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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Chronic obstructive pulmonary disease (COPD) is the most common chronic respiratory disease in adults, with an estimated prevalence from 7.6 to 8.9% of the adult population. It is the fourth most common cause of death worldwide. The high mortality from COPD is mainly due to exacerbations requiring hospitalization. We lack robust knowledge allowing us to predict exacerbations of COPD and when and in whom they will occur. Correct treatment, based on the best medical available evidence and knowledge of the reasons for non-adherence, can improve adherence and promote correct inhaler technique. These goals represent the best way to treat patients with COPD and should be the physician's first concern.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>OPINI&#195;O E DEBATE</b></font></p>     <p><font size="4"><b>DPOC: estamos a tratar os doentes conforme o estado da arte?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Does our current treatment of chronic obstructive pulmonary disease represent the state of the art?</b></font></p>     <p><b>Ant&#243;nio Manuel S. Duarte de Ara&#250;jo*</b></p>     <p>*Assistente Graduado de Pneumologia, Servi&#231;o de Pneumologia, Centro Hospitalar Alto Ave, Guimar&#227;es.</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A DPOC &#233; a doen&#231;a respirat&#243;ria cr&#243;nica mais comum, com uma preval&#234;ncia estimada em 7,6 a 8,9% da popula&#231;&#227;o adulta e representando hoje a quarta causa de morte a n&#237;vel mundial. A sua elevada mortalidade &#233; essencialmente devida &#224;s agudiza&#231;&#245;es que requerem internamento hospitalar. Dada a dificuldade cl&#237;nica em prever, quer as exacerba&#231;&#245;es quer os doentes com maior propens&#227;o a agudizar, e a elas nos anteciparmos, o correto tratamento da DPOC e uma boa ades&#227;o &#224; terap&#234;utica s&#227;o fatores essenciais. Apesar de isoladamente terem baixa sensibilidade, question&#225;rios e escalas de avalia&#231;&#227;o da ades&#227;o, bem como instrumentos de avalia&#231;&#227;o de cren&#231;as dos doentes sobre medicamentos, poder&#227;o ser ferramentas importantes, ajudando a encontrar barreiras pr&#225;ticas &#224; ades&#227;o. O &#234;xito terap&#234;utico est&#225; tamb&#233;m dependente de uma boa t&#233;cnica inalat&#243;ria, j&#225; que quando o doente os usa corretamente, os diferentes dispositivos inalat&#243;rios tem efeitos terap&#234;uticos semelhantes. Um correto conhecimento das normas terap&#234;uticas por parte do m&#233;dico, uma boa ades&#227;o &#224; terap&#234;utica e a manuten&#231;&#227;o de uma correta t&#233;cnica inalat&#243;ria, por parte do doente, parecem dever ser os principais motivos de preocupa&#231;&#227;o do m&#233;dico que trata doentes com DPOC.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> DPOC; Tratamento; Recomenda&#231;&#245;es.</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Chronic obstructive pulmonary disease (COPD) is the most common chronic respiratory disease in adults, with an estimated prevalence from 7.6 to 8.9% of the adult population. It is the fourth most common cause of death worldwide. The high mortality from COPD is mainly due to exacerbations requiring hospitalization. We lack robust knowledge allowing us to predict exacerbations of COPD and when and in whom they will occur. Correct treatment, based on the best medical available evidence and knowledge of the reasons for non-adherence, can improve adherence and promote correct inhaler technique. These goals represent the best way to treat patients with COPD and should be the physician&#8217;s first concern.</p>     <p><b>Keywords:</b> COPD; Treatment; Guidelines.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A patologia obstrutiva das vias a&#233;reas representa um conjunto de doen&#231;as respirat&#243;rias cr&#243;nicas, de elevada preval&#234;ncia na popula&#231;&#227;o e, por isso, com um peso significativo tanto nas consultas hospitalares, como no &#226;mbito dos cuidados prim&#225;rios. Para al&#233;m dos crescentes e elevados custos, direta ou indiretamente relacionados com a sa&#250;de, e suportados pelos doentes, pelas suas fam&#237;lias ou pelo Estado, muitas destas patologias v&#227;o acompanhar o doente ao longo de toda a sua vida, com significativo impacto na sua qualidade de vida e no seu rendimento profissional. &#201;, por isso, natural que a comunidade m&#233;dica se preocupe com o seu adequado tratamento, sendo uma das preocupa&#231;&#245;es atuais da Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de,<sup>1-3</sup> em sintonia com os relat&#243;rios e preocupa&#231;&#245;es da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS).</p>     <p>A doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#243;nica (DPOC) &#233; a doen&#231;a respirat&#243;ria cr&#243;nica mais comum a n&#237;vel mundial. Com uma preval&#234;ncia estimada em 7,6 a 8,9%<sup>4</sup> da popula&#231;&#227;o adulta, vari&#225;vel de pa&#237;s para pa&#237;s, &#233; claramente uma patologia subdiagnosticada e por isso subtratada. Em Portugal, a sua preval&#234;ncia poder&#225; ser t&#227;o elevada quanto 14,2% em adultos com mais de 40 anos, segundo um estudo efetuado numa amostra representativa da popula&#231;&#227;o da &#225;rea metropolitana de Lisboa e integrado no estudo BOLD.<sup>5</sup> Em Espanha, a sua preval&#234;ncia est&#225; estimada em 9%,<sup>6-7</sup> sendo causa de 35% das consultas externas de pneumologia. A DPOC representa hoje a quarta causa de morte a n&#237;vel mundial e na Uni&#227;o Europeia responsabiliza-se por 56% dos custos com sa&#250;de atribu&#237;veis &#224;s doen&#231;as respirat&#243;rias. Em Portugal, entre 2000 e 2008, o n&#250;mero de internamentos por DPOC aumentou cerca de 20%, representando um custo superior a 25 milh&#245;es de euros, com um aumento de 39,2%. De todas as enfermidades respirat&#243;rias &#233; a de maior impacto socioecon&#243;mico e representa hoje um dos grandes desafios em sa&#250;de p&#250;blica.</p>     <p>A DPOC &#233; atualmente definida como uma doen&#231;a comum, pass&#237;vel de preven&#231;&#227;o e tratamento, caracterizada por uma obstru&#231;&#227;o br&#244;nquica persistente e habitualmente progressiva, associada a uma resposta inflamat&#243;ria cr&#243;nica do pulm&#227;o e das vias a&#233;reas, secund&#225;ria a uma agress&#227;o externa por gases ou part&#237;culas.<sup>8</sup> A gravidade funcional apresenta pouca rela&#231;&#227;o com a sintomatologia e, por isso, com a autoperce&#231;&#227;o. A DPOC &#233; uma doen&#231;a heterog&#233;nea, com grande variedade de fen&#243;tipos cl&#237;nicos, como vem refletido nas &#250;ltimas atualiza&#231;&#245;es do <i>Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease</i> (GOLD). Os principais aspetos da heterogeneidade s&#227;o os valores espirom&#233;tricos, a sintomatologia e a frequ&#234;ncia de agudiza&#231;&#245;es. Sendo a obstru&#231;&#227;o persistente das vias a&#233;reas a sua marca fundamental, n&#227;o admira que seja a espirometria a principal ferramenta diagn&#243;stica e o FEV<sub>1</sub>/FVC obtido ap&#243;s a manobra de broncodilata&#231;&#227;o o melhor indicador de obstru&#231;&#227;o do fluxo a&#233;reo, sendo o <i>cut-off</i> de 0,7 o mais aceite. O FEV<sub>1</sub> &#233; uma medida espirom&#233;trica objetiva, reprodut&#237;vel e com rela&#231;&#227;o significativa com a mortalidade. A dispneia &#233; o sintoma principal da doen&#231;a, ainda que possa ser percebido de forma desigual por doentes diferentes e at&#233; com o mesmo grau de obstru&#231;&#227;o. Existem v&#225;rios instrumentos de medida e valoriza&#231;&#227;o da dispneia, mas, pela sua sensibilidade e facilidade de registo, recomenda-se habitualmente a escala mMRC, o <i>Medical Research Council Dyspnoea Questionnaire,</i> com adapta&#231;&#227;o transcultural para a popula&#231;&#227;o portuguesa. Sendo a DPOC uma doen&#231;a cr&#243;nica, progressiva e multissist&#233;mica, importa tamb&#233;m conhecer o seu impacto na qualidade de vida do doente e no seu bem-estar quotidiano, tendo sido o <i>COPD Assessment Test</i> (CAT) desenhado para o medir e recomendado o seu uso pelas guidelines internacionais.<sup>8</sup></p>     <p>Relativamente &#224; DPOC, como de resto em muitas outras situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas, as <i>guidelines</i> s&#227;o uma ajuda significativa na orienta&#231;&#227;o terap&#234;utica, permitindo-nos encontrar respostas na medicina baseada na evid&#234;ncia. N&#227;o substituem, no entanto, a experi&#234;ncia do m&#233;dico, tendem a igualar doentes e situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas em si muito diversas e s&#227;o frequentemente de dif&#237;cil aplica&#231;&#227;o na pr&#225;tica cl&#237;nica. Apesar de serem hoje cada vez mais discut&#237;veis as bases cient&#237;ficas e cl&#237;nicas de algumas <i>guidelines,</i><sup>9</sup> elas representam um padr&#227;o de tratamento e, apesar de se assumirem como recomenda&#231;&#245;es, n&#227;o podem ser ignoradas, sob o risco de m&#225; pr&#225;tica m&#233;dica. Para al&#233;m dos seus reflexos no bem-estar do doente, no que se refere aos custos, um estudo de 2013<sup>10</sup> observou um impacto econ&#243;mico negativo quando as <i>guidelines</i> do GOLD (2007), num estudo levado a cabo em Espanha, n&#227;o eram seguidas no tratamento da DPOC ao n&#237;vel dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios. Interessa, por estas raz&#245;es, um conhecimento rigoroso das normas internacionais de tratamento e orienta&#231;&#227;o destes doentes, pelo que a melhoria do acesso &#224; espirometria por parte dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios, no nosso pa&#237;s, &#233; uma condi&#231;&#227;o fundamental.</p>     <p>A DPOC responsabiliza-se por elevada morbilidade, que habitualmente se mede atrav&#233;s da sintomatologia, n&#250;mero de agudiza&#231;&#245;es, de recorr&#234;ncias a servi&#231;os de urg&#234;ncia ou a consultas n&#227;o programadas e de internamentos. O objetivo do tratamento &#233; a melhoria sintom&#225;tica, que proporciona maior bem-estar e maior toler&#226;ncia ao exerc&#237;cio e a diminui&#231;&#227;o dos riscos futuros, evitando a progress&#227;o da doen&#231;a e as agudiza&#231;&#245;es, reduzindo a mortalidade. A cessa&#231;&#227;o tab&#225;gica, no doente fumador, &#233; a interven&#231;&#227;o com maior capacidade para alterar o curso natural da doen&#231;a<sup>8</sup> e a terap&#234;utica farmacol&#243;gica assenta nos f&#225;rmacos broncodilatadores, isolados ou em associa&#231;&#227;o, preferencialmente por via inalat&#243;ria, podendo-se associar os corticoides inalados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para al&#233;m da elevada morbilidade e de elevados custos econ&#243;micos, diretos e indiretos, a DPOC responsabiliza-se por elevada mortalidade, sendo as agudiza&#231;&#245;es a sua principal causa: as agudiza&#231;&#245;es est&#227;o na origem da recorr&#234;ncia frequente dos doentes ao hospital, dos internamentos e reinternamentos e contribuem para uma elevada mortalidade intrahospitalar ap&#243;s a alta.<sup>11</sup> O diagn&#243;stico das exacerba&#231;&#245;es &#233; cl&#237;nico, &#224; falta de biomarcadores de agudiza&#231;&#227;o. Uma exacerba&#231;&#227;o de DPOC pode ser definida como um evento agudo, caracterizado por um agravamento dos sintomas respirat&#243;rios em rela&#231;&#227;o &#224; situa&#231;&#227;o de base, levando necessariamente a uma altera&#231;&#227;o da medica&#231;&#227;o. A preven&#231;&#227;o das agudiza&#231;&#245;es passa pela vacina&#231;&#227;o antigripal, preven&#231;&#227;o da doen&#231;a pneumoc&#243;cica, pela manuten&#231;&#227;o da atividade f&#237;sica e pelo correto tratamento da DPOC. Assim, dada a dificuldade cl&#237;nica em prever quer as exacerba&#231;&#245;es, quer os doentes com maior propens&#227;o a agudizar, a identifica&#231;&#227;o dos fatores, associados ao doente e aos cuidados de sa&#250;de que, pela sua corre&#231;&#227;o, se possam traduzir em melhoria dos cuidados prestados ao doente deve ser a principal preocupa&#231;&#227;o do m&#233;dico que se dedica ao tratamento de doentes com esta patologia.</p>     <p>O &#234;xito terap&#234;utico na DPOC depende de m&#250;ltiplos fatores, mas &#233; essencial uma terap&#234;utica adequada, uma boa ades&#227;o (ou concord&#226;ncia, no sentido de alian&#231;a terap&#234;utica) e uma correta t&#233;cnica inalat&#243;ria. Mas, para al&#233;m da dificuldade de aplica&#231;&#227;o das normas internacionais na pr&#225;tica cl&#237;nica, por parte do m&#233;dico, h&#225; uma multiplicidade de fatores, por parte do doente, ou que radicam na rela&#231;&#227;o m&#233;dico-doente, e que condicionam a efic&#225;cia terap&#234;utica: o doente desconhece o que &#233; a DPOC e desvaloriza os sintomas e a gravidade da doen&#231;a, aderindo mal &#224; terap&#234;utica. Parece tamb&#233;m persistir um conjunto de cren&#231;as ou conceitos, tendo por pano de fundo carater&#237;sticas socioculturais e relacionadas com a medica&#231;&#227;o inalat&#243;ria que podem constituir fatores de m&#225; ades&#227;o.</p>     <p>A OMS reconhece a n&#227;o ades&#227;o<sup>12</sup> &#224; medica&#231;&#227;o como fator de insucesso terap&#234;utico de grande magnitude e um problema comum a v&#225;rios tipos de situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas. No que se refere &#224; ades&#227;o do doente &#224; terap&#234;utica prescrita na DPOC n&#227;o s&#227;o conhecidos dados no nosso meio e o conhecimento da ades&#227;o &#233; tanto mais importante quanto a DPOC &#233; uma doen&#231;a cr&#243;nica. A cronicidade &#233; um fator h&#225; muito reconhecido de redu&#231;&#227;o da ades&#227;o &#224; terap&#234;utica, estimando alguns estudos que se possa situar nos 50% para algumas situa&#231;&#245;es cl&#237;nicas.<sup>13</sup> Rand, em 2005,<sup>14</sup> fez uma revis&#227;o exaustiva da literatura no que respeita &#224; ades&#227;o &#224; terap&#234;utica no doente com DPOC e concluiu que a evid&#234;ncia cl&#237;nica sobre este tema &#233; muito pouco robusta, mas parece, no entanto, ser pobre e influenciada mais pelas cren&#231;as dos doentes sobre medicamentos do que pela gravidade da doen&#231;a ou por fatores demogr&#225;ficos. Posteriormente, em 2013, Bryant e colaboradores,<sup>15</sup> ap&#243;s uma extensa revis&#227;o da literatura sobre este tema, consideraram o conhecimento da ades&#227;o ao tratamento, e a sua melhoria, um ponto cr&#237;tico no tratamento do doente com DPOC e a merecer mais investiga&#231;&#227;o. Em 2014, Boven e colaboradores,<sup>16</sup> numa an&#225;lise custo-efic&#225;cia, conclu&#237;ram que melhorando a ades&#227;o &#224; terap&#234;utica inalat&#243;ria no doente com DPOC se diminuem os gastos com esta patologia. A ades&#227;o &#224; terap&#234;utica pode ser definida como o grau de concord&#226;ncia entre o recomendado pelo prestador de sa&#250;de e o comportamento do doente em rela&#231;&#227;o ao regime terap&#234;utico proposto. &#201; um fen&#243;meno complexo e habitualmente visto como um cont&#237;nuo entre duas atitudes comportamentais extremas, o cumprimento total e a completa recusa, podendo variar na forma e na intencionalidade. N&#227;o h&#225; consenso sobre o que &#233; uma &#243;tima ader&#234;ncia, uma ader&#234;ncia adequada ou at&#233; uma ader&#234;ncia aceit&#225;vel, nem mesmo um <i>cut-point</i> para defini&#231;&#227;o dos aderentes. Se este &#233; um conceito de dif&#237;cil defini&#231;&#227;o, mais dif&#237;cil &#233; medir a ades&#227;o, at&#233; por n&#227;o existir um &#8220;melhor m&#233;todo&#8221;. &#192; falta deste <i>Gold-Stardart,</i> m&#233;todos subjetivos <i>(self-reported),</i> como question&#225;rios e escalas, s&#227;o atualmente os mais usados. Apesar de isoladamente terem baixa sensibilidade, parecem ser os mais eficientes e de maior rela&#231;&#227;o custo/benef&#237;cio de avalia&#231;&#227;o da ades&#227;o, neste caso da <i>ades&#227;o referida,</i> sobretudo em estudos populacionais. Por este motivo tem sido desenvolvidas medidas psicom&#233;tricas para este fim. O MAT - Medida da Ades&#227;o aos Tratamentos - &#233; uma escala de sete itens, validada para a popula&#231;&#227;o portuguesa em 2001,<sup>17</sup> com boa consist&#234;ncia interna, sens&#237;vel, com boa rela&#231;&#227;o com medidas objetivas de ades&#227;o e, respondida numa escala de <i>Likert,</i> parece ser um &#250;til instrumento para a sua medida.</p>     <p>Apesar da import&#226;ncia do conhecimento da ades&#227;o atrav&#233;s do recurso a medidas psicom&#233;tricas, estas pouco ou nada nos dizem sobre as raz&#245;es da n&#227;o ades&#227;o e t&#227;o pouco se conhece, no nosso meio, o papel desempenhado pelas cren&#231;as relacionadas com a medica&#231;&#227;o inalat&#243;ria na ades&#227;o do doente. Mas a ades&#227;o depende primariamente da forma como o paciente acredita no tratamento. Simon<sup>18</sup> estudou os fatores que influenciavam comportamentos relacionados com a sa&#250;de, de acordo com o <i>Health Belief Model,</i> em doentes asm&#225;ticos e com DPOC, tendo verificado que metade cumpria irregularmente a medica&#231;&#227;o, que a maioria obtinha informa&#231;&#227;o sobre a sua doen&#231;a e tratamento junto do seu m&#233;dico, apesar de a Internet desempenhar um papel importante no caso dos doentes asm&#225;ticos e que as vari&#225;veis sociodemogr&#225;ficas se relacionavam de uma forma pobre com as vari&#225;veis comportamentais. Barnestein-Fonseca e colaboradores propuseram um protocolo de estudo,<sup>19</sup> de modo a compreender melhor os fatores relacionados com a ades&#227;o e a sua medi&#231;&#227;o para intervir positivamente na ades&#227;o ao tratamento no doente com DPOC, explorando os aspetos motivacionais, os aspetos cognitivos e a t&#233;cnica inalat&#243;ria. Um instrumento de avalia&#231;&#227;o de cren&#231;as sobre medicamentos, a Escala de Cren&#231;as Acerca de Medicamentos, adapta&#231;&#227;o transcultural da BMQ <i>(Beliefs About Medicines Questionnaire),</i><sup>20</sup> demonstrou boa consist&#234;ncia interna e estrutura id&#234;ntica &#224; vers&#227;o original. Esta ferramenta, com aplicabilidade &#224; popula&#231;&#227;o geral de utilizadores de medicamentos, poder&#225; ajudar a encontrar barreiras pr&#225;ticas &#224; ades&#227;o, j&#225; que as representa&#231;&#245;es sociais da doen&#231;a e da terap&#234;utica, nomeadamente a inalat&#243;ria, s&#227;o conhecidos fatores funcionais de n&#227;o ades&#227;o intencional.</p>     <p>O &#234;xito terap&#234;utico est&#225; tamb&#233;m dependente de uma boa t&#233;cnica inalat&#243;ria. V&#225;rias meta-an&#225;lises demonstraram que, quando o doente os usa corretamente, os diferentes dispositivos inalat&#243;rios (DI) t&#234;m efeitos terap&#234;uticos semelhantes. &#201;, assim, importante conhecermos se o doente com DPOC usa corretamente os dispositivos inalat&#243;rios e como isso se relaciona com a ades&#227;o e com a morbilidade, apesar de n&#227;o se conhecer um &#8220;melhor m&#233;todo&#8221; na avalia&#231;&#227;o da t&#233;cnica inalat&#243;ria. Sobre este assunto, mais que a DPOC, tem sido estudada a asma br&#244;nquica, e a maioria dos estudos reportam-se apenas &#224; corticoterapia inalat&#243;ria. Alguns estudos referem-se apenas a um tipo de DI ou comparam um grupo limitado de DI, habitualmente apenas dois. Outros estudos analisam o conhecimento dos DI por parte dos pr&#243;prios profissionais de sa&#250;de. Correia e colaboradores mostraram que uma percentagem significativa de profissionais de sa&#250;de, nos A&#231;ores, tinha um conhecimento pobre sobre t&#233;cnica inalat&#243;ria, falhando muitas etapas imprescind&#237;veis &#224; efic&#225;cia terap&#234;utica dos f&#225;rmacos inalados.<sup>21</sup> H&#225; trabalhos que estudam a interven&#231;&#227;o educacional como forma de melhorar a ades&#227;o e a t&#233;cnica inalat&#243;ria, propondo at&#233; o uso de uma <i>checklist</i> orientadora da prescri&#231;&#227;o inalat&#243;ria. Outros estudos analisam os erros mais comuns com o uso de DI, ou centram a sua aten&#231;&#227;o no doente idoso com DPOC, mas os trabalhos mais frequentes s&#227;o sobretudo artigos de opini&#227;o, baseados apenas na experi&#234;ncia pessoal e na revis&#227;o bibliogr&#225;fica.</p>     <p>Assim, &#224; falta de um conhecimento robusto que nos permita prever as agudiza&#231;&#245;es da DPOC e a elas nos anteciparmos, o correto tratamento da doen&#231;a, de acordo com as <i>guidelines</i> internacionais, a boa ades&#227;o &#224; terap&#234;utica e a manuten&#231;&#227;o de uma correta t&#233;cnica inalat&#243;ria, parecem dever ser os principais motivos de preocupa&#231;&#227;o do m&#233;dico que trata doentes com DPOC, de modo a reduzir a elevada mortalidade e morbilidade desta doen&#231;a cr&#243;nica com t&#227;o elevada preval&#234;ncia na nossa popula&#231;&#227;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. 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Lisboa: DGS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362553&pid=S2182-5173201600030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>3. Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Diagn&#243;stico e tratamento da doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#243;nica: norma n&#186; 028/2011, de 30/09/2011, atualiza&#231;&#227;o de 10/09/2013. Lisboa: DGS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362555&pid=S2182-5173201600030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Csikesz NG, Gartman EJ. New developments in the assessment of COPD: early diagnosis is key. Int J Chron Obstruct Pulmon Dis. 2014;9:277-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362557&pid=S2182-5173201600030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>5. B&#225;rbara C, Rodrigues F, Dias H, Cardoso J, Almeida J, Matos MJ, et al. Preval&#234;ncia da doen&#231;a pulmonar obstrutiva cr&#243;nica em Lisboa, Portugal: estudo Burden of Obstrutive Lung Disease (Chronic obstructive pulmonary disease prevalence in Lisbon, Portugal: the Burden of Obstructive Lung Disease study). Rev Port Pneumol. 2013;19(3):96-105. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>6. Barber&#224; JA,&nbsp; Peces-Barba&nbsp; G,&nbsp; Agust&#237;&nbsp; AG,&nbsp; Izquierdo JL, Mons&#243;&nbsp; E, Montemayor T, et al. 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Arch Bronconeumol. 2008;44(5):271-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362562&pid=S2182-5173201600030001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>8. Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD). Global strategy for the diagnosis, management, and prevention of chronic obstructive pulmonary disease: updated 2015 [Internet]. GOLD; 2015. Available from: <a href="http://www.goldcopd.org/uploads/users/files/GOLD_Report_2015.pdf" target="_blank">http://www.goldcopd.org/uploads/users/files/GOLD_Report_2015.pdf</a> </p>     <!-- ref --><p>9. Lenzer J. Why we can&#8217;t trust clinical guidelines. BMJ. 2013;346(f3830):1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362565&pid=S2182-5173201600030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Miravitlles M, Sicras A, Crespo C, Cuesta M, Brosa M, Galera J, et al. Costs of chronic obstructive pulmonary disease in relation to compliance with guidelines: a study in the primary care setting. Ther Adv Respir Dis. 2013;7(3):139-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362567&pid=S2182-5173201600030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>11. Criner GJ, Bourbeau J, Diekemper RL, Ouellette DR, Goodridge D, Hernandez P, et al. Prevention of acute exacerbations of COPD: American College of Chest Physicians and Canadian Thoracic Society guideline. Chest. 2015;147(4):894-942.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362569&pid=S2182-5173201600030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. World Health Organization. Adherence to long-term therapies: policy for action. Geneva: WHO; 2001. Available from: <a href="http://www.who.int/chp/knowledge/publications/adherencerep.pdf" target="_blank">http://www.who.int/chp/knowledge/publications/adherencerep.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362571&pid=S2182-5173201600030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>13. Wi&#347;niewski D, Porzezi&#324;ska Ml, Grucha&#322;a-Niedoszytko M, Niedoszytko M, S&#322;omi&#324;ski JM, Jassem E. Factors influencing adherence to treatment in COPD patients and its relationship with diseases exacerbations. Pneumonol Alergol Pol. 2014;82(2):96-104. </p>     <!-- ref --><p>14. Rand CS. Patient adherence with COPD therapy. Eur Respir Rev. 2005;14(96):97-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362573&pid=S2182-5173201600030001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Bryant J, McDonald VM, Boyes A, Sanson-Fisher R, Paul C, Melville J. Improving medication adherence in chronic obstructive pulmonary disease. Respir Res. 2013;14(1):109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362575&pid=S2182-5173201600030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>16. Van Boven JF, Tommelein E, Boussery K, Mehuys E, Vegter S, Brusselle GC, et al. Improving inhaler adherence in patients with chronic obstructive pulmonary disease. Respir Res. 2014;15(1):66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362577&pid=S2182-5173201600030001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>17. Delgado AB, Lima ML. Contributo para a valida&#231;&#227;o concorrente de uma medida de ades&#227;o aos tratamentos (Contribution to concurrent validity of treatment adherence). Psicol Sa&#250;de Doen&#231;as. 2001;2(2):81-100. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>18. Simon J. Attitudes of Hungarian asthmatic and COPD patients affecting disease control: empirical research based on health belief model. Front Pharmacol. 2013;4:135.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362580&pid=S2182-5173201600030001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Barnestein-Fonseca P, Leiva-Fern&#225;ndez J, Vidal-Espa&#241;a F, Garc&#237;a-Ruiz A, Prados-Torres D, Leiva-Fern&#225;ndez F. Efficacy and safety of a multifactor intervention to improve therapeutic adherence in patients with chronic obstructive pulmonary disease (COPD): protocol for the ICEPOC study. Trials. 2011;12:40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362582&pid=S2182-5173201600030001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>20. Salgado T, Marques A, Geraldes L, Benrimoj S, Horne R, Fernandez-Llimos F. Cross-cultural adaptation of the beliefs about medicines questionnaire into Portuguese. S&#227;o Paulo Med J. 2013;131(2):88-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1362584&pid=S2182-5173201600030001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>21. Correia S, Luz F, Amaral V, Dias A, Miragaia T. Avalia&#231;&#227;o do conhecimento sobre a utiliza&#231;&#227;o de inaladores entre m&#233;dicos e profissionais de farm&#225;cia dos A&#231;ores (Physicians&#8217; and pharmacists&#8217; knowledge of inhaler technique in the Azores). Rev Port Med Geral Fam. 2015;31(1):14-22. Portuguese</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Ant&#243;nio Manuel S. Duarte de Ara&#250;jo</p>     <p>Quinta do Arm&#227;o, 3, Parada de Tib&#227;es, 4700-538, Braga</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:duartearaujodr@sapo.pt">duartearaujodr@sapo.pt</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O autor declara n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 01-07-2015</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 21-02-2016</b></p>     <p><i>Artigo escrito ao abrigo do novo acordo ortogr&#225;fico.</i></p>      ]]></body><back>
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