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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O papel do exercício físico na prevenção das quedas nos idosos: uma revisão baseada na evidência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of physical exercise in the prevention of falls in the elderly: an evidence based review]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ACES Entre Douro e Vouga I Unidade de Saúde Familiar de Fiães ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: Falls are defined as events in which a person comes to rest inadvertently on the ground or floor or other lower level. They do not happen by chance, but can be predicted through the assessment of risk factors. The elderly population is more vulnerable. It is estimated that 30% of people aged 65 or more fall at least once a year. This represents a potentially preventable cause of disability and high health care costs. The aim of this study is to determine the benefits of physical exercise (PE) in the prevention of falls in the elderly. Data sources: MEDLINE and evidence-based medicine databases. Review methods: Research of clinical guidelines, meta-analyses (MA), systematic reviews (SR) and randomized controlled clinical trials, published between January 2010 and September 2014, using the MeSH terms: ACCIDENTAL FALLS, ACCIDENT PREVENTION, AGED and EXERCISE. Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) was utilized for the assignment of levels of evidence and strength of recommendations. Results: We found 203 articles. Five met the inclusion criteria, including three MA and two SR. There is evidence that exercise programs to prevent falls in older people not only reduce the incidence of falls but also prevent injuries arising from falls. Many of the risk factors for falls are correctable by well-designed exercise programs. These are equally effective if practiced at home. The most effective type of PE in the prevention of falls in the elderly is balance training. PE programs are more effective if prolonged in time and of greater intensity (a greater number of hours and at least twice a week). Conclusions: PE programs should be recommended because they are effective in decreasing the number and risk of falls in the elderly (Strength of Recommendation A).]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acidentes por Quedas]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Exercise]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVIS&#213;ES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>O papel do exerc&#237;cio f&#237;sico na preven&#231;&#227;o das quedas nos idosos: uma revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The role of physical exercise in the prevention of falls in the elderly: an evidence based review</b></font></p>     <p><b>Patr&#237;cia Cunha,* Lu&#237;sa Costa Pinheiro*</b></p>     <p>*M&#233;dicas Internas de Medicina Geral e Familiar</p>     <p>Unidade de Sa&#250;de Familiar de Fi&#227;es, ACES Entre Douro e Vouga I - Feira/Arouca.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivos:</b> As quedas, definidas pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de como uma passagem n&#227;o intencional para o ch&#227;o ou outro n&#237;vel inferior &#224;quele em que a pessoa se encontra, n&#227;o s&#227;o acontecimentos ao acaso, podendo ser previstas atrav&#233;s da avalia&#231;&#227;o de fatores de risco. A popula&#231;&#227;o idosa encontra-se mais vulner&#225;vel, estimando-se que 30% das pessoas com 65 ou mais anos caiam, pelo menos, uma vez por ano, representando uma importante causa de incapacidade e elevados custos para a sa&#250;de, potencialmente evit&#225;veis. Pretende-se, com este trabalho, determinar o efeito do exerc&#237;cio f&#237;sico (EF) na preven&#231;&#227;o das quedas nos idosos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de dados:</b> Bases de dados MEDLINE e s&#237;tios de medicina baseada na evid&#234;ncia.</p>     <p>M&#233;todos de revis&#227;o: Pesquisa de normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica, metan&#225;lises (MA), revis&#245;es sistem&#225;ticas (RS) e ensaios cl&#237;nicos aleatorizados e controlados, publicados entre janeiro de 2010 e setembro de 2014, utilizando os termos MeSH: <i>ACCIDENTAL FALLS, ACCIDENT PREVENTION, AGED</i> e <i>EXERCISE.</i> Foi utilizada a <i>Strength of Recommendation Taxonomy </i>(SORT) para a atribui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de evid&#234;ncia e for&#231;as de recomenda&#231;&#227;o.</p>     <p><b>Resultados:</b> Foram encontrados 203 artigos. Apenas cinco preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o: tr&#234;s MA e duas RS. H&#225; evid&#234;ncia de que os programas de exerc&#237;cios para preven&#231;&#227;o de quedas em pessoas mais velhas n&#227;o s&#243; reduzem a taxa de quedas, mas tamb&#233;m evitam les&#245;es decorrentes das mesmas. Muitos dos fatores de risco para quedas s&#227;o corrig&#237;veis por programas de exerc&#237;cios bem desenhados e parecem igualmente eficazes se praticados no domic&#237;lio. O tipo de EF mais eficaz na preven&#231;&#227;o das quedas nos idosos &#233; o treino de equil&#237;brio e os programas de EF s&#227;o mais eficazes se prolongados no tempo e de maior intensidade (maior n&#250;mero de horas e pelo menos duas vezes por semana).</p>     <p><b>Conclus&#245;es:</b> De acordo com a evid&#234;ncia dispon&#237;vel, os programas de EF devem ser recomendados porque s&#227;o eficazes na diminui&#231;&#227;o do n&#250;mero e risco de quedas nos idosos (For&#231;a de recomenda&#231;&#227;o A).</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Acidentes por Quedas; Preven&#231;&#227;o de Acidentes; Idoso; Exerc&#237;cio.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objectives:</b> Falls are defined as events in which a person comes to rest inadvertently on the ground or floor or other lower level. They do not happen by chance, but can be predicted through the assessment of risk factors. The elderly population is more vulnerable. It is estimated that 30% of people aged 65 or more fall at least once a year. This represents a potentially preventable cause of disability and high health care costs. The aim of this study is to determine the benefits of physical exercise (PE) in the prevention of falls in the elderly.</p>     <p><b>Data sources:</b> MEDLINE and evidence-based medicine databases.</p>     <p><b>Review methods:</b> Research of clinical guidelines, meta-analyses (MA), systematic reviews (SR) and randomized controlled clinical trials, published between January 2010 and September 2014, using the MeSH terms: <i>ACCIDENTAL FALLS, ACCIDENT PREVENTION, AGED and EXERCISE.</i> Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) was utilized for the assignment of levels of evidence and strength of recommendations.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> We found 203 articles. Five met the inclusion criteria, including three MA and two SR. There is evidence that exercise programs to prevent falls in older people not only reduce the incidence of falls but also prevent injuries arising from falls. Many of the risk factors for falls are correctable by well-designed exercise programs. These are equally effective if practiced at home. The most effective type of PE in the prevention of falls in the elderly is balance training. PE programs are more effective if prolonged in time and of greater intensity (a greater number of hours and at least twice a week).</p>     <p><b>Conclusions:</b> PE programs should be recommended because they are effective in decreasing the number and risk of falls in the elderly (Strength of Recommendation A).</p>     <p><b>Keywords:</b> Accidental Falls; Accident Prevention; Aged; Exercise.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>As quedas, definidas como escorregamento ou trope&#231;amento que resulta em ferimentos, n&#227;o s&#227;o acontecimentos ao acaso.<sup>1-2</sup> A popula&#231;&#227;o idosa portuguesa, seguindo a tend&#234;ncia mundial, tem vindo a aumentar.<sup>3</sup> Com o envelhecimento surgem in&#250;meras mudan&#231;as f&#237;sicas, sensoriais e cognitivas que diminuem a efici&#234;ncia, a aptid&#227;o para se adaptar e a funcionalidade, algo inevit&#225;vel, manifestando-se ao longo do processo natural e complexo que &#233; o envelhecimento e levando a um aumento do risco de queda e les&#245;es decorrentes de uma queda.</p>     <p>Estima-se que 30% das pessoas com 65 ou mais anos caiam, pelo menos, uma vez por ano.<sup>4</sup> As quedas s&#227;o a maior causa de acidentes e de compromisso da condi&#231;&#227;o de sa&#250;de das pessoas idosas, representando um s&#233;rio problema de sa&#250;de p&#250;blica.<sup>5</sup> Constituem a principal raz&#227;o de admiss&#227;o aos servi&#231;os de urg&#234;ncia neste grupo et&#225;rio, assim como um dos principais fatores precipitantes da institucionaliza&#231;&#227;o desta popula&#231;&#227;o.<sup>6</sup></p>     <p>Entre as repercuss&#245;es da idade sobre a fun&#231;&#227;o, que podem levar &#224; queda da pessoa idosa, destacam-se: diminui&#231;&#227;o da for&#231;a muscular, dos reflexos, da flexibilidade, da velocidade espont&#226;nea da marcha, acuidade visual e fun&#231;&#227;o vestibular. Nesse sentido, observa-se que as quedas s&#227;o causas importantes de morbilidade entre os idosos e podem ter consequ&#234;ncias desastrosas. Al&#233;m do risco de fraturas, h&#225; perda de confian&#231;a para caminhar, devido ao temor de novas quedas, fazendo o idoso diminuir a sua mobilidade, formando-se um c&#237;rculo vicioso, pois com a restri&#231;&#227;o de atividades h&#225; diminui&#231;&#227;o da for&#231;a muscular, enfraquecimento dos membros inferiores, levando &#224; condi&#231;&#227;o de depend&#234;ncia e isolamento social.<sup>7</sup> As quedas representam, desta forma, elevados custos para a sa&#250;de, que s&#227;o potencialmente evit&#225;veis, uma vez que o risco de quedas &#233; multifatorial.<sup>8</sup></p>     <p>A preven&#231;&#227;o das quedas &#233; eficaz, podendo ser elaboradas estrat&#233;gias para modificar ou eliminar aqueles fatores pass&#237;veis de atua&#231;&#227;o, pelo que cabe ao m&#233;dico de fam&#237;lia (MF) identificar a popula&#231;&#227;o-alvo e promover a implementa&#231;&#227;o de medidas preventivas. O exerc&#237;cio f&#237;sico (EF) pode ser uma dessas medidas? Para responder a esta quest&#227;o, foi feita uma revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia sobre o benef&#237;cio do EF na preven&#231;&#227;o das quedas nos idosos.</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi realizada uma pesquisa bibliogr&#225;fica entre 15 e 20 de setembro de 2014, nas seguintes bases de dados: <i>National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Practice Guidelines Infobase, Cochrane Library,</i> DARE, <i>Bandolier, &#205;ndex de revistas m&#233;dicas portuguesas</i> e PubMed. Foram pesquisadas normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica, metan&#225;lises (MA), revis&#245;es sistem&#225;ticas (RS) e ensaios cl&#237;nicos aleatorizados e controlados (ECAC) em portugu&#234;s, espanhol e ingl&#234;s, publicados entre janeiro de 2010 e setembro de 2014, utilizando os termos MeSH <i>ACCIDENTAL FALLS, ACCIDENT PREVENTION, AGED</i> e <i>EXERCISE.</i></p>     <p>Foi definido que os estudos deveriam cumprir crit&#233;rios de inclus&#227;o que respondessem &#224;s quatro quest&#245;es PICO:</p>     <p>&#8226; Popula&#231;&#227;o: Idosos (indiv&#237;duos com 65 ou mais anos de idade).</p>     <p>&#8226; Interven&#231;&#227;o: Pr&#225;tica de exerc&#237;cio f&#237;sico (qualquer tipo).</p>     <p>&#8226; Compara&#231;&#227;o: Placebo ou aus&#234;ncia de atividade f&#237;sica.</p>     <p>&#8226; Resultados: n&#250;mero e/ou taxa de quedas.</p>     <p>Na avalia&#231;&#227;o dos estudos e atribui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de evid&#234;ncia (NE) e for&#231;as de recomenda&#231;&#227;o foi utilizada a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American Family Physician.</i></p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Da pesquisa obtiveram-se 203 artigos. Destes, cinco cumpriram os crit&#233;rios de inclus&#227;o: tr&#234;s MA e duas RS. Foram exclu&#237;dos os artigos repetidos, os n&#227;o concordantes com os objetivos ou os que n&#227;o cumpriam os crit&#233;rios de inclus&#227;o. Tamb&#233;m foram exclu&#237;dos os ensaios cl&#237;nicos controlados e aleatorizados inclu&#237;dos nas MA e RS.</p>     <p>A descri&#231;&#227;o dos artigos inclu&#237;dos encontra-se resumida nos <a href="#q1">Quadros I</a> e <a href="#q2">II</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n2/32n2a03q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n2/32n2a03q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A MA de <i>Thomas et al,</i><sup>10</sup> publicada em 2011, incluiu sete ensaios cl&#237;nicos num total de 1.503 idosos. A interven&#231;&#227;o proposta constava no Programa de Exerc&#237;cios de Otago (PEO), constitu&#237;do por um conjunto de exerc&#237;cios de fortalecimento muscular da perna, exerc&#237;cios de equil&#237;brio e um plano de caminhada, comparado com um grupo controlo, com aus&#234;ncia de EF. No PEO, os exerc&#237;cios s&#227;o prescritos individualmente e aumentam em dificuldade durante uma s&#233;rie de cinco visitas domiciliares por um instrutor treinado. Os exerc&#237;cios demoram cerca de 30 minutos e s&#227;o realizados tr&#234;s vezes por semana e a caminhada &#233; realizada, pelo menos, duas vezes por semana. Concluiu-se que o grupo de idosos que praticava o PEO reduziu significativamente a taxa de quedas (<i>odds ratio</i> (OR)=0,45; intervalo de confian&#231;a (IC) 95%=0,25-0,80). A este estudo, os autores da presente revis&#227;o atribu&#237;ram um NE 1.</p>     <p>A MA de <i>El-Khoury et al,</i><sup>11</sup> data de 2013 e incluiu 17 ensaios cl&#237;nicos, num total de 4.305 idosos. Compara a pr&#225;tica de EF (<i>n</i>=2.195) <i>versus</i> a aus&#234;ncia do mesmo (<i>n</i>=2.110). Em 14 dos ECAC, a pr&#225;tica de EF &#233; realizada em grupo, sendo que em seis destes 14 h&#225; tamb&#233;m sess&#245;es de EF em casa. Nos restantes tr&#234;s ECAC, as sess&#245;es de EF s&#227;o individualizadas e apenas realizadas no domic&#237;lio. Concluem haver evid&#234;ncia de que os programas de exerc&#237;cios para preven&#231;&#227;o de quedas em pessoas mais velhas n&#227;o s&#243; reduzem as taxas de quedas (OR=0,63; IC 95%=0,51-0,77), mas tamb&#233;m evitam les&#245;es decorrentes das mesmas (OR=0,57; IC 95%=0,36-0,90), pelo que muitos dos fatores de risco para quedas s&#227;o corrig&#237;veis por programas de exerc&#237;cios bem desenhados. A esta MA as autoras atribu&#237;ram um NE 1.</p>     <p>A MA de <i>Sherrington et al,</i><sup>12</sup> publicada em 2011, engloba 54 ECAC (<i>n</i>=26.102 idosos) que comparam a pr&#225;tica de EF com um grupo controlo (aus&#234;ncia de EF). No grupo que realiza EF comprovou-se uma redu&#231;&#227;o significativa (16%) na taxa de quedas nos idosos (OR=0,84; IC 95%=0,77-0,91). O treino de equil&#237;brio em associa&#231;&#227;o com treino de exerc&#237;cio, durante mais de 2h/semana e mais de seis meses, promoveu uma redu&#231;&#227;o n&#227;o significativa de 38% na taxa de quedas (OR=0,64; IC 95%=0,40-1,02). A esta MA as autoras atribu&#237;ram um NE 1.</p>     <p>A RS de <i>Martin et al,</i><sup>13</sup> de 2013, incluiu 10 ensaios cl&#237;nicos, num total de 2.293 idosos. Existiam dois grupos: 1) EF/Fisioterapia <i>versus</i> grupo controlo (aus&#234;ncia de EF e de fisioterapia) e 2) EF/Fisioterapia <i>versus</i> programas de EF no domic&#237;lio, com sete e tr&#234;s ensaios, respetivamente. No primeiro grupo, todos os estudos relataram uma diminui&#231;&#227;o significativa no n&#250;mero de quedas no grupo de interven&#231;&#227;o em compara&#231;&#227;o com o grupo controlo (<i>p</i>=0,02; RR=0,71; IC 95%=0,60-0,82). No segundo grupo, dois dos tr&#234;s ensaios n&#227;o mostraram diferen&#231;as significativas entre as interven&#231;&#245;es (<i>p</i>=0,87), pelo que se concluiu que a pr&#225;tica de EF no domic&#237;lio seria t&#227;o ben&#233;fica quanto o exerc&#237;cio praticado em grupo ou por um terapeuta. Os estudos inclu&#237;dos nesta RS apresentam heterogeneidade cl&#237;nica e estat&#237;stica (I<sup>2</sup>=61,5%), pelo que lhe foi atribu&#237;do um NE 2.</p>     <p>Por &#250;ltimo, a RS de <i>Michael YL et al,</i><sup>14</sup> publicada em 2010, inclui 18 ensaios cl&#237;nicos, num total de 3.986 idosos. Na compara&#231;&#227;o da realiza&#231;&#227;o de EF/Fisioterapia <i>versus</i> controlo verificou-se diminui&#231;&#227;o de 13% do risco de quedas no primeiro grupo (OR=0,85; IC 95%=0,78-0,92). Sugere-se ainda que treinos mais intensos (maior n&#250;mero de horas) est&#227;o associados a redu&#231;&#245;es pequenas, mas estatisticamente significativas (OR=0,87; IC 95%=0,81-0,94), do risco de quedas. Pela qualidade limitada dos estudos, sem refer&#234;ncia a dupla oculta&#231;&#227;o/controlo dos ensaios, as autoras atribu&#237;ram um NE 2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&#227;o</b></p>     <p>Os programas de EF, isoladamente ou associados a outras interven&#231;&#245;es multifatoriais, s&#227;o eficazes na diminui&#231;&#227;o do n&#250;mero e risco de quedas nos idosos (NE 1).</p>     <p>De acordo com a evid&#234;ncia dispon&#237;vel, o EF deve ser recomendado para a popula&#231;&#227;o de idosos em geral (SORT A). Nos idosos com maior risco de quedas verificou-se uma maior redu&#231;&#227;o deste risco, pelo que se conclui que estes ser&#227;o os que mais beneficiam da pr&#225;tica de EF para redu&#231;&#227;o da taxa de quedas (NE 1).<sup>12</sup></p>     <p>Os programas de EF demonstraram ser igualmente eficazes se praticados no domic&#237;lio (NE 2).<sup>13</sup> Os programas com interven&#231;&#245;es em grupo e realizadas em ambientes alheios ao quotidiano, podem ter a dificuldade em realizar um programa, simultaneamente motivador e seguro para todos os participantes. &#201; fundamental que os exerc&#237;cios possam ser individualizados, orientados e modificados de forma a minimizar as dificuldades e maximizar as capacidades dos intervenientes.<sup>11-12</sup></p>     <p>No &#226;mbito da prescri&#231;&#227;o de exerc&#237;cio, aconselhamento e supervis&#227;o de programas individuais ou em grupo &#233; fundamental considerar os aspetos motivacionais para a mudan&#231;a de comportamento que possam contribuir para a ades&#227;o dos participantes, assim como para a efetividade das abordagens.<sup>11</sup></p>     <p>O tipo de EF mais eficaz na preven&#231;&#227;o das quedas nos idosos &#233; o treino de equil&#237;brio. Mudan&#231;as moderadas a elevadas do equil&#237;brio, ap&#243;s um programa centrado no treino de equil&#237;brio, conduzem a um significativo efeito protetor na redu&#231;&#227;o de quedas (NE 1).<sup>12</sup></p>     <p>O EF &#233; mais eficaz se prolongado no tempo e de maior intensidade - maior n&#250;mero de horas e pelo menos duas vezes por semana (NE 1).<sup>12,14</sup></p>     <p>Para al&#233;m do assinalado, a pr&#225;tica de EF tem outras vantagens, como favorecer o conv&#237;vio e o desenvolvimento psicossocial dos seus participantes, n&#227;o ter custos elevados para o SNS e ser poss&#237;vel de aplicar na comunidade, onde o MF tem um papel preponderante no seu est&#237;mulo e proposta.</p>     <p>Como limita&#231;&#245;es &#224;s conclus&#245;es desta revis&#227;o, &#233; importante referir a grande heterogeneidade dos programas de EF quanto &#224; descri&#231;&#227;o espec&#237;fica da&nbsp;frequ&#234;ncia, da intensidade, dura&#231;&#227;o&nbsp;e progress&#227;o do EF. Importa tamb&#233;m salientar que as conclus&#245;es refletem efeitos nas popula&#231;&#245;es a que se destinam, pelo que os programas de EF devem estar sempre adaptados ao indiv&#237;duo a quem v&#227;o ser aplicados, tendo em conta as suas caracter&#237;sticas particulares.</p>     <p>&#201; importante incentivar a implementa&#231;&#227;o desta medida preventiva por equipas multidisciplinares na comunidade, n&#227;o esquecendo que a abordagem hol&#237;stica do MF pode incidir complementarmente na preven&#231;&#227;o de outros fatores de risco para quedas, como as altera&#231;&#245;es da vis&#227;o, da audi&#231;&#227;o, entre outras.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. World Health Organization. WHO global report on falls revention in older age (Internet). Geneva: WHO; 2007. ISBN 9789241563536. Available from: <a href="http://www.who.int/ageing/publications/Falls_prevention7March.pdf" target="_blank">http://www.who.int/ageing/publications/Falls_prevention7March.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360516&pid=S2182-5173201600020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Ganz DA, Bao Y, Shekelle PG, Rubenstein LZ. Will my patient fall? JAMA. 2007;297(1):77-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360517&pid=S2182-5173201600020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Instituto Nacional de Estat&#237;stica. Anu&#225;rio estat&#237;stico de Portugal, 2013. Lisboa: INE; 2014. Available from: <a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=223549784&amp;DESTAQUESmodo=2" target="_blank">http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_destaques&amp;DESTAQUESdest_boui=223549784&amp;DESTAQUESmodo=2</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360519&pid=S2182-5173201600020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Gillespie LD, Robertson MC, Gillespie WJ, Sherrington C, Gates S, Clemson LM, et al. Interventions for preventing falls in older people living in the community. Cochrane Database Syst Rev. 2012 Sep 12;9:CD007146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360520&pid=S2182-5173201600020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Sj&#246;sten NM, Salonoja M, Piirtola M, Vahlberg T, Isoaho R, Hyttinen H, et al. A multifactorial fall preventin programme in home-dwelling elderly people: a randomized-controlled trial. Public Health. 2007;121(4):308-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360522&pid=S2182-5173201600020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. National Institute for Clinical Excellence. Falls: the assessment and prevention of falls in older people: NICE clinical guideline 21 (This guideline has been updated and replaced by NICE guideline CG161). London: NICE; 2013 (updated 2016 Jan). Available from: <a href="https://www.nice.org.uk/guidance/cg161" target="_blank">https://www.nice.org.uk/guidance/cg161</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360524&pid=S2182-5173201600020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Lundin-Olsson L. Community-dwelling older adults with balance impairment show a moderate increase in fall risk, although further research is required to refine how balance measurement can be used in clinical practice. Evid Based Nurs. 2010;13(3):96-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360525&pid=S2182-5173201600020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Davis JC, Robertson MC, Ashe MC, Liu-Ambrose T, Khan KM, Marra CA. International comparison of cost of falls in older adults living in the community: a systematic review. Osteoporos Int. 2010;21(8):1295-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360527&pid=S2182-5173201600020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Rubenstein LZ. Falls in older people: epidemiology, risk factors and strategies for prevention. Age Ageing. 2006;35 Suppl 2:ii37-ii41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360529&pid=S2182-5173201600020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Thomas S, Mackintosh S, Halbert J. Does the 'Otago exercise programme' reduce mortality and falls in older adults? A systematic review and meta-analysis. Age Ageing. 2010;39(6):681-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360531&pid=S2182-5173201600020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>11. El-Khoury F, Cassou B, Charles MA, Dargent-Molina P. The effect of fall prevention exercise programmes on fall induced injuries in community dwelling older adults: systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ. 2013;347:f6234.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360533&pid=S2182-5173201600020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>12. Sherrington C, Tiedemann A, Fairhall N, Close JC, Lord SR. Exercise to prevent falls in older adults: an update meta-analysis and best practice recommendation. N S W Public Health Bull. 2011;22(3-4):78-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360535&pid=S2182-5173201600020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Martin JT, Wolf A, Moore JL, Rolenz E, DiNinno A, Reneker JC. The effectiveness of physical therapist-administered group-based exercise on fall prevention: a systematic review of randomized controlled trials. J Geriatr Phys Ther. 2013;36(4):182-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360537&pid=S2182-5173201600020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Michael YL, Whitlock EP, Lin JS, Fu R, O'Connor EA, Gold R, et al. Primary care - relevant interventions to prevent falling in older adults: a systematic evidence review for the U.S. preventive services task force. Ann Intern Med. 2010;153(12):815-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1360539&pid=S2182-5173201600020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Patr&#237;cia Cunha</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>R. Am&#226;ndio Galhano, n.&#186; 33, Apartamento 1.2, 4200-005 Porto</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:patriciarodriguescunha@gmail.com">patriciarodriguescunha@gmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>As autoras declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 08-03-2015</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 01-02-2016</b></p>      ]]></body><back>
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