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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O local ideal para a prestação de serviços em alargamento de horário nos cuidados de saúde primários: análise dos custos e da perceção da qualidade dos serviços]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The ideal site for provision of out-of-hours care in primary care: An analysis of costs and perception of quality of services]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: This study aims to compare the costs of out-of-hours services and patient Perceptions of Service Quality (PSQ), between a regular primary care units and a specialized unit only opened to perform this kind of care. Type of study: Cross-sectional - analytical and observational. Local: Unidade de Saúde Familiar (USF) Serpa Pinto, USF Ramalde and Serviço de Atendimento de Situações Urgentes (SASU) do Porto, from Agrupamento de Centros de Saúde Porto Ocidental. Population: Patients who attend out-of-ours services at the enrolled health units. Methods: A questionnaire developed by the research team was used to determine PSQ. The SERVQUAL/SERVPERF instruments and their adaptations to health sector, particularly HEALTHQUAL, were used as models. The instrument was applied to 281 patients in both units. The comparison of costs between units was determined through the analysis of 820 clinical records. National reference values were used to calculate costs of drugs and laboratory tests. Results: Significantly higher values of perception of service quality were found among patients treated in the USF compared to SASU, controlling for the patient's socio-demographic characteristics. No significant differences were found in costs between units. The mean costs per patient in the USF were &#8364; 9.3 (SD=14.9) compared to &#8364; 8.2 (SD=8.2) for the SASU. Discussion/Conclusion: If high quality after hours care with greater patient satisfaction can be provided in family health units at similar costs to care in emergency units, there is no evidence in favour of closing after hours care services in family health units.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Satisfação dos doentes]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>O local ideal para a presta&#231;&#227;o de servi&#231;os   em alargamento de hor&#225;rio nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios: an&#225;lise dos custos e   da perce&#231;&#227;o da qualidade dos servi&#231;os</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The   ideal site for provision of out-of-hours care in primary care: An analysis of costs and perception of quality of services</b></font></p>     <p><b>Jo&#227;o Firmino-Machado,<sup>1</sup> John   Yaphe,<sup>2</sup> Maria Jos&#233; Ribas,<sup>3</sup> Patr&#237;cio Costa<sup>2</sup></b></p>     <p>1. Unidade   de Sa&#250;de P&#250;blica, ACeS Porto Ocidental</p>     <p>2. Instituto   de Investiga&#231;&#227;o em Ci&#234;ncias da Vida e da Sa&#250;de (ICVS), Escola de Ci&#234;ncias da   Sa&#250;de da Universidade do Minho (Braga). ICVS-3Bs, Laborat&#243;rio Associado do   Governo de Portugal, Braga, Guimar&#227;es, Portugal</p>     <p>3. M&#233;dica de   Fam&#237;lia. USF Garcia de Orta</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivo:</b> Comparar os custos e as   perce&#231;&#245;es da qualidade dos servi&#231;os (PQS) entre os servi&#231;os prestados pelas USF   e os Servi&#231;os de Atendimento de Situa&#231;&#245;es Urgentes (SASU), na regi&#227;o do Porto   Ocidental, em alargamento de hor&#225;rio.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Transversal   observacional e anal&#237;tico.</p>     <p><b>Local:</b> Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF)   Serpa Pinto, USF Ramalde e Servi&#231;o de Atendimento de Situa&#231;&#245;es Urgentes (SASU)   do Porto, do Agrupamento de Centros de Sa&#250;de do Porto Ocidental.</p>     <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Utentes utilizadores do   alargamento de hor&#225;rio, nas unidades de sa&#250;de USF Serpa Pinto, USF Ramalde e   SASU do Porto.</p>     <p><b>M&#233;todos:</b> A quantifica&#231;&#227;o da PQS foi   feita utilizando um instrumento constru&#237;do para o efeito (SERVQUAL/SERVPERF e   suas adapta&#231;&#245;es &#224; &#225;rea da sa&#250;de - HEALTHQUAL). O question&#225;rio foi   aplicado a um total de 281 utentes de ambas as unidades que recorreram &#224;s   unidades de sa&#250;de em estudo. A obten&#231;&#227;o dos custos de funcionamento (f&#225;rmacos e   meios complementares de diagn&#243;stico) das unidades em alargamento de hor&#225;rio foi   feita de forma transversal, por consulta dos processos cl&#237;nicos de 820 utentes.</p>     <p><b>Resultados:</b> Os valores globais de PQS   nas USF s&#227;o superiores aos determinados para os SASU, sendo esta diferen&#231;a   estatisticamente significativa, mesmo quando &#233; controlado o peso das   caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas. N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as   estatisticamente significativas entre os custos globais das USF (&#8364; 9,30/utente,   DP=14,9) e do SASU (&#8364; 8,20/utente, DP=8,2).</p>     <p><b>Discuss&#227;o/Conclus&#227;o:</b> As USF prestam   servi&#231;os de sa&#250;de com valores de perce&#231;&#227;o de qualidade de servi&#231;os   significativamente superiores aos reportados pelos SASU, em regime de   alargamento de hor&#225;rio e a custos iguais. N&#227;o existe evid&#234;ncia a favor do   encerramento dos servi&#231;os de alargamento de hor&#225;rio. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Satisfa&#231;&#227;o dos doentes;   Cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios; Custos em sa&#250;de; Servi&#231;o de alargamento de   hor&#225;rio.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objective:</b> This study aims to compare   the costs of out-of-hours services and patient Perceptions of Service Quality   (PSQ), between a regular primary care units and a specialized unit only opened   to perform this kind of care. </p>     <p><b>Type of study:</b> Cross-sectional -   analytical and observational.</p>     <p><b>Local:</b> Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF)   Serpa Pinto, USF Ramalde and Servi&#231;o de Atendimento de Situa&#231;&#245;es Urgentes   (SASU) do Porto, from Agrupamento de Centros de Sa&#250;de Porto Ocidental.</p>     <p><b>Population:</b> Patients who attend out-of-ours   services at the enrolled health units. </p>     <p><b>Methods:</b> A questionnaire developed by   the research team was used to determine PSQ. The SERVQUAL/SERVPERF instruments   and their adaptations to health sector, particularly HEALTHQUAL, were used as   models. The instrument was applied to 281 patients in both units. The   comparison of costs between units was determined through the analysis of 820   clinical records. National reference values were used to calculate costs of   drugs and laboratory tests. </p>     <p><b>Results:</b> Significantly higher values of   perception of service quality were found among patients treated in the USF   compared to SASU, controlling for the patient&#8217;s socio-demographic   characteristics. No significant differences were found in costs between units.   The mean costs per patient in the USF were &#8364; 9.3 (SD=14.9) compared to &#8364; 8.2   (SD=8.2) for the SASU.</p>     <p><b>Discussion/Conclusion:</b> If high quality   after hours care with greater patient satisfaction can be provided in family   health units at similar costs to care in emergency units, there is no evidence   in favour of closing after hours care services in family health units.</p>     <p><b>Keywords:</b> Patient satisfaction; Primary   health care; Health care costs; After-hours care.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>    <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os cuidados   de sa&#250;de prestados a doentes com doen&#231;a aguda n&#227;o urgente representam uma parte   significativa dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios, havendo, no entanto, d&#250;vidas   sobre qual a forma mais custo-efetiva de prestar este tipo de servi&#231;os.<sup>1-2</sup> V&#225;rios modelos t&#234;m sido apresentados para o atendimento deste tipo de doentes   em regime de alargamento de hor&#225;rio (funcionamento ap&#243;s as 20h aos dias de   semana e aos s&#225;bados, domingos e feriados): por m&#233;dicos de fam&#237;lia, nas suas   pr&#243;prias unidades - Unidades de Sa&#250;de Familiar (USF) ou noutras unidades   de sa&#250;de - Servi&#231;o de Atendimento de Situa&#231;&#245;es Urgentes (SASU), mas   tamb&#233;m nos servi&#231;os de urg&#234;ncia dos hospitais.<sup>1-5</sup> Recentes   altera&#231;&#245;es nas pol&#237;ticas de sa&#250;de na regi&#227;o do Porto Ocidental proporcionaram   uma oportunidade de levar a cabo estudos sobre esta quest&#227;o. O termo do hor&#225;rio   alargado nas USF, por diretiva da Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de (ARS), a   partir do dia 1 de abril de 2012, fez com que os utentes com doen&#231;a aguda n&#227;o   urgente passassem a poder recorrer, ap&#243;s as 20h, apenas &#224;s urg&#234;ncias   hospitalares ou aos SASU. No entanto, n&#227;o foram realizados estudos nacionais   que avaliassem qual o melhor local para o atendimento de utentes com doen&#231;a   aguda n&#227;o urgente, durante o alargamento de hor&#225;rio, o que revela aus&#234;ncia de   fundamenta&#231;&#227;o da medida tomada. Neste sentido, pretende-se quantificar e   comparar a Perce&#231;&#227;o da Qualidade dos Servi&#231;os (PQS) e os custos (f&#225;rmacos e   meios complementares de diagn&#243;stico - MCDT) entre os SASU e as USF.</p>     <p>A PQS &#233; um   constructo multidimensional, sendo que uma das formas de ser avaliada foi   desenvolvida por Parasuraman e colaboradores, segundo o modelo   &#171;Expectativas-Perce&#231;&#245;es&#187;, por interm&#233;dio da utiliza&#231;&#227;o de um instrumento   - SERVQUAL (22 items) -, tendo por base cinco componentes   (elementos tang&#237;veis, confian&#231;a no servi&#231;o, capacidade de resposta, confian&#231;a/garantia   e empatia), a aplicar antes (para quantificar as expectativas) e ap&#243;s os   servi&#231;os serem prestados (para quantificar as perce&#231;&#245;es).<sup>6-8</sup> Posteriormente o instrumento foi simplificado por Cronin e colaboradores, que   aplicam o mesmo instrumento, mas apenas ap&#243;s a presta&#231;&#227;o do servi&#231;o -   SERVPERF -, demonstrando emp&#237;rica e teoricamente a sua superioridade em   rela&#231;&#227;o &#224; vers&#227;o criada por Parasuraman, vis&#227;o corroborada por outros autores.<sup>9-12</sup> V&#225;rios autores referem a necessidade de uma adapta&#231;&#227;o do SERVQUAL/SERVPERF a   cada contexto, nomeadamente ao da sa&#250;de, dadas as caracter&#237;sticas quase &#250;nicas   desta &#225;rea.<sup>8,12-13</sup> Foram constru&#237;dos e validados instrumentos de   aplica&#231;&#227;o hospitalar, tendo por base o SERVQUAL/SERVPERF, mas tamb&#233;m de   aplica&#231;&#227;o espec&#237;fica aos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (CSP) - HEALTHQUAL.<sup>14-16</sup></p>     <p>A presta&#231;&#227;o   de cuidados de sa&#250;de deve ter em considera&#231;&#227;o n&#227;o s&#243; a qualidade do servi&#231;o   (t&#233;cnica e funcional), mas tamb&#233;m os custos a ela inerente.<sup>13,17-18</sup> Estudos realizados a n&#237;vel nacional determinaram o custo/consulta nos CSP de &#8364;   39,68 (f&#225;rmacos e MCDT), sendo &#8364; 26,72 (67,3%) referentes a custos com   medicamentos e &#8364; 12,96 (32,7%) a MCDT.*</p>     <p>*Gouveia M,   Silva SN, Oliveira P, Miguel LS. An&#225;lise dos custos dos centros de sa&#250;de e do   regime remunerat&#243;rio experimental. Grupo de Trabalho da Associa&#231;&#227;o Portuguesa   de Economia da Sa&#250;de; 2008. Documento de trabalho n&#227;o publicado e   disponibilizado aos autores.</p>     <p>O presente   estudo apresenta como objetivos: 1) criar e testar a qualidade psicom&#233;trica de   um instrumento de quantifica&#231;&#227;o da PQS, adaptado aos CSP, em alargamento de   hor&#225;rio, em contexto portugu&#234;s; 2) quantificar e comparar a PQS dos utentes   utilizadores de USF e SASU, em alargamento de hor&#225;rio; 3) determinar e comparar   o custo de funcionamento (f&#225;rmacos e MCDT) de USF e SASU em alargamento de   hor&#225;rio. Deste modo, pretende-se analisar se o encerramento do alargamento de   hor&#225;rio das USF ter&#225; sido a melhor medida, do ponto de vista dos custos e da   PQS dos utentes.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     <p><b>Desenho do estudo</b></p>     <p>Estudo multic&#234;ntrico   transversal descritivo e anal&#237;tico em tr&#234;s etapas. Numa primeira parte foi   constru&#237;do e testado, do ponto de vista da sua qualidade psicom&#233;trica, um   instrumento de medi&#231;&#227;o da perce&#231;&#227;o da qualidade dos servi&#231;os (PQS). Este   instrumento foi utilizado para quantificar a PQS dos utentes que recorrem &#224;   consulta aberta das USF e ao SASU. A segunda parte do estudo quantifica os   custos de f&#225;rmacos e MCDT, em ambas as unidades, durante o per&#237;odo em an&#225;lise.   Numa terceira fase, a PQS e custos com f&#225;rmacos e MCDT s&#227;o comparados entre USF   e SASU.</p>     <p>Foram   analisadas todas as unidades com alargamento de hor&#225;rio na zona de influ&#234;ncia   do Agrupamento de Centros de Sa&#250;de (ACeS) Porto Ocidental: USF Serpa Pinto   (SP), USF Ramalde (RMD) e o SASU Porto (doravante designado apenas SASU), no   sentido de quantificar os custos e avaliar a PQS dos utilizadores dos servi&#231;os   prestados pelas unidades em alargamento de hor&#225;rio. O per&#237;odo de alargamento de   hor&#225;rio das USF (em funcionamento at&#233; ao dia 01/04/2012, momento em que encerra)   decorre da seguinte forma: USF SP - 2&#170; a 6&#170; (20 &#224;s 23h) e aos s&#225;bados,   domingos e feriados (15 &#224;s 20h); USF RMD - 2&#170; a 6&#170; (20 &#224;s 00h) e aos   s&#225;bados, domingos e feriados (08 &#224;s 00h); SASU - 2&#170; a 6&#170; (20 &#224;s 00h) e   aos s&#225;bados, domingos e feriados (09 &#224;s 21h). </p>     <p><b>Instrumento de estudo da PQS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>1&#170; Fase - Cria&#231;&#227;o de instrumento de   medi&#231;&#227;o da PQS</i></p>     <p>Para a   avalia&#231;&#227;o da PQS foi criado um instrumento que teve por base o SERVPERF,   HEALTHQUAL, os instrumentos criados por Carman e colaboradores, Choi e   colaboradores, o parecer de peritos na &#225;rea dos CSP e dos coordenadores de cada   uma das unidades em estudo.<sup>12,14-16</sup> Foi efetuado um pr&#233;-teste na USF   SP, com cinco utentes, ap&#243;s o qual foi efetuada restrutura&#231;&#227;o do question&#225;rio e   nova avalia&#231;&#227;o pelos peritos. Foi feito novo pr&#233;-teste, na USF SP com quatro   utentes, n&#227;o havendo modifica&#231;&#245;es a serem introduzidas. Posteriormente foram   feitas adapta&#231;&#245;es ligeiras ao question&#225;rio para ir ao encontro das   especificidades da USF RMD e do SASU, tendo sido aplicado um pr&#233;-teste com   cinco utentes em cada uma das unidades, sem necessidade de altera&#231;&#227;o do   instrumento. A vers&#227;o definitiva do question&#225;rio encontra-se apresentada em   anexo. Foram utilizados apenas quatro n&#237;veis de resposta (&#171;Discordo   totalmente&#187;, &#171;Discordo&#187;, &#171;Concordo&#187; e &#171;Concordo totalmente&#187;) a cada um dos   itens, ao contr&#225;rio do que acontece com Carman e colaboradores (nove n&#237;veis de   resposta), com SERVQUAL (sete n&#237;veis de resposta), SERVPERF (sete n&#237;veis de   resposta) ou com&nbsp; HEALTHQUAL (cinco   n&#237;veis de resposta).<sup>8,12,14,16</sup> A reformula&#231;&#227;o da operacionaliza&#231;&#227;o   das vari&#225;veis baseou-se no <i>feedback</i> do pr&#233;-teste, em que se verificou que as escalas num&#233;ricas de sete n&#237;veis   (usadas originalmente no SERVQUAL/SERVPERF) eram de dif&#237;cil compreens&#227;o para os   utentes e mesmo as escalas n&#227;o-num&#233;ricas de cinco n&#237;veis (utilizadas no   HEALTHQUAL, variando desde &#171;Discordo totalmente&#187; at&#233; &#171;Concordo totalmente&#187;) n&#227;o   se revelaram totalmente adequadas, dada a incompreens&#227;o da hip&#243;tese de resposta   &#171;N&#227;o concordo nem discordo&#187;, pelo que se acabou por remover esta hip&#243;tese. Os   itens, ao contr&#225;rio do que foi feito no SERVQUAL e SERVPERF, foram, todos eles,   colocados na forma afirmativa para facilitar a sua compreens&#227;o, tal como foi   feito e recomendado no HEALTHQUAL.<sup>8,12,16</sup></p>     <p><i>2&#170; Fase - Processo de simplifica&#231;&#227;o   por an&#225;lise fatorial e teste da validade e fiabilidade do instrumento</i></p>     <p>Foram   obtidos um total de 221 question&#225;rios, sendo que destes foram exclu&#237;dos todos   os casos em que o respondente atribui a todos os itens do instrumento a mesma   classifica&#231;&#227;o, isto &#233;, os participantes n&#227;o discriminaram as diferentes   dimens&#245;es do conceito (<i>n</i>=83, 37,6%),   pelo que passaram apenas a ser considerados 138 para an&#225;lise de dados. Uma   an&#225;lise global da consist&#234;ncia interna (verifica se o instrumento determina   resultados consistentes em sucessivas medi&#231;&#245;es) determina um valor de &#945; de   0,9 (engloba todos os itens do instrumento), o que se entende como &#8220;&#243;timo&#8221;.<sup>19</sup> Foram avaliados os coeficientes de assimetria e achatamento, tendo sido obtidos   valores dentro do intervalo de refer&#234;ncia (assimetria inferior a 3 e   achatamento inferior a 8, em valor absoluto)<sup>20</sup> para todos os itens,   o que demonstra que a distribui&#231;&#227;o destes n&#227;o se afasta de forma severa de uma   distribui&#231;&#227;o normal. O valor de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) demonstra adequa&#231;&#227;o da   amostra para a an&#225;lise pretendida: KMO=0,83 (valor bom, dado que   0,8&lt;KMO&lt;0,9, demonstrando adequa&#231;&#227;o da amostra para a realiza&#231;&#227;o de   an&#225;lise fatorial).<sup>21-22</sup> O teste da esfericidade de Bartlett&#8217;s   &#967;&#178;(105)=1142,89, <i>p</i>&lt;0,001,   indica que a correla&#231;&#227;o entre os itens &#233; suficiente para realizar an&#225;lise de   componentes principais (ACP).<sup>22</sup> Foi realizada uma ACP com os 15   itens do question&#225;rio, atrav&#233;s de rota&#231;&#227;o ortogonal: Varimax (foi realizada   igualmente ACP com rota&#231;&#227;o obl&#237;qua: Oblimin, n&#227;o havendo diferen&#231;as   consider&#225;veis nos pesos dos fatores extra&#237;dos, nem no seu agrupamento em   componentes). Foram identificadas e consideradas para posterior an&#225;lise quatro   componentes, com <i>eigen values</i> superiores &#224; unidade (crit&#233;rio de Kaiser),<sup>23</sup> sendo que em conjunto   explicavam 70,91% da vari&#226;ncia (valor similar ao publicado na literatura).<sup>16</sup> O <a href="#q1">Quadro I</a> apresenta o peso de cada um dos fatores extra&#237;dos, ap&#243;s rota&#231;&#227;o. Os   itens agrupados em cada um dos componentes sugerem que o componente 1   representa os &#171;Profissionais de sa&#250;de&#187;, o componente 2 representa os   &#171;Rececionistas&#187;, o componente 3 representa o &#171;Processo&#187; (do ingl&#234;s <i>process</i>) e o componente 4 &#171;Tang&#237;veis&#187;. A   organiza&#231;&#227;o dos itens nos componentes apresentados vai ao encontro do j&#225;   estabelecido na literatura.<sup>15-16</sup> A consist&#234;ncia interna, dada pelo   valor de &#945; de Cronbach, &#233; de 0,9 para o componente &#171;Profissionais de   sa&#250;de&#187; e &#171;Rececionistas&#187;, 0,6 para o componente &#171;Processo&#187; e 0,7 para o   componente &#171;Tang&#237;veis&#187;. Os valores obtidos s&#227;o &#8220;&#243;timos&#8221; para o primeiro e   segundo componentes, aceit&#225;vel para o quarto componente, sendo menos   satisfat&#243;rio para o terceiro componente (ainda assim, aceit&#225;vel, considerando o   baixo n&#250;mero de itens), dado estarem a ser avaliados constructos psicol&#243;gicos.<sup>19,24</sup> A validade de conte&#250;do n&#227;o foi avaliada, dado que a presente escala consiste   numa adapta&#231;&#227;o do instrumento SERVQUAL/SERVPERF, que foi j&#225; extensivamente   testado.<sup>6-8,12</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n2/33n2a02q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Per&#237;odo de an&#225;lise/Sele&#231;&#227;o dos utentes</b></p>     <p><i>An&#225;lise de custos</i></p>     <p>Para a   determina&#231;&#227;o dos custos foram consideradas as prescri&#231;&#245;es (f&#225;rmacos e MCDT) dos   utentes que recorreram &#224;s USF e ao SASU durante o m&#234;s de outubro de 2011. O m&#234;s   de outubro foi obtido de forma aleat&#243;ria de entre um grupo de 15 meses, que   engloba os 12 meses de 2011 (por uma quest&#227;o de atualidade do trabalho   cient&#237;fico, n&#227;o foram inclu&#237;dos anos anteriores), bem como os tr&#234;s primeiros   meses de 2012 durante os quais ainda ocorreu o funcionamento, em alargamento de   hor&#225;rio, das unidades de sa&#250;de.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Perce&#231;&#227;o da qualidade dos servi&#231;os</i></p>     <p>A medi&#231;&#227;o da   PQS nas USF foi realizada atrav&#233;s de inqu&#233;rito aos doentes que recorreram ao   alargamento de hor&#225;rio nas USF de estudo, no ano pr&#233;vio ao t&#233;rmino do   alargamento (31/03/2011 a 31/03/2012). O convite dos utentes para participa&#231;&#227;o   decorreu por conveni&#234;ncia, de forma presencial, nas USF de estudo, aos utentes   com consulta agendada entre 03/07/2012 e 22/08/2012. Neste sentido, os utentes   avaliam servi&#231;os de sa&#250;de que lhes foram prestados em momento anterior &#224;quele   em que s&#227;o convidados a participar no estudo.</p>     <p>A   determina&#231;&#227;o da PQS no SASU foi efetuada atrav&#233;s de convites &#224; participa&#231;&#227;o dos   utentes nos dias 6, 8 e 10 de julho de 2012. Neste caso, os utentes avaliam a   perce&#231;&#227;o de qualidade dos servi&#231;os que lhes foram prestados no dia em que s&#227;o   convidados a participar no presente estudo.</p>     <p><i>C&#225;lculo da dimens&#227;o amostral</i></p>     <p><i>An&#225;lise de custos</i></p>     <p>Na an&#225;lise   de custos analisaram-se todos os utentes que recorreram &#224;s USF (275 utentes USF   SP+132 utentes USF RMD) e uma amostra dos 5.347 utentes que recorreram ao SASU   durante o per&#237;odo em an&#225;lise. A amostra do SASU foi calculada tendo por base o   custo m&#233;dio/utente dos f&#225;rmacos e MCDT das USF em compara&#231;&#227;o com os valores   obtidos numa an&#225;lise preliminar de 100 utentes no SASU. Por recurso ao <i>GPower</i> (v. 3.1, <i>Gpower</i>) foi determinado um <i>effect     size</i> (d de Cohen) de 0,23, o que determinou uma amostra necess&#225;ria de 411   utentes do SASU (selecionados de forma aleat&#243;ria de entre os 5.347 utentes). </p>     <p><i>Perce&#231;&#227;o da qualidade dos servi&#231;os</i></p>     <p>Foi   considerada como necess&#225;ria uma dimens&#227;o amostral m&#237;nima n&#227;o inferior a 100,   dadas as recomenda&#231;&#245;es para a realiza&#231;&#227;o de an&#225;lise fatorial explorat&#243;ria.<sup>27</sup></p>     <p><i>Colheita e processamento de dados</i></p>     <p>Para a   determina&#231;&#227;o dos custos foram obtidos os n&#250;meros operacionais (NOP) dos utentes   a estudar atrav&#233;s do Sistema de Informa&#231;&#227;o para as Unidades de Sa&#250;de (SINUS), o   que permitiu aceder ao seu processo cl&#237;nico por interm&#233;dio do Sistema de Apoio   ao M&#233;dico (SAM). Dos processos cl&#237;nicos foram extra&#237;das as prescri&#231;&#245;es   farmacol&#243;gicas e MCDT, que foram posteriormente processadas em Excel (v. 2007, <i>Microsoft Office Excel</i>/v. 20, SPSS). As   prescri&#231;&#245;es foram convertidas num custo (em Euros), mediante a utiliza&#231;&#227;o de   pre&#231;os de refer&#234;ncia de cada um dos f&#225;rmacos, publicados pelo INFARMED, bem   como por consulta de tabela pr&#243;pria publicada pela ARS para o caso dos MCDT.<sup>25-26</sup> N&#227;o foram contabilizados os custos dos f&#225;rmacos de venda extra-formul&#225;rio e n&#227;o   sujeitos a receita m&#233;dica (MNSRM). No caso da mensura&#231;&#227;o da PQS, os NOP dos   utentes de interesse foram obtidos atrav&#233;s da plataforma de registo SINUS, o   que permitiu ao secretariado entregar o question&#225;rio do estudo aos utentes   previamente identificados e que se dirigiam, durante o per&#237;odo de realiza&#231;&#227;o do   estudo, &#224; sua USF por qualquer motivo. No caso do SASU, ap&#243;s a presta&#231;&#227;o das   consultas, os utentes foram abordados pela equipa de investiga&#231;&#227;o de forma a   participarem no estudo. Os question&#225;rios foram aplicados durante todo o hor&#225;rio   de funcionamento das unidades de sa&#250;de, durante os per&#237;odos temporais mencionados.   Em todas as unidades foi assegurada a confidencialidade do processo, tendo sido   criadas para o efeito caixas seladas, nas quais os question&#225;rios, an&#243;nimos (sem   qualquer refer&#234;ncia ao nome ou NOP do utente), eram depositados. Os resultados   dos question&#225;rios foram processados em SPSS (v. 20, IBM SPSS <i>Statistics</i>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram   utilizados testes <i>t</i> de <i>Student</i> e qui-quadrado para estudar as   diferen&#231;as entre USF e SASU, do ponto de vista das caracter&#237;sticas   sociodemogr&#225;ficas, dos custos e da PQS. De forma a testar uma associa&#231;&#227;o entre   o modelo organizacional de presta&#231;&#227;o de cuidados (USF/SASU) e a PQS, de forma   ajustada para poss&#237;veis vari&#225;veis de confundimento, foi determinado um modelo   de regress&#227;o linear m&#250;ltipla (<a href="#q4">Quadro IV</a>). Foi considerado como vari&#225;vel dependente   o valor de PQS e como independente o tipo de unidade. Esta an&#225;lise foi ajustada para as vari&#225;veis idade, condi&#231;&#227;o de trabalho e perce&#231;&#227;o de gravidade.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n2/33n2a02q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n2/33n2a02q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n2/33n2a02q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram   considerados como pontos de refer&#234;ncia para o <i>effect size</i> determinado os seguintes valores: 0,2 &#171;Pequeno&#187;, 0,5   &#171;M&#233;dio&#187; e 0,8 &#171;Grande&#187;, segundo o Cohen.<sup>28</sup></p>     <p><i>Revis&#227;o &#233;tica do projeto</i></p>     <p>O protocolo   de investiga&#231;&#227;o foi submetido a aprova&#231;&#227;o da Coordena&#231;&#227;o do ACeS Porto   Ocidental, Comiss&#227;o de &#201;tica da ARS Norte e &#224; Comiss&#227;o Nacional de Prote&#231;&#227;o de   Dados. As duas primeiras institui&#231;&#245;es deram aval &#224; realiza&#231;&#227;o do projeto, tendo   a &#250;ltima considerado que n&#227;o seria necess&#225;rio a emiss&#227;o de parecer.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p><b>Determina&#231;&#227;o dos custos</b></p>     <p><i>An&#225;lise demogr&#225;fica</i></p>     <p>Durante o   per&#237;odo em an&#225;lise recorreram 275 pacientes &#224; USF SP, 132 &#224; USF RMD e 5.347   (dos quais apenas foram analisados 413, cerca de 8%) ao SASU do Porto. A m&#233;dia   das idades nas USF foi de 36 anos (DP=25,2, m&#237;nimo 0 e m&#225;ximo 90) e de 33 anos   no SASU (DP=23,8, m&#237;nimo 1 e m&#225;ximo 89), estando os indiv&#237;duos distribu&#237;dos de   forma sensivelmente uniforme pelos v&#225;rios patamares et&#225;rios, havendo predom&#237;nio   em ambos os casos do patamar (0-19). Verificou-se, em ambos os grupos, uma   maior utiliza&#231;&#227;o pelos utentes do g&#233;nero feminino em rela&#231;&#227;o ao masculino (66% <i>vs</i> 34%, no caso das USF e 65% <i>vs</i> 31%, no caso do SASU). N&#227;o foram   encontradas diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os grupos em   an&#225;lise (USF <i>vs</i> SASU), seja na idade seja no g&#233;nero (<a href="#q2">Quadro II</a>).</p>     <p><i>An&#225;lise de custos - f&#225;rmacos e MCDT</i></p>     <p>Na an&#225;lise   de custos globais (f&#225;rmacos + MCDT) foi determinado um custo m&#233;dio/utente de &#8364;   9,30 (DP=14,9) no caso das USF, sendo de &#8364; 8,20 (DP=8,2) no SASU, n&#227;o havendo   no entanto diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os grupos. Na   an&#225;lise dos custos com f&#225;rmacos, o custo m&#233;dio/utente foi de &#8364; 7,30 (DP=12,1)   no caso das USF e de &#8364; 8,00 (DP=8,3) no SASU, n&#227;o sendo tamb&#233;m diferen&#231;as   estatisticamente significativas entre ambos. No entanto, no caso dos custos   associados aos MCDT verificou-se uma diferen&#231;a estatisticamente significativa   entre os grupos, com um custo m&#233;dio de &#8364; 2,00 (DP=9,1) no caso das USF e de &#8364;   0,20 (DP=1,2) no caso do SASU. Nas USF apenas 79% dos custos totais s&#227;o com   f&#225;rmacos, no caso do SASU este valor ascende aos 97%, havendo, portanto, neste   &#250;ltimo caso, um menor disp&#234;ndio em MCDT (<a href="#q2">Quadro II</a> e <a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n2/33n2a02f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Perce&#231;&#227;o da qualidade do servi&#231;o</b></p>     <p>Foram   aplicados um total de 281 question&#225;rios, dos quais 35 s&#227;o referentes a   indiv&#237;duos que se recusaram a colaborar no estudo, 20 pertencem a utentes que   apresentavam algum crit&#233;rio de exclus&#227;o e cinco foram anulados pela equipa de   investiga&#231;&#227;o por inadequado preenchimento (os question&#225;rios com mais de tr&#234;s   quest&#245;es sem preenchimento foram anulados). Desta forma foi obtido um total de   221 question&#225;rios v&#225;lidos, dos quais 104 provenientes de SP, 18 de RMD e 99 do   SASU. Ap&#243;s a elimina&#231;&#227;o dos question&#225;rios sem poder discriminante foram obtidos   68 em SP, 12 em RMD e 58 no SASU, perfazendo um total de 138.</p>     <p><i>An&#225;lise demogr&#225;fica</i></p>     <p>No caso das   USF, a m&#233;dia das idades dos respondentes &#233; de 47 anos (DP=17,4), m&#237;nimo 18 e   m&#225;ximo 80, dos quais 68% s&#227;o mulheres. Dos utentes, 26,8% tem idade entre os   18-39, 36,6% entre os 40-59 e 36,6% com 60 ou mais anos. No caso do SASU, a   m&#233;dia das idades dos respondentes &#233; de 40 anos (DP=15,9), m&#237;nimo 18 e m&#225;ximo   88, dos quais 72% s&#227;o mulheres. Dos utentes, 62,5% tem idade entre os 18-39,   26,8% entre os 40-59 e 10,7% com 60 ou mais anos. Nas USF, do ponto de vista da   condi&#231;&#227;o de trabalho, 54,9% dos respondentes est&#225; ativo (empregado/estudante),   16,9% desempregado, 28,2% reformado. No caso dos SASU, 61,1% est&#225; ativo, 27,8%   desempregado e 11,1% reformado. Na avalia&#231;&#227;o do n&#237;vel de estudos, no caso das   USF, 1,4% tinha &#8804;4 anos de estudos, 34,3% quatro anos de estudos, 22,9%   nove anos de estudos, 24,3% doze anos de estudos e 17,1% forma&#231;&#227;o superior. No   caso dos SASU, nenhum utente tinha &#8804;quatro anos de estudos, 17,5% quatro   anos de estudos, 26,3% nove anos de estudos, 36,9% doze anos de estudos e 19,3%   forma&#231;&#227;o superior. Nas USF, 59% dos utentes considerou a sua doen&#231;a como sendo   &#171;Grave&#187; e 41% &#171;N&#227;o grave&#187;, enquanto no caso do SASU 33,9% considerou a sua   doen&#231;a &#171;Grave&#187; e 66,1% &#171;N&#227;o grave&#187;. Apenas foram encontradas diferen&#231;as   estatisticamente significativas para a idade, condi&#231;&#227;o de trabalho e perce&#231;&#227;o   de gravidade (<a href="#q3">Quadro III</a>). </p>     <p><b>Compara&#231;&#227;o USF <i>vs</i> SASU</b></p>     <p>Foram   comparados os <i>scores</i> obtidos pelas   USF com os obtidos pelo SASU, para cada um dos itens, do instrumento criado. H&#225;   uma superioridade das USF em rela&#231;&#227;o ao SASU, nos seus valores m&#233;dios, em 13   dos 15 itens do instrumento: &#171;Limpeza&#187; (I1), &#171;Conforto&#187; (I2), &#171;Acessibilidade&#187;   (I3), &#171;Facilidade de atendimento&#187; (I4), todos os itens de avalia&#231;&#227;o dos   rececionistas (R1-R5), e o &#171;Asseio&#187; (S1), &#171;Profissionalismo&#187; (S2), &#171;Educa&#231;&#227;o&#187;   (S3) e &#171;Uso de linguagem compreens&#237;vel&#187; (S4) pelos profissionais de sa&#250;de. H&#225;   uma superioridade do SASU nos itens &#171;Tempo de espera antes de entrar no   consult&#243;rio&#187; (I5) e &#171;Interesse dos profissionais de sa&#250;de em resolver os   problemas dos utentes&#187; (S5). Verificou-se a exist&#234;ncia de uma diferen&#231;a   estatisticamente significativa para os itens &#171;Conforto&#187; (I2), &#171;Tempo de espera   antes de entrar no consult&#243;rio&#187; (I5), &#171;Educa&#231;&#227;o dos rececionistas&#187; (R2), &#171;Uso   de linguagem compreens&#237;vel pelos rececionistas&#187; (R4), &#171;Interesse dos   rececionistas em resolver os problemas&#187; (R5) e &#171;Asseio dos profissionais de   sa&#250;de&#187; (S1), associados a um <i>effect size</i> m&#233;dio. Na an&#225;lise dos componentes extra&#237;dos verificou-se igualmente uma   superioridade das USF sobre o SASU no componente &#171;Profissionais de sa&#250;de&#187;,   &#171;Rececionistas&#187; e &#171;Tang&#237;veis&#187;, sendo as diferen&#231;as estatisticamente   significativas para os &#250;ltimos dois componentes mencionados (<i>effect size</i> m&#233;dio). A superioridade do   SASU sobre as USF verificada no componente &#171;Processo&#187; n&#227;o &#233; estatisticamente   significativa. Do ponto de vista do <i>score</i> global calculado (PQS_final), que engloba os quatro componentes extra&#237;dos,   verifica-se uma superioridade estatisticamente significativa das USF sobre o   SASU (USF 2,61 e SASU 2,47, <i>p</i>&lt;0,05,   quase atingindo um valor de <i>effect size</i> m&#233;dio) (<a href="#q3">Quadro III</a> e <a href="#f2">Figura 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n2/33n2a02f2.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Compara&#231;&#227;o da PQS entre grupos de forma   ajustada</b></p>     <p>O modelo de   regress&#227;o linear m&#250;ltiplo revelou um valor da ANOVA significativo   (F(5,114)=2,51, <i>p</i>&lt;0,05),   demonstrando ser melhor preditor do que o valor m&#233;dio. No modelo apresentado,   apenas o tipo de unidade tem valor preditor significativo da vari&#225;vel   dependente. O modelo evidencia que, mantendo constante todas as vari&#225;veis para   a vari&#225;vel Unidade de Sa&#250;de, as USF s&#227;o respons&#225;veis por uma maior contribui&#231;&#227;o   no valor de PQS do que o SASU (mais 0,16 unidades, numa escala de 0 a 3).</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p><b>Perce&#231;&#227;o da qualidade dos servi&#231;os</b></p>     <p>Utilizando o   question&#225;rio constru&#237;do e testado do ponto de vista da sua qualidade   psicom&#233;trica, observou-se uma superioridade estatisticamente significativa nos   valores de PQS das USF em rela&#231;&#227;o ao SASU. Numa an&#225;lise mais detalhada   verificou-se uma superioridade estatisticamente significativa das USF sobre o   SASU nos itens I2, R2, R4, R5, S1, nos componentes &#171;Rececionistas&#187; e   &#171;Tang&#237;veis&#187; e no <i>score</i> global, o que   evidencia uma superioridade das USF, do ponto de vista das perce&#231;&#245;es da   qualidade dos servi&#231;os. &#201; de sublinhar o facto de os tr&#234;s itens cotados com   melhor <i>score</i> serem correspondentes   aos profissionais de sa&#250;de da USF: &#171;Profissionalismo&#187; (S2), &#171;Educa&#231;&#227;o&#187; (S3) e   &#171;Uso de linguagem compreens&#237;vel&#187; (S4). No entanto, os itens com pior <i>score</i> foram: &#171;Tempo de espera antes de   entrar no consult&#243;rio&#187; (I5) da USF e do SASU e &#171;Conforto das instala&#231;&#245;es&#187; (I2)   do SASU. </p>     <p>A cria&#231;&#227;o do   modelo de determina&#231;&#227;o da PQS refor&#231;ou a superioridade das USF sobre o SASU,   dado que mesmo quando s&#227;o controladas as vari&#225;veis estatisticamente diferentes   entre os grupos (idade, condi&#231;&#227;o de trabalho e perce&#231;&#227;o de gravidade), as USF   continuam a reportar maiores valores de PQS (mais 5,3 unidades numa escala de 0   a 100). N&#227;o foi poss&#237;vel identificar a idade, condi&#231;&#227;o de trabalho ou perce&#231;&#227;o   de gravidade como preditores da PQS, por oposi&#231;&#227;o ao descrito na literatura sobre   os preditores sociodemogr&#225;ficos da PQS/satisfa&#231;&#227;o para os cuidados de sa&#250;de.<sup>29-33</sup> No entanto, n&#227;o poder&#225; ser exclu&#237;do o confundimento introduzido por vari&#225;veis   como o grau de diferencia&#231;&#227;o e especializa&#231;&#227;o dos profissionais das unidades, o   tempo de servi&#231;o ou o tipo de contrato, a rela&#231;&#227;o doente-m&#233;dico-unidade, para   as quais a an&#225;lise n&#227;o foi controlada.</p>     <p>Foi   observado um claro desvio-direito dos resultados, em ambas as unidades, em   todos os itens do instrumento (concentra&#231;&#227;o das respostas nos dois n&#237;veis   superiores &#171;Concordo&#187; e &#171;Concordo totalmente&#187;, compreendendo 98,6% das   respostas nestes dois patamares), demonstrando altas perce&#231;&#245;es de qualidade, o   que vai ao encontro de outros estudos.<sup>16</sup></p>     <p>A an&#225;lise da   PQS foi realizada imediatamente ap&#243;s a presta&#231;&#227;o dos servi&#231;os de sa&#250;de, no caso   do SASU. No caso das USF, a avalia&#231;&#227;o da perce&#231;&#227;o da PQS reporta-se ao momento   de presta&#231;&#227;o pr&#233;vio, havendo assim uma compara&#231;&#227;o de utentes que n&#227;o recorreram   no mesmo per&#237;odo temporal &#224;s unidades de sa&#250;de, n&#227;o se podendo descartar vi&#233;s   de mem&#243;ria no caso das USF. Acresce ao mencionado ter sido utilizada uma   amostra de conveni&#234;ncia em ambas as unidades. Estas limita&#231;&#245;es podem ser   superadas em estudos posteriores, mediante a utiliza&#231;&#227;o de uma amostragem   aleat&#243;ria, inquirindo telefonicamente os utentes, eliminando tamb&#233;m a quest&#227;o   do vi&#233;s de mem&#243;ria, que existiu no caso da USF.</p>     <p><b>Quantifica&#231;&#227;o dos custos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi   determinado um custo m&#233;dio de atendimento (f&#225;rmacos+MCDT) de &#8364; 9,30 (DP=14,9),   no caso das USF e de &#8364; 8,20 (DP=8,2), no caso do SASU, n&#227;o havendo, no entanto,   diferen&#231;as estatisticamente significativas entre os grupos. &#201; not&#243;ria maior   prescri&#231;&#227;o de MCDT no caso das USF do que no SASU (22% <i>vs</i> 3% dos custos totais, respetivamente). Ap&#243;s an&#225;lise dos   processos cl&#237;nicos verificou-se que, enquanto no SASU os MCDT se encontram   direcionados para o estudo de doen&#231;a aguda (e.g., R-X), no caso das USF h&#225;   tamb&#233;m a prescri&#231;&#227;o de MCDT para o estudo de doen&#231;a n&#227;o aguda (PSA/perfil   lip&#237;dico). Este procedimento torna-se justific&#225;vel pelo facto de o utente estar   fidelizado &#224;s USF e n&#227;o aos SASU, o que faz com que possam ser solicitados   pelos cl&#237;nicos MCDT enquadrados em planos de vigil&#226;ncia anual. Neste sentido,   numa an&#225;lise apenas dos custos associados a f&#225;rmacos verifica-se que o custo   m&#233;dio de atendimento &#233; de &#8364; 7,30 (DP=12,1) nas USF e de &#8364; 8,00 (DP=8,3) no   SASU, o que evidencia um atendimento mais barato nas USF, n&#227;o sendo, no   entanto, a diferen&#231;a estatisticamente significativa. Para ambas as unidades os   custos m&#233;dios calculados s&#227;o inferiores aos determinados a n&#237;vel nacional para   os CSP. Os custos apresentados apenas consideram f&#225;rmacos e MCDT; no entanto,   na &#243;tica do sistema de sa&#250;de seria tamb&#233;m relevante considerar, em posterior   trabalho, outros custos diretos ou indiretos, como custo/hora dos profissionais   de sa&#250;de, fornecimento de servi&#231;os externos (limpeza e seguran&#231;a) ou rendas   para uma an&#225;lise mais exaustiva desta compara&#231;&#227;o.</p>     <p><b>Limita&#231;&#245;es</b></p>     <p>Os   resultados de PQS e custos com o atendimento dos utentes encontram-se   influenciados por fatores n&#227;o considerados na presente an&#225;lise. No caso das   USF, a medi&#231;&#227;o da exposi&#231;&#227;o poder&#225; estar a ser alvo de vi&#233;s de mem&#243;ria, dado   que os utentes avaliam servi&#231;os que lhes foram prestados em momento pr&#233;vio ao   que s&#227;o inquiridos, o que n&#227;o ocorre no caso do SASU. Adicionalmente, dado que   os utentes que recorrem ao SASU avaliam os servi&#231;os que lhes s&#227;o prestados em   julho e os que recorrem &#224;s USF avaliam servi&#231;os prestados em qualquer m&#234;s de   2012, tal pode condicionar a satisfa&#231;&#227;o, dado que o m&#234;s condiciona a aflu&#234;ncia   aos servi&#231;os, bem como a disponibilidade de escalas de profissionais e,   consequentemente, a PQS. Este fen&#243;meno de sazonalidade poder&#225; tamb&#233;m   condicionar os custos que foram determinados. </p>     <p><b>Conclus&#227;o</b></p>     <p>Os valores   globais de PQS nas USF s&#227;o superiores aos determinados para os SASU, sendo esta   diferen&#231;a estatisticamente significativa, mesmo quando &#233; controlado o peso das   caracter&#237;sticas sociodemogr&#225;ficas. N&#227;o foram encontradas diferen&#231;as   estatisticamente significativas entre os custos globais (f&#225;rmacos+MCDT) das USF   e do SASU. N&#227;o h&#225;, assim, evid&#234;ncia a favor do encerramento do alargamento de   hor&#225;rio nas USF, dado apresentarem superioridade do ponto de vista da PQS e   custos similares aos apresentados pelo SASU. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. van Uden   CJ, Ament AJ, Voss GB, Wesseling G, Winkens RA, van Schayck OC, et al.   Out-of-hours primary care: implications of organisation on costs. BMC Fam   Pract. 2006;7:29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368094&pid=S2182-5173201700020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Leibowitz   R, Day S, Dunt D. A systematic review of the effect of different models of   after-hours primary medical care services on clinical outcome, medical   workload, and patient and GP satisfaction. Fam Practice. 2003;20(3):311-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368096&pid=S2182-5173201700020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Penson R,   Coleman P, Mason S, Nicholl J. Why do patients with minor or moderate   conditions that could be managed in other settings attend the emergency   department? Emerg Med J. 2012;29(6):487-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368098&pid=S2182-5173201700020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>4. Gentile   S, Vignally P, Durand AC, Gainotti S, Sambuc R, Gerbeaux P. Nonurgent patients   in the emergency department? A French formula to prevent misuse. BMC Health   Serv Res. 2010;10:66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368100&pid=S2182-5173201700020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Lega F,   Mengoni A. Why non-urgent patients choose emergency over primary care services?   Empirical evidence and managerial implications. Health Policy.   2008;88(2-3):326-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368102&pid=S2182-5173201700020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Zeithaml   VA, Berry LL, Parasuraman A. Communication and control processes in the   delivery of service quality. J Mark. 1988;52(2):35-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368104&pid=S2182-5173201700020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.   Parasuraman A, Zeithaml VA, Berry LL. A conceptual model of service quality and   its implications for future research. J Mark. 1985;49(4):41-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368106&pid=S2182-5173201700020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.   Parasuraman A, Zeithaml VA, Berry LL. SERVQUAL: a multiple-item scale for   measuring consumer perceptions of service quality. J Retailing.   1988;64(1):12-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368108&pid=S2182-5173201700020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Jain SK,   Gupta G. Measuring service quality: SERVQUAL vs. SERVPERF scales. VIKALPA.   2004;29(2):25-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368110&pid=S2182-5173201700020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Babakus   E, Boller GW. An empirical assessment of the SERVQUAL scale. J Business Res.   1992;24(3):253-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368112&pid=S2182-5173201700020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11.   Parasuraman A, Zeithaml VA, Berry LL. Reassessment of expectations as a   comparison standard in measuring service quality: Implications for further   research. J Mark. 1994;58(1):111-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368114&pid=S2182-5173201700020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Cronin   JJ Jr, Taylor SA. Measuring service quality: a reexamination and extension. J   Mark. 1992;56(3):55-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368116&pid=S2182-5173201700020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13.   Donabedian A. The quality of care: how can it be assessed? JAMA.   1988;260(12):1743-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368118&pid=S2182-5173201700020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Carman   JM. Patient perceptions of service quality: combining the dimensions. J Serv   Mark. 2000;14(4):337-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368120&pid=S2182-5173201700020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Choi K,   Cho W, Lee S, Lee H, Kim C. The relationships among quality, value,   satisfaction and behavioral intention in health care provider choice. J Bus   Res. 2004;57(8):913-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368122&pid=S2182-5173201700020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Miranda   FJ, Chamorro A, Murillo LR, Vega J. Assessing primary healthcare services   quality in Spain: managers vs patients perceptions. Serv Ind J.   2010;30(13):2137-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368124&pid=S2182-5173201700020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Kringos   DS, Boerma WG, Hutchinson A, Van der Zee J, Groenewegen PP. The breadth of   primary care: a systematic literature review of its core dimensions. BMC Health   Serv Res. 2010;10:65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368126&pid=S2182-5173201700020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Gr&#246;nroos   C. A service quality model and its marketing implications. Eur J Mark.   1984;18(4):36-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368128&pid=S2182-5173201700020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Kline P.   The handbook of psychological testing. 2nd ed. London: Routledge; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368130&pid=S2182-5173201700020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN   9780415211581</p>     <!-- ref --><p>20. Klein   RB. Data preparation. In: Kline RB, editor. Principles and practice of   structural equation modeling. 3rd ed. New York: Guilford Press; 2010. p. 46-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368132&pid=S2182-5173201700020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->   ISBN 9781606238769</p>     <!-- ref --><p>21.   Hutcheson G, Sofroniou N. Factor analisys. In: Hutcheson G, Sodroniou N,   editors. The multivariate social scientist: introductory statistics using   generalized linear models. London: Sage; 2009. p. 217-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368134&pid=S2182-5173201700020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780761952015</p>     <!-- ref --><p>22. Malhotra   N. Factor analysis. In: Malhotra N, editor. Marketing research: an applied   orientation. 3rd ed. New Jersey: Pearson Education; 1999. p. 585-609.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368136&pid=S2182-5173201700020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN   9780130830449</p>     <!-- ref --><p>23. Kaiser   HF. The application of electronic computers to factor analysis. Educ Psychol   Meas. 1960;20(1):141-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368138&pid=S2182-5173201700020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Hair JF,   Anderson RE, Tatham RL, Black WC. Multivariate data analysis with readings. 4th   ed. New Jersey: Prentice-Hall; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368140&pid=S2182-5173201700020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780139133107</p>     <!-- ref --><p>25.   Administra&#231;&#227;o Central do Sistema de Sa&#250;de. MCDTs convencionados (Internet).   Lisboa: ACSS; 2012 (cited 2012 Feb). Available from: <a href="http://www.acss.min-saude.pt/DownloadsePublica&#231;&#245;es/TabelaseImpressos/Convencionados/tabid/143/language/pt-PT/Default.aspx" target="_blank">http://www.acss.min-saude.pt/DownloadsePublica&#231;&#245;es/TabelaseImpressos/Convencionados/tabid/143/language/pt-PT/Default.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368142&pid=S2182-5173201700020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>26.   INFARMED. Pesquisa do pre&#231;o de medicamentos (Internet). Lisboa: INFARMED; 2012   (cited 2012 Feb). Available from: <a href="http://www.infarmed.pt/genericos/pesquisamg/pesquisaMG.php" target="_blank">http://www.infarmed.pt/genericos/pesquisamg/pesquisaMG.php</a>   &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368143&pid=S2182-5173201700020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>27. Kline P.   Psychometrics and psychology. London: Academic Press; 1979.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368144&pid=S2182-5173201700020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780124151505</p>     <!-- ref --><p>28. Cohen J.   The t test for means. In: Cohen J, editor. Statistical power analysis for the   behavioral sciences. 2nd ed. New Jersey: Routledge; 1988. p. 19-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368146&pid=S2182-5173201700020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN   9780805802832</p>     <!-- ref --><p>29. Hall JA,   Dornan MC. Patient sociodemographic characteristics as predictors of   satisfaction with medical care: a meta-analysis. Soc Sci Med. 1990;30(7):811-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368148&pid=S2182-5173201700020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>30. Cohen G.   Age and health status in a patient satisfaction survey. Soc Sci Med.   1996;42(7):1085-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368150&pid=S2182-5173201700020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Sun BC,   Adams JG, Burstin HR. Validating a model of patient satisfaction with emergency   care. Ann Emerg Med. 2001;38(5):527-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368152&pid=S2182-5173201700020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32.   Rahmqvist M. Patient satisfaction in relation to age, health status and other   background factors: a model for comparisons of care units. Int J Qual Health   Care. 2001;13(5):385-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368154&pid=S2182-5173201700020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33. Butler   D, Oswald SL, Turner DE. The effects of demographics on determinants of perceived   health-care service quality: The case of users and observers. J Manag Med.   1996;10(5):8-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368156&pid=S2182-5173201700020000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>34. Cars O,   M&#246;lstad S, Melander A. Variation in antibiotic use in the European Union.   Lancet. 2001;357(9271):1851-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368158&pid=S2182-5173201700020000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35.   Fern&#225;ndez-Liz E, Modamio P, Catal&#225;n A, Lastra CF, Rodr&#237;guez T, Mari&#241;o EL.   Identifying how age and gender influence prescription drug use in a primary   health care environment in Catalonia, Spain. Br J Clin Pharmacol.   2008;65(3):407-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368160&pid=S2182-5173201700020000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>36. Maroco   J. An&#225;lise de regress&#227;o linear. In: Maroco J, editor. An&#225;lise estat&#237;stica com   utiliza&#231;&#227;o do SPSS. Lisboa: S&#237;labo; 2003. p. 373-465.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368162&pid=S2182-5173201700020000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789726184522</p>     <!-- ref --><p>37. Field A.   Regression. In: Field A, editor. Discovering statistics using SPSS. 3rd ed.   London: Sage; 2009. p. 197-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1368164&pid=S2182-5173201700020000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9781847879073</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Jo&#227;o   Firmino-Machado</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:firmino.firminomachado@gmail.com">firmino.firminomachado@gmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Os autores   gostariam de agradecer &#224; colabora&#231;&#227;o institucional de:</p>     <p>Dr. Rui   Medon, Diretor Executivo do ACeS Porto Ocidental</p>     <p>Dra. Maria   Em&#237;lia Pen&#234;da, Coordenadora do SASU Porto</p>     <p>Dra. Ana   Castanheira, Coordenadora da USF Serpa Pinto</p>     <p>Dr.   Dilermando Sobral, Coordenador da USF Ramalde</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflitos de interesses</b></p>     <p>Os autores   n&#227;o t&#234;m nenhum conflito de interesses a declarar.</p>     <p><b>Financiamento   do estudo</b></p>     <p>Este estudo   n&#227;o foi apoiado por nenhum subs&#237;dio ou bolsa.</p>     <p><b>Comiss&#227;o   de &#201;tica </b></p>     <p>Estudo   realizado ap&#243;s parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica da ARS Norte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 28-04-2016</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 13-02-2017</b></p>      ]]></body><back>
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