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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fenómeno de Raynaud do mamilo em mulheres a amamentar: relato de três casos clínicos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Raynaud's phenomenon results from recurrent vasospasm in acral areas of the body in response to cold or emotional stress. It is characterized by pain, paresthesia, and skin colour changes, affecting most frequently the fingers and toes. Raynaud's phenomenon is an underdiagnosed cause of nipple pain and cessation of breastfeeding. Case 1: A 39-year-old woman, G2P1 with a eutocic preterm delivery and a history of systemic lupus erythematosus, complained of episodes of intense bilateral nipple pain from the second postpartum week. The pain was associated with a triphasic colour change of the skin of the nipple skin during and after breastfeeding. The diagnosis of Raynaud's phenomenon was made based on the history and after the performance of a provocative test causing the prompt onset of the symptoms and signs. The patient began treatment with nifedipine and was asymptomatic within 4 weeks. Case 2: A 30-year-old patient, G1P1 with a eutocic delivery at term, with no previous medical history, was seen because of episodes of pain in the right breast caused by breastfeeding. They were accompanied by blanching of the skin of the nipple with subsequent cyanosis followed by hyperemia. The patient refused medication. The use of an electric breast electric pump resulted in resolution of her symptoms. Case 3: A 30-year-old women, G1P1, had a dystocic delivery at term requiring application of the vacuum extractor. She was a smoker and had food and pollen allergies but no other relevant medical history. She presented with severe, bilateral, intermittent nipple pain caused by breastfeeding and accompanied by a triphasic change in nipple colour. Due to her disabling symptoms and without significant relief from local nipple care, she stopped breastfeeding before trying pharmacological treatment. Comment: Raynaud's phenomenon of the nipple is a treatable cause of pain during breastfeeding. It should be recognized and treated as early as possible to prevent cessation of breastfeeding.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fenómeno de Raynaud]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS BREVES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Fen&#243;meno de Raynaud do mamilo em mulheres a amamentar: relato de tr&#234;s casos cl&#237;nicos</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Raynaud&#8217;s phenomenon of the nipple in breastfeeding women: a report of three cases</b></font></p>     <p><b>Arnaldo Abrantes,<sup>1</sup> Dusan Djokovic,<sup>2</sup> Catarina Bastos,<sup>3</sup> Patrizia Veca<sup>4</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>M&#233;dico interno de Medicina Geral e Familiar - Unidade de Sa&#250;de Familiar do Dafundo - ACES Oeiras e Lisboa Ocidental</p>     <p><sup>2</sup>M&#233;dico interno de Ginecologia e Obstetr&#237;cia, Doutor em Biomedicina, Hospital S&#227;o Francisco e Xavier, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental</p>     <p><sup>3</sup>M&#233;dica interna de Medicina Geral e Familiar - Unidade de Sa&#250;de Familiar da Sobreda - ACES Almada e Seixal</p>     <p><sup>4</sup>M&#233;dica especialista de Ginecologia e Obstetr&#237;cia - Hospital S&#227;o Francisco e Xavier, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o:</b> O fen&#243;meno de Raynaud resulta de vasoespasmo recorrente nas extremidades do corpo em resposta ao frio ou stress emocional. Manifesta-se clinicamente com dor, parestesias e altera&#231;&#227;o da cor da pele, afectando mais frequentemente os dedos das m&#227;os e p&#233;s. O fen&#243;meno de Raynaud do mamilo &#233; uma causa subestimada de dor mamilar e abandono de aleitamento materno.</p>     <p><b>Caso 1:</b> Mulher de 39 anos, G2P1 (parto pr&#233;-termo eut&#243;cico), com antecedentes pessoais de l&#250;pus eritematoso sist&#233;mico, iniciou epis&#243;dios de dor mamilar bilateral intensa desde a segunda semana p&#243;s-parto, associada a altera&#231;&#227;o trif&#225;sica da colora&#231;&#227;o do mamilo durante e ap&#243;s a amamenta&#231;&#227;o. O diagn&#243;stico do fen&#243;meno de Raynaud foi estabelecido com base na hist&#243;ria cl&#237;nica e ap&#243;s a realiza&#231;&#227;o de teste de provoca&#231;&#227;o com reprodu&#231;&#227;o imediata de sintomas e sinais. A doente foi medicada com nifedipina, tornando-se assintom&#225;tica ap&#243;s quatro semanas de tratamento.</p>     <p><b>Caso 2:</b> Doente de 30 anos, G1P1 (parto de termo eut&#243;cico), com antecedentes pessoais irrelevantes, foi observada por epis&#243;dio doloroso provocado por amamenta&#231;&#227;o no seio direito, caracterizados ainda por palidez mamilar, cianose e hiperemia subsequentes. A senhora recusou tratamento farmacol&#243;gico. No entanto, a utiliza&#231;&#227;o de bombas de esvaziamento mam&#225;rio resultou em resolu&#231;&#227;o de sintomatologia mamila descrita.</p>     <p><b>Caso 3:</b> Mulher de 31 anos, G1P1 (parto de termo dist&#243;cico com aplica&#231;&#227;o de ventosa), fumadora, com alergias alimentares e ao p&#243;len, sem outros antecedentes pessoais relevantes, iniciou dor mamilar bilateral, intensa e intermitente, provocada por amamenta&#231;&#227;o e acompanhada com altera&#231;&#227;o trif&#225;sica da colora&#231;&#227;o mamilar. Por sintomatologia altamente incapacitante, sem al&#237;vio significativo com cuidados locais propostos, suspendeu a amamenta&#231;&#227;o antes de tentativa de tratamento farmacol&#243;gico.</p>     <p><b>Coment&#225;rio:</b> O fen&#243;meno de Raynaud do mamilo &#233; uma causa trat&#225;vel de dor durante a amamenta&#231;&#227;o. Sendo a causa comum do abandono da amamenta&#231;&#227;o, deve ser reconhecido e tratado precocemente.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Fen&#243;meno de Raynaud; Dor Mamilar; Amamenta&#231;&#227;o.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Raynaud&#8217;s phenomenon results from recurrent vasospasm in acral areas of the body in response to cold or emotional stress. It is characterized by pain, paresthesia, and skin colour changes, affecting most frequently the fingers and toes. Raynaud&#8217;s phenomenon is an underdiagnosed cause of nipple pain and cessation of breastfeeding.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Case 1:</b> A 39-year-old woman, G2P1 with a eutocic preterm delivery and a history of systemic lupus erythematosus, complained of episodes of intense bilateral nipple pain from the second postpartum week. The pain was associated with a triphasic colour change of the skin of the nipple skin during and after breastfeeding. The diagnosis of Raynaud&#8217;s phenomenon was made based on the history and after the performance of a provocative test causing the prompt onset of the symptoms and signs. The patient began treatment with nifedipine and was asymptomatic within 4 weeks.</p>     <p><b>Case 2: </b>A 30-year-old patient, G1P1 with a eutocic delivery at term, with no previous medical history, was seen because of episodes of pain in the right breast caused by breastfeeding. They were accompanied by blanching of the skin of the nipple with subsequent cyanosis followed by hyperemia. The patient refused medication. The use of an electric breast electric pump resulted in resolution of her symptoms.</p>     <p><b>Case 3:</b> A 30-year-old women, G1P1, had a dystocic delivery at term requiring application of the vacuum extractor. She was a smoker and had food and pollen allergies but no other relevant medical history. She presented with severe, bilateral, intermittent nipple pain caused by breastfeeding and accompanied by a triphasic change in nipple colour. Due to her disabling symptoms and without significant relief from local nipple care, she stopped breastfeeding before trying pharmacological treatment.</p>     <p><b>Comment:</b> Raynaud&#8217;s phenomenon of the nipple is a treatable cause of pain during breastfeeding. It should be recognized and treated as early as possible to prevent cessation of breastfeeding.</p>     <p><b>Keywords:</b> Raynaud&#8217;s Phenomenon; Nipple Pain; Breastfeeding.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>O fen&#243;meno de Raynaud (FR) foi descrito pela primeira vez em 1862 por Maurice Raynaud como um vasoespasmo intermitente dos pequenos vasos do sistema arterial, afectando principalmente as arter&#237;olas nos dedos de m&#227;os e p&#233;s.<sup>1</sup> Hoje &#233; considerado frequente, com preval&#234;ncia global de 3-12,5% em homens,<sup>2</sup> 6-20% em mulheres<sup>2</sup> e mais de 20% na subpopula&#231;&#227;o feminina em idade f&#233;rtil.<sup>3</sup> Apesar de manifestar-se mais tipicamente nas extremidades dos membros superiores e inferiores, o FR observa-se com frequ&#234;ncia vari&#225;vel em outras regi&#245;es anat&#243;micas, incluindo nariz, ouvidos, mamilo, circula&#231;&#227;o coron&#225;ria ou gastrointestinal, p&#233;nis e placenta.<sup>1,4</sup> O vasoespasmo das arter&#237;olas causa isquemia transit&#243;ria, clinicamente manifestada por palidez cut&#226;nea, sendo seguida por cianose da regi&#227;o afectada (desoxigena&#231;&#227;o do sangue venoso) e rubor/eritema subsequente (vasodilata&#231;&#227;o reflexa).<sup>1</sup> A altera&#231;&#227;o trif&#225;sica da colora&#231;&#227;o da pele &#233; usualmente associada a dor, sensa&#231;&#227;o de queimadura ou outras parestesias. O vasoespasmo &#233; mais comumente desencadeado por temperaturas ambientais baixas, mas outros eventos precipitantes foram relatados, nomeadamente stress emocional.<sup>5</sup></p>     <p>De acordo com v&#225;rios estudos, este fen&#243;meno doloroso representa uma causa importante do abandono da amamenta&#231;&#227;o,<sup>1,3,6</sup> que oferece benef&#237;cios comprovados ao n&#237;vel da nutri&#231;&#227;o e protec&#231;&#227;o imunol&#243;gica do lactente e refor&#231;a a liga&#231;&#227;o m&#227;e-filho.<sup>6-7</sup> A hipogalactia surge como o principal motivo, seguida da dor mamilar como segunda causa mais frequente de abandono precoce da amamenta&#231;&#227;o. At&#233; 96% das pu&#233;rperas que amamentam experienciam dor mamilar e, por consequ&#234;ncia, uma percentagem significativa ir&#225; substituir a amamenta&#231;&#227;o pelo biber&#227;o.<sup>8-9</sup> As principais causas de dor mamilar s&#227;o: ingurgitamento mam&#225;rio fisiol&#243;gico ou patol&#243;gico, dermatite at&#243;pica, dermatite al&#233;rgica ou de contacto, trauma mamilar, infec&#231;&#227;o mamilar secund&#225;ria a <i>Staphilococcus aureus</i> ou a <i>Candida albicans</i> e o FR mamilar<sup>1</sup> (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n2/32n2a09f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O FR mamilar &#233; uma entidade patol&#243;gica subdiagnosticada. Geralmente n&#227;o &#233; reconhecido por m&#233;dicos assistentes e, portanto, n&#227;o especificamente tratado, embora a medica&#231;&#227;o com nifedipina possa proporcionar um controlo favor&#225;vel dos sintomas. Com o presente artigo apresentamos tr&#234;s casos de FR do mamilo em mulheres a amamentar.</p>     <p><b>Caso cl&#237;nico 1</b></p>     <p><b>Identifica&#231;&#227;o:</b> D.T., sexo feminino, 39 anos, natural da S&#233;rvia, a viver em Portugal desde h&#225; dois anos. Licenciada, actualmente desempregada, vive em uni&#227;o de facto com o companheiro em casa pr&#243;pria. Trata-se de uma fam&#237;lia nuclear, de classe m&#233;dia de <i>Graffar</i> e no est&#225;dio II do Ciclo Duvall. </p>     <p><b>Antecedentes obst&#233;tricos:</b> Gesta 2 para 1 (interrup&#231;&#227;o de gravidez volunt&#225;ria com curetagem uterina, sem intercorr&#234;ncias, aos 25 anos; gesta&#231;&#227;o evolutiva sem complica&#231;&#245;es, concebida espontaneamente aos 38 anos de idade, com parto pr&#233;-termo eut&#243;cico &#224;s 35 semanas e cinco dias). </p>     <p><b>Antecedentes pessoais:</b> Diagnosticada aos 24 anos com l&#250;pus eritematoso sist&#233;mico (LES), com seguimento em consulta de reumatologia, medicada com prednisolona (10mg 1x/dia) e sulfato de hidroxicloroquina (200mg 1x/dia), apresentando-se clinicamente est&#225;vel. Sem outras patologias conhecidas.</p>     <p><b>Antecedentes familiares:</b> Irrelevantes.</p>     <p><b>Doen&#231;a actual:</b> Um m&#234;s depois do parto, a doente recorreu ao servi&#231;o de urg&#234;ncia obst&#233;trica/ginecol&#243;gica por epis&#243;dios de dor mamilar bilateral intensa desde a segunda semana p&#243;s-parto, associada a altera&#231;&#227;o trif&#225;sica da colora&#231;&#227;o do mamilo (branco-azul-vermelho) durante e ap&#243;s a amamenta&#231;&#227;o. Referiu como factor de agravamento os locais frios e de al&#237;vio os locais quentes. Estava a realizar aleitamento materno exclusivo, mas tencionava abandonar a amamenta&#231;&#227;o por intensas queixas &#225;lgicas. Por incapacidade de observar o mamilo durante a amamenta&#231;&#227;o (recorreu sem ser acompanhada por lactente) e ainda a n&#227;o variabilidade de temperatura no gabinete m&#233;dico, procedeu-se a um teste de provoca&#231;&#227;o, atrav&#233;s da coloca&#231;&#227;o de uma compressa humidificada com &#225;gua fria sobre o mamilo. Durante a realiza&#231;&#227;o do teste houve o desencadear da dor, embora com menor intensidade e, no instante ap&#243;s a remo&#231;&#227;o da compressa, observou-se descolora&#231;&#227;o (palidez) do mamilo, seguida de hiperemia (<a href="#f2">Figura 2</a>). Foi medicada com nifedipina 5mg 3x/dia durante uma semana e posteriormente 1x/dia. Apresentou boa resposta, com redu&#231;&#227;o da frequ&#234;ncia das &#8220;crises&#8221; e sem queixas ap&#243;s quatro semanas de tratamento.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n2/32n2a09f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Caso cl&#237;nico 2</b></p>     <p><b>Identifica&#231;&#227;o:</b> A.M., mulher de 30 anos, portuguesa, licenciada, pertence a uma fam&#237;lia nuclear, de classe m&#233;dia de <i>Graffar</i> e no est&#225;dio II do Ciclo Duvall. </p>     <p><b>Antecedentes obst&#233;tricos:</b> Gesta 1 para 1 (gravidez espont&#226;nea aos 30 anos, sem intercorr&#234;ncias, com parto de termo eut&#243;cico dentro de &#225;gua &#224;s 40 semanas). </p>     <p><b>Antecedentes pessoais e familiares:</b> Irrelevantes. </p>     <p><b>Doen&#231;a actual:</b> Depois de divulga&#231;&#227;o do <i>caso cl&#237;nico</i> <i>1</i> entre os colegas e colaboradores do Hospital de S&#227;o Francisco Xavier/ACES Oeiras e Lisboa Ocidental, foi referenciada esta doente que apresentava epis&#243;dios de dor e descolora&#231;&#227;o do mamilo direito desde o segundo m&#234;s p&#243;s-parto. A doente associou o in&#237;cio de queixas com o in&#237;cio de &#233;poca mais fria do ano. Observou-se um epis&#243;dio doloroso provocado por amamenta&#231;&#227;o no seio direito, caracterizado por esbranquecimento cut&#226;neo mamilar que se mantinha durante quase uma hora, sendo seguido por curtas fases de cianose e hiperemia. A senhora recusou tratamento farmacol&#243;gico. Optou por utiliza&#231;&#227;o de bombas de esvaziamento mam&#225;rio, que resultou em franca redu&#231;&#227;o e, subsequentemente, em desaparecimento de sintomatologia mamilar referida.</p>     <p><b>Caso cl&#237;nico 3</b></p>     <p><b>Identifica&#231;&#227;o:</b> R.G., sexo feminino, 31 anos, portuguesa. Completou o ensino secund&#225;rio, desempregada, pertence a uma fam&#237;lia de classe m&#233;dia-baixa de <i>Graffar</i> e no est&#225;dio II do Ciclo Duvall.</p>     <p><b>Antecedentes obst&#233;tricos:</b> Gesta 1 para 1 (gravidez espont&#226;nea sem complica&#231;&#245;es, concebida aos 30 anos de idade, com parto de termo dist&#243;cico &#224;s 39 semanas e dois dias - aplica&#231;&#227;o de ventosa por paragem de trabalho de parto no per&#237;odo expulsivo).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Antecedentes pessoais:</b> Alergias alimentares (marisco) e ao p&#243;len. H&#225;bitos tab&#225;gicos (10-15 cigarros/dia). Sem outros antecedentes pessoais relevantes.</p>     <p><b>Antecedentes familiares:</b> Irrelevantes.</p>     <p><b>Doen&#231;a actual:</b> Iniciou amamenta&#231;&#227;o j&#225; no bloco de partos, com boa adapta&#231;&#227;o do rec&#233;m-nascido ao peito. Sem queixas relevantes at&#233; &#224; sexta semana p&#243;s-parto, altura em que inicia dor mamilar bilateral, intensa e intermitente (durante e at&#233; 15 minutos depois de amamenta&#231;&#227;o). N&#227;o se conseguiram identificar factores espec&#237;ficos de agravamento ou de al&#237;vio. De acordo com a informa&#231;&#227;o cl&#237;nica do m&#233;dico que referenciou a doente um m&#234;s ap&#243;s o in&#237;cio de sintomas, as queixas &#225;lgicas coincidiam com altera&#231;&#227;o trif&#225;sica da colora&#231;&#227;o mamilar (palidez-cianose-rubor). No entanto, por considerar a sintomatologia altamente incapacitante, sem al&#237;vio significativo com medidas terap&#234;uticas propostas (aquecimento, utiliza&#231;&#227;o de bombas el&#233;ctricas de esvaziamento), suspendeu a amamenta&#231;&#227;o antes de ser observada pela equipa. Apresentou-se na consulta assintom&#225;tica, com exame mam&#225;rio sem altera&#231;&#245;es.</p>     <p><b>Coment&#225;rio</b></p>     <p>Mulheres em idade f&#233;rtil apresentam um risco aumentado de desenvolver o FR devido, pelo menos parcialmente, &#224; resposta vasomotora exagerada associada &#224; eleva&#231;&#227;o dos n&#237;veis de estrog&#233;nios.<sup>1</sup> Os estrog&#233;nios aumentam a resposta do m&#250;sculo liso &#224; activa&#231;&#227;o dos &#945;2c-adrenoreceptores que, associado &#224; exposi&#231;&#227;o ao frio, induz a vasoconstri&#231;&#227;o intensa das art&#233;rias e arter&#237;olas cut&#226;neas. O stress emocional provoca a liberta&#231;&#227;o de norepinefrina pelo sistema nervoso simp&#225;tico, que se liga aos receptores adren&#233;rgicos vasculares sobre-regulados por estrog&#233;nios, podendo tamb&#233;m desencadear o FR. De facto, o pr&#243;prio ato de amamenta&#231;&#227;o &#233; considerado como situa&#231;&#227;o de stress emocional por um significativo n&#250;mero de pu&#233;rperas.<sup>1</sup></p>     <p>Apesar de haver poucos casos a relatar o FR do mamilo em m&#227;es a amamentar, uma revis&#227;o retrospectiva1 realizada por Barrett e colaboradores em 2013, incluiu 22 casos, utilizando crit&#233;rios diagn&#243;sticos propostos para o FR do mamilo (epis&#243;dios de dor mamilar moderada/intensa associada &#224; amamenta&#231;&#227;o e &#8805; dois dos seguintes crit&#233;rios: 1) altera&#231;&#227;o trif&#225;sica/bif&#225;sica da cor do mamilo, 2) sensibilidade ao frio ou altera&#231;&#245;es da cor dos m&#227;os/p&#233;s com o frio, 3) aus&#234;ncia de resposta ao tratamento com antif&#250;ngicos orais (<a href="#f3">Figura 3</a>). Maioria das mulheres inclu&#237;das (<i>n</i>=17 (77%)) iniciou os epis&#243;dios da dor mamilar nas primeiras duas semanas p&#243;s-parto. Todas referiram dor associada &#224; amamenta&#231;&#227;o, sendo que cinco (28%) referiram aumento da dor no in&#237;cio da amamenta&#231;&#227;o e 13 (72%) experienciaram dor antes, durante e ap&#243;s a amamenta&#231;&#227;o. A dor foi ainda descrita como moderada a severa, do tipo pontada ou facada. Relativamente aos presentes casos, as tr&#234;s mulheres referiram dor mamilar moderada a intensa, provocada pelo acto da amamenta&#231;&#227;o e com altera&#231;&#245;es bif&#225;sicas ou trif&#225;sicas da colora&#231;&#227;o do mamilo. Al&#233;m disso, duas das tr&#234;s mulheres reportaram agravamento da dor nos locais frios. Em todos os casos, rejeito-se clinicamente a hip&#243;tese de micose por sintomatologia estritamente intermitente, sem prurido, descama&#231;&#227;o ou outras altera&#231;&#245;es patognom&#243;nicas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n2/32n2a09f3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A anamnese e o exame objectivo s&#227;o essenciais para diagn&#243;stico do FR mamilar. A informa&#231;&#227;o confirmando exist&#234;ncia de um tratamento antif&#250;ngico oral pr&#233;vio, completo e sem sucesso &#233; valiosa, aumentando a probabilidade de tratar-se do FR. No entanto, nenhuma das tr&#234;s mulheres observadas apresentava um tratamento pr&#233;vio com antif&#250;ngico e, no caso de duas delas, o exame objectivo era aparentemente dentro da normalidade. Assim, foi efectuado um teste de provoca&#231;&#227;o <i>(caso cl&#237;nico 1)</i> com uma compressa de &#225;gua fria, que foi positivo, pois surgiu dor mamilar (embora menos intensa que habitual) e altera&#231;&#227;o bif&#225;sica da colora&#231;&#227;o do mamilo logo depois da remo&#231;&#227;o da compressa (Figura 2). No segundo caso, com exame f&#237;sico aparentemente sem altera&#231;&#245;es <i>(caso cl&#237;nico 3),</i> n&#227;o foi realizado o teste de provoca&#231;&#227;o por senhora j&#225; ter desistido da amamenta&#231;&#227;o. Pretende-se avaliar este teste de provoca&#231;&#227;o nos futuros casos de suspeita de FR como um m&#233;todo diagn&#243;stico complementar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como j&#225; referido na introdu&#231;&#227;o, a dor mamilar tem v&#225;rias etiologias e representa um risco para o abandono precoce da amamenta&#231;&#227;o, sendo por isso fundamental realizar um diagn&#243;stico precoce, correcto e tratamento imediato. O ingurgitamento mam&#225;rio patol&#243;gico ocorre mais frequentemente no 3.<sup>o</sup> - 5.<sup>o</sup> dia p&#243;s-parto, sendo caracterizado por um aumento de volume da mama, dor e &#225;reas difusas avermelhadas, edemaciadas e brilhantes.<sup>10</sup> Os mamilos tornam-se achatados, o que dificulta a pega do lactente, piorando ainda mais o ingurgitamento <i>(c&#237;rculo vicioso).</i> Uma dermatite at&#243;pica mamilar pode cursar com descama&#231;&#227;o e exsuda&#231;&#227;o da aur&#233;ola e mamilo, al&#233;m do prurido habitual. O tratamento depende da etiologia e em casos simples dever&#225; resolver os sintomas em menos de uma semana. Trauma mamilar por posicionamento e pega inadequada do lactente &#233; outra causa frequente de dor mamilar. O risco de traumatismo est&#225; nomeadamente aumentado em situa&#231;&#245;es como mamilos curtos/planos ou invertidos, disfun&#231;&#245;es orais da crian&#231;a, freio da l&#237;ngua excessivamente curto, suc&#231;&#227;o n&#227;o-nutritiva prolongada e uso incorrecto de bombas de extrac&#231;&#227;o de leite.<sup>10</sup> Finalmente, a dor rubor, edema e mamilar, podem ter etiologia infecciosa. A infec&#231;&#227;o causada por <i>Staphilococcus aureus</i> geralmente ocorre sobre um mamilo lesionado, enquanto a infec&#231;&#227;o puerperal da mama por <i>Candida albicans</i> costuma ocorrer na presen&#231;a de mamilos h&#250;midos e com lacera&#231;&#245;es, podendo ser superficial ou atingir ductos lact&#237;feros. O uso de antibi&#243;ticos pr&#233;vios, contraceptivos orais, ester&#243;ides, candid&#237;ase vaginal ou o uso de chupeta contaminada aumenta o risco de candid&#237;ase. A infec&#231;&#227;o mamilar f&#250;ngica manifesta-se tipicamente por prurido e dor nos mamilos, tipo queimadura ou picadas, persistente ap&#243;s as mamadas. O exame f&#237;sico costuma revelar os mamilos edemaciados, eritematosos e brilhantes. O lactente frequentemente apresenta crostas brancas orais que devem ser distinguidas das crostas de leite.<sup>10</sup> &#201; de import&#226;ncia fundamental destacar que, em muitos casos, a dor mamilar tem uma etiologia multifactorial.<sup>11</sup> Por exemplo, num doente com dermatite at&#243;pica pode-se paralelamente desenvolver o FR e ainda instalar infec&#231;&#227;o a <i>Candida albicans</i> (Figura 1B). O tratamento deve ser dirigido a todas as causas presentes. De acordo com Heller e seus colaboradores,<sup>11</sup> o estabelecimento do diagn&#243;stico do FR n&#227;o &#233;, na maioria das vezes, raz&#227;o para excluir outras causas de dor mamilar, embora o fen&#243;meno possa representar o factor que contribui predominantemente &#224;s queixas &#225;lgicas da doente. Por outo lado, se o tratamento antimicrobiano e/ou terap&#234;utica de dermatite at&#243;pica n&#227;o melhoram o quadro cl&#237;nico de dor e intoler&#226;ncia ao frio, deve-se considerar o FR mamilar como um mecanismo fisiopatol&#243;gico concomitante.</p>     <p>Aquando do diagn&#243;stico correcto de FR mamilar, as doentes com dor mamilar podem melhorar notavelmente se aconselhadas a evitar temperaturas frias, usar t&#233;cnicas para manter as mamas e mamilos quentes e evitar subst&#226;ncias vasoconstritoras como a cafe&#237;na e nicotina.<sup>1</sup> A nifedipina, um antagonista dos canais de c&#225;lcio aprovado pela Academia Americana de Pediatria para o uso materno durante a amamenta&#231;&#227;o, funciona como vasodilatador e representa a farmacoterapia de primeira linha para o FR mamilar.<sup>12-13</sup> No estudo retrospectivo de Barrett,<sup>1</sup> a medica&#231;&#227;o com nifedipina melhorou significativamente os sintomas do FR mamilar e foi, em geral, bem tolerada. Especificamente, 10 em 15 mulheres (67%) medicadas com este vasodilatador reportaram uma diminui&#231;&#227;o ou resolu&#231;&#227;o da dor mamilar, como a doente tratada com nifedipina <i>(caso cl&#237;nico 1).</i> Das outras cinco mulheres, duas n&#227;o notaram melhorias, enquanto tr&#234;s mulheres interromperam o tratamento por surgimento dos efeitos secund&#225;rios. No entanto, estas mulheres apresentaram melhoria sintom&#225;tica evitando o uso de subst&#226;ncias vasoconstritoras e com cuidados locais, incluindo as t&#233;cnicas de aquecimento.</p>     <p>Recomenda-se prescri&#231;&#227;o de uma formula&#231;&#227;o de liberta&#231;&#227;o lenta de nifedipina com posologia de 30-60mg/dia. O tratamento pode durar de duas semanas at&#233; ao fim do per&#237;odo de amamenta&#231;&#227;o. A medica&#231;&#227;o com nifedipina exige que as doentes sejam avisadas sobre os efeitos adversos deste medicamento, nomeadamente n&#225;useas, hipotens&#227;o, taquicardia, cefaleias e tonturas. Se a doente experienciar algum efeito lateral, recomenda-se redu&#231;&#227;o da dose di&#225;ria at&#233; 10mg. Adicionalmente, as doentes devem ser tranquilizadas relativamente &#224; seguran&#231;a desta modalidade terap&#234;utica. A nifedipina apenas passa para o leite materno em baixas doses, &lt;5% da dose materna.<sup>14</sup></p>     <p>Resumindo, o FR do mamilo deve ser considerado em mulheres que se apresentam com dor mamilar durante a amamenta&#231;&#227;o. O diagn&#243;stico pode ser facilitado utilizando os crit&#233;rios propostos por Barrett e seus colaboradores. O reconhecimento precoce desta entidade patol&#243;gica e tratamento adequado, que se baseia nos cuidados locais, evic&#231;&#227;o de vasoconstritores e farmacoterapia com nifedipina, podem ajudar a prevenir o abandono da amamenta&#231;&#227;o devido &#224;s queixas &#225;lgicas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Barrett ME, Heller MM, Stone HF, Murase JE. Raynaud phenomenon of the nipple in breastfeeding mothers: an underdiagnosed cause of nipple pain. JAMA Dermatol. 2013;149(3):300-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361251&pid=S2182-5173201600020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Goundry B, Bell L, Langtree M, Moorthy A. Diagnosis and management of Raynaud&#8217;s phenomenon. BMJ. 2012;344:e289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361253&pid=S2182-5173201600020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Lawlor-Smith L, Lawlor-Smith C. Vasospasm of the nipple-a manifestation of Raynaud&#8217;s phenomenon: case reports. BMJ. 1997;314(7081):644-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361255&pid=S2182-5173201600020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Morino C, Winn SM. Raynaud&#8217;s phenomenon of the nipples: an elusive diagnosis. J Hum Lact. 2007;23(2):191-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361257&pid=S2182-5173201600020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Flavahan NA. A vascular mechanistic approach to understanding Raynaud phenomenon. Nat Rev Rheumatol. 2015;11(3):146-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361259&pid=S2182-5173201600020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Anderson JE, Held N, Wright K. Raynaud&#8217;s phenomenon of the nipple: a treatable cause of painful breastfeeding. Pediatrics. 2004;113(4):e360-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361261&pid=S2182-5173201600020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Neville MC, Anderson SM, McManaman JL, Badger TM, Bunik M, Contractor N, et al. Lactation and neonatal nutrition: defining and refining the critical questions. J Mammary Gland Biol Neoplasia. 2012;17(2):167-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361263&pid=S2182-5173201600020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Morland-Schultz K, Hill PD. Prevention of and therapies for nipple pain: a systematic review. J Obstet Gynecol Neonatal Nurs. 2005;34(4):428-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361265&pid=S2182-5173201600020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Ziemer MM, Paone JP, Schupay J, Cole E. Methods to prevent and manage nipple pain in breastfeeding women. West J Nurs Res. 1990;12(6):732-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361267&pid=S2182-5173201600020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Giugliani ER. (Common problems during lactation and their management). J Pediatr (Rio J). 2004;80(5 Suppl):S147-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361269&pid=S2182-5173201600020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Heller MM, Fullerton-Stone H, Murase JE. Caring for new mothers: diagnosis, management and treatment of nipple dermatitis in breastfeeding mothers. Int J Dermatol. 2012;51(10):1149-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361271&pid=S2182-5173201600020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Garrison CP. Nipple vasospasms, Raynaud&#8217;s syndrome, and nifedipine. J Hum Lact. 2002;18(4):382-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361273&pid=S2182-5173201600020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>13. Wu M, Chason R, Wong M. Raynaud&#8217;s phenomenon of the nipple. Obstet Gynecol. 2012;119(2 Pt 2):447-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361275&pid=S2182-5173201600020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Kinlay JR, O&#8217;Connell DL, Kinlay S. Incidence of mastitis in breastfeeding women during the six months after delivery: a prospective cohort study. Med J Aust. 1998;169(6):310-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361277&pid=S2182-5173201600020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Dusan Djokovic</p>     <p>Av. Defensores de Chaves, 75 - 3.<sup>o</sup> - 1000-114 Lisboa</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:dusan.d.djokovic@gmail.com">dusan.d.djokovic@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Agradecimento</b></p>     <p>Agradecemos a colabora&#231;&#227;o da Sra. Enfermeira Maria de F&#225;tima Cardoso Esteves (Unidade de Cuidados na Comunidade - ACES Lisboa Ocidental e Oeiras) no recrutamento das pu&#233;rperas a amamentar para eventual inclus&#227;o nesta apresenta&#231;&#227;o de casos cl&#237;nicos. </p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p>As doentes deram o seu consentimento para a publica&#231;&#227;o de este artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 10-06-2015</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 09-02-2016</b></p>      ]]></body><back>
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