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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Concha bolhosa gigante: uma causa curável de obstrução nasal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Nasal obstruction is a common problem in Portugal. It can have negative influences on quality of life and repercussions for family dynamics. It has several causes. Among them is concha bullosa. The objectives of this article are to describe a case of giant concha bullosa and to summarize the approach to the patient with nasal obstruction in primary care. Case description: A 50 year-old woman presented to a hospital emergency department because a blocked right ear. She had experienced chronic bilateral nasal obstruction, snoring and headaches. Right serous otitis media was diagnosed and the middle nasal turbinate was found to extend to the nasal vestibule. There were abundant secretions and adenoid hypertrophy was found on nasal endoscopy. She was treated with corticosteroids and decongestants and referred for otolaryngology consultation. Pharyngeal biopsy was not diagnostic. Computed tomography showed the existence of a right-sided giant concha bullosa. Surgery was performed with resolution of nasal obstruction, relief of headache, and improvement of snoring. Comment: Some patients may present complaints initially to the hospital emergency department. However it is important to stress the role of the family physician as health care provider and case manager. The initial history and physical examination are important in the investigation of complains of nasal obstruction. &#8216;Red flags' must be investigated. If any of these are present or if there is an unsatisfactory response to medical therapy, the patient must be referred for specialist consultation. In this case, the evidence of unilateral serous otitis media required investigation for the exclusion of nasopharyngeal cancer. Anatomical variants are potentially curable causes of nasal obstruction and should be considered in the differential diagnosis of persistent nasal obstruction.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Obstrução Nasal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cornetos]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Turbinates]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS BREVES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Concha bolhosa gigante: uma causa cur&#225;vel     de obstru&#231;&#227;o nasal</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Giant   concha bullosa: a curable cause of nasal obstruction</b></font></p>       <p><b>&#194;ngela Ferreira,<sup>1</sup> Jo&#227;o Carlos     Ribeiro,<sup>2-3</sup> &#211;scar Barros,<sup>4</sup> Miguel Silva,<sup>2</sup> Rui     Nogueira,<sup>1</sup> Ant&#243;nio Paiva<sup>2-3</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>M&#233;dico     de Medicina Geral e Familiar, USF BRIOSA, ACES Baixo Mondego</p>       <p><sup>2</sup>M&#233;dico,     Servi&#231;o de Otorrinolaringologia, Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra</p>       <p><sup>3</sup>M&#233;dico,     Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra</p>       <p><sup>4</sup>M&#233;dico     de Medicina Geral e Familiar, CSP Cruz de Celas, ACES Baixo Mondego</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> A obstru&#231;&#227;o nasal &#233; um     problema comum na popula&#231;&#227;o portuguesa. Influencia negativamente a qualidade de     vida e repercute-se na din&#226;mica familiar. Tem v&#225;rias causas, entre elas, a     concha bolhosa. Os objetivos deste artigo s&#227;o descrever um caso de concha     bolhosa gigante e sintetizar a abordagem ao utente com obstru&#231;&#227;o nasal nos     cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios.</p>       <p><b>Descri&#231;&#227;o do caso:</b> Mulher de 50 anos     que recorre ao servi&#231;o de urg&#234;ncia por sensa&#231;&#227;o de ouvido tapado &#224; direita.     Apresentava tamb&#233;m obstru&#231;&#227;o nasal cr&#243;nica bilateral, roncopatia e cefaleias.     Ao exame objetivo verificou-se otite seromucosa &#224; direita e corneto m&#233;dio a     estender-se para o vest&#237;bulo nasal e tamb&#233;m a exist&#234;ncia de secre&#231;&#245;es     abundantes e hipertrofia adenoide na nasofibroscopia. Foi medicada com     descongestionante nasal e cortic&#243;ide sist&#233;mico e nasal, tendo sido referenciada     para consulta interna de otorrinolaringologia. No &#226;mbito desta consulta foi     feita bi&#243;psia far&#237;ngea, que n&#227;o revelou altera&#231;&#245;es, e tomografia computorizada     dos seios perinasais que evidenciou a exist&#234;ncia de uma concha m&#233;dia bolhosa     gigante &#224; direita. Realizou tratamento cir&#250;rgico, com resolu&#231;&#227;o da obstru&#231;&#227;o     nasal e das cefaleias e com melhoria da roncopatia.</p>       <p><b>Coment&#225;rio:</b> A procura inicial de     cuidados de sa&#250;de a n&#237;vel hospitalar ainda existe, como no caso descrito. &#201;     importante difundir o papel do m&#233;dico de fam&#237;lia como prestador e gestor de     cuidados em diversas &#225;reas.</p>       <p>De modo     sistem&#225;tico, perante queixas de obstru&#231;&#227;o nasal &#233; fundamental a realiza&#231;&#227;o da     hist&#243;ria cl&#237;nica e do exame objetivo cuidados. Devem ser pesquisados sinais e     sintomas de alarme. Quando, pelo menos, um estiver presente ou perante uma     resposta terap&#234;utica insatisfat&#243;ria deve-se referenciar o utente para consulta     hospitalar.</p>       <p>No caso em     concreto, a evid&#234;ncia de otite seromucosa unilateral obriga &#224; exclus&#227;o de     neoplasia da nasofaringe.</p>       <p>As variantes     anat&#243;micas constituem causas potencialmente cur&#225;veis de obstru&#231;&#227;o nasal e devem     ser consideradas no diagn&#243;stico diferencial da obstru&#231;&#227;o nasal cr&#243;nica     persistente.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Obstru&#231;&#227;o Nasal;     Cornetos.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introduction:</b> Nasal obstruction is a     common problem in Portugal. It can have negative influences on quality of life     and repercussions for family dynamics. It has several causes. Among them is     concha bullosa. The objectives of this article are to describe a case of giant     concha bullosa and to summarize the approach to the patient with nasal   obstruction in primary care.</p>       <p><b>Case description:</b> A 50 year-old woman     presented to a hospital emergency department because a blocked right ear. She     had experienced chronic bilateral nasal obstruction, snoring and headaches.     Right serous otitis media was diagnosed and the middle nasal turbinate was     found to extend to the nasal vestibule. There were abundant secretions and     adenoid hypertrophy was found on nasal endoscopy. She was treated with     corticosteroids and decongestants and referred for otolaryngology consultation.     Pharyngeal biopsy was not diagnostic. Computed tomography showed the existence     of a right-sided giant concha bullosa. Surgery was performed with resolution of     nasal obstruction, relief of headache, and improvement of snoring.</p>       <p><b>Comment:</b> Some patients may present     complaints initially to the hospital emergency department. However it is     important to stress the role of the family physician as health care provider     and case manager. The initial history and physical examination are important in     the investigation of complains of nasal obstruction. &#8216;Red flags&#8217; must be     investigated. If any of these are present or if there is an unsatisfactory     response to medical therapy, the patient must be referred for specialist     consultation. In this case, the evidence of unilateral serous otitis media     required investigation for the exclusion of nasopharyngeal cancer. Anatomical     variants are potentially curable causes of nasal obstruction and should be     considered in the differential diagnosis of persistent nasal obstruction.</p>       <p><b>Keywords:</b> Nasal Obstruction;     Turbinates.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>A obstru&#231;&#227;o     nasal &#233; um problema comum na popula&#231;&#227;o portuguesa, com uma preval&#234;ncia estimada     de 34,3% em indiv&#237;duos com idade superior a 14 anos.<sup>1</sup> Trata-se de um     sintoma que influencia negativamente v&#225;rios aspetos da qualidade de vida,     incluindo a qualidade do sono.<sup>2</sup> Ao traduzir-se numa menor     produtividade laboral e escolar e repercutindo-se na din&#226;mica familiar,<sup>1</sup> n&#227;o &#233; raro o m&#233;dico de fam&#237;lia ser confrontado com utentes que apresentem esta     queixa, sendo muito importante a sua correta abordagem.</p>       <p>A obstru&#231;&#227;o     nasal tem v&#225;rias causas (<a href="#q1">Quadro I</a>). A rinite e a rinossinusite incluem-se nas     mais frequentes.<sup>3-4</sup> Nas causas mais graves, embora raras,     encontram-se os tumores e os granulomas.<sup>4</sup> Entre as variantes     anat&#243;micas que cursam com obstru&#231;&#227;o nasal, destacam-se as conchas bolhosas, que     s&#227;o pneumatiza&#231;&#245;es dos cornetos nasais.<sup>5-6</sup> Consensualmente,     considera-se uma concha bolhosa quando existe pneumatiza&#231;&#227;o de, pelo menos, 50%     da altura do corneto m&#233;dio, avaliada no plano coronal da tomografia     computadorizada (TC).<sup>7</sup> No entanto, alguns autores consideram-na como     qualquer grau de pneumatiza&#231;&#227;o<sup>8</sup> e outros apenas quando ambas as     por&#231;&#245;es do corneto m&#233;dio (l&#226;mina vertical e por&#231;&#227;o bulbar) est&#227;o envolvidas.<sup>9</sup> Envolve mais frequentemente os cornetos m&#233;dios, seguidos pelos superiores e, em     casos muito raros, pode atingir os inferiores.<sup>5-6 </sup></p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a08q1.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>A concha     bolhosa apresenta uma preval&#234;ncia nos indiv&#237;duos com sinusopatia avaliados por     TC entre os 24,5 e 44%.<sup>7-11</sup> A exist&#234;ncia deste intervalo de valores     prende-se com diferen&#231;as nas popula&#231;&#245;es estudadas e nos diferentes crit&#233;rios     utilizados.<sup>8-10</sup></p>       <p>Em termos     cl&#237;nicos, os indiv&#237;duos com esta variante anat&#243;mica geralmente permanecem     assintom&#225;ticos.<sup>11-12</sup> No entanto, quando a concha bolhosa &#233; grande e     a fossa nasal estreita &#233; causa de obstru&#231;&#227;o nasal, como no caso descrito de     seguida.<sup>11</sup> Pode tamb&#233;m originar rinorreia, roncopatia, cefaleias e     febre nas situa&#231;&#245;es em que a mucosa se encontre inflamada.<sup>12</sup></p>       <p>Quanto &#224;     terap&#234;utica, nos casos sintom&#225;ticos pode-se optar por tratamento m&#233;dico e/ou     cir&#250;rgico. O primeiro, dependendo da etiologia em quest&#227;o, pode incluir     descongestionantes nasais, antibi&#243;ticos, anti-histam&#237;nicos e corticoides     nasais.<sup>13</sup> Por&#233;m, s&#243; o segundo tipo de tratamento permite uma     resolu&#231;&#227;o definitiva da concha bolhosa. A terap&#234;utica cir&#250;rgica est&#225; indicada     nos casos de obstru&#231;&#227;o nasal marcada, quando h&#225; obstru&#231;&#227;o do complexo     osteomeatal e nas situa&#231;&#245;es em que h&#225; doen&#231;a dos seios perinasais concomitante.<sup>13</sup> Nos indiv&#237;duos assintom&#225;ticos n&#227;o h&#225; necessidade de qualquer tratamento.<sup>13</sup></p>       <p>Os objetivos     principais deste artigo s&#227;o descrever um caso cl&#237;nico raro de concha bolhosa     gigante, alertando para a exist&#234;ncia de causas cur&#225;veis de obstru&#231;&#227;o nasal; e     sintetizar os principais pontos na abordagem ao utente com obstru&#231;&#227;o nasal nos     cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios. Com melhores conhecimentos sobre o tema podem ser     prestados cuidados de sa&#250;de mais ajustados a cada situa&#231;&#227;o, abreviando-se a     resolu&#231;&#227;o de sintomas que podem ter impacto negativo importante na qualidade de     vida dos utentes.</p>       <p><b>Descri&#231;&#227;o     do caso</b></p>       <p>Utente do     g&#233;nero feminino, de 50 anos, caucasiana, desempregada, residente em &#193;gueda,     inserida numa fam&#237;lia unit&#225;ria. Antecedentes pessoais de tendinite no cotovelo     esquerdo, s&#237;ndroma da coluna vertebral com irradia&#231;&#227;o e dist&#250;rbio ansioso. Sem     h&#225;bitos medicamentosos, alco&#243;licos ou tab&#225;gicos conhecidos. &#201; de real&#231;ar que a     utente n&#227;o apresentava qualquer patologia ou sintoma do foro de     otorrinolaringologia (ORL) na lista de problemas dos cuidados de sa&#250;de     prim&#225;rios. Dos antecedentes familiares destacava-se apenas m&#227;e com hist&#243;ria de     neoplasia maligna da mama.</p>       <p>A 8 de     fevereiro de 2013 recorreu ao servi&#231;o de urg&#234;ncia do Centro Hospitalar e     Universit&#225;rio de Coimbra, por sensa&#231;&#227;o de &#8220;ouvido tapado&#8221; &#224; direita. Em rela&#231;&#227;o     ao exame objetivo &#233; de referir: na otoscopia, otite m&#233;dia seromucosa &#224; direita;     na rinoscopia anterior, mucosa polip&#243;ide e corneto m&#233;dio a estender-se para o     vest&#237;bulo nasal; orofaringe e palpa&#231;&#227;o cervical sem altera&#231;&#245;es de relevo.     Realizou, nessa data, nasofibroscopia, constatando-se secre&#231;&#245;es muc&#243;ides     abundantes e hipertrofia aden&#243;ide. Foi medicada com cortic&#243;ide sist&#233;mico e     nasal e descongestionante nasal, tendo sido referenciada para consulta interna     de ORL. No &#226;mbito desta consulta foi realizada bi&#243;psia far&#237;ngea a 19 de mar&#231;o     de 2013, cujo estudo de anatomia patol&#243;gica foi compat&#237;vel com hipertrofia     aden&#243;ide. Ainda no decurso do seguimento apurou-se hist&#243;ria de obstru&#231;&#227;o nasal     cr&#243;nica, bilateral, perene, de agravamento progressivo ao longo dos &#250;ltimos     anos. Referiu tamb&#233;m queixas de roncopatia e cefaleias de tens&#227;o. Negaram-se     outros sintomas, bem como hist&#243;ria de traumatismo nasal pr&#233;vio ou hist&#243;ria de     atopia. A 15 de abril de 2013 realizou TC dos seios perinasais que evidenciou a     exist&#234;ncia de uma concha m&#233;dia bolhosa gigante &#224; direita e desvio do septo     nasal com convexidade esquerda (<a href="#f1">Figura 1</a>). </p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a08f1.jpg"/></p>    
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>A 12 de     dezembro de 2013 foi submetida a cirurgia endosc&#243;pica nasossinusal com excis&#227;o     da l&#226;mina vertical lateral da concha m&#233;dia direita (<a href="#f2">Figura 2</a>), septoplastia e     eletrocauteriza&#231;&#227;o dos cornetos inferiores. Um m&#234;s depois, a utente     encontrava-se sem obstru&#231;&#227;o nasal, sem cefaleias e com melhoria da roncopatia.     Manteve seguimento em consulta externa de ORL at&#233; 26 de agosto de 2015, altura     em que teve alta, mantendo discretas queixas de roncopatia. </p>       <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a08f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Coment&#225;rios</b></p>       <p>A prop&#243;sito     deste caso abordam-se alguns pontos de reflex&#227;o.</p>       <p>Em primeiro     lugar, verifica-se com alguma surpresa que a utente n&#227;o tinha na lista de     problemas pr&#233;via patologias do foro ORL. Optou por dirigir-se primeiramente aos     cuidados de sa&#250;de secund&#225;rios, mais precisamente ao servi&#231;o de urg&#234;ncia, a mais     de 50km da sua resid&#234;ncia. As raz&#245;es para tal n&#227;o foram apuradas; no entanto,     analisando a hist&#243;ria apresentada, &#233; natural que para a utente ter optado por     uma t&#227;o grande desloca&#231;&#227;o com os respetivos gastos associados, sobretudo em     contexto de desemprego, os sintomas ter&#227;o assumido grande impacto na sua     qualidade de vida. &#201; importante continuar a sensibilizar a popula&#231;&#227;o para o     papel do m&#233;dico de fam&#237;lia como prestador de cuidados de sa&#250;de em diversas     &#225;reas, estando capacitado para a abordagem inicial das situa&#231;&#245;es mais comuns e     para a referencia&#231;&#227;o aos cuidados de sa&#250;de secund&#225;rios, sempre que se     justifique.</p>       <p>Em segundo     lugar, e indo de encontro aos objetivos deste trabalho, &#233; importante o m&#233;dico     de fam&#237;lia ter presente que, entre as diversas causas de obstru&#231;&#227;o nasal     existem algumas pass&#237;veis de cura, como foi evidenciado no caso descrito. De     modo sistem&#225;tico, perante queixas de obstru&#231;&#227;o nasal, &#233; fundamental a     realiza&#231;&#227;o da hist&#243;ria cl&#237;nica e do exame objetivo cuidadosos, que s&#243; por si     fornecem pistas fundamentais para o diagn&#243;stico etiol&#243;gico. Assim, a obstru&#231;&#227;o     nasal deve ser caracterizada em termos de dura&#231;&#227;o, padr&#227;o temporal     (nomeadamente se &#233; sazonal, perene ou espor&#225;dica), fatores precipitantes e se &#233;     ou n&#227;o unilateral.<sup>2-4,14</sup> Devem ser pesquisados sintomas     acompanhantes, entre os quais rinorreia, altera&#231;&#245;es do olfato, dor facial,     cefaleias, prurido nasal, esternutos, sintomas oculares e roncopatia.<sup>2-4,14</sup> Tamb&#233;m tem interesse o conhecimento sobre eventuais traumatismos nasais,     tratamentos pr&#233;vios e respetiva resposta.<sup>2-4,14</sup> O exame objetivo     deve incluir a avalia&#231;&#227;o da exist&#234;ncia de rinol&#225;lia fechada e a pesquisa de     sinais de atopia (como eczema at&#243;pico e dupla prega palpebral).<sup>3</sup> A     pesquisa de sinais e sintomas de alarme &#233; fundamental para exclus&#227;o de     patologias graves (<a href="#q2">Quadro II</a>).<sup>2,4</sup> Quando pelo menos um desses estiver     presente deve o utente ser referenciado como priorit&#225;rio para a consulta de     ORL. Tamb&#233;m deve ser orientado para consulta hospitalar o utente que n&#227;o     responde de modo satisfat&#243;rio &#224; terap&#234;utica m&#233;dica institu&#237;da, apesar de     adequada <i>compliance.</i><sup>4</sup></p>       <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n1/32n1a08q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Em terceiro     lugar, referir que no caso concreto, apesar de existir obstru&#231;&#227;o nasal     bilateral, a exist&#234;ncia de otite m&#233;dia seromucosa unilateral deve alertar o     cl&#237;nico. Esse diagn&#243;stico torna fundamental a exclus&#227;o de neoplasia da     nasofaringe. Para tal, &#233; essencial a referencia&#231;&#227;o precoce para ORL para     realiza&#231;&#227;o de endoscopia nasal.<sup>15</sup> Frequentemente &#233; ainda necess&#225;rio     realizar uma bi&#243;psia da nasofaringe e uma tomografia computorizada, como foi o     caso.<sup>15</sup></p>       <p>Em suma, as     variantes anat&#243;micas, al&#233;m de frequentes,<sup>8</sup> constituem causas     potencialmente cur&#225;veis de obstru&#231;&#227;o nasal, pelo que devem ser consideradas,     sobretudo nos casos de obstru&#231;&#227;o nasal cr&#243;nica persistente. Um diagn&#243;stico     correto &#233; essencial para uma abordagem terap&#234;utica adequada e eficaz, estando o     m&#233;dico de fam&#237;lia numa posi&#231;&#227;o privilegiada para o diagn&#243;stico precoce destas     situa&#231;&#245;es.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <p>1.     Branco-Ferreira M, Morais-Almeida M, Cardoso SM, Barros E, Monteiro L. Congest&#227;o     nasal em Portugal: epidemiologia e implica&#231;&#245;es (Nasal congestion in Portugal:     epidemiology and implications). Rev Port Otorrinol Cir Cerv Facial.     2008;46(3):151-60. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>2. Van     Spronsen E, Ingels KJ, Jansen AH, Graamans K, Fokkens WJ. Evidence-based     recommendations regarding the differential diagnosis and assessment of nasal     congestion: using the new GRADE system. Allergy. 2008;63(7):820-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359538&pid=S2182-5173201600010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>3. Corey JP,     Houser SM, Ng BA. Nasal congestion: a review of its etiology, evaluation, and     treatment. Ear Nose Throat J. 2000;79(9):690-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359540&pid=S2182-5173201600010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Krouse J,     Lund V, Fokkens W, Meltzer EO. Diagnostic strategies in nasal congestion. Int J     Gen Med. 2010;3:59-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359542&pid=S2182-5173201600010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Uzun L,     Aslan G, Mahmutyazicioglu K, Yazgan H, Savranlar A. Is pneumatization of middle     turbinates compensatory or congenital? Dentomaxillofac Radiol.     2012;41(7):564-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359544&pid=S2182-5173201600010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <p>6. Souza RP,     Brito J&#250;nior JP, Tornin OS, Pais J&#250;nior AJ, Barros CV, Trevisan FA, et al.     Complexo nasossinusal: anatomia radiol&#243;gica (Sinonasal complex: radiological     anatomy). Radiol Bras. 2006;39(5):367-72. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>7. Stallman     JS, Lobo JN, Som PM. The incidence of Concha Bullosa and its relationship to     nasal septal deviation and paranasal sinus disease. AJNR Am J Neuroradiol.     2004;25(9):1613-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359547&pid=S2182-5173201600010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>8. Riello     AP, Boasquevisque EM. Varia&#231;&#245;es anat&#244;micas do complexo ostiomeatal: achados     tomogr&#225;ficos em 200 pacientes (Anatomical variants of the ostiomeatal complex:     tomographic findings in 200 patients). Radiol Bras. 2008;41(3):149-54.     Portuguese</p>       <!-- ref --><p>9.     P&#233;rez-Pi&#241;as I, Sabat&#233; J, Carmona A, Catalina-Herrera CJ, Jim&#233;nez-Castellanos J.     Anatomical variations in the human paranasal sinus region studied by CT. J     Anat. 2000;197(Pt 2):221-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359550&pid=S2182-5173201600010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Wani AA,     Kanotra S, Lateef M, Ahmad R, Qazi SM, Ahmad S. CT scan evaluation of the     anatomical variations of the ostiomeatal complex. Indian J Otolaryngol Head     Neck Surg. 2009;61(3):163-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359552&pid=S2182-5173201600010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <p>11.     Peri&#263; A, Matkovi&#263;-Joiin S, Baleti&#263; N. Large doubly septated     concha bullosa: an unusual anatomic variation. Acta Medica (Hradec Kralove).     2009;52(3):129-31.</p>       <!-- ref --><p>12. Yuca K,     Kiris M, Kiroglu AF, Bayram I, Cankaya H. A case of concha pyocele (concha     bullosa mucocele) mimicking intranasal mass. B-ENT. 2008;4(1):25-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359555&pid=S2182-5173201600010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>13. Cukurova     I, Yaz A, Gumussoy M, Yigitbasi OG, Karaman Y. A patient presenting with concha     bullosa in another concha bullosa: a case report. J Med Case Reports.     2012;6:87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359557&pid=S2182-5173201600010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>14.     Bhattacharyya N. Clinical presentation, diagnosis, and treatment of nasal     obstruction (internet). UpToDate (updated 2014 Nov 17; cited 2015 Oct).     Available from: <a href="http://www.uptodate.com/contents/clinical-presentation-diagnosis-and-treatment-of-nasal-obstruction" target="_blank">http://www.uptodate.com/contents/clinical-presentation-diagnosis-and-treatment-of-nasal-obstruction</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359559&pid=S2182-5173201600010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>15.     Alvarenga EH, Maia FN, Souza MA, Cruz OL. Diagn&#243;stico tardio de malforma&#231;&#227;o de     tuba auditiva: relato de caso e revis&#227;o da literatura (A late diagnose of     malformation of ear tube: case report and review of literature). Rev Bras.     Otorrinolaringol. 2003;69(3):421-5. Portuguese</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>&#194;ngela     Louren&#231;o Ferreira</p>       <p>Travessa do     Eir&#244;, n.<sup>o</sup> 7</p>     <p>V&#225;rzea de     Calde, 3515-758 Viseu</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:angela_ferreira7@hotmail.com">angela_ferreira7@hotmail.com</a></p>          <p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflito   de interesses</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Recebido em 07-07-2015</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 14-11-2015</b></p>      ]]></body><back>
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