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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência do consumo de risco de álcool no idoso: estudo numa unidade dos cuidados primários da região de Braga]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Alcohol consumption is associated with risks and benefits depending on the quantity ingested. It is helpful to understand patterns of alcohol consumption in a population in order to decrease risk. The elderly represent a group of special interest, currently under-studied in this area. Family physicians can play a role in the evaluation and prevention of risky alcohol consumption in the elderly. Objectives: To assess the prevalence of risky alcohol consumption in the elderly in a primary care unit. Methods: A cross-sectional study of a sample the clinical records of an 1,225 individuals aged 65 or over was conducted. A representative random sample of 210 elderly patients was selected. Risky consumption was defined as 14 or more standard ethanol units (168g) per week. Results: In this sample of 210 elderly patients, the mean age was 73.7 ± 7.7 years and 57.6 % were women. The prevalence of alcohol consumption was 63% (95% CI 56,69) and risky consumption was found in 32.9% (95% CI 26,39) (56.2% (95% CI 49,62) in men, 15.7% (95% CI 10,20) in women), with 36.7% (95% CI 30,41) of the sample who were abstinent. We found a significant association between male gender and risky alcohol consumption. Age and education were not related to risky consumption. Discussion: In the elderly, excessive consumption of alcohol can have serious consequences. There is a lack of studies to assess patterns of alcohol consumption in this population. We found that 63.3% of the elderly in this population consume alcohol, with a male predominance, similar to findings in national studies. The prevalence of the risky consumption in this population, which includes a third of the sample, is higher than that found in other similar studies. Conclusion: Alcohol risk consumption is prevalent in the elderly in this population and family physicians should be aware of this problem.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Aged]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ARTIGOS BREVES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Prevalência do consumo de risco de álcool no idoso: estudo numa unidade dos cuidados primários da região de Braga</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Prevalence of risky alcohol consumption in the elderly: a study from a primary care unit in the Braga region</b></font></p>     <p><b>Albino Martins,<sup>1</sup> Joana Parente,<sup>1</sup> Joana Araújo,<sup>2</sup> Maria José Menezes<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Médicos Internos de Medicina Geral e Familiar. USF de S. Lourenço, Aces do Cávado I - Braga</p>     <p><sup>2</sup>Médica de Medicina Geral e Familiar. USF de S. Lourenço, Aces do Cávado I - Braga</p>     <p><sup>3</sup>Médica de Medicina Geral e Familiar. USF de S. Lourenço, Aces do Cávado I - Braga</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdução:</b> O consumo de álcool está associado a riscos e benefícios dependendo da quantidade ingerida. Perceber os padrões de consumo de uma população torna-se fundamental na prevenção dos riscos associados ao álcool. Os idosos, pelas suas particularidades, representam um grupo de interesse maior, que atualmente está subestudado nesta área. Considerando o papel central dos médicos de família na avaliação global do utente, a sua ação preventiva é fulcral. </p>     <p><b>Objetivos:</b> Estimar a prevalência do consumo de risco do álcool em idosos numa unidade de cuidados primários e caracterizar a população em estudo.</p>     <p><b>Métodos:</b> Estudo transversal de uma população de 1.225 indivíduos com 65 ou mais anos de idade. Definiu-se uma amostra aleatória representativa constituída por 210 idosos. A recolha dos dados foi efetuada com recurso à ficha individual do utente. Por consumo de risco definiu-se aquele superior ou igual a 14 unidades padrão de etanol (168g) por semana.</p>     <p><b>Resultados:</b> Da amostra de 210 idosos, com idade média de 73,7±7,7 anos, 57,6% eram mulheres. A prevalência encontrada para o consumo de álcool foi de 63% (IC95%: 56-69) e de consumo de risco de 32,9% (IC95%: 26-39) - nos homens 56,2% (IC95%: 49-62) e nas mulheres 15,7% (IC95%: 10-20), sendo 36,7% (IC95%: 30-41) da amostra abstinente. Verificou-se associação significativa entre o género masculino e o consumo de risco do álcool. A idade e a escolaridade não apresentaram associação com o consumo de risco.</p>     <p><b>Discussão:</b> No idoso, o consumo excessivo de álcool pode ter consequências particularmente gravosas. Não obstante, verifica-se uma escassez de estudos que avaliem o padrão de consumo de álcool nesta população. Observou-se que 63,3% dos idosos consome álcool, com predomínio do género masculino, o que não difere dos dados nacionais. De realçar, porém, que a prevalência do consumo de risco, que inclui um terço da amostra, é superior à encontrada noutros estudos similares.</p>     <p><b>Conclusão: </b>O consumo de risco do álcool é prevalente no idoso, pelo que o médico de família deve estar consciente deste problema.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Etanol; Idoso.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction:</b> Alcohol consumption is associated with risks and benefits depending on the quantity ingested. It is helpful to understand patterns of alcohol consumption in a population in order to decrease risk. The elderly represent a group of special interest, currently under-studied in this area. Family physicians can play a role in the evaluation and prevention of risky alcohol consumption in the elderly.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectives:</b> To assess the prevalence of risky alcohol consumption in the elderly in a primary care unit.</p>     <p><b>Methods:</b> A cross-sectional study of a sample the clinical records of an 1,225 individuals aged 65 or over was conducted. A representative random sample of 210 elderly patients was selected. Risky consumption was defined as 14 or more standard ethanol units (168g) per week.</p>     <p><b>Results:</b> In this sample of 210 elderly patients, the mean age was 73.7 ± 7.7 years and 57.6 % were women. The prevalence of alcohol consumption was 63% (95% CI 56,69) and risky consumption was found in 32.9% (95% CI 26,39) (56.2% (95% CI 49,62) in men, 15.7% (95% CI 10,20) in women), with 36.7% (95% CI 30,41) of the sample who were abstinent. We found a significant association between male gender and risky alcohol consumption. Age and education were not related to risky consumption.</p>     <p><b>Discussion:</b> In the elderly, excessive consumption of alcohol can have serious consequences. There is a lack of studies to assess patterns of alcohol consumption in this population. We found that 63.3% of the elderly in this population consume alcohol, with a male predominance, similar to findings in national studies. The prevalence of the risky consumption in this population, which includes a third of the sample, is higher than that found in other similar studies.</p>     <p><b>Conclusion:</b> Alcohol risk consumption is prevalent in the elderly in this population and family physicians should be aware of this problem.</p>     <p><b>Keywords:</b> Ethanol; Aged.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>O álcool é uma substância cujo consumo faz parte dos hábitos alimentares da sociedade em geral, integrado tanto na vida quotidiana e familiar como em eventos sociais e cerimónias religiosas.<sup>1-2</sup> O seu consumo moderado tem sido associado a benefícios para a saúde a médio e longo prazo.<sup>2-3</sup> Todavia, o uso de álcool em quantidades desaconselhadas pode estar relacionado com inúmeras causas de morbimortalidade, que incluem desde acidentes rodoviários a doenças hepáticas, cardiovasculares, psiquiátricas, pulmonares, imunológicas, ósseas e musculares, gastrointestinais, entre muitas outras.<sup>2,4</sup> Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de álcool figura entre os dez principais fatores de risco de doenças.<sup>1</sup></p>     <p>Apesar de o consumo excessivo de álcool estar frequentemente associado a jovens adultos, esta questão é multigeracional.<sup>5</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atualmente, os idosos, definidos como aqueles com idade igual ou superior a 65 anos, estão subestudados no que diz respeito aos padrões de consumo de álcool, existindo poucos dados exclusivos relativos a este grupo etário.<sup>6</sup> No idoso, a quantidade máxima diária recomendada pelas normativas internacionais é de uma bebida padrão (BP) (cerca de 12g de álcool), independentemente do género.<sup>6</sup> A BP é uma unidade de medida que avalia o volume de álcool numa bebida alcoólica, o que permite o cálculo da ingestão diária ou semanal de álcool.<sup>7</sup></p>     <p>A falta de estudos sobre este tema tem especial interesse na medida em que, durante o século XX, o número de idosos europeus triplicou e a esperança média de vida aumentou para mais do dobro, estimando-se que em 2028 mais de um quarto da população europeia terá 65 ou mais anos.<sup>5</sup></p>     <p>Considerando o envelhecimento populacional, o consumo de álcool nos idosos é um assunto premente que merece mais atenção, bem como o diagnóstico e tratamento dos problemas relacionados com o álcool neste grupo etário. Além disso, os idosos, pelas comorbilidades que geralmente lhes estão associadas e pelo uso comum de medicamentos, constituem um grupo de maior risco. </p>     <p>O abuso do álcool é um conceito global que inclui desde o consumo de risco até à dependência. Por consumo de risco entende-se um padrão de consumo que poderá levar a consequências físicas, mentais ou sociais deletérias para o próprio ou terceiros.<sup>7-8</sup> De acordo com a recomendação da entidade norte-americana <i>National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism,</i> é considerada uma ingestão de álcool diária de baixo risco no idoso aquela igual ou inferior a uma BP.<sup>6</sup> Em concordância com esta recomendação, o consumo de risco do álcool no idoso pode ser definido como aquele igual ou superior a duas BP por dia. Esta definição não é, porém, consensual entre diferentes autores e diferentes países.<sup>8</sup></p>     <p>Os profissionais dos cuidados de saúde primários (CSP) usufruem de uma posição privilegiada para a deteção e intervenção precoces em padrões de consumo que vão além do moderado, tendo em conta a avaliação multicêntrica do utente e o seu seguimento longitudinal. De referir ainda o respeito e confiança depositada, por parte do utente, no seu médico de família, o que certamente aumentará o sucesso da intervenção educacional.<sup>1,3,5</sup></p>     <p>Neste contexto, e dado o reduzido número de estudos que abordam este tema na população geriátrica, foram objetivos do presente trabalho estimar a prevalência do consumo de risco de álcool numa população de utentes idosos no contexto dos CSP e caracterizar a população em estudo em relação ao consumo crónico de fármacos e variáveis sociodemográficas.</p>     <p><b>Métodos</b></p>     <p>Estudo observacional transversal de uma população de utentes com idade superior ou igual a 65 anos de idade, inscritos até 31 de dezembro de 2013 numa USF da região do Minho. De um total de 1.225 idosos definiu-se amostra aleatória de 210 indivíduos, de acordo com a proporção estimada de consumo de risco de 10%, obtida na literatura internacional, e um erro amostral de 5%.<sup>9</sup> As variáveis estudadas foram a idade, o género, a escolaridade, o consumo de álcool e a polimedicação. Na obtenção dos dados foram utilizados os registos informatizados do Sistema de Apoio ao Médico (Ficha Individual do Utente). Definiu-se consumo de risco de álcool como um valor médio de ingestão semanal superior ou igual a 168 gramas (14 BP), em ambos os géneros.<sup>7-8</sup> Definiu-se por polimedicação o uso simultâneo de cinco ou mais fármacos de uso crónico. Excluíram-se os utentes sem informação sobre o consumo de etanol nos vinte e quatro meses precedentes à recolha dos dados, sendo substituídos de acordo com a ordem de aleatorização previamente estabelecida. A análise estatística foi efetuada com recurso ao <i>Statistical Package for the Social Sciences,</i> versão 21 (IBM®), com um nível de significância estatística de 5% (<i>p</i>&lt;0,05). Foi utilizado o teste de Qui-quadrado para comparação entre variáveis qualitativas. As variáveis contínuas foram comparadas com recurso ao teste <i>t</i> e análise ANOVA. O coeficiente de correlação de <i>Pearson</i> foi utilizado para avaliar o grau da correlação entre variáveis métricas. </p>     <p>O estudo foi submetido a parecer da Comissão de Ética para a Saúde da Administração Regional de Saúde do Norte, de que resultou a aprovação em reunião de 7 de abril de 2015. </p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudaram-se 210 utentes, 57,6 % mulheres, com idade média de 75,3±7,7 anos, com valor mínimo de 65 e máximo de 95 anos. Da amostra inicial foram excluídos 27 idosos (12,9% do total) por ausência de informação sobre o consumo de etanol. Entre os 65 e os 75 anos de idade encontram-se 49,5% dos idosos em estudo. Em média, obtiveram-se 2,4±1,3 registos do consumo de álcool por idoso. O consumo médio, em gramas, foi de 99,5±104g de álcool por semana. A prevalência encontrada para uso de álcool foi de cerca de 63% (IC95%: 56-69). A prevalência encontrada para consumo de risco do álcool foi de 32,9% (IC95%: 26-39) - 56,2% (IC95%: 49-62) nos homens e 15,7% (IC95%: 10-20) nas mulheres. Contudo, 36,7% (IC95%: 30-41) da população revelou-se abstinente para o consumo de álcool. Verificou-se existir uma associação significativa entre género masculino e consumo de risco do álcool (56,2% no género masculino comparativamente com 15,7% no género feminino; <i>p</i>&lt;0,01). Por outro lado, no género feminino encontrou-se uma associação significativa com a abstinência do álcool (<i>p</i>&lt;0,01) sendo que, dos idosos abstinentes, 72,7% eram mulheres. Não se verificou correlação entre a progressão da idade e o consumo de álcool em gramas (<i>p</i>=0,08). Quando avaliados escalões etários com intervalos de 10 anos, também não se verificaram diferenças no consumo médio de álcool (<i>p</i>=0,23). Analisando os idosos com ou sem consumo de risco do álcool verifica-se que aqueles com consumo de risco são, em média, mais jovens (73,8 anos <i>vs.</i> 76,1 anos; <i>p</i>=0,04). Quando comparados os idosos com seis ou mais anos de escolaridade (11,2% do total) com aqueles com menor escolaridade não se verificou diferença na média do consumo de álcool (75,8g <i>vs.</i> 113,5g; <i>p</i>=0,11) ou associação com consumo de risco (22,7% <i>vs.</i> 37,6%; <i>p</i>=0,12). Nos idosos com consumo de risco verificou-se que 50,7% encontra-se polimedicado (56% de polimedicação nos idosos sem consumo de risco).</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>A prevenção das consequências relacionadas com o consumo de álcool apenas é possível com o conhecimento dos padrões de consumo na população.<sup>2</sup> No idoso, o consumo excessivo de álcool pode ter consequências particularmente graves, dada a maior suscetibilidade aos seus efeitos e associação com risco acrescido de disfunção cognitiva e demência.<sup>8,10</sup> Neste ponto realça-se a importância da intervenção dos cuidados de saúde primários na avaliação e acompanhamento do padrão de consumo e das particularidades específicas desta população.<sup>10</sup></p>     <p>A prevalência encontrada para uso de álcool foi de cerca de 63% (IC95%: 56-69). Os estudos nacionais estimam na população idosa uma prevalência para uso de bebidas alcoólicas no último ano de 52%, com predomínio do género masculino.<sup>10</sup> Esta diferença pode ser explicada por fatores regionais, dada a prevalência de consumo de álcool na região norte ser superior em todos os grupos etários comparativamente com o restante território continental.<sup>11</sup></p>     <p>No que concerne ao consumo de risco de álcool na população estudada, a prevalência estimada foi de 32,9%. O abuso de álcool é um conceito global que inclui desde o consumo de risco até à dependência. São escassos os estudos que avaliam diretamente o consumo de risco do álcool no idoso. Nos Estados Unidos da América, as estatísticas mostram que cerca de 10% da população idosa abusa do álcool ou consome-o de forma problemática.<sup>5</sup> Connell e colaboradores estimaram que a prevalência de consumo excessivo nos idosos possa rondar os 17% no homem e 7% na mulher.<sup>12</sup> Esta assimetria de género foi também observada na amostra em estudo (52,2% <i>vs.</i> 15,75%), havendo uma associação estatisticamente significativa entre género masculino e consumo de risco. Esta associação foi previamente demonstrada noutras populações idosas e parece estar intimamente ligada com fatores socioculturais.<sup>13-14</sup></p>     <p>Não foi feita estratificação da amostra por classe etária ou nível educacional. Contudo, a análise estatística destas variáveis não mostrou associação com consumo de risco. Porém, níveis educacionais baixos estão geralmente associados a maior prevalência de distúrbios relacionados com o álcool.<sup>15</sup></p>     <p>Geralmente os idosos consomem menos álcool e têm menos problemas relacionados com o seu consumo que os indivíduos mais jovens.<sup>6</sup> Curiosamente, neste trabalho, esta tendência é também observada quando comparado o consumo de risco entre diferentes classes etárias acima dos 65 anos.</p>     <p>Naqueles idosos com consumo de risco, a maioria encontrava-se polimedicada. O uso conjunto do álcool e de vários medicamentos aumenta o risco de toxicidade, pelo que deve ser dada particular atenção a esta circunstância.</p>     <p>De realçar que o consumo de risco do álcool foi prevalente, abrangendo um terço da população estudada. Vários estudos têm demonstrado uma prevalência crescente de problemas relacionados com o álcool no idoso, apesar da menor atenção pública dada à questão. Embora por vezes difícil, a correta quantificação do consumo e avaliação dos problemas de saúde associados com o álcool são fulcrais para evitar e reduzir esta epidemia silenciosa.<sup>6,15</sup></p>     <p>Este estudo de caráter local teve por propósito o diagnóstico do consumo de risco de álcool na população idosa e abriu a possibilidade para uma intervenção mais informada neste contexto. É necessária uma avaliação futura mais pormenorizada deste problema na população idosa, idealmente com recurso a estudos de base multicêntrica e mais alargada. A reduzida dimensão amostral, a possível existência de variáveis de confundimento, a fiabilidade dos dados induzida pelo consumo autorreportado e o viés de seleção condicionado pela exclusão dos utentes sem informação sobre consumo do álcool limitam a generalização dos resultados a outras populações. Conclui-se que o consumo de risco do álcool no idoso é prevalente. Deste modo, os autores consideram necessária a promoção de práticas de prevenção do consumo excessivo do álcool nos CSP, em concordância com o preconizado pelo programa de intervenção governamental.<sup>16</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Varela MF. Prevalência do consumo do álcool em dois centros de saúde da Praia e num centro numa zona rural, Picos - Ilha de Santiago (Dissertation). Lisboa: Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa; 2013. Available from: <a href="http://hdl.handle.net/10362/8861" target="_blank">http://hdl.handle.net/10362/8861</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363366&pid=S2182-5173201600040000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. World Health Organization. International guide for monitoring alcohol consumption and related harm (Internet). Geneva: WHO; 2000. Available from: <a href="http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/66529/1/WHO_MSD_MSB_00.4.pdf" target="_blank">http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/66529/1/WHO_MSD_MSB_00.4.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363367&pid=S2182-5173201600040000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism. NIAAA releases physicians' guide (Internet). Washington, DC: NIAAA; 1995. Available from: <a href="https://www.niaaa.nih.gov/news-events/news-releases/niaaa-releases-physicians-guide" target="_blank">https://www.niaaa.nih.gov/news-events/news-releases/niaaa-releases-physicians-guide</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363368&pid=S2182-5173201600040000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Andersen P, Baumberg B. O álcool na Europa (Internet). Lisboa: Sociedade Anti-Alcoólica Portuguesa, Instituto S. João de Deus; 2006. Available from: <a href="http://btg.ias.org.uk/pdfs/alcohol-in-europe/country-translations/portugal.pdf" target="_blank">http://btg.ias.org.uk/pdfs/alcohol-in-europe/country-translations/portugal.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363369&pid=S2182-5173201600040000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>5. Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência. Drogas em destaque. Lisboa: OEDT; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363370&pid=S2182-5173201600040000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism. Washington, DC: NIAAA Page (Internet); 1970 Dec 31 (updated 2016). Available from: <a href="http://www.niaaa.nih.gov/" target="_blank">http://www.niaaa.nih.gov/</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363372&pid=S2182-5173201600040000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Centers for Disease Control and Prevention. Alcohol use and your health: fact sheets (Internet). Atlanta: CDC; 2014 (updated 2016 Feb 29). Available from: <a href="http://www.cdc.gov/alcohol/fact-sheets/alcohol-use.htm" target="_blank">www.cdc.gov/alcohol/fact-sheets/alcohol-use.htm</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363373&pid=S2182-5173201600040000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. International Center for Alcohol Policies. International drinking guidelines (Internet). Washington: ICAP; 2003. 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Available from: <a href="http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Sa%C3%BAde%20P%C3%BAblica%20Conteudos/Perfil_RN_2009.pdf" target="_blank">http://portal.arsnorte.min-saude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Conte%C3%BAdos/Sa%C3%BAde%20P%C3%BAblica%20Conteudos/Perfil_RN_2009.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363377&pid=S2182-5173201600040000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>12. O'Connell H, Chin AV, Cunningham C, Lawlor B. Alcohol use disorders in elderly people: redefining an age old problem in old age. BMJ. 2013; 327(7416):664-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363378&pid=S2182-5173201600040000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Saunders PA, Copeland JR, Dewey ME, Davidson IA, McWilliam C, Sharma V, et al. Heavy drinking as a risk factor for depression and dementia in elderly men: findings from the Liverpool longitudinal community study. Br J Psychiatry. 1991;159:213-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363380&pid=S2182-5173201600040000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Iliffe S, Haines A, Booroff A, Goldenberg E, Morgan P, Gallivan S. Alcohol consumption by elderly people: a general practice survey. Age Ageing. 1991;20(2):120-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363382&pid=S2182-5173201600040000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>15. Centro de Informações sobre Saúde e Álcool. São Paulo, BR: CISA Page (Internet); 2003 (updated 2016). Available from: <a href="http://www.cisa.org.br/index.php" target="_blank">http://www.cisa.org.br/index.php</a> </p>     <!-- ref --><p>16. Ministério da Saúde. Relatório do Grupo de Trabalho de elaboração do Programa de deteção precoce e intervenções breves dirigido ao consumo excessivo de álcool e tabaco nos Cuidados de Saúde Primários: relatório do subgrupo (álcool) (Internet). Lisboa: Ministério da Saúde; 2015. Available from: <a href="http://www2.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/C17E8534-6D1A-4FE9-9371-43782CF2C590/0/Relat%C3%B3rioGT_Dete%C3%A7%C3%A3oeinterven%C3%A7%C3%B5esbreves_CSP_alcool_final3.pdf" target="_blank">http://www2.portaldasaude.pt/NR/rdonlyres/C17E8534-6D1A-4FE9-9371-43782CF2C590/0/Relat%C3%B3rioGT_Dete%C3%A7%C3%A3oeinterven%C3%A7%C3%B5esbreves_CSP_alcool_final3.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363385&pid=S2182-5173201600040000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Albino Martins</p>     <p>Trav. S. André, nº 186, 4795-152 Vila das Aves, Porto</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:albinomartins.uminho@gmail.com">albinomartins.uminho@gmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflitos de interesse</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o ter conflitos de interesse.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Comiss&atilde;o de &eacute;tica</b></p>     <p>Estudo realizado ap&oacute;s parecer favor&aacute;vel da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da ARS Norte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 24-07-2015</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 02-06-2016</b></p>      ]]></body><back>
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