<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732016000500001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formação cocriada e colaborativa nas unidades de saúde]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Broeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paula]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>32</volume>
<numero>5</numero>
<fpage>294</fpage>
<lpage>296</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732016000500001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732016000500001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732016000500001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Forma&#231;&#227;o cocriada e colaborativa nas     unidades de sa&#250;de</b></font></p>       <p><b>Paula Broeiro*</b></p>       <p>*Directora     da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p>A escrita de     um editorial &#233; sempre um desafio. Este consistir&#225; na narrativa de uma     experi&#234;ncia potencialmente adversa que se converteu num enorme ganho pessoal e     profissional. Ser&#225;, pois, um editorial escrito na primeira pessoa.</p>       <p>Em mar&#231;o de     2016 fui informada, por uma colega, de que integrava um j&#250;ri do concurso de     consultor da carreira m&#233;dica, cuja composi&#231;&#227;o havia sido refeita. Foi um misto     de emo&#231;&#245;es associadas &#224; apreens&#227;o com a responsabilidade da avalia&#231;&#227;o da     progress&#227;o de colegas, &#224; sobrecarga acrescida num per&#237;odo em que me encontrava     em tempo parcial, usufruindo de um direito legal que me havido sido reconhecido.     Pedi escusa, invocando a situa&#231;&#227;o de trabalho a tempo parcial. Quando recebi o     telefonema acerca do meu pedido de escusa, j&#225; tinha ocorrido a primeira reuni&#227;o     do j&#250;ri e sido estabelecido um compromisso interpessoal entre os seus membros.     Apesar dos constrangimentos pessoais aceitei continuar, pois que, centrando-me     nos candidatos, seriam estes os prejudicados com um novo adiamento das provas     do concurso.</p>       <p>Como &#233; do     conhecimento dos m&#233;dicos, a avalia&#231;&#227;o para a progress&#227;o na carreira &#233; efetuada     mediante o cumprimento de legisla&#231;&#227;o pr&#243;pria, cujos requisitos incluem a     entrega de <i>Curriculum Vitae</i> (CV) e     uma prova p&#250;blica, que compreende a discuss&#227;o do CV e uma prova pr&#225;tica<sup>1</sup> (an&#225;lise de um caso cl&#237;nico).<sup>2</sup></p>       <p>Cumprindo     todos os procedimentos concursais, o primeiro desafio foi a avalia&#231;&#227;o     curricular para a qual o j&#250;ri utilizou a grelha publicada na p&#225;gina do Col&#233;gio     de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos M&#233;dicos,<sup>3</sup> introduzindo     pequenas altera&#231;&#245;es. A sua aplica&#231;&#227;o causou grande desconforto pela falta de     coer&#234;ncia na distribui&#231;&#227;o da pontua&#231;&#227;o quanto ao exerc&#237;cio cl&#237;nico (e.g.,     pondera&#231;&#227;o semelhante para a elabora&#231;&#227;o de um folheto como para a atividade     assistencial), quanto &#224; forma&#231;&#227;o recebida (em que &#233; pontuada a quantidade e n&#227;o     a sua relev&#226;ncia) e quanto &#224; pouca valoriza&#231;&#227;o da aquisi&#231;&#227;o de compet&#234;ncias. A     referida grelha merece uma revis&#227;o reflexiva e o envolvimento colaborativo de     especialistas em avalia&#231;&#227;o.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O espa&#231;o de     liberdade do j&#250;ri foi a prova pr&#225;tica: depois de acordado o modelo de prova,     definiram-se os crit&#233;rios de avalia&#231;&#227;o e desenhou-se o modelo de constru&#231;&#227;o dos     casos. A constru&#231;&#227;o dos casos teve como objetivos harmonizar a tipologia e a     extens&#227;o de dados a fornecer a cada candidato, garantindo que n&#227;o se fariam     perguntas em cascata, e n&#227;o expor o j&#250;ri (e.g., <i>role playing</i>). Assumiu-se que ao candidato se forneceria a hist&#243;ria     cl&#237;nica (hist&#243;ria pessoal e social, lista de problemas, exames complementares e     terap&#234;utica regular) e os itens S(ubjetivo) e O(bjetivo) das notas de     seguimento do registo m&#233;dico orientado por problemas.<sup>4</sup> Os casos     cl&#237;nicos deveriam, por raz&#245;es &#233;ticas e quest&#245;es de sigilo/confidencialidade,     ser criados (mesmo que inspirados em casos reais) e, atendendo &#224; fase da     carreira profissional dos candidatos (pelo menos, cinco anos de exerc&#237;cio), ter     complexidade (e.g., exigir defini&#231;&#227;o de prioridades, gest&#227;o terap&#234;utica,     aplica&#231;&#227;o de normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica a par de cuidados preventivos,     coordena&#231;&#227;o e/ou articula&#231;&#227;o de cuidados).<sup>5</sup> Atendendo &#224; incerteza6     inerente &#224; pr&#225;tica de medicina geral e familiar, o que se avaliaria seriam os     restantes itens do m&#233;todo de Weed:<sup>4</sup> A(valia&#231;&#227;o) e P(lano). Os     par&#226;metros orientadores da avalia&#231;&#227;o7 foram definidos para: <b>A</b> (abordagem hol&#237;stica, capacidade de     interpretar (julgamento cl&#237;nico), gest&#227;o cl&#237;nica (e.g., multimorbilidade, a     incerteza e risco) e discuss&#227;o (clarifica&#231;&#227;o dos itens anteriores)) e <b>P</b> (capacidade de decis&#227;o (e.g.,     prioridades e justifica&#231;&#227;o das escolhas), mobiliza&#231;&#227;o de recursos, gest&#227;o da     complexidade (e.g., respeito pela globalidade e individualidade, compreens&#227;o     das diferentes intera&#231;&#245;es e das consequ&#234;ncias da interven&#231;&#227;o) e discuss&#227;o).</p>       <p>Sendo o j&#250;ri     constitu&#237;do por m&#233;dicos n&#227;o especialistas em avalia&#231;&#227;o e tratando-se de um     concurso para a aquisi&#231;&#227;o do grau de consultor, o caso cl&#237;nico seria o mote     para melhor avaliar indiretamente a compet&#234;ncia cl&#237;nica. O desenho da prova     teve subjacente a necessidade de avaliar diferentes dimens&#245;es de compet&#234;ncia:<sup>8</sup> conhecimentos e sua aplica&#231;&#227;o, capacidade de interpretar testes de diagn&#243;stico,     racioc&#237;nio cl&#237;nico, capacidade de identificar e resolver problemas,     comunica&#231;&#227;o, capacidade de trabalhar em equipa e mobilizar recursos, capacidade     de expressar dilemas cl&#237;nicos.</p>       <p>A cada     candidato foi dada a oportunidade de tirar &#224; sorte um de cinco casos, foi     fornecido um tempo aproximado de consulta (15 minutos) para ler e fazer a     avalia&#231;&#227;o do caso e estabelecer o plano para o doente, de acordo com os dados     dispon&#237;veis. Os candidatos apresentaram a sua avalia&#231;&#227;o e plano,     justificando-os, tendo o j&#250;ri pontualmente de fazer perguntas de clarifica&#231;&#227;o.     Cada prova revelou ser a express&#227;o da compet&#234;ncia profissional de cada     candidato e na maioria dos casos o reflexo da maturidade da equipa que integram     e do seu percurso profissional.</p>       <p>As provas     p&#250;blicas do concurso tornaram-se uma experi&#234;ncia gratificante pelo trabalho da     equipa quase espont&#226;nea - j&#250;ri - e sobretudo pela forma como os     candidatos corresponderam e concretizaram a expectativa do j&#250;ri atrav&#233;s do seu     exerc&#237;cio de avalia&#231;&#227;o e planeamento integrado de cuidados. Esta experi&#234;ncia     mereceu-me uma reflex&#227;o sobre o papel das nossas unidades de sa&#250;de enquanto     comunidades de pr&#225;tica e de forma&#231;&#227;o m&#233;dica cont&#237;nua. Desconhecendo em concreto     qual o modelo organizativo de ensino-aprendizagem da unidade de sa&#250;de de cada     candidato, os casos apresentados seguiram um modelo n&#227;o-linear. A diversidade     de percursos, na discuss&#227;o com cada candidato, no sentido de saber at&#233; onde     eram capazes de <i>caminhar</i> como     profissionais aut&#243;nomos, pensantes, cr&#237;ticos e atuantes, permitiu ter     argumentos suficientes para atribuir a cada um a classifica&#231;&#227;o, a que a lei     obriga, e compreender de que modos diferentes tinham constru&#237;do as suas     compet&#234;ncias e as tinham (ou n&#227;o) aprofundado.</p>       <p>O volume e a     complexidade do conhecimento e das tecnologias colocam desafios &#224; compet&#234;ncia<sup>9</sup> dos profissionais de sa&#250;de e as adquiridas no final da forma&#231;&#227;o espec&#237;fica s&#227;o     insuficientes para assegurar o desempenho de elevada qualidade ao longo da     vida.<sup>10</sup> O <i>desenvolvimento     profissional cont&#237;nuo</i> (DPC) &#233; um processo c&#237;clico e gradual em espiral, de     regresso aos mesmos temas com maturidade e/ou profundidade diferentes.<sup>9</sup> As compet&#234;ncias s&#227;o contextuais e refletem a rela&#231;&#227;o entre capacidades     individuais e tarefas/necessidades reais do lugar de pr&#225;tica.<sup>8,11-12</sup> O que vem refor&#231;ar a perce&#231;&#227;o de que cada candidato expressou o seu     desenvolvimento profissional, a circunst&#226;ncia do seu exerc&#237;cio e de que as suas     unidades de sa&#250;de poderiam ter sido comunidades de pr&#225;tica. As comunidades de     pr&#225;tica baseiam-se nas rela&#231;&#245;es entre m&#233;dicos, em cuidados centrados no     paciente eficazes, na flexibilidade adquirida num ambiente de constante     reavalia&#231;&#227;o da aprendizagem atrav&#233;s de casos.<sup>5</sup> Neste modelo, os     profissionais definem objetivos comuns (colaborativos), planos de sa&#250;de     cocriados e envolvem-se numa aprendizagem e pr&#225;ticas reflexivas.<sup>5</sup> Nestas comunidades, os membros est&#227;o dispostos a aprender com a sua pr&#225;tica     comum, assumir como seus os objetivos dos outros, partilhar as suas hist&#243;rias     de sucesso e fracasso, e promover a evolu&#231;&#227;o cont&#237;nua da aprendizagem coletiva<sup>5</sup>,     o que requer mecanismos de <i>feedback</i> adequados.<sup>5,11-12</sup></p>       <p>A     atualiza&#231;&#227;o de conhecimentos e compet&#234;ncias para os m&#233;dicos n&#227;o &#233; nova -     historicamente, o modelo de aprendizagem <i>educa&#231;&#227;o     m&#233;dica cont&#237;nua</i> (EMC) tem perpetuado a aprendizagem como um complemento &#224;     pr&#225;tica di&#225;ria.<sup>10</sup> A evolu&#231;&#227;o dos modelos de EMC para DPC tende para     atividades de aprendizagem em grupo, realistas, orientadas &#224;s compet&#234;ncias de     presta&#231;&#227;o de cuidados e &#224;s necessidades/prefer&#234;ncias dos m&#233;dicos, mensur&#225;veis     pelos ganhos de conhecimento, desempenho cl&#237;nico e/ou melhoria dos resultados     em sa&#250;de.<sup>10</sup> O isolamento profissional &#233; hoje reconhecido como o     principal obst&#225;culo ao DPC.<sup>10</sup></p>       <p>O ambiente     de pr&#225;tica &#233; rico em oportunidades de identifica&#231;&#227;o de necessidades     educacionais e gera&#231;&#227;o de solu&#231;&#245;es, bem como propicia o desenvolvimento de     conhecimento e compet&#234;ncia (e.g., cognitiva, funcional, social, &#233;tica)     alinhados com as fases de progress&#227;o profissional.<sup>9</sup> A avalia&#231;&#227;o     desempenha um papel integrante do processo, uma vez que confirma em que medida     foram adquiridas compet&#234;ncias ao longo da vida.<sup>9</sup></p>       <p>Os conceitos     de cocria&#231;&#227;o, colabora&#231;&#227;o e criatividade, apesar de aplicados &#224; investiga&#231;&#227;o,<sup>13</sup> t&#234;m paralelo na aprendizagem m&#233;dica. Em Portugal existem seguramente     experi&#234;ncias formativas de sucesso que deveriam ser publicadas.</p>       <p>O concurso     de consultor como experi&#234;ncia positiva levou-me a questionar se ser&#225; necess&#225;rio     implementar um novo modelo de credita&#231;&#227;o ou se n&#227;o seria adequado e oportuno     aperfei&#231;oar o existente. </p>       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <p>1. Decreto-Lei     no 177/2009, de 4 de agosto. Di&#225;rio da Rep&#250;blica. 1&#170; S&#233;rie(149).</p>       <p>2. Portaria     n.o 217/2011, de 31 de maio. Di&#225;rio da Rep&#250;blica. 1&#170; S&#233;rie(105).</p>       <!-- ref --><p>3. Col&#233;gio     da Especialidade de Medicina Geral e Familiar. Grelha de avalia&#231;&#227;o da prova     curricular do procedimento concursal de habilita&#231;&#227;o ao grau de consultor da     carreira m&#233;dica: especialidade de medicina geral e familiar. Lisboa: Ordem dos     M&#233;dicos; 2015. p. 354-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363750&pid=S2182-5173201600050000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>4. Weed LL.     Medical records that guide and teach. N Engl J Med. 1968;278(11):593-600.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363752&pid=S2182-5173201600050000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>5. Soubhi H,     Bayliss EA, Fortin M, Hudon C, van den Akker M, Thivierge R, et al. Learning     and caring in communities of practice: using relationships and collective     learning to improve primary care for patients with multimorbidity. Ann Fam Med.     2010;8(2):170-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363754&pid=S2182-5173201600050000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6. Yaphe J.     Teaching and learning about uncertainty in family medicine. Rev Port Med Geral     Fam. 2014;30(5):286-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363756&pid=S2182-5173201600050000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Gerada C,     Riley B, Simon C. Preparing the future GP: the case for enhanced GP training     (Internet). London: Royal College of General Practitioners; 2012. Available     from:   <a href="http://www.rcgp.org.uk/policy/rcgp-policy-areas/~/media/Files/Policy/A-Z-policy/Case_for_enhanced_GP_training.ashx" target="_blank">http://www.rcgp.org.uk/policy/rcgp-policy-areas/~/media/Files/Policy/A-Z-policy/Case_for_enhanced_GP_training.ashx</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363758&pid=S2182-5173201600050000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Epstein     RM. Assessment in medical education. N Engl J Med. 2007;356(4):387-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363759&pid=S2182-5173201600050000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>9. Broeiro     P. Conhecimento e compet&#234;ncia. Rev Port Med Geral Fam. 2015;31(2):82-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363761&pid=S2182-5173201600050000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Horsley     T, Grimshaw J, Campbell C. How to create conditions for adapting physicians&#8217;     skills to new needs and lifelong learning (Internet). Copenhagen: World Health     Organization; 2010. Available from: <a href="http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0020/124418/e94294.pdf" target="_blank">http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0020/124418/e94294.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363763&pid=S2182-5173201600050000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Milner     RJ, Gusic ME, Thorndyke LE. Perspective: toward a competency framework for     faculty. Acad Med. 2011;86(10):1204-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363764&pid=S2182-5173201600050000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>12. Miller     A, Archer J. Impact of workplace based assessment on doctors&#8217; education and     performance: a systematic review. BMJ. 2010;341:c5064.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363766&pid=S2182-5173201600050000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>13.     Greenhalgh T, Jackson C, Shaw S, Janamian T. Achieving research impact through     co-creation in community-based health services: literature review and case     study. Milbank Q. 2016;94(2):392-429.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1363768&pid=S2182-5173201600050000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>E-mail: <a href="mailto:director@rpmgf.pt">director@rpmgf.pt</a></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar</collab>
<source><![CDATA[Grelha de avaliação da prova curricular do procedimento concursal de habilitação ao grau de consultor da carreira médica: especialidade de medicina geral e familiar]]></source>
<year>2015</year>
<page-range>354-68</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ordem dos Médicos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Weed]]></surname>
<given-names><![CDATA[LL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Medical records that guide and teach]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>1968</year>
<volume>278</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>593-600</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Soubhi]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bayliss]]></surname>
<given-names><![CDATA[EA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fortin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hudon]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van den Akker]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thivierge]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Learning and caring in communities of practice: using relationships and collective learning to improve primary care for patients with multimorbidity]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Fam Med]]></source>
<year>2010</year>
<volume>8</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>170-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Yaphe]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Teaching and learning about uncertainty in family medicine]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></source>
<year>2014</year>
<volume>30</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>286-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gerada]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Riley]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simon]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Preparing the future GP: the case for enhanced GP training]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Royal College of General Practitioners]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessment in medical education]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>2007</year>
<volume>356</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>387-96</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Broeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento e competência]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></source>
<year>2015</year>
<volume>31</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>82-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Horsley]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grimshaw]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campbell]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[How to create conditions for adapting physicians skills to new needs and lifelong learning]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhagen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Milner]]></surname>
<given-names><![CDATA[RJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gusic]]></surname>
<given-names><![CDATA[ME]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thorndyke]]></surname>
<given-names><![CDATA[LE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Perspective: toward a competency framework for faculty]]></article-title>
<source><![CDATA[Acad Med]]></source>
<year>2011</year>
<volume>86</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>1204-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Archer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Impact of workplace based assessment on doctors' education and performance: a systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ]]></source>
<year>2010</year>
<volume>341</volume>
<page-range>c5064</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Greenhalgh]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jackson]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shaw]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Janamian]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Achieving research impact through co-creation in community-based health services: literature review and case study]]></article-title>
<source><![CDATA[Milbank Q]]></source>
<year>2016</year>
<volume>94</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>392-429</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
