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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Líquen plano: a história de uma cooperação de sucesso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Skin complaints are a common cause for visits to the primary care physician. This case report describes a patient diagnosed with lichen planus, which is an uncommon health problem. It is a chronic, inflammatory, immune-mediated disease of unknown etiology that affects from 0.2 to 5% of the population. Case report: A 60 year-old male patient, previously in good health, saw his family physician in October 2014 complaining of pruritic papules on the hands, trunk, back and feet, which appeared one month before. He also had pain on pressure over his fingernails. Physical examination showed polygonal, flat, well-defined purple papules, grouped and confluent, on the anterior surface of the wrists, chest, back, and the ventral region of the ankle. The patient also presented nail clubbing, erythema on the anterior surface of the hands, periungueal erythema affecting the matrix, thinning, and longitudinal grooves of the nail surface and pain on palpation of the root of the nails. The primary care physician requested dermatology consultation via the on-line referral service (ALERT®). The dermatologist suggested the diagnosis of lichen planus. The patient began therapy with a topical corticosteroid, which was not helpful. He subsequently started treatment with griseofulvin, 500mg per day, which was effective. Comment: This case report emphasizes the importance of communication between specialists to address the patient's problems, in order to expedite treatment and improve quality of life.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS BREVES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>L&#237;quen plano: a hist&#243;ria de uma coopera&#231;&#227;o de sucesso</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Lichen planus: a case of successful teamwork</b></font></p>     <p><b>Sofia Sousa e Silva,<sup>1</sup> Catarina Meireles,<sup>1</sup> F&#225;tima Costa,<sup>2</sup> Susana Carvalho<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>M&#233;dicas Internas de Medicina Geral e Familiar. USF Serpa Pinto, ACeS Porto Ocidental, ARS Norte</p>     <p><sup>2</sup>M&#233;dica Assistente de Medicina Geral e Familiar. USF Cit&#226;nia, ACeS Vale do Sousa Norte, ARS Norte</p>     <p><sup>3</sup>M&#233;dica Assistente de Medicina Geral e Familiar. USF Serpa Pinto, ACeS Porto Ocidental, ARS Norte</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> A patologia dermatol&#243;gica &#233; muitas vezes motivo de consulta em medicina geral e familiar. O caso cl&#237;nico descrito corresponde ao diagn&#243;stico de l&#237;quen plano, que &#233; um problema de sa&#250;de pouco frequente. O l&#237;quen plano &#233; uma doen&#231;a inflamat&#243;ria cr&#243;nica, imuno-mediada e de etiologia desconhecida que afeta entre 0,22 a 5% da popula&#231;&#227;o mundial.</p>     <p><b>Descri&#231;&#227;o do caso:</b> Sexo masculino, 60 anos de idade, sem antecedentes patol&#243;gicos de relevo. Em outubro de 2014 recorre &#224; consulta de cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios por apresentar quadro com cerca de um m&#234;s de evolu&#231;&#227;o, caracterizado por p&#225;pulas pruriginosas nas m&#227;os, tronco, dorso e p&#233;s. Apresentava ainda estria&#231;&#227;o das unhas das m&#227;os com dor &#224; palpa&#231;&#227;o do leito ungueal. Ao exame objetivo apresentava p&#225;pulas poligonais, achatadas e bem definidas, de colora&#231;&#227;o viol&#225;cea, agrupadas e confluentes, na face anterior dos punhos, na regi&#227;o anterior do t&#243;rax, no dorso e na face anterior dos tornozelos. Como les&#245;es associadas apresentava hipocratismo digital, eritema palmar, eritema periungueal, com atingimento da matriz, adelga&#231;amento da l&#226;mina ungueal, sulcos longitudinais em toda a superf&#237;cie ungueal e dor &#224; palpa&#231;&#227;o da raiz das unhas. Foi pedida colabora&#231;&#227;o de dermatologia via ALERT<sup>&#174;</sup>, tendo sido sugerido o diagn&#243;stico de l&#237;quen plano. Iniciou terap&#234;utica com corticoterapia t&#243;pica que n&#227;o foi eficaz, tendo posteriormente iniciado griseofulvina 500mg/dia, com melhoria do quadro. </p>     <p><b>Coment&#225;rio:</b> Este caso cl&#237;nico enfatiza a import&#226;ncia da comunica&#231;&#227;o entre especialidades para a abordagem dos problemas do doente, de forma a agilizar o tratamento e a melhorar a qualidade de vida.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> L&#237;quen plano; Griseofulvina.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Skin complaints are a common cause for visits to the primary care physician. This case report describes a patient diagnosed with lichen planus, which is an uncommon health problem. It is a chronic, inflammatory, immune-mediated disease of unknown etiology that affects from 0.2 to 5% of the population.</p>     <p><b>Case report:</b> A 60 year-old male patient, previously in good health, saw his family physician in October 2014 complaining of pruritic papules on the hands, trunk, back and feet, which appeared one month before. He also had pain on pressure over his fingernails. Physical examination showed polygonal, flat, well-defined purple papules, grouped and confluent, on the anterior surface of the wrists, chest, back, and the ventral region of the ankle. The patient also presented nail clubbing, erythema on the anterior surface of the hands, periungueal erythema affecting the matrix, thinning, and longitudinal grooves of the nail surface and pain on palpation of the root of the nails. The primary care physician requested dermatology consultation via the on-line referral service (ALERT<sup>&#174;</sup>). The dermatologist suggested the diagnosis of lichen planus. The patient began therapy with a topical corticosteroid, which was not helpful. He subsequently started treatment with griseofulvin, 500mg per day, which was effective. </p>     <p><b>Comment:</b> This case report emphasizes the importance of communication between specialists to address the patient&#8217;s problems, in order to expedite treatment and improve quality of life.</p>     <p><b>Keywords:</b> Lichen planus; Griseofulvin.</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A patologia dermatol&#243;gica &#233; muitas vezes motivo de consulta em medicina geral e familiar. Em 2010, um estudo publicado na <i>Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</i> revelou que a pele foi motivo de consulta em 2,8% dos utentes.<sup>1</sup></p>     <p>A grande variedade de patologia relacionada com o foro dermatol&#243;gico e a baixa preval&#234;ncia da maioria das doen&#231;as dermatol&#243;gicas &#233; um grande desafio &#224; capacidade de diagn&#243;stico e de gest&#227;o de problemas do m&#233;dico de fam&#237;lia.</p>     <p>O caso cl&#237;nico descrito corresponde ao diagn&#243;stico de l&#237;quen plano, que &#233; um problema de sa&#250;de pouco frequente. O l&#237;quen plano &#233; uma doen&#231;a inflamat&#243;ria cr&#243;nica, imuno-mediada e de etiologia desconhecida que afeta entre 0,2 a 5% da popula&#231;&#227;o mundial.<sup>2</sup></p>     <p>Este caso cl&#237;nico enfatiza a import&#226;ncia da comunica&#231;&#227;o entre especialidades para a abordagem dos problemas do doente, de forma a agilizar o tratamento e a melhorar a qualidade de vida. </p>     <p><b>Descri&#231;&#227;o do caso</b></p>     <p>Descreve-se o caso cl&#237;nico de um homem de ra&#231;a caucasiana, 60 anos de idade, sem antecedentes pessoais de relevo. Como antecedentes familiares, apresenta pai com doen&#231;a de Alzheimer.</p>     <p>Inserido numa fam&#237;lia nuclear, composta pelo pr&#243;prio e pela companheira. Divorciado, dois filhos de uma rela&#231;&#227;o anterior, de 34 e 37 anos. Esta fam&#237;lia pertence &#224; classe III de Grafar.</p>     <p>H&#225;bitos de vida: ex-fumador desde h&#225; dois anos (88UMA), consumo de 252g por semana de &#225;lcool, sem cuidados alimentares, estilo de vida sedent&#225;rio. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em outubro de 2014 recorre pela primeira vez &#224; consulta de medicina geral e familiar por apresentar quadro com cerca de um m&#234;s de evolu&#231;&#227;o caracterizado por p&#225;pulas pruriginosas nas m&#227;os, tronco, dorso e p&#233;s. Apresentava ainda estria&#231;&#227;o das unhas das m&#227;os com dor &#224; palpa&#231;&#227;o do leito ungueal. Em agosto de 2014 tinha recorrido ao urologista privado por les&#245;es vesiculares n&#227;o dolorosas na glande, tendo sido diagnosticado com candid&#237;ase e realizado tratamento antif&#250;ngico t&#243;pico com resolu&#231;&#227;o da les&#227;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n2/32n2a08f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ao exame objetivo apresentava p&#225;pulas poligonais, achatadas e bem definidas, de colora&#231;&#227;o viol&#225;cea, agrupadas e confluentes, na face anterior dos punhos, na face anterior do t&#243;rax, no dorso e na face anterior dos tornozelos. Como les&#245;es associadas apresentava hipocratismo digital, eritema palmar, eritema periungueal, com atingimento da matriz, adelga&#231;amento da l&#226;mina ungueal, sulcos longitudinais em toda a superf&#237;cie ungueal e dor &#224; palpa&#231;&#227;o da ra&#237;z das unhas. </p>     <p>Foi requisitado estudo anal&#237;tico, cujos resultados indicavam dislipidemia, sem outras altera&#231;&#245;es. Os marcadores v&#237;ricos da hepatite B e C e VIH 1 e 2 eram negativos, assim como o VDRL era n&#227;o reativo. </p>     <p>Perante as les&#245;es encontradas foi decidido referenciar para dermatologia, tendo sido enviadas as fotos do doente via ALERT&#174;. O colega de dermatologia enviou resposta pela mesma via, sugerindo o diagn&#243;stico de l&#237;quen plano. Prop&#244;s in&#237;cio do tratamento com corticoterapia t&#243;pica de elevada pot&#234;ncia durante cerca de seis meses. Como tratamento alternativo sugeriu o uso <i>off-label</i> de griseofulvina 500mg/dia durante seis meses. </p>     <p>Em novembro de 2014, o paciente iniciou tratamento com butirato de hidrocortisona 1mg/g na formula&#231;&#227;o de creme, na posologia de duas aplica&#231;&#245;es di&#225;rias nas les&#245;es.</p>     <p>Em dezembro de 2014, o paciente recorre novamente &#224; consulta, com queixas de agravamento das les&#245;es dos punhos e das les&#245;es ungueais, com aumento da dor na raiz das unhas das m&#227;os. Nesta consulta &#233; explicado ao doente a possibilidade de realizar tratamento com griseofulvina <i>off-label,</i> por indica&#231;&#227;o do colega de dermatologia, que teria que ser comprada no estrangeiro por n&#227;o ser comercializada em Portugal. &#201; agendada consulta de dermatologia para setembro de 2015, nove meses ap&#243;s a referencia&#231;&#227;o inicial.</p>     <p>Em mar&#231;o de 2015, o doente recorre novamente &#224; consulta. Est&#225; a cumprir o esquema terap&#234;utico com griseofulvina 500mg/dia desde janeiro de 2015, que tem comprado em Fran&#231;a. Apresenta melhoria franca das les&#245;es cut&#226;neas e das les&#245;es ungueais. Neste momento prop&#245;e-se ao doente manter a terap&#234;utica at&#233; junho de 2015, aguardando consulta de dermatologia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Coment&#225;rio</b></p>     <p>O l&#237;quen plano &#233; uma doen&#231;a inflamat&#243;ria cr&#243;nica imuno-mediada de etiologia desconhecida. O seu in&#237;cio &#233; geralmente agudo e pode afetar a pele, as unhas, o cabelo e as mucosas.<sup>3</sup> Envolve preferencialmente as superf&#237;cies flexoras das extremidades e apresenta-se como p&#225;pulas viol&#225;ceas pruriginosas. Habitualmente utiliza-se a mnem&#243;nica dos 6 <i>P</i> - p&#225;pulas, placas, planas, poligonais, pruriginosas e p&#250;rpuras.<sup>2</sup> Estas les&#245;es podem estar cobertas por linhas reticulares e brancas, conhecidas por estrias de <i>Wickham. </i>Ap&#243;s a resolu&#231;&#227;o das les&#245;es cut&#226;neas &#233; frequente existir hiperpigmenta&#231;&#227;o na zona afetada.<sup>3-4</sup></p>     <p>Estima-se que a preval&#234;ncia mundial esteja compreendida entre os 0,2% e os 5%.<sup>2</sup> Pode aparecer em qualquer idade, mas na maioria dos casos verifica-se entre os 30 e os 60 anos.<sup>3</sup></p>     <p>Existem v&#225;rios subtipos de l&#237;quen plano. A divis&#227;o &#233; baseada na localiza&#231;&#227;o cut&#226;nea <i>vs</i> a localiza&#231;&#227;o nas mucosas. As formas cut&#226;neas de l&#237;quen plano subdividem-se em: l&#237;quen plano linear; l&#237;quen plano anelar; l&#237;quen plano atr&#243;fico; l&#237;quen plano hipertr&#243;fico; l&#237;quen plano vesiculo bolhoso; l&#237;quen plano erosivo/ulcerativo.<sup>3</sup> As formas mucosas podem abranger a mucosa oral, a mucosa genital e esof&#225;gica.<sup>2</sup></p>     <p>Cerca de 10% dos doentes apresentam les&#245;es no couro cabeludo e nas unhas. As les&#245;es do couro cabeludo s&#227;o p&#225;pulas pruriginosas e viol&#225;ceas que podem progredir para alop&#233;cia se n&#227;o forem tratadas. O envolvimento das unhas caracteriza-se por ondula&#231;&#227;o longitudinal da placa ungueal. Pode existir ainda atrofia da matriz ungueal, queratose subungueal, hiperpigmenta&#231;&#227;o subungueal e eritron&#237;quia ou melanon&#237;quia.<sup>3-4</sup></p>     <p>O diagn&#243;stico &#233; baseado na cl&#237;nica e pode ser complementado pela bi&#243;psia das les&#245;es.<sup>2</sup> A histopatologia &#233; geralmente caracterizada por um infiltrado linfohistoc&#237;tico, denso, cont&#237;nuo na jun&#231;&#227;o dermoepid&#233;rmica e na derme superior.<sup>2</sup></p>     <p>O diagn&#243;stico diferencial do l&#237;quen cut&#226;neo caracteriza-se por patologias que podem simular as caracter&#237;sticas das les&#245;es de l&#237;quen, como os eczemas, o l&#237;quen simples cr&#243;nico, a pitir&#237;ase r&#243;sea, o prurigo nodular e a psor&#237;ase.<sup>3</sup></p>     <p>Existem alguns fatores de risco descritos na literatura que incluem stress/ansiedade, infe&#231;&#227;o pelo v&#237;rus da hepatite C, doen&#231;as autoimunes, doen&#231;a maligna, dislipidemia e infe&#231;&#245;es v&#237;ricas.<sup>2</sup> Na literatura &#233; descrita uma associa&#231;&#227;o entre a infe&#231;&#227;o pelo v&#237;rus da hepatite C e o l&#237;quen plano, pelo que se considera pertinente fazer o rastreio da hepatite C nestes doentes.<sup>3,5</sup></p>     <p>O l&#237;quen plano cut&#226;neo pode resolver espontaneamente em um ou dois anos. Estima-se que cerca de 15 a 20% dos doentes possam ter per&#237;odos de remiss&#227;o e recorr&#234;ncia.<sup>6</sup> O foco do tratamento dever&#225; acelerar a resolu&#231;&#227;o e tratar o prurido.<sup>7</sup></p>     <p>N&#227;o existe evid&#234;ncia sobre qual o tratamento mais eficaz para esta doen&#231;a.<sup>6</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tratamento t&#243;pico com corticoterapia de alta pot&#234;ncia pode ser considerado o tratamento de primeira linha para o l&#237;quen cut&#226;neo, em especial nas formas menos extensas da doen&#231;a.<sup>3,8</sup> Pelo risco de atrofia cut&#226;nea estes doentes devem ser avaliados dentro de duas a tr&#234;s semanas ap&#243;s o in&#237;cio do tratamento.<sup>8</sup> No caso relatado, o paciente iniciou tratamento com butirato de hidrocortisona 1mg/g na formula&#231;&#227;o de creme, na posologia de duas aplica&#231;&#245;es di&#225;rias nas les&#245;es. Este &#233; considerado um corticosteroide de baixa pot&#234;ncia, o que poder&#225; explicar o insucesso da terap&#234;utica que foi utilizada inicialmente.</p>     <p>A segunda linha de tratamento consiste na utiliza&#231;&#227;o de corticoterapia sist&#233;mica, fototerapia ou acitretina oral. Os riscos e benef&#237;cios do tratamento devem ser cuidadosamente considerados antes do in&#237;cio da terap&#234;utica.<sup>8</sup> Uma vez que o paciente apresentava agravamento das les&#245;es ap&#243;s realizar tratamento com corticoterapia t&#243;pica e, tinha que aguardar nove meses para a consulta hospitalar de dermatologia, optou-se por n&#227;o seguir a segunda linha de tratamento, nomeadamente a fototerapia, que teria que ser realizada a n&#237;vel hospitalar, mas seguir a indica&#231;&#227;o do colega de dermatologia e realizar tratamento com griseofulvina <i>off-label.</i></p>     <p>Em rela&#231;&#227;o ao tratamento sist&#233;mico, o cl&#225;ssico &#233; o uso corticoterapia sist&#233;mica. Habitualmente utiliza-se a dexametasona na dose de 30-60mg/dia.<sup>3,6,9</sup> O tempo de tratamento descrito na literatura &#233; vari&#225;vel, podendo estar compreendido entre o m&#237;nimo de quatro semanas at&#233; ao m&#225;ximo de seis meses.<sup>3,6,8-9</sup> A corticoterapia sist&#233;mica por per&#237;odos prolongados deve ser ponderada cautelosamente, tendo em conta os efeitos laterais e pouca evid&#234;ncia dispon&#237;vel.</p>     <p>A fototerapia pode ser utilizada tanto com radia&#231;&#227;o ultravioleta B (UVB), como com radia&#231;&#227;o ultravioleta A com psoralenos (PUVA). A evid&#234;ncia em rela&#231;&#227;o a esta terap&#234;utica &#233; limitada.<sup>8</sup> Foram referidos casos de exacerba&#231;&#227;o da doen&#231;a ap&#243;s fototerapia.<sup>6,9</sup> Os principais efeitos laterais s&#227;o queimaduras, prurido e forma&#231;&#227;o de flictenas e ves&#237;culas.<sup>8</sup></p>     <p>A terapia com acitretina, um retin&#243;ide oral, tem pouca evid&#234;ncia e deve estar restrita &#224;s formas severas de l&#237;quen cut&#226;neo e a m&#233;dicos com experi&#234;ncia com o f&#225;rmaco. Este f&#225;rmaco &#233; teratog&#233;nico, pelo que est&#225; contraindicado em mulheres em idade f&#233;rtil.<sup>3,8</sup></p>     <p>Outros f&#225;rmacos t&#234;m sido utilizados em ensaios cl&#237;nicos, n&#227;o tendo ainda aprova&#231;&#227;o para o tratamento desta patologia, entre os quais: talidomida, griseofulvina, ciclosporina, dapsona, sulfasalazina, metronidazol, azatioprina, itraconazol, micofenolato de mofetilo, fenito&#237;na, ciclofosfamida, interfer&#227;o e hidroxicloroquina. A efic&#225;cia e efeitos laterais s&#227;o vari&#225;veis.<sup>6,8-9</sup></p>     <p>A griseofulvina mostrou melhorias clinicamente significativas num estudo com 44 doentes, duplamente cego, controlado com placebo em que foi utilizada a dose de 500mg/dia, tendo-se verificado uma melhoria de 91,6% no grupo de tratamento e uma melhoria de 20,8% no grupo de controlo. Nos estudos realizados com esta subst&#226;ncia n&#227;o foram reportados efeitos laterais significativos.<sup>10</sup></p>     <p>Os anti-histam&#237;nicos orais podem ser &#250;teis para o controlo do prurido.<sup>8</sup></p>     <p>O l&#237;quen plano &#233; uma doen&#231;a pouco frequente pelo que a descri&#231;&#227;o deste caso pretende alertar o m&#233;dico de fam&#237;lia para esta patologia e real&#231;ar a import&#226;ncia da comunica&#231;&#227;o via ALERT&#174; ou via outros instrumentos de eficaz articula&#231;&#227;o entre os cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios e secund&#225;rios. Este caso &#233; um exemplo em que essa articula&#231;&#227;o de cuidados permitiu um diagn&#243;stico e orienta&#231;&#227;o terap&#234;utica atempada. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <p>1. Barreiro D, Santiago LM. Motivos de consulta em medicina geral e familiar no distrito de Coimbra no ano de 2010 (Reasons for clinical encounter in general practice/family medicine in 2010 in Central Portugal). Rev Port Med Geral Fam. 2013;29(4):236-43. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>2. Gorouhi F, Davari P, Fazel N. Cutaneous and mucosal lichen planus: a comprehensive review of clinical subtypes, risk factors, diagnosis, and prognosis. Scientific World J. 2014;2014:ID742826.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361142&pid=S2182-5173201600020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Usatine RP, Tinitigan M. Diagnosis and treatment of lichen planus. Am Fam Physician. 2011;84(1):53-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361144&pid=S2182-5173201600020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Fitzpatrick T, Johnson R, Wolff K, Suurmond D. Dermatologia: atlas e texto. 5&#170; ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361146&pid=S2182-5173201600020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9788577260072</p>     <!-- ref --><p>5. Shengyuan L, Songpo Y, Wen W, Wenjing T, Haitao Z, Binyou W. Hepatitis C virus and lichen planus: a reciprocal association determined by a meta-analysis. Arch Dermatol. 2009;145(9):1040-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361148&pid=S2182-5173201600020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Asch S, Goldenberg G. Systemic treatment of cutaneous lichen planus: an update. Cutis. 2011;87(3):129-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361150&pid=S2182-5173201600020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Le Cleach L, Chosidow O. Clinical practice: lichen planus. N Engl J Med. 2012;366(8):723-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361152&pid=S2182-5173201600020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Goldstein B, Goldstein A, Mostow E. Lichen planus. UpToDate. 2014 Feb 4. Available from: <a href="http://www.uptodate.com/contents/lichen-planus" target="_blank">http://www.uptodate.com/contents/lichen-planus</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361154&pid=S2182-5173201600020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9. Cribier B, Frances C, Chosidow O. Treatment of lichen planus: an evidence-based medicine analysis of efficacy. Arch Dermatol. 1998;134(12):1521-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361155&pid=S2182-5173201600020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Fazel N. Cutaneous lichen planus: a systematic review of treatments. J Dermatolog Treat. 2015;26(3):280-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361157&pid=S2182-5173201600020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Ana Sofia Nunes Pereira de Sousa e Silva</p>     <p>R. Jos&#233; Augusto Castro, 98-2&#186;A, 4150-002 Porto</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:sofiasousaesilva@gmail.com">sofiasousaesilva@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 09-06-2015</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 30-01-2016</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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