<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>2182-5173</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></abbrev-journal-title>
<issn>2182-5173</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S2182-51732016000600001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Profissionalismo e políticas de gestão]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Broeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paula]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>32</volume>
<numero>6</numero>
<fpage>366</fpage>
<lpage>368</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732016000600001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732016000600001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732016000600001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Profissionalismo e pol&#237;ticas de gest&#227;o</b></font></p>     <p><b>Paula Broeiro*</b></p>     <p>*Directora da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>O que se modificou na pr&#225;tica da medicina geral e familiar (MGF) em 25 anos? O perfil de compet&#234;ncias<sup>1</sup> n&#227;o se alterou, exceto a sua clarifica&#231;&#227;o e consequente impacto na forma&#231;&#227;o e qualidade do exerc&#237;cio m&#233;dico. A grande mudan&#231;a ocorreu nas pol&#237;ticas de sa&#250;de, particularmente com a reforma dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (CSP) ocorrida em 2005. Chegada a maturidade da reforma, importa refletir sobre alguns dos seus aspetos controversos, como: a autonomia t&#233;cnico-cient&#237;fica, a dimens&#227;o das listas de utentes e os hor&#225;rios m&#233;dicos.</p>     <p>O que se espera de um m&#233;dico de fam&#237;lia s&#227;o cuidados de elevada qualidade com uma boa rela&#231;&#227;o custo-efetividade e que estabele&#231;a como prioridades a forma&#231;&#227;o, a investiga&#231;&#227;o e a garantia de qualidade.<sup>2</sup> Considerando aspetos como o contextual, o atitudinal e o cient&#237;fico, a agenda EURACT define como compet&#234;ncias nucleares a gest&#227;o de cuidados, os cuidados centrados na pessoa, a resolu&#231;&#227;o de problemas espec&#237;ficos ou abrangentes e a orienta&#231;&#227;o comunit&#225;ria e abordagem hol&#237;stica.<sup>1</sup> Como aspetos essenciais &#224; concretiza&#231;&#227;o das compet&#234;ncias e das expectativas pessoais e coletivas (popula&#231;&#227;o, profissionais e dirigentes) &#233; necess&#225;rio o respeito pelas caracter&#237;sticas do m&#233;dico e pela especificidade da sua &#225;rea profissional.<sup>1</sup></p>     <p>A natureza e a diversidade das tarefas do m&#233;dico de fam&#237;lia (MF) n&#227;o se compadecem com restri&#231;&#245;es &#224; sua autonomia t&#233;cnico-cient&#237;fica, conferindo limites aos modelos industriais de gest&#227;o<sup>3</sup> e &#224; expectativa do seu controlo e previsibilidade (aspetos paradoxais dos indicadores).<sup>4</sup> Uma autonomia t&#233;cnico-cient&#237;fica respons&#225;vel e custo-efetiva &#233; um dever &#233;tico. Tendo presente este princ&#237;pio, a inger&#234;ncia de medidas gestion&#225;rias no exerc&#237;cio da MGF podem torn&#225;-lo cr&#237;tico em &#225;reas como: a decis&#227;o cl&#237;nica (diagn&#243;stica e terap&#234;utica) e a abordagem da complexidade das pessoas que adoecem (e.g., doen&#231;a f&#237;sica e mental; doen&#231;a e problemas sociais). &#201;, pois, da disson&#226;ncia entre o profissionalismo m&#233;dico e a impossibilidade de observ&#226;ncia de regras r&#237;gidas (tempos de consulta, cumprimento dos indicadores) que surge a desmotiva&#231;&#227;o e a exaust&#227;o. Desconhecendo em concreto o nexo causal do <i>burnout</i> entre profissionais de sa&#250;de, v&#225;rios estudos realizados, em Portugal, revelaram elevados n&#237;veis de <i>burnout,</i> associados a menor tempo de servi&#231;o (mais jovens) e &#224; perce&#231;&#227;o de m&#225;s condi&#231;&#245;es de trabalho, sendo este &#250;ltimo o seu principal preditor.<sup>5-6</sup> Curiosamente, no estudo realizado em CSP, trabalhar em Unidade de Cuidados de Sa&#250;de Personalizados (UCSP) parece ser protetor.<sup>5</sup></p>     <p>Independentemente dos m&#233;ritos e dos dem&#233;ritos da reforma dos CSP, o processo de contratualiza&#231;&#227;o promoveu e instaurou novas culturas organizacionais conducentes &#224; reconfigura&#231;&#227;o da realidade das pr&#225;ticas profissionais.<sup>4</sup> Em termos pr&#225;ticos, esta &#234;nfase no cumprimento de resultados mensur&#225;veis traduziu-se na implementa&#231;&#227;o de sistemas de indicadores padronizados de desempenho profissional que n&#227;o conseguiram evitar algum desfasamento do enquadramento cl&#237;nico e assistencial.<sup>4,7-8</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Daniel Pinto e seus colaboradores, num exerc&#237;cio acad&#233;mico para uma lista de cerca de 1.500 utentes, conclu&#237;ram que apenas a realiza&#231;&#227;o das atividades preventivas e o cumprimento de indicadores de desempenho exigiam um disp&#234;ndio consider&#225;vel de tempo (cerca de metade do tempo m&#233;dico), podendo limitar a disponibilidade do m&#233;dico de fam&#237;lia para cuidar de pessoas doentes.<sup>9</sup> Sugeriram, os autores, que antes de serem atribu&#237;das mais tarefas aos MF, seria necess&#225;rio estudar o seu impacto no cumprimento de outras, como a viabilidade de presta&#231;&#227;o de cuidados globais de sa&#250;de, caracter&#237;stica nuclear da MGF<sup>1,9</sup> ou a acessibilidade para a resolu&#231;&#227;o de problemas (e.g., doen&#231;a aguda).<sup>1</sup></p>     <p>Outro dos aspetos mais controversos subsequente &#224; reforma dos CSP &#233; a dimens&#227;o das listas de utentes (Decreto-Lei n&#186; 266-D/2012)<sup>10</sup> que, para os novos m&#233;dicos contratados, prev&#234; cerca de 1.900 utentes ou 2.358 unidades ponderadas. Considerando apenas a estrutura da popula&#231;&#227;o portuguesa em 2011, bastam 1.857 utentes para obter as 2.358 unidades ponderadas, tal como a lei define.<sup>11</sup> Como o envelhecimento da popula&#231;&#227;o acontece de forma heterog&#233;nea, variando o &#237;ndice de envelhecimento entre regi&#245;es, utilizando apenas a idade como mediador da pondera&#231;&#227;o das listas de utentes &#233; clara a necessidade de adaptar o n&#250;mero de utentes por m&#233;dico de fam&#237;lia &#224; regi&#227;o.<sup>11</sup> A longevidade e a morbilidade est&#227;o frequentemente associadas a determinantes sociais de sa&#250;de.<sup>12-13</sup> Em &#225;reas carenciadas, cerca de metade das pessoas com multimorbilidade tem menos de 65 anos, existindo uma associa&#231;&#227;o frequente entre problemas f&#237;sicos e mentais (complexidade).<sup>13</sup> Atendendo &#224; variabilidade socioecon&#243;mica e ao n&#250;mero e gravidade das morbilidades, a idade tem sido inadequadamente utilizada como um <i>proxy</i> de carga de doen&#231;a e de necessidade de cuidados de sa&#250;de.<sup>4</sup> A dimens&#227;o da lista de utentes n&#227;o deveria ser normativa, mas adequada &#224;s caracter&#237;sticas de contexto populacional (e.g., carga de doen&#231;a e n&#237;vel s&#243;cioecon&#243;mico) e profissional (caracter&#237;sticas da equipa multiprofissional). Tendo cen&#225;rios d&#237;spares em perspetiva, &#233; &#243;bvia a diferen&#231;a de necessidades de cuidados de sa&#250;de a uma lista de 1.900 utentes, entre uma USF bem organizada no Parque das Na&#231;&#245;es em Lisboa ou uma UCSP carenciada de profissionais no Bairro do Cerco no Porto.</p>     <p>Atendendo ao anteriormente expresso, outro dos aspetos que merece reflex&#227;o &#233; a defini&#231;&#227;o dos hor&#225;rios m&#233;dicos. Granja e colaboradores, no seu estudo, obtiveram como resultados: 73 minutos/dia como tempo m&#233;dio consumido em atividades assistenciais n&#227;o presenciais (e.g., gest&#227;o de cuidados, comunica&#231;&#227;o administrativa ou cl&#237;nica com outros profissionais, registo de exames, renova&#231;&#227;o de prescri&#231;&#227;o) e 74,3 minutos/dia em tarefas relacionadas com forma&#231;&#227;o (doc&#234;ncia, orienta&#231;&#227;o de internos, reuni&#245;es cl&#237;nicas) e monitoriza&#231;&#227;o de desempenho.<sup>14</sup> Se os hor&#225;rios m&#233;dicos perderam horas n&#227;o assistenciais e/ou passaram a ser consideradas como n&#227;o assistenciais horas para atividades relacionadas com doentes (assistenciais n&#227;o presenciais), os resultados deste estudo podem significar que individualmente cada m&#233;dico contribua com cerca de 5 horas semanais do seu tempo pessoal.</p>     <p>Vivemos momentos de culturas de gest&#227;o contradit&#243;rias; por um lado, incentivam o trabalho por objetivos e a autonomia organizativa interna nas Unidades de Sa&#250;de Familiares (USF) e, em simult&#226;neo, sem uma devida adequa&#231;&#227;o ao contexto e &#224; experi&#234;ncia profissional, infantilizam os seus t&#233;cnicos mais qualificados, ingerindo-se em &#225;reas de gest&#227;o t&#233;cnica como a padroniza&#231;&#227;o de tempos de consulta ou a dimens&#227;o da lista de utentes. O modelo de an&#225;lise que preside &#224;s decis&#245;es de gest&#227;o centralizadas n&#227;o dever&#225; ser linear, mas centrado no car&#225;ter multifacetado dos contextos locais, incluindo os obst&#225;culos e integrando os processos sociais de atribui&#231;&#227;o de sentido a que &#233; sujeito o conhecimento (expl&#237;cito ou t&#225;cito).<sup>4</sup></p>     <p>Os problemas das popula&#231;&#245;es n&#227;o se resolvem com a atribui&#231;&#227;o de MF sem que sejam criadas as condi&#231;&#245;es contextuais que permitam a concretiza&#231;&#227;o em pleno do seu perfil profissional. Ou, ainda, exigindo que o cumprimento desse perfil profissional, bem como o desenvolvimento profissional cont&#237;nuo, se fa&#231;a em tempo pessoal. Enquanto MF discutimos largamente os pedidos inapropriados dos doentes quando estes contrariam o nosso profissionalismo ou os nossos valores pessoais.<sup>15</sup> Porque, num respeito quase cego pela hierarquia administrativa, n&#227;o estabelecemos claramente a fronteira entre o que &#233; &#233;tica e clinicamente aceit&#225;vel e o que ultrapassa esse limite? Felizmente vivemos em democracia pelo que, para defesa das pessoas que adoecem e procuram os nossos cuidados e para nossa salvaguarda, cada um de n&#243;s poder&#225; contribuir no seu local de trabalho para o estabelecimento desse limite.</p>     <p>Acredito e desejo contribuir para a continua&#231;&#227;o do sucesso do Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de; contudo, se este se pretende sustent&#225;vel e um contributo efetivo para a melhoria da sa&#250;de das popula&#231;&#245;es deve rever as suas estrat&#233;gias de planeamento e gest&#227;o, respeitando e cuidando do profissionalismo dos seus t&#233;cnicos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. WONCA. EURACT educational agenda (Internet). Lisboa: Associa&#231;&#227;o Portuguesa de Medicina Geral e Familiar; 2006. Available from: <a href="http://www.apmgf.pt/ficheiros/AEE.pdf" target="_blank">http://www.apmgf.pt/ficheiros/AEE.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364791&pid=S2182-5173201600060000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. WONCA Europa. A defini&#231;&#227;o europeia de medicina geral e familiar: cl&#237;nica geral / medicina familiar (Internet). WONCA; 2002. Available from: <a href="http://www.woncaeurope.org/sites/default/files/documents/European%20Definition%20in%20Portuguese.pdf" target="_blank">http://www.woncaeurope.org/sites/default/files/documents/European%20Definition%20in%20Portuguese.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364792&pid=S2182-5173201600060000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Harrison S, Ahmad WI. Medical autonomy and UK State 1975 to 2025. Sociology. 2000;34(1):129-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364793&pid=S2182-5173201600060000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>4. Raposo H. Inova&#231;&#245;es organizacionais e pr&#225;ticas profissionais: apontamentos de reflex&#227;o sociol&#243;gica (Organizational innovation and professional practice: a sociological perspective). Rev Port Med Geral Fam. 2014;30(4):225-6. Portuguese </p>     <p>5. Mata C, Machado S, Moutinho A, Alexandra D. Estudo PreSBurn: pre-val&#234;ncia de s&#237;ndroma de burnout nos profissionais dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (PreSBurn study: prevalence of burnout syndrome in primary care professionals) . Rev Port Med Geral Fam. 2016;32(3):179-86. Portuguese </p>     <p>6. Mar&#244;co J, Mar&#244;co AL, Leite E, Bastos C, Vaz&#227;o MJ, Campos J. Burnout em profissionais da sa&#250;de Portugueses: uma an&#225;lise a n&#237;vel nacional (Burnout in Portuguese healthcare professionals: an analysis at the national level). Acta Med Port. 2016;29(1):24-30. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>7. Castiglione SA, Ritchie JA. Moving into action: we know what practices we want to change, now what? An implementation guide (Internet). Qu&#233;bec: Canadian Institutes of Health Research; 2012. Available from: <a href="http://www.cihr-irsc.gc.ca/e/documents/lm_moving_into_action-en.pdf"target="_blank">http://www.cihr-irsc.gc.ca/e/documents/lm_moving_into_action-en.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364798&pid=S2182-5173201600060000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>8. Braga R. Os indicadores de sa&#250;de e a contratualiza&#231;&#227;o (Health indicators and contracts). Rev Port Med Geral Fam. 2013;29(5):278-80. Portuguese</p>     <p>9. Pinto D, Corte-Real S, Nunes JM. Actividades preventivas e indicadores: quanto tempo sobra? (Prevention and performance indicators: how much time is left?) Rev Port Clin Geral. 2010;26(5):455-64. Portuguese</p>     <p>10. Decreto-Lei n&#186; 266-D/2012, de 31 de dezembro. Di&#225;rio da Repu&#250;blica. 1&#170; S&#233;rie(252).</p>     <p>11. Pinto D. Impacto do envelhecimento da popula&#231;&#227;o na dimens&#227;o da lista de utentes dos m&#233;dicos de fam&#237;lia (Impact of ageing of the population on the list size of family physicians). Rev Port Med Geral Fam. 2014;30(5):338-9. Portuguese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Chetty R, Stepner M, Abraham S, Lin S, Scuderi B, Turner N, et al. The association between income and life expectancy in the United States, 2001-2014. JAMA. 2016;315(16):1750-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364803&pid=S2182-5173201600060000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>13. Barnett K, Mercer SW, Norbury M, Watt G, Wyke S, Guthrie B. Epidemiology of multimorbidity and implications for health care, research, and medical education: a cross-sectional study. Lancet. 1992;380(9836):37-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364805&pid=S2182-5173201600060000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>14. Granja M, Ponte C, Cavadas LF. What keeps family physicians busy in Portugal? A multicentre observational study of work other than direct patient contacts. BMJ Open. 2014;4(6):e005026.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364807&pid=S2182-5173201600060000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>15. Santos I. Pedidos inapropriados de certificados. Rev Port Clin Geral. 2008;24(1):67-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1364809&pid=S2182-5173201600060000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>E-mail: <a href="mailto:director@rpmgf.pt">director@rpmgf.pt</a></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>WONCA</collab>
<source><![CDATA[EURACT educational agenda]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>WONCA Europa</collab>
<source><![CDATA[A definição europeia de medicina geral e familiar: clínica geral / medicina familiar]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-name><![CDATA[WONCA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Harrison]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ahmad]]></surname>
<given-names><![CDATA[WI]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Medical autonomy and UK State 1975 to 2025]]></article-title>
<source><![CDATA[Sociology]]></source>
<year>2000</year>
<volume>34</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>129-46</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inovações organizacionais e práticas profissionais: apontamentos de reflexão sociológica]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></source>
<year>2014</year>
<volume>30</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>225-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mata]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moutinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alexandra]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo PreSBurn: pre-valência de síndroma de burnout nos profissionais dos cuidados de saúde primários]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></source>
<year>2016</year>
<volume>32</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>179-86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marôco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marôco]]></surname>
<given-names><![CDATA[AL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leite]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bastos]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vazão]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campos]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Burnout em profissionais da saúde Portugueses: uma análise a nível nacional]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Med Port]]></source>
<year>2016</year>
<volume>29</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>24-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castiglione]]></surname>
<given-names><![CDATA[SA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ritchie]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Moving into action: we know what practices we want to change, now what? An implementation guide]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[^eQuébec Québec]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Canadian Institutes of Health Research]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Braga]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os indicadores de saúde e a contratualização]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></source>
<year>2013</year>
<volume>29</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>278-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Corte-Real]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Actividades preventivas e indicadores: quanto tempo sobra?]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></source>
<year>2010</year>
<volume>26</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>455-64</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto do envelhecimento da população na dimensão da lista de utentes dos médicos de família]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Med Geral Fam]]></source>
<year>2014</year>
<volume>30</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>338-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chetty]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stepner]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abraham]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scuderi]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Turner]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The association between income and life expectancy in the United States, 2001-2014]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>2016</year>
<volume>315</volume>
<numero>16</numero>
<issue>16</issue>
<page-range>1750-66</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barnett]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mercer]]></surname>
<given-names><![CDATA[SW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Norbury]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Watt]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wyke]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guthrie]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epidemiology of multimorbidity and implications for health care, research, and medical education: a cross-sectional study]]></article-title>
<source><![CDATA[Lancet]]></source>
<year>1992</year>
<volume>380</volume>
<numero>9836</numero>
<issue>9836</issue>
<page-range>37-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Granja]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ponte]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cavadas]]></surname>
<given-names><![CDATA[LF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What keeps family physicians busy in Portugal: A multicentre observational study of work other than direct patient contacts]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ Open]]></source>
<year>2014</year>
<volume>4</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>e005026</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pedidos inapropriados de certificados]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Clin Geral]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>67-73</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
