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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pentoxifilina no tratamento da úlcera venosa: uma revisão baseada na evidência]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To review the evidence for the efficacy and safety of pentoxifylline for the treatment of venous leg ulcers. Data sources: The MEDLINE database and the following evidence based medical sites: National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Practice Guidelines InfoBase, Guidelines Finder, Database of Abstracts of Reviews of Effectiveness - Centre for Reviews and Dissemination, Bandolier, and The Cochrane Library. Review methods: Clinical guidelines, systematic reviews, meta-analyses, and randomized controlled trials published between January 2003 and July 2015 in English, Portuguese and Spanish were collected using the MeSH terms: pentoxifylline and venous ulcers. The Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale of the American Academy of Family Physicians was used for assigning levels of evidence and the strength of recommendation. Results: Of the 51 articles found, six fulfilled the inclusion criteria and were selected for review. These included two clinical guidelines, one meta-analysis, one systematic review, and two clinical trials. A 400mg tablet of pentoxifylline taken three times a day increases the chance of healing of venous ulcers with or without compression. This drug is also cost effective in the treatment of chronic venous leg ulcers. The majority of adverse effects were gastrointestinal disturbances. Conclusions: These studies found pentoxifylline to be efficacious and cost effective in the treatment of chronic venous leg ulcers in adults. It can be used with compression bandaging but should also be considered for use in people unable to tolerate compression (Strength of Recommendation A - SOR A). Given the side effects reported, the optimal dose that combines efficacy and tolerability with maximal therapeutic adherence remains to be determined.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVIS&#213;ES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Pentoxifilina no tratamento da &#250;lcera venosa: uma revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Pentoxifylline for the treatment of venous leg ulcers: an evidence-based review</b></font></p>     <p><b>&#194;ngela Pinto Neves,<sup>1</sup> Ana Miranda,<sup>1</sup> Helena Martins,<sup>1</sup> Raquel Barradas<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar. Unidade de Sa&#250;de Familiar Lagoa, Unidade Local de Sa&#250;de de Matosinhos</p>     <p><sup>2</sup>M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar. Unidade de Sa&#250;de Familiar Caravela, Unidade Local de Sa&#250;de de Matosinhos</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivo:</b> Rever a evid&#234;ncia dispon&#237;vel acerca da efic&#225;cia e da seguran&#231;a da pentoxifilina no tratamento da &#250;lcera venosa cr&#243;nica dos membros inferiores, em idade adulta. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Fontes de dados:</b> MEDLINE e bases de dados de medicina baseada na evid&#234;ncia (<i>National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Practice Guidelines InfoBase, Guidelines Finder</i> da <i>National Electronic Library for Health</i> do NHS brit&#226;nico, <i>Database of Abstracts of Reviews of Effectiveness - Centre for Reviews and Dissemination, Bandolier</i> e <i>The Cochrane Library</i>).</p>     <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o:</b> Foi realizada uma pesquisa de artigos (normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica, meta-an&#225;lises, revis&#245;es sistem&#225;ticas e estudos originais), publicados entre janeiro de 2003 e julho de 2015 nas l&#237;nguas portuguesa, espanhola e inglesa, utilizando os termos MeSH <i>pentoxifylline</i> e <i>venous ulcers.</i> O n&#237;vel de evid&#234;ncia e a for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o, quando ausentes, foram atribu&#237;dos de acordo com os crit&#233;rios da escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy</i> (SORT), da <i>American Family Physician.</i></p>     <p><b>Resultados:</b> Foram identificados 51 artigos, seis dos quais de acordo com os crit&#233;rios de inclus&#227;o: duas normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica, uma meta-an&#225;lise, uma revis&#227;o sistem&#225;tica e dois ensaios cl&#237;nicos aleatorizados (ECA). A administra&#231;&#227;o de pentoxifilina por via oral na dose de 400mg, tr&#234;s vezes por dia, como adjuvante da terapia compressiva aumenta a probabilidade de cicatriza&#231;&#227;o da &#250;lcera venosa cr&#243;nica dos membros inferiores, sendo que o benef&#237;cio se mant&#233;m inclusive na aus&#234;ncia de terapia compressiva. O tratamento adjuvante com pentoxifilina oral apresenta elevada probabilidade de ser custo-efetivo. O uso de pentoxifilina associou-se a uma maior incid&#234;ncia de efeitos laterais gastrointestinais. </p>     <p><b>Conclus&#245;es:</b> Os resultados obtidos apresentam evid&#234;ncia robusta acerca da efic&#225;cia e custo-efetividade do uso da pentoxifilina no tratamento da &#250;lcera venosa cr&#243;nica dos membros inferiores na popula&#231;&#227;o adulta, como adjuvante da terapia compressiva ou isoladamente (<i>Strength of Recommendation A</i> - SOR A). Tendo em conta a import&#226;ncia dos efeitos laterais gastrointestinais, a investiga&#231;&#227;o futura dever&#225; incidir na determina&#231;&#227;o da posologia &#243;tima que facilite a ades&#227;o terap&#234;utica sem comprometer a efic&#225;cia e a seguran&#231;a do f&#225;rmaco. </p>     <p>Palavras-chave: Pentoxifilina; &#218;lcera Venosa.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Aim:</b> To review the evidence for the efficacy and safety of pentoxifylline for the treatment of venous leg ulcers. </p>     <p><b>Data sources:</b> The MEDLINE database and the following evidence based medical sites: <i>National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Practice Guidelines InfoBase, Guidelines Finder, Database of Abstracts of Reviews of Effectiveness - Centre for Reviews and Dissemination, Bandolier,</i> and <i>The Cochrane Library.</i></p>     <p><b>Review methods:</b>&nbsp;Clinical guidelines, systematic reviews, meta-analyses, and randomized controlled trials published between January 2003 and July 2015 in English, Portuguese and Spanish were collected using the MeSH terms: <i>pentoxifylline</i> and <i>venous ulcers.</i> The&nbsp;Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) scale of the&nbsp;American Academy of Family Physicians was used for assigning levels of evidence and the strength of recommendation.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results:</b> Of the 51 articles found, six fulfilled the inclusion criteria and were selected for review. These included two clinical guidelines, one meta-analysis, one systematic review, and two clinical trials. A 400mg tablet of pentoxifylline taken three times a day increases the chance of healing of venous ulcers with or without compression. This drug is also cost effective in the treatment of chronic venous leg ulcers. The majority of adverse effects were gastrointestinal disturbances.</p>     <p><b>Conclusions:</b> These studies found pentoxifylline to be efficacious and cost effective in the treatment of chronic venous leg ulcers in adults. It can be used with compression bandaging but should also be considered for use in people unable to tolerate compression (<i>Strength of Recommendation A</i> - SOR A). Given the side effects reported, the optimal dose that combines efficacy and tolerability with maximal therapeutic adherence remains to be determined.</p>     <p><b>Keywords:</b> Pentoxifylline; Venous Leg Ulcers.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A &#250;lcera cr&#243;nica constitui uma descontinuidade da barreira cut&#226;nea com atingimento da derme, com uma dura&#231;&#227;o superior a seis semanas ou com recorr&#234;ncias frequentes. Constitui um importante problema de sa&#250;de p&#250;blica que afeta cerca de 1% da popula&#231;&#227;o adulta, sobretudo a idosa.<sup>1-2</sup> As &#250;lceras venosas ou de estase s&#227;o as mais frequentes, correspondendo a 50 a 80% do total das &#250;lceras, consoante os estudos.<sup>1,3-5</sup> A sua alta preval&#234;ncia, bem como a sua natureza refrat&#225;ria associam-se a elevada morbilidade e mortalidade, com impacto significativo na qualidade de vida do doente e nos gastos em sa&#250;de.<sup>6-7</sup> Estima-se que, na Europa, os custos com os tratamentos destas feridas correspondam a cerca de 2% do or&#231;amento dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios.<sup>8</sup></p>     <p>As &#250;lceras venosas localizam-se frequentemente nas superf&#237;cies &#243;sseas, particularmente no mal&#233;olo medial, sendo muito t&#237;pica a sua recorr&#234;ncia no mesmo local. Estas apresentam uma superf&#237;cie irregular com tecido de granula&#231;&#227;o e fibrina na sua base. Associam-se a desconforto ou dor nos membros inferiores, edema, presen&#231;a de veias varicosas, dermatite de estase associada a hiperpigmenta&#231;&#227;o e a hemossiderose na pele envolvente e lipodermatosclerose.<sup>6</sup> Embora o diagn&#243;stico seja essencialmente cl&#237;nico, em caso de d&#250;vida ou necessidade de exclus&#227;o de isquemia (previamente &#224; institui&#231;&#227;o de terap&#234;utica compressiva) justifica-se a determina&#231;&#227;o do &#237;ndice tornozelo bra&#231;o e a realiza&#231;&#227;o de ecodoppler arterial.<sup>8-9</sup></p>     <p>A patofisiologia da &#250;lcera venosa &#233; complexa e multifatorial. A insufici&#234;ncia e a hipertens&#227;o venosas constituem fatores prim&#225;rios aos quais acrescem a imobilidade e a trombose venosa. Conjuntamente, estes fatores predisp&#245;em &#224; les&#227;o capilar com consequente dano endotelial que desencadeia fen&#243;menos de agrega&#231;&#227;o plaquet&#225;ria e edema intracelular que contribuem para a forma&#231;&#227;o e perpetua&#231;&#227;o da &#250;lcera. As &#250;lceras venosas podem estar associadas a complica&#231;&#245;es graves como celulite, osteomielite ou maligniza&#231;&#227;o.<sup>9-10</sup></p>     <p>Os objetivos do tratamento da &#250;lcera venosa s&#227;o reduzir o edema, promover a cicatriza&#231;&#227;o e prevenir as recorr&#234;ncias. Embora a terap&#234;utica compressiva local constitua a primeira linha de tratamento (SOR A), as op&#231;&#245;es de tratamento sist&#233;mico t&#234;m efic&#225;cia limitada e evid&#234;ncia n&#227;o estabelecida.<sup>6</sup> Consequentemente, muitas decis&#245;es terap&#234;uticas s&#227;o baseadas na experi&#234;ncia e prefer&#234;ncias m&#233;dicas individuais.<sup>11</sup> Pensa-se que a pentoxifilina, pelos seus efeitos vaso ativadores (melhorando a microcircula&#231;&#227;o e a oxigena&#231;&#227;o dos tecidos) e antiagregante plaquet&#225;rio, poder&#225; ser &#250;til no tratamento desta patologia em associa&#231;&#227;o com a terap&#234;utica compressiva ou isoladamente, embora nalguns relatos a sua utiliza&#231;&#227;o tenha sido controversa.<sup>1,7,12</sup></p>     <p>O objetivo deste trabalho &#233; rever a evid&#234;ncia dispon&#237;vel acerca da efic&#225;cia e da seguran&#231;a da pentoxifilina no tratamento da &#250;lcera venosa cr&#243;nica dos membros inferiores, em idade adulta.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>Foi realizada uma pesquisa de artigos (normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica, meta-an&#225;lises, revis&#245;es sistem&#225;ticas e estudos originais), publicados entre 1 de janeiro de 2003 e 15 de julho de 2015 nas bases de dados MEDLINE, <i>National Guideline Clearinghouse, Canadian Medical Association Practice Guidelines InfoBase, Guidelines Finder</i> da <i>National Electronic Library for Health</i> do NHS brit&#226;nico, <i>Database of Abstracts of Reviews of Effectiveness - Centre for Reviews and Dissemination, Bandolier, The Cochrane Library,</i> bem como refer&#234;ncias bibliogr&#225;ficas dos artigos selecionados. Foram utilizados os termos MeSH <i>pentoxifylline</i> e <i>venous ulcers.</i> A pesquisa foi limitada a artigos nas l&#237;nguas portuguesa, espanhola e inglesa.</p>     <p>Foram inclu&#237;dos estudos realizados na popula&#231;&#227;o adulta (idade superior a 18 anos) com &#250;lcera venosa cr&#243;nica dos membros inferiores (Popula&#231;&#227;o), com um grupo exposto &#224; terap&#234;utica com pentoxifilina (Interven&#231;&#227;o), comparativamente a um grupo placebo/aus&#234;ncia de tratamento (Comparador). O resultado medido <i>(Outcome)</i> foi a efic&#225;cia expressa em tempo at&#233; &#224; cicatriza&#231;&#227;o, bem como os efeitos laterais e a rela&#231;&#227;o custo-efetividade da terap&#234;utica.</p>     <p>Foram exclu&#237;dos estudos n&#227;o aleatorizados ou realizados em animais, bem como aqueles realizados em indiv&#237;duos com idade inferior a 18 anos, doentes portadores de &#250;lceras de etiologia n&#227;o venosa. Estudos duplicados ou j&#225; inclu&#237;dos na revis&#227;o sistem&#225;tica ou meta-an&#225;lise selecionada foram tamb&#233;m exclu&#237;dos. </p>     <p>O n&#237;vel de evid&#234;ncia e a for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o dos v&#225;rios artigos, quando ausente, foram atribu&#237;dos pelas autoras, de acordo com os crit&#233;rios da escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy </i>(SORT), da <i>American Family Physician.</i></p>     <p><b>Resultados </b></p>     <p>Foram encontrados 51 artigos, seis dos quais de acordo com os crit&#233;rios de inclus&#227;o: duas normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica, uma meta-an&#225;lise, uma revis&#227;o sistem&#225;tica e dois ECA. Todos os estudos est&#227;o sumarizados nos <a href="#q1">quadros I a V</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n3/32n3a06q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n3/32n3a06q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n3/32n3a06q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n3/32n3a06q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n3/32n3a06q5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica</b></p>     <p>As normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica da <i>Wound, Ostomy, and Continence Nurses Society</i><sup>13</sup> e da <i>Scottish Intercollegiate Guidelines Network</i><sup>5</sup> preconizam a administra&#231;&#227;o de pentoxifilina por via oral na dose de 400mg, tr&#234;s vezes por dia, como adjuvante da terap&#234;utica compressiva pelo seu efeito ben&#233;fico na cicatriza&#231;&#227;o das &#250;lceras venosas cr&#243;nicas dos membros inferiores (SOR A).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A administra&#231;&#227;o de pentoxifilina pode estar associada a intera&#231;&#245;es com os anti-inflamat&#243;rios n&#227;o esteroides. Apesar de o n&#250;mero de indiv&#237;duos que relataram efeitos adversos (maioritariamente gastrointestinais) ter sido superior no grupo de tratamento com pentoxifilina, a diferen&#231;a n&#227;o foi estatisticamente significativa. </p>     <p><b>2. Revis&#227;o sistem&#225;tica</b></p>     <p>Na revis&#227;o sistem&#225;tica<sup>1</sup> foram inclu&#237;dos 12 ECA, num total de 864 participantes adultos de v&#225;rias idades, com uma ou v&#225;rias &#250;lceras venosas dos membros inferiores e com uma dura&#231;&#227;o m&#233;dia de 26 meses. Onze estudos compararam a pentoxifilina com o placebo ou aus&#234;ncia de tratamento e um estudo comparou a pentoxifilina com o anticoagulante defibr&#243;tido. A terap&#234;utica compressiva foi utilizada em sete estudos com varia&#231;&#227;o do tipo de compress&#227;o utilizado. O m&#233;todo de diagn&#243;stico de &#250;lcera venosa diferiu entre os estudos que o reportaram. Todos os ensaios tentaram incluir apenas indiv&#237;duos com &#250;lcera de etiologia venosa, sendo que apenas um deles permitiu a inclus&#227;o de participantes com doen&#231;as concomitantes, como a diabetes <i>mellitus.</i> Em todos os ensaios, a pentoxifilina foi administrada por via oral na dose de 400mg, tr&#234;s vezes por dia.</p>     <p>O risco de vieses e o modo de descri&#231;&#227;o dos m&#233;todos foram muito vari&#225;veis. O procedimento de aleatoriza&#231;&#227;o foi explicitado em tr&#234;s estudos e a oculta&#231;&#227;o da aloca&#231;&#227;o descrita em apenas dois. Um estudo &#233; classificado como cego e oito como duplamente cegos, mas apenas quatro destes explicaram o m&#233;todo de oculta&#231;&#227;o; os restantes estudos n&#227;o a realizaram ou n&#227;o a mencionaram. Com exce&#231;&#227;o de dois, os restantes ensaios utilizaram dados objetivos que permitiriam o estabelecimento de compara&#231;&#245;es nos resultados. Um ensaio excluiu dois participantes da an&#225;lise final, seis n&#227;o registaram abandonos ou inclu&#237;ram-nos na an&#225;lise como fal&#234;ncias terap&#234;uticas. Nos restantes, todos os abandonos foram exclu&#237;dos da an&#225;lise.</p>     <p>Globalmente, o tratamento com pentoxifilina, com ou sem terap&#234;utica compressiva, associou-se a maior probabilidade de cicatriza&#231;&#227;o relativamente ao tratamento placebo (RR 1,70; IC 95% 1,30-2,24).</p>     <p>Na presen&#231;a concomitante de terap&#234;utica compressiva, o grupo de tratamento com pentoxifilina demonstrou maior probabilidade de cicatriza&#231;&#227;o relativamente ao tratamento placebo (RR 1,56; IC 95% 1,14-2,13), com um NNT calculado entre 3 e 11. Contudo, 64% da varia&#231;&#227;o entre os estudos foi devida &#224; heterogeneidade e n&#227;o ao acaso, a qual se deveu &#224; inclus&#227;o de participantes com &#250;lceras de dif&#237;cil cicatriza&#231;&#227;o. A an&#225;lise combinada deste subgrupo de participantes, com &#250;lceras de dif&#237;cil cicatriza&#231;&#227;o (total de 264 participantes de tr&#234;s estudos), demonstrou que a probabilidade de cicatriza&#231;&#227;o era maior relativamente ao grupo placebo (RR 2,36; IC 95% 1,74-3,19) e com uma magnitude superior aos ensaios que n&#227;o inclu&#237;am este tipo particular de doentes (RR 1,20; IC 95% 1,01-1,43). Assim, especula-se que a pentoxifilina poder&#225; ser particularmente efetiva como adjuvante da terapia compressiva nos doentes com &#250;lceras de dif&#237;cil cicatriza&#231;&#227;o.</p>     <p>Na aus&#234;ncia de terapia compressiva, o tratamento com pentoxifilina associou-se igualmente a maior taxa de cicatriza&#231;&#227;o relativamente ao grupo placebo (RR 2,25; IC 95% 1,49-3,39), com um NNT calculado entre 3 e 4, com baixa heterogeneidade. Este dado sugere que a pentoxifilina poder&#225; ser considerada nos doentes que n&#227;o toleram ou recusam a terapia compressiva.</p>     <p>A incid&#234;ncia de efeitos laterais, maioritariamente gastrointestinais, foi significativamente mais alta em pessoas tratadas com pentoxifilina (RR 1,56; IC 95% 1,10-2,22), podendo ter motivado cerca de 30% dos abandonos.</p>     <p><b>3. Meta-an&#225;lise</b></p>     <p>Na meta-an&#225;lise de Iglesias e colaboradores<sup>7</sup> utilizou-se um modelo probabil&#237;stico de <i>Markov</i> para estimar os benef&#237;cios cl&#237;nicos e os custos m&#233;dios associados ao tratamento com pentoxifilina por via oral na dose de 400mg, tr&#234;s vezes por dia, relativamente ao tratamento placebo, como adjuvante da terap&#234;utica compressiva. Os dados cl&#237;nicos foram obtidos a partir de quatro ECA (publicados previamente a janeiro de 2000) e sintetizados, utilizando m&#233;todos Bayesianos. Foi estimado o grau de incerteza associado ao custo-efetividade da pentoxifilina, pr&#233;via e posteriormente &#224; realiza&#231;&#227;o do &#250;ltimo grande ECA de Dale e colaboradores,<sup>14</sup> de modo a avaliar a sua contribui&#231;&#227;o na redu&#231;&#227;o do grau de incerteza. Foi tamb&#233;m estimado o valor m&#225;ximo associado &#224; investiga&#231;&#227;o futura, de modo a refletir acerca da utilidade deste &#250;ltimo estudo, bem como de outra investiga&#231;&#227;o adicional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na an&#225;lise pr&#233;via, o grupo de tratamento com pentoxifilina apresentou, em m&#233;dia, uma cicatriza&#231;&#227;o 8,28 semanas mais precoce (IC 95% 1,89-14,56), um ganho de 0,02 QALYs (IC 95% 0,12-0,17) e uma redu&#231;&#227;o nos custos de &#8364; 216,94 (IC 95% 37,18-248,43) (taxa de convers&#227;o utilizada (10.08.2015) &#8364; 1,00=&#163; 0,70). A curva de aceitabilidade da pentoxifilina demonstrou, com um baixo grau de incerteza, que esta tem elevada probabilidade de ser custo-efetiva.</p>     <p>Em an&#225;lise posterior, o tratamento com pentoxifilina apresentou, em m&#233;dia, uma cicatriza&#231;&#227;o 6,55 semanas mais precoce (IC 95% 1,93-11,15), um ganho de 0,01 QALY (IC 95% 0,09-0,13) e uma redu&#231;&#227;o nos custos de &#8364; 68,66 (IC 95% 34,45-171,5), demonstrando, assim, uma tend&#234;ncia semelhante em termos de custos e benef&#237;cios cl&#237;nicos; todavia, com uma probabilidade ligeiramente inferior de ser custo-efetivo e, surpreendentemente, com um grau de incerteza maior. Assim, os encargos da investiga&#231;&#227;o posterior aos tr&#234;s primeiros ECA foram desnecess&#225;rios.</p>     <p>Em suma, no tratamento da &#250;lcera venosa cr&#243;nica dos membros inferiores, a administra&#231;&#227;o de pentoxifilina por via oral na dose de 400mg, tr&#234;s vezes por dia, concomitantemente com a terap&#234;utica compressiva, apresenta elevada probabilidade de ser custo-efetiva.</p>     <p><b>4. Ensaios cl&#237;nicos aleatorizados</b></p>     <p>O estudo de Nelson e colaboradores<sup>12</sup> comparou a administra&#231;&#227;o de pentoxifilina por via oral na dose de 400mg, tr&#234;s vezes ao dia, <i>versus</i> placebo. Em cada grupo comparou-se o penso de ap&#243;sito viscoso <i>versus</i> penso hidrocol&#243;ide e nestes comparou-se ainda a compress&#227;o em camada simples versus quatro camadas. O estudo decorreu ao longo de seis meses e envolveu 245 participantes adultos com diagn&#243;stico cl&#237;nico de doen&#231;a venosa e com uma &#250;lcera venosa com pelo menos 1cm de comprimento e oito semanas de dura&#231;&#227;o. Para reduzir o <i>vi&#233;s</i> de sele&#231;&#227;o, a aloca&#231;&#227;o foi ocultada utilizando envelopes lacrados, opacos e numerados sequencialmente. A utiliza&#231;&#227;o de um placebo para o f&#225;rmaco em estudo permitiu reduzir o vi&#233;s de aferi&#231;&#227;o/mensura&#231;&#227;o. A dupla oculta&#231;&#227;o apenas foi poss&#237;vel no tratamento com pentoxifilina ou placebo. N&#227;o se verificou evid&#234;ncia de intera&#231;&#227;o entre os diferentes tratamentos no tempo de cicatriza&#231;&#227;o. A mediana do tempo de cicatriza&#231;&#227;o foi de 98 dias no grupo da pentoxifilina e de 118 dias no grupo placebo. A cicatriza&#231;&#227;o completa da &#250;lcera ocorreu em 62% dos indiv&#237;duos do grupo de tratamento com pentoxifilina e em 53% do grupo placebo, sendo que esta diferen&#231;a n&#227;o foi estatisticamente significativa (<i>p</i>=0,21). Ap&#243;s uma an&#225;lise ajustada atrav&#233;s do modelo de Cox foram identificados outros fatores com influ&#234;ncia na cicatriza&#231;&#227;o, nomeadamente a &#225;rea da &#250;lcera, o tipo de compress&#227;o, o n&#250;mero de anos ap&#243;s o primeiro epis&#243;dio de ulcera&#231;&#227;o e a dura&#231;&#227;o da &#250;lcera atual. A compress&#227;o de quatro camadas associou-se a um risco relativo de cicatriza&#231;&#227;o de 1,8 relativamente &#224; compress&#227;o em camada simples (IC 95% 1,3-2,5). Esta an&#225;lise demonstrou que a administra&#231;&#227;o de pentoxifilina aumentava significativamente a probabilidade de cicatriza&#231;&#227;o (RR 1,4; IC 95% 1,0-2,0). O n&#250;mero de abandonos foi semelhante no grupo de tratamento com pentoxifilina e no grupo placebo, pelo que este f&#225;rmaco parece ser bem tolerado. </p>     <p>Assim, o estudo concluiu que o acr&#233;scimo da pentoxifilina (dose di&#225;ria total de 1200mg) &#224; terap&#234;utica compressiva de elevada intensidade pode aumentar a probabilidade de cicatriza&#231;&#227;o, o que est&#225; de acordo com as revis&#245;es sistem&#225;ticas recentes, embora este achado s&#243; tenha sido estatisticamente significativo quando se procedeu a uma an&#225;lise secund&#225;ria ajustada. Por este motivo foi atribu&#237;do a este estudo um n&#237;vel de evid&#234;ncia 2. </p>     <p>O estudo de Parsa e colaboradores<sup>15</sup> comparou a terap&#234;utica compressiva isolada &#224; terap&#234;utica compressiva associada &#224; administra&#231;&#227;o de pentoxifilina por via oral na dose de 400mg, tr&#234;s vezes por dia, durante um per&#237;odo de dez meses. A amostra foi constitu&#237;da por 40 doentes com idade superior a 18 anos com o diagn&#243;stico cl&#237;nico de &#250;lcera venosa cr&#243;nica. A exist&#234;ncia de insufici&#234;ncia arterial constituiu o crit&#233;rio de exclus&#227;o do presente estudo.</p>     <p>Vinte doentes foram alocados aleatoriamente para a terap&#234;utica compressiva (grupo controlo) e os restantes para a terap&#234;utica compressiva associada &#224; administra&#231;&#227;o de pentoxifilina (grupo de interven&#231;&#227;o). A aleatoriza&#231;&#227;o foi realizada por meio de envelopes opacos e fechados contendo n&#250;meros aleat&#243;rios gerados por computador.</p>     <p>O tempo m&#233;dio at&#233; &#224; cicatriza&#231;&#227;o completa da &#250;lcera venosa foi de quatro meses no grupo de interven&#231;&#227;o (DP=1,298 meses) e de 6,25 meses no grupo de controlo (DP=3,143 meses), sendo a diferen&#231;a estatisticamente significativa (<i>p</i>=0,007).</p>     <p>Atribuiu-se um n&#237;vel de evid&#234;ncia 2 a este estudo devido ao escasso n&#250;mero de participantes, aus&#234;ncia de placebo e por n&#227;o se ter procedido a oculta&#231;&#227;o. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&#245;es</b></p>     <p>As normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica da <i>Wound, Ostomy, and Continence Nurses Society</i><sup>13</sup> e da <i>Scottish Intercollegiate Guidelines Network</i><sup>5</sup> preconizam a administra&#231;&#227;o de pentoxifilina por via oral na dose de 400mg, tr&#234;s vezes por dia, como adjuvante da terap&#234;utica compressiva pelo seu efeito ben&#233;fico na cicatriza&#231;&#227;o da &#250;lcera venosa cr&#243;nica dos membros inferiores (SOR A).</p>     <p>Segundo a revis&#227;o sistem&#225;tica da <i>Cochrane Database of Systematic Reviews,</i><sup>1</sup> na presen&#231;a concomitante de terap&#234;utica compressiva, o grupo de tratamento com pentoxifilina demonstrou maior probabilidade de cicatriza&#231;&#227;o relativamente ao tratamento placebo, com um NNT calculado entre 3 e 11. A an&#225;lise combinada dos tr&#234;s estudos que inclu&#237;ram participantes com &#250;lceras de dif&#237;cil cicatriza&#231;&#227;o demonstrou uma probabilidade de cicatriza&#231;&#227;o superior relativamente ao grupo placebo com uma magnitude superior aos ensaios que n&#227;o inclu&#237;am este tipo particular de doentes. Conclui-se, assim, que a pentoxifilina poder&#225; ser particularmente efetiva como adjuvante da terapia compressiva nos doentes com &#250;lceras de dif&#237;cil cicatriza&#231;&#227;o. Na aus&#234;ncia de terapia compressiva, o tratamento com pentoxifilina associou-se igualmente a maior taxa de cicatriza&#231;&#227;o relativamente ao grupo placebo, com um NNT calculado entre 3 e 4. Este dado sugere que a pentoxifilina poder&#225; ser considerada, face a intoler&#226;ncia, contraindica&#231;&#227;o ou recusa da terap&#234;utica compressiva. </p>     <p>No estudo de Nelson e colaboradores,<sup>12</sup> o efeito estatisticamente significativo da pentoxifilina na cicatriza&#231;&#227;o da &#250;lcera foi demonstrado apenas ap&#243;s uma an&#225;lise secund&#225;ria ajustada (N&#237;vel de evid&#234;ncia 2). No estudo de Parsa e colaboradores,<sup>15</sup> a administra&#231;&#227;o de pentoxifilina juntamente com a terap&#234;utica compressiva resultou numa cicatriza&#231;&#227;o significativamente mais r&#225;pida comparativamente &#224; terap&#234;utica compressiva isolada. Contudo, este estudo apresenta algumas limita&#231;&#245;es, sobretudo o facto de ter inclu&#237;do apenas 40 indiv&#237;duos (n&#237;vel de evid&#234;ncia 2).</p>     <p>A an&#225;lise custo-efetividade na meta-an&#225;lise de Iglesias e colaboradores<sup>7</sup> demonstrou que o tratamento adjuvante com pentoxifilina apresenta elevada probabilidade de ser custo-efetivo, traduzindo-se numa cicatriza&#231;&#227;o mais precoce, num ganho de QALYS e na redu&#231;&#227;o dos custos do tratamento. </p>     <p>Todos os estudos avaliaram a efic&#225;cia das terap&#234;uticas institu&#237;das, mas nem todos analisam os efeitos secund&#225;rios. Naqueles que fizeram esta an&#225;lise verificou-se que a incid&#234;ncia de efeitos laterais, sobretudo gastrointestinais, foi significativamente maior no grupo de tratamento com pentoxifilina, o que poder&#225; limitar a ades&#227;o terap&#234;utica.</p>     <p>Os resultados obtidos apresentam evid&#234;ncia consistente a favor da terap&#234;utica com pentoxifilina administrada por via oral na dose de 400mg, tr&#234;s vezes por dia, no tratamento da &#250;lcera venosa cr&#243;nica dos membros inferiores. A investiga&#231;&#227;o futura dever&#225; incidir na determina&#231;&#227;o da posologia &#243;tima que facilite a ades&#227;o terap&#234;utica sem comprometer a efic&#225;cia e a seguran&#231;a do f&#225;rmaco. Seria igualmente interessante definir qual o momento mais indicado para adicionar o f&#225;rmaco &#224; terap&#234;utica compressiva, bem como identificar o subgrupo de doentes (sen&#227;o todos) que mais beneficia com a sua administra&#231;&#227;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Jull AB, Arroll B, Parag V, Waters J. Pentoxifylline for treating venous leg ulcers. Cochrane Database Syst Rev. 2012;12:CD001733.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362211&pid=S2182-5173201600030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Cruz MJ, Baudrier T, Azevedo F. (Uncommon causes of leg ulcers: investigative approach and therapeutics). Dermatol Online J. 2011;17(9):6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362213&pid=S2182-5173201600030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portuguese</p>     <!-- ref --><p>3. Graham ID, Harrison MB, Nelson EA, Lorimer K, Fisher A. Prevalence of lower-limb ulceration: a systematic review of prevalence studies. Adv Skin Wound Care. 2003;16(6):305-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362215&pid=S2182-5173201600030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>4. Pina E, Furtado K, Franks PJ, Moffatt CJ. &#218;lceras de perna em Portugal: um problema de sa&#250;de subestimado (Leg ulcers in Portugal: an underestimated health care problem). Rev Port Cir Cardiotorac Vasc. 2004;11(4):217-21. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>5. Scottish Intercollegiate Guidelines Network. Management of chronic venous leg ulcers: a national clinical guideline (Internet). Edinburg: SIGN; 2010. ISBN 9781905813667. Available from: <a href="http://www.sign.ac.uk/pdf/sign120.pdf" target="_blank">http://www.sign.ac.uk/pdf/sign120.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362218&pid=S2182-5173201600030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Collins L, Seraj S. Diagnosis and treatment of venous ulcers. Am Fam Physician. 2010;81(8):989-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362219&pid=S2182-5173201600030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Iglesias CP, Claxton K. Comprehensive decision-analytic model and Bayesian value-of-information analysis: pentoxifylline in the treatment of chronic venous leg ulcers. Pharmacoeconomics. 2006;24(5):465-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362221&pid=S2182-5173201600030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Fonder MA, Lazarus GS, Cowan DA, Aronson-Cook B, Kohli AR, Mamelak AJ. Treating the chronic wound: a practical approach to the care of nonhealing wounds and wound care dressings. J Am Acad Dermatol. 2008;58(2):185-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362223&pid=S2182-5173201600030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. de Araujo T, Valencia I, Federman DG, Kirsner RS. Managing the patient with venous ulcers. Ann Intern Med. 2003;138(4):326-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362225&pid=S2182-5173201600030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Etufugh CN, Phillips TJ. Venous ulcers. Clin Dermatol. 2007;25(1):121-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362227&pid=S2182-5173201600030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>11. Br&#246;lmann FE, Ubbink DT, Nelson EA, Munte K, van der Horst CM, Vermeulen H. Evidence-based decisions for local and systemic wound care. Br J Surg. 2012;99(9):1172-83.</p>     <!-- ref --><p>12. Nelson EA, Prescott RJ, Harper DR, Gibson B, Brown D, Ruckley CV. A factorial, randomized trial of pentoxifylline or placebo, four-layer or single-layer compression, and knitted viscose or hydrocolloid dressings for venous ulcers. J Vasc Surg. 2007;45(1):134-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362230&pid=S2182-5173201600030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>13. Kelechi TJ, Johnson JJ. Guideline for the management of wounds in patients with lower-extremity venous disease: an executive summary. J Wound Ostomy Continence Nurs. 2012;39(6):598-606.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362232&pid=S2182-5173201600030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Dale JJ, Ruckley CV, Harper DR, Gibson B, Nelson EA, Prescott RJ. Randomised, double blind placebo controlled trial of pentoxifylline in the treatment of venous leg ulcers. BMJ. 1999;319(7214):875-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362234&pid=S2182-5173201600030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Parsa H, Zangivand AA, Hajimaghsoudi L. The effect of pentoxifylline on chronic venous ulcers. Wounds. 2012;24(7):190-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362236&pid=S2182-5173201600030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>&#194;ngela Pinto Neves</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:angela.neves82@gmail.com">angela.neves82@gmail.com</a> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>As autoras declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 24-09-2015</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 25-05-2015</b></p>      ]]></body><back>
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