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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CLUBE DE LEITURA</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Aleitamento materno e progress&#227;o para diabetes mellitus tipo 2 ap&#243;s diabetes gestacional</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Lactation and progression to type 2 diabetes mellitus after gestational diabetes mellitus</b></font></p>     <p><b>Ros&#225;rio Mendon&#231;a e Moura*, Ana Correia de Oliveira</b>*</p>     <p>*M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar, USF S&#227;o Jo&#227;o do Porto</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Gunderson EP, Hurston SR, Ning X, Lo JC, Crites Y, Walton D, et al. Lactation and progression to type 2 diabetes mellitus after gestational diabetes mellitus: a prospective cohort study. Ann Intern Med. 2015;163(12):889-98.</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A diabetes gestacional (DG) &#233; um dist&#250;rbio da toler&#226;ncia &#224; glicose que afeta 5-9% das gravidezes nos Estados Unidos, aumentando sete vezes o risco de evolu&#231;&#227;o para diabetes mellitus (DM) tipo 2. </p>     <p>O aleitamento materno &#233; um comportamento modific&#225;vel que melhora o metabolismo lip&#237;dico e da glicose, aumentando a sensibilidade &#224; insulina e tendo m&#250;ltiplos efeitos metab&#243;licos ben&#233;ficos que se mant&#234;m mesmo ap&#243;s o desmame.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar destes benef&#237;cios, a evid&#234;ncia que o aleitamento materno previne a DM tipo 2 mant&#233;m-se inconclusiva, particularmente na DG.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>Foi realizado um estudo de coorte, entre agosto de 2008 e dezembro de 2011 no norte da Calif&#243;rnia. O estudo <i>Study of women, infant feeding and type 2 diabetes after GDM pregnancy</i> (SWIFT) foi diversificado racial e etnicamente.</p>     <p>Estabeleceram-se como crit&#233;rios de elegibilidade o diagn&#243;stico de DG, n&#250;mero de semanas de gesta&#231;&#227;o na altura do parto igual ou superior a 35, idade materna entre os 20 e os 45 anos, sem hist&#243;ria pr&#233;via de diabetes e aus&#234;ncia de doen&#231;as graves. Os investigadores classificaram a intensidade do aleitamento materno no in&#237;cio e a sua dura&#231;&#227;o no <i>follow-up </i>de 1.035 mulheres com DG. A intensidade do aleitamento foi classificada como aleitamento materno exclusivo (s&#243; leite materno, sem f&#243;rmula, comida ou outros l&#237;quidos), maioritariamente aleitamento materno (inferior a 177ml de f&#243;rmula/24h), maioritariamente f&#243;rmula (superior a 500ml de f&#243;rmula/24h), misto (entre 177ml a 500ml de f&#243;rmula), padr&#227;o de amamenta&#231;&#227;o inconsistente ou f&#243;rmula exclusiva desde nascimento (sem amamenta&#231;&#227;o materna ou inferior a tr&#234;s semanas). Estas fizeram a prova toler&#226;ncia oral &#224; glicose no in&#237;cio do estudo e anualmente, durante dois anos. Foram ainda recolhidos dados antropom&#233;tricos (peso, altura, per&#237;metro abdominal) e feitos question&#225;rios validados sobre dieta, depress&#227;o, atividade f&#237;sica. Foram recolhidos dados sociodemogr&#225;ficos, m&#233;dicos e reprodutivos e perinatais.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A intensidade do aleitamento materno das seis &#224;s nove semanas no per&#237;odo p&#243;s-parto foi inversamente proporcional ao &#237;ndice de massa corporal na gravidez e &#224;s admiss&#245;es nas unidades de cuidados intensivos neonatais, mas n&#227;o ao tratamento da DG, ganho ponderal durante a gravidez, gravidade da intoler&#226;ncia &#224; glicose pr&#233;-natal ou hist&#243;ria de s&#237;ndroma de ov&#225;rio poliqu&#237;stico. A intensidade do aleitamento materno entre as seis e as nove semanas p&#243;s-parto esteve diretamente associada com a dura&#231;&#227;o do aleitamento materno.</p>     <p>A maior intensidade do aleitamento materno foi associada a menores taxas de incid&#234;ncia de DM. A maior dura&#231;&#227;o do aleitamento materno (&gt;2 a 5 meses, 5-10 meses e &gt;10 meses comparado com 0 a 2 meses) foi tamb&#233;m associada, independentemente, com menores taxas de incid&#234;ncia de DM.</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>Este estudo prospetivo avaliou tanto a dura&#231;&#227;o como a intensidade do aleitamento materno e a avalia&#231;&#227;o anual de DM tipo 2 ap&#243;s DG, providenciando evid&#234;ncia robusta do papel do aleitamento materno na preven&#231;&#227;o da DM em mulheres jovens. </p>     <p>Das 1.010 mulheres eleg&#237;veis, a mediana do <i>follow-up</i> foram 1,8 anos, tendo este sido considerado pelos autores como a maior limita&#231;&#227;o do estudo. Foi observada uma redu&#231;&#227;o de 36% para 57% na incid&#234;ncia de DM tipo 2 em dois anos com a maior intensidade e dura&#231;&#227;o do aleitamento materno, independentemente da obesidade, toler&#226;ncia &#224; glicose gestacional e <i>outcomes</i> perinatais que alteram a lactog&#233;nese.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A altera&#231;&#227;o do peso materno p&#243;s-parto apenas mediou ligeiramente a associa&#231;&#227;o aleitamento-DM. Este estudo demonstrou que outros mecanismos para al&#233;m da perda ponderal est&#227;o presentes. Verificou-se tamb&#233;m uma associa&#231;&#227;o inversa entre a intensidade do aleitamento e o perfil lip&#237;dico, glic&#237;dico e resist&#234;ncia &#224; insulina.</p>     <p>Os investigadores demonstraram que a intensidade e dura&#231;&#227;o do aleitamento materno foram protetores na incid&#234;ncia de DM independentemente dos fatores de risco (caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas, status metab&#243;lico pr&#233;-natal, <i>outcomes</i> perinatais e estilo de vida), n&#227;o sendo explicados pela perda ponderal p&#243;s-parto.</p>     <p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>     <p>A Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida, mantendo-se juntamente com a diversifica&#231;&#227;o alimentar at&#233; aos dois anos.<sup>1</sup> J&#225; a <i>American Academy of Pediatrics</i> recomenda, nesse sentido, o aleitamento materno exclusivo at&#233; aos seis meses; dos seis meses at&#233; um ano de idade deve-se manter o aleitamento materno, introduzindo s&#243;lidos e, a partir dessa idade, a continua&#231;&#227;o do mesmo se desej&#225;vel para a m&#227;e e para o beb&#233;.<sup>2</sup> As vantagens da m&#227;e amamentar s&#227;o in&#250;meras: prote&#231;&#227;o contra os cancros da mama e do ov&#225;rio e contra a osteoporose, regress&#227;o do tamanho do &#250;tero, perda de peso, entre outras.<sup>3</sup> Espera-se aumentar em, pelo menos, 50% a taxa de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida at&#233; 2025.<sup>4</sup></p>     <p>A DG define-se como uma intoler&#226;ncia aos hidratos de carbono, de grau vari&#225;vel, que &#233; diagnosticada ou reconhecida pela primeira vez na gravidez.<sup>5</sup> As mulheres com DG constituem um grupo de risco aumentado para o desenvolvimento de diabetes, nomeadamente DM tipo 2.5 A preval&#234;ncia da DG em Portugal, no ano de 2014, foi de 6,7%, alertando para os riscos e implica&#231;&#245;es nestas mulheres.6 De acordo com os investigadores, as mulheres com DG t&#234;m sete vezes maior probabilidade de vir a desenvolver diabetes tipo 2.</p>     <p>At&#233; &#224; data, poucos foram os estudos que relacionaram o aleitamento materno e a evolu&#231;&#227;o para DM tipo 2 nas mulheres com DG e os seus resultados t&#234;m sido inconclusivos. Sabe-se que o aleitamento materno pode ser dificultado em mulheres com DG, pois tanto a diabetes como a obesidade podem atrasar a lactog&#233;nese.<sup>7</sup> No entanto, a produ&#231;&#227;o de leite materno altera o metabolismo e aumenta o gasto energ&#233;tico em 15-25%, diminuindo a concentra&#231;&#227;o de glicose no sangue e aumentando a lip&#243;lise.<sup>7</sup></p>     <p>Neste estudo, os investigadores conclu&#237;ram que quanto maior a intensidade do aleitamento materno maior a redu&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de diabetes nas mulheres ao fim de dois anos. Tamb&#233;m quanto maior a dura&#231;&#227;o do aleitamento materno, maior o decl&#237;nio da incid&#234;ncia de diabetes nas mulheres.</p>     <p>Assim, tanto a intensidade como a dura&#231;&#227;o do aleitamento materno est&#227;o associadas, independentemente, &#224; diminui&#231;&#227;o da incid&#234;ncia de DM tipo 2 ao fim de dois anos ap&#243;s DG. </p>     <p>Segundo os autores, o seguimento deste estudo foi de apenas dois anos, sendo a maior das suas limita&#231;&#245;es. A perda ponderal p&#243;s-parto n&#227;o teve um efeito significativo na associa&#231;&#227;o da lacta&#231;&#227;o com a DM.</p>     <p>Esta evid&#234;ncia recente mostra tamb&#233;m a import&#226;ncia do aleitamento materno em mulheres com DG, apesar de este ser inerentemente mais dif&#237;cil nestas mulheres. Mais estudos devem ser feitos principalmente com <i>follow-up</i> de maior dura&#231;&#227;o de forma a determinar a dura&#231;&#227;o do benef&#237;cio nas mulheres.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em suma, &#233; necess&#225;rio que os profissionais de sa&#250;de fa&#231;am todos os esfor&#231;os educando para a sa&#250;de e incentivando a amamenta&#231;&#227;o como parte da preven&#231;&#227;o da diabetes. Os benef&#237;cios para o beb&#233; s&#227;o amplamente divulgados, mas s&#227;o tamb&#233;m in&#250;meros os benef&#237;cios para a m&#227;e.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. World Health Organization. 10 Facts on breastfeeding (Internet). Geneva: WHO; 2015 (cited 2016 Jan 27). Available from: <a href="http://www.who.int/features/factfiles/breastfeeding/facts/en/" target="_blank">http://www.who.int/features/factfiles/breastfeeding/facts/en/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361490&pid=S2182-5173201600020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. National Institute of Child Health and Human Development. What are the recommendations for breastfeeding? (Internet)). National Institutes of Health; 2013 Dec 19 (cited 2016 Jan 27). Available from: <a href="https://www.nichd.nih.gov/health/topics/breastfeeding/conditioninfo/Pages/recommendations.aspx" target="_blank">https://www.nichd.nih.gov/health/topics/breastfeeding/conditioninfo/Pages/recommendations.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361491&pid=S2182-5173201600020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. <a href="http://www.leitematerno.org" target="_blank">Leite materno.org</a>. Porqu&#234; amamentar? (Internet). <a href="http://www.leitematerno.org" target="_blank">Leite materno.org</a>; 2005 (updated 2011 Nov 13; cited 2016 Jan 27). Available from: <a href="http://www.leitematerno.org/porque.htm" target="_blank">http://www.leitematerno.org/porque.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361492&pid=S2182-5173201600020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. World Health Organization. Breastfeeding: the goal (Internet). Geneva: WHO (cited 2016 Jan 27). Available from: <a href="http://www.who.int/nutrition/global-target-2025/infographic_breastfeeding.pdf?ua=1" target="_blank">http://www.who.int/nutrition/global-target-2025/infographic_breastfeeding.pdf?ua=1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361493&pid=S2182-5173201600020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Diagn&#243;stico e conduta da diabetes gestacional: circular normativa n&#186; 007/2011, de 31/01/2011. Lisboa: DGS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361494&pid=S2182-5173201600020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Observat&#243;rio Nacional da Diabetes. Diabetes: factos e n&#250;meros (Relat&#243;rio anual do Observat&#243;rio Nacional da Diabetes). Lisboa: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361496&pid=S2182-5173201600020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Gunderson EP. Breastfeeding after gestational diabetes pregnancy: subsequent obesity and type 2 diabetes in women and their offspring. Diabetes Care. 2007;30 Suppl 2:S161-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361498&pid=S2182-5173201600020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflitos de interesse</b></p>     <p>As autoras declaram n&#227;o ter conflito de interesses.</p>     <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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