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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CLUBE DE   LEITURA</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Dieta mediterr&#226;nica: vale a pena aderir?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The mediterranean diet: is it worth it?</b></font></p>     <p><b>Bruno Santos Maia, Filipe Ribeiro de Melo, Pedro Miranda</b></p>     <p>M&#233;dicos   Internos de Medicina Geral e Familiar, USF E&#231;a de   Queir&#243;s, ACES P&#243;voa de Varzim/Vila do Conde</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p>Bloomfield   HE, Koeller E, Greer N, MacDonald R, Kane R, Wilt TJ. Effects on health   outcomes of a Mediterranean diet with no restriction on fat intake: a systematic   review and meta-analysis. Ann Intern Med. 2016;165(7):491-500.</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A literatura   sugere que a dieta mediterr&#226;nica pode ser mais saud&#225;vel do que as t&#237;picas   dietas ocidentais. O objetivo desta revis&#227;o sistem&#225;tica e meta-an&#225;lise &#233;   sumariar o efeito da dieta mediterr&#226;nica sem restri&#231;&#227;o da ingest&#227;o de gordura   em compara&#231;&#227;o com outras dietas nos ganhos em sa&#250;de em adultos.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi   realizada uma pesquisa nas bases de dados Ovid MEDLINE, CINAHL e Cochrane   Library de estudos prim&#225;rios e revis&#245;es sistem&#225;ticas publicados entre 1990 e   abril de 2016. Foram inclu&#237;dos ensaios cl&#237;nicos controlados com 100 ou mais   participantes e com per&#237;odo de seguimento de, pelo menos, um ano para a   mortalidade total, doen&#231;a cardiovascular, hipertens&#227;o, diabetes e ades&#227;o &#224;   dieta, assim como estudos de coorte com as mesmas caracter&#237;sticas para o cancro   e qualidade de vida. Foram tamb&#233;m inclu&#237;dos ensaios controlados e estudos de   coorte sem n&#250;mero m&#237;nimo de participantes ou per&#237;odo de seguimento para artrite   reumat&#243;ide e disfun&#231;&#227;o cognitiva. Os dados foram extra&#237;dos por um investigador   e verificados por outro. Dois revisores avaliaram o risco de vi&#233;s e a for&#231;a da   evid&#234;ncia. </p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Dois ensaios   de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria n&#227;o encontraram diferen&#231;as na mortalidade por qualquer   causa. Um grande ensaio de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria observou que a dieta   mediterr&#226;nica resultou em menor incid&#234;ncia de eventos cardiovasculares <i>major</i> (<i>hazard ratio</i> (HR) 0,71; intervalo de confian&#231;a (IC) 95% 0,56 a   0,90), cancro da mama (HR 0,43; IC 95% 0,21 a 0,88) e diabetes (HR 0,70; IC 95%   0,54 a 0,92). A an&#225;lise combinada dos estudos de coorte de preven&#231;&#227;o prim&#225;ria   demonstrou que o quantil mais alto de ades&#227;o &#224; dieta mediterr&#226;nica, em   compara&#231;&#227;o com o quantil mais baixo, estava associado &#224; redu&#231;&#227;o da mortalidade   total por cancro (<i>risk ratio</i> (RR)   0,86; IC 95% 0,82 a 0,91) e da incid&#234;ncia total de cancro (RR 0,96; IC 95% 0,95   a 0,97; 3 estudos) e de cancro colorretal (RR 0,91; IC 95% 0,84 a 0,98; 9   estudos). Dos tr&#234;s estudos de preven&#231;&#227;o secund&#225;ria de doen&#231;a cardiovascular, um   encontrou um risco mais baixo para enfarte do mioc&#225;rdio recorrente e morte   cardiovascular com a dieta mediterr&#226;nica. A evid&#234;ncia foi inconsistente, m&#237;nima   ou inexistente para os restantes resultados, incluindo a ades&#227;o &#224; dieta,   hipertens&#227;o, fun&#231;&#227;o cognitiva, doen&#231;a renal, artrite reumatoide e qualidade de   vida.</p>     <p><b>Conclus&#245;es</b></p>     <p>A evid&#234;ncia   limitada sugere que a dieta mediterr&#226;nica sem restri&#231;&#227;o da ingest&#227;o de gordura   poder&#225; reduzir a incid&#234;ncia de eventos cardiovasculares, cancro da mama e diabetes   mellitus tipo 2, mas poder&#225; n&#227;o afetar a mortalidade por qualquer causa.</p>     <p><b>Coment&#225;rio</b></p>     <p>A dieta   mediterr&#226;nica foi descrita nos anos 50 pelo investigador norte-americano Ancel   Keys ao verificar que, nos pa&#237;ses da bacia do Mediterr&#226;neo, a incid&#234;ncia de doen&#231;a   coron&#225;ria era menor apesar do consumo elevado de gordura.<sup>1</sup> Esta   rela&#231;&#227;o despertou o interesse do investigador e da comunidade m&#233;dica e   cient&#237;fica, tendo conclu&#237;do que se deveria ao tipo de alimenta&#231;&#227;o, em   particular &#224; utiliza&#231;&#227;o do azeite como fonte de gordura monoinsaturada. O   interesse pela dieta mediterr&#226;nica renasceu h&#225; pouco mais de uma d&#233;cada com a   publica&#231;&#227;o de um grande estudo de coorte com adultos gregos que observou que a   maior ades&#227;o a esta dieta estava associada a uma redu&#231;&#227;o significativa da   mortalidade total.<sup>2</sup></p>     <p>Desde ent&#227;o   t&#234;m sido publicados v&#225;rios estudos prim&#225;rios e secund&#225;rios para avaliar os   benef&#237;cios para a sa&#250;de da dieta mediterr&#226;nica, apesar de a defini&#231;&#227;o desta   variar entre os estudos.<sup>3</sup> A dieta mediterr&#226;nica tradicional &#233;   caracterizada pelo consumo elevado de hortofrut&#237;colas, cereais integrais e   leguminosas, utiliza&#231;&#227;o do azeite como principal gordura alimentar, consumo   baixo a moderado de lactic&#237;nios (sobretudo fermentados), baixo consumo de   carnes vermelhas e vinho consumido com modera&#231;&#227;o &#224;s refei&#231;&#245;es.<sup>4</sup></p>     <p>Os autores   desta revis&#227;o sistem&#225;tica definiram dieta mediterr&#226;nica como aquela que inclu&#237;a   pelo menos dois dos componentes descritos anteriormente, como na revis&#227;o da   Cochrane sobre preven&#231;&#227;o prim&#225;ria das doen&#231;as cardiovasculares.<sup>5</sup> Ao   contr&#225;rio desta, os autores acrescentaram ainda sem restri&#231;&#227;o da ingest&#227;o de   gordura por considerarem que reflete melhor o conceito atual desta dieta. O   estudo PREDIMED, um ensaio multic&#234;ntrico em Espanha, apoia esta ideia pois a   ades&#227;o &#224; dieta mediterr&#226;nica, com uma ingest&#227;o de gordura correspondente a 40%   da ingest&#227;o energ&#233;tica total, reduziu a incid&#234;ncia de eventos cardiovasculares <i>major.</i><sup>6</sup></p>     <p>Para al&#233;m da   defini&#231;&#227;o heterog&#233;nea da dieta e seus componentes, os autores identificaram um   risco m&#233;dio de vi&#233;s para muitos estudos e a for&#231;a da evid&#234;ncia foi baixa ou   insuficiente para os resultados. Esta &#250;ltima deve-se, em parte, aos poucos   ensaios cl&#237;nicos dispon&#237;veis. A maioria da evid&#234;ncia dos ganhos em sa&#250;de da   dieta mediterr&#226;nica adv&#233;m de estudos observacionais, os quais tendem a   demonstrar associa&#231;&#245;es mais significativas. Por exemplo, uma meta-an&#225;lise   recente de estudos observacionais demonstrou, de forma consistente, uma   associa&#231;&#227;o inversa entre a ades&#227;o &#224; dieta mediterr&#226;nica e a mortalidade por   cancro e o risco de v&#225;rios tipos de cancro.<sup>7</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outros   pontos que permanecem por esclarecer s&#227;o quais s&#227;o os mecanismos subjacentes   aos poss&#237;veis benef&#237;cios da dieta mediterr&#226;nica e quais s&#227;o os componentes ou   combina&#231;&#227;o de componentes mais ben&#233;ficos. &#201; poss&#237;vel que a ades&#227;o &#224; dieta   mediterr&#226;nica leve &#224; redu&#231;&#227;o do colesterol-LDL, peso corporal, press&#227;o arterial   e glicose em jejum,<sup>5</sup> existindo alguma evid&#234;ncia de que este padr&#227;o   alimentar forne&#231;a concentra&#231;&#245;es mais elevadas de compostos flavonoides e   antioxidantes.<sup>8</sup> A elevada rela&#231;&#227;o de gordura   monoinsaturada-saturada, atrav&#233;s do azeite como principal fonte de gordura, e o   elevado consumo de produtos frescos e pouco processados poder&#227;o ser componentes   de particular interesse, mas &#233; prov&#225;vel que o padr&#227;o alimentar global seja mais   importante do que a escolha individual dos alimentos na promo&#231;&#227;o da sa&#250;de.<sup>2</sup></p>     <p>A dieta   mediterr&#226;nica &#233; preconizada em Portugal atrav&#233;s do &#171;Programa Nacional para a   Promo&#231;&#227;o da Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel - Padr&#227;o Alimentar Mediterr&#226;nico:   Promotor de Sa&#250;de&#187;, publicado em 2016 pela Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de.<sup>9</sup> Desde dezembro de 2013 &#233; reconhecida pela UNESCO como Patrim&#243;nio Cultural   Imaterial da Humanidade e modelo cultural, hist&#243;rico e de sa&#250;de em Portugal,   Espanha, Marrocos, It&#225;lia, Gr&#233;cia, Chipre e Cro&#225;cia.<sup>10</sup> Esta heran&#231;a   cultural deve ser preservada e promovida em diferentes &#225;reas, como cultura e   turismo, sa&#250;de p&#250;blica, agricultura, pol&#237;tica e desenvolvimento econ&#243;mico. No   entanto, n&#227;o deixa de ser curioso verificar que nas &#250;ltimas d&#233;cadas se tenha   assistido a diversas altera&#231;&#245;es nos h&#225;bitos alimentares da popula&#231;&#227;o europeia,   especialmente na zona mediterr&#226;nica, com diminui&#231;&#227;o do consumo de alimentos   tradicionais da dieta mediterr&#226;nica.<sup>11</sup> Em 2007 verificava-se uma   diminui&#231;&#227;o da ades&#227;o das fam&#237;lias portuguesas ao padr&#227;o alimentar   mediterr&#226;nico, acompanhado de uma redu&#231;&#227;o da qualidade alimentar.<sup>12</sup></p>     <p>Cabe tamb&#233;m   ao m&#233;dico de fam&#237;lia dar um contributo para o aumento da literacia alimentar e   nutricional e a capacita&#231;&#227;o dos cidad&#227;os de diferentes estratos socioecon&#243;micos   e et&#225;rios, em especial dos grupos mais vulner&#225;veis, para as escolhas e pr&#225;ticas   alimentares saud&#225;veis. O padr&#227;o alimentar mediterr&#226;nico &#233; um exemplo da   relev&#226;ncia de uma abordagem hol&#237;stica da educa&#231;&#227;o alimentar, uma vez que, para   al&#233;m de associar a alimenta&#231;&#227;o a doen&#231;as como a obesidade, diabetes ou cancro,   &#233; abordar a alimenta&#231;&#227;o numa perspetiva salutog&#233;nica, impulsionadora de um   bem-estar f&#237;sico e socioemocional.<sup>9</sup></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <p>1. Keys A,   Aravanis C, Blackburn H, Buzina R, Djordjevi&#263; BS, Dontas AS, et al. Seven   countries: a multivariate analysis of death and coronary heart disease.   Cambridge, MA: Harvard University Press; 1980.</p>     <!-- ref --><p>2.   Trichopoulou A, Costacou T, Bamia C, Trichopoulos D. Adherence to a   Mediterranean diet and survival in a Greek population. N Engl J Med.   2003;348(26):2599-608.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367815&pid=S2182-5173201700010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3.   Trichopoulou A, Mart&#237;nez-Gonz&#225;lez MA, Tong TY, Forouhi NG, Khandelwal S,   Prabhakaran D, et al. Definitions and potential health benefits of the Mediterranean   diet: views from experts around the world. BMC Med. 2014;12:112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367817&pid=S2182-5173201700010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4.   Serra-Majem L, Trichopoulou A, Ngo de la Cruz J, Cervera P, Garc&#237;a Alvarez A,   La Vecchia C, et al. Does the definition of the Mediterranean diet need to be   updated? Public Health Nutr. 2004;7(7):927-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367819&pid=S2182-5173201700010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Rees K,   Hartley L, Flowers N, Clarke A, Hooper L, Thorogood M, et al. 'Mediterranean'   dietary pattern for the primary prevention of cardiovascular disease. Cochrane   Database Syst Rev. 2013;(8):CD009825.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367821&pid=S2182-5173201700010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>6. Estruch   R, Ros E, Salas-Salvad&#243; J, Covas MI, Corella D, Ar&#243;s F, et al. Primary   prevention of cardiovascular disease with a Mediterranean diet. N Engl J Med.   2013;368(14):1279-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367823&pid=S2182-5173201700010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.   Schwingshackl L, Hoffmann G. Adherence to Mediterranean diet and risk of   cancer: an updated systematic review and meta-analysis of observational   studies. Cancer Med. 2015;4(12):1933-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367825&pid=S2182-5173201700010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>8.   Mart&#237;nez-Gonz&#225;lez MA, Salas-Salvad&#243; J, Estruch R, Corella D, Fit&#243; M, Ros E.   Benefits of the Mediterranean Diet: insights from the PREDIMED Study. Prog   Cardiovasc Dis. 2015;58(1):50-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367827&pid=S2182-5173201700010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9.   Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Padr&#227;o alimentar mediterr&#226;nico: promotor de sa&#250;de (Diet   mediterranean: a health-promoting pattern) (Internet). Lisboa: DGS; 2016 (cited   2016 Jul 24).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367829&pid=S2182-5173201700010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Available from: <a href="http://www.alimentacaosaudavel.dgs.pt/" target="_blank">http://www.alimentacaosaudavel.dgs.pt/</a> </p>     <!-- ref --><p>10. UNESCO.   Eighth session of the Intergovernmental Committee (8.COM): Mediterranean diet   (Internet). UNESCO; 2013 (cited 2016 Jul 24). Available from:   <a href="http://www.unesco.org/culture/ich/en/8com" target="_blank">http://www.unesco.org/culture/ich/en/8com</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367831&pid=S2182-5173201700010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>11. Vareiro   D, Bach-Faig A, Raid&#243; Quintana B, Bertomeu I, Buckland G, Vaz de Almeida MD, et   al. Availability of Mediterranean and non-Mediterranean foods during the last   four decades: comparison of several geographical areas. Public Health Nutr.   2009;12(9A):1667-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367832&pid=S2182-5173201700010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>12.   Rodrigues SS, Caraher M, Trichopoulou A, Vaz de Almeida MD. Portuguese   households' diet quality (adherence to Mediterranean food pattern and   compliance with WHO population dietary goals): trends, regional disparities and   socioeconomic determinants. Eur J Clin Nutr. 2008;62(11):1263-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367834&pid=S2182-5173201700010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflitos de interesse</b></p>     <p>Os autores   declaram n&#227;o ter conflito de interesses</p>     ]]></body>
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