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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CLUBE DE LEITURA</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Suplementa&#231;&#227;o com ferro na gravidez: haver&#225; benef&#237;cios cl&#237;nicos?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Daily oral iron supplementation during pregnancy: are there any benefits?</b></font></p>     <p><b>Ana Carlota Dias*, Catarina Mariano Leal*, Catarina Viegas Dias*, Paulo Faria de Sousa**</b></p>     <p>*M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Dafundo</p>     <p>**M&#233;dico Interno de Medicina Geral e Familiar. USF Alphamouro.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Pe&#241;a-Rosas JP, De-Regil LM, Garcia-Casal MN, Dowswell T. Daily oral iron supplementation during pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2015 Jul 22;7:CD004736.</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A preval&#234;ncia mundial da anemia na gravidez foi estimada em cerca de 38,2% em 2011, sendo a anemia ferrop&#233;nica a mais prevalente. Os efeitos negativos da anemia na gravidez incluem baixo peso ao nascer, parto pr&#233;-termo e aumento da morbimortalidade materna. Estudos pr&#233;vios sugerem que a suplementa&#231;&#227;o com ferro reduz anemia na gravidez, parto e p&#243;s-parto, mas a maioria desses estudos foca-se em <i>outcomes</i> laboratoriais e pouco orientados para a cl&#237;nica. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectivo</b></p>     <p>Esta revis&#227;o sistem&#225;tica e meta-an&#225;lise pretende avaliar os efeitos da suplementa&#231;&#227;o oral di&#225;ria com ferro em mulheres gr&#225;vidas, isolada ou em conjunto com &#225;cido f&#243;lico ou outras vitaminas e minerais, como uma interven&#231;&#227;o de sa&#250;de p&#250;blica em cuidados pr&#233;-natais.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>Foi feita uma pesquisa exaustiva e detalhada em diversas bases de dados de ensaios cl&#237;nicos (<i>Cochrane Central Register of Controlled Trials,</i> MEDLINE, Ovid, CINAHL), bem como em plataformas de ensaios cl&#237;nicos em curso ou n&#227;o publicados da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS) e outras organiza&#231;&#245;es relevantes. Foram selecionados ensaios cl&#237;nicos aleatorizados ou semialeatorizados que avaliavam os efeitos da suplementa&#231;&#227;o di&#225;ria de ferro isolado ou com vitaminas e minerais (&#225;cido f&#243;lico ou outras). Estas interven&#231;&#245;es foram comparadas com placebo ou com os mesmos suplementos sem ferro e/ou &#225;cido f&#243;lico.</p>     <p>A avalia&#231;&#227;o da qualidade metodol&#243;gica dos estudos foi realizada com recurso aos crit&#233;rios <i>Cochrane</i> por dois investigadores de forma independente. Para a avalia&#231;&#227;o da evid&#234;ncia foi utilizada uma classifica&#231;&#227;o internacional de qualidade de evid&#234;ncia &#8211; GRADE.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Foram inclu&#237;dos 61 estudos na revis&#227;o sistem&#225;tica, sendo que 41 deles contribu&#237;ram com dados para a meta-an&#225;lise, envolvendo um total de 43.264 mulheres gr&#225;vidas. Os estudos encontrados eram de qualidade baixa a moderada. Em rela&#231;&#227;o &#224; compara&#231;&#227;o principal (suplementos com ferro <i>vs</i> sem ferro ou placebo), houve uma redu&#231;&#227;o do risco de anemia materna no final da gravidez em 70% (RR de 0,30 (IC 0,19-0,46)). Verificou-se tamb&#233;m uma diminui&#231;&#227;o do risco de anemia ferrop&#233;nica materna no final da gravidez (RR 0,33 (IC 0,16-0,69)) e de defici&#234;ncia em ferro no final da gravidez (RR 0,43 (IC 0,27-0,66)).</p>     <p>Ainda na compara&#231;&#227;o principal, n&#227;o houve diferen&#231;a evidente entre os grupos relativamente a anemia grave no 2&#186; e 3&#186;T, infe&#231;&#245;es maternas, mortalidade materna ou efeitos secund&#225;rios. No entanto, as gr&#225;vidas que receberam suplementa&#231;&#227;o com ferro tinham um maior risco de valores de hemoconcentra&#231;&#227;o (Hb &gt; 13,0g/dL) durante e no final da gravidez.</p>     <p>Nos <i>outcomes</i> cl&#237;nicos verificou-se uma redu&#231;&#227;o de risco <i>borderline</i> de rec&#233;m-nascidos com baixo peso &#224; nascen&#231;a (8,4% <i>vs</i> 10,3%, RR 0,84 (95% IC 0,69-1,03)) e de partos pr&#233;-termo (RR 0,93 (95% IC 0,84-1,03)). Nenhum destes resultados foi estatisticamente significativo.</p>     <p>N&#227;o houve nenhuma diferen&#231;a evidente entre os grupos relativamente a mortalidade materna, neonatal ou anomalias cong&#233;nitas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>COMENT&#193;RIO</b></p>     <p>O novo Programa Nacional de Vigil&#226;ncia para a Gravidez de Baixo Risco da Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de (DGS), publicado em dezembro de 2015, introduziu a recomenda&#231;&#227;o de realizar suplementa&#231;&#227;o com ferro durante a gravidez. No entanto, n&#227;o &#233; claro quando e a quem iniciar esta suplementa&#231;&#227;o ou quais as situa&#231;&#245;es que a contraindicam.<sup>1-2</sup></p>     <p>Em termos internacionais n&#227;o h&#225; consenso sobre este tema: a <i>United States Preventive Services Task Force</i> (USPSTF) e o <i>National Institute for Health and Care Excellence</i> (NICE) n&#227;o preconizam esta suplementa&#231;&#227;o, mas a OMS recomenda a suplementa&#231;&#227;o com ferro desde o in&#237;cio da gravidez (baseando-se na revis&#227;o sistem&#225;tica da <i>Cochrane</i> de 2012).<sup>3-6</sup> Esta discrep&#226;ncia motivou este coment&#225;rio &#224; atualiza&#231;&#227;o da revis&#227;o sistem&#225;tica da <i>Cochrane,</i> publicada em julho de 2015.</p>     <p>Iniciamos a nossa an&#225;lise pela qualidade metodol&#243;gica da revis&#227;o sistem&#225;tica. Do ponto de vista metodol&#243;gico n&#227;o encontramos falhas graves que comprometam a confian&#231;a nos resultados. Em rela&#231;&#227;o ao estudos encontrados, o grande n&#250;mero de participantes adiciona robustez aos resultados. Por outro lado, a maioria dos estudos inclu&#237;dos &#233; de baixa qualidade, apresenta fraquezas metodol&#243;gicas substanciais que podem influenciar os resultados obtidos (principalmente devido a vieses de oculta&#231;&#227;o e de aloca&#231;&#227;o).</p>     <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; compara&#231;&#227;o principal (suplementos com ferro <i>vs</i> sem ferro ou placebo) verificou-se uma redu&#231;&#227;o significativa do risco quase exclusivamente em <i>outcomes</i> laboratoriais, como a anemia materna (<i>Number Needed to Treat</i> (NNT) de 4,4), d&#233;fice de ferro (NNT de 5) e anemia por d&#233;fice de ferro no final da gravidez (NNT 11,4). As restantes compara&#231;&#245;es est&#227;o de acordo com estes resultados. Mais relevantes para a nossa pr&#225;tica s&#227;o os <i>outcomes</i> cl&#237;nicos (como mortalidade materna, necessidade de transfus&#245;es, morte neonatal, parto pr&#233;-termo e baixo peso &#224; nascen&#231;a, entre outros) e nestes n&#227;o foram constatados benef&#237;cios significativos.</p>     <p>Quanto aos danos da interven&#231;&#227;o encontrou-se um aumento do risco de hemoconcentra&#231;&#227;o (<i>Number Needed to Harm</i> (NNH) de 7 na compara&#231;&#227;o principal), que pode estar associada a <i>outcomes</i> obst&#233;tricos negativos, incluindo parto pr&#233;-termo, baixo peso ao nascer e pr&#233;-ecl&#226;mpsia.</p>     <p>Relativamente aos efeitos adversos, descritos como n&#225;useas, v&#243;mitos, obstipa&#231;&#227;o ou diarreia, a qualidade da evid&#234;ncia era muito baixa e a maioria dos estudos n&#227;o os reportava devidamente. Das v&#225;rias compara&#231;&#245;es realizadas, a que demonstrou maior risco de efeitos adversos foi a compara&#231;&#227;o ferro + &#225;cido f&#243;lico <i>vs</i> placebo (NNH de 4,8). Ainda que n&#227;o possamos saber qual a verdadeira preval&#234;ncia de efeitos adversos, &#233; prov&#225;vel que seja mais elevada do que a reportada nestes estudos. Al&#233;m disso, a dose m&#225;xima tolerada parece ser de 45mg/dia de ferro oral (sendo que a DGS recomenda 30-60mg/dia) e a associa&#231;&#227;o de ferro e &#225;cido f&#243;lico dispon&#237;vel em Portugal cont&#233;m 90mg de ferro.</p>     <p>Os autores da revis&#227;o interpretam os resultados como sendo favor&#225;veis &#224; suplementa&#231;&#227;o com ferro pelos seus efeitos ben&#233;ficos, ressalvando que estes efeitos s&#227;o menos evidentes no que na revis&#227;o de 2012 do mesmo tema.<sup>6</sup> Al&#233;m disso, o benef&#237;cio traduziu-se apenas em par&#226;metros laboratoriais (anemia materna, anemia ferrop&#233;nica, reservas de ferro). Dada esta falta de benef&#237;cio em <i>outcomes</i> cl&#237;nicos orientados para o doente, &#233;-nos dif&#237;cil apoiar esta pr&#225;tica. Acresce a isto o facto dos efeitos adversos gastrointestinais serem provavelmente frequentes nas doses utilizadas e poderem afetar o bem-estar da gr&#225;vida.</p>     <p>A preval&#234;ncia de anemia ferrop&#233;nica na gravidez em Portugal n&#227;o &#233; conhecida. Existe apenas um estudo de preval&#234;ncia de anemia (EMPIRE), em processo de publica&#231;&#227;o, com uma reduzida amostra de gr&#225;vidas e algumas fraquezas metodol&#243;gicas, o que imp&#245;e cautela na interpreta&#231;&#227;o dos resultados.<sup>7</sup> Por outro lado, nesta revis&#227;o foram inclu&#237;dos estudos de &#225;reas com elevada preval&#234;ncia de anemia, sem que por isso se encontrassem benef&#237;cios. &#201; l&#237;cito questionar se a preval&#234;ncia de anemia dever&#225; ser um fator determinante na decis&#227;o de iniciar suplementa&#231;&#227;o universal com ferro.</p>     <p>Em 2014, cerca de 68% das gr&#225;vidas portuguesas tiveram uma consulta de sa&#250;de materna em cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios no primeiro trimestre. A vigil&#226;ncia adequada da gravidez pode ser uma oportunidade de rastrear a anemia e trat&#225;-la, ao inv&#233;s de suplementar preventivamente. Nas gr&#225;vidas com acesso dif&#237;cil aos cuidados de sa&#250;de poder&#225; considerar-se a suplementa&#231;&#227;o com ferro em casos selecionados, mas estes casos ser&#227;o provavelmente a exce&#231;&#227;o e n&#227;o a maioria.<sup>2</sup> Importa ainda salientar que, em gr&#225;vidas com valores elevados de hemoglobina e/ou fatores de risco para pr&#233;-ecl&#226;mpsia, a suplementa&#231;&#227;o com ferro pode relacionar-se com <i>outcomes</i> obst&#233;tricos negativos e n&#227;o deve ser aconselhada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A rela&#231;&#227;o benef&#237;cio/risco desta interven&#231;&#227;o n&#227;o parece suportar a decis&#227;o de suplementar com ferro. No entanto, temos ao nosso alcance medidas n&#227;o farmacol&#243;gicas para melhorar a sa&#250;de materna e neonatal, com um perfil de risco mais favor&#225;vel. Nomeadamente, a clampagem tardia (1-3 minutos) do cord&#227;o umbilical, que parece diminuir a hemorragia p&#243;s-parto e o aconselhamento alimentar, garantindo uma alimenta&#231;&#227;o diversificada e adequada &#224;s necessidades na gravidez.<sup>5-6</sup></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Pe&#241;a-Rosas JP, De-Regil LM, Garcia-Casal MN, Dowswell T. Daily oral iron supplementation during pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2015 Jul 22;7:CD004736.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361607&pid=S2182-5173201600020001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Programa nacional para a vigil&#226;ncia da gravidez de baixo risco (Internet). Lisboa: DGS; 2015. Available from: <a href="https://www.dgs.pt/em-destaque/programa-nacional-para-a-vigilancia-da-gravidez-de-baixo-risco.aspx" target="_blank">https://www.dgs.pt/em-destaque/programa-nacional-para-a-vigilancia-da-gravidez-de-baixo-risco.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361609&pid=S2182-5173201600020001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Cantor AG, Bougatsos C, Dana T, Blazina I, McDonagh M. Routine iron supplementation and screening for iron deficiency anemia in pregnancy: a systematic review for the U.S. Preventive Services Task Force. Ann Intern Med. 2015;162(8):566-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361610&pid=S2182-5173201600020001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. National Institute for Health and Care Excellence. Antenatal care for uncomplicated pregnancies: clinical guideline (Internet). London: NICE; 2008. Available from: <a href="http://www.rcpch.ac.uk/system/files/protected/page/Antenatal%20care%20for%20uncomplicated.pdf" target="_blank">http://www.rcpch.ac.uk/system/files/protected/page/Antenatal%20care%20for%20uncomplicated.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361612&pid=S2182-5173201600020001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. World Health Organization. Daily iron and folic acid supplementation in pregnant women: guideline. Geneva: WHO; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361613&pid=S2182-5173201600020001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789241501996</p>     <!-- ref --><p>6. Pe&#241;a-Rosas JP, De-Regil LM, Dowswell T, Viteri FE. Daily oral iron supplementation during pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2012;12:CD004736.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361615&pid=S2182-5173201600020001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Fonseca C, Marques F, Nunes AR, Belo A, Brilhante D, Cortez J. Prevalence of anaemia and iron deficiency in Portugal: the EMPIRE Study. Intern Med J. 2016 Feb 3. doi: 10.1111/imj.13020.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361617&pid=S2182-5173201600020001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> (Epub ahead of print)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflitos de interesse</b></p>     <p>Os autores declaram n&#227;o ter conflito de interesses.</p>     <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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