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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo CUMPRO: CUMPrimento do Rastreio Oncológico em profissionais de um AceS]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: Cancer is the second leading cause of death in Portugal. The National Oncology Surveillance Plan includes screening programs for colorectal, breast and cervical cancer. The goal of this study was to assess compliance with cancer screening programs among professionals in a group of health centres. Study design: Cross-sectional study. Participants: All professionals in the ACeS Póvoa de Varzim/Vila do Conde group of health centres who were eligible for cancer screening. Methods: Participants were asked to complete an anonymous questionnaire about their compliance with cancer screening programs or their reasons for non-compliance. The questionnaires were distributed between February and April 2015. Compliance was assessed based on the performance indicators for cancer screening used in primary health care in 2014. Results: The response rate was 87.7% as 267 questionnaires were returned from 307 eligible participants. Eight questionnaires were excluded. The median age of participants was 41 years. Compliance with screening recommendations was found among 82.2%. Compliance with colorectal cancer screening was found among 77.8%, breast cancer screening in 84.1%, and cervix cancer screening in 87.6%. Conclusions: Professionals in this population had good compliance with current cancer screening recommendations. This study may serve as a basis for comparison for future studies.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Deteção Precoce do Cancro]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Estudo CUMPRO: CUMPrimento do Rastreio     Oncol&#243;gico em profissionais de um AceS</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Compliance with cancer screening among professionals in a group of health centres</b></font></p>       <p><b>Margarida Moreira,<sup>1</sup> An&#237;bal     Martins,<sup>2</sup> Vera Amaral,<sup>2</sup> Rute Mota,<sup>2</sup> Ana     Almeida,<sup>3</sup> Carla Morna<sup>4</sup></b></p>       <p><sup>1</sup>M&#233;dica     Interna de Medicina Geral e Familiar. USF das Ondas</p>       <p><sup>2</sup>M&#233;dico     Interno de Medicina Geral e Familiar. USF Santa Clara</p>       <p><sup>3</sup>M&#233;dica     Especialista de Medicina Geral e Familiar. USF Santa Clara</p>       <p><sup>4</sup>M&#233;dica     Especialista de Medicina Geral e Familiar. USF das Ondas</p>      <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>       <p><b>Objetivo:</b> As doen&#231;as oncol&#243;gicas s&#227;o a     segunda principal causa de morte em Portugal. O Plano de Vigil&#226;ncia Oncol&#243;gica     Nacional contempla os rastreios do cancro colorretal (CCR), da mama e do colo     do &#250;tero (CCU). O objetivo prim&#225;rio deste trabalho foi determinar a propor&#231;&#227;o     de profissionais de um Agrupamento de Centros de Sa&#250;de (ACeS) que os cumpre     efetivamente.</p>       <p><b>Tipo de estudo:</b> Estudo censit&#225;rio,     observacional transversal descritivo.</p>       <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Profissionais do ACeS P&#243;voa     de Varzim/Vila do Conde eleg&#237;veis para os rastreios oncol&#243;gicos referidos.</p>       <p><b>M&#233;todos:</b> Aplicou-se um question&#225;rio     an&#243;nimo sobre a ades&#227;o ao rastreio oncol&#243;gico e motivos de n&#227;o ades&#227;o se     aplic&#225;vel. A distribui&#231;&#227;o dos question&#225;rios foi efetuada entre 9 de fevereiro e     4 de abril de 2015.</p>       <p><b>Resultados:</b> A taxa de resposta foi de     87,0%. Foram obtidos 267 question&#225;rios de um total de 307 participantes     eleg&#237;veis. Oito question&#225;rios foram exclu&#237;dos. A mediana das idades situou-se     nos 41 anos. Na globalidade, 82,2% dos profissionais apresentavam rastreios     atualizados de acordo com a sua idade e g&#233;nero. Numa base individual, 77,8% dos     eleg&#237;veis apresentava o rastreio do CCR atualizado, 84,1% o do cancro da mama e     87,6% o do CCU.</p>       <p><b>Conclus&#245;es:</b> Verificou-se uma boa ades&#227;o     aos rastreios oncol&#243;gicos pelos profissionais. Este estudo poder&#225; servir como     termo comparativo para futuras investiga&#231;&#245;es.</p>       <p><b>Palavras-chave:</b> Dete&#231;&#227;o Precoce do     Cancro; Profissionais de Sa&#250;de; Ades&#227;o a Recomenda&#231;&#245;es.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objectives:</b> Cancer is the second     leading cause of death in Portugal. The National Oncology Surveillance Plan     includes screening programs for colorectal, breast and cervical cancer. The     goal of this study was to assess compliance with cancer screening programs   among professionals in a group of health centres.</p>       <p><b>Study design:</b> Cross-sectional study.</p>       <p><b>Participants:</b> All professionals in the     ACeS P&#243;voa de Varzim/Vila do Conde group of health centres who were eligible     for cancer screening.</p>       <p><b>Methods:</b> Participants were asked to     complete an anonymous questionnaire about their compliance with cancer     screening programs or their reasons for non-compliance. The questionnaires were     distributed between February and April 2015. Compliance was assessed based on     the performance indicators for cancer screening used in primary health care in     2014.</p>       <p><b>Results:</b> The response rate was 87.7% as     267 questionnaires were returned from 307 eligible participants. Eight     questionnaires were excluded. The median age of participants was 41 years.     Compliance with screening recommendations was found among 82.2%. Compliance     with colorectal cancer screening was found among 77.8%, breast cancer screening     in 84.1%, and cervix cancer screening in 87.6%.</p>       <p><b>Conclusions:</b> Professionals in this     population had good compliance with current cancer screening recommendations.     This study may serve as a basis for comparison for future studies.</p>       <p><b>Keywords:</b> Early Detection of Cancer;     Health Personnel; Guideline Adherence.</p>  <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>       <p>As doen&#231;as     oncol&#243;gicas constituem a segunda principal causa de morte em Portugal (apenas     precedidas pelas doen&#231;as do aparelho circulat&#243;rio) - 25,0% das mortes em     2014, segundo o PORDATA<sup>1</sup> - e t&#234;m um profundo impacto nos     doentes, nos familiares e na sociedade, sendo provavelmente das doen&#231;as mais     temidas pela popula&#231;&#227;o em geral.<sup>2</sup> Muitas das mortes por cancro     seriam evit&#225;veis atrav&#233;s de medidas de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria e secund&#225;ria     (diagn&#243;stico precoce em rastreios),<sup>3</sup> pelo que o reconhecimento     destes factos levou a estabelecer o combate contra o cancro como uma das     prioridades do Plano Nacional de Sa&#250;de.<sup>2</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto,     as recomenda&#231;&#245;es para rastreio variam consoante as sociedades cient&#237;ficas. Em     Portugal, o Plano de Vigil&#226;ncia Oncol&#243;gica Nacional vigora desde 1990, tendo     como objetivo a dete&#231;&#227;o precoce da doen&#231;a oncol&#243;gica, visando a redu&#231;&#227;o da     mortalidade por esta causa<sup>4</sup> de acordo com a rela&#231;&#227;o     custo-efetividade dos rastreios. Assim, o Plano Nacional de Preven&#231;&#227;o e     Controlo das Doen&#231;as Oncol&#243;gicas (PNPCDO) atualizado em 2012 recomenda, em     pessoas sem outros fatores de risco para malignidade:</p>       <p>&#8226; Rastreio     do cancro do colo &#250;tero (CCU) atrav&#233;s de citologia c&#233;rvico-vaginal nas mulheres     com idade entre os 25-30 e os 60 anos;</p>       <p>&#8226; Rastreio     do cancro da mama por mamografia a cada dois anos nas mulheres dos 50 aos 69     anos;</p>       <p>&#8226; Rastreio     do cancro colorretal (CCR) atrav&#233;s da pesquisa de sangue oculto nas fezes     (PSOF) em homens e mulheres dos 50 aos 74 anos.<sup>2-3</sup></p>       <p>Adicionalmente,     em rela&#231;&#227;o ao rastreio oportun&#237;stico do CCR, encontra-se em discuss&#227;o p&#250;blica     uma norma da Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de de 2014,<sup>5</sup> que advoga o uso da PSOF     anualmente e estabelece as situa&#231;&#245;es em que a colonoscopia deve ser utilizada.</p>       <p>De encontro     ao PNPCDO e no contexto dos processos de contratualiza&#231;&#227;o e monitoriza&#231;&#227;o dos     Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios (CSP), &#224; luz da evid&#234;ncia cient&#237;fica, normas e     orienta&#231;&#245;es atualmente existentes, os bilhetes de identidade dos indicadores<sup>6</sup> utilizados neste &#226;mbito, em 2014, tinham em considera&#231;&#227;o:</p>       <p>1. A     propor&#231;&#227;o de mulheres entre (25; 60) anos com, pelo menos, uma colpocitologia     nos &#250;ltimos tr&#234;s anos;</p>       <p>2. A     propor&#231;&#227;o de mulheres entre (50; 70) anos com, pelo menos, uma mamografia     registada nos &#250;ltimos dois anos;</p>       <p>3. A     propor&#231;&#227;o de utentes com idade entre (50; 75) anos com rastreio de cancro do     c&#243;lon e reto efetuado, contando para isso: pelo menos um resultado de PSOF nos     &#250;ltimos dois anos ou, pelo menos, um resultado de retossigmoidoscopia nos     &#250;ltimos cinco anos ou um resultado de colonoscopia nos &#250;ltimos dez anos.</p>       <p>N&#227;o obstante     os crit&#233;rios utilizados, em Portugal, &#224; semelhan&#231;a do que acontece em outros     pa&#237;ses da Uni&#227;o Europeia, a magnitude da execu&#231;&#227;o do rastreio oncol&#243;gico fica     aqu&#233;m do desejado.<sup>2</sup> Entre os fatores que explicam as discrep&#226;ncias     entre as recomenda&#231;&#245;es existentes e a pr&#225;tica, encontram-se aqueles associados     ao m&#233;dico, incluindo a falta inconsciente de motiva&#231;&#227;o pr&#243;pria para a     recomenda&#231;&#227;o em causa.<sup>7-8</sup></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No caso     particular dos m&#233;dicos de fam&#237;lia, um estudo realizado em Israel demonstrou que     66,7% dos participantes referia n&#227;o participar em qualquer atividade     preventiva, apesar da import&#226;ncia que lhes conferia na melhoria da qualidade     dos cuidados prestados, sobretudo quando institu&#237;das como uma pr&#225;tica corrente.<sup>9</sup></p>       <p>Neste     contexto, alguns estudos internacionais versaram sobre o rastreio oncol&#243;gico em     profissionais de sa&#250;de e chegaram a resultados diversos. Em Portugal, os     estudos sobre este tema s&#227;o muito escassos, especialmente os que envolvem os     v&#225;rios rastreios oncol&#243;gicos.</p>       <p>Assim, os     objetivos deste trabalho foram: determinar a propor&#231;&#227;o de profissionais do     Agrupamento de Centros de Sa&#250;de (ACeS) P&#243;voa de Varzim/Vila do Conde (PV/VC)     com idade para realiza&#231;&#227;o de rastreio oncol&#243;gico (CCR, cancro da mama e CCU),     que o cumpre efetivamente, de acordo com os bilhetes de identidade dos     indicadores mencionados; relacionar esses resultados com algumas     caracter&#237;sticas destes profissionais; e estudar os motivos de n&#227;o cumprimento,     quando aplic&#225;vel.</p>       <p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>Realizou-se     um estudo censit&#225;rio, observacional, transversal e descritivo, recorrendo a um     question&#225;rio original (<a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a>), elaborado pelos autores, que foi previamente     submetido a um estudo-piloto numa amostra de conveni&#234;ncia de um outro ACeS da     Regi&#227;o Norte para aperfei&#231;oamento e retifica&#231;&#227;o do documento. </p>       <p>A popula&#231;&#227;o     em estudo incluiu todos os funcion&#225;rios em fun&#231;&#245;es no ACeS PV/VC, a ele     pertencentes ou mobilizados para o mesmo com idade para rastreio oncol&#243;gico. A     listagem total dos profissionais foi disponibilizada pela Unidade de Apoio &#224;   Gest&#227;o (UAG) em janeiro de 2015, nela figurando 361 elementos.</p>       <p>Como     crit&#233;rios de exclus&#227;o consideraram-se: funcion&#225;rios do sexo masculino com menos     de 50 anos de idade (&#224; data da recolha de dados); funcion&#225;rios do sexo feminino     com menos de 25 anos (&#224; data da recolha de dados); funcion&#225;rios do ACeS a     exercer fun&#231;&#245;es noutro local; funcion&#225;rios do Instituto do Emprego e Forma&#231;&#227;o     Profissional; e prestadores de servi&#231;os de empresas contratadas (seguran&#231;a,     limpeza). Adicionalmente, question&#225;rios com dados sociodemogr&#225;ficos preenchidos     de forma incompleta e/ou inadequada n&#227;o foram considerados na an&#225;lise.</p>       <p>Por motivos     de simplifica&#231;&#227;o log&#237;stica foi determinado, antes de iniciar a colheita de     dados, distribuir o question&#225;rio a todos os profissionais (<i>n</i>=361). Deste modo, os question&#225;rios correspondentes a homens com     menos de 50 anos ou mulheres com menos de 25 seriam posteriormente rejeitados     do tratamento de dados por apresentarem crit&#233;rios de exclus&#227;o.</p>       <p>Em janeiro     de 2015, os autores contactaram os coordenadores de todas as Unidades do ACeS     (contactos fornecidos pela UAG do ACeS), no sentido de solicitar autoriza&#231;&#227;o     para a apresenta&#231;&#227;o do estudo em quest&#227;o (texto padronizado e demonstra&#231;&#227;o do     question&#225;rio por correio eletr&#243;nico) e distribui&#231;&#227;o dos question&#225;rios,     preferencialmente em reuni&#227;o de servi&#231;o em data a acordar (ou, se tal n&#227;o fosse     poss&#237;vel, noutro dia a combinar, conforme a disponibilidade). </p>       <p>No contacto     com os profissionais de sa&#250;de foi fornecido um question&#225;rio de     autopreenchimento, confidencial e an&#243;nimo para preenchimento imediato ou at&#233; um     prazo m&#225;ximo de uma semana, que deveria depois ser colocado em urna pr&#243;pria, deixada     para o efeito, a ser levantada pelos investigadores. Os dados foram recolhidos     entre 9 de fevereiro e 4 de abril de 2015.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As vari&#225;veis     estudadas foram: idade, g&#233;nero, estado civil, habilita&#231;&#245;es acad&#233;micas, fun&#231;&#227;o     exercida, local onde exerce (para aqueles alocados a mais que uma Unidade     considerou-se aquela a que dedica mais tempo), h&#225;bitos tab&#225;gicos, h&#225;bitos     et&#237;licos, atividade f&#237;sica, ter m&#233;dico de fam&#237;lia, ter tido uma consulta     presencial com o m&#233;dico de fam&#237;lia nos &#250;ltimos tr&#234;s anos, estar inscrito em     Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF) do ACeS PV/VC, ter tido pelo menos uma     avalia&#231;&#227;o da tens&#227;o arterial nos &#250;ltimos dois anos, ter recebido vacina     antigripal no ano anterior, ter vacina&#231;&#227;o antitet&#226;nica atualizada, cumprimento     do rastreio do CCR, CCU e cancro da mama de acordo com o preconizado pelos     indicadores contratualizados nos CSP em 2014<sup>6</sup> e motivos para o n&#227;o     cumprimento dos mesmos nos casos em que tal se verificava. Neste trabalho     optou-se por utilizar os crit&#233;rios de rastreio definidos pelos indicadores, de     modo a possibilitar a compara&#231;&#227;o com os resultados obtidos no acompanhamento     dos utentes do mesmo ACeS.</p>       <p>Relativamente     aos h&#225;bitos et&#237;licos, considerou-se consumo de baixo risco aquele n&#227;o superior     a sete unidades-padr&#227;o por semana na mulher ou n&#227;o superior a catorze unidades     por semana no homem, ou consumo excessivo aquele que ultrapassasse os n&#250;meros     referidos.<sup>10</sup> A atividade f&#237;sica foi considerada se presente, em     m&#233;dia, durante pelo menos 30 minutos no m&#237;nimo cinco dias por semana.<sup>11</sup></p>       <p>Os investigadores     contaram com o consentimento presumido dos intervenientes no estudo. O presente     estudo teve parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da     Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de do Norte.</p>       <p>Os dados     recolhidos foram organizados numa base de dados utilizando o programa <i>Microsoft Office Excel </i>2011&#174;, tendo     posteriormente sido validados e analisados atrav&#233;s do programa IBM&#174; SPSS&#174; <i>Statistics</i> 19.</p>       <p>Os dados     foram sumarizados utilizando estat&#237;sticas descritivas, nomeadamente m&#233;dia e     desvio-padr&#227;o/mediana, m&#237;nimo e m&#225;ximo para vari&#225;veis num&#233;ricas e frequ&#234;ncias     absolutas e relativas para vari&#225;veis categ&#243;ricas. A an&#225;lise descritiva     realizada pelos autores deste estudo foi integralmente revista e validada     atrav&#233;s do <i>Clinical Lab</i> -     Servi&#231;o de Consultoria para MGF, disponibilizado por Eurotrials&#174; em parceria     com Merck Sharp &amp; Dohme&#174; e com patroc&#237;nio cient&#237;fico da Ordem dos M&#233;dicos.     N&#227;o foi realizada an&#225;lise estat&#237;stica inferencial por se tratar de um estudo     censit&#225;rio, em que se pretendeu estudar a totalidade da popula&#231;&#227;o-alvo.</p>       <p><b>Resultados</b></p>       <p>Foram     obtidos 313 question&#225;rios respondidos. Destes, 46 foram exclu&#237;dos por     corresponderem a homens com menos de 50 anos.</p>       <p>Atendendo a     que do total de funcion&#225;rios do ACeS faziam parte 54 homens sem idade para     rastreio, obteve-se uma taxa de resposta do p&#250;blico-alvo de 87,0% (267/307).</p>       <p>Posteriormente,     foram ainda exclu&#237;dos oito participantes do tratamento de dados por n&#227;o terem     preenchido corretamente os dados sociodemogr&#225;ficos, conforme exigido pelos     crit&#233;rios de sele&#231;&#227;o.</p>       <p><b>Caracteriza&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <a href="#q1">Quadro I</a>     mostra a caracteriza&#231;&#227;o geral dos participantes. Nenhum profissional assinalou     exercer numa <i>Unidade de Cuidados de Sa&#250;de     Personalizados,</i> uma vez que no ACeS em quest&#227;o operam apenas USFs.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n5/32n5a05q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A idade dos     profissionais inclu&#237;dos variou entre 25 e 64 anos, com uma m&#233;dia de 42,4 anos e     mediana de 41 anos (<a href="#f1">Figura 1</a>). Verificou-se um predom&#237;nio de participantes do     sexo feminino, casados ou a viver em uni&#227;o de facto e com habilita&#231;&#245;es liter&#225;rias     ao n&#237;vel do ensino superior. No contexto profissional, aproximadamente um ter&#231;o     dos participantes eram enfermeiros e a maioria (81,5%) exercia em USFs.     Relativamente aos estilos de vida, a maioria dos participantes referiu nunca     ter fumado (69,9%) e ter h&#225;bitos et&#237;licos de baixo risco (99,6%). Menos de     metade dos participantes referiu praticar atividade f&#237;sica.</p>        <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n5/32n5a05f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>A maioria     dos participantes referiu estar inscrita em lista de m&#233;dico de fam&#237;lia (97,3%),     tendo comparecido a pelo menos uma consulta com o seu m&#233;dico nos &#250;ltimos tr&#234;s     anos (86,1%). Registou-se ainda um predom&#237;nio dos profissionais inscritos numa     USF deste ACeS (75,7%). Relativamente a outras medidas preventivas, a maioria tinha     medido a tens&#227;o arterial nos &#250;ltimos dois anos e tinha a vacina&#231;&#227;o antitet&#226;nica     atualizada (98,1%). Pouco mais de metade dos participantes assinalou ter     recebido a vacina da gripe no ano anterior. </p>       <p><b>Cumprimento global do rastreio oncol&#243;gico</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente     ao cumprimento global de rastreio oncol&#243;gico, 82,2% dos participantes     apresentavam rastreios atualizados de acordo com a sua idade e g&#233;nero.</p>       <p><b>Cumprimento do rastreio do CCR</b></p>       <p>Dos 81     participantes com idade para rastreio do CCR, 77,8% (<i>n</i>=63) mencionaram t&#234;-lo feito de acordo com os crit&#233;rios     estabelecidos. A propor&#231;&#227;o de cumprimento do rastreio do CCR foi de 78,3% nas     mulheres e de 75,0% nos homens.</p>       <p>Quanto ao     m&#233;todo de rastreio, 34,9% (<i>n</i>=22) dos     participantes, dois homens e 20 mulheres, foram rastreados atrav&#233;s de pesquisa     de sangue oculto nas fezes, 44,4% (<i>n</i>=28),     cinco homens e 23 mulheres, atrav&#233;s de colonoscopia total e 20,6% (<i>n</i>=13), dois homens e 11 mulheres,     atrav&#233;s de ambos os m&#233;todos.</p>       <p>Nas     mulheres, o motivo mais frequentemente assinalado (<a href="#q2">Quadro II</a>) para o n&#227;o     cumprimento de rastreio do CCR foi <i>&#171;O seu     m&#233;dico n&#227;o lhe recomendou&#187;,</i> enquanto nos homens foi <i>&#171;Falta de tempo&#187;</i> (<a href="#q2">Quadro II</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n5/32n5a05q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p><b>Cumprimento do rastreio do CCU</b></p>       <p>Das 234     mulheres em idade para rastreio do CCU, 87,6% (<i>n</i>=205) referiram t&#234;-lo atualizado. As raz&#245;es assinaladas pelas     mulheres para o n&#227;o cumprimento do rastreio foram <i>&#171;N&#227;o quis fazer&#187;</i> (<i>n</i>=7), <i>&#171;Falta de tempo&#187;</i> (<i>n</i>=7), <i>&#171;Esquecimento&#187;</i> (<i>n</i>=5), <i>&#171;Sem indica&#231;&#227;o&#187;</i> (<i>n</i>=3), <i>&#171;Thinprep h&#225; quatro anos&#187;</i> (<i>n</i>=1), <i>&#171;O seu m&#233;dico n&#227;o recomendou&#187;</i> (<i>n</i>=1)     e <i>&#171;Outra raz&#227;o&#187;</i> (<i>n</i>=3). Duas mulheres n&#227;o justificaram o motivo de n&#227;o cumprimento do     rastreio.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Cumprimento do rastreio do cancro da mama</b></p>       <p>Das 69     mulheres participantes com crit&#233;rios para realiza&#231;&#227;o do rastreio do cancro da     mama, 84,1% (<i>n</i>=58) responderam ter     rastreio atualizado. Entre os motivos mencionados para n&#227;o o ter, encontram-se <i>&#171;N&#227;o quis fazer&#187;</i> (<i>n</i>=7), <i>&#171;N&#227;o acha importante&#187;</i> (<i>n</i>=1) e <i>&#171;Outra raz&#227;o&#187;</i> (<i>n</i>=2). Uma     mulher n&#227;o justificou o facto de n&#227;o ter o rastreio atualizado.</p>       <p><b>Cumprimento do rastreio oncol&#243;gico e     caracter&#237;sticas dos participantes</b></p>       <p>Relativamente     &#224; idade mediana, verifica-se que os profissionais que cumpriram o rastreio do     CCR s&#227;o quatro anos mais velhos do que os que n&#227;o cumpriram; as mulheres que     fizeram rastreio do CCU s&#227;o oito anos mais novas do que as que n&#227;o o fizeram,     enquanto no cancro da mama a idade mediana das mulheres que cumpriram foi     exatamente igual &#224; das mulheres que n&#227;o cumpriram.</p>       <p>O <a href="/img/revistas/rpmgf/v32n5/32n5a05q3.jpg" target="_blank">Quadro III</a>     apresenta a propor&#231;&#227;o de cumprimento com cada um dos rastreios, de acordo com     as caracter&#237;sticas do grupo de profissionais.</p>        
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a href="/img/revistas/rpmgf/v32n5/32n5a05q3.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n5/32n5a05q3.jpg" width="300" height="167"/><br />(clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>    
<p>&nbsp;</p>       <p>Destacam-se,     de seguida, as diferen&#231;as encontradas nas propor&#231;&#245;es de cumprimento dos     rastreios entre profissionais com diferentes caracter&#237;sticas, assumindo como     crit&#233;rio emp&#237;rico uma diferen&#231;a superior a 10% (e n&#227;o sendo referidas quando a     maioria dos profissionais se concentrava numa &#250;nica classe). No rastreio do     CCR, os profissionais que frequentaram o ensino superior apresentavam uma     ades&#227;o mais elevada do que aqueles com n&#237;vel de escolaridade inferior (83,0% <i>vs.</i> 70,4%), assim como os n&#227;o fumadores     comparativamente aos fumadores (80,6% <i>vs.</i> 64,3%), os divorciados/vi&#250;vos comparativamente aos solteiros (84,2% <i>vs.</i> 70,0%), os m&#233;dicos comparativamente     aos outros profissionais (82,9% <i>vs.</i> 73,9%) e os profissionais que exercem em USFs comparativamente aos que exercem     nas restantes tipologias (80,6% <i>vs.</i> 68,4%).</p>       <p>No rastreio     do CCU, o cumprimento foi superior nos enfermeiros comparativamente aos m&#233;dicos     (92,7% <i>vs.</i> 81,9%).</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No rastreio     do cancro da mama, o cumprimento foi superior nos n&#227;o fumadores     comparativamente aos fumadores (87,7% <i>vs.</i> 66,7%) e nos profissionais de unidades n&#227;o USF comparativamente aos     profissionais em USFs (93,8% <i>vs.</i> 81,1%).</p>       <p><b>Discuss&#227;o</b></p>       <p>Neste estudo     verificou-se uma elevada propor&#231;&#227;o de profissionais do ACeS PV/VC que menciona     ter o rastreio oncol&#243;gico atualizado de acordo com a sua idade e g&#233;nero     (82,2%). Relativamente ao total de 53 motivos evocados para o n&#227;o cumprimento     dos rastreios, destaca-se o <i>&#171;N&#227;o quis     fazer&#187;</i> como o mais frequente (<i>n</i>=16),     seguido pela <i>&#171;Falta de tempo&#187;</i> (<i>n</i>=11), <i>&#171;Outra raz&#227;o&#187;</i> (<i>n</i>=10), <i>&#171;O seu m&#233;dico n&#227;o lhe recomendou&#187;</i> (<i>n</i>=8), <i>&#171;Esquecimento&#187;</i> (<i>n</i>=5) e <i>&#171;N&#227;o acha importante&#187;</i> (<i>n</i>=1).</p>       <p>Comparando a     propor&#231;&#227;o de cumprimento de cada um dos rastreios individualmente com a     propor&#231;&#227;o m&#233;dia obtida para os utentes do ACeS nos meses de fevereiro a abril     de 2015 (dados obtidos da plataforma SIARS&#174; para a m&#233;dia dos respetivos     indicadores flutuantes entre fevereiro e abril de 2015) verifica-se um     cumprimento claramente maior pelos profissionais em todos os rastreios (CCU     - 87,6% <i>vs.</i> 66,2%; cancro da     mama - 84,1% <i>vs.</i> 68,2% e CCR     - 77,8% <i>vs.</i> 65,3%). No entanto,     deve reter-se que a informa&#231;&#227;o relativa aos profissionais foi autorreportada     por oposi&#231;&#227;o &#224; obtida da plataforma que corresponder&#225; a rastreios efetivos.</p>       <p>Quando se     comparam os resultados obtidos com outros estudos efetuados com profissionais     de sa&#250;de, em rela&#231;&#227;o ao rastreio do CCU, o &#250;nico estudo do g&#233;nero realizado no     nosso pa&#237;s (PRECIT)<sup>12</sup> teve lugar na Unidade Local de Sa&#250;de do Alto     Minho e incluiu apenas m&#233;dicas e enfermeiras (CSP e hospital) que reportaram     uma ades&#227;o ao rastreio de 90%, um n&#250;mero pr&#243;ximo do obtido no presente estudo     (87,6% no global ou 87,3% se se considerarem s&#243; estas profissionais).</p>       <p>Internacionalmente,     estudos nigerianos que analisaram enfermeiras a trabalhar em meio hospitalar     conclu&#237;ram que 65,4%<sup>13</sup> a 79,5%<sup>14</sup> nunca tinham sido     submetidas a colheita de citologia c&#233;rvico-vaginal. J&#225; noutro estudo, decorrido     na Coreia do Sul em m&#233;dicas, enfermeiras e parteiras dos CSP, os resultados     foram ainda mais baixos: apenas 13% tinha realizado citologia pelo menos uma     vez,<sup>15</sup> resultados pr&#243;ximos de um outro com enfermeiras hospitalares     na Tanz&#226;nia, em que cerca de 15,3% cumpriam o mesmo requisito;<sup>16</sup> na     &#205;ndia, estudos chegaram a n&#250;meros entre 7 e 11,6% nas mesmas condi&#231;&#245;es.<sup>17-18</sup> Estes dados contrastam com um artigo tailand&#234;s em que a taxa de cobertura da     citologia c&#233;rvico-vaginal era de 79,5% na amostra testada,<sup>19</sup> mais     pr&#243;xima dos resultados deste estudo e do PRECIT.<sup>12</sup></p>       <p>N&#227;o est&#227;o     dispon&#237;veis estudos portugueses relativamente aos restantes rastreios nestes     profissionais. Assim, no que diz respeito a estudos internacionais e ao     rastreio do cancro da mama, um estudo nigeriano com trabalhadoras de um     hospital (m&#233;dicas, enfermeiras, farmac&#234;uticas, radiologistas e cientistas)     mostrou uma taxa de cumprimento de apenas 3,1%;<sup>20</sup> j&#225; outros estudos     com funcion&#225;rias de hospitais verificaram que entre 3,6%<sup>21</sup> e 80,3%<sup>22</sup> das mulheres analisadas tinha feito mamografia pelo menos uma vez. Por &#250;ltimo,     um estudo norte-americano verificou que apenas 46,6% dos m&#233;dicos a exercer     fun&#231;&#245;es em CSP afirmavam cumprir o rastreio do CCR.<sup>23</sup></p>       <p>Deste modo,     os resultados extremamente vari&#225;veis tornam imposs&#237;vel comparar os resultados     deste trabalho com os de outros, uma vez que tiveram lugar em diferentes     contextos (CSP <i>vs.</i> hospitais), o     leque de profissionais estudado diferiu e, a n&#237;vel internacional, a realidade     do rastreio oncol&#243;gico e dos servi&#231;os de sa&#250;de tamb&#233;m &#233; distinta. O mesmo se     pode dizer no que diz respeito aos motivos de n&#227;o cumprimento e &#224;s rela&#231;&#245;es     encontradas no cruzamento do cumprimento dos rastreios com as caracter&#237;sticas     dos participantes, que n&#227;o foram testadas noutros estudos pelo que n&#227;o se podem     estabelecer compara&#231;&#245;es.</p>       <p>No entanto,     centrando mais a discuss&#227;o nos m&#233;dicos dos CSP, a ades&#227;o aos rastreios     verificada contrasta com muitos resultados observados na literatura, em que     apesar destes apresentarem uma atitude favor&#225;vel em rela&#231;&#227;o aos mesmos,     acreditarem na sua import&#226;ncia e recomend&#225;-los aos utentes, t&#234;m alguma     retic&#234;ncia em cumpri-los. D&#225;-se, para isso, o exemplo de um estudo j&#225; referido     em que a maioria dos m&#233;dicos inclu&#237;dos reconhecia a import&#226;ncia dos m&#233;dicos,     dos seus familiares subscreverem a realiza&#231;&#227;o de rastreios e dos m&#233;dicos de     fam&#237;lia os recomendarem aos seus utentes, mas a maioria n&#227;o cumpria o rastreio     do CCR (87,2%).<sup>9</sup> Assim, apesar de n&#227;o ter sido objetivo deste     estudo, tendo em conta os resultados encontrados, os verificados nos utentes do     mesmo ACeS e o facto de nenhum m&#233;dico ter mencionado <i>&#171;N&#227;o acha importante&#187;</i> como motivo para n&#227;o cumprimento de um     rastreio, poder-se-&#225; apoiar a possibilidade de existir uma conson&#226;ncia     favor&#225;vel entre o conhecimento, a atitude, a recomenda&#231;&#227;o e o pr&#243;prio     cumprimento dos rastreios oncol&#243;gicos pelos m&#233;dicos. Estas conclus&#245;es n&#227;o podem     ser alargadas aos outros grupos profissionais, n&#227;o t&#227;o diretamente relacionados     com a recomenda&#231;&#227;o direta dos mesmos aos pacientes, apesar de o trabalho em     equipa ser a base para a sua melhoria e de outros indicadores de desempenho com     consequentes ganhos em sa&#250;de.</p>       <p>Identificaram-se     algumas limita&#231;&#245;es neste estudo, entre elas, o facto de se ter usado um     question&#225;rio n&#227;o validado, que poderia induzir um erro de mensura&#231;&#227;o; para o     minimizar foi realizado um estudo-piloto, dele resultando algumas altera&#231;&#245;es no     question&#225;rio. Por outro lado, dependendo do autopreenchimento, poder&#225; ter     ocorrido um vi&#233;s de mem&#243;ria, uma vez que v&#225;rias quest&#245;es reportavam a um     per&#237;odo de tempo passado e um vi&#233;s de desejabilidade social (apesar dos     question&#225;rios serem an&#243;nimos) com os participantes a tenderem a responder o que     &#233; socialmente promovido/desej&#225;vel, sobretudo tendo em conta que estes poder&#227;o     estar mais informados acerca do que seria considerada a atitude correta para     cada atividade ligada &#224; preven&#231;&#227;o da doen&#231;a/promo&#231;&#227;o da sa&#250;de. Por &#250;ltimo,     poder&#225; ter ocorrido um erro de m&#225; classifica&#231;&#227;o, j&#225; que eventualmente se     poder&#227;o ter considerado como n&#227;o cumpridores participantes sem indica&#231;&#227;o para o     rastreio; havia, no entanto, espa&#231;o para descrever essa hip&#243;tese nos motivos     para o seu n&#227;o cumprimento que pode, contudo, n&#227;o ter sido devidamente     utilizado por falta de literatura em sa&#250;de de alguns profissionais ou medo de     exposi&#231;&#227;o. Ainda assim, considera-se que tal n&#227;o dever&#225; ter influenciado     significativamente os resultados, uma vez que se verificou um elevado     cumprimento em todos os rastreios. Dando como exemplo o rastreio do CCU, ainda     que se exclu&#237;ssem as sete mulheres que assinalaram <i>&#171;N&#227;o tem colo do &#250;tero&#187;</i> ou <i>&#171;Outra     raz&#227;o&#187;,</i> a percentagem de cumprimento seria de 90,3% em vez dos 87,6%     encontrados.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tamb&#233;m n&#227;o &#233;     poss&#237;vel excluir-se a exist&#234;ncia de participantes que responderam mais que uma     vez, o que parece pouco prov&#225;vel dado que a maioria foi preenchida no dia da     entrega do question&#225;rio, logo ap&#243;s a sua distribui&#231;&#227;o por um dos investigadores     (apenas sete foram colocados nas urnas).</p>       <p>Por outro     lado, n&#227;o foi poss&#237;vel analisar quais os fatores sociodemogr&#225;ficos e     profissionais preditores para defini&#231;&#227;o do perfil do profissional cumpridor     (atrav&#233;s de regress&#227;o log&#237;stica multivari&#225;vel), devido ao n&#250;mero reduzido de     profissionais que afirmou n&#227;o cumprir os rastreios. A n&#227;o exist&#234;ncia &#8220;real&#8221; de     dois grupos impossibilitou a compara&#231;&#227;o multivari&#225;vel das caracter&#237;sticas entre     os que cumprem (<i>n</i> elevado) e os que     n&#227;o cumprem (<i>n</i> muito reduzido) o     rastreio oncol&#243;gico. No entanto, realce-se que este estudo n&#227;o foi potenciado     para esse objetivo.</p>       <p>N&#227;o se     considera ter existido um vi&#233;s de sele&#231;&#227;o dos participantes, uma vez que se     tratou de um estudo censit&#225;rio com uma elevada taxa de resposta, n&#227;o se     pretendendo extrapolar os resultados para os n&#227;o respondedores. Poder-se-&#225;     levantar a quest&#227;o acerca de quais destes participantes poder&#227;o ser     considerados profissionais de sa&#250;de, sendo que mesmo o Portal da Sa&#250;de poder&#225;     gerar alguma ambiguidade na sua interpreta&#231;&#227;o, mas parece apontar para que     todas as carreiras inclu&#237;das sejam consideradas parte deste grupo.<sup>24</sup></p>     <p>Deve-se     ainda ressalvar o facto de ter ocorrido um altera&#231;&#227;o do bilhete de identidade     dos indicadores em 2015,<sup>25</sup> com o acr&#233;scimo da alternativa <i>Pelo menos um resultado de colpocitologia em     meio l&#237;quido nos &#250;ltimos cinco anos,</i> que n&#227;o parece que fosse ter um     impacto significativo nos resultados, dados os valores encontrados.</p>     <p>Como pontos     fortes deste trabalho destaca-se o facto de se tratar de um estudo censit&#225;rio     que incluiu uma popula&#231;&#227;o correspondente &#224; de um ACeS com uma elevada taxa de     resposta. Trata-se do primeiro estudo realizado em Portugal que avaliou o     cumprimento dos tr&#234;s rastreios oncol&#243;gicos preconizados pelo PNPCDO em     profissionais de sa&#250;de e, nos casos em que era aplic&#225;vel, os motivos para o seu     n&#227;o cumprimento. O trabalho debru&#231;ou-se exatamente sobre profissionais dos CSP.     O que se torna particularmente interessante pelo facto de ser este o n&#237;vel de     cuidados respons&#225;vel pela implementa&#231;&#227;o de medidas preventivas da doen&#231;a nos     utentes e, deste modo, do rastreio oncol&#243;gico. Assim, o estudo prima pelo facto     de se focar na ades&#227;o dos profissionais a uma recomenda&#231;&#227;o implementada ao     n&#237;vel de cuidados em que eles pr&#243;prios desempenham fun&#231;&#245;es. O desenho de estudo     simples permite que este possa ser reproduzido noutros locais (j&#225; que este estudo     n&#227;o pretendeu ser inferencial para estes profissionais a n&#237;vel nacional) e os     resultados eventualmente comparados. A divulga&#231;&#227;o dos resultados poder&#225;     funcionar como um incentivo ao cumprimento por parte dos utentes.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>REFER&#202;NCIAS     BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>       <!-- ref --><p>1. PORDATA.     &#211;bitos por algumas causas de morte (%) em Portugal (Internet). Lisboa: PORDATA;     2016 (cited 2016 Jul; updated 2016 Apr 28). Available from:    <a href="http://www.pordata.pt/Portugal/%C3%93bitos+por+algumas+causas+de+morte+(percentagem)-758" target="_blank">http://www.pordata.pt/Portugal/%C3%93bitos+por+algumas+causas+de+morte+(percentagem)-758</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364126&pid=S2182-5173201600050000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2.     Coordena&#231;&#227;o Nacional para as Doen&#231;as Oncol&#243;gicas. Plano nacional de preven&#231;&#227;o e     controlo das doen&#231;as oncol&#243;gicas 2007/2010 (PNPCDO): orienta&#231;&#245;es program&#225;ticas     (Internet). Lisboa: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2007. Available from:    <a href="http://www.iccp-portal.org/sites/default/files/plans/PNPCDO_2007_Versaofinal(1).pdf" target="_blank">http://www.iccp-portal.org/sites/default/files/plans/PNPCDO_2007_Versaofinal(1).pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364127&pid=S2182-5173201600050000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Programa nacional para as doen&#231;as oncol&#243;gicas:     orienta&#231;&#245;es program&#225;ticas. Lisboa: DGS; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364128&pid=S2182-5173201600050000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>4. Granja M.     Rastreio oncol&#243;gico: conceitos, orienta&#231;&#245;es e pr&#225;ticas (Cancer screening:     rationale, guidelines and practices). Acta Med Port. 2001;14(4): 441-7.     Portuguese</p>       <!-- ref --><p>5.     Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Rastreio oportun&#237;stico do cancro do c&#243;lon e reto: norma     n&#186; 003/2014, de 31/03/14. Lisboa: DGS; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364131&pid=S2182-5173201600050000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>6.     Minist&#233;rio da Sa&#250;de e Administra&#231;&#227;o Central do Sistema de Sa&#250;de. Bilhete de     identidade dos indicadores de monitoriza&#231;&#227;o dos Cuidados de Sa&#250;de Prim&#225;rios no     ano de 2014. Fevereiro 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364133&pid=S2182-5173201600050000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>7. Wells KB,     Lewis CE, Leake B, Ware JE. Do physicians preach what they practice? A study of     physicians' health habits and counseling practices. JAMA. 1984; 252(20):2846-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364135&pid=S2182-5173201600050000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>8.     P&#233;rula-de-Torres LA, Alonso-Arias S, Bauz&#224;-Nikolai K, Est&#233;vez JC,     Iglesias-Rodal M, Mart&#237;n-Carrillo P, et al. Opiniones de los profissionales     sanit&#225;rios sobre la influencia del Programa de Actividades Preventivas y de     Promoci&#243;n de la Salud (PAPPS) en atenci&#243;n primaria (Opinions of health     professionals on the impact of the Preventive Activities and Health Promotion     Program (PAPPS)). Aten Primaria. 2007;39 Suppl 3:5-14. Spanish</p>       <!-- ref --><p>9. Peleg R,     Ostermich A, Gienco V, Portughiez E. Screening tests among family doctors: do     we do as we preach? Public Health. 2013;127(3):282-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364138&pid=S2182-5173201600050000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>10. Ribeiro     C. Como atuar perante o consumo nocivo de &#225;lcool? Guia para cuidados de sa&#250;de     prim&#225;rios (Internet). Lisboa: Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Medicina Geral e Familiar;     (s.d.). Available from:    <a href="http://www.apmgf.pt/ficheiros/GuiaCSP_ConsumoNocivoAlcool.pdf" target="_blank">http://www.apmgf.pt/ficheiros/GuiaCSP_ConsumoNocivoAlcool.pdf</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364140&pid=S2182-5173201600050000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11.     Maiques-Gal&#225;n A, Brotons-Cuixart C, Villar-&#193;lvarez F, Mart&#237;n-Riobo&#243; E,     Banegas-Banegas JR, Navarro-P&#233;rez J, et al. Recomendaciones preventivas     cardiovasculares. Aten Primaria. 2014;46 Suppl 4:3-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364141&pid=S2182-5173201600050000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <p>12. Regado     B, Matos C, Barbosa C, Cadavez H, Faria I, Ara&#250;jo S. Estudo PRECIT: preval&#234;ncia     de citologia cervical atualizada e fatores associados em enfermeiras e m&#233;dicas     da ULS Alto Minho (PRECIT Study: prevalence of current cervical cytology among     nurses and physicians in the Alto Minho Local Health Unit). Rev Port Med Geral     Fam. 2014;30(6):360-6. Portuguese</p>       <!-- ref --><p>13. Awodele     O, Adeyomoye AA, Awodele DF, Kwashi V, Awodele IO, Dolapo DC. A study on     cervical cancer screening amongst nurses in Lagos University Teaching Hospital,     Lagos, Nigeria. J Canc Educ. 2011;26(3):497-504.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364144&pid=S2182-5173201600050000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>14. Arulogun     OS, Maxwell OO. Perception and utilization of cervical cancer screening     services among female nurses in University College Hospital, Ibadan, Nigeria.     Pan Afr Med J. 2012;11:69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364146&pid=S2182-5173201600050000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>15. Tran NT,     Taylor R, Choe SI, Pyo HS, Kim OS, So HC. Knowledge, attitude and practice     (KAP) concerning cervical cancer and screening among rural and urban female     healthcare practitioners in the Democratic People&#8217;s Republic of Korea. Asian     Pac J Cancer Prev. 2011;12(11):3023-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364148&pid=S2182-5173201600050000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>16.     Oranratanaphan S, Amatyakul P, Iramaneerat K, Srithipayawan S. Knowledge,     attitudes and practices about the Pap smear among medical workers in Naresuan     University Hospital. Asian Pac J Cancer Prev. 2010;11(6):1727-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364150&pid=S2182-5173201600050000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>17. Urasa M,     Darj E. Knowledge of cervical cancer and screening practices of nurses at a     regional hospital in Tanzania. Afr Health Sci. 2011;11(1):48-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364152&pid=S2182-5173201600050000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>18. Shekhar     S, Sharma C, Thakur S, Raina N. Cervical cancer screening: knowledge, attitude     and practices among nursing staff in a tertiary level teaching institution of     rural India. Asian Pac J Cancer Prev. 2013;14(6):3641-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364154&pid=S2182-5173201600050000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>19.     Thippeveeranna C, Mohan SS, Singh LR, Singh NN. Knowledge, attitude and     practice of the pap smear as a screening procedure among nurses in a tertiary     hospital in north eastern India. Asian Pac J Cancer Prev. 2013;14(2):849-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364156&pid=S2182-5173201600050000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>20. Akhigbe     AO, Omuemu VO. Knowledge, attitudes and practice of breast cancer screening     among female health workers in a Nigerian urban city. BMC Cancer. 2009;9:203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364158&pid=S2182-5173201600050000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>       <!-- ref --><p>21.     Nilaweera RI, Perera S, Paranagama N, Anushyanthan AS. Knowledge and practices     on breast and cervical cancer screening methods among female health care     workers: a Sri Lankan experience. Asian Pac J Cancer Prev. 2012;13(4):1193-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364160&pid=S2182-5173201600050000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>22. Abdullah     NN, Aziz NA, Rampal S, Al-Sadat N. N. Mammography screening uptake among     hospital personnel in Kuala Lumpur Tertiary Hospital. Asian Pac J Cancer Prev.     2011;12(10):2643-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364162&pid=S2182-5173201600050000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>23. Nodora     JN, Martz WD, Ashbeck EL, Jacobs ET, Thompson PA, Mart&#237;nez ME. Primary care     physician compliance with colorectal screening guidelines. Cancer Causes     Control. 2011;22(9):1277-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364164&pid=S2182-5173201600050000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>24. Servi&#231;o     Nacional de Sa&#250;de. eProfissionalSa&#250;de (homepage). Lisboa: SNS; 2016. Available     from: <a href="https://servicos.min-saude.pt/profissional/portal/" target="_blank">https://servicos.min-saude.pt/profissional/portal/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364166&pid=S2182-5173201600050000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>25.     Administra&#231;&#227;o Central do Sistema de Sa&#250;de. Bilhete de identidade dos     indicadores de contratualiza&#231;&#227;o dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios propostos para     o ano de 2015 (Internet). Lisboa: Minist&#233;rio da Sa&#250;de; 2015. 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<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>        <p>Margarida     Moreira</p>     <p>Rua da     Praia, n&#186; 186, Fieiro - Agu&#231;adoura, 4495-031 P&#243;voa de Varzim</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:mmargmoreira@gmail.com">mmargmoreira@gmail.com</a>     </p>       <p>&nbsp;</p>       <p><b>Agradecimentos</b></p>       <p>&#192; Dra.     Julieta Gomes e aos elementos da USF Novo Cuidar, ACeS Alto Ave     Guimar&#227;es/Vizela/Terras de Basto, que colaboraram no estudo-piloto.</p>       <p>&#192; Dra.     Benedita Gra&#231;a Moura pela colabora&#231;&#227;o no desenho do estudo e disponibilidade     mostrada para o esclarecimento de d&#250;vidas surgidas.</p>       <p>Aos     intervenientes do Clinical Lab - Servi&#231;o de Consultoria para MGF prestado     por Eurotrials, Consultores Cient&#237;ficos, em parceria com Merck Sharp &amp;     Dohme e com patroc&#237;nio cient&#237;fico da Ordem dos M&#233;dicos.</p>       <p><b>Conflito     de interesses</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores     declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p><b>Comiss&#227;o de &#233;tica</b></p>       <p>Estudo     realizado ap&#243;s parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica da ARS Norte.</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>Recebido em 05-11-2015</b></p>       <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 07-09-2016</b></p>   <a href="#topa1">Anexo 1</a><a name="a1"></a>     <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v32n5/32n5a05a1.jpg"/></p>      
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