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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Justi&#231;a social e lei dos cuidados inversos</b></font></p>     <p><b>Paula Broeiro*</b></p>     <p>*Directora da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Um estudo recente, realizado nos Estados Unidos e publicado na JAMA, revelou que rendimentos mais elevados parecem estar associados a maior longevidade; contudo, pouco se sabe sobre o mecanismo exato dessa associa&#231;&#227;o.<sup>1</sup> Apesar das limita&#231;&#245;es identificadas no estudo verificou-se que, relativamente &#224; esperan&#231;a de vida: esta aumentou de forma cont&#237;nua com o rendimento; a sua desigualdade em popula&#231;&#245;es de rendimentos diferentes aumentou nos &#250;ltimos anos; verifica-se grande varia&#231;&#227;o entre locais.<sup>1</sup> Esta varia&#231;&#227;o da esperan&#231;a de vida entre locais foi utilizada como uma lente para avaliar as teorias que revelam diferen&#231;as socioecon&#243;micas na longevidade, nomeadamente para compreender as caracter&#237;sticas dos indiv&#237;duos que vivem mais. Nas &#225;reas de baixo rendimento, a esperan&#231;a de vida esteve altamente correlacionada com comportamentos (tabagismo, obesidade e exerc&#237;cio) e n&#227;o correlacionada com medidas de quantidade e qualidade dos cuidados m&#233;dicos.<sup>1</sup> Um dado interessante foi que os indiv&#237;duos de baixo rendimento tendem a viver mais tempo em cidades com popula&#231;&#245;es altamente qualificadas e elevados rendimentos. Desconhece-se o mecanismo porque ocorre, questionando-se se comportamentos saud&#225;veis (e.g., publicidade) influenciem uma experi&#234;ncia mim&#233;tica.<sup>1</sup> A forte associa&#231;&#227;o entre a varia&#231;&#227;o geogr&#225;fica da esperan&#231;a de vida e comportamentos saud&#225;veis sugere que as interven&#231;&#245;es pol&#237;ticas devem concentrar-se na mudan&#231;a de comportamentos e na redu&#231;&#227;o das disparidades, o que pode exigir pol&#237;ticas locais.<sup>1</sup></p>     <p>Estes resultados v&#234;m confirmar o que os estudos epidemiol&#243;gicos do cancro j&#225; haviam demonstrado para a doen&#231;a oncol&#243;gica, o reflexo dos determinantes sociais de sa&#250;de na sobreviv&#234;ncia. Em Inglaterra e no Pa&#237;s de Gales, durante a d&#233;cada de oitenta, a sobrevida aos cinco anos para os indiv&#237;duos com cancro que viviam em &#225;reas mais carenciadas foi significativamente menor do que para os que residiam em &#225;reas mais abastadas.<sup>2</sup> Num estudo de Carnon e colaboradores, mulheres com cancro da mama, residentes em &#225;reas de baixo n&#237;vel socioecon&#243;mico, tiveram sobreviv&#234;ncia significativamente menor do que as residentes em &#225;reas ricas.<sup>3</sup> A associa&#231;&#227;o n&#227;o foi significativa entre priva&#231;&#227;o socioecon&#243;mica e fatores de progn&#243;stico tumoral (comprometimento axilar, grau de diferencia&#231;&#227;o histol&#243;gica, concentra&#231;&#227;o de recetor de estrog&#233;nio, estadio do tumor ou biologia).<sup>3</sup> S&#227;o, pois, necess&#225;rias outras explica&#231;&#245;es para as diferen&#231;as de sobreviv&#234;ncia, como: diversidade de tratamento, resposta do hospedeiro, tempo de vida com qualidade<sup>4</sup> ou se a elevada incid&#234;ncia e sobrevida de cancro em regi&#245;es desenvolvidas n&#227;o se deve ao sobrediagn&#243;stico (e.g., pr&#243;stata).<sup>4</sup></p>     <p>As diferen&#231;as em sa&#250;de relacionadas com o gradiente social tamb&#233;m se encontraram num estudo escoc&#234;s sobre multimorbilidade cujos autores conclu&#237;ram que esta n&#227;o era simplesmente uma consequ&#234;ncia cronol&#243;gica do envelhecimento &#8211; estava associada a determinantes sociais de sa&#250;de.<sup>5</sup> Metade das pessoas com multimorbilidade tinha idade inferior a 65 anos e, em &#225;reas carenciadas, esta ocorria cerca de 10 a 15 anos antes, existindo, nesta popula&#231;&#227;o, uma associa&#231;&#227;o frequente entre problemas f&#237;sicos e mentais, o que significa maior complexidade cl&#237;nica requerendo cuidado hol&#237;stico.<sup>5</sup></p>     <p>As evid&#234;ncias levam-nos a questionar as pol&#237;ticas e a aloca&#231;&#227;o de recursos em sa&#250;de quase quarenta anos ap&#243;s a Confer&#234;ncia de Alma-Alta (1978). Um estudo populacional recentemente publicado na <i>Lancet</i> veio revelar o efeito, a longo prazo, sobre a mortalidade, da remunera&#231;&#227;o por desempenho em cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (CSP). O objetivo do estudo foi verificar se o programa de pagamento por desempenho estava associado a redu&#231;&#227;o na mortalidade da popula&#231;&#227;o.<sup>6</sup> Comparando as altera&#231;&#245;es nas taxas de mortalidade, para as doen&#231;as inclu&#237;das no programa n&#227;o se verificou diminui&#231;&#227;o significativa.<sup>6</sup> No Reino Unido, o pagamento por desempenho parece n&#227;o ser um m&#233;todo eficaz para a melhoria da mortalidade da popula&#231;&#227;o, devendo o custo-efetividade do programa ser comparado com outras interven&#231;&#245;es.<sup>6</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo o Relat&#243;rio de Marmot, para se conseguir melhorar a sa&#250;de e bem-estar de todos e reduzir as desigualdades em sa&#250;de (<a href="#f1">Figura 1</a>), temos de conseguir dois objetivos pol&#237;ticos: 1) criar uma sociedade que permita maximizar o potencial individual e o potencial da comunidade e 2) fazer existir no centro de todas as pol&#237;ticas a garantia de justi&#231;a social e de sa&#250;de sustent&#225;vel.<sup>7</sup></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n3/32n3a01f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>As estrat&#233;gias pol&#237;ticas sugeridas por Marmot v&#234;m de encontro aos valores fundamentais da sa&#250;de p&#250;blica europeia que incluem os tr&#234;s grandes princ&#237;pios &#233;ticos: liberdade, igualdade e fraternidade. A solidariedade &#233; o valor moral que melhor define o conceito europeu de sa&#250;de p&#250;blica e &#233; expressa como o bem comum e a responsabilidade coletiva.<sup>8</sup> Considerando que a vulnerabilidade est&#225; associada a problemas de sa&#250;de, a &#233;tica da sa&#250;de p&#250;blica d&#225; especial &#234;nfase a &#225;reas carenciadas e &#224; redu&#231;&#227;o das desigualdades sociais.<sup>8</sup> Estes modelos de bem-fazer s&#227;o os que inspiraram o desenvolvimento de sistemas de sa&#250;de universais (e.g., portugu&#234;s e ingl&#234;s).<sup>8</sup> Contudo, devido &#224; crise econ&#243;mica, ao envelhecimento e &#224; tend&#234;ncia para o individualismo excessivo, os princ&#237;pios &#233;ticos europeus v&#234;m sendo contrariados pelas atuais l&#243;gicas de gest&#227;o inspiradas em princ&#237;pios &#233;ticos utilitaristas importados da escola americana.<sup>8</sup></p>     <p>Relativamente ao Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de (SNS), a OCDE reconheceu que Portugal possui um SNS com arquitetura robusta que, ao contr&#225;rio de muitos pa&#237;ses da OCDE, cobre todo o pa&#237;s.<sup>9</sup> A aparente bem-sucedida reforma dos CSP tornou assim&#233;tricos os cuidados em que apenas metade da popula&#231;&#227;o tem acesso a cuidados de qualidade superior.<sup>9</sup> Do ponto de vista da equidade &#233; necess&#225;ria uma reflex&#227;o estrat&#233;gica em torno do equil&#237;brio entre as unidades tradicionais de cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (UCSP) e as Unidades de Sa&#250;de da Fam&#237;lia (USF), de forma a garantir cuidados de alta qualidade a toda a popula&#231;&#227;o.<sup>9</sup> Com a reforma nacional dos CSP, contempor&#226;nea duma depress&#227;o no n&#250;mero de m&#233;dicos de fam&#237;lia e de uma grave crise econ&#243;mica, retornou-se &#224; lei dos cuidados inversos de Tudor-Hart que significa que <i>a disponibilidade de bons cuidados m&#233;dicos tende a variar inversamente com a necessidade da popula&#231;&#227;o abrangida.</i><sup>10</sup> A lei dos cuidados inversos n&#227;o &#233; uma lei natural, &#233; muito sens&#237;vel &#224;s for&#231;as do mercado<sup>10-11</sup> e &#233; o resultado de pol&#237;ticas que restringem o acesso a cuidados b&#225;sicos efetivos.<sup>11</sup> Em &#225;reas com maior carga de doen&#231;a, os m&#233;dicos de fam&#237;lia t&#234;m mais trabalho, listas maiores, menos suporte hospitalar do que nas &#225;reas mais saud&#225;veis.<sup>10</sup> Mesmo no Reino Unido, onde existe uma cobertura universal de m&#233;dicos de fam&#237;lia, verifica-se desigualdade na sua distribui&#231;&#227;o, uma vez que a coloca&#231;&#227;o &#233; baseada na dimens&#227;o da popula&#231;&#227;o e n&#227;o nas suas necessidades.<sup>11-12</sup> Mais, a lei dos cuidados inversos afeta diretamente a consulta, uma vez que os doentes e os problemas s&#227;o mais complexos e os m&#233;dicos menos preparados.<sup>11</sup> Embora os principais determinantes sociais da sa&#250;de operem fora dos cuidados de sa&#250;de, os cuidados de sa&#250;de podem mitigar os efeitos das m&#225;s condi&#231;&#245;es de sa&#250;de, reduzindo a gravidade e/ou retardando a progress&#227;o da doen&#231;a.<sup>12</sup></p>     <p>Em Portugal, nos CSP, a discuss&#227;o tem-se centrado na car&#234;ncia de m&#233;dicos de fam&#237;lia, mas torna-se necess&#225;rio um olhar atento sobre a contribui&#231;&#227;o de outros prestadores de sa&#250;de (e.g., enfermeiros). A complementaridade de fun&#231;&#245;es e compet&#234;ncias entre m&#233;dicos e enfermeiros, associada a um r&#225;cio equilibrado (enfermeiro/m&#233;dico) poderia trazer ganhos potencialmente relevantes na capacidade e qualidade da presta&#231;&#227;o de cuidados,<sup>9</sup> ao inv&#233;s de gastos com a subcontrata&#231;&#227;o de m&#233;dicos indiferenciados atrav&#233;s de empresas de presta&#231;&#227;o de servi&#231;os.</p>     <p>Retornando a Marmot,<sup>7</sup> as pol&#237;ticas de sa&#250;de devem garantir justi&#231;a social, visar a melhoria da sa&#250;de das popula&#231;&#245;es, capacitando a comunidade, investindo na melhoria das condi&#231;&#245;es de risco (desigualdades) e n&#227;o apenas no controlo de fatores de risco (cuidados de sa&#250;de).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Chetty R, Stepner M, Abraham S, Lin S, Scuderi B, Turner N, et al. The association between income and life expectancy in the United States, 2001-2014. JAMA. 2016;315(16):1750-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361657&pid=S2182-5173201600030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Coleman MP, Babb P, Sloggett A, Quinn M, De Stavola B. Socioeconomic inequalities in cancer survival in England and Wales. Cancer. 2001;91(1 Suppl):208-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361659&pid=S2182-5173201600030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Carnon AG, Ssemwogerere A, Lamont DW, Hole DJ, Mallon EA, George WD, et al. Relation between socioeconomic deprivation and pathological prognostic factors in women with breast cancer. BMJ. 1994;309(6961):1054-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361661&pid=S2182-5173201600030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Ferlay J, Soerjomataram I, Dikshit R, Eser S, Mathers C, Rebelo M, et al. Cancer incidence and mortality worldwide: sources, methods and major patterns in GLOBOCAN 2012. Int J Cancer. 2015;136(5):E359-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361663&pid=S2182-5173201600030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Barnett K, Mercer SW, Norbury M, Watt G, Wyke S, Guthrie B. Epidemiology of multimorbidity and implications for health care, research, and medical education: a cross-sectional study. Lancet. 2012;380(9836):37-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361665&pid=S2182-5173201600030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Ryan AM, Krinsky S, Kontopantelis E, Doran T. Long-term evidence for the eff ect of pay-for-performance in primary care on mortality in the UK: a population study. Lancet. 2016 May 17. doi: 10.1016/S0140-6736(16)00276-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361667&pid=S2182-5173201600030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Caan W. Fair society, healthy lives: timing is everything. BMJ. 2010;340:c1191.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361668&pid=S2182-5173201600030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Camps V, Hern&#225;ndez-Aguado I, Puyol A, Segura A. An ethics training specific for European public health. Public Health Rev. 2015;36:6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361670&pid=S2182-5173201600030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. OECD. OECD reviews of health care quality: Portugal 2015 (Internet). Paris: OECD; 2015. ISBN 9789264225985. Available from: <a href="http://www.oecd-ilibrary.org/content/book/9789264202054-en" target="_blank">http://www.oecd-ilibrary.org/content/book/9789264202054-en</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361672&pid=S2182-5173201600030000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>10. Hart JT. The inverse care law. Lancet. 1971;297(7696):405-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361673&pid=S2182-5173201600030000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Mercer SW, Guthrie B, Furler J, Watt GC, Hart JT. Multimorbidity and the inverse care law in primary care. BMJ. 2012;344:e4152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361675&pid=S2182-5173201600030000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. McLean G, Guthrie B, Mercer SW, Watt GC. General practice funding underpins the persistence of the inverse care law: cross-sectional study in Scotland. Br J Gen Pract. 2015;65(641):e799-805.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361677&pid=S2182-5173201600030000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p><a href="mailto:director@rpmgf.pt">director@rpmgf.pt</a></p>      ]]></body><back>
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