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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CLUBE DE LEITURA</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Suplementação de vitamina D na gravidez: qual a evidência?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Vitamin D supplementation during pregnancy: what is the clinical significance?</b></font></p>     <p><b>Raquel Olivença, Mónica Martins, Vanessa Mendes, Liliana Castanheira</b></p>     <p>Médicas Internas de Medicina Geral e Familiar. USF Dafundo</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>De-Regil LM, Palacios C, Lombardo LK, Peña-Rosas JP. Vitamin D supplementation for women during pregnancy (review). Cochrane Database Syst Rev. 2016 Jan 14;(1):CD008873.</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>O défice de vitamina D é considerado comum nas grávidas. A suplementação com vitamina D durante a gravidez tem sido sugerida como uma intervenção protetora contra resultados adversos na gravidez.</p>     <p><b>Objetivo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificar se a suplementação oral com vitamina D isoladamente ou em combinação com cálcio ou outras vitaminas e minerais em mulheres durante a gravidez pode melhorar de forma segura resultados maternos e neonatais.</p>     <p><b>Métodos</b></p>     <p>Foi feita uma pesquisa exaustiva e detalhada em diversas bases de dados de ensaios clínicos (<i>Cochrane Central Register of Controlled Trials,</i> MEDLINE, Ovid, CINAHL) e de teses e dissertações, bem como em plataformas de ensaios clínicos em curso ou não, publicados, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras organizações relevantes. Foram selecionados ensaios clínicos aleatorizados ou quasi-aleatorizados que avaliavam o efeito da suplementação com vitamina D isoladamente ou em combinação com outros micronutrientes (nomeadamente cálcio) em mulheres durante a gravidez. Estas intervenções foram comparadas com placebo ou nenhuma suplementação.</p>     <p>A avaliação da qualidade metodológica dos estudos foi realizada por dois investigadores de forma independente, de acordo com os critérios da Cochrane, tendo sido utilizada a classificação internacional de qualidade de evidência GRADE <i>(Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation).</i></p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Foram incluídos 15 ensaios na revisão sistemática, envolvendo um total de 2.833 mulheres. Os estudos encontrados eram de qualidade muito baixa a moderada. Em relação à comparação da suplementação com vitamina D isoladamente <i>versus</i> placebo ou nenhuma suplementação verificou-se um aumento da concentração de 25-hidroxivitamina D e uma redução do risco de pré-eclâmpsia (RR 0,52 (IC 0,25-1,05)), de parto pré-termo (RR 0,36 (IC 0,14-0,93)) e de filhos com baixo peso ao nascer (RR 0,40 (IC 0,24-0,67)) nas mulheres submetidas à primeira intervenção. Não houve diferença evidente entre os grupos relativamente aos <i>outcomes:</i> diabetes gestacional, efeitos adversos, cesariana, nados-mortos ou mortes neonatais. Em relação à comparação da suplementação com vitamina D e cálcio <i>versus</i> placebo ou nenhuma suplementação verificou-se uma redução do risco de pré-eclâmpsia (RR 0,51 (IC 0,32-0,80)) e um aumento do risco de parto pré-termo (RR 1,57 (IC 1,02-2,43)) nas mulheres submetidas à primeira intervenção.</p>     <p><b>COMENTÁRIO</b></p>     <p>O novo programa nacional de vigilância da gravidez de baixo risco recomenda a suplementação de várias vitaminas e minerais (ácido fólico, iodo, ferro).<sup>1</sup> A suplementação com vitaminas na gravidez não é consensual, sendo diferentes as recomendações das principais <i>guidelines</i> europeias; a OMS e a NICE recomendam apenas a suplementação de ácido fólico e vitamina D (vitD). Segundo estas sociedades científicas, as mães devem ser informadas sobre os benefícios da manutenção dos níveis de vitD durante a gravidez e aleitamento, para a sua saúde e do seu bebé, sendo recomendada a administração diária de 10mg de vitD, integrada no <i>Healthy Start multivitamin supplement, </i>atualmente recomendado e comparticipado pelo NHS <i>(National Health System).</i><sup>2-3</sup></p>     <p>Em Portugal, a prevalência de níveis baixos de vitD não é conhecida. No entanto, alguns estudos demonstram que em nenhuma região do mundo, incluindo países europeus, foram atingidos valores médios de vitD superior a 30ng/ml, sugerindo a existência de outros fatores influenciadores da sua produção, para além da latitude, nomeadamente a duração da exposição solar, o vestuário, o tipo de pele e a sua pigmentação. Desta forma, não é de esperar que a realidade portuguesa seja diferente da encontrada nos vários países europeus que participaram nestes estudos.<sup>4</sup> Na literatura existem descritos dois estudos portugueses em população hospitalar que corroboram a elevada prevalência de défice de vitD, embora esta possa estar sobrestimada.<sup>5-6</sup></p>     <p>Por ser um tema pertinente e muito em voga no momento revemos a revisão sistemática da Cochrane, na qual se baseou o novo programa de vigilância da gravidez de baixo risco, tendo esta avaliado 15 ensaios clínicos aleatorizados ou quasi&#8208;aleatorizados, em que a maioria apresenta fraca qualidade metodológica.<sup>7</sup> O risco de viés na maioria dos estudos não era claro, sendo que muitos estudos apresentavam um risco elevado por não terem comparação com placebo ou a alocação no grupo de tratamento <i>versus</i> controlo não ter sido ocultada. Oito dos estudos comparavam a suplementação de vitD com a ausência de qualquer intervenção, não sendo utilizado sequer um placebo; no entanto, num estudo esta questão não era clara. Dos seis que utilizaram comparação com placebo, apenas três eram duplamente cegos. Sendo estes estudos de baixa ou muito baixa qualidade, a nossa confiança na estimativa de efeito é limitada, pois o verdadeiro efeito pode ser ou é provável que seja substancialmente diferente do que foi estimado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente à suplementação com vitD <i>versus</i> placebo ou não intervenção, os resultados são estatisticamente significativos: </p>     <p>Recém-nascido pré-termo - Redução de 64% do risco relativo (RR); no entanto, apresenta uma redução de risco absoluto de apenas 6,3%;</p>     <p>Baixo peso ao nascer - Redução de 60% do risco relativo, mas redução do risco absoluto de apenas 11,9%;</p>     <p>Pré-eclâmpsia - Risco relativo (RR) de 0,52, intervalo de confiança (IC) a 95% de 0,25 a 1,05. Os autores referem diminuição de risco <i>borderline,</i> contudo, o risco relativo não é estatisticamente significativo.</p>     <p>Para os restantes <i>outcomes</i> (diabetes gestacional, concentração vitD no final da gravidez e reações adversas), os resultados não são estatisticamente significativos.</p>     <p>Relativamente à suplementação de VitD oral + cálcio <i>versus</i> placebo ou sem intervenção, apesar de se ter demonstrado uma redução do risco relativo de pré-eclâmpsia de 49% e uma redução de risco absoluto de 4,5%, verificou-se um risco relativo acrescido de 57% de nascimento pré&#8208;termo (RR 1,57 (IC 95% 1,02-2,43)) e um aumento do risco absoluto de 4,1% sendo, por isso, a evidência contra a suplementação de vitD juntamente com cálcio durante a gravidez.</p>     <p>Depois da análise deste artigo, concluímos que níveis mais altos de vitD parecem estar associados a melhores <i>outcomes</i> na gravidez (particularmente menor taxa de parto pré-termo e baixo peso). Porém, após uma análise exaustiva do mesmo e considerando a baixa qualidade dos estudos em que se baseia, deveremos questionar estes resultados, sendo necessária a realização de mais estudos com qualidade superior.</p>     <p>Não é conhecida a segurança da toma de vitD na gravidez, sendo insuficiente a evidência sobre os seus efeitos adversos, ou potenciais riscos, para determinar com segurança a sua administração como suplemento na gravidez.</p>     <p>Os níveis de vitD essenciais a um bom desenvolvimento fetal e bem-estar materno podem ser atingidos de uma forma mais fisiológica e mais segura, como é a exposição solar. Portugal apresenta um clima temperado, com elevada exposição à luz solar ao longo de todo o ano. Assim, considerando os benefícios apresentados na revisão sistemática, na prática clínica pode-se recomendar exposição solar adequada durante a gravidez, de forma a atingir o nível desejável de vitD com um risco carcinogénico mínimo. É importante escolher as horas&nbsp;de&nbsp;exposição, sempre que tal é possível. O tempo&nbsp;de&nbsp;exposição, naturalmente, é fundamental, devendo ser limitado no início e só gradualmente aumentado,&nbsp;de&nbsp;acordo com a tolerância.<sup>8-9</sup></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Direção-Geral da Saúde. Programa nacional para a vigilância da gravidez de baixo risco. Lisboa: DGS; 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363636&pid=S2182-5173201600040001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>2. World Health Organization. Guideline: vitamin D supplementation in pregnant women. Geneva: WHO; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363638&pid=S2182-5173201600040001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789241504935</p>     <!-- ref --><p>3. National Institute for Health and Care Excellence. Antenatal care for uncomplicated pregnancies. London: NICE; 2008 Mar (updated 2016 Mar).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363640&pid=S2182-5173201600040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>4. APMCG, FMUP, SPDOM, SPEDM, SPHCM, SPMFR, et al. Declaração Portuguesa da vitamina D. 2009. Available from: <a href="http://www.spmi.pt/pdf/Declaracao_Port_VitD_2009_final.pdf" target="_blank">http://www.spmi.pt/pdf/Declaracao_Port_VitD_2009_final.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363642&pid=S2182-5173201600040001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>5. Santiago T, Rebelo M, Porto J, Silva N, Vieira JD, Nascimento-Costa JM. Hipovitaminose D em doentes internados num serviço de medicina interna (Hypovitaminosis D in patients admitted to an internal medicine ward). Acta Med Port. 2012;25(2):68-76. Portuguese</p>     <p>6. Santos MJ, Fernandes V, Garcia FM. Carência de vitamina D numa população hospitalar: uma fotografia pela perspetiva laboratorial (Vitamin D insufficiency in a hospital population: a photograph from the laboratory perspective). Acta Med Port. 2015;28(6):726-34. Portuguese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>7. De-Regil LM, Palacios C, Lombardo LK, Peña-Rosas JP. Vitamin D supplementation for women during pregnancy (review). Cochrane Database Syst Rev. 2016 Jan 14;(1):CD008873.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363645&pid=S2182-5173201600040001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Grigalavicius M, Moan J, Dahlback A, Juzeniene A. Daily, seasonal, and latitudinal variations in solar ultraviolet A and B radiation in relation to vitamin D production and risk for skin cancer. Int J Dermatol. 2016;55(1):e23-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363647&pid=S2182-5173201600040001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Rivas M, Rojas E, Araya MC, Calaf GM. Ultraviolet light exposure, skin cancer risk and vitamin D production. Oncol Lett. 2015;10(4):2259-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363649&pid=S2182-5173201600040001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflitos de interesse</b></p>     <p>As autoras declaram não ter conflito de interesses.</p>      ]]></body><back>
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