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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Transformar recursos em resultados</b></font></p>     <p><b>Paula Broeiro*</b></p>     <p>*Directora   da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A vida e os   seus acontecimentos s&#227;o c&#237;clicos e o ciclo da minha lideran&#231;a da <i>Revista Portuguesa de Medicina Geral e     Familiar</i> terminou. A escrita deste editorial fez-me retornar a escritos que   encerraram outros ciclos e sobre essa matriz (resposta a um desafio: <i>Como &#233; que se transformam recursos em     resultados?</i>)<sup>1</sup> escrevi o editorial deste fim, e de outros   come&#231;os. Em 2013, a resposta &#224;quela pergunta fez-me rever conceitos que, quando   integrados, nos ajudam a compreender e potenciar resultados. Regresso &#224; quest&#227;o   com outra profundidade conferida pela viv&#234;ncia enriquecedora (potenciada pela   coes&#227;o, dinamismo e profissionalismo da equipa) destes tr&#234;s anos e   materializada nos editoriais publicados no tri&#233;nio, por mim, pelo John Yaphe e   por todos os convidados a quem agrade&#231;o com estima.</p>     <p>No primeiro   editorial reconheci a import&#226;ncia das organiza&#231;&#245;es aprendentes, constitu&#237;das   por pessoas que funcionam em conjunto, com confian&#231;a m&#250;tua, complementando-se   nos pontos fortes e compensando-se nas limita&#231;&#245;es, aceitando que os objetivos   comuns se sobrep&#245;em aos individuais.<sup>2</sup> Nelas a criatividade &#233;   estimulada, novas ideias s&#227;o alimentadas, a aspira&#231;&#227;o coletiva &#233; libertada e as   pessoas aprendem continuamente umas com as outras.<sup>2</sup> As organiza&#231;&#245;es   com futuro s&#227;o estas, as que descobrem como desenvolver a capacidade de   aprender das pessoas, sendo as pessoas, incluindo as lideran&#231;as, o recurso   essencial aos resultados. Os l&#237;deres devem possuir intelig&#234;ncia emocional que   lhes permita construir equipas reflexivas, estruturadas no tecido invis&#237;vel das   intera&#231;&#245;es pessoais, comprometidas com o sucesso da organiza&#231;&#227;o e com a   aprendizagem ao longo da vida, em que cada um potencia o todo.<sup>2</sup> Nas   organiza&#231;&#245;es aprendentes, a prioridade &#233; dada &#224;s <b><i>pessoas</i></b> - o recurso   de sucesso.</p>     <p>Em sa&#250;de, as   comunidades de pr&#225;tica s&#227;o um exemplo de organiza&#231;&#227;o aprendente, baseiam-se nas   rela&#231;&#245;es entre profissionais de sa&#250;de, em cuidados eficazes e centrados no   paciente, na flexibilidade adquirida num ambiente de constante reavalia&#231;&#227;o da   aprendizagem atrav&#233;s de casos. Neste modelo, os profissionais definem objetivos   comuns (colaborativos), criam em colabora&#231;&#227;o planos de sa&#250;de (planos cocriados)   e envolvem-se numa aprendizagem e numa pr&#225;tica reflexivas. Os seus membros   est&#227;o dispostos a aprender com a pr&#225;tica comum, assumir como seus os objetivos   dos outros, partilhar as hist&#243;rias de sucesso e fracasso, e promover a evolu&#231;&#227;o   cont&#237;nua da aprendizagem coletiva, o que requer mecanismos de <b><i>feedback</i></b> adequados.<sup>3</sup> A atualiza&#231;&#227;o de conhecimentos e compet&#234;ncias - <b><i>desenvolvimento     profissional cont&#237;nuo</i></b> - perpetua a aprendizagem como complemento   &#224; pr&#225;tica di&#225;ria e concretiza-se em atividades de grupo, realistas, orientadas   aos desafios da presta&#231;&#227;o de cuidados e &#224;s necessidades/prefer&#234;ncias dos   profissionais, mensur&#225;veis pelos ganhos de conhecimento, desempenho cl&#237;nico   e/ou melhoria dos resultados em sa&#250;de.<sup>3</sup></p>     <p>Em   contextos, cada vez mais, incertos e imprevis&#237;veis, o conhecimento tem assumido   uma vantagem competitiva sustent&#225;vel.<sup>4</sup> O conhecimento &#233; um recurso   valioso e insubstitu&#237;vel enquanto for&#231;a motriz organizacional. O conhecimento e   a sua estrutura&#231;&#227;o, tal como as aptid&#245;es, t&#234;m variabilidade individual, isto &#233;,   pessoas diferentes incorporam a informa&#231;&#227;o de forma diferente e constroem os   seus conhecimentos de acordo com as suas experi&#234;ncias e quadros de refer&#234;ncias.<sup>4</sup> O conhecimento, por si s&#243;, n&#227;o assegura a compet&#234;ncia cl&#237;nica; contudo, a par   da experi&#234;ncia, incorpora outras dimens&#245;es como saber fazer, <b><i>saber     ser, saber pensar</i></b> e <b><i>saber integrar</i></b> - essenciais &#224;   evolu&#231;&#227;o do pensamento linear para o pensamento complexo e do conhecimento para   a compet&#234;ncia, num processo c&#237;clico e gradual em espiral, de regresso aos mesmos   temas com maturidade e/ou profundidade diferentes.<sup>4</sup> Numa organiza&#231;&#227;o   de pr&#225;tica/aprendente, <b><i>conhecimento</i></b> e <b><i>compet&#234;ncia</i></b> s&#227;o outros   dos recursos que conduzir&#227;o &#224; obten&#231;&#227;o de resultados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O contexto   de exerc&#237;cio, comunidade de pr&#225;tica ou organiza&#231;&#227;o aprendente, e a   disponibilidade <b><i>(tempo)</i></b> potenciam o desenvolvimento de <b><i>pr&#225;ticas baseadas em evid&#234;ncia</i></b> (PBE). As PBE incluem a aplica&#231;&#227;o da epidemiologia e a avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica na   tomada de decis&#227;o expl&#237;cita. A PBE significa integrar a experi&#234;ncia individual   com a melhor evid&#234;ncia externa dispon&#237;vel, proveniente de <b><i>investiga&#231;&#227;o,</i></b> aproximando-se da defini&#231;&#227;o inicial de Sackett.<sup>5</sup> O processo de PBE   foi descrito em etapas: tradu&#231;&#227;o de incerteza numa pergunta; revis&#227;o   sistem&#225;tica da melhor evid&#234;ncia dispon&#237;vel; avalia&#231;&#227;o cr&#237;tica da evid&#234;ncia   (validade, relev&#226;ncia e aplicabilidade); aplica&#231;&#227;o dos resultados na pr&#225;tica e   avalia&#231;&#227;o do desempenho.<sup>5-6</sup> O conceito inicial de <i>medicina baseada na evid&#234;ncia</i> (MBE)   correspondia ao &#8220;uso consciente, expl&#237;cito e judicioso da melhor prova na   tomada de decis&#227;o no cuidado ao paciente individual&#8221;.<sup>6</sup> Num   editorial, Trisha Greenhalgh alerta para o paradoxo de o rigor metodol&#243;gico   bem-intencionado da MBE perpetuar o mito de que nos libertamos de incertezas e   ambiguidades se reduzirmos a complexidade do tratamento a quest&#245;es centradas   sobre popula&#231;&#245;es, interven&#231;&#245;es, compara&#231;&#245;es e resultados.<sup>7</sup> Num dos   seus editoriais, John Yaphe recorda que a incerteza &#233; um facto da vida real e   que, em medicina, a sua aceita&#231;&#227;o pode ajudar a desenvolver estrat&#233;gias   eficazes para lidar com ela. As atitudes face &#224; incerteza encontram-se em   mudan&#231;a, passando de tentativas de dominar ou diminuir a incerteza para a sua   gest&#227;o.<sup>6</sup> Outros dos recursos para obter resultados s&#227;o a <b><i>gest&#227;o     da incerteza</i></b> e o uso da <b><i>prova/evid&#234;ncia</i></b> que suporta a   pr&#225;tica e &#233; gerada pela pr&#225;tica.</p>     <p>Outra   express&#227;o de evid&#234;ncia &#233; uma <i>medicina     praticada com compet&#234;ncia narrativa,</i> atitude e pr&#225;tica, que permite olhar   para l&#225; dos mecanismos biol&#243;gicos e das abordagens convencionais, abarcando   dom&#237;nios de pensamento e de comunica&#231;&#227;o que se focalizam na linguagem e na   representa&#231;&#227;o das emo&#231;&#245;es e das rela&#231;&#245;es. Reconhecer, interpretar e agir   robustece-se no treino narrativo (leitura e escrita) e contribui para a   efic&#225;cia cl&#237;nica.<sup>8</sup> A <i>anamnese</i> estabelece a ponte entre doente (sintomas e sinais) e o m&#233;dico que interpreta a   express&#227;o do sofrimento, conduz o processo diagn&#243;stico e toma decis&#227;o.   Aplicando o princ&#237;pio de Pareto (80% das consequ&#234;ncias adv&#234;m de 20% das   causas), a <i>anamnese</i> (20% da consulta)   pode ser respons&#225;vel por 80% dos diagn&#243;sticos. O <i>exame cl&#237;nico</i> &#233; outra etapa que torna o processo de decis&#227;o   eficiente. Atualmente, o exame cl&#237;nico est&#225; a ser sujeito aos mesmos crit&#233;rios   exigentes que qualquer outra tecnologia laboratorial ou de imagem, nomeadamente   atrav&#233;s de estudos que comparam os achados da hist&#243;ria e exame objetivo com um   padr&#227;o-de-ouro considerado diagn&#243;stico de uma determinada doen&#231;a.<sup>9</sup> Os M&#233;dicos de Fam&#237;lia contam hist&#243;rias, aut&#234;nticas biografias definindo a   medicina como cria&#231;&#227;o de lugar para o outro: a abertura &#224; hist&#243;ria do outro   enquanto hist&#243;ria de um outro. Na medicina familiar acompanham-se hist&#243;rias de   vida no seu acontecer pelo que &#233; ela, por excel&#234;ncia, o campo onde a Medicina   Narrativa deve ser vivida e praticada.<sup>10-11</sup> Praticar <b><i>no     lugar</i></b> uma <b><i>medicina com compet&#234;ncia narrativa,</i></b> recentrar os cuidados na <b><i>anamnese</i></b> (doen&#231;a e viv&#234;ncia da doen&#231;a) e no <b><i>exame cl&#237;nico</i></b> poder&#227;o trazer ganhos   de efici&#234;ncia e de satisfa&#231;&#227;o. </p>     <p>Uma pessoa   doente &#233; mais que o conjunto dos seus diagn&#243;sticos e terap&#234;uticas e requer uma   abordagem hol&#237;stica que inclua a compreens&#227;o da singularidade resultante da   interce&#231;&#227;o de sistemas (e.g., individual, familiar, social e sistema de sa&#250;de).   O m&#233;todo cl&#237;nico centrado no paciente (MCCP) define um modelo para essa   abordagem hol&#237;stica, <b><i>atrav&#233;s da integra&#231;&#227;o em sinergia</i></b> da   medicina, epidemiologia, psicologia, antropologia e ainda dos cuidados e   cuidadores. O MCCP &#233; uma express&#227;o da <b><i>complexidade:</i></b> requer que entendamos   n&#227;o s&#243; a doen&#231;a biol&#243;gica, mas tamb&#233;m a experi&#234;ncia individual de doen&#231;a,   contexto social amplo (fam&#237;lia, comunidade, &#233;poca) e os determinantes da sa&#250;de,   a par do encontro de plataformas de entendimento, da melhoria da rela&#231;&#227;o e da   articula&#231;&#227;o de cuidados (e.g., sistemas de sa&#250;de).<sup>12-13</sup> A   complexidade dos doentes &#233; potencialmente mais relevante do que a complexidade   do diagn&#243;stico, porque est&#225; frequentemente ligada a determinantes sociais de   sa&#250;de e &#224; necessidade de integra&#231;&#227;o horizontal de cuidado, sendo indispens&#225;veis   o trabalho em equipa multiprofissional e uma articula&#231;&#227;o social eficientes.<sup>13</sup> O MCCP evidencia os limites do desenho de gest&#227;o orientado para a doen&#231;a e   real&#231;a a necessidade de mudan&#231;a de paradigma para uma gest&#227;o centrada na   pessoa.<sup>13</sup> A <b><i>acessibilidade,</i></b> definida como &#8220;a   facilidade com que uma pessoa pode obter os cuidados m&#233;dicos necess&#225;rios dentro   do per&#237;odo de tempo adequado ao problema&#8221;, &#233; um dos requisitos duma   especialidade comunit&#225;ria como a MGF.<sup>14</sup> A acessibilidade e a   integra&#231;&#227;o de cuidados e da complexidade encontram-se subjacentes &#224; filosofia   disciplinar de MGF, o <b><i>M&#233;todo Cl&#237;nico Centrado no Paciente</i></b> como recurso para obter resultados eficientes.</p>     <p>A natureza e   a diversidade das tarefas do m&#233;dico de fam&#237;lia (MF) n&#227;o se compadecem com   restri&#231;&#245;es &#224; sua autonomia t&#233;cnico-cient&#237;fica, conferindo limites aos modelos   industriais de gest&#227;o e &#224; expectativa do seu controlo e previsibilidade   (aspetos paradoxais dos indicadores).<sup>15</sup> Uma autonomia   t&#233;cnico-cient&#237;fica respons&#225;vel e custo-efetiva &#233; um dever &#233;tico. Tendo presente   este princ&#237;pio, a inger&#234;ncia de medidas gestion&#225;rias no exerc&#237;cio da MGF podem   torn&#225;-lo cr&#237;tico em &#225;reas como: a decis&#227;o cl&#237;nica (diagn&#243;stica e terap&#234;utica) e   a abordagem da complexidade das pessoas que adoecem (e.g., doen&#231;a f&#237;sica e   mental; doen&#231;a e problemas sociais). &#201;, pois, da disson&#226;ncia entre o   profissionalismo m&#233;dico e a impossibilidade de observ&#226;ncia de regras r&#237;gidas   (tempos de consulta, cumprimento dos indicadores) para dimens&#245;es de listas   desadequadas ao contexto (organizacional e populacional) e ao profissional,   aliados ao presente&#237;smo<sup>16</sup> e &#224;s condi&#231;&#245;es de trabalho, que surgem a   desmotiva&#231;&#227;o e a exaust&#227;o.<sup>17</sup> Um m&#233;dico, para exercer com <b><i>profissionalismo,</i></b> dever&#225; ter reconhecido o <b><i>valor do seu trabalho</i></b> <i>(multidimensional, abrangente e centrado no     paciente)</i> como recurso organizacional.</p>     <p>&#201; num olhar   atento sobre a realidade profissional que nos surgem quest&#245;es cujas respostas   conduzem &#224; atualiza&#231;&#227;o e &#224; produ&#231;&#227;o de conhecimento. O pensamento cr&#237;tico,   decorrente desse olhar atento, &#233; complexo e ultrapassa a mera capacidade de   analisar - inclui a compreens&#227;o de intera&#231;&#245;es; a dete&#231;&#227;o de   inconsist&#234;ncias; a resolu&#231;&#227;o sistem&#225;tica de problemas; a reflex&#227;o e a justifica&#231;&#227;o   de cren&#231;as e valores. Pressup&#245;e, ainda, a reintegra&#231;&#227;o da informa&#231;&#227;o num todo,   de prefer&#234;ncia coerente.<sup>18</sup> O pensamento cr&#237;tico gera pensamento   &#171;fora da caixa&#187;, desafia o consenso e promove a discord&#226;ncia criadora. O   pensamento cr&#237;tico &#233; descrito como a aplica&#231;&#227;o ao quotidiano do m&#233;todo   cient&#237;fico (identifica&#231;&#227;o da quest&#227;o, formula&#231;&#227;o de hip&#243;tese, pesquisa e   adequa&#231;&#227;o do modelo de resposta).<sup>18</sup> &#201; um processo cognitivo   intencional, aberto, rigoroso e de autocorre&#231;&#227;o. O pensar anal&#237;tico e   reflexivo, se constru&#237;do contextual e criativamente, afasta o pensamento da   frieza da an&#225;lise das evid&#234;ncias e apoia a constru&#231;&#227;o do conhecimento social e   cultural.<sup>18</sup> O <b><i>pensamento cr&#237;tico</i></b> &#233; o recurso que   garante o futuro das organiza&#231;&#245;es porque gera quest&#245;es e cria conhecimento.</p>     <p>Num dos seus   editoriais, John Yaphe perspetivou o paciente do futuro: tecnologicamente   s&#225;bio, capaz de gerir a sua sa&#250;de, verdadeiro parceiro de decis&#227;o e integrado   em comunidade de sa&#250;de.<sup>19</sup> Contudo, alguns padr&#245;es-de-ouro   provavelmente n&#227;o mudar&#227;o no paciente do futuro: o contacto presencial (em   momentos convenientes para o paciente) e o ser cuidado por um m&#233;dico compassivo   que respeite a sua dignidade e privacidade (testemunha silenciosa do seu   sofrimento).<sup>19</sup></p>     <p>Quem cuida   precisa de ser cuidado e respeitado, <b><i>cuidar bem dos profissionais</i></b> de   sa&#250;de ser&#225; um recurso valioso e ter&#225; retorno na qualidade dos cuidados &#224;s   pessoas que adoecem e &#224;s popula&#231;&#245;es. A humanidade do ser m&#233;dico, alicer&#231;ada no   conhecimento, na experi&#234;ncia e no profissionalismo, refletir-se-&#225; na qualidade   da rela&#231;&#227;o m&#233;dico-doente, numa medicina centrada no paciente e na aceita&#231;&#227;o e   gest&#227;o da incerteza e da complexidade. Enquanto especialidade atingimos   maturidade e lugar nos sistemas de sa&#250;de, os quais precisam de melhorar as suas   estrat&#233;gias de integra&#231;&#227;o e intervis&#227;o<sup>20</sup> entre especialidades e   profiss&#245;es. Acredito numa MGF preparada para os desafios do futuro se   alicer&#231;ada nos recursos enumerados, na coer&#234;ncia e em valores &#233;ticos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS   BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Barroso   R, Fernandes A, Moeda A, Boavida H, Pisco AM, Desterro A, et al. Olhares   (Internet). &#201;vora: CIMGFSUL; 2013. Available from:   <a href="http://www.cimgfsul.org/images/fim/olhares.pdf" target="_blank">http://www.cimgfsul.org/images/fim/olhares.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367934&pid=S2182-5173201700020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>2. Broeiro   P. 30 Anos de RPMGF como organiza&#231;&#227;o aprendente (Thirty years&#8217; experience with   the RPMGF as a learning organization). Rev Port Med Geral Fam. 2014;30(2):71-2.   Portuguese</p>     <p>3. Broeiro   P. Forma&#231;&#227;o cocriada e colaborativa nas unidades de sa&#250;de (Co-creation and   collaboration in training in family health units). Rev Port Med Geral Fam.   2016;32(5):294-6. Portuguese</p>     <p>4. Broeiro   P. Conhecimento e compet&#234;ncia (Knowledge and competence). Rev Port Med Geral   Fam. 2015;31(2):82-4. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>5. Sackett   DL, Rosenberg WM, Gray JA, Haynes RB, Richardson WS. Evidence based medicine:   what it is and what it isn&#8217;t. BMJ. 1996;312(7023):71-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367938&pid=S2182-5173201700020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>6. Broeiro   P. Pr&#225;tica baseada em evid&#234;ncia e seus limites (Evidence based medicine and its   limits). Rev Port Med Geral Fam. 2015;31(4):238-40. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>7.   Greenhalgh T. Why do we always end up here? Evidence-based medicine&#8217;s   conceptual cul-de-sacs and some off-road alternative routes. J Prim Health   Care. 2012;4(2):92-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367941&pid=S2182-5173201700020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>8. Fernandes   I. A pertin&#234;ncia da medicina narrativa na pr&#225;tica cl&#237;nica (The relevance of   narrative medicine to clinical practice). Rev Port Med Geral Fam.   2014;32(5):289-90. Portuguese</p>     <p>9.   Vaz-Carneiro A. Sintomas e sinais: uma abordagem cient&#237;fica do exame cl&#237;nico   (Symptoms and signs: a scientific approach to the clinical examination). Rev   Port Med Geral Fam. 2017;33(1):10-3. Portuguese</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>10.   Ferreira-Silva JN. Cria&#231;&#227;o de lugar para o outro numa medicina de &#8220;deslugar&#8221;   (Creating a place for the other in a medicine of &#8220;displacement&#8221;). Rev Port Med   Geral Fam. 2015;31(4):244-5. Portuguese</p>     <p>11. Barroso   R. Relatos de caso: para al&#233;m das normas, a coer&#234;ncia e a congru&#234;ncia (Case   reports: beyond norms, coherence and congruence). Rev Port Med Geral Fam.   2016;32(4):238-40. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>12. Stewart   M. Towards a global definition of patient centred care: the patient should be   the judge of patient centred care. BMJ. 2001;322(7284):444-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367947&pid=S2182-5173201700020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>13. Broeiro   P. Tangibilidade da complexidade (Touching complexity in family medicine). Rev   Port Med Geral Fam. 2016;32(2):87-9. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>14. Yaphe J.   Accessibility in family medicine: re-examining a core concept. Rev Port Med   Geral Fam. 2016;32(3):170-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367950&pid=S2182-5173201700020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>15. Raposo   H. Inova&#231;&#245;es organizacionais e pr&#225;ticas profissionais: apontamentos de reflex&#227;o   sociol&#243;gica (Organizational innovation and professional practice: a   sociological perspective). Rev Port Med Geral Fam. 2014;30(4):225-6. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>16. Yaphe J.   Presenteeism: why we work when we are sick. Rev Port Med Geral Fam.   2015;31(4):242-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367953&pid=S2182-5173201700020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>17. Broeiro   P. Profissionalismo e pol&#237;ticas de gest&#227;o (Professionalism and the politics of   management). Rev Port Med Geral Fam. 2016;32(6):366-8. Portuguese</p>     <p>18. Broeiro   P. Papel social do pensamento cr&#237;tico (Critical thinking and its social role).   Rev Port Med Geral Fam. 2014;30(3):147-8. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>19. Yaphe J.   The future of the patient and the patient of the future. Rev Port Clin Geral.   2016;32(6):370-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1367957&pid=S2182-5173201700020000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>20. Carvalho   PT. Andar a par: sa&#250;de mental, psiquiatria e cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios   (Walking hand in hand: mental health, psychiatry, and primary). Rev Port Med   Geral Fam. 2016;32(5):300-2. Portuguese</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>E-mail: <a href="mailto:director@rpmgf.pt">director@rpmgf.pt</a></p>      ]]></body><back>
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