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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização do grau de sobrecarga dos cuidadores de utentes dependentes da Unidade de Saúde Familiar USF Descobertas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To characterize caregiver burden in the care of dependent individuals in the home care program of the Descobertas Family Health Unit, to test the association between caregiver burden and the level of dependence of the patient, and to identify the dimensions of caregiver wellbeing that were affected. Study design: Observational study. Location: USF Descobertas. Population: Informal caregivers of dependent individuals in a home care program. Methods: Each informal caregiver of a dependent individual in the medical and nursing home care program was included in the study over a two-month period. We conducted interviews by telephone using three questionnaires: a social and demographic description of the caregivers, the Katz scale to evaluate the level of dependency of the patient, and the Zarit caregiver burden interview. Spearman coefficients and Kruskal-Wallis tests were used to test for associations between variables. Results: A total of 174 dependent patients were identified, 65 of whom fulfilled the inclusion criteria and who were cared for by 60 caregivers. Five caregivers were taking care of two dependents simultaneously. Regarding the Zarit scale, 44.6% (n=29) of the caregivers reported a heavy burden, 20.0% (n=13) a light burden and 35.4% (n=23) no burden. The mean value of the Katz scale was 2.78. There was no statistically significant correlation between caregiver burden and the level of dependency of the patient (p=0.053). Conclusion: The burden of caregiving was identified in the majority of informal caregivers and was reported to be at an intense level. The items identified on the Zarit Scale were similar to those found in other national studies. Healthcare professionals should perform a systematic evaluation of caregiver burden and be able to intervene when needed. Further study of this issue is required in larger populations]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidador]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Caracteriza&#231;&#227;o do grau de sobrecarga dos cuidadores de utentes dependentes da Unidade de Sa&#250;de Familiar USF Descobertas</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Caregiver burden with complex patients in a home care program</b></font></p>     <p><b>Irene Trindade,<sup>1</sup> Diogo Almeida,<sup>2</sup> Margarida Rom&#227;o,<sup>3</sup> Sara Rocha,<sup>3</sup> Sofia Fernandes,<sup>2</sup> Vasco Varela,<sup>1</sup> M&#225;rcia Braga<sup>4</sup></b></p>     <p>1. M&#233;dico Interno de Medicina Geral e Familiar (3&#186; Ano). USF Descobertas, ACeS Lisboa Ocidental de Oeiras</p>     <p>2. M&#233;dico Interno de Medicina Geral e Familiar (2&#186; Ano). USF Descobertas, ACeS Lisboa Ocidental de Oeiras</p>     <p>3. M&#233;dico Interno de Medicina Geral e Familiar (4&#186; Ano). USF Descobertas, ACeS Lisboa Ocidental de Oeiras</p>     <p>4. M&#233;dica Assistente de Medicina Geral e Familiar. USF Descobertas, ACeS Lisboa Ocidental de Oeiras</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivos:</b> Caracterizar o grau de sobrecarga dos cuidadores de indiv&#237;duos dependentes em programa de cuidados domicili&#225;rios da Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF) Descobertas. Correlacionar o grau de sobrecarga com o grau de depend&#234;ncia e identificar as dimens&#245;es do bem-estar do cuidador mais afetadas.</p>     <p><b>Tipo de estudo:</b> Observacional transversal anal&#237;tico.</p>     <p><b>Local:</b> USF Descobertas.</p>     <p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> Cuidadores informais de indiv&#237;duos dependentes em cuidados domicili&#225;rios m&#233;dicos ou enfermagem da USF Descobertas, entre janeiro e fevereiro de 2015.</p>     <p><b>M&#233;todos:</b> Foram inclu&#237;dos todos os cuidadores informais de indiv&#237;duos dependentes em programa de cuidados domicili&#225;rios m&#233;dicos ou de enfermagem realizados durante dois meses. Foram aplicados telefonicamente tr&#234;s question&#225;rios: um para a caracteriza&#231;&#227;o sociodemogr&#225;fica do cuidador, a escala de <i>Katz</i> ao indiv&#237;duo dependente e a escala de <i>Zarit</i> ao cuidador. Foram utilizados o coeficiente de <i>Spearman</i> e o teste de <i>Kruskal-Wallis</i> para a an&#225;lise dos dados.</p>     <p><b>Resultados:</b> Foram identificados 174 dependentes, 65 dos quais cumpriam os crit&#233;rios de inclus&#227;o e corresponderam a 60 cuidadores. Cinco cuidadores prestavam assist&#234;ncia a dois dependentes simultaneamente. Em rela&#231;&#227;o &#224; escala de <i>Zarit,</i> 44,6% (<i>n</i>=29) dos cuidadores apresentou sobrecarga intensa, 20,0% (<i>n</i>=13) sobrecarga ligeira e 35,4% (<i>n</i>=23) n&#227;o apresentou sobrecarga. A m&#233;dia do valor da escala de <i>Katz</i> foi de 2,78. N&#227;o se estabeleceu rela&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre o grau de sobrecarga do cuidador e o n&#237;vel de depend&#234;ncia (<i>p</i>=0,053).</p>     <p><b>Conclus&#245;es:</b> A maioria dos cuidadores apresentou sobrecarga, sobretudo a n&#237;vel intenso. Os resultados obtidos corroboraram os dados apresentados noutros estudos nacionais. A avalia&#231;&#227;o sistem&#225;tica da sobrecarga do cuidador e mobiliza&#231;&#227;o dos recursos adequados constituem interven&#231;&#245;es a incluir nos planos realizados pelos profissionais de sa&#250;de. Perante a escassez de estudos neste dom&#237;nio considerou-se importante a futura realiza&#231;&#227;o de estudos numa popula&#231;&#227;o de maior dimens&#227;o.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Cuidador; Sobrecarga; Dependente; Cuidados domicili&#225;rios; <i>Zarit;</i> Cuidados paliativos.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objectives:</b> To characterize caregiver burden in the care of dependent individuals in the home care program of the Descobertas Family Health Unit, to test the association between caregiver burden and the level of dependence of the patient, and to identify the dimensions of caregiver wellbeing that were affected.</p>     <p><b>Study design:</b> Observational study.</p>     <p><b>Location:</b> USF Descobertas.</p>     <p><b>Population:</b> Informal caregivers of dependent individuals in a home care program.</p>     <p><b>Methods:</b> Each informal caregiver of a dependent individual in the medical and nursing home care program was included in the study over a two-month period. We conducted interviews by telephone using three questionnaires: a social and demographic description of the caregivers, the Katz scale to evaluate the level of dependency of the patient, and the Zarit caregiver burden interview. Spearman coefficients and Kruskal-Wallis tests were used to test for associations between variables.</p>     <p><b>Results:</b> A total of 174 dependent patients were identified, 65 of whom fulfilled the inclusion criteria and who were cared for by 60 caregivers. Five caregivers were taking care of two dependents simultaneously. Regarding the Zarit scale, 44.6% (<i>n</i>=29) of the caregivers reported a heavy burden, 20.0% (<i>n</i>=13) a light burden and 35.4% (<i>n</i>=23) no burden. The mean value of the Katz scale was 2.78. There was no statistically significant correlation between caregiver burden and the level of dependency of the patient (<i>p</i>=0.053). </p>     <p><b>Conclusion:</b> The burden of caregiving was identified in the majority of informal caregivers and was reported to be at an intense level. The items identified on the Zarit Scale were similar to those found in other national studies. Healthcare professionals should perform a systematic evaluation of caregiver burden and be able to intervene when needed. Further study of this issue is required in larger populations.</p>     <p><b>Keywords:</b> Caregiver; Burden; Dependent; Home care services; Zarit; Palliative care.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>O envelhecimento da popula&#231;&#227;o aliado ao aumento do n&#250;mero de indiv&#237;duos com doen&#231;a cr&#243;nica e incapacidade exige medidas de presta&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de dirigidas aos indiv&#237;duos dependentes e seus cuidadores. Segundo o EUROSTAT, a taxa de indiv&#237;duos acima dos 65 anos de idade na popula&#231;&#227;o europeia atingiu 17,9% em 2012.<sup>1</sup> Em Portugal, 19% da popula&#231;&#227;o tem 65 ou mais anos de idade.<sup>2</sup> Mais de metade da popula&#231;&#227;o portuguesa tem uma ou mais doen&#231;as cr&#243;nicas (52,3%) e cerca de um quarto (26,5%) tem pelo menos duas doen&#231;as cr&#243;nicas.<sup>3</sup> A tend&#234;ncia de aumento do n&#250;mero de indiv&#237;duos dependentes e consequente necessidade de apoio no domic&#237;lio determina a import&#226;ncia dos cuidados domicili&#225;rios em cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (CSP).<sup>4</sup></p>     <p>A Unidade de Sa&#250;de Familiar (USF) Descobertas, em Lisboa, apresenta um total de 16.300 utentes; destes, 27% tem mais de 65 anos de idade. Nos dois primeiros meses do ano de 2015 174 utentes encontravam-se em programa de cuidados de sa&#250;de domicili&#225;rios.</p>     <p>Depend&#234;ncia &#233; a situa&#231;&#227;o em que se encontra a pessoa que, por falta ou perda de autonomia f&#237;sica, ps&#237;quica ou intelectual, resultante ou agravada por outras comorbilidades, n&#227;o consegue, por si s&#243;, realizar as atividades de vida di&#225;ria.<sup>6</sup> Paralelamente ao conceito de indiv&#237;duo dependente, considera-se cuidador aquele que presta cuidados informais, que consistem na ajuda ou supervis&#227;o prestada &#224;s pessoas em situa&#231;&#227;o de depend&#234;ncia. Geralmente este tipo de cuidados n&#227;o &#233; remunerado e &#233; prestado pela fam&#237;lia, amigos ou vizinhos.<sup>6</sup> Estes cuidados informais podem envolver as componentes f&#237;sicas, psicol&#243;gicas e financeiras dos cuidadores de uma forma consider&#225;vel.<sup>7</sup> O bem-estar dos cuidadores de indiv&#237;duos dependentes pode ser avaliado em quatro dimens&#245;es: participa&#231;&#227;o social, recursos financeiros, sa&#250;de f&#237;sica e mental.<sup>8-9</sup> Esta situa&#231;&#227;o de acumula&#231;&#227;o de tarefas coloca o cuidador em risco de sobrecarga. O n&#250;mero de horas por dia envolvidas na presta&#231;&#227;o de cuidados, o recurso a suporte emocional, funcional e f&#237;sico s&#227;o preditores de sobrecarga do cuidador.<sup>10</sup> As caracter&#237;sticas da situa&#231;&#227;o em que os cuidados s&#227;o prestados relacionam-se mais estreitamente com o bem-estar dos cuidadores do que as caracter&#237;sticas atribu&#237;veis &#224; doen&#231;a do indiv&#237;duo alvo de cuidados.<sup>8</sup> Para al&#233;m destas conting&#234;ncias &#233; frequente os cuidadores negligenciarem a sua pr&#243;pria sa&#250;de e ocultarem informa&#231;&#227;o acerca dos seus pr&#243;prios problemas de sa&#250;de.<sup>11</sup></p>     <p>Paralelamente &#224; sobrecarga existe uma vertente que aponta para benef&#237;cios e ganhos do cuidador como a sensa&#231;&#227;o de maior utilidade, aprendizagem de novas aptid&#245;es, atribui&#231;&#227;o de significado ao pr&#243;prio, cumprimento de um dever e rela&#231;&#227;o de companheirismo com o indiv&#237;duo alvo de cuidados.<sup>12-16</sup></p>     <p>O apoio social pode ter um efeito atenuante da sobrecarga do cuidador.<sup>17-22</sup></p>     <p>Diversos estudos internacionais que avaliam o grau de sobrecarga dos cuidadores de doentes dependentes e caracterizaram o perfil dos cuidadores revelam n&#237;veis elevados de sobrecarga.<sup>8,12-21</sup> Em Portugal existem estudos na &#225;rea dos cuidados paliativos, onde a popula&#231;&#227;o dependente apresenta doen&#231;a oncol&#243;gica em fase avan&#231;ada.<sup>23-24</sup> Outros estudos nacionais semelhantes abrangem outras popula&#231;&#245;es espec&#237;ficas de indiv&#237;duos dependentes, nomeadamente com dem&#234;ncia.<sup>25-26</sup> N&#227;o existem publicados estudos nacionais sobre o grau de sobrecarga dos cuidadores de indiv&#237;duos dependentes em geral e seguidos em cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios, ou seja, de dependentes cuja natureza da incapacidade n&#227;o se encontra limitada a uma entidade nosol&#243;gica espec&#237;fica, como a doen&#231;a oncol&#243;gica ou a dem&#234;ncia.</p>     <p>O objetivo prim&#225;rio deste trabalho &#233; caracterizar o grau de sobrecarga dos cuidadores de indiv&#237;duos dependentes em programa de cuidados domicili&#225;rios da USF Descobertas. Secundariamente, pretende-se correlacionar esta avalia&#231;&#227;o com o grau de depend&#234;ncia do indiv&#237;duo alvo de cuidados e identificar as dimens&#245;es do bem-estar do cuidador mais afetadas pela sobrecarga.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     <p>Para a realiza&#231;&#227;o do trabalho optou-se por um desenho de estudo observacional transversal anal&#237;tico. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Crit&#233;rios de inclus&#227;o: todos os adultos cuidadores informais de indiv&#237;duos dependentes em programa de cuidados domicili&#225;rios m&#233;dicos ou de enfermagem na USF Descobertas durante o per&#237;odo de janeiro e fevereiro de 2015. Nos casos em que o dependente recebeu apoio domicili&#225;rio institucional, o cuidador que articulou a presta&#231;&#227;o desse servi&#231;o foi inclu&#237;do no estudo. Foram inclu&#237;dos, ainda, os casos em que se identificou mais do que um cuidador e as tarefas foram equitativamente distribu&#237;das entre eles.</p>     <p>Crit&#233;rios de exclus&#227;o: todos os cuidadores de indiv&#237;duos dependentes falecidos &#224; data de recolha dos dados, cuidadores de rec&#233;m-nascidos, rec&#233;m-nascidos e cuidadores remunerados. Foi recolhida informa&#231;&#227;o acerca dos motivos de exclus&#227;o dos indiv&#237;duos n&#227;o eleg&#237;veis para o estudo.</p>     <p>A recolha de dados foi realizada a toda a popula&#231;&#227;o alvo atrav&#233;s da aplica&#231;&#227;o de um question&#225;rio por via telef&#243;nica. Este question&#225;rio foi aplicado ap&#243;s a obten&#231;&#227;o do consentimento informado oral contemplado no protocolo de investiga&#231;&#227;o, com parecer positivo da Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da Administra&#231;&#227;o Regional de Sa&#250;de de Lisboa e Vale do Tejo. A recolha de dados foi realizada por entrevistadores m&#233;dicos do primeiro, segundo e quarto anos do internato complementar de medicina geral e familiar da USF Descobertas. O question&#225;rio aplicado encontrava-se dividido em tr&#234;s partes. A primeira dirigida &#224; caracteriza&#231;&#227;o sociodemogr&#225;fica do cuidador, da sua atividade como cuidador e eventuais apoios utilizados. Na segunda parte aplicou-se a escala de <i>Katz</i> para avalia&#231;&#227;o do n&#237;vel de depend&#234;ncia do indiv&#237;duo dependente. Finalmente, para a avalia&#231;&#227;o do grau de sobrecarga do cuidador utilizou-se o question&#225;rio <i>Zarit Burden Interview,</i> com autoriza&#231;&#227;o do autor do artigo que validou essa mesma ferramenta para a popula&#231;&#227;o portuguesa.<sup>27</sup> A escala de <i>Katz</i> foi originalmente descrita e validada por Katz e colaboradores em 1963.<sup>5</sup> Lino e colaboradores validaram esta mesma escala para a l&#237;ngua portuguesa, mantendo os mesmos seis itens originais. O resultado final da aplica&#231;&#227;o da escala de <i>Katz</i> corresponde ao somat&#243;rio da pontua&#231;&#227;o atribu&#237;da &#224; capacidade de desempenho de cada uma das seis categorias de atividades de vida di&#225;ria. O indiv&#237;duo pode ser considerado totalmente dependente - zero pontos; ou independente - seis pontos. &#192;s pontua&#231;&#245;es interm&#233;dias correspondem tr&#234;s n&#237;veis de depend&#234;ncia: ligeira (cinco pontos), moderada (3-4 pontos) e grave (1-2 pontos).<sup>28</sup></p>     <p>Para a avalia&#231;&#227;o da sobrecarga do cuidador utilizou-se a escala de <i>Zarit</i> validada para a l&#237;ngua portuguesa, em 2010, por Sequeira.<sup>27</sup> Este autor utilizou a &#250;ltima vers&#227;o da Escala de <i>Zarit,</i> reduzida de 29 para 22 itens, validada por B&#233;dard e colaboradores em 2001. Cada item desta escala pode ser caracterizado qualitativamente pelo cuidador como: &#171;nunca&#187;, &#171;quase nunca&#187;, &#171;&#224;s vezes&#187;, &#171;muitas vezes&#187; ou &#171;quase sempre&#187; e, para a an&#225;lise de dados, o investigador atribui a pontua&#231;&#227;o 1, 2, 3, 4, 5 a cada uma das express&#245;es anteriores, respetivamente. Assim, a pontua&#231;&#227;o total pode variar entre 22 e 110 - quanto mais elevado o valor, maior a perce&#231;&#227;o de sobrecarga pelo cuidador. Foi convencionado que uma pontua&#231;&#227;o total superior a 56 corresponde a sobrecarga intensa, entre 46 e 56 a sobrecarga ligeira e inferior a 46 &#224; aus&#234;ncia de sobrecarga.<sup>12,27,29</sup> Nos casos em que o mesmo cuidador prestava cuidados a dois indiv&#237;duos dependentes diferentes, o cuidador respondeu a duas s&#233;ries de question&#225;rios, respetivamente.</p>     <p>A an&#225;lise estat&#237;stica dos dados foi efetuada atrav&#233;s da avalia&#231;&#227;o do coeficiente de <i>Spearman</i> e do teste de <i>Kruskal-Wallis,</i> atrav&#233;s do programa <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS), vers&#227;o 21.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Durante janeiro e fevereiro de 2015 foram realizadas visitas domicili&#225;rias a 174 indiv&#237;duos inscritos na USF Descobertas. Destes 174 indiv&#237;duos eleg&#237;veis exclu&#237;ram-se 74 ap&#243;s aplica&#231;&#227;o dos crit&#233;rios de exclus&#227;o. Foram, ainda, identificados 35 casos de impossibilidade de aplica&#231;&#227;o dos inqu&#233;ritos aos cuidadores, nomeadamente por cuidador incontact&#225;vel (<i>n</i>=14), por dependente institucionalizado (<i>n</i>=14), por recusa na resposta ao question&#225;rio (<i>n</i>=5) e por transfer&#234;ncia do dependente para outra USF (<i>n</i>=2). Obtiveram-se, assim, 65 indiv&#237;duos dependentes e 60 cuidadores. Destes cuidadores cinco prestavam cuidados a dois indiv&#237;duos dependentes. Foram aplicados 65 question&#225;rios correspondentes aos 65 indiv&#237;duos dependentes. </p>     <p><b>Cuidadores</b></p>     <p>A idade m&#233;dia da popula&#231;&#227;o de cuidadores (<i>n</i>=60) estudada foi de 64,2 anos e o tempo m&#233;dio de dura&#231;&#227;o do per&#237;odo de presta&#231;&#227;o de cuidados foi de 8,6 anos. Os restantes dados sociodemogr&#225;ficos encontram-se resumidos no <a href="#q1">Quadro I</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a03q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente ao grau de sobrecarga da popula&#231;&#227;o de cuidadores entrevistados, 44,6% (<i>n</i>=29) apresentou sobrecarga intensa, 20,0% (<i>n</i>=13) sobrecarga ligeira e 35,4% (<i>n</i>=23) n&#227;o apresentou sobrecarga (<a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a03f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados relativos &#224; distribui&#231;&#227;o da m&#233;dia e moda de pontua&#231;&#245;es atribu&#237;das a cada item da escala de <i>Zarit</i> encontram-se ilustrados na <a href="#f2">Figura 2</a>. Os itens mais pontuados foram por ordem decrescente de grau de sobrecarga: o item 8 (&#171;Considera que o seu familiar est&#225; dependente de si?&#187;), o item 14 (&#171;Acredita que o seu familiar espera que voc&#234; cuide dele como se fosse a &#250;nica pessoa com quem ele(a) pudesse contar?&#187;), o item 7 (&#171;Tem receio pelo futuro destinado ao seu familiar?&#187;), o item 2 (&#171;Considera que devido ao tempo que dedica ao seu familiar j&#225; n&#227;o disp&#245;e de tempo suficiente para as suas tarefas?&#187;), o item 15 (&#171;Considera que n&#227;o disp&#245;e de economias suficientes para cuidar do seu familiar e para o resto das despesas que tem?&#187;), o item 3 (&#171;Sente-se tenso/a quando tem de cuidar do seu familiar e ainda tem outras tarefas por fazer?&#187;) e o item 22 (&#171;Em geral sente-se muito sobrecarregado por ter de cuidar do seu familiar?&#187;). Os itens que apresentaram menor pontua&#231;&#227;o, por ordem crescente de sobrecarga, foram: o item 4 (&#171;Sente-se envergonhado(a) pelo comportamento do seu familiar?&#187;), o item 1 (&#171;Sente que o seu familiar solicita mais ajuda do que aquela que realmente necessita?&#187;), o item 5 (&#171;Sente-se irritado/a quando est&#225; junto do seu familiar?&#187;), o item 20 (&#171;Sente que poderia fazer mais pelo seu familiar?&#187;) e o item 13 (&#171;Sente-se pouco &#224; vontade em convidar amigos para o(a) visitarem devido ao seu familiar?&#187;).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a03f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Indiv&#237;duos dependentes</b></p>     <p>Relativamente aos indiv&#237;duos dependentes inclu&#237;dos no estudo (<i>n</i>=65), 66,2% (<i>n</i>=43) eram do sexo feminino e 33,8% (<i>n</i>=22) do sexo masculino. Os restantes dados relativos &#224; caracteriza&#231;&#227;o et&#225;ria e ao n&#237;vel de depend&#234;ncia (Escala de Katz) encontram-se resumidos no <a href="#q2">Quadro II</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a03q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>An&#225;lise estat&#237;stica</b></p>     <p>N&#227;o se obteve associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa entre o grau de sobrecarga do cuidador e as seguintes vari&#225;veis: idade do dependente (<i>p</i>=0,181), idade do cuidador (<i>p</i>=0,622), dura&#231;&#227;o da presta&#231;&#227;o de cuidados (<i>p</i>=0,464) e o n&#237;vel de depend&#234;ncia avaliado pela escala de <i>Katz</i> (<i>p</i>=0,053).</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>Neste trabalho verificou-se que a maioria dos cuidadores estudados apresentou sobrecarga (65% do total dos cuidadores questionados) e que esta foi predominantemente intensa (69,2% dos cuidadores identificados com sobrecarga). A dimens&#227;o do bem-estar do cuidador mais afetada foi a das &#171;expectativas face ao cuidar&#187;, uma vez que os itens a ela pertencentes - 7, 8, 14 e 15 - corresponderam, respetivamente, ao terceiro, primeiro, segundo e quinto mais pontuados (<i>cf.</i> Gr&#225;fico 2). Seguiu-se, como segundo dom&#237;nio mais afetado, o &#171;impacto na presta&#231;&#227;o de cuidados&#187; atrav&#233;s dos itens 2, 3 e 22. Tais resultados aproximaram-se dos obtidos por Sequeira e colaboradores no processo de valida&#231;&#227;o da escala de <i>Zarit</i> para a popula&#231;&#227;o portuguesa. Para este autor, os dois itens mais pontuados por cuidadores de idosos sem dem&#234;ncia foram os mesmos que os obtidos neste trabalho (itens 8 e 14).<sup>30-31</sup></p>     <p>Relativamente &#224;s caracter&#237;sticas dos cuidadores estudados tratou-se de uma popula&#231;&#227;o de idade avan&#231;ada, na sua maioria composta por mulheres casadas, com um baixo grau de escolaridade e sem atividade profissional, que eram filhas ou esposas dos dependentes. Estes dados foram sobrepon&#237;veis aos de outros estudos nacionais.<sup>30-31</sup> Tal poder&#225; ser justificado pelo papel da mulher na sociedade ao longo dos &#250;ltimos s&#233;culos, nomeadamente ao n&#237;vel da presta&#231;&#227;o de cuidados &#224; fam&#237;lia.<sup>32</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita &#224;s caracter&#237;sticas dos indiv&#237;duos dependentes, os resultados obtidos foram tamb&#233;m ao encontro dos de outros estudos portugueses.<sup>30-31</sup> A maioria corresponde a indiv&#237;duos do sexo feminino de idade avan&#231;ada, o que poder&#225; ser fruto do envelhecimento da popula&#231;&#227;o e do aumento da esperan&#231;a m&#233;dia de vida das mulheres comparativamente &#224; dos homens.<sup>2,33</sup></p>     <p>Contudo, no presente trabalho, os n&#237;veis de depend&#234;ncia foram inferiores aos determinados para outras realidades nacionais.<sup>30-31</sup> Tal poder&#225; dever-se ao facto de contrariamente aos outros estudos, a depend&#234;ncia para atividades instrumentais n&#227;o ter sido avaliada, uma vez que apenas se recorreu &#224; Escala de <i>Katz.</i><sup>30-31</sup> Identificaram-se indiv&#237;duos em programa de cuidados domicili&#225;rios da USF cuja inscri&#231;&#227;o &#233; justificada n&#227;o s&#243; pela sua mobilidade reduzida como por barreiras arquitet&#243;nicas do seu pr&#243;prio local de resid&#234;ncia. Nos casos em que n&#227;o apresentavam limita&#231;&#227;o para a realiza&#231;&#227;o das atividades de vida di&#225;ria mostravam depend&#234;ncia para as atividades instrumentais.</p>     <p>No que respeita &#224; dura&#231;&#227;o m&#233;dia da presta&#231;&#227;o de cuidados (8,6 anos), esta foi significativamente superior &#224; obtida na maioria dos estudos (cinco anos).<sup>30-31</sup></p>     <p>Tal como nos trabalhos de Marques, Cust&#243;dio e seus colaboradores, os autores tamb&#233;m n&#227;o verificaram rela&#231;&#227;o entre o grau de sobrecarga e a dura&#231;&#227;o da presta&#231;&#227;o de cuidados (<i>p</i>=0,464), a idade do cuidador (<i>p</i>=0,622) e a idade do dependente (<i>p</i>=0,181).<sup>34-35</sup></p>     <p>De acordo com outros estudos nacionais, o n&#237;vel de depend&#234;ncia foi determinante para o grau de sobrecarga do cuidador. A sobrecarga subjetiva - designadamente ao n&#237;vel das expectativas face ao cuidar - foi tanto mais elevada quanto maior a depend&#234;ncia.<sup>30-31</sup> Neste trabalho, o valor de <i>p</i> para a associa&#231;&#227;o entre o grau de depend&#234;ncia avaliado pela escala de <i>Katz</i> e o n&#237;vel de sobrecarga do cuidador foi de 0,053, pr&#243;ximo do limiar para se considerar uma associa&#231;&#227;o estatisticamente significativa. Tanto a dimens&#227;o da popula&#231;&#227;o como a avalia&#231;&#227;o da depend&#234;ncia exclusivamente dirigida &#224;s atividades b&#225;sicas de vida di&#225;ria poder&#227;o ter limitado a obten&#231;&#227;o da associa&#231;&#227;o verificada por outros autores.</p>     <p>Este trabalho apresentou ainda outras limita&#231;&#245;es, nomeadamente as relacionadas com a sele&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o-alvo e com o elevado n&#250;mero de dependentes e cuidadores n&#227;o inclu&#237;dos no estudo.</p>     <p>Uma vez que a sele&#231;&#227;o da popula&#231;&#227;o decorreu da identifica&#231;&#227;o dos indiv&#237;duos em programa de cuidados domicili&#225;rios numa USF, n&#227;o foram avaliados outros potenciais cuidadores de dependentes que poderiam n&#227;o estar abrangidos por esse programa. A magnitude deste vi&#233;s &#233; inestim&#225;vel, mas pode presumir-se que decorrer&#225; no sentido da sobrestima&#231;&#227;o do grau de sobrecarga. Esta presun&#231;&#227;o decorre de dois pressupostos: por um lado, de que existe uma real associa&#231;&#227;o entre o grau de sobrecarga e grau de depend&#234;ncia e, por outro, que os utentes capazes de se deslocar &#224; USF poder&#227;o apresentar menor necessidade de cuidados e, por iner&#234;ncia, induzir menores graus de sobrecarga nos cuidadores.</p>     <p>Neste estudo n&#227;o foram avaliados 109 de 174 indiv&#237;duos em programa de cuidados domicili&#225;rios no per&#237;odo estabelecido, a maioria por apresentar crit&#233;rios de exclus&#227;o. Contudo, existiram 35 casos que n&#227;o se enquadraram nos crit&#233;rios de exclus&#227;o e que poderiam ter alterado os resultados obtidos. Estes corresponderam &#224; soma dos 14 cuidadores incontact&#225;veis, 14 utentes dependentes institucionalizados, cinco cuidadores que recusaram participar no estudo e dois utentes que foram transferidos da unidade.</p>     <p>Este trabalho engloba cuidadores informais de indiv&#237;duos sem idade ou patologias espec&#237;ficas, constituindo, assim, uma popula&#231;&#227;o heterog&#233;nea. Pelo contr&#225;rio, a maioria dos estudos publicados nesta &#225;rea reportou a indiv&#237;duos idosos ou com patologia demencial, pelo que os dados aqui apresentados poder&#227;o ser mais representativos da realidade a n&#237;vel dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios.</p>     <p>Perante a evid&#234;ncia de que a maioria dos cuidadores de indiv&#237;duos dependentes em programa de cuidados domicili&#225;rios da USF apresentou sobrecarga, os autores consideram que a sua avalia&#231;&#227;o sistem&#225;tica poder&#225; constituir um elemento-chave na pr&#225;tica cl&#237;nica. Esta dever&#225; ser ativamente realizada pelo m&#233;dico ou enfermeiro de fam&#237;lia e registada adequadamente no processo cl&#237;nico de forma a identificar os cuidadores em risco e a monitorizar a evolu&#231;&#227;o dos seus n&#237;veis de sobrecarga.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores consideram, ainda, que para cada situa&#231;&#227;o de depend&#234;ncia seja feito um levantamento dos recursos de que cada cuidador poder&#225; beneficiar (quer a n&#237;vel familiar quer a n&#237;vel institucional), procurando-se estabelecer &#225;reas de melhoria. Para este efeito, o uso do ecomapa, ou outros instrumentos de avalia&#231;&#227;o, e a promo&#231;&#227;o de reuni&#245;es conjuntas com representantes do servi&#231;o social poder&#227;o ser &#250;teis na elabora&#231;&#227;o do plano dirigido &#224; preven&#231;&#227;o da sobrecarga de cada cuidador.</p>     <p>As equipas de fam&#237;lia dever&#227;o, pois, ser conhecedoras dos recursos dispon&#237;veis na comunidade (apoios domicili&#225;rios, teleassist&#234;ncia, centros de dia, ajudas de custo, rede nacional de cuidados continuados integrados), sendo que para esse efeito uma abordagem interdisciplinar entre m&#233;dico, enfermeiro, administrativo, assistente social e psic&#243;logo poder&#225; revelar-se uma mais-valia.</p>     <p><b>Conclus&#227;o</b></p>     <p>Dado que a maioria dos cuidadores de indiv&#237;duos dependentes em programa de cuidados domicili&#225;rios da USF Descobertas apresentou sobrecarga, a avalia&#231;&#227;o sistem&#225;tica da sobrecarga do cuidador poder&#225; constituir um elemento-chave na pr&#225;tica de cuidados domicili&#225;rios. A disponibilidade de tempo do cuidador e a insufici&#234;ncia econ&#243;mica foram as dimens&#245;es do bem-estar mais afetadas pela sobrecarga. A abordagem interdisciplinar - m&#233;dico, enfermeiro, assistente social, psic&#243;logo, administrativo, entre outros intervenientes - poder&#225; ser a resposta mais adequada para a melhoria do grau de sobrecarga e dos cuidados domicili&#225;rios prestados ao grupo populacional vulner&#225;vel em estudo. Sendo as dimens&#245;es psicossociais e financeiras as mais afetadas nesta popula&#231;&#227;o tem-se a oportunidade de dirigir a disponibiliza&#231;&#227;o de recursos da comunidade e a adapta&#231;&#227;o da abordagem hol&#237;stica dos cuidadores individualmente, de modo personalizado.</p>     <p>Perante a escassez de estudos sobre a associa&#231;&#227;o entre as escalas de <i>Zarit</i> e <i>Katz,</i> e dado os resultados obtidos serem pr&#243;ximos de valores estatisticamente significativos, os autores consideram importante a realiza&#231;&#227;o futura de novos estudos com uma popula&#231;&#227;o de maiores dimens&#245;es. Futuramente seria interessante identificar cuidadores de indiv&#237;duos n&#227;o integrados em programa de cuidados domicili&#225;rios, mas simultaneamente dependentes, de forma a sinalizar um maior n&#250;mero de casos de cuidadores em risco de sobrecarga.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. EUROSTAT. Population structure and ageing (Internet). Luxembourg: Publications Office of the European Union; 2014 May (updated 2016 Dec 22). Available from: <a href="http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/Population_structure_and_ageing" target="_blank">http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/Population_structure_and_ageing</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369497&pid=S2182-5173201700030000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Instituto Nacional de Estat&#237;stica. Censos 2011. Lisboa: INE; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369498&pid=S2182-5173201700030000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Instituto Nacional de Estat&#237;stica, Instituto Nacional de Sa&#250;de Dr Ricardo Jorge. Inqu&#233;rito Nacional de Sa&#250;de 2005/2006 (Internet). Lisboa: INE/INSA; 2009. Available from: <a href="http://www2.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Publicacoes/Outros/Documents/Epidemiologia/INS_05_06.pdf" target="_blank">http://www2.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Publicacoes/Outros/Documents/Epidemiologia/INS_05_06.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369500&pid=S2182-5173201700030000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Maayan N, Soares-Weiser K, Lee H. Respite care for people with dementia and their carers. Cochrane Database Syst Rev. 2014;(1):CD004396.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369501&pid=S2182-5173201700030000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Katz S, Ford AB, Moskowitz RW, Jackson BA, Jaffe MW. Studies of illness in the aged. The index of ADL: a standardized measure of biological and psychosocial function. JAMA. 1963;185(12):914-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369503&pid=S2182-5173201700030000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Unidade de Miss&#227;o para os Cuidados Continuados Integrados. Gloss&#225;rio - Rede nacional de cuidados continuados integrados (Internet). Lisboa: ACSS; 2009. Available from: <a href="http://www.acss.min-saude.pt/wp-content/uploads/2016/07/Glossario-da-RNCCI.pdf" target="_blank">http://www.acss.min-saude.pt/wp-content/uploads/2016/07/Glossario-da-RNCCI.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369505&pid=S2182-5173201700030000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Candy B, Jones L, Drake R, Leurent B, King M. Interventions for supporting informal caregivers of patients in the terminal phase of a disease. Cochrane Database Syst Rev. 2011;(6):CD007617.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369506&pid=S2182-5173201700030000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. George LK, Gwyther LP. Caregiver well-being: a multidimensional examination of family caregivers of demented adults. Gerontologist. 1986;26(3):253-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369508&pid=S2182-5173201700030000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Parker D, Mills S, Abbey J. Effectiveness of&nbsp;interventions that assist caregivers to support people with dementia living in the community: a systematic review. Int J Evid Based Healthc. 2008;6(2):137-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369510&pid=S2182-5173201700030000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>10. Chang HY, Chiou CJ, Chen NS. Impact of mental health and care giver burden on family caregivers&#8217; physical health. Arch Gerontol Geriatr. 2010;50(3):267-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369512&pid=S2182-5173201700030000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Ward-Griffin C, McKeever P. Relationships between nurses and family caregivers: partners in care? ANS Adv Nurs Sci. 2000;22(3):89-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369514&pid=S2182-5173201700030000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>12. Ferreira F, Pinto A, Laranjeira A, Pinto AC, Lopes A, Viana A, et al. Valida&#231;&#227;o da escala de Zarit: sobrecarga do cuidador em cuidados paliativos domicili&#225;rios, para popula&#231;&#227;o portuguesa (Validation of the Zarit&#8217;s scale (&#8220;Zarit Burden Interview&#8221;) for the Portuguese population in the field of domiciliary palliative patient care). Cadernos Sa&#250;de. 2010;3(2):13-9. Portuguese</p>     <p>13. Koerner SS, Kenyon DB, Shirai Y. Caregiving for elder relatives: which caregivers experience personal benefits/gains? Arch Gerontol Geriatr. 2009 Mar-Apr;48(2):238-45. </p>     <!-- ref --><p>14. Lawton MP, Moss M, Kleban MH, Glicksman A, Rovine M. A two factor model of caregiving appraisal and psychological well-being. J Gerontol. 1991;46(4):P181-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369518&pid=S2182-5173201700030000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>15. Beach SR, Schulz R, Yee JL, Jackson S. Negative and positive health effects of caring for a disabled spouse: longitudinal findings from the caregiver health effects study. Psychol Aging. 2000;15(2):259-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369520&pid=S2182-5173201700030000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Baronet A. The impact of family relations on caregivers&#8217; positive and negative appraisal of their caregiving activities. Fam Relat. 2003;52:137-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369522&pid=S2182-5173201700030000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Cohen CA, Colantonio A, Vernich L. Positive aspects of caregiving: rounding out the caregiver experience. Int J Geriatr Psychiatry. 2002;17(2):184-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369524&pid=S2182-5173201700030000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Song LY, Biegel DE, Milligan SE. Predictors of depressive symptomatology among lower social class caregivers of persons with chronic mental illness. Community Ment Health J. 1997;33(4):269-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369526&pid=S2182-5173201700030000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>19. Pohl JM, Given CW, Collins CE, Given BA. Caregiving in daughters and daughters-in-law caring for disabled aging parents. Health Care Women Int. 1994;15(5):385-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369528&pid=S2182-5173201700030000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>20. Li LW, Seltzer MM, Greenberg JS. Social support and depressive symptoms: differential patterns in wife and daughter caregivers. J Gerontol B Psychol Sci Soc Sci. 1997;52(4):S200-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369530&pid=S2182-5173201700030000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Sander AM, High WM Jr, Hannay HJ, Sherer M. Predictors of psycho logical health in caregivers of patients with closed head injury. Brain Inj. 1997;11(4):235-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369532&pid=S2182-5173201700030000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>22. Edwards NE, Scheetz PS. Predictors of burden for caregivers of patients with Parkinson&#8217;s disease. J Neurosci Nurs. 2002;34(4):184-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369534&pid=S2182-5173201700030000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>23. Fernandes JJ. Cuidar no domic&#237;lio: a sobrecarga do cuidador familiar (Dissertation). Lisboa: Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369536&pid=S2182-5173201700030000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>24. Delalibera M, Presa J, Barbosa A, Leal I. Sobrecarga no cuidar e suas repercuss&#245;es nos cuidadores de pacientes em fim de vida: revis&#227;o sistem&#225;tica da literatura (Burden of caregiving and its repercussions on caregivers of end-of-life patients: a systematic review of the literature). Ci&#234;nc Sa&#250;de Colet. 2015;20(9):2731-47. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>25. Ferreira IN. A sobrecarga do cuidador informal de pessoas com depend&#234;ncia (Dissertation). Set&#250;bal: Escola Superior de Sa&#250;de, Instituto Polit&#233;cnico de Set&#250;bal; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369539&pid=S2182-5173201700030000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Pera LF. Avalia&#231;&#227;o das dificuldades e sobrecarga do cuidador informal de idosos dependentes (Dissertation). Bragan&#231;a: Escola Superior da Sa&#250;de, Instituto Polit&#233;cnico de Bragan&#231;a; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369541&pid=S2182-5173201700030000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>27. Sequeira CA. Adapta&#231;&#227;o e valida&#231;&#227;o da Escala de Sobrecarga do Cuidador de Zarit (Adaptation and validation of Zarit Burden Interview Scale). Rev Refer&#234;ncia. 2010;II(12):9-16. Portuguese</p>     <p>28. Lino VT, Pereira SR, Camacho LA, Ribeiro Filho ST, Buksman S. Adapta&#231;&#227;o transcultural da escala de independ&#234;ncia em Atividades da Vida Di&#225;ria (Escala de Katz) (Cross-cultural adaptation of the Independence in Activities of Daily Living Index (Katz Index)). Cad Sa&#250;de P&#250;blica. 2008;24(1):103-12. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>29. B&#233;dard M, Molloy DW, Squire L, Dubois S, Lever JA, O&#8217;Donnell M. The Zarit Burden Interview: a new short version and screening version. Gerontologist. 2001;41(5):652-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369545&pid=S2182-5173201700030000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>30. Cordeiro LA. Cuidador informal de idosos dependentes: dificuldades e sobrecarga (Dissertation). Viseu: Escola Superior de Sa&#250;de, Instituto Polit&#233;cnico de Viseu; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369547&pid=S2182-5173201700030000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Ricarte LF. Sobrecarga do cuidador informal de idosos dependentes no Concelho da Ribeira Grande (Dissertation). Porto: Instituto de Ci&#234;ncias Biom&#233;dicas de Abel Salazar, Universidade do Porto; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369549&pid=S2182-5173201700030000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Barnett RC. Women and work: where are we, where did we come from, and where are we going? (Preface). J Soc Issues. 2004;60(4):667-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369551&pid=S2182-5173201700030000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>33. Carrilho MJ, Craveiro ML. A situa&#231;&#227;o demogr&#225;fica recente em Portugal (Demographic changes in Portugal). Rev Estudos Demogr&#225;ficos. 2015;(54):57-107. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>34. Marques S. Os cuidadores informais de doentes com acidente vascular cerebral. Interac&#231;&#245;es. 2005;(9):130-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369554&pid=S2182-5173201700030000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35. Cust&#243;dio JR. Sobrecarga e estrat&#233;gias de coping do cuidador informal do idoso dependente (Dissertation). Coimbra: Instituto Superior Miguel Torga; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369556&pid=S2182-5173201700030000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Irene Isabel Donat Trindade</p>     <p>R. Fern&#227;o Mendes Pinto, 19 - 1400-279 Lisboa</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:trindade.irene@gmail.com">trindade.irene@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>A toda a equipa da USF Descobertas. A todos os utentes e cuidadores que aceitaram participar no presente estudo. </p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o ter conflitos de interesses.</p>     <p><b>Comiss&atilde;o de &Eacute;tica</b></p>     <p>Estudo realizado ap&oacute;s parecer favor&aacute;vel da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica para a Sa&uacute;de da ARSLVT.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 08-05-2016</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 22-02-2017</b></p>      ]]></body><back>
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