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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização da empatia em internos de medicina geral e familiar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Empathy in family medicine trainees]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,ACeS Cascais USF Carcavelos ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: The aim of this study was to assess empathy in family medicine trainees and to compare the level of empathy in first and final year trainees. Type of study: Cross-sectional. Location: Healthcare Regional Administrations (HRA) in Portugal. Population: Family medicine trainees in Portuguese HRA. Methods: We gave an anonymous, self-administered questionnaire, including the Jefferson Scale of Physician Empathy (JSPE), adapted and validated for Portugal, to a convenience sample of family medicine residents. The surveys were distributed in person or sent by personal e-mail. Statistical analysis was performed using SPSS (R) 19.0. Results: We collected 304 questionnaires. Of these, 84 were from trainees who began their training in 2012 (response rate (RR)=20.6%). The remaining 220 questionnaires were from trainees who began their training in 2016 (RR=42.3%). Most of the trainees were enrolled in programs in the Lisbon and Tejo Valley regions (52.4% and 61.4% respectively). There were no significant differences in gender between the two groups. There were no significant differences in the median levels (M) of empathy (ME(2012)=119.00; ME(2016)=118.00; p=0.678) between the first and final year trainees. Prior training in communication skills was not associated with a higher empathy score. Female participants had significantly higher empathy scores (p=0.008). Conclusions: Our results were comparable to national and international studies on empathy in medical students and trainees. Empathy does not seem to be associated with residency or undergraduate training. The low response rate obtained limits the representativeness of the sample and the validity of the findings. However this study presents an initial look at the variation in empathy during family medicine residency training in Portugal]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Empatia]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Primary care]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Caracteriza&#231;&#227;o da empatia em internos de medicina geral e familiar</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Empathy in family medicine trainees</b></font></p>     <p><b>Nuno Bas&#237;lio,<sup>1</sup> Ana Sofia Vitorino,<sup>2</sup> Jos&#233; Mendes Nunes<sup>3-4</sup></b></p>     <p>1. M&#233;dico Interno de Medicina Geral e Familiar. USF Carcavelos</p>     <p>2. M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar. UCSP Parede</p>     <p>3. Professor Auxiliar convidado. Unidade de Medicina Geral e Familiar, NOVA Medical School</p>     <p>4. Assistente Graduado S&#233;nior. USF Carcavelos, ACeS Cascais</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivos:</b> Caracterizar o n&#237;vel de empatia dos internos do primeiro e &#250;ltimo ano da forma&#231;&#227;o espec&#237;fica (FE) em medicina geral e familiar (MGF) e compara&#231;&#227;o entre os referidos grupos.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional, anal&#237;tico e transversal.</p>     <p><b>Local:</b> Administra&#231;&#245;es Regionais de Sa&#250;de (ARS) de Portugal.</p>     <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Internos de MGF em forma&#231;&#227;o espec&#237;fica nas ARS de Portugal.</p>     <p><b>M&#233;todos:</b> Aplicou-se um question&#225;rio an&#243;nimo, de autopreenchimento, utilizando a <i>Jefferson Scale of Physician Empathy</i> (JSPE), adaptada e validada para a popula&#231;&#227;o m&#233;dica portuguesa, a uma amostra de conveni&#234;ncia de internos selecionada do universo pretendido. Os inqu&#233;ritos foram aplicados presencialmente ou via <i>e-mail</i> pessoal. A an&#225;lise estat&#237;stica foi feita atrav&#233;s de SPSS (R) v. 19.0.</p>     <p><b>Resultados:</b> Foram recolhidos 304 question&#225;rios: 84 do grupo de internos que iniciaram a FE em 2012 (taxa de resposta (TR)=20,6%) e 220 do grupo de internos que iniciaram a FE em 2016 (TR=42,3%), pertencendo a maioria dos internos de cada grupo &#224; ARS de Lisboa e Vale do Tejo (52,4% e 61,4%, respetivamente). Entre ambos os grupos n&#227;o se verificaram diferen&#231;as estatisticamente significativas na vari&#225;vel sexo (<i>p</i>=0,466). Os n&#237;veis medianos de empatia (ME) obtidos com a aplica&#231;&#227;o da JSPE n&#227;o apresentam diferen&#231;as estatisticamente significativas nos dois grupos (ME(2012)=119,00; ME(2016)=118,00; <i>p</i>=0,678) e a experi&#234;ncia pr&#233;via na &#225;rea da comunica&#231;&#227;o n&#227;o se relaciona com melhor pontua&#231;&#227;o (<i>p</i>=0,610). Os elementos do sexo feminino apresentaram n&#237;veis de empatia estatisticamente superiores (<i>p</i>=0,008).</p>     <p><b>Conclus&#245;es:</b> Os resultados obtidos s&#227;o compar&#225;veis a estudos nacionais e internacionais com estudantes de medicina. A capacidade emp&#225;tica n&#227;o parece variar com a forma&#231;&#227;o espec&#237;fica ou com a forma&#231;&#227;o pr&#233;-graduada. A baixa taxa de resposta n&#227;o permitiu atingir representatividade, limitando a robustez dos resultados. O presente estudo &#233; o ponto de partida para a an&#225;lise da varia&#231;&#227;o da capacidade emp&#225;tica ao longo da forma&#231;&#227;o espec&#237;fica.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Empatia; Internato; Medicina geral e familiar; Cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Aim:</b> The aim of this study was to assess empathy in family medicine trainees and to compare the level of empathy in first and final year trainees.</p>     <p><b>Type of study:</b> Cross-sectional.</p>     <p><b>Location:</b> Healthcare Regional Administrations (HRA) in Portugal.</p>     <p><b>Population:</b> Family medicine trainees in Portuguese HRA.</p>     <p><b>Methods:</b> We gave an anonymous, self-administered questionnaire, including the Jefferson Scale of Physician Empathy (JSPE), adapted and validated for Portugal, to a convenience sample of family medicine residents. The surveys were distributed in person or sent by personal e-mail. Statistical analysis was performed using SPSS (R) 19.0.</p>     <p><b>Results:</b> We collected 304 questionnaires. Of these, 84 were from trainees who began their training in 2012 (response rate (RR)=20.6%). The remaining 220 questionnaires were from trainees who began their training in 2016 (RR=42.3%). Most of the trainees were enrolled in programs in the Lisbon and Tejo Valley regions (52.4% and 61.4% respectively). There were no significant differences in gender between the two groups. There were no significant differences in the median levels (M) of empathy (ME(2012)=119.00; ME(2016)=118.00; <i>p</i>=0.678) between the first and final year trainees. Prior training in communication skills was not associated with a higher empathy score. Female participants had significantly higher empathy scores (<i>p</i>=0.008).</p>     <p><b>Conclusions:</b> Our results were comparable to national and international studies on empathy in medical students and trainees. Empathy does not seem to be associated with residency or undergraduate training. The low response rate obtained limits the representativeness of the sample and the validity of the findings. However this study presents an initial look at the variation in empathy during family medicine residency training in Portugal.</p>     <p><b>Keywords:</b> Empathy; Residency; General practice and family medicine; Primary care.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A empatia consiste no processo de comunicar a uma pessoa o sentimento de que est&#225; a ser compreendida.<sup>1</sup> &#201; um fator importante no estabelecimento das rela&#231;&#245;es interpessoais, sendo ainda mais determinante na rela&#231;&#227;o m&#233;dico-doente,<sup>2</sup> no aumento da satisfa&#231;&#227;o, da capacidade diagn&#243;stica e no empoderamento dos doentes.<sup>3</sup> Este processo foi descrito por Barrett-Lennard na perspetiva de ciclo emp&#225;tico caracterizado por um cont&#237;nuo entre tr&#234;s fases: escuta emp&#225;tica, compreens&#227;o/express&#227;o emp&#225;tica e consciencializa&#231;&#227;o por parte do paciente deste processo comunicacional com o terapeuta.<sup>4</sup> Morse e colaboradores, por sua vez, definiram quatro componentes da empatia: emotivo, cognitivo, moral e comportamental.<sup>5</sup></p>     <p>A capacidade de estabelecer empatia integra o eixo central da pr&#225;tica em medicina geral e familiar (MGF),<sup>4</sup> baseada numa medicina centrada na pessoa e numa abordagem hol&#237;stica<sup>3</sup> e baseada no estabelecimento de uma rela&#231;&#227;o terap&#234;utica.<sup>6</sup> Como ferramenta utilizada na constru&#231;&#227;o da rela&#231;&#227;o m&#233;dico-doente interfere positivamente na qualidade dos cuidados de sa&#250;de prestados e na satisfa&#231;&#227;o do m&#233;dico e do doente o que, por sua vez, melhora a acuidade diagn&#243;stica e a ades&#227;o terap&#234;utica.<sup>7</sup> Estudos mostram que uma comunica&#231;&#227;o emp&#225;tica exerce uma influ&#234;ncia positiva, n&#227;o s&#243; na sa&#250;de mental, mas tamb&#233;m na resolu&#231;&#227;o dos sintomas, estados funcionais e fisiol&#243;gicos e controlo da dor.<sup>8</sup></p>     <p>Numa revis&#227;o sistem&#225;tica de 2013 foi estudada a efetividade da empatia na pr&#225;tica cl&#237;nica dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (CSP) e identificou-se uma correla&#231;&#227;o positiva entre as compet&#234;ncias emp&#225;ticas do m&#233;dico e a satisfa&#231;&#227;o do doente, com reflexo na diminui&#231;&#227;o dos n&#237;veis de ansiedade e melhoria dos resultados em sa&#250;de.<sup>9</sup></p>     <p>Como conceito subjetivo, a sua caracteriza&#231;&#227;o e quantifica&#231;&#227;o s&#227;o um desafio. Carl Rogers, nos seus trabalhos durante a d&#233;cada de 50, elaborou diversas escalas de quantifica&#231;&#227;o aplicadas &#224; psiquiatria ou a contextos de internamento, sendo colocada em quest&#227;o a sua aplicabilidade nos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios e questionada a sua capacidade para refletir a vis&#227;o dos doentes.<sup>10</sup> Por este motivo, desde 2001 tem sido constru&#237;da e validada uma escala de avalia&#231;&#227;o da empatia m&#233;dica, denominada de Escala de Empatia M&#233;dica de<i> Jefferson</i> (JSPE), que se relaciona com compet&#234;ncias cl&#237;nicas e relacionais da pr&#225;tica m&#233;dica e que j&#225; passou por um processo de valida&#231;&#227;o para a popula&#231;&#227;o m&#233;dica portuguesa<sup>2</sup> e para estudantes de medicina.<sup>11</sup> Esta escala pontua a perce&#231;&#227;o de empatia de forma crescente, variando entre 0 e 140. Num estudo desenvolvido durante onze anos com aplica&#231;&#227;o da escala a 2.637 estudantes de medicina procurou-se uma normaliza&#231;&#227;o dos resultados, definindo-se um limiar de resposta baixa em 95 (sexo masculino) e 100 pontos (sexo feminino).<sup>12</sup></p>     <p>Diversos estudos apontam para diferentes graus de modifica&#231;&#227;o dos n&#237;veis de empatia em estudantes de medicina durante os seis anos de curso, mas com uma diferen&#231;a estatisticamente significativa consoante o g&#233;nero, identificando-se consistentemente maior capacidade emp&#225;tica por parte do sexo feminino.<sup>11-14</sup> Um estudo coorte realizado em internos de pediatria demonstrou n&#227;o haver decr&#233;scimo dos n&#237;veis de empatia num per&#237;odo de dois anos de forma&#231;&#227;o espec&#237;fica.<sup>15</sup></p>     <p>A rela&#231;&#227;o m&#233;dico-doente e o estabelecimento de empatia t&#234;m ganho crescente peso na forma&#231;&#227;o pr&#233; e p&#243;s-graduada e existem j&#225; alguns protocolos de ensino de t&#233;cnicas relacionais baseadas na neurobiologia das emo&#231;&#245;es<sup>8</sup> ou atrav&#233;s do treino em teatro<sup>16</sup> que parecem apresentar um impacto positivo na empatia. O n&#250;cleo de compet&#234;ncias que recebe maior destaque engloba a capacidade de dete&#231;&#227;o de emo&#231;&#245;es, no pr&#243;prio e no doente, atrav&#233;s de linguagem verbal e n&#227;o-verbal; a capacidade de responder de forma emp&#225;tica; a capacita&#231;&#227;o do m&#233;dico no autoconhecimento e autocontrolo emocional e psicol&#243;gico; e a capacidade de aplicar estas t&#233;cnicas na comunica&#231;&#227;o com o doente, sendo capaz de fornecer apoio e acompanhamento na resolu&#231;&#227;o de desafios comunicacionais.<sup>17</sup></p>     <p>Sendo uma ferramenta essencial para o m&#233;dico de fam&#237;lia, desconhece-se o impacto que a atual forma&#231;&#227;o espec&#237;fica em MGF em Portugal tem nas compet&#234;ncias emp&#225;ticas dos internos.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>O estudo englobou a popula&#231;&#227;o de internos em forma&#231;&#227;o espec&#237;fica (FE) em MGF, definindo-se uma amostra de conveni&#234;ncia composta por dois grupos de internos:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; Grupo 2012: internos que iniciaram a FE no ano de 2012 (tendo completado quatro anos de internato);</p>     <p>&#8226; Grupo 2016: internos que iniciaram a FE em 2016, a n&#237;vel nacional. </p>     <p>Os crit&#233;rios de exclus&#227;o definidos contemplavam todos os internos n&#227;o pertencentes aos grupos definidos anteriormente (grupo 2012 e 2016).</p>     <p>Foi calculada estatisticamente a dimens&#227;o da amostra com recurso ao programa <i>Power/sample size calculator,</i> do departamento de estat&#237;stica da <i>University of British Columbia</i> (Canad&#225;).<sup>18</sup> Para uma diferen&#231;a esperada entre m&#233;dias de 5 valores (diferen&#231;a encontrada em estudos pr&#233;vios)<sup>10-11,13</sup> e um desvio-padr&#227;o aproximado de 10, utilizando um valor de erro tipo alfa de 5% e para uma pot&#234;ncia de 80%, determinou-se a necessidade de pelo menos 63 respostas v&#225;lidas em cada grupo de internos.</p>     <p>Elaborou-se um question&#225;rio an&#243;nimo e de autopreenchimento volunt&#225;rio constitu&#237;do por duas partes: a primeira parte com dados de caracteriza&#231;&#227;o do participante (idade e sexo), local de forma&#231;&#227;o pr&#233;-graduada e de forma&#231;&#227;o espec&#237;fica e aferi&#231;&#227;o do grau de experi&#234;ncia pr&#233;via em comunica&#231;&#227;o (forma&#231;&#227;o obrigat&#243;ria ou opcional em comunica&#231;&#227;o durante a forma&#231;&#227;o pr&#233;-graduada, cursos/<i>workshops</i> frequentados de forma volunt&#225;ria durante a forma&#231;&#227;o pr&#233; e p&#243;s-graduada); a segunda parte constitu&#237;da pela JSPE - vers&#227;o traduzida e validada para Portugal.</p>     <p>A JSPE &#233; composta por vinte itens quantificados segundo uma escala de <i>Likert,</i> de um a sete, agrupados em tr&#234;s fatores com valor pr&#243;prio: &#171;tomada de perspetiva&#187; (dez items), &#171;compaix&#227;o&#187; (sete items) e &#171;capacidade de se colocar no lugar do paciente&#187; (dois items).</p>     <p>O protocolo e o question&#225;rio foram submetidos &#224; Comiss&#227;o de &#201;tica, tendo obtido parecer favor&#225;vel. Inicialmente foi pedida a colabora&#231;&#227;o das coordena&#231;&#245;es de internato (CI) por correio eletr&#243;nico. No <i>e-mail</i> enviado constava um texto introdut&#243;rio com uma breve explica&#231;&#227;o do objetivo do estudo e um convite &#224; participa&#231;&#227;o volunt&#225;ria e an&#243;nima, acedendo ao question&#225;rio <i>on-line</i> atrav&#233;s de uma hiperliga&#231;&#227;o. Nos casos em que n&#227;o se obteve resposta por parte da CI foi solicitado apoio &#224;s respetivas comiss&#245;es de internos para a divulga&#231;&#227;o do estudo.</p>     <p>O preenchimento do question&#225;rio foi feito <i>on-line,</i> exceto no caso da CI da ARS de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) onde foi poss&#237;vel a aplica&#231;&#227;o do question&#225;rio de forma presencial e em formato de papel em reuni&#245;es com os internos, entre janeiro e mar&#231;o de 2016.</p>     <p>Durante o per&#237;odo de colheita de dados (janeiro a maio de 2016) realizou-se novo envio do formul&#225;rio <i>on-line</i> para todas as ARS com o objetivo de relembrar e estimular a participa&#231;&#227;o no estudo. De forma a evitar duplica&#231;&#227;o de respostas neste inqu&#233;rito, a hiperliga&#231;&#227;o para o formul&#225;rio foi enviada para o <i>e-mail</i> pessoal de cada interno atrav&#233;s da respetiva coordena&#231;&#227;o de internato ou comiss&#227;o de internos, sendo poss&#237;vel apenas uma submiss&#227;o de resposta por cada <i>e-mail</i> contactado.</p>     <p>Os resultados obtidos foram inicialmente organizados por dois dos autores numa base de dados do Microsoft Excel 2013 e posteriormente analisados estatisticamente atrav&#233;s do <i>software</i> estat&#237;stico IBM&#174; SPSS&#174; <i>Statistics,</i> v. 19. As vari&#225;veis quantitativas foram sumariadas atrav&#233;s de estat&#237;sticas descritivas, nomeadamente frequ&#234;ncia absoluta <i>(n),</i> mediana, m&#237;nimo e m&#225;ximo, e as vari&#225;veis qualitativas atrav&#233;s de frequ&#234;ncia absoluta e relativa (%). A associa&#231;&#227;o entre as vari&#225;veis qualitativas foi testada atrav&#233;s do teste do Qui-Quadrado. A compara&#231;&#227;o entre grupos independentes (grupo 2012 <i>vs.</i> grupo 2016; feminino <i>vs.</i> masculino e forma&#231;&#227;o anterior <i>vs.</i> sem forma&#231;&#227;o anterior) face a uma vari&#225;vel quantitativa (pontua&#231;&#227;o na JSPE) foi efetuada atrav&#233;s do teste n&#227;o param&#233;trico de <i>Mann-Whitney,</i> uma vez que os pressupostos para realiza&#231;&#227;o do teste t n&#227;o foram verificados. Os testes estat&#237;sticos foram efetuados considerando um n&#237;vel de signific&#226;ncia de 5%.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>O estudo inclui 304 question&#225;rios v&#225;lidos: 84 (27,7%) do grupo 2012 e 220 (72,4%) do grupo 2016. A taxa de resposta ap&#243;s o primeiro envio foi de 15,2% para o grupo 2012 e de 39,1% para o grupo 2016, atingindo um valor final de 20,6% e 42,3%, respetivamente, ap&#243;s novo envio do formul&#225;rio. No grupo 2016, a totalidade dos question&#225;rios aplicados na ARSLVT foi obtida presencialmente.</p>     <p>Com a an&#225;lise comparativa dos dois grupos (<a href="#q1">Quadro I</a>) constata-se que n&#227;o existem diferen&#231;as estatisticamente significativas quanto ao g&#233;nero (<i>p</i>=0,446), faculdade de forma&#231;&#227;o pr&#233;-graduada (<i>p</i>=0,382) e ARS onde realizam a FE (<i>p</i>=0,344). A diferen&#231;a encontrada em rela&#231;&#227;o &#224; idade (<i>p</i>&lt;0,001) justifica-se pela diferente fase de forma&#231;&#227;o. Verifica-se tamb&#233;m que em ambos os grupos a maioria dos internos pertencem &#224; ARSLVT e que realizaram a sua forma&#231;&#227;o pr&#233;-graduada em Lisboa. A propor&#231;&#227;o de indiv&#237;duos com forma&#231;&#227;o anterior em comunica&#231;&#227;o &#233; mais elevada nos internos do grupo 2012, sendo essa diferen&#231;a estatisticamente significativa (<i>p</i>&lt;0,001).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a02q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&#231;&#227;o &#224; pontua&#231;&#227;o obtida com a aplica&#231;&#227;o da JSPE (<a href="#q2">Quadro II</a>) constata-se que n&#227;o existem diferen&#231;as estatisticamente significativas nos dois grupos, mas que ambos se encontram acima do valor de corte designado para a escala.</p>     <p>Identificaram-se 11 participantes abaixo do limiar de pontua&#231;&#227;o normal, seis (7,14%) do grupo 2012 e cinco (2,27%) do grupo 2016.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a02q2.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto aos fatores que poder&#227;o fazer variar a pontua&#231;&#227;o da JSPE (<a href="#q3">Quadro III</a>) verificou-se que a experi&#234;ncia pr&#233;via na &#225;rea da comunica&#231;&#227;o parece n&#227;o se relacionar com maior pontua&#231;&#227;o, ainda que possam haver vari&#225;veis de confundimento n&#227;o estudadas. Em rela&#231;&#227;o ao g&#233;nero feminino apresenta um n&#237;vel de empatia estatisticamente superior ao do g&#233;nero masculino (<i>p</i>=0,008).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a02q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>No presente estudo, os autores pretenderam avaliar o impacto da FE em MGF nas compet&#234;ncias emp&#225;ticas dos internos em Portugal. No que se refere ao n&#237;vel de empatia quantificado pela escala de <i>Jefferson,</i> traduzida e validada para a popula&#231;&#227;o m&#233;dica portuguesa, o valor foi semelhante (<i>p</i>=0,678) entre os dois grupos analisados (internos que iniciaram a sua FE em 2012 e em 2016). Os valores obtidos s&#227;o concordantes com diversos estudos realizados em alunos em forma&#231;&#227;o pr&#233;-graduada e internos de outras especialidades,<sup>12,15</sup> em que n&#227;o se identificou varia&#231;&#227;o do n&#237;vel de empatia ao longo dos anos de forma&#231;&#227;o.</p>     <p>Neste estudo obtiveram-se valores m&#233;dios e medianos de empatia semelhantes a estudos nacionais e internacionais,<sup>11-14</sup> tendo-se verificado um n&#237;vel superior de empatia nos elementos do sexo feminino (<i>p</i>=0,008), em linha com a literatura existente.<sup>11-14</sup> Os grupos estudados s&#227;o compar&#225;veis entre si nas vari&#225;veis analisadas (g&#233;nero, faculdade de forma&#231;&#227;o pr&#233;-graduada e ARS de FE). Os resultados obtidos podem representar valores elevados de empatia <i>a priori,</i> j&#225; que os internos que escolhem especialidades &#8220;orientadas para o paciente&#8221; pontuam mais alto do que aqueles que escolhem especialidades &#8220;orientadas para tecnologia&#8221;. Alguns estudos apontam um efeito negativo da fase cl&#237;nica da forma&#231;&#227;o m&#233;dica nos n&#237;veis de empatia em oposi&#231;&#227;o a um desenvolvimento de compet&#234;ncias t&#233;cnicas. Neste sentido, os resultados podem ser interpretados positivamente pela semelhan&#231;a no n&#237;vel de empatia entre os dois grupos.</p>     <p>A amostra selecionada apresenta uma elevada percentagem de internos da ARSLVT, n&#227;o tendo sido poss&#237;vel obter respostas da ARS do Centro e A&#231;ores, condicionando um vi&#233;s de amostragem importante. A utiliza&#231;&#227;o de uma amostra de conveni&#234;ncia de internos nos extremos da sua FE pode ter condicionado um vi&#233;s de amostragem, mas deveu-se &#224; tentativa de se encontrar uma diferen&#231;a mensur&#225;vel. Apesar do envio m&#250;ltiplo de formul&#225;rios atrav&#233;s de correio eletr&#243;nico, a baixa taxa de resposta limita a representatividade da amostra. A metodologia utilizada neste estudo, com a utiliza&#231;&#227;o de uma escala validada e de aplica&#231;&#227;o transversal em diversos estudos, permite a compara&#231;&#227;o dos dados obtidos com a literatura nacional e internacional. Por outro lado, persiste a discuss&#227;o sobre a aplicabilidade de escalas quantitativas de autopreenchimento na avalia&#231;&#227;o de compet&#234;ncias subjetivas, ainda que o estudo original e os estudos de valida&#231;&#227;o tenham demonstrado que pontua&#231;&#245;es mais elevadas na JSPE est&#227;o diretamente associadas a um melhor aproveitamento nas compet&#234;ncias cl&#237;nicas e pr&#225;ticas e, consequentemente, na satisfa&#231;&#227;o dos doentes.</p>     <p>Novos estudos s&#227;o necess&#225;rios no sentido de confirmar a tend&#234;ncia identificada nos resultados obtidos, nomeadamente atrav&#233;s da utiliza&#231;&#227;o de diferentes metodologias como o seguimento de coortes de internos. A compara&#231;&#227;o com internatos de diferentes especialidades poder&#225; igualmente ajudar na avalia&#231;&#227;o do atual curr&#237;culo da especialidade de MGF. Apesar das limita&#231;&#245;es discutidas, a utiliza&#231;&#227;o de escalas validadas como a JSPE parece apresentar-se como uma estrat&#233;gia padronizada e objetiva de avalia&#231;&#227;o das compet&#234;ncias humanas e relacionais essenciais ao estabelecimento de empatia. Esta ferramenta poder&#225; ser &#250;til na avalia&#231;&#227;o de estrat&#233;gias formativas a aplicar no desenvolvimento de compet&#234;ncias comunicacionais durante o internato.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Nunes JM. Comunica&#231;&#227;o em contexto cl&#237;nico (Internet). Lisboa: Bayer Health; 2007. Available from: <a href="http://www.mgfamiliar.net/itemgenerico/comunicacao-em-contexto-clinico" target="_blank">http://www.mgfamiliar.net/itemgenerico/comunicacao-em-contexto-clinico</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369344&pid=S2182-5173201700030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Aguiar P, Salgueira A, Frada T, Costa MJ. Empatia m&#233;dica: tradu&#231;&#227;o, valida&#231;&#227;o e aplica&#231;&#227;o de um instrumento de medi&#231;&#227;o. In: Actas do X Congresso Internacional Galego-Portugu&#234;s de Psicopedagogia (Internet). Braga: Universidade do Minho; 2009. p. 3705-16. Available from: <a href="http://www.educacion.udc.es/grupos/gipdae/documentos/congreso/Xcongreso/pdfs/t8/t8c272.pdf" target="_blank">http://www.educacion.udc.es/grupos/gipdae/documentos/congreso/Xcongreso/pdfs/t8/t8c272.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369345&pid=S2182-5173201700030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Macedo A, Cavadas LF, Sousa M, Pires P, Santos JA, Macha A. Empathy in family medicine. Rev Port Clin Geral. 2011;27(6):527-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369346&pid=S2182-5173201700030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Barrett-Lennard GT. The empathy cycle: refinement of a nuclear concept. J Counsel Psychol. 1981;28(2):91-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369348&pid=S2182-5173201700030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Aomatsu M, Otani T, Tanaka A, Ban N, van Dalen J. Medical students' and residents' conceptual structure of empathy: a qualitative study. Educ Health (Abingdon). 2013;26(1):4-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369350&pid=S2182-5173201700030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. McWhinney IR, Freeman T. Textbook of family medicine. 3rd ed. New York: Oxford University Press; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369352&pid=S2182-5173201700030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780195369854</p>     <!-- ref --><p>7. Mercer SW, Reynolds WJ. Empathy and quality of care. Br J Gen Pract. 2002;52(Suppl):S9-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369354&pid=S2182-5173201700030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Riess H, Kelley JM, Bailey RW, Dunn EJ, Phillips M. Empathy training for resident physicians: a randomized controlled trial of a neuroscience-informed curriculum. J Gen Intern Med. 2012;27(10):1280-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369356&pid=S2182-5173201700030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Derksen F, Bensing J, Lagro-Janssen A. Effectiveness of empathy in general practice: a systematic review. Br J Gen Pract. 2013;63(606):e76-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369358&pid=S2182-5173201700030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Reynolds WJ. The measurement and development of empathy in nursing. Aldershot: Ashgate; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369360&pid=S2182-5173201700030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9780754612643</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>11. Loureiro J, Gon&#231;alves-Pereira M, Trancas B, Caldas-de-Almeida JM, Castro-Caldas A. Empatia na rela&#231;&#227;o m&#233;dico-doente: evolu&#231;&#227;o em alunos do primeiro ano de medicina e contribui&#231;&#227;o para a valida&#231;&#227;o da Escala Jefferson em Portugal (Empathy in the doctor-patient relationship as viewed by first-year medical students: data on validity and sensibility to change of the Jefferson Measure in Portugal). Acta Med Port. 2011;24(S2):431-42. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>12. Hojat M, Gonnella JS. Eleven years of data on the Jefferson Scale of Empathy - Medical Student Version (JSE-S): proxy norm data and tentative cut-off scores. Med Princ Pract. 2015;24(4):344-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369363&pid=S2182-5173201700030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Magalh&#227;es E, Salgueira AP, Costa P, Costa MJ. Empathy in senior year and first year medical students: a cross-sectional study. BMC Med Educ. 2011;11:52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369365&pid=S2182-5173201700030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Quince TA, Parker RA, Wood DF, Benson JA. Stability of empathy among undergraduate medical students: a longitudinal study at one UK medical school. BMC Med Educ. 2011;11:90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369367&pid=S2182-5173201700030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Greenberg L, Agrawal D, Toto R, Blatt B. Empathy, sense of power and personality: do they change during pediatric residency? South Med J. 2015;108(8):471-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369369&pid=S2182-5173201700030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>16. Dow AW, Leong D, Anderson A, Wenzel RP. Using theater to teach clinical empathy: a pilot study. J Gen Intern Med. 2007;22(8):1114-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369371&pid=S2182-5173201700030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Stein T, Frankel RM, Krupat E. Enhancing clinical communication skills in a large healthcare organization: a longitudinal case study. Patient Educ Couns. 2005;58(1):4-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369373&pid=S2182-5173201700030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>18. Brant R. Power/Sample size calculator - Inference for means: comparing two independent samples (Internet). Vancouver: University of British Columbia; (cited 2016 Dec 20). Available from: <a href="https://www.stat.ubc.ca/~rollin/stats/ssize/n2.html" target="_blank">https://www.stat.ubc.ca/~rollin/stats/ssize/n2.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369375&pid=S2182-5173201700030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Nuno Bas&#237;lio</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:nunomdbasilio@gmail.com">nunomdbasilio@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores agradecem &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o de Internato da ARS LVT e em particular &agrave; Prof.&ordf; Dr.&ordf; Isabel Santos e ao Dr. David Rodrigues, pela revis&atilde;o do protocolo e apoio na divulga&ccedil;&atilde;o. Agradecem igualmente ao departamento de MGF da NOVA Medical School pelos importantes contributos na melhoria do trabalho e &agrave; CLINICAL LAB, em particular &agrave; Dra. Filipa Negreiro, pelo contributo na an&aacute;lise estat&iacute;stica e a todos os internos participantes.</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o ter conflitos de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 26-10-2016</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 30-05-2017</b></p>      ]]></body><back>
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