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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Sobre medicina paliativa: alguns aspectos relevantes para reflex&#227;o</b></font></p>     <p><b>Miguel Juli&#227;o, MD, MSc, PhD*</b></p>     <p>*M&#233;dico Paliativista, Professor Convidado da Faculdade de Medicina de Lisboa</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Os cuidados paliativos demonstraram j&#225; um benef&#237;cio efectivo no apoio &#224;s pessoas com doen&#231;a avan&#231;ada e incur&#225;vel e seus familiares ou cuidadores.</p>     <p>&#201; j&#225; conhecida a efic&#225;cia da medicina paliativa no al&#237;vio do sofrimento dos doentes, na melhoria da sua qualidade de vida e no aumento da satisfa&#231;&#227;o dos familiares.<sup>1</sup></p>     <p>Outro aspecto mais recente e que merece uma particular aten&#231;&#227;o &#233; o do aumento da sobrevida com o acompanhamento precoce em cuidados paliativos.</p>     <p>Com o intuito de compreender o efeito da introdu&#231;&#227;o de cuidados paliativos precocemente integrados no tratamento oncol&#243;gico <i>standard</i> de doentes com diagn&#243;stico recente de cancro do pulm&#227;o de n&#227;o-pequenas c&#233;lulas metast&#225;tico, Temel e seus colaboradores<sup>2</sup> desenvolveram um ensaio cl&#237;nico aleatorizado e controlado, n&#227;o ocultado. Cento e cinquenta e um doentes em seguimento ambulatorial com este diagn&#243;stico foram aleatorizados para receber cuidados paliativos precocemente integrados nos seus cuidados oncol&#243;gicos ou somente para receber cuidados oncol&#243;gicos. Os principais resultados do estudo mostraram que os doentes do grupo de cuidados paliativos precoces apresentaram valores superiores de qualidade de vida e bem-estar f&#237;sico e funcional comparando com o grupo controlo. A percentagem de doentes com sintomas depressivos ap&#243;s 12 semanas de seguimento foi menor no grupo com cuidados paliativos (16 <i>vs.</i> 38%; <i>p</i>=0,01), apesar de ter sido sobrepon&#237;vel a prescri&#231;&#227;o de f&#225;rmacos antidepressivos nos dois grupos. Por fim, apesar dos doentes com cuidados paliativos precoces terem sido submetidos a um menor n&#250;mero de tratamentos agressivos em fim de vida (33% <i>vs.</i> 54%; <i>p</i>=0,05), a sua sobrevida foi superior quando comparada com o grupo controlo (11,6 meses <i>vs.</i> 8,9 meses; <i>p</i>=0,02).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro estudo &#233; o de Bakitas <i>et al.,</i><sup>3</sup> ensaio cl&#237;nico aleatorizado e controlado que incluiu 207 doentes oncol&#243;gicos e que pretendeu estudar o impacto da introdu&#231;&#227;o de cuidados paliativos precoces (in&#237;cio do recrutamento) <i>versus</i> tardios (tr&#234;s meses ap&#243;s o recrutamento) durante a traject&#243;ria da sua doen&#231;a, em diversos resultados, como a qualidade de vida, o impacto dos sintomas, o humor, o uso de recursos hospitalares, o local de morte e a sobrevida a um ano. Os investigadores mostraram que a introdu&#231;&#227;o precoce de cuidados paliativos aumentava a sobrevida a um ano em 15%, apesar de n&#227;o ter sido verificada efic&#225;cia nos restantes resultados.</p>     <p>Outro termo frequentemente utilizado - quantas vezes de forma vaga de conte&#250;do - &#233; o de dignidade. O conceito de dignidade em fim de vida &#233; hoje mais intelig&#237;vel na pr&#225;tica cl&#237;nica di&#225;ria. Atrav&#233;s de investiga&#231;&#227;o qualitativa a doentes oncol&#243;gicos em fim de vida, Chochinov <i>et al.</i><sup>4</sup> constru&#237;ram um Modelo de Dignidade que objectiva de forma simples as &#225;reas do sofrimento relacionado com a perda de dignidade - preocupa&#231;&#245;es relacionadas com a doen&#231;a, recursos pessoais e sociais de dignidade. Deste modelo emergiram interven&#231;&#245;es simples de apoio &#224; dignidade - Cuidados Conservadores de Dignidade<sup>5</sup> - ou interven&#231;&#245;es mais espec&#237;ficas como a terapia da dignidade.<sup>6</sup> A terapia da dignidade &#233; uma interven&#231;&#227;o psicoterap&#234;utica breve que foi projectada para responder &#224; ang&#250;stia psicossocial e existencial de doentes em fim de vida, convidando-os a relatar e a discutir quest&#245;es de vida que lhes s&#227;o mais importantes, articulando-as para que sejam lembradas, ap&#243;s a morte que se aproxima. Estas discuss&#245;es e lembran&#231;as s&#227;o posteriormente transcritas e editadas num documento de legado final que, normalmente, &#233; entregue a familiares ou outros entes queridos, por decis&#227;o do doente.</p>     <p>Os resultados do &#250;ltimo ensaio cl&#237;nico aleatorizado, controlado e multic&#234;ntrico de Chochinov <i>et al.,</i><sup>7</sup> sobre a efic&#225;cia da terapia da dignidade em diversas &#225;reas do sofrimento em fim de vida face a duas outras interven&#231;&#245;es de suporte, mostraram que esta interven&#231;&#227;o aumentava o sentido de utilidade de vida, a qualidade de vida, o sentido de dignidade, melhorando a forma como a fam&#237;lia via e apreciava os seus familiares. A terapia da dignidade foi tamb&#233;m significativamente melhor na melhoria do bem-estar espiritual, na diminui&#231;&#227;o da depress&#227;o e na satisfa&#231;&#227;o p&#243;s-interven&#231;&#227;o.</p>     <p>Num ensaio cl&#237;nico aleatorizado e controlado portugu&#234;s,<sup>8</sup> numa amostra de 80 doentes com elevado sofrimento psicol&#243;gico seguidos em cuidados paliativos, a terapia da dignidade mostrou ser eficaz na redu&#231;&#227;o da depress&#227;o, ansiedade, desmoraliza&#231;&#227;o e desejo de antecipa&#231;&#227;o de morte, com um aumento da qualidade de vida e do sentido de dignidade. Outro resultado importante a retirar deste estudo foi o aumento discreto da sobrevida dos doentes alocados ao grupo de terapia da dignidade face ao grupo controlo.<sup>9</sup></p>     <p>Mais evid&#234;ncia tem emergido acerca de aspectos da experi&#234;ncia psicol&#243;gica em fim de vida. Em 75 doentes portugueses seguidos em cuidados paliativos, o desejo de antecipa&#231;&#227;o de morte clinicamente significativo foi encontrado em apenas 15 doentes. Neste grupo, o desejo de antecipa&#231;&#227;o de morte mostrou estar associado, de forma independente, a ser casado/vivendo junto (<i>odds ratio</i> (OR)=5,3), &#224; exist&#234;ncia de depress&#227;o (OR HADS-dep=8,3) e &#224; sonol&#234;ncia (OR=5,8). Dos 15 doentes com desejo de antecipa&#231;&#227;o de morte, 11 tinham diagn&#243;stico de epis&#243;dio depressivo <i>major,</i> utilizando a DSM-IV.<sup>10</sup> Suportando a evid&#234;ncia cient&#237;fica internacional,<sup>11</sup> os dados portugueses apresentados refor&#231;am que a tend&#234;ncia natural de cada pessoa - mesmo aquela acometida por uma doen&#231;a incur&#225;vel, progressiva e sintom&#225;tica - &#233; a de viver e que o desejo de antecipar a morte &#233; flutuante e que possui importantes factores desencadeantes subjacentes para os quais a medicina moderna e a sociedade possuem respostas eficazes de tratamento e interven&#231;&#227;o. Sobre este assunto, Chochinov escreve: <i>&#8220;Physicians whose patients disclose a wish to die must always be listening for underlying deep sorrow, the source of which may or may not be self-evident or readily accessible&#8221;.</i><sup>12</sup></p>     <p>Sabemos que existe ainda um nevoeiro envolvendo os cuidados paliativos e que este se adensa por diversos medos, estigmas, irracionalidades de v&#225;rias formas, vindas de v&#225;rios sentidos - dos profissionais de sa&#250;de, das estruturas acad&#233;micas, dos doentes e suas fam&#237;lias -, aumentando o evit&#225;vel sofrimento, aumentando a dor total, adensando, por exemplo, a suspei&#231;&#227;o incorrecta de que a medica&#231;&#227;o opi&#243;ide acelera a morte. Uma das solu&#231;&#245;es reside no esfor&#231;o - mesmo que gigantesco e demorado - da cria&#231;&#227;o de uma maior consci&#234;ncia colectiva e educa&#231;&#227;o.</p>     <p>O sofrimento humano &#233;, de facto, multidimensional. Sempre foi e sempre ser&#225;. A quest&#227;o &#233; que, actualmente, o sabemos para al&#233;m de uma mera afirma&#231;&#227;o ret&#243;rica.</p>     <p>Temos ainda a obriga&#231;&#227;o de persistir num caminho que busque um entendimento cada vez mais profundo do fen&#243;meno humano e da sua complexidade. N&#227;o podemos desistir de compreender e de descobrir como intervir em aspectos t&#227;o profundos da exist&#234;ncia humana como a vida, a morte e o seu natural percurso, os factores que a potenciam e debilitam. Desistir seria quase como negar antibioterapia perante um resultado cultural positivo para determinado microorganismo sens&#237;vel e cuja actividade provoca sintomas graves, incapacitantes e risco de morte.</p>     <p>&#201; necess&#225;ria, assim, uma altera&#231;&#227;o das nossas pr&#225;ticas e da nossa cultura individual e, sobretudo, colectiva. N&#227;o estou certo, a este ponto se a t&#243;nica deva ser colocada apenas nos cuidados paliativos, na sua melhoria e dissemina&#231;&#227;o. Mas, de facto, se estes fazem a diferen&#231;a para os doentes e seus familiares, <i>&#8220;e se mais cedo &#233; melhor, porqu&#234; esperar?&#8221;.</i><sup>13</sup> </p>     <p>O problema do envelhecimento e das doen&#231;as incapacitantes &#233; maior porque n&#227;o se resume apenas ao <i>eu que padece,</i> mas a um <i>n&#243;s que observa,</i> para al&#233;m da comunidade m&#233;dico-cient&#237;fica. Este &#233; um assunto mais lato, que nos atinge e responsabiliza como seres humanos. Somos e seremos todos chamados &#224; sua resolu&#231;&#227;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Zimmermann C, Riechelmann R, Krzyzanowska M, Rodin G, Tannock I. Effectiveness of specialized palliative care: a systematic review. JAMA. 2008;299(14):1698-709.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361800&pid=S2182-5173201600030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Temel JS, Greer JA, Muzikansky A, Gallagher ER, Admane S, Jackson VA, et al. Early palliative care for patients with metastatic non-small-cell lung cancer. N Engl J Med. 2010;363(8):733-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361802&pid=S2182-5173201600030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Bakitas MA, Tosteson TD, Li Z, Lyons KD, Hull JG, Li Z, et al. Early versus delayed initiation of concurrent palliative oncology care: patient outcomes in the ENABLE III randomized controlled trial. J Clin Oncol. 2015;33(13):1438-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361804&pid=S2182-5173201600030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Chochinov HM, Hack T, McClement S, Kristjanson L, Harlos M. Dignity in the terminally ill: a developing empirical model. Soc Sci Med. 2002;54(3):433-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361806&pid=S2182-5173201600030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5. Chochinov HM. Dignity-conserving care: a new model for palliative care - helping the patient feel valued. JAMA. 2002;287(17):2253-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361808&pid=S2182-5173201600030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Chochinov HM, Hack T, Hassard T, Kristjanson LJ, McClement S, Harlos M. Dignity therapy: a novel psychotherapeutic intervention for patients near the end of life. J Clin Oncol. 2005;23(24):5520-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361810&pid=S2182-5173201600030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Chochinov HM, Kristjanson LJ, Breitbart W, McClement S, Hack TF, Hassard T, et al. Effect of dignity therapy on distress and end-of-life experience in terminally ill patients: a randomised controlled trial. Lancet Oncol. 2011;12(8):753-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361812&pid=S2182-5173201600030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Juli&#227;o M, Oliveira F, Nunes B, Vaz Carneiro A, Barbosa A. Efficacy of dignity therapy on depression and anxiety in Portuguese terminally ill patients: a phase II randomized controlled trial. J Palliat Med. 2014;17(6):688-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361814&pid=S2182-5173201600030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Juli&#227;o M, Nunes B, Barbosa A. Dignity therapy and its effect on the survival of terminally ill Portuguese patients. Psychother Psychosom. 2015;84(1):57-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361816&pid=S2182-5173201600030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>10. Juli&#227;o M, Barbosa A, Oliveira F, Nunes B. Prevalence and factors associated with desire for death in patients with advanced disease: results from a Portuguese cross-sectional study. Psychosomatics. 2013;54(5):451-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361818&pid=S2182-5173201600030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Balaguer A, Monforte-Royo C, Porta-Sales J, Alonso-Babarro A, Altisent R, Aradilla-Herrero A, et al. An international consensus definition of the wish to hasten death and its related factors. PLoS One. 2016;11(1):e0146184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361820&pid=S2182-5173201600030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Chochinov HM. Physician-assisted death in Canada. JAMA. 2016 Jan 19;315(3):253-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361822&pid=S2182-5173201600030000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Gomes B. Palliative care: if it makes a difference, why wait? J Clin Oncol. 2015;33(13):1420-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1361824&pid=S2182-5173201600030000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="mailto:migueljuliao@gmail.com">migueljuliao@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflitos de interesse</b></p>     <p>O autor declara n&#227;o ter qualquer conflito de interesses.</p>      ]]></body><back>
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