca de 10 vezes mais o custo mensal de algumas estatinas).     Dada a conjuntura econ&#243;mica atual, o elevado pre&#231;o destes suplementos, al&#233;m de     todos os outros fatores referidos anteriormente, constitui uma limita&#231;&#227;o     relevante &#224; sua utiliza&#231;&#227;o no nosso pa&#237;s.</p>       <p>Apesar de     n&#227;o ser objetivo desta revis&#227;o, n&#227;o se verificou, na maioria dos estudos     analisados, a ocorr&#234;ncia de efeitos laterais importantes com nenhuma das     subst&#226;ncias em estudo. A LVA mostrou ser efetiva na redu&#231;&#227;o dos eventos     cardiovasculares numa RS.<sup>6</sup> No entanto, devem ser realizados mais     estudos no sentido de se apurar o impacto destas subst&#226;ncias em termos de     morbimortalidade e de efeitos laterais.</p>       <p>Assim, antes     de se recomendarem estas subst&#226;ncias no tratamento da dislipidemia s&#227;o     necess&#225;rios mais estudos de elevada qualidade metodol&#243;gica que demonstrem o seu     benef&#237;cio e seguran&#231;a, al&#233;m de uma maior regulamenta&#231;&#227;o da sua produ&#231;&#227;o e     comercializa&#231;&#227;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Prescri&#231;&#227;o de exames laboratoriais para avalia&#231;&#227;o de     dislipidemias: norma de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica n.o 66/2011, de 30/12/2011     atualizada a 30/05/2013. Lisboa: DGS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359270&pid=S2182-5173201600010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Affuso F,     Ruvolo A, Micillo F, Sacc&#224; L, Fazio S. Effects of a nutraceutical combination     (berberine, red yeast rice and policosanols) on lipid levels and endothelial     function randomized, double-blind, placebo-controlled study. Nutr Metab     Cardiovasc Dis. 2010;20(9):656-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359272&pid=S2182-5173201600010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Lan LZ,     Liu JP, Zhang AL, Wu Q, Ruan Y, Lewith G, et al. Chinese herbal medicines for     hypercholesterolemia. Cochrane Database Syst Rev. 2011;(9):CD008305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359274&pid=S2182-5173201600010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Barrie     WE, Harrisson RV, Khanderia UB, Kiningham RB, Rosenson RS. Screening and     management of lipids. Michigan: University of Michigan Health System; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359276&pid=S2182-5173201600010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Tangney     CC, Rosenson RS. Lipid lowering with diet or dietary supplements. UpToDate; 22     Nov 2013. Available from: <a href="http://www.uptodate.com/contents/lipid-lowering-with-diet-or-dietary-supplements" target="_blank">http://www.uptodate.com/contents/lipid-lowering-with-diet-or-dietary-supplements</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359278&pid=S2182-5173201600010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Shang Q,     Liu Z, Chen K, Xu H, Liu J. A systematic review of xuezhikang, an extract from     red yeast rice, for coronary heart disease complicated by dyslipidemia. Evid     Based Complement Alternat Med. 2012;2012:636547.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359279&pid=S2182-5173201600010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Dong H,     Zhao Y, Zhao L, Lu F. The effects of berberine on blood lipids: a systemic     review and meta-analysis of randomized controlled trials. Planta Med.     2013;79(6):437-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359281&pid=S2182-5173201600010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>8. Wei W,     Zhao H, Wang A, Sui M, Liang K, Deng H, et al. A clinical study on the     short-term effect of berberine in comparison to metformin on the metabolic     characteristics of women with polycystic ovary syndrome. Eur J Endocrinol.     2012;166(1):99-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359283&pid=S2182-5173201600010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Liu J,     Zhang J, Shi Y, Grimsgaard S, Alraek T, Fonnebo V. Chinese red yeast rice     (Monascus purpureus) for primary hyperlipidemia: a meta-analysis of randomized     controlled trials. Chin Med. 2006;1:4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359285&pid=S2182-5173201600010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Ogier N,     Amiot MJ, Georg&#233; S, Maillot M, Mallmann C, Maraninchi M, et al.     LDL-cholesterol-lowering effect of a dietary supplement with plant extracts in     subjects with moderate hypercholesterolemia. Eur J Nutr. 2013;52(2):547-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359287&pid=S2182-5173201600010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>11. Lee IT,     Lee WJ, Tsai CM, Su IJ, Yen HT, Sheu WH. Combined extractives of red yeast     rice, bitter gourd, chlorella, soy protein, and licorice improve total     cholesterol, low-density lipoprotein cholesterol, and triglyceride in subjects     with metabolic syndrome. Nutr Res. 2012;32(2):85-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359289&pid=S2182-5173201600010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Bogsrud     MP, Ose L, Langslet G, Ottestad I, Str&#248;m EC, Hagve TA, et al. HypoCol (red     yeast rice) lowers plasma cholesterol: a randomized placebo controlled study.     Scand Cardiovasc J. 2010;44(4):197-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359291&pid=S2182-5173201600010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Halbert     SC, French B, Gordon RY, Farrar JT, Schmitz K, Morris PB, et al. Tolerability     of red yeast rice (2,400 mg twice daily) versus pravastatin (20 mg twice daily)     in patients with previous statin intolerance. Am J Cardiol. 2010;105(2):198-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359293&pid=S2182-5173201600010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Venero     CV, Venero JV, Wortham DC, Thompson PD. Lipid-lowering efficacy of red yeast     rice in a population intolerant to statins. Am J Cardiol. 2010;105(5):664-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359295&pid=S2182-5173201600010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>15. Shanes     JG. A review of the rationale for additional therapeutic interventions to attain     lower LDL-C when statin therapy is not enough. 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<body><![CDATA[<p>Os autores     gostariam de agradecer ao Dr. Tiago Morais, M&#233;dico Interno de Forma&#231;&#227;o     Espec&#237;fica em Medicina Geral e Familiar, da Unidade de Cuidados de Sa&#250;de     Personalizados de Lamego, ACeS Douro Sul, pela sua contribui&#231;&#227;o na tradu&#231;&#227;o     para ingl&#234;s do resumo deste artigo.</p>       <p><b>Conflito     de interesses</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 03-09-2014</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 18-01-2016</b></p>      ]]></body><back>
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