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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atitudes e práticas dos médicos de família do ACeS de Matosinhos face à obesidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aims: To study attitudes to obesity and obese patients among General Practitioners in the Group of Health Centres of Matosinhos. Study design: Cross-sectional. Setting: Group of Health Centres of Matosinhos, Portugal. Population: Family medicine specialists and trainees in the Matosinhos Group of Health Centres. Methods: A convenience sample was used, composed of all physicians attending the weekly staff meeting in their respective clinics. A questionnaire was developed for this study composed of six dimensions including: &#8216;self-efficacy and technical competence', &#8216;training needs', &#8216;convictions', &#8216;self-perceived responsibility', &#8216;barriers' and &#8216;limitations'. The validity and reliability of the dimensions were studied. The variables in these dimensions are presented as a mean (M) on a five point Likert scale. Non-parametric statistical analyses were used to measure the differences between the groups. Results: Among the 104 study participants, most (71%) did not have post-graduate training in nutrition. However, they recognize the need to increase their knowledge of nutrition, with an average score of 3.96 in the dimension of the training needs perceived. The physicians participating showed a high level of conviction (M=4.33) about the importance of their role in the treatment of obesity, firmly recognizing their responsibility (M=4.27) in the treatment of this condition, perceiving their self-efficacy and technical competence in the area (M=3.58). Concerning the barriers and limitations felt, the results suggest that these professionals recognize some limitations and barriers while treating obesity (M=3.29 and M=2.60, respectively). Conclusions: Family medicine specialists have positive attitudes towards managing obesity and obese patients. These professionals are convinced of the importance of their role in management and treatment of obesity. They feel responsible for the treatment of this condition and recognize their training needs in the area of nutrition]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Obesity]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Atitudes e pr&#225;ticas dos m&#233;dicos de fam&#237;lia do ACeS de Matosinhos face &#224; obesidade</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Attitudes and practices of general practitioners from the Matosinhos Group of Health Centres regarding obesity</b></font></p>     <p><b>&#194;ngela Neves*</b></p>     <p>*M&#233;dica interna de Medicina Geral e Familiar. ULS de Matosinhos - USF Lagoa</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivos:</b> Caracterizar as atitudes e pr&#225;ticas dos m&#233;dicos de fam&#237;lia do Agrupamento de Centros de Sa&#250;de (ACeS) de Matosinhos relativamente &#224; obesidade e aos pacientes obesos. Tipo de estudo: Transversal.</p>     <p><b>Local:</b> ACeS de Matosinhos, Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Popula&#231;&#227;o:</b> M&#233;dicos especialistas e internos de forma&#231;&#227;o espec&#237;fica de medicina geral e familiar (MGF) do ACeS de Matosinhos</p>     <p><b>M&#233;todos:</b> Foi utilizada uma amostra de conveni&#234;ncia constitu&#237;da por todos os m&#233;dicos presentes na reuni&#227;o semanal da respetiva unidade funcional. Como instrumento de recolha de dados foi desenvolvido um question&#225;rio de autopreenchimento, onde se inclu&#237;ram seis dimens&#245;es avaliadas: &#171;autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica&#187;, &#171;car&#234;ncias formativas&#187;, &#171;convic&#231;&#245;es&#187;, &#171;responsabilidade autopercecionada&#187;, &#171;barreiras&#187; e &#171;limita&#231;&#245;es&#187;. Na an&#225;lise de dados procedeu-se ao estudo de validade e fiabilidade das dimens&#245;es, bem como da constru&#231;&#227;o de vari&#225;veis observadas para as mesmas, a partir da sua m&#233;dia (M), enquadrando-as numa escala de <i>Likert</i> (1-5). Para medir as diferen&#231;as entre os grupos foram utilizadas estat&#237;sticas n&#227;o-param&#233;tricas.</p>     <p><b>Resultados:</b> Dos 104 participantes, a maioria (71%) n&#227;o realizou forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o. Por&#233;m, reconhecem a necessidade de aprofundar conhecimentos na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o, com uma m&#233;dia de 3,96 na dimens&#227;o das car&#234;ncias formativas percecionadas. Os m&#233;dicos inquiridos demonstraram um elevado n&#237;vel de convic&#231;&#227;o (<i>M</i>=4,33) acerca da import&#226;ncia do seu papel no tratamento da obesidade, reconhecendo firmemente a sua responsabilidade (<i>M</i>=4,27) no tratamento desta patologia, com perce&#231;&#227;o de autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica na &#225;rea (<i>M</i>=3,58). Quanto &#224;s limita&#231;&#245;es e barreiras sentidas, os resultados sugerem que estes profissionais reconhecem algumas limita&#231;&#245;es e barreiras no tratamento da obesidade (<i>M</i>=3,29 e <i>M</i>=2,60, respetivamente).</p>     <p><b>Conclus&#245;es:</b> Os m&#233;dicos de fam&#237;lia demonstram atitudes e pr&#225;ticas globalmente positivas face &#224; obesidade e aos pacientes obesos. Estes profissionais est&#227;o convictos acerca da import&#226;ncia do seu papel na gest&#227;o/tratamento da obesidade, sentem-se respons&#225;veis pelo tratamento desta patologia e reconhecem a sua necessidade formativa na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Obesidade; M&#233;dicos de fam&#237;lia; Atitudes; Pr&#225;ticas.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Aims:</b> To study attitudes to obesity and obese patients among General Practitioners in the Group of Health Centres of Matosinhos.</p>     <p><b>Study design:</b> Cross-sectional.</p>     <p><b>Setting:</b> Group of Health Centres of Matosinhos, Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Population:</b> Family medicine specialists and trainees in the Matosinhos Group of Health Centres.</p>     <p><b>Methods:</b> A convenience sample was used, composed of all physicians attending the weekly staff meeting in their respective clinics. A questionnaire was developed for this study composed of six dimensions including: &#8216;self-efficacy and technical competence&#8217;, &#8216;training needs&#8217;, &#8216;convictions&#8217;, &#8216;self-perceived responsibility&#8217;, &#8216;barriers&#8217; and &#8216;limitations&#8217;. The validity and reliability of the dimensions were studied. The variables in these dimensions are presented as a mean (M) on a five point Likert scale. Non-parametric statistical analyses were used to measure the differences between the groups.</p>     <p><b>Results:</b> Among the 104 study participants, most (71%) did not have post-graduate training in nutrition. However, they recognize the need to increase their knowledge of nutrition, with an average score of 3.96 in the dimension of the training needs perceived. The physicians participating showed a high level of conviction (<i>M</i>=4.33) about the importance of their role in the treatment of obesity, firmly recognizing their responsibility (<i>M</i>=4.27) in the treatment of this condition, perceiving their self-efficacy and technical competence in the area (<i>M</i>=3.58). Concerning the barriers and limitations felt, the results suggest that these professionals recognize some limitations and barriers while treating obesity (<i>M</i>=3.29 and <i>M</i>=2.60, respectively).</p>     <p><b>Conclusions:</b> Family medicine specialists have positive attitudes towards managing obesity and obese patients. These professionals are convinced of the importance of their role in management and treatment of obesity. They feel responsible for the treatment of this condition and recognize their training needs in the area of nutrition.</p>     <p><b>Keywords:</b> Obesity; General practitioners; Attitudes; Practices.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     <p>A obesidade &#233; definida pela Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de (OMS) como uma anormal ou excessiva acumula&#231;&#227;o de gordura corporal que pode atingir graus capazes de afetar a sa&#250;de.<sup>1</sup></p>     <p>A crescente epidemia de obesidade constitui um s&#233;rio problema de sa&#250;de p&#250;blica nos pa&#237;ses desenvolvidos. No ano de 2008, a OMS estimava a exist&#234;ncia de cerca de 1,5 mil milh&#245;es de adultos com excesso de peso, sendo que 500 milh&#245;es se encontravam na faixa da obesidade, projetando-se, para o ano de 2015, um acr&#233;scimo para os 2,3 mil milh&#245;es de adultos com excesso de peso e 700 milh&#245;es de obesos.<sup>1</sup></p>     <p>Em Portugal, o estudo <i>Alimenta&#231;&#227;o e Estilo de Vida da Popula&#231;&#227;o Portuguesa,</i> promovido pela Sociedade Portuguesa de Ci&#234;ncias de Nutri&#231;&#227;o e Alimenta&#231;&#227;o, em 2009, mostrou que, dos 3.529 participantes, 40% apresentava excesso de peso e 10,8% obesidade, com uma preval&#234;ncia total de obesidade/excesso de peso de 50,8%, sendo as preval&#234;ncias de excesso de peso mais elevadas nas regi&#245;es dos A&#231;ores (71,3%), Madeira (59,7%) e Alentejo (57,5%).<sup>2</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As expectativas futuras n&#227;o afiguram resultados otimistas, atendendo que dados recentes sugerem a exist&#234;ncia de cerca de 3,5 milh&#245;es de portugueses a sofrer de excesso de peso e um milh&#227;o de obesidade.<sup>3</sup></p>     <p>Apesar da clara evid&#234;ncia cient&#237;fica acerca dos benef&#237;cios da redu&#231;&#227;o de peso, sabe-se que os resultados obtidos encontram-se muito aqu&#233;m dos resultados desej&#225;veis e metas delineadas em cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios (CSP).<sup>4-5</sup></p>     <p>A efic&#225;cia das interven&#231;&#245;es comunit&#225;rias e programas de gest&#227;o do peso, baseadas em programas comportamentais, alimentares (restri&#231;&#227;o cal&#243;rica) e exerc&#237;cio f&#237;sico (incremento de atividade f&#237;sica), em doentes com excesso ponderal t&#234;m-se revelado pouco eficazes na perda ponderal e manuten&#231;&#227;o de um peso saud&#225;vel, sem o impacto clinicamente desej&#225;vel na luta contra a obesidade.<sup>6-9</sup></p>     <p>N&#227;o obstante, as diferentes justifica&#231;&#245;es para este insucesso como a falta de envolvimento e motiva&#231;&#227;o dos pacientes obesos, o escasso tempo de consulta e a inexist&#234;ncia de metas/indicadores e programas governamentais espec&#237;ficos como os que existem para outras doen&#231;as cr&#243;nicas em particular, entre outras,<sup>10</sup> diversos estudos apontam os m&#233;dicos de fam&#237;lia (MF) como poss&#237;veis respons&#225;veis pelos resultados insatisfat&#243;rios obtidos neste &#226;mbito.<sup>5,11-12</sup></p>     <p>Conhecimentos e forma&#231;&#227;o insuficientes,<sup>14-15</sup> conce&#231;&#245;es desajustadas e estere&#243;tipos acerca dos pacientes obesos, baixa perce&#231;&#227;o sobre a capacidade e motiva&#231;&#227;o destes pacientes para incitar mudan&#231;as, sentimentos d&#233;beis de autoefic&#225;cia e de compet&#234;ncia t&#233;cnica para gerir e tratar o excesso de peso/obesidade, deprecia&#231;&#227;o de uma pr&#225;tica cl&#237;nica preventiva, tempo de consulta ex&#237;guo e falta de remunera&#231;&#227;o e de incentivos a uma pr&#225;tica preventiva s&#227;o alguns dos aspetos apontados por diversos estudos que se debru&#231;am sobre as diferentes barreiras e posturas negativas dos MF na gest&#227;o e tratamento da obesidade como doen&#231;a cr&#243;nica que &#233;.<sup>13,16-17</sup></p>     <p>De uma forma gen&#233;rica, os MF reconhecem a obesidade como sendo um problema de sa&#250;de significativo e que justifica ser abordado. No entanto, nem todos admitem dispor de responsabilidade e compet&#234;ncias para a sua abordagem, depositando a responsabilidade do desenvolvimento e tratamento desta patologia aos pr&#243;prios pacientes obesos.<sup>17-18</sup></p>     <p>Por isso, revela-se de extrema import&#226;ncia conhecer as principais atitudes e pr&#225;ticas dos MF portugueses em rela&#231;&#227;o aos pacientes obesos, de forma a delinear estrat&#233;gias dirigidas e individualizadas de sensibiliza&#231;&#227;o destes profissionais acerca do modo como as suas cren&#231;as e atitudes poder&#227;o condicionar a sua pr&#225;tica cl&#237;nica, bem como o seu relacionamento com estes doentes e a sua ades&#227;o ao regime terap&#234;utico, com vista &#224; presta&#231;&#227;o de cuidados de sa&#250;de de excel&#234;ncia.<sup>19-20</sup></p>     <p>O Agrupamento de Centros de Sa&#250;de (ACeS) de Matosinhos integra a Unidade Local de Sa&#250;de (ULS) de Matosinhos, uma institui&#231;&#227;o p&#250;blica empresarial, integrada no Servi&#231;o Nacional de Sa&#250;de. O seu servi&#231;o de nutri&#231;&#227;o disponibiliza uma consulta de nutri&#231;&#227;o, realizada nos quatro centros de sa&#250;de do concelho, em quatro per&#237;odos semanais, mediante pedido formulado pelo MF, de acordo com indicadores pr&#233;-definidos; bem como diferentes projetos de &#226;mbito escolar, comunit&#225;rio, hospitalar e formativo, nomeadamente para o desenvolvimento de compet&#234;ncias espec&#237;ficas para m&#233;dicos e enfermeiros de fam&#237;lia, na &#225;rea do aconselhamento alimentar, com vista a otimizar o papel destes profissionais de sa&#250;de como agentes promotores de educa&#231;&#227;o alimentar. O projeto &#8220;Forma&#231;&#227;o sobre Alimenta&#231;&#227;o Saud&#225;vel para M&#233;dicos e Enfermeiros de Fam&#237;lia&#8221;, em curso na ULSM desde 2012, constitui um exemplo da forma&#231;&#227;o cont&#237;nua e capacita&#231;&#227;o interdisciplinar levada a cabo nesta mesma institui&#231;&#227;o em particular.</p>     <p>Em Portugal n&#227;o existe, ainda, publicado nenhum estudo desta natureza, pelo que este trabalho teve como objetivo caracterizar as atitudes e pr&#225;ticas dos MF do ACeS de Matosinhos relativamente &#224; obesidade e aos pacientes obesos.</p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Realizou-se um estudo transversal, tendo a recolha de dados decorrido entre setembro de 2014 e fevereiro de 2015.</p>     <p>A popula&#231;&#227;o em estudo correspondeu aos m&#233;dicos especialistas em medicina geral e familiar (MGF) e internos de forma&#231;&#227;o espec&#237;fica de MGF a desempenhar fun&#231;&#245;es nas Unidades de Sa&#250;de Familiar (USF) e Unidades de Cuidados de Sa&#250;de Personalizados (UCSP) do ACeS de Matosinhos (149 profissionais), tendo-se utilizado uma amostra de conveni&#234;ncia, constitu&#237;da pelos 104 m&#233;dicos respondentes ao question&#225;rio que se encontravam presentes na reuni&#227;o semanal de servi&#231;o da sua respetiva unidade funcional.</p>     <p>A realiza&#231;&#227;o deste estudo foi aprovada pela Comiss&#227;o de &#201;tica da ULS de Matosinhos, ap&#243;s submiss&#227;o do respetivo protocolo.</p>     <p>Os dados foram colhidos atrav&#233;s de um question&#225;rio elaborado pela investigadora, com base na revis&#227;o da literatura nacional e internacional,<sup>12,15-16,21-23</sup> a fim de possibilitar a compara&#231;&#227;o de resultados. A primeira parte foi composta por quest&#245;es dirigidas &#224; caracteriza&#231;&#227;o sociodemogr&#225;fica e profissional dos inquiridos e a segunda parte por dezoito afirma&#231;&#245;es/itens, distribu&#237;dos por seis subescalas que avaliam as atitudes e pr&#225;ticas dos MF face &#224; obesidade: &#171;autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica&#187; avaliada por cinco itens; &#171;car&#234;ncias formativas percecionadas&#187; por dois itens; &#171;convic&#231;&#245;es&#187; por tr&#234;s itens; &#171;responsabilidade autopercecionada&#187; por tr&#234;s itens; &#171;barreiras&#187; por tr&#234;s itens e &#171;limita&#231;&#245;es&#187; por dois itens; os itens foram classificados numa escala tipo <i>Likert:</i> 1 - Discordo absolutamente, 2 - Discordo, 3 - N&#227;o concordo, nem discordo, 4 - Concordo e 5 - Concordo absolutamente; a cada item foi atribu&#237;da uma pontua&#231;&#227;o entre 1-5; as afirma&#231;&#245;es negativas foram codificadas inversamente (<a href="#a1">Anexo 1</a><a name="topa1"></a>).</p>     <p>A pontua&#231;&#227;o das dimens&#245;es analisadas foi dividida em tr&#234;s segmentos, de acordo com a amplitude da escala de <i>Likert</i> utilizada: baixo (1-2,33), m&#233;dio (2,33-3,66) e elevado (3,66-5).</p>     <p>Estes seis aspetos correspondem a dimens&#245;es distintas mas relacionadas com as atitudes e pr&#225;ticas face &#224; obesidade, sendo que atitudes e pr&#225;ticas positivas face &#224; obesidade refletem-se em valores elevados nas subescalas &#171;autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica&#187;, &#171;convic&#231;&#245;es&#187; e &#171;responsabilidade autopercecionada&#187; e baixos nas subescalas &#171;car&#234;ncias formativas percecionadas&#187;, &#171;barreiras&#187; e &#171;limita&#231;&#245;es&#187;; atitudes e pr&#225;ticas neutras s&#227;o traduzidas por valores m&#233;dios nos <i>scores</i> das seis subescalas; atitudes e pr&#225;ticas negativas face &#224; obesidade refletem-se em valores baixos na &#171;autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica&#187;, &#171;convic&#231;&#245;es&#187; e &#171;responsabilidade autopercecionada&#187; e elevados nas subescalas &#171;car&#234;ncias formativas percecionadas&#187;, &#171;barreiras&#187; e &#171;limita&#231;&#245;es&#187;.</p>     <p>Este question&#225;rio foi submetido a um teste-piloto aplicado a cinco dos profissionais do universo em estudo, o que permitiu avaliar os v&#225;rios aspetos metodol&#243;gicos e aperfei&#231;oar a t&#233;cnica de recolha de dados, tendo-se exclu&#237;do os profissionais que nele participaram.</p>     <p>Como vari&#225;veis independentes foram consideradas: g&#233;nero, idade, fun&#231;&#245;es, ano de conclus&#227;o da sua forma&#231;&#227;o pr&#233;-graduada, habilita&#231;&#245;es acad&#233;micas, forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada em nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o, principais fontes de informa&#231;&#227;o, n&#250;mero de horas de forma&#231;&#227;o despendidas nos &#250;ltimos tr&#234;s anos e tempo dedicado em cada consulta a conselhos sobre alimenta&#231;&#227;o e atividade f&#237;sica.</p>     <p>As vari&#225;veis dependentes consideradas foram atribu&#237;das &#224;s dimens&#245;es: </p>     <p>&#8226; Autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica: autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica na gest&#227;o/tratamento da obesidade (cinco itens);</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; Car&#234;ncias formativas percecionadas: car&#234;ncias formativas percecionadas na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o (dois itens);</p>     <p>&#8226; Convic&#231;&#245;es: convic&#231;&#245;es acerca da import&#226;ncia do seu papel na gest&#227;o/tratamento da obesidade (tr&#234;s itens);</p>     <p>&#8226; Responsabilidade autopercecionada: responsabilidade sentida no tratamento da obesidade (tr&#234;s itens);</p>     <p>&#8226; Barreiras: barreiras sentidas no tratamento da obesidade (tr&#234;s itens);</p>     <p>&#8226; Limita&#231;&#245;es: limita&#231;&#245;es percecionadas na gest&#227;o/tratamento da obesidade (dois itens).</p>     <p>O referido question&#225;rio, an&#243;nimo e de autopreenchimento, foi entregue a cada um dos profissionais de sa&#250;de no dia da reuni&#227;o da sua unidade, ap&#243;s o contacto pr&#233;vio com o respetivo coordenador. Ap&#243;s a sua execu&#231;&#227;o, cada profissional depositava o seu question&#225;rio no interior de uma urna, reservada para esse efeito, de forma a garantir o anonimato.</p>     <p>A an&#225;lise de dados foi realizada com recurso ao programa <i>software Statistical Package for the Social Sciences,</i> v. 21,0&#174;. Nas an&#225;lises explorat&#243;rias foram calculadas m&#233;dias (M), desvios-padr&#227;o (DP), frequ&#234;ncias absolutas <i>(n)</i> e relativas (%). Os itens com formula&#231;&#227;o contr&#225;ria &#224; dos restantes itens de cada dimens&#227;o foram revertidos. A fiabilidade e validade das dimens&#245;es do question&#225;rio foram medidas, respetivamente, com o alfa de Cronbach (&#945;&gt;0,60),<sup>24</sup> correla&#231;&#227;o item-total (&gt;0,30)<sup>25</sup> e com uma an&#225;lise em componentes principais (ACP).<sup>26</sup> Foram avaliados os pressupostos <i>Kaiser-Meyer-Olkin</i> (KMO&gt;0,60)<sup>25</sup> e o teste de esfericidade de <i>Bartlett</i> (BTS <i>p</i>&lt;0,001).<sup>26</sup> Considera-se expect&#225;vel que a vari&#226;ncia explicada seja superior a 50% e a carga fatorial de cada item seja superior a 0,45.<sup>27</sup></p>     <p>Cada uma das dimens&#245;es foi posteriormente constru&#237;da com base na m&#233;dia dos itens que as compunham, mantendo assim a sua estrutura inicial, com uma escala vari&#225;vel entre 1 (discordo absolutamente) e 5 (concordo absolutamente). De seguida, estas vari&#225;veis foram avaliadas quando &#224; normalidade da sua distribui&#231;&#227;o, com o teste <i>Kolmogorov-Smirnov,</i> utilizado nos casos em que a dimens&#227;o amostral &#233; superior a 50 elementos.<sup>25</sup></p>     <p>Atendendo a que nem todas as dimens&#245;es calculadas obtiveram distribui&#231;&#227;o normal, foram utilizadas estat&#237;sticas n&#227;o-param&#233;tricas para medir as diferen&#231;as entre grupos, utilizando para isso o teste <i>Mann-Whitney</i> para compara&#231;&#227;o de grupos e o coeficiente de correla&#231;&#227;o de <i>Spearman</i> para o estabelecimento de correla&#231;&#245;es <i>(rs).</i></p>     <p>Para cada uma das dimens&#245;es foi implementado um modelo de regress&#227;o linear, tendo em conta apenas as vari&#225;veis cuja correla&#231;&#227;o foi estatisticamente significativa. Nestes modelos foram medidos os coeficientes e respetivos IC 95%. Foram tamb&#233;m verificados e cumpridos os pressupostos de normalidade de res&#237;duos (<i>Kolmogorov-Smirnov, p</i>&gt;,05) e <i>outliers</i> para o crit&#233;rio <i>r<sub>i</sub></i> &lt;|3|. A inexist&#234;ncia de autocorrela&#231;&#227;o dos res&#237;duos foi analisada e verificada com o teste <i>Durbin Watson.</i> Nos modelos com mais do que uma vari&#225;vel independente foi ainda verificada a multicolinariedade recorrendo aos crit&#233;rios de toler&#226;ncia &gt;,10 e VIF&lt;4.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todas as an&#225;lises tiveram em conta a rejei&#231;&#227;o da hip&#243;tese nula baseada no crit&#233;rio da signific&#226;ncia estat&#237;stica (5%).</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A amostra do presente estudo foi composta por 104 m&#233;dicos maioritariamente do sexo feminino (79%), com idades compreendidas entre os 25 e os 61 anos (<i>M</i>=37,7). Cerca de 55% eram licenciados e 45% possu&#237;am grau de mestre, sendo que nenhum dos participantes detinha um n&#237;vel acad&#233;mico superior a mestrado. A maioria dos inquiridos era m&#233;dico especialista em MGF (58%), sendo os restantes internos de forma&#231;&#227;o espec&#237;fica desta mesma especialidade (42%). A experi&#234;ncia profissional dos inquiridos variou entre o in&#237;cio de carreira (zero anos) e 37 anos de experi&#234;ncia (<i>M</i>=13,2).</p>     <p>Quando inquiridos relativamente &#224; forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada, a maioria dos participantes n&#227;o dispunha de forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o (71%), sendo que, desses, 33% apontaram como principal motivo a inexist&#234;ncia de oportunidades formativas na &#225;rea. Foram tamb&#233;m apontados outros motivos, como desconhecimento de a&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o nesta &#225;rea (20%), n&#227;o ser esta uma &#225;rea priorit&#225;ria para as suas fun&#231;&#245;es (17%), a escassa oferta formativa (16%) e a falta de tempo (13%).</p>     <p>Mais de metade dos m&#233;dicos (52%) entende que os congressos, <i>workshops</i> e cursos s&#227;o a fonte privilegiada para recolha de informa&#231;&#227;o na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o. Outras fontes de informa&#231;&#227;o consideradas foram as revistas cient&#237;ficas (18%) e a Internet (14%). Para grande parte dos m&#233;dicos, o tempo gasto com forma&#231;&#227;o na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o n&#227;o excedeu as 20 horas (93%).</p>     <p>Os m&#233;dicos referiram despender, em m&#233;dia, 5,6 minutos do tempo total da consulta no aconselhamento dos doentes sobre alimenta&#231;&#227;o e atividade f&#237;sica.</p>     <p><b>An&#225;lises de fiabilidade e validade</b></p>     <p>Com as an&#225;lises de fiabilidade e validade pretendeu-se consolidar a constru&#231;&#227;o te&#243;rica do question&#225;rio e as dimens&#245;es a ele inerentes, atrav&#233;s de m&#233;todos estat&#237;sticos apropriados.<sup>30</sup></p>     <p>Foram avaliadas as propriedades psicom&#233;tricas das diferentes dimens&#245;es: &#171;Autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica&#187;, &#171;Car&#234;ncias formativas percecionadas&#187;, &#171;Convic&#231;&#245;es&#187;, &#171;Responsabilidade autopercecionada&#187;, &#171;Barreiras&#187; e &#171;Limita&#231;&#245;es&#187;. Todas as dimens&#245;es consideradas obtiveram percentagens de vari&#226;ncia explicada acima de 50%, o que advoga em favor da sua unidimensionalidade. Os pressupostos KMO (&gt;0,60) e BTS (<i>p</i>&lt;,001) foram cumpridos quase na &#237;ntegra, com exce&#231;&#227;o das dimens&#245;es relativas &#224; &#171;Responsabilidade autopercecionada&#187; e &#171;Limita&#231;&#245;es&#187;, onde tamb&#233;m se registaram os valores mais baixos de alfa de <i>Cronbach</i> e correla&#231;&#227;o item total. Nas restantes dimens&#245;es, os resultados da correla&#231;&#227;o item-total foram de pelo menos 0,30 e o alfa de <i>Cronbach</i> foi superior a 0,60, sendo a &#250;nica exce&#231;&#227;o a dimens&#227;o das &#171;Convic&#231;&#245;es&#187;.</p>     <p>Desta forma, considerou-se que o instrumento utilizado apresentou boas propriedades psicom&#233;tricas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Seguidamente s&#227;o apresentados os resultados descritivos das diferentes dimens&#245;es, calculados pela m&#233;dia dos itens que as comp&#245;em.</p>     <p><b>Atitudes e pr&#225;ticas</b></p>     <p>As convic&#231;&#245;es dos MF acerca da import&#226;ncia do seu papel na gest&#227;o/tratamento da obesidade foi a dimens&#227;o que obteve resultados mais elevados, com uma m&#233;dia de 4,33. A responsabilidade autopercecionada no tratamento da obesidade e as car&#234;ncias formativas foram dimens&#245;es tamb&#233;m consideravelmente bem pontuadas. Por fim, em rela&#231;&#227;o &#224;s barreiras sentidas pelos MF no tratamento da obesidade, verificou-se uma m&#233;dia de 2,60, a mais baixa de todas as dimens&#245;es. Deste modo, traduzindo os valores descritivos das diferentes dimens&#245;es em categorias percentuais, verifica-se que a maioria destes profissionais apresenta um elevado n&#237;vel de convic&#231;&#227;o acerca da import&#226;ncia do seu papel na gest&#227;o/tratamento da obesidade, bem como ao n&#237;vel da responsabilidade sentida no tratamento desta patologia. Ao n&#237;vel das car&#234;ncias formativas na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o, uma grande parte dos inquiridos demonstrou uma perce&#231;&#227;o elevada das suas necessidades formativas neste &#226;mbito. Quanto &#224;s barreiras sentidas no tratamento da obesidade, os participantes revelaram uma perce&#231;&#227;o m&#233;dia a baixa e ao n&#237;vel das limita&#231;&#245;es percecionadas na gest&#227;o/tratamento da obesidade foi frequente a perce&#231;&#227;o m&#233;dia a elevada (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a04q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&#225;lise das correla&#231;&#245;es entre as dimens&#245;es avaliadas (<a href="#q2">Quadro II</a>) mostra que a dimens&#227;o autoefic&#225;cia e a compet&#234;ncia t&#233;cnica dos inquiridos apresentam uma correla&#231;&#227;o negativa com as car&#234;ncias formativas percecionadas (<i>p</i>&lt;0,01), barreiras percebidas (<i>p</i>&lt;0,001) e limita&#231;&#245;es sentidas (<i>p</i>&lt;0,05) e uma correla&#231;&#227;o positiva com a responsabilidade autopercecionada (<i>p</i>&lt;0,001).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a04q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao n&#237;vel das car&#234;ncias formativas percecionadas constata-se uma correla&#231;&#227;o positiva com as convic&#231;&#245;es (<i>p</i>&lt;0,01), bem como ao n&#237;vel das barreiras sentidas (<i>p</i>&lt;0,01).</p>     <p>Relativamente &#224; dimens&#227;o convic&#231;&#245;es dos participantes relativamente &#224; import&#226;ncia do seu papel na gest&#227;o e tratamento da obesidade denota-se uma correla&#231;&#227;o positiva com a dimens&#227;o da responsabilidade assumida no tratamento desta doen&#231;a e, em contrapartida, uma correla&#231;&#227;o negativa na dimens&#227;o das barreiras percebidas no tratamento dos doentes obesos.</p>     <p>Por fim, constata-se, ainda, uma correla&#231;&#227;o negativa evidente entre a dimens&#227;o da responsabilidade assumida pelo tratamento da obesidade e as barreiras sentidas pelos MF que participaram neste estudo.</p>     <p>Relativamente &#224;s diferen&#231;as por g&#233;nero, a diferen&#231;a foi estatisticamente significativa apenas na dimens&#227;o da autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica (<i>p</i>=0,03), com resultados superiores nos inquiridos do sexo masculino comparativamente com os do sexo feminino (<a href="#q3">Quadro III</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a04q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto &#224;s diferen&#231;as por fun&#231;&#245;es exercidas, verifica-se que s&#227;o os internos de forma&#231;&#227;o espec&#237;fica de MGF, em contraste com os especialistas em MGF, os inquiridos que mais reconhecem as suas car&#234;ncias formativas e a necessidade de ampliar conhecimentos na &#225;rea. Foram tamb&#233;m eles os mais convictos a assumir o papel importante do MF na gest&#227;o e tratamento da obesidade e os que mais destacam as barreiras existentes no tratamento desta doen&#231;a (<a href="#q4">Quadro IV</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a04q4.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os m&#233;dicos sem forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o foram os inquiridos que mais reconheceram as suas car&#234;ncias formativas na &#225;rea, bem como os que atribu&#237;ram maior relev&#226;ncia &#224;s barreiras existentes no tratamento da obesidade. Por outro lado, foram os m&#233;dicos com forma&#231;&#227;o em nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o os que reportaram uma perce&#231;&#227;o de maior autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica e maior responsabilidade sentida no tratamento da obesidade (<a href="#q5">Quadro V</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a04q5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados de correla&#231;&#227;o entre as diferentes dimens&#245;es e as vari&#225;veis socioprofissionais demonstram que os m&#233;dicos que despendem mais tempo em forma&#231;&#227;o evidenciam tamb&#233;m maior perce&#231;&#227;o de autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica e uma maior responsabilidade no tratamento da obesidade.</p>     <p>O reconhecimento das car&#234;ncias formativas diminui com a idade e com a experi&#234;ncia profissional. O mesmo aconteceu na rela&#231;&#227;o das convic&#231;&#245;es acerca da import&#226;ncia do papel do MF na gest&#227;o e tratamento da obesidade, com correla&#231;&#245;es negativas com a idade e experi&#234;ncia profissional.</p>     <p>Por fim, os profissionais que menos limita&#231;&#245;es apontam no tratamento da obesidade s&#227;o aqueles quem mais tempo despende, na consulta, a abordar quest&#245;es na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o e do exerc&#237;cio f&#237;sico (<a href="#q6">Quadro VI</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a04q6.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Foram constru&#237;dos cinco modelos de regress&#227;o linear, um por cada dimens&#227;o, considerando a exist&#234;ncia das correla&#231;&#245;es mencionadas (<a href="#q7">Quadro VII</a>). Quadro modelos foram estatisticamente significativos. O tempo em forma&#231;&#227;o tem um impacto positivo e estatisticamente significativo (p&lt;0,001) na autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica na gest&#227;o/tratamento da obesidade e explica 12,50% desta vari&#225;vel (<i>p</i>&lt;0,001). A experi&#234;ncia profissional mostrou-se estatisticamente significativa em rela&#231;&#227;o &#224;s convic&#231;&#245;es destes profissionais acerca da import&#226;ncia do seu papel na gest&#227;o/tratamento da obesidade (<i>p</i>=0,016). Este impacto foi negativo, sugerindo que mais anos de experi&#234;ncia se relacionam com convic&#231;&#245;es menos fortes (<i>p</i>&lt;0,05).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a04q7.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O tempo em forma&#231;&#227;o apresenta um impacto positivo estatisticamente significativo na responsabilidade sentida no tratamento da obesidade (<i>p</i>=0,016), sugerindo que mais forma&#231;&#227;o se relaciona com um maior sentido de responsabilidade (<i>p</i>&lt;0,001).</p>     <p>Por fim, o tempo em consulta a abordar quest&#245;es de nutri&#231;&#227;o n&#227;o apresentou impacto estatisticamente significativo nas limita&#231;&#245;es percecionadas na gest&#227;o/tratamento da obesidade.</p>     <p><b>Discuss&#227;o</b></p>     <p>Terminada a an&#225;lise dos resultados obtidos &#233; poss&#237;vel reconhecer nos MF do ACeS de Matosinhos uma necessidade autopercecionada de forma&#231;&#227;o na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o, sendo que a maioria destes profissionais n&#227;o realizou forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada nesta tem&#225;tica, desfecho que corrobora os estudos descritos anteriormente que avultam a insuficiente forma&#231;&#227;o como uma das numerosas dificuldades na abordagem de pacientes obesos.<sup>13-14</sup></p>     <p>Os inquiridos reconhecem a necessidade de ampliar conhecimentos e realizar forma&#231;&#227;o na &#225;rea da alimenta&#231;&#227;o/nutri&#231;&#227;o e apontam a inexist&#234;ncia de oportunidades de forma&#231;&#227;o e o desconhecimento de a&#231;&#245;es de forma&#231;&#227;o nesta &#225;rea como os principais motivos para justificar a escassa forma&#231;&#227;o. Desenlace que vincula os resultados de diversos estudos de investiga&#231;&#227;o que destacam a insatisfa&#231;&#227;o quanto &#224;s oportunidades formativas proporcionadas, como sendo uma das barreiras mais citadas &#224; presta&#231;&#227;o de aconselhamento alimentar.<sup>13-14</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As oportunidades de forma&#231;&#227;o e treino de compet&#234;ncias aumentam a autoconfian&#231;a e a perce&#231;&#227;o de autoefic&#225;cia, imprescind&#237;veis a uma interven&#231;&#227;o eficaz.<sup>28</sup> Em linha com este relato bibliogr&#225;fico, foram os inquiridos com forma&#231;&#227;o p&#243;s-graduada na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o que reportaram uma maior perce&#231;&#227;o de autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica na gest&#227;o e tratamento da obesidade.</p>     <p>Participantes que expressaram maior autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia na gest&#227;o/tratamento da obesidade foram os que evidenciaram menores car&#234;ncias formativas, bem como os que menos valorizam as barreiras e limita&#231;&#245;es existentes no &#226;mbito do tratamento desta patologia. Foram os profissionais que mais reconhecem a import&#226;ncia do seu papel no tratamento da obesidade os que assumiram uma maior necessidade de ampliar conhecimentos na &#225;rea, sugerindo que um baixo n&#237;vel de conhecimento sobre a doen&#231;a possa associar-se a uma maior valoriza&#231;&#227;o das barreiras existentes.</p>     <p>MF convictos relativamente &#224; import&#226;ncia do seu papel na gest&#227;o e tratamento da obesidade evidenciam sentir uma maior responsabilidade pelo tratamento desta doen&#231;a.</p>     <p>De ressaltar, por&#233;m, que, independentemente das car&#234;ncias formativas assumidas, bem como das barreiras ou limita&#231;&#245;es valorizadas, estes profissionais reconhecem o seu papel e responsabilidade no tratamento desta patologia, confirmando os pressupostos apresentados em diferentes estudos que afirmam que os MF reconhecem a obesidade como um problema de sa&#250;de significativo e que justifica a sua abordagem.<sup>17</sup></p>     <p>Vieses involunt&#225;rios motivados por rea&#231;&#227;o visando prest&#237;gio por parte do inquirido, retra&#231;&#227;o defensiva diante de perguntas personalizadas, atra&#231;&#227;o pela resposta positiva, relut&#226;ncia em declarar limita&#231;&#245;es, falta de confian&#231;a e profici&#234;ncia no tratamento dos pacientes obesos, perguntas com conte&#250;do emocional e/ou sentimento de aprova&#231;&#227;o ou reprova&#231;&#227;o e indefini&#231;&#227;o ou ambiguidade nas afirma&#231;&#245;es poder&#227;o ter contribu&#237;do como limita&#231;&#245;es para o presente estudo.</p>     <p>Ainda, como limita&#231;&#245;es, &#233; de destacar que foram realizados in&#250;meros testes de infer&#234;ncia estat&#237;stica sem qualquer ajuste para a eros&#227;o do erro alfa, bem como os modelos de regress&#227;o obtidos apresentaram um poder explicativo muito baixo (r quadrado sempre inferior a 0,2), recomendando-se, nesse sentido, uma an&#225;lise cr&#237;tica acerca das associa&#231;&#245;es encontradas como sendo relevantes e verdadeiras.</p>     <p>De real&#231;ar que n&#227;o&nbsp;foram previstas correla&#231;&#245;es&nbsp;dos scores das dimens&#245;es com <i>gold standard</i> ou vari&#225;veis que, de certa forma, se aproximem dos conceitos das dimens&#245;es mencionadas. N&#227;o foram, ainda, realizadas an&#225;lises teste-reteste com aplica&#231;&#227;o de coeficientes de correla&#231;&#227;o intra-classe dos scores em dois momentos diferentes para ver a repetibilidade&nbsp;nas dimens&#245;es. Por&#233;m, estes dois aspetos&nbsp;s&#227;o mais caracter&#237;sticos de um estudo exclusivo e mais exaustivo de valida&#231;&#227;o, que n&#227;o foi propriamente o objetivo prim&#225;rio do estudo, n&#227;o se considerando, por isso,&nbsp;fundamentais neste estudo explorat&#243;rio.</p>     <p>Posto tudo isto, espera-se, assim, que os resultados obtidos neste estudo venham a ter implica&#231;&#245;es tanto a n&#237;vel profissional como organizacional, podendo esta ser uma ferramenta de aprecia&#231;&#227;o e consciencializa&#231;&#227;o para o desenvolvimento de futuras estrat&#233;gias formativas no ACeS de Matosinhos, com vista &#224; promo&#231;&#227;o de conhecimentos te&#243;ricos e compet&#234;ncias pr&#225;ticas que colmatem as car&#234;ncias formativas autopercecionadas e promovam a autoefic&#225;cia e compet&#234;ncia t&#233;cnica dos MF.</p>     <p>Como proposta de melhoria cont&#237;nua, real&#231;ando a import&#226;ncia deste trabalho pioneiro na &#225;rea dos CSP e mais propriamente no dom&#237;nio da MGF, e tratando-se este de um ACeS com caracter&#237;sticas e especificidades pr&#243;prias de uma ULS, sugere-se uma futura an&#225;lise comparativa da realidade vivenciada no &#226;mbito das pr&#225;ticas e atitudes dos MF dos diferentes ACeS do nosso pa&#237;s, na perspetiva de um futuro estudo multic&#234;ntrico.</p>     <p>Posto tudo isto, conclui-se que os MF do ACeS de Matosinhos demonstram todo um conjunto de atitudes e pr&#225;ticas globalmente positivas face &#224; obesidade e aos pacientes obesos. Estes profissionais revelaram atitudes e pr&#225;ticas convictas acerca da import&#226;ncia do seu papel na gest&#227;o/tratamento da obesidade e que atestam a sua responsabilidade percecionada no tratamento desta patologia, nomeadamente ao n&#237;vel da motiva&#231;&#227;o, aconselhamento e acompanhamento dos utentes obesos. Assumem-se como profissionais eficazes e competentes que reconhecem a necessidade de uma maior aposta formativa na &#225;rea da nutri&#231;&#227;o/alimenta&#231;&#227;o e que, embora percecionando as v&#225;rias limita&#231;&#245;es e barreiras existentes no tratamento desta patologia, n&#227;o descuram a sua fun&#231;&#227;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. World Health Organization. Obesity and overweight. Geneva: WHO; 2011 (cited 2014 May 5; updated 2016 Jun). Available from: <a href="http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/" target="_blank">http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369734&pid=S2182-5173201700030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Po&#237;nhos R, Franchini B, Afonso C, Correia F, Teixeira VH, Moreira P, et al. Alimenta&#231;&#227;o e estilos de vida da popula&#231;&#227;o portuguesa: metodologia e resultados preliminares. Aliment Hum. 2009;15(3):43-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369735&pid=S2182-5173201700030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Portugal: alimenta&#231;&#227;o saud&#225;vel em n&#250;meros - 2013 (Internet). Lisboa: DGS; 2013. Available from: <a href="https://www.dgs.pt/estatisticas-de-saude/estatisticas-de-saude/publicacoes/portugal-alimentacao-saudavel-em-numeros-2013.aspx" target="_blank">https://www.dgs.pt/estatisticas-de-saude/estatisticas-de-saude/publicacoes/portugal-alimentacao-saudavel-em-numeros-2013.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369737&pid=S2182-5173201700030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>4. Kristeller JL, Hoerr R. Physician attitudes toward managing obesity: differences among six specialty groups. Prev Med. 1997;26(4):542-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369738&pid=S2182-5173201700030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Ogden J, Flanagan Z. Beliefs about the causes and solutions to obesity: a comparison of GPs and lay people. Patient Educ Couns. 2008;71(1):72-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369740&pid=S2182-5173201700030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Centers for Disease Control and Prevention. Losing weight (Internet). Atlanta: CDC; 2015 (cited 2016 May 4; updated 2015 May 15). Available from: <a href="https://www.cdc.gov/healthyweight/losing_weight/index.html" target="_blank">https://www.cdc.gov/healthyweight/losing_weight/index.html</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369742&pid=S2182-5173201700030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7. Booth HP, Prevost AT, Gulliford MC. Access to weight reduction interventions for overweight and obese patients in UK primary care: population-based cohort study. BMJ Open. 2015;5(1):e006642.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369743&pid=S2182-5173201700030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Booth HP, Prevost TA, Wright AJ, Gulliford MC. Effectiveness of behavioural weight loss interventions delivered in a primary care setting: a systematic review and meta-analysis. Fam Pract. 2014;31(6):643-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369745&pid=S2182-5173201700030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Wadden TA, Butryn ML, Hong PS, Tsai AG. Behavioral treatment of obesity in patients encountered in primary care settings: a systematic review. JAMA. 2014;312(17):1779-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369747&pid=S2182-5173201700030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Ogden J. Obesity treatment. In: Ogden J, editor. The psychology of eating: from healthy to disordered 2010. p. 180-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369749&pid=S2182-5173201700030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Epstein L, Ogden J. A qualitative study of GPs&#8217; views of treating obesity. Br J Gen Pract. 2005;55(519):750-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369751&pid=S2182-5173201700030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Fogelman Y, Vinker S, Lachter J, Biderman A, Itzhak B, Kitai E. Managing obesity: a survey of attitudes and practices among Israeli primary care physicians. Int J Obes. 2002;26(10):1393-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369753&pid=S2182-5173201700030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>13. Flores S, Garc&#237;a-Lorda P, Munn&#233; C, Salas-Salvad&#243; J. La formaci&#243;n en diet&#233;tica y nutrici&#243;n vista desde la perspectiva del m&#233;dico dedicado a la asistencia primaria (Training in dietetics and nutrition from the point of view of the primary care physician). Nutr Hosp. 2000;15(2):45-50. Spanish</p>     <!-- ref --><p>14. Brotons C, Ciurana R, Pi&#241;eiro R, Kloppe P, Godycki-Cwirko M, Sammut MR. Dietary advice in clinical practice: the views of general practitioners in Europe. Am J Clin Nutr. 2003;77(4 Suppl):1048S-51S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369756&pid=S2182-5173201700030000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Ferrante JM, Piasecki AK, Ohman-Strickland PA, Crabtree BF. Family physicians&#8217; practices and attitudes regarding care of extremely obese patients. Obesity (Silver Spring). 2009;17(9):1710-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369758&pid=S2182-5173201700030000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Foster GD, Wadden TA, Makris AP, Davidson D, Sanderson RS, Allison DB, et al. Primary care physicians&#8217; attitudes about obesity and its treatment. Obes Res. 2003;11(10):1168-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369760&pid=S2182-5173201700030000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Frank A. Futility and avoidance: medical professionals in the treatment of obesity. JAMA. 1993;269(16):2132-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369762&pid=S2182-5173201700030000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Ogden J, Bandara I, Cohen H, Farmer D, Hardie J, Minas H, et al. General practitioners&#8217; and patients&#8217; models of obesity: whose problem is it? Patient Educ Couns. 2001;44(3):227-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369764&pid=S2182-5173201700030000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. National Institute for Health and Clinical Excellence. Obesity: guidance on the prevention, identification, assessment and management of overweight and obesity in adults and children - NICE clinical guidance no. 43 (Internet). London: NICE; 2006 (cited 2014 May 29). Available from: <a href="https://www.nice.org.uk/guidance/cg43" target="_blank">https://www.nice.org.uk/guidance/cg43</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369766&pid=S2182-5173201700030000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>20. Academy of Medical Royal Colleges. Measuring up: the medical profession&#8217;s prescription for the Nation&#8217;s obesity crisis (Internet). London: AMRC; 2013. Available from: <a href="http://www.aomrc.org.uk/wp-content/uploads/2016/05/Measuring_Up_0213.pdf" target="_blank">http://www.aomrc.org.uk/wp-content/uploads/2016/05/Measuring_Up_0213.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>21. Swift JA, Choi E, Puhl RM, Glazebrook C. Talking about obesity with clients: preferred terms and communication styles of UK pre-registration dieticians, doctors and nurses. Patient Educ Couns. 2013;91(2):186-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369768&pid=S2182-5173201700030000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Swift JA, Hanlon S, El-Redy L, Puhl RM, Glazebrook C. Weight bias among UK trainee dietitians, doctors, nurses and nutritionists. J Hum Nutr Diet. 2013;26(4):395-402.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369770&pid=S2182-5173201700030000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>23. Rego MA. Conhecimentos, atitudes e pr&#225;ticas dos m&#233;dicos e enfermeiros, dos cuidados de sa&#250;de prim&#225;rios, no tratamento da obesidade: existe uma associa&#231;&#227;o com as pr&#225;ticas pessoais de atividade f&#237;sica? (Dissertation). Lisboa: Escola Nacional de Sa&#250;de P&#250;blica, Universidade Nova de Lisboa; 2010. Available from: <a href="https://run.unl.pt/handle/10362/4298" target="_blank">https://run.unl.pt/handle/10362/4298</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369772&pid=S2182-5173201700030000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>24. Pestana MH, Gageiro JN. An&#225;lise de dados para ci&#234;ncias sociais: a complementaridade do SPSS. 5&#170; ed. Lisboa: S&#237;labo; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369773&pid=S2182-5173201700030000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789726184980</p>     <!-- ref --><p>25. Reis E. Estat&#237;stica multivariada aplicada. 2&#170; ed. Lisboa: S&#237;labo; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369775&pid=S2182-5173201700030000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9726182476</p>     <!-- ref --><p>26. Field A. Discovering statistics using SPSS. 2nd ed. London: Sage; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369777&pid=S2182-5173201700030000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 0761944524</p>     <!-- ref --><p>27. Maroco J. An&#225;lise estat&#237;stica com utiliza&#231;&#227;o do SPSS. 2&#170; ed. Lisboa: S&#237;labo; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369779&pid=S2182-5173201700030000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9726183316</p>     <!-- ref --><p>28. Perrin EM, Vann JC, Lazorick S, Ammerman A, Teplin S, Flower K, et al. Bolstering confidence in obesity prevention and treatment counseling for resident and community pediatricians. Patient Educ Couns. 2008;73(2):179-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1369781&pid=S2182-5173201700030000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>&#194;ngela Cristina Pinto Neves</p>     <p>R. Fernando Pessoa, n&#186; 52, 4435-245 Rio Tinto</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:angela.neves82@gmail.com">angela.neves82@gmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>A autora declara n&#227;o ter conflitos de interesse.</p>     <p><b>Comiss&#227;o de &#201;tica</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estudo realizado ap&#243;s parecer favor&#225;vel da Comiss&#227;o de &#201;tica para a Sa&#250;de da ARS Norte.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 26-06-2015</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 16-05-2017</b></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topa1">Anexo 1</a><a name="a1"></a>     <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a04a1.jpg"/></p>     
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