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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CLUBE DE     LEITURA</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Qual o alvo ideal para o tratamento da hipertens&#227;o? </b></font></p>     <p><font size="3"><b>What is the ideal target for control of hypertension?</b></font></p>       <p><b>Ana Rita Domingues*, &#194;ngela Pacheco*, Paulo Faria de Sousa*, Catarina Viegas Dias**</b></p>       <p>*M&#233;dicos     Internos de Medicina Geral e Familiar. USF Alphamouro</p>     <p>**M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Dafundo</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p>SPRINT     Research Group, Wright JT Jr, Williamson JD, Whelton PK, Snyder JK, Sink KM, et     al. A randomized trial of intensive versus standard blood-pressure control. N     Engl J Med. 2015;373(22):2103-16. doi: 10.1056/NEJMoa1511939</p>       <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>Os alvos de     tens&#227;o arterial sist&#243;lica (TAS) no tratamento da hipertens&#227;o arterial (HTA) que     conferem uma maior redu&#231;&#227;o de morbimortalidade cardiovascular (CV) permanecem     incertos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo     do estudo foi comparar o impacto do tratamento intensivo da HTA (alvo de TAS     &lt;120mmHg) com tratamento <i>standard </i>(&lt;140mmHg)     na morbimortalidade cardiovascular de pessoas acima dos 50 anos, com risco     cardiovascular aumentado mas sem diabetes.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>       <p>Trata-se de     um estudo aleatorizado, controlado, <i>open-label</i> que decorreu em 102 cl&#237;nicas nos EUA e Porto Rico. Inclu&#237;ram-se pessoas que     cumpriam os tr&#234;s seguintes par&#226;metros: 50 anos ou mais, TAS 130-180mmHg, risco     cardiovascular alto. Este &#250;ltimo foi definido por um ou mais dos seguintes     crit&#233;rios: doen&#231;a cardiovascular cl&#237;nica ou subcl&#237;nica, doen&#231;a renal cr&#243;nica     (DRC) com taxa de filtra&#231;&#227;o glomerular estimada (TFGe) 20-60 ml/min/1,73m<sup>2</sup>, <i>score</i> de Framingham &#8805; 15%,     idade &#8805; 75 anos. Foram exclu&#237;das pessoas com diabetes, acidente vascular     cerebral (AVC) pr&#233;vio, doen&#231;a renal poliqu&#237;stica.</p>       <p>A     aleatoriza&#231;&#227;o foi estratificada de acordo com o local, estando os participantes     e os intervenientes informados dos grupos atribu&#237;dos. </p>       <p>O <i>outcome</i> prim&#225;rio era composto por     enfarte agudo do mioc&#225;rdio, outros s&#237;ndromas coron&#225;rios, AVC, insufici&#234;ncia     card&#237;aca ou morte de causa cardiovascular. Os <i>outcomes</i> secund&#225;rios inclu&#237;am tamb&#233;m a mortalidade global. Foram     considerados tamb&#233;m <i>outcomes</i> de seguran&#231;a,     nomeadamente eventos adversos e <i>outcomes</i> renais. A classifica&#231;&#227;o dos eventos foi realizada por um comit&#233; de adjudica&#231;&#227;o     oculto do grupo dos participantes.</p>       <p>Foi     realizada an&#225;lise estat&#237;stica por inten&#231;&#227;o de tratar de todos os <i>outcomes.</i></p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Foram     recrutados 9.361 participantes, que foram aleatorizados para tratamento     intensivo ou <i>standard.</i> N&#227;o havia     diferen&#231;as estatisticamente significativas nas caracter&#237;sticas basais dos dois     grupos. Ao fim de um ano, o grupo intensivo tinha uma TAS m&#233;dia de 121,4mmHg e     o grupo <i>standard</i> 136,2mmHg. A     diferen&#231;a de TAS entre os dois grupos foi em m&#233;dia 13,1mmHg, sendo que o grupo     intensivo tinha 2,8 f&#225;rmacos e o grupo <i>standard</i> 1,8.</p>       <p>Ap&#243;s cerca     de 3,26 anos de seguimento, o estudo foi interrompido por se verificar um taxa     inferior do <i>outcome</i> prim&#225;rio no grupo     de tratamento intensivo (<i>hazard ratio,</i> 0,75; intervalo de confian&#231;a ((IC) 95% - 0,64 a 0,89; redu&#231;&#227;o de risco relativo     (RRR) de 25%; n&#250;mero necess&#225;rio de tratar (NNT) de 61). A mortalidade global     tamb&#233;m foi significativamente mais baixa no grupo do tratamento intensivo (<i>hazard ratio,</i> 0,73; IC 95% - 0,60 a     0,90, RRR de 27%; NNT de 90).</p>       <p>As taxas de     eventos adversos de hipotens&#227;o, s&#237;ncope, altera&#231;&#245;es hidroeletrol&#237;ticas e les&#227;o     renal aguda foram mais elevadas no grupo intensivo, com exce&#231;&#227;o da taxa de     quedas.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&#245;es</b></p>       <p>Entre     doentes com risco CV aumentado, mas sem diabetes, um alvo de TAS &lt;120mmHg,     comparado com um alvo de TAS &lt;140mmHg, resultou em menores taxas de eventos     CV fatais e n&#227;o fatais e morte por qualquer causa. Contudo, as taxas de alguns     eventos adversos foram significativamente superiores no grupo do tratamento     intensivo.</p>       <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>       <p>De acordo     com a Organiza&#231;&#227;o Mundial de Sa&#250;de, a HTA &#233; o fator de risco mais importante     para morte prematura.<sup>1-2</sup> Em Portugal, a sua preval&#234;ncia &#233; de 26,9%     (dados de 2013).<sup>3</sup> No entanto, os alvos para controlo da TA n&#227;o s&#227;o     consensuais. Uma revis&#227;o sistem&#225;tica da <i>Cochrane</i> de 2009, que analisou sete ensaios cl&#237;nicos, incluindo 22.089 participantes,     n&#227;o encontrou evid&#234;ncia de que uma redu&#231;&#227;o do alvo da TA para valores     &#8804;135/85mmHg diminu&#237;sse a morbimortalidade.<sup>4</sup> A norma de     orienta&#231;&#227;o de HTA do <i>National Institute     for Health and Care Excellence</i> (NICE), de 2011, baseada em oito ensaios     cl&#237;nicos aleatorizados, recomenda um alvo tensional de 140/80mmHg para     indiv&#237;duos com menos de 80 anos, mas real&#231;a que a evid&#234;ncia que avalia     especificamente o alvo ideal de tratamento &#233; insuficiente e n&#227;o permite     certezas quanto ao mesmo.<sup>5</sup> Em rela&#231;&#227;o aos doentes com diabetes     mellitus, o estudo ACCORD mostrou que um alvo de TAS &lt;120mmHg n&#227;o se     traduziu em benef&#237;cio cardiovascular.<sup>6</sup></p>       <p>O estudo     SPRINT vem desafiar a evid&#234;ncia pr&#233;via e levantar quest&#245;es pertinentes sobre o     alvo terap&#234;utico ideal da HTA. O resultado principal foi a diminui&#231;&#227;o de     eventos cardiovasculares fatais e n&#227;o-fatais, apresentado sob a forma de uma     RRR de 25%. Contudo, olhando para a redu&#231;&#227;o do risco absoluto de mortalidade     global, que traduz de forma mais realista os ganhos em sa&#250;de, verificamos que     em rela&#231;&#227;o ao <i>outcome</i> prim&#225;rio a     redu&#231;&#227;o foi de 0,54% e que a taxa de mortalidade global diminuiu apenas cerca     de 0,37% por ano. Isto significa que para salvar uma vida a cada tr&#234;s anos     precisar&#237;amos de tratar intensivamente 90 pessoas (NNT 90).</p>       <p>Dos     restantes <i>outcomes,</i> importa assinalar     que se verificaram mais casos de les&#227;o renal aguda revers&#237;vel no grupo     intensivo, bem como maior redu&#231;&#227;o da TGF e nos doentes sem DRC pr&#233;via. No     entanto, os <i>outcomes</i> renais n&#227;o     puderam ser avaliados adequadamente, uma vez que seriam calculados apenas no     final do <i>follow-up</i> planeado de cinco     anos.</p>       <p>Em rela&#231;&#227;o     aos efeitos adversos, a s&#237;ncope e hipotens&#227;o foram significativamente mais     frequentes no grupo intensivo (3,5% vs. 2,4% e 3,4% vs. 2,0%, respetivamente),     mas a taxa de quedas com les&#245;es subsequentes manteve-se semelhante nos dois     grupos.</p>       <p>Relativamente     aos pontos fortes do estudo, considere-se a amostra de grandes dimens&#245;es, com     boa representa&#231;&#227;o de grupos frequentemente subrepresentados em ensaios     cl&#237;nicos, como mulheres, idosos e minorias &#233;tnicas. A an&#225;lise por inten&#231;&#227;o de     tratar garante uma perspetiva mais real dos <i>outcomes,</i> pois analisa os doentes no grupo em que foram inicialmente alocados     (independentemente do seu cumprimento terap&#234;utico). Apesar da natureza <i>open-label</i> do estudo, a equipa de     estat&#237;stica e o comit&#233; de adjudica&#231;&#227;o de <i>outcomes</i> estavam cegos para a aloca&#231;&#227;o.</p>       <p>Um dos     aspetos a salientar &#233; o da popula&#231;&#227;o inclu&#237;da no estudo n&#227;o corresponder &#224;     maioria dos doentes que observamos nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (CSP)     - a amostra inclu&#237;a apenas doentes com 50 anos ou mais, com alto risco     CV, com ou sem doen&#231;a arterial coron&#225;ria pr&#233;via, tendo sido exclu&#237;dos doentes     com diabetes, AVC pr&#233;vio, idosos institucionalizados e doentes com antecedentes     de m&#225; ades&#227;o terap&#234;utica.</p>       <p>O valor     m&#233;dio da PAS nos dois grupos foi de 139,7mmHg, pois foram inclu&#237;dos doentes     pr&#233;-hipertensos e exclu&#237;dos hipertensos polimedicados com mau controlo     tensional. Al&#233;m disso, os valores de TA foram medidos em contexto de consulta,     o que pode condicionar uma avalia&#231;&#227;o menos fidedigna da TA em compara&#231;&#227;o com os     valores no domic&#237;lio.<sup>7</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Uma das     principais limita&#231;&#245;es do estudo &#233; o formato <i>open-label</i> (os m&#233;dicos e os doentes sabiam da sua aloca&#231;&#227;o). Isto pode influenciar a     intensidade da abordagem terap&#234;utica (n&#227;o exclusivamente farmacol&#243;gica) por parte     dos m&#233;dicos, condicionando um potencial vi&#233;s. Ali&#225;s, o grupo intensivo teve um     protocolo de seguimento mais apertado: bastava uma medi&#231;&#227;o da TA elevada para     agendar uma reavalia&#231;&#227;o em um m&#234;s, em vez dos tr&#234;s meses programados, enquanto     no grupo de controlo s&#243; ap&#243;s duas medi&#231;&#245;es elevadas em consultas diferentes &#233;     que era programada uma reavalia&#231;&#227;o mensal.8 Verificamos ainda que mais de     metade das mortes &#8220;em excesso&#8221; no grupo controlo foram devidas a causas     n&#227;o-cardiovasculares, sugerindo um efeito protetor que vai al&#233;m da redu&#231;&#227;o da     TA - relacionar-se-&#225; com esta vigil&#226;ncia mais frequente do grupo de     tratamento intensivo?<sup>1</sup></p>     <p>Em conclus&#227;o     ao coment&#225;rio, este estudo n&#227;o se aplica &#224; maioria dos doentes do nosso     contexto de CSP e n&#227;o deve levar &#224; mudan&#231;a do alvo tensional em todos os     hipertensos. Foram inclu&#237;dos apenas doentes com alto risco cardiovascular e sem     diabetes ou AVC pr&#233;vio, sendo que nos restantes n&#227;o h&#225; qualquer evid&#234;ncia para     alterar o tratamento. Al&#233;m disso, mesmo nesta popula&#231;&#227;o selecionada, o benef&#237;cio     do controlo intensivo da TA na mortalidade parece reduzido e n&#227;o existe     evid&#234;ncia que ultrapasse os potenciais riscos e custos do tratamento. A decis&#227;o     deve ser, em &#250;ltima inst&#226;ncia, partilhada entre m&#233;dico e doente, uma vez     explicada a evid&#234;ncia dispon&#237;vel, sem esquecer o impacto dos estilos de vida     saud&#225;veis no controlo da HTA.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. SPRINT     Research Group, Wright JT Jr, Williamson JD, Whelton PK, Snyder JK, Sink KM, et     al. A randomized trial of intensive versus standard blood-pressure control. N     Engl J Med. 2015;373(22):2103-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359962&pid=S2182-5173201600010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>2. Mathers     C, Stevens G, Mascarenhas M. Global health risks: mortality and burden of     disease attributable to selected major risks (Internet). Geneva: World Health     Organization; 2009 (cited 2015 Dec 17). ISBN 9789241563871. Available from:     <a href="http://www.who.int/healthinfo/global_burden_disease/GlobalHealthRisks_report_full.pdf" target="_blank">http://www.who.int/healthinfo/global_burden_disease/GlobalHealthRisks_report_full.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359964&pid=S2182-5173201600010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Espiga de     Macedo M, Ferreira RC. A hipertens&#227;o em Portugal 2013: an&#225;lise epidemiol&#243;gica     nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (Internet). Lisboa: Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de;     2015 (cited 2015 Dec 18). Available from:     <a href="http://www.dgs.pt/em-destaque/a-hipertensao-arterial-em-portugal-.aspx" target="_blank">http://www.dgs.pt/em-destaque/a-hipertensao-arterial-em-portugal-.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359965&pid=S2182-5173201600010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Arguedas     JA, Perez MI, Wright JM. Treatment blood pressure targets for hypertension.     Cochrane Database Syst Rev. 2009;(3):CD004349.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359966&pid=S2182-5173201600010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. National     Institute for Health and Care Excellence. Hypertension: clinical management of     primary hypertension in adults (Internet). London: NICE; 2011 Aug (updated 2013     Oct; cited 2015 Dec 17). Available from: <a href="https://www.nice.org.uk/guidance/cg127" target="_blank">https://www.nice.org.uk/guidance/cg127</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359968&pid=S2182-5173201600010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Margolis     KL, O&#8217;Connor PJ, Morgan TM, Buse JB, Cohen RM, Cushman WC, et al. Outcomes of     combined cardiovascular risk factor management strategies in type 2 diabetes:     the ACCORD randomized trial. Diabetes Care. 2014;37(6):1721-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359969&pid=S2182-5173201600010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>7. Aguiar H,     Silva AI, Pinto F, Catarino S. Avalia&#231;&#227;o da press&#227;o arterial no ambulat&#243;rio:     revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia (Ambulatory evaluation of blood pressure: an     evidence-based review). Rev Port Clin Geral. 2011;27(4):362-76. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>8. Systolic     Blood Pressure intervention Trial (SPRINT): protocol version 4.0 (Internet).     Sprint Trial; 2012 (cited 2015 Dec 17). Available from:     <a href="https://www.sprinttrial.org/public/Protocol_Current.pdf" target="_blank">https://www.sprinttrial.org/public/Protocol_Current.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1359972&pid=S2182-5173201600010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>       <p><b>Conflitos de interesse</b></p>       <p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflito de interesses.</p>       ]]></body><back>
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