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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Tangibilidade da complexidade</b></font></p>     <p><b>Paula Broeiro*</b></p>     <p>*Directora da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Complexidade &#233; um termo vers&#225;til com m&#250;ltiplas aplica&#231;&#245;es e matizes dentro do dom&#237;nio da sa&#250;de e dos cuidados de sa&#250;de. A complexidade dos doentes &#233; potencialmente mais relevante do que a complexidade do diagn&#243;stico, porque est&#225; frequentemente ligada a determinantes sociais de sa&#250;de e &#224; necessidade de integra&#231;&#227;o horizontal de cuidado, sendo indispens&#225;veis o trabalho em equipa multiprofissional e uma articula&#231;&#227;o social eficientes.<sup>1</sup> Numa das muitas experi&#234;ncias de vida pessoais e profissionais conheci uma enfermeira rec&#233;m-chegada a uma unidade de cuidados na comunidade (UCC), vinda de uma unidade de cuidados intensivos (UCI) hospitalares que ilustrou a sua perce&#231;&#227;o de complexidade em UCC: <i>na UCI quando o doente descompensa, o dispositivo toca o alarme; quando acaba o turno, o doente fica entregue a outra equipa; em UCC, os profissionais t&#234;m que desenvolver compet&#234;ncias para perceber os pequenos sinais de descompensa&#231;&#227;o e deixar os doentes entregues a cuidadores muitas vezes impreparados e sem recursos.</i></p>     <p>O conceito de complexidade confunde-se com o uso corrente da palavra complexidade e, em medicina, com o conceito de gravidade e alta tecnologia. O termo tem sido utilizado indiscriminadamente para designar complexidade do doente ou complexidade do cuidado.<sup>1</sup> Em medicina geral e familiar (MGF), a complexidade decorrente da teoria dos sistemas tem sido largamente estudada e &#233; entendida como mais abrangente que o doente complexo.</p>     <p>Os sistemas adaptativos complexos s&#227;o definidos como o conjunto de diferentes sistemas e elementos que interagem de forma n&#227;o-linear, apresentando comportamentos que n&#227;o podem ser explicados apenas pelo comportamento dos seus componentes isolados (reducionismo).<sup>2-3</sup> A interrela&#231;&#227;o entre elementos indissoci&#225;veis dum sistema complexo pode manifestar-se como propriedade ou recurso desse sistema (e.g., fam&#237;lia), o que significa que um sistema n&#227;o pode ser entendido pelos seus componentes individuais isolados, mas deve incluir as interrela&#231;&#245;es presentes, mesmo que com pesos vari&#225;veis.<sup>4</sup> Em medicina, uma pessoa doente &#233; mais que o conjunto dos seus diagn&#243;sticos e terap&#234;uticas e requer uma abordagem hol&#237;stica que inclua a compreens&#227;o da singularidade resultante da interce&#231;&#227;o de sistemas (e.g., individual, familiar, social e sistema de sa&#250;de). Estes conceitos justificam a inadequa&#231;&#227;o da aplicabilidade a um doente com multimorbilidade de normas orientadas para a doen&#231;a. O m&#233;dico de fam&#237;lia n&#227;o &#233; &#8220;super-poli-mini-especialista&#8221;; &#233;, sim, o m&#233;dico que faz a integra&#231;&#227;o sin&#233;rgica da medicina, epidemiologia, psicologia e da antropologia,<sup>5</sup> bem como dos cuidados e cuidadores. &#201; no cuidado individual que convergem as complexidades do doente e do cuidar.</p>     <p>As teorias explicativas de sistemas complexos surgiram durante a segunda metade do s&#233;culo dezanove nas ci&#234;ncias b&#225;sicas, como a f&#237;sica, a matem&#225;tica, a qu&#237;mica e outras.<sup>2</sup> Um dos benef&#237;cios da ci&#234;ncia da complexidade &#233; a sua capacidade de ultrapassar a fragmenta&#231;&#227;o e as limita&#231;&#245;es que se imp&#245;em &#224; compreens&#227;o da etiologia, diagn&#243;stico e tratamento da doen&#231;a.<sup>2</sup> Numa revis&#227;o narrativa hist&#243;rica recente &#233; descrito o desenvolvimento da MGF na sua rela&#231;&#227;o com as teorias de sistemas adaptativos complexos. Inicialmente estas teorias forneceram um quadro de refer&#234;ncia quanto &#224; sa&#250;de, doen&#231;a e viv&#234;ncia da doen&#231;a. Nos &#250;ltimos 15 anos expandiram-se &#224;s organiza&#231;&#245;es, conduzindo a uma tomada de consci&#234;ncia crescente da import&#226;ncia das intera&#231;&#245;es entre os diversos sistemas e, em consequ&#234;ncia, a mudan&#231;as na presta&#231;&#227;o de cuidados, na organiza&#231;&#227;o dos servi&#231;os e na perspetiva&#231;&#227;o das reformas de sa&#250;de.<sup>2</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>McWhinney nunca escreveu explicitamente sobre o projeto do sistema de sa&#250;de, mas sobre o significado da MGF e com ele aprendemos o significado da viv&#234;ncia da doen&#231;a e a necessidade de cuidados prim&#225;rios de alta qualidade para a sa&#250;de dos pacientes individuais.<sup>6</sup> O contributo da escola Canadiana de McWhinney tem subjacente a filosofia sist&#233;mica centrada no paciente e na rela&#231;&#227;o m&#233;dico-paciente e veio transformar o modelo biom&#233;dico tradicional.<sup>6</sup> A met&#225;fora mecanicista cartesiana do &#8220;corpo como m&#225;quina&#8221; tem sido contrariada pela organicista que considera o corpo um sistema complexo adaptativo.<sup>6-7</sup> O m&#233;todo cl&#237;nico centrado no paciente, proposto h&#225; longos anos, era j&#225; express&#227;o da complexidade: requer que entendamos n&#227;o s&#243; a doen&#231;a biol&#243;gica, mas tamb&#233;m a experi&#234;ncia individual de doen&#231;a, contexto social amplo (fam&#237;lia, comunidade, &#233;poca) e os determinantes da sa&#250;de, a par do encontro de plataformas de entendimento, da melhoria da rela&#231;&#227;o<sup>6</sup> e da articula&#231;&#227;o de cuidados (e.g., sistemas de sa&#250;de).</p>     <p>Em cada consulta o paciente apresenta a sua hist&#243;ria, constru&#237;da atrav&#233;s da sua experi&#234;ncia pessoal de doen&#231;a, de vida e contexto dos cuidados. Em simult&#226;neo, o m&#233;dico recorre ao seu conhecimento cl&#237;nico, experi&#234;ncia e recursos externos de forma a fazer uma avalia&#231;&#227;o e construir um plano integrado.5 Perante situa&#231;&#245;es de maior complexidade, o m&#233;dico pode ter necessidade de recorrer a suportes de apoio &#224; decis&#227;o cl&#237;nica, discutir o caso com os pares ou, se garantida a continuidade de cuidado, utilizar o tempo como recurso.<sup>5</sup> &#201; vital adotar uma abordagem hol&#237;stica, partilhada com os doentes, respeitando as diferen&#231;as e escolhas individuais e equilibrando &#8220;bom cuidado&#8221;/&#8221;melhor cuidado&#8221;, em especial quando este &#250;ltimo &#233; irrealista.<sup>5</sup> A MGF &#233; uma disciplina baseada em evid&#234;ncia, que requer o desenvolvimento de atitudes e compet&#234;ncias de comunica&#231;&#227;o, presen&#231;a, autenticidade, empatia.<sup>5</sup> Perante um doente complexo, que requer cuidados complexos e exige a concretiza&#231;&#227;o daquelas atitudes e compet&#234;ncias, poder&#225; ser mais eficiente um tempo de consulta adaptado e suficiente (consultas mais longas) do que um tempo programado pelo rel&#243;gio (tempo <i>padr&#227;o</i> destinado &#224; consulta).<sup>5</sup></p>     <p>A complexidade em MGF &#233; conferida pela abrang&#234;ncia do cuidar (independente da idade, patologia, condi&#231;&#227;o social e das suas intera&#231;&#245;es)<sup>8</sup> integrado num sistema de sa&#250;de (articula&#231;&#227;o vertical) e numa comunidade (articula&#231;&#227;o horizontal). &#201; esta complexidade que diferencia a MGF e que exige a execu&#231;&#227;o de diversas tarefas por consulta, tornando necess&#225;rio mais tempo por consulta.<sup>8</sup> As medidas de processo orientadas por problemas &#250;nicos (e.g., programa de diabetes) n&#227;o refletem os resultados em sa&#250;de (e.g., qualidade de vida, mortalidade).8 Existe, pois, desconex&#227;o entre o processo de cuidar e os resultados esperados (e.g., m&#233;tricas &#8211; indicadores).<sup>8</sup> A avalia&#231;&#227;o em complexidade aponta para os limites do desenho de gest&#227;o orientado para a doen&#231;a e real&#231;a a necessidade de mudan&#231;a de paradigma para uma gest&#227;o centrada na pessoa, tendo em conta os conhecimentos atuais sobre os sistemas adaptativos complexos.<sup>1</sup> A medicina moderna colocou em manifesto o paradoxo de que cuidados de elevado custo n&#227;o se refletiram em cuidados de superior qualidade, isto &#233;, o esfor&#231;o para melhorar as partes (cuidados baseados em evid&#234;ncia para doen&#231;as espec&#237;ficas) n&#227;o melhoraram o todo (a sa&#250;de das pessoas e popula&#231;&#245;es).<sup>9</sup></p>     <p>Os sistemas de sa&#250;de n&#227;o est&#227;o ainda projetados em torno da complexidade; s&#227;o, pois, inadequados para a doen&#231;a cr&#243;nica complexa, multimorbilidade, doen&#231;a mental e instabilidade socioecon&#243;mica. N&#227;o incluem o (aparentemente) inesperado, nem o paradoxal, pr&#243;prios dos sistemas adaptativos e n&#227;o permitem a emerg&#234;ncia do ainda desconhecido.<sup>3</sup></p>     <p>Quando se avalia complexidade existem pelo menos quatro dom&#237;nios que, segundo o instrumento INTERMED, importa considerar: biol&#243;gico (gravidade, cronicidade e incerteza diagn&#243;stica); psicol&#243;gico (antecedentes e hist&#243;ria psiqui&#225;trica); social (suporte social e estabilidade residencial); cuidados de sa&#250;de (sistema de sa&#250;de).<sup>1</sup> Um sistema projetado em torno de complexidade faria a integra&#231;&#227;o vertical (e.g., cuidados prim&#225;rios e diferenciados) e horizontal de cuidados (e.g., sa&#250;de e sociedade), privilegiando a intera&#231;&#227;o entre os diferentes agentes do cuidar.<sup>6</sup> O pensamento linear dos programas de gest&#227;o integrada da doen&#231;a (e.g., insufici&#234;ncia renal) seria o triunfo sobre a incerteza; contudo, elimina da equa&#231;&#227;o a situa&#231;&#227;o particular de cada pessoa (e.g., multimorbilidade, cren&#231;as, valores e expectativas), tornando os cuidados insatisfat&#243;rios<sup>6</sup> e ineficientes. Se &#233; verdade que n&#227;o se pode melhorar o que n&#227;o se mede, ent&#227;o temos que pensar muito sobre o que medimos quando optamos por definir o sucesso numa &#225;rea da sa&#250;de.<sup>6</sup> Segundo McWhinney, dever&#237;amos medir o que importa e n&#227;o apenas o que &#233; facilmente quantific&#225;vel.<sup>6</sup></p>     <p>Desde sempre recorremos a instrumentos para lidar com a complexidade: fluxogramas, tabelas de v&#225;rias entradas, diagramas cartesianos (e.g., diagrama de Stacey)<sup>10</sup> ou mapas (e.g., mapa de problemas)<sup>11</sup>. Todas estas ferramentas ajudam-nos a compreender a realidade; contudo, s&#227;o meras aproxima&#231;&#245;es da realidade de acordo com uma ou mais perspetivas de an&#225;lise. A abordagem instrumental da complexidade revela-se uma tarefa apenas tang&#237;vel por se tratar de uma realidade pluridimensional. Os desafios socioecol&#243;gicos atuais conduzem a que a complexidade deva ser interiorizada n&#227;o apenas como conceito &#8220;complexidade intelectual&#8221; (saber), mas como viv&#234;ncia &#8220;complexidade vivida&#8221; (ser e agir).<sup>5</sup></p>     <p>Em MGF, o m&#233;todo cl&#237;nico centrado no paciente, a medicina narrativa e o trabalho em equipa s&#227;o ferramentas indispens&#225;veis &#224; defini&#231;&#227;o de um plano individualizado de cuidados em contexto de complexidade. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Peek CJ, Baird MA, Coleman E. Primary care for patient complexity, not only disease. Fam Syst Health. 2009;27(4):287-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360376&pid=S2182-5173201600020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. Sturmberg JP, Martin CM, Katerndahl DA. Systems and complexity thinking in the general practice literature: an integrative, historical narrative review. Ann Fam Med. 2014;12(1):66-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360378&pid=S2182-5173201600020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>3. Plsek PE, Greenhalgh T. Complexity science: the challenge of complexity in health care. BMJ. 2001;323(7313):625-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360380&pid=S2182-5173201600020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>4. Kannampallil TG, Schauer GF, Cohen T, Patel VL. Considering complexity in healthcare systems. J Biomed Inform. 2011;44(6):943-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360382&pid=S2182-5173201600020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>5.&nbsp; Ventres WB. How I think: perspectives on process, people, politics, and presence. J Am Board Fam Med. 2012;25(6):930-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360384&pid=S2182-5173201600020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. Martin D, Pollack K, Woollard RF. What would an Ian McWhinney health care system look like? Can Fam Physician. 2014;60(1):17-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360386&pid=S2182-5173201600020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>7. Jayasinghe S. Complexity science to conceptualize health and disease: is it relevant to clinical medicine? Mayo Clin Proc. 2012;87(4):314-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360388&pid=S2182-5173201600020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8. Bowman MA. The complexity of family medicine care. J Am Board Fam Med. 2011;24(1):4-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360390&pid=S2182-5173201600020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>9. Stange KC, Ferrer RL. The paradox of primary care. Ann Fam Med. 2009;7(4):293-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360392&pid=S2182-5173201600020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>10. Stacey R, Griffin DS. Complexity and management: fad or radical challenge to systems thinking? London: Routledge; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360394&pid=S2182-5173201600020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780415247610</p>     <!-- ref --><p>11. Broeiro P, Ramos V, Barroso R. O mapa de problemas: um instrumento para lidar com a morbilidade mu&#769;ltipla. Rev Port Clin Geral. 2007;23(2):209-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360396&pid=S2182-5173201600020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>E-mail: <a href="mailto:director@rpmgf.pt">director@rpmgf.pt</a></p>      ]]></body><back>
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