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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quais os benefícios para o doente da associação de metformina com dapagliflozina comparativamente a outros antidiabéticos orais?: Uma revisão baseada na evidência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Combined metformin and dapagliflozin therapy in diabetes: an evidence based review]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2182-51732017000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S2182-51732017000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S2182-51732017000300006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: Comparar os efeitos da associação de dapagliflozina à metformina relativamente a outros antidiabéticos orais, em doentes com controlo inadequado com metformina em monoterapia. Fontes de dados: Base de dados MEDLINE e sítios eletrónicos de medicina baseada na evidência. Métodos de revisão: Pesquisa de estudos publicados entre janeiro de 2007 e março de 2017, em português, inglês e espanhol, utilizando os termos MeSH dapagliflozin; diabetes mellitus, type 2 e metformin. Para avaliação da qualidade dos estudos e força de recomendação foi utilizada a escala Strength of Recommendation Taxonomy, da American Family Physician (SORT). Resultados: Da pesquisa obtiveram-se 59 artigos, dos quais oito preencheram os critérios de inclusão: uma revisão sistemática, uma meta-análise, cinco ensaios clínicos e uma norma de orientação clínica. Pela análise destes estudos observou-se que a associação de dapagliflozina é eficaz na redução da hemoglobina glicada e do peso corporal, comparativamente a outras classes de antidiabéticos orais, sem aumento do risco de desenvolvimento de hipoglicemia. Os efeitos secundários mais frequentemente descritos, com a utilização deste fármaco, foram o aumento da prevalência de infeções do trato urinário e do trato genital, principalmente em mulheres. A dapagliflozina parece ter um efeito neutro em temos de morbimortalidade cardiovascular. Não está ainda clarificada a relação da sua utilização com o aumento do risco de desenvolvimento de cancro. Conclusões: Não foram encontrados dados suficientes que permitam afirmar que a associação de dapagliflozina à metformina seja superior à associação de metformina com as restantes classes de antidiabéticos orais existentes no mercado em termos de benefícios para o doente (SORT C). São necessários mais estudos que permitam avaliar a longo prazo os efeitos da dapagliflozina em termos de eficácia, segurança e morbimortalidade, assim como a manutenção dos resultados obtidos com esta associação de fármacos]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: To compare the effect of the combination of metformin and dapagliflozin compared with metformin and other oral anti-diabetics as an add-on therapy in patients inadequately controlled with metformin alone. Data sources: MEDLINE and other evidence-based medicine databases Review methods: A review was made of meta-analyses, systematic reviews, randomized controlled clinical trials and clinical guidelines, published between January 2007 and March 2017, in Portuguese, English and Spanish, using the MeSH terms &#8216;dapagliflozin', &#8216;diabetes mellitus type 2', and &#8216;metformin'. The American Family Physician Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) was used to establish the quality of the studies and to define the strength of recommendations. Results: There were 59 articles found. Eight met the inclusion criteria. These included one meta-analysis, one systematic review, five randomized controlled clinical trials, and one clinical guideline. There is evidence that dual therapy with metformin and dapagliflozin is effective in reducing glycosylated haemoglobin and body weight, when compared to other oral anti-diabetics, without increasing the risk of hypoglycemic episodes. The most frequent adverse effects related to this drug were urinary tract and genital infections, especially in women (SORT C). Dapagliflozin seems to be neutral regarding cardiovascular risk and its association with cancer is yet to be clarified. Conclusions: There was not enough evidence to support the claim that dapagliflozin combined with metformin is more effective or better for the patient when compared to other oral anti-diabetics (SORT C). Given these limitations, we conclude that more controlled studies are required to determine the effects of dapagliflozin in terms of efficacy, safety, morbidity and mortality, as well as the maintenance of the results with this combination of drugs]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVIS&#213;ES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Quais os benef&#237;cios para o doente da associa&#231;&#227;o de metformina com dapagliflozina comparativamente a outros antidiab&#233;ticos orais? Uma revis&#227;o baseada na evid&#234;ncia</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Combined metformin and dapagliflozin therapy in diabetes: an evidence based review</b></font></p>     <p><b>Susana Rebelo,<sup>1</sup> Ana Couto,<sup>2</sup> Joana d&#8217;Orey Le&#231;a,<sup>3</sup> Sofia Velho Rua,<sup>4</sup> Paula Ferreira,<sup>5</sup> Jo&#227;o Fonseca,<sup>6</sup> Rute Teixeira<sup>7</sup></b></p>     <p>1. M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF S. Miguel-o-Anjo, ACeS do Ave Famalic&#227;o</p>     <p>2. M&#233;dica Assistente de Medicina Geral e Familiar. USF S. Miguel-o-Anjo, ACeS do Ave Famalic&#227;o</p>     <p>3. M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Terras do Ave, ACeS do Ave Famalic&#227;o</p>     <p>4. M&#233;dica Interna de Medicina Geral e Familiar. USF Ribeir&#227;o, ACeS do Ave Famalic&#227;o</p>     <p>5. M&#233;dica Assistente de Medicina Geral e Familiar. USF S. Louren&#231;o, ACeS do C&#225;vado I - Braga</p>     <p>6. M&#233;dico Interno de Medicina Geral e Familiar. USF Nova Mateus, ACeS Mar&#227;o e Douro Norte</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>7. Consultora de Medicina Geral e Familiar. USF Serzedelo, ACeS do Alto Ave</p>     <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivo:</b> Comparar os efeitos da associa&#231;&#227;o de dapagliflozina &#224; metformina relativamente a outros antidiab&#233;ticos orais, em doentes com controlo inadequado com metformina em monoterapia.</p>     <p><b>Fontes de dados:</b> Base de dados MEDLINE e s&#237;tios eletr&#243;nicos de medicina baseada na evid&#234;ncia.</p>     <p><b>M&#233;todos de revis&#227;o:</b> Pesquisa de estudos publicados entre janeiro de 2007 e mar&#231;o de 2017, em portugu&#234;s, ingl&#234;s e espanhol, utilizando os termos MeSH <i>dapagliflozin; diabetes mellitus, type 2</i> e <i>metformin.</i> Para avalia&#231;&#227;o da qualidade dos estudos e for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o foi utilizada a escala <i>Strength of Recommendation Taxonomy,</i> da <i>American Family Physician</i> (SORT).</p>     <p><b>Resultados:</b> Da pesquisa obtiveram-se 59 artigos, dos quais oito preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o: uma revis&#227;o sistem&#225;tica, uma meta-an&#225;lise, cinco ensaios cl&#237;nicos e uma norma de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica. Pela an&#225;lise destes estudos observou-se que a associa&#231;&#227;o de dapagliflozina &#233; eficaz na redu&#231;&#227;o da hemoglobina glicada e do peso corporal, comparativamente a outras classes de antidiab&#233;ticos orais, sem aumento do risco de desenvolvimento de hipoglicemia. Os efeitos secund&#225;rios mais frequentemente descritos, com a utiliza&#231;&#227;o deste f&#225;rmaco, foram o aumento da preval&#234;ncia de infe&#231;&#245;es do trato urin&#225;rio e do trato genital, principalmente em mulheres. A dapagliflozina parece ter um efeito neutro em temos de morbimortalidade cardiovascular. N&#227;o est&#225; ainda clarificada a rela&#231;&#227;o da sua utiliza&#231;&#227;o com o aumento do risco de desenvolvimento de cancro.</p>     <p><b>Conclus&#245;es:</b> N&#227;o foram encontrados dados suficientes que permitam afirmar que a associa&#231;&#227;o de dapagliflozina &#224; metformina seja superior &#224; associa&#231;&#227;o de metformina com as restantes classes de antidiab&#233;ticos orais existentes no mercado em termos de benef&#237;cios para o doente (SORT C). S&#227;o necess&#225;rios mais estudos que permitam avaliar a longo prazo os efeitos da dapagliflozina em termos de efic&#225;cia, seguran&#231;a e morbimortalidade, assim como a manuten&#231;&#227;o dos resultados obtidos com esta associa&#231;&#227;o de f&#225;rmacos.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Dapagliflozina; Metformina; Diabetes mellitus tipo 2.</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objectives:</b> To compare the effect of the combination of metformin and dapagliflozin compared with metformin and other oral anti-diabetics as an add-on therapy in patients inadequately controlled with metformin alone.</p>     <p><b>Data sources:</b> MEDLINE and other evidence-based medicine databases</p>     <p>Review methods: A review was made of meta-analyses, systematic reviews, randomized controlled clinical trials and clinical guidelines, published between January 2007 and March 2017, in Portuguese, English and Spanish, using the MeSH terms &#8216;dapagliflozin&#8217;, &#8216;diabetes mellitus type 2&#8217;, and &#8216;metformin&#8217;. The American Family Physician Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) was used to establish the quality of the studies and to define the strength of recommendations.</p>     <p><b>Results:</b> There were 59 articles found. Eight met the inclusion criteria. These included one meta-analysis, one systematic review, five randomized controlled clinical trials, and one clinical guideline. There is evidence that dual therapy with metformin and dapagliflozin is effective in reducing glycosylated haemoglobin and body weight, when compared to other oral anti-diabetics, without increasing the risk of hypoglycemic episodes. The most frequent adverse effects related to this drug were urinary tract and genital infections, especially in women (SORT C). Dapagliflozin seems to be neutral regarding cardiovascular risk and its association with cancer is yet to be clarified.</p>     <p><b>Conclusions:</b> There was not enough evidence to support the claim that dapagliflozin combined with metformin is more effective or better for the patient when compared to other oral anti-diabetics (SORT C). Given these limitations, we conclude that more controlled studies are required to determine the effects of dapagliflozin in terms of efficacy, safety, morbidity and mortality, as well as the maintenance of the results with this combination of drugs.</p>     <p><b>Keywords:</b> Dapagliflozin; Metformin; Diabetes mellitus type 2.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&#231;&#227;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo dados do Observat&#243;rio Nacional da Diabetes, em 2015 a preval&#234;ncia estimada da diabetes mellitus (DM) na popula&#231;&#227;o portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos foi de 13,3%. Este valor corresponde a mais de um milh&#227;o de portugueses nesta faixa et&#225;ria com DM,<sup>1</sup> sendo Portugal um dos pa&#237;ses da Uni&#227;o Europeia com preval&#234;ncia mais elevada desta patologia.<sup>2</sup></p>     <p>A diabetes mellitus tipo 2 (DM 2) &#233; uma doen&#231;a cr&#243;nica que se desenvolve quando a secre&#231;&#227;o de insulina pelas c&#233;lulas &#946; do p&#226;ncreas &#233; insuficiente para compensar a resist&#234;ncia &#224; insulina.<sup>3</sup></p>     <p>O objetivo prim&#225;rio na gest&#227;o desta doen&#231;a &#233; a redu&#231;&#227;o do risco das complica&#231;&#245;es micro e macrovasculares atrav&#233;s da manuten&#231;&#227;o do controlo glic&#233;mico. Apesar da grande variedade de tratamentos dispon&#237;veis, uma propor&#231;&#227;o substancial de doentes n&#227;o alcan&#231;a este controlo, com consequente aumento do risco de complica&#231;&#245;es.<sup>3-4</sup></p>     <p>A metformina &#233; recomendada como terap&#234;utica inicial pela sua efic&#225;cia no controlo da glicemia, neutralidade no peso, baixo risco de hipoglicemia, boa toler&#226;ncia e custo relativamente baixo.<sup>4-5</sup></p>     <p>No entanto, devido &#224; natureza progressiva da doen&#231;a, existe muitas vezes a necessidade de associar um f&#225;rmaco de segunda linha. A Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de (DGS) recomenda preferencialmente a associa&#231;&#227;o de uma sulfonilureia nos doentes inadequadamente controlados com metformina em monoterapia.<sup>5</sup></p>     <p>As recomenda&#231;&#245;es conjuntas da Associa&#231;&#227;o Americana de Diabetes e da Associa&#231;&#227;o Europeia para o Estudo da Diabetes<sup>4</sup> referem n&#227;o ser poss&#237;vel criar recomenda&#231;&#245;es verdadeiramente consensuais sobre as op&#231;&#245;es de tratamento de segunda linha devido &#224; falta de evid&#234;ncia cient&#237;fica de estudos comparativos que demonstrem, de forma clara, a efic&#225;cia de um antidiab&#233;tico oral (ADO) em detrimento de outro e &#224; necessidade de individualiza&#231;&#227;o terap&#234;utica.</p>     <p>Recentemente foi introduzida no mercado uma nova classe terap&#234;utica, os inibidores do co-transportador de s&#243;dio e glicose tipo 2 (SGLT2). O mecanismo de a&#231;&#227;o destes f&#225;rmacos consiste na inibi&#231;&#227;o da reabsor&#231;&#227;o de glicose no tubo contornado proximal, resultando numa glicos&#250;ria de cerca de 60-80g/dia.<sup>6-7</sup> Estes agentes promovem uma redu&#231;&#227;o da hemoglobina glicada (HbA1c) entre os 0,5%-1,0% em rela&#231;&#227;o ao placebo.<sup>8</sup> Em Portugal existem em comercializa&#231;&#227;o dois inibidores do SGLT2: a dapagliflozina e, mais recentemente, a empagliflozina.</p>     <p>Em junho de 2015, os profissionais de sa&#250;de receberam um comunicado dos laborat&#243;rios que comercializam os inibidores do SGLT2 que alertava para o aumento do risco de cetoacidose diab&#233;tica com estes f&#225;rmacos. Alguns dos casos notificados foram graves e representaram risco de vida. Algumas vezes a apre-senta&#231;&#227;o foi at&#237;pica, tendo-se apenas observado um aumento moderado dos n&#237;veis glic&#233;micos.<sup>9</sup> Em fevereiro de 2016, o INFARMED emitiu uma circular relativamente a este assunto, informando que o Comit&#233; de Avalia&#231;&#227;o do Risco em Farmacovigil&#226;ncia (PRAC) concluiu que os benef&#237;cios dos inibidores SGLT2 continuam a ser superiores aos seus riscos; recomendando, no entanto, a suspens&#227;o tempor&#225;ria do tratamento em doentes hospitalizados para a realiza&#231;&#227;o de grandes cirurgias ou em pacientes com patologias concomitantes graves.<sup>10</sup></p>     <p>O objetivo prim&#225;rio deste estudo consiste em verificar os efeitos da associa&#231;&#227;o de dapagliflozina &#224; metformina, comparativamente com as restantes classes de antidiab&#233;ticos orais de segunda linha, em doentes inadequadamente controlados com metformina em monoterapia. </p>     <p><b>M&#233;todos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi efetuada uma pesquisa de meta-an&#225;lises (MA), revis&#245;es sistem&#225;ticas (RS), ensaios cl&#237;nicos controlados e aleatorizados (ECA) e normas de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica (NOC) nas bases de dados MEDLINE, <i>Guidelines Finder, National Guideline Clearinghouse</i> (NICE), <i>Canadian Medical Association Infobase, Canadian Task Force on Preventive Health, US Preventive Services Task Force, The Cochrane Library,</i> DARE, <i>Bandolier,</i> TRIP, &#205;ndex das Revistas M&#233;dicas Portuguesas e publica&#231;&#245;es da Organiza&#231;&#227;o Mundial da Sa&#250;de. Utilizaram-se os termos MeSH: <i>dapagliflozin; diabetes mellitus type 2; metformin.</i> Foram selecionados os artigos publicados entre 1 de janeiro de 2007 e 31 de mar&#231;o de 2017 em ingl&#234;s, espanhol e portugu&#234;s.</p>     <p>Foram crit&#233;rios de inclus&#227;o:</p>     <p>&#8226; Popula&#231;&#227;o: indiv&#237;duos com idade superior a 18 anos, diagn&#243;stico de DM 2 e controlo inadequado com metformina em monoterapia.</p>     <p>&#8226; Interven&#231;&#227;o: associa&#231;&#227;o de dapagliflozina &#224; metformina.</p>     <p>&#8226; Compara&#231;&#227;o: dapagliflozina vs. outros antidiab&#233;ticos orais (sulfonilureias, glitazonas, inibidores da dipeptidil peptidase-4 (iDPP-4), agonistas do pept&#237;deo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1)) ou placebo.</p>     <p>&#8226; <i>Outcomes:</i> efeitos na HbA1c e peso corporal, risco de hipoglicemia, outros efeitos adversos, morbimortalidade.</p>     <p>A robustez metodol&#243;gica dos ensaios cl&#237;nicos inclu&#237;dos foi avaliada utilizando a escala de <i>Jadad.</i><sup>11</sup> A qualidade dos estudos e a for&#231;a de recomenda&#231;&#227;o foram avaliadas utilizando a escala de <i>Strength of Recommendation Taxonomy </i>(SORT), da <i>American Family Physician.</i><sup>12</sup></p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Da pesquisa realizada obtiveram-se 59 artigos. Destes, oito preencheram os crit&#233;rios de inclus&#227;o: uma meta-an&#225;lise, uma revis&#227;o sistem&#225;tica, cinco ensaios cl&#237;nicos aleatorizados (<a href="#q1">Quadro I</a>) e uma norma de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica (<a href="#q2">Quadro II</a>). Os restantes foram exclu&#237;dos por divergirem dos objetivos do trabalho, por n&#227;o cumprirem os crit&#233;rios de inclus&#227;o ou por serem repetidos. Tamb&#233;m foram exclu&#237;dos os ensaios cl&#237;nicos controlados e aleatorizados inclu&#237;dos nas meta-an&#225;lises e revis&#245;es sistem&#225;ticas (<a href="#f1">Figura 1</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a06q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a06q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a06f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>De forma a facilitar a interpreta&#231;&#227;o optou-se por analisar os resultados obtidos separadamente para cada um dos objetivos desta revis&#227;o: 1) efeito na HbA1c; 2) efeito no peso corporal; 3) risco de hipoglicemia; 4) outros efeitos adversos; 6) morbimortalidade.</p>     <p><b>1) Efeito na hemoglobina glicada</b></p>     <p>A meta-an&#225;lise de Goring e colaboradores<sup>13</sup> concluiu que, ap&#243;s 52 semanas, a dapagliflozina, na dose de 10mg, tem um efeito relativo na redu&#231;&#227;o da HbA1c semelhante aos inibidores da DPP-4, &#224;s glitazonas e &#224;s sulfonilureias. Os estudos inclu&#237;dos nesta me-ta-an&#225;lise apresentavam heterogeneidade relativamente aos crit&#233;rios de inclus&#227;o, tendo por isso sido atribu&#237;do um n&#237;vel de evid&#234;ncia (NE) 2.</p>     <p>A revis&#227;o sistem&#225;tica de Aylsworth e colaboradores<sup>14</sup> verificou que a associa&#231;&#227;o de dapagliflozina reduz a HbA1c em -0,78% (<i>p</i>&lt;0,05) na dose de 10mg, comparativamente com um aumento de 0,02% com placebo. Verificou-se tamb&#233;m que a dapagliflozina na dose de 2,5mg n&#227;o &#233; inferior &#224; glipizida na dose de 5mg. Os estudos inclu&#237;dos nesta revis&#227;o sistem&#225;tica apresentam heterogeneidade cl&#237;nica e estat&#237;stica, pelo que lhe foi atribu&#237;do um NE 2.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente aos ECA, dois deles compararam a associa&#231;&#227;o de dapagliflozina/metformina com glipizida/metformina<sup>15-16</sup> e tr&#234;s compararam a associa&#231;&#227;o de dapagliflozina/metformina com placebo/metformina.<sup>17-19</sup></p>     <p>O ECA de Del Prato e colaboradores<sup>16</sup> comparou a associa&#231;&#227;o de dapagliflozina <i>vs.</i> glipizida. Verificaram-se redu&#231;&#245;es semelhantes na HbA1c at&#233; &#224; semana 52. Contudo, na semana 104 houve uma atenua&#231;&#227;o na redu&#231;&#227;o da HbA1c em ambos os grupos, com consequente aumento gradual da HbA1c. Este efeito foi menor com a dapagliflozina, que na semana 208 se associou a ligeira redu&#231;&#227;o da HbA1c, enquanto a glipizida se associou a um aumento. A glipizida associou-se tamb&#233;m a maior probabilidade de descontinua&#231;&#227;o por falta de controlo terap&#234;utico (45,4% <i>vs.</i> 39%). Apesar de este estudo ter uma boa robustez metodol&#243;gica (<a href="#q3">Quadro III</a>), o <i>outcome</i> prim&#225;rio do estudo &#233; orientado para a doen&#231;a, pelo que foi atribu&#237;do um NE 3.</p>       <p></p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v33n3/33n3a06q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O ensaio cl&#237;nico de n&#227;o inferioridade de Nauck e colaboradores<sup>15</sup> revelou que a dapagliflozina n&#227;o &#233; inferior &#224; glipizida na redu&#231;&#227;o da HbA1c. Observou-se, na semana 52, uma redu&#231;&#227;o de -0,52% em ambos os grupos terap&#234;uticos. Esta redu&#231;&#227;o foi mais sustentada no grupo tratado com dapagliflozina at&#233; &#224; semana 104, resultando numa diferen&#231;a entre grupos de -0,18%. Apesar de este ensaio cl&#237;nico ter uma boa robustez metodol&#243;gica foi classificado com um NE 3 por ser orientado para a doen&#231;a.</p>     <p>O ECA realizado por Bolinder e colaboradores<sup>18</sup>, no qual foi comparada a administra&#231;&#227;o de dapagliflozina ou placebo, demonstrou uma redu&#231;&#227;o da HbA1c na semana 102 no grupo tratado com dapagliflozina comparativamente com um aumento no grupo placebo. A probabilidade de ser necess&#225;ria terap&#234;utica de resgate ou haver descontinua&#231;&#227;o, por n&#227;o se atingir o alvo terap&#234;utico, foi menor no grupo tratado com dapagliflozina comparativamente ao grupo tratado com placebo. Apesar de ser um estudo de boa qualidade, os <i>outcomes</i> foram orientados para a doen&#231;a, pelo que foi classificado com NE 3.</p>     <p>O ECA de Bailey e colaboradores<sup>19</sup> comparou a associa&#231;&#227;o de dapagliflozina <i>vs.</i> placebo durante 24 semanas. Verificaram-se redu&#231;&#245;es da HbA1c estatisticamente significativas nos grupos tratados com dapagliflozina, com uma redu&#231;&#227;o m&#233;dia de -0,84% na dose de 10mg (<i>p</i>&lt;0,05) em compara&#231;&#227;o com -0,3% no grupo placebo. Adicionalmente, mais doentes nos grupos sob dapagliflozina atingiram resposta terap&#234;utica com HbA1c &lt;7,0% <i>vs.</i> o grupo placebo. Pelo facto de ser um estudo primariamente orientado para a doen&#231;a, o NE atribu&#237;do foi de 3.</p>     <p>Em 2013, a NICE publicou uma norma de orienta&#231;&#227;o cl&#237;nica<sup>20</sup> (<a href="#q2">Quadro II</a>) que recomenda a administra&#231;&#227;o de dapagliflozina em combina&#231;&#227;o com metformina apenas se houver contraindica&#231;&#227;o ou intoler&#226;ncia ao tratamento com sulfonilureias ou se o doente apresentar um risco elevado para o desenvolvimento de hipoglicemia. Dado tratar-se de uma norma desenhada com base na opini&#227;o de peritos, o NE atribu&#237;do foi de 3.</p>     <p><b>2) Efeito no peso corporal</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na meta-an&#225;lise de Goring e colaboradores,<sup>13</sup> a altera&#231;&#227;o m&#233;dia do peso observada com a dapagliflozina foi significativa quando comparada com os outros grupos terap&#234;uticos: &#8722;2,74kg relativamente aos inibidores da DPP-4 e &#8722;4,67kg relativamente &#224;s sulfonilureias. Esta an&#225;lise n&#227;o foi realizada para as glitazonas por falta de dados.</p>     <p>Na revis&#227;o sistem&#225;tica de Aysworth e colaboradores<sup>14</sup> constatou-se uma redu&#231;&#227;o do peso nos doentes tratados com dapagliflozina (-3,22kg), contrariamente a um aumento registado no grupo tratado com glipizida (1,44kg). Adicionalmente, quando comparado com placebo, a dapagliflozina associou-se a uma redu&#231;&#227;o do peso e o placebo a um aumento.</p>     <p>Relativamente aos ECA que compararam a dapagliflozina com a glipizida, verificou-se em ambos uma redu&#231;&#227;o do peso nos grupos tratados com dapagliflozina comparativamente a um aumento com glipizida. No estudo de Del Prato e colaboradores<sup>16</sup> verificou-se que, ap&#243;s quatro anos, os doentes tratados com dapagliflozina tinham em m&#233;dia -3,65kg e os doentes tratados com sulfonilureia tinham um aumento de 0,73kg (NE 3). Igualmente, o estudo de Nauck e colaboradores<sup>15</sup> mostrou que, ap&#243;s dois anos, o grupo tratado com dapagliflozina teve uma redu&#231;&#227;o do peso m&#233;dia de -3,7kg e o grupo tratado com glipizida um aumento de 1,4kg.</p>     <p>O mesmo se verificou quando se comparou a dapagliflozina com placebo. No estudo de Bolinder e colaboradores,<sup>17</sup> ap&#243;s 24 semanas de tratamento, verificou-se uma diferen&#231;a entre grupos de -2,08kg. Na continua&#231;&#227;o deste estudo<sup>18</sup> verificou-se que a redu&#231;&#227;o observada no peso era maior nas primeiras semanas de tratamento, seguindo-se um decl&#237;nio mais gradual ao longo do tempo, resultando numa diferen&#231;a em rela&#231;&#227;o ao placebo, na semana 102, de -2,42kg.</p>     <p>Bailey e colaboradores<sup>19</sup> constataram uma redu&#231;&#227;o de -0,9kg no grupo placebo e -2,9kg no grupo tratado com dapagliflozina 10mg (<i>p</i>&lt;0,05).</p>     <p><b>3) Risco de hipoglicemia</b></p>     <p>Apesar da defini&#231;&#227;o de hipoglicemia n&#227;o ser consensual em todos os estudos, na maioria deles um epis&#243;dio de hipoglicemia major foi definido como um evento sintom&#225;tico com necessidade de interven&#231;&#227;o externa devido a altera&#231;&#227;o grave do comportamento ou da consci&#234;ncia, com glicemia plasm&#225;tica &lt;54mg/dl e recupera&#231;&#227;o ap&#243;s administra&#231;&#227;o de glicose ou glucagon. Hipoglicemia <i>minor</i> foi definida como um epis&#243;dio sintom&#225;tico, com glicemia plasm&#225;tica &lt;63mg/dl, sem necessidade de interven&#231;&#227;o por terceiro, ou um epis&#243;dio assintom&#225;tico com glicemia &lt;63mg/dl que n&#227;o se qualifica como epis&#243;dio major.</p>     <p>Na meta-an&#225;lise de Goring e colaboradores<sup>13</sup> constatou-se que o risco relativo (RR) de hipoglicemia com a dapagliflozina &#233; semelhante ao observado com as glitazonas e com os iDPP-4, mas inferior ao observado com as sulfonilureias.</p>     <p>Na revis&#227;o sistem&#225;tica de Aylsworth e colaboradores<sup>14</sup> verificou-se que o risco relativo de hipoglicemia com a dapagliflozina &#233; relativamente baixo.</p>     <p>Relativamente aos estudos controlados e aleatorizados observou-se um menor n&#250;mero de hipoglicemias nos doentes tratados com dapagliflozina em compara&#231;&#227;o com a glipizida. Del Prato e colaboradores<sup>16</sup> contabilizaram tr&#234;s epis&#243;dios de hipoglicemia major no grupo tratado com glipizida em compara&#231;&#227;o com nenhum epis&#243;dio no grupo tratado com a dapagliflozina. Ao longo dos quatro anos do estudo observaram-se 22 eventos sugestivos de hipoglicemia no grupo tratado com dapagliflozina e 210 no grupo tratado com glipizida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De igual forma, Nauck ecolaboradores<sup>15</sup> demonstraram que a percentagem de doentes com pelo menos um epis&#243;dio de hipoglicemia, durante os dois anos de seguimento, foi dez vezes menor no grupo sob dapagliflozina relativamente ao grupo tratado com glipizida, com a maioria dos epis&#243;dios a ocorrer nas primeiras 18 semanas de tratamento. No total observaram-se 26 eventos sugestivos de hipoglicemia nos doentes tratados com dapagliflozina e 843 nos doentes tratados com glipizida.</p>     <p>Relativamente aos estudos originais que comparavam a administra&#231;&#227;o de dapagliflozina com placebo,<sup>15-17</sup> n&#227;o houve em nenhum dos grupos terap&#234;uticos epis&#243;dios de hipoglicemia major. Os epis&#243;dios de hipoglicemia <i>minor</i> foram pouco frequentes e em n&#250;mero semelhante em ambos os grupos terap&#234;uticos (<a href="#q1">Quadro I</a>).</p>     <p><b>4) Outros efeitos adversos</b></p>     <p>A revis&#227;o sistem&#225;tica de Aylsworth e colaboradores<sup>14</sup> identificou como efeitos secund&#225;rios mais comuns as nasofaringites, as infe&#231;&#245;es do trato genital (ITG) e as infe&#231;&#245;es do trato urin&#225;rio (ITU).</p>     <p>No estudo cl&#237;nico de Del Prato e colaboradores<sup>16</sup> verificou-se que a propor&#231;&#227;o de doentes com pelo menos um efeito adverso foi semelhante para ambos os grupos terap&#234;uticos (87,7% para a dapagliflozina e 87% para a glipizida). A presen&#231;a de sintomas sugestivos de ITU e ITG foram mais vezes reportados no grupo tratado com dapagliflozina. Estes sintomas foram predominantemente descritos por doentes do sexo feminino. Este estudo refere tamb&#233;m a redu&#231;&#227;o da <i>clearance</i> de creatinina mais frequente no grupo tratado com dapagliflozina. Observou-se tamb&#233;m uma taxa de descontinua&#231;&#227;o, secund&#225;ria a eventos adversos, superior nos doentes tratados com dapagliflozina, sendo a diferen&#231;a entre grupos explicada por mais epis&#243;dios de diminui&#231;&#227;o da <i>clearance</i> da creatinina. Apesar disto, durante o tempo de seguimento n&#227;o houve altera&#231;&#227;o da taxa de filtra&#231;&#227;o glomerular estimada no grupo tratado com dapagliflozina.</p>     <p>Nauck e colaboradores<sup>15</sup> constataram um n&#250;mero semelhante de efeitos adversos entre ambos os grupos terap&#234;uticos. Contudo, verificou-se um n&#250;mero superior de eventos sugestivos de ITG no grupo tratado com dapagliflozina. Estes eventos foram mais comuns nas mulheres e em 82,4% dos casos houve resposta com o tratamento convencional. De igual forma, os eventos sugestivos de ITU foram mais frequentes nos doentes com dapagliflozina. Estes sintomas foram mais comuns no sexo feminino, tendo a maioria respondido &#224; terap&#234;utica convencional (89,7%). Apesar disto, n&#227;o houve nenhum epis&#243;dio de pielonefrite nos doentes sob dapagliflozina, enquanto nos doentes sob glipizida foram reportados tr&#234;s epis&#243;dios. O n&#250;mero de eventos de insufici&#234;ncia renal foi superior nos doentes sob glipizida. Esta diferen&#231;a deveu-se a um aumento da <i>clearance</i> de creatinina nos doentes deste grupo. N&#227;o houve, contudo, repercuss&#227;o na taxa de filtra&#231;&#227;o glomerular estimada.</p>     <p>Bolinder e colaboradoresl<sup>18</sup> descreveram uma propor&#231;&#227;o semelhante de doentes com pelo menos um efeito adverso; contudo, documentou-se um maior n&#250;mero de casos de descontinua&#231;&#227;o terap&#234;utica no grupo sob dapagliflozina. Tal como nos estudos anteriores, verificou-se um aumento na <i>clearance</i> de creatinina calculada, mas sem repercuss&#245;es na creatinina s&#233;rica ou taxa de filtra&#231;&#227;o glomerular.</p>     <p>Por &#250;ltimo, Bailey e colaboradores<sup>19</sup> descreveram sintomas sugestivos de ITU semelhantes entre os grupos terap&#234;uticos, mas um n&#250;mero superior de eventos sugestivos de ITG nos doentes sob dapagliflozina. Estes eventos foram autolimitados e responderam ao tratamento convencional.</p>     <p><b>5) Morbimortalidade</b></p>     <p>No estudo de Nauck e colaboradores,<sup>15</sup> que decorreu ao longo de dois anos, foram descritos seis efeitos adversos graves nos doentes tratados com dapagliflozina (arritmia ventricular complexa, enfarte agudo do mioc&#225;rdio, redu&#231;&#227;o da <i>clearance</i> de creatinina, dor epig&#225;strica, embolismo pulmonar e agravamento de doen&#231;a arterial coron&#225;ria) em compara&#231;&#227;o com sete nos doentes sob glipizida (tr&#234;s casos de hipoglicemia major e pielonefrite; um caso de oclus&#227;o da art&#233;ria coron&#225;ria, aneurisma da aorta e lit&#237;ase vesicular). Segundo Bailey e colaboradores,<sup>19</sup> durante as 24 semanas de estudo o n&#250;mero de efeitos secund&#225;rios graves foi semelhante entre todos os grupos terap&#234;uticos (dapagliflozina e placebo).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na revis&#227;o sistem&#225;tica de Aylsworth e colaboradores<sup>14</sup> n&#227;o foi encontrada associa&#231;&#227;o entre o uso de dapagliflozina e o aumento do risco cardiovascular. N&#227;o foram descritos eventos cardiovasculares durante os quatro anos de seguimento do estudo realizado por Del Prato e colaboradores.<sup>16</sup></p>     <p>Relativamente &#224; patologia neopl&#225;sica, na revis&#227;o sistem&#225;tica de Aylsworth e colaboradores<sup>14</sup> verificou-se um risco superior de neoplasias da bexiga e da mama no grupo tratado com dapagliflozina. O estudo de Nauck e colaboradores<sup>15</sup> documentou sete casos de neoplasias nos doentes tratados com dapagliflozina (tr&#234;s da pr&#243;stata, duas do p&#226;ncreas, uma da mama e uma g&#225;strica) em compara&#231;&#227;o com tr&#234;s casos nos doentes sob glipizida (pr&#243;stata, pele e pulm&#227;o). Bolinder e colaboradores<sup>18</sup> verificaram um caso de neoplasia da mama num doente tratado com dapagliflozina.</p>     <p>Por &#250;ltimo, no que diz respeito &#224; mortalidade, no ECA de Bolinder e colaboradores<sup>18</sup> foi descrita uma morte no grupo com dapagliflozina devido a uma hemorragia digestiva alta. Este doente apresentava, como antecedentes pessoais, varizes esof&#225;gicas e encontrava-se internado por pneumonia. Bailey e colaboradores<sup>19</sup> n&#227;o descreveram nenhuma morte em qualquer grupo terap&#234;utico. J&#225; Nauck e colaboradores<sup>15</sup> documentaram quatro mortes no grupo tratado com glipizida (enfarte mesent&#233;rico, morte s&#250;bita, enfarte agudo do mioc&#225;rdio e acidente de via&#231;&#227;o) em compara&#231;&#227;o com nenhuma morte no grupo com dapagliflozina.</p>     <p><b>Conclus&#227;o</b></p>     <p>A dapagliflozina mostrou-se eficaz na redu&#231;&#227;o da HbA1c (SORT C), mais evidente nas primeiras semanas de tratamento, seguindo-se um per&#237;odo de atenua&#231;&#227;o do efeito que parece ser menor quando comparada com a glipizida. O estudo com maior tempo de seguimento inclu&#237;do nesta revis&#227;o decorreu durante quatro anos. No final do estudo, a redu&#231;&#227;o da HbA1c foi de apenas 0,1%, facto que poder&#225; ser explicado pela hist&#243;ria natural da DM 2 ou pela perda de efeito terap&#234;utico da dapagliflozina.</p>     <p>A dapagliflozina reduz o peso corporal (SORT C) de forma mais intensa nas primeiras semanas de tratamento, seguindo-se um decl&#237;nio gradual ao longo do tempo, sem nunca atingir o ponto de <i>plateau.</i></p>     <p>Relativamente ao risco relativo de hipoglicemia com dapagliflozina, este &#233; menor que o observado com as sulfonilureias e semelhante ao dos inibidores da DPP-4, &#224;s glitazonas e ao placebo (SORT C). N&#227;o foram reportados epis&#243;dios de hipoglicemia major com a dapagliflozina em nenhum dos estudos inclu&#237;dos.</p>     <p>No que concerne aos efeitos adversos, os estudos inclu&#237;dos referem um n&#250;mero semelhante de efeitos adversos nos diferentes grupos terap&#234;uticos. No entanto, parece ser universal o aumento do risco de ITG e ITU durante o tratamento com dapagliflozina (SORT C). Estas infe&#231;&#245;es s&#227;o mais comuns em doentes do sexo feminino e na maioria dos casos responderam ao tratamento convencional. Parece tamb&#233;m haver uma associa&#231;&#227;o com a redu&#231;&#227;o da <i>clearance</i> de creatinina, sem qualquer efeito na taxa de filtra&#231;&#227;o glomerular.</p>     <p>Quanto aos efeitos adversos graves, com impacto na morbilidade do doente, a maioria dos estudos aponta um n&#250;mero semelhante de efeitos adversos graves (SORT C), mas apenas dois estudos especificam quais. Apesar de Nauck e colaboradores<sup>15</sup> descreverem efeitos adversos graves semelhantes entre os dois grupos terap&#234;uticos, a gravidade dos mesmos poder&#225; n&#227;o ser equivalente, uma vez que os efeitos adversos descritos para os doentes com glipizida t&#234;m maior probabilidade de ser revertidos.</p>     <p>Alguns estudos inclu&#237;dos nesta revis&#227;o observaram uma maior frequ&#234;ncia de neoplasia nos doentes tratados com dapagliflozina (principalmente pr&#243;stata, p&#226;ncreas e mama), n&#227;o sendo, no entanto, poss&#237;vel atribuir um aumento do risco de neoplasia com a utiliza&#231;&#227;o deste f&#225;rmaco.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A dapagliflozina parece ser neutra em termos de efeitos cardiovasculares e de mortalidade; no entanto, o curto tempo de seguimento dos estudos publicados (o mais longo com dura&#231;&#227;o de quatro anos) n&#227;o permite analisar com seguran&#231;a o efeito do f&#225;rmaco na morbimortalidade cardiovascular.</p>     <p>Apesar do comunicado recebido pelos profissionais de sa&#250;de<sup>9</sup> e da circular informativa<sup>10</sup> emitida pelo INFARMED, nenhum dos estudos inclu&#237;dos nesta revis&#227;o reporta casos de cetoacidose diab&#233;tica. Este facto poder&#225; ser explicado pela escolha da popula&#231;&#227;o dos estudos, que eram frequentemente doentes sem antecedentes patol&#243;gicos de relevo, como doen&#231;a renal cr&#243;nica, insufici&#234;ncia hep&#225;tica, eventos cardiovasculares pr&#233;vios, entre outros.</p>     <p>A presente revis&#227;o apresenta v&#225;rias limita&#231;&#245;es, a primeira das quais est&#225; relacionada com o facto de que, em tr&#234;s dos ECA, o grupo controlo foi tratado com placebo e nos outros dois com glipizida. Contudo, de todas as sulfonilureias, a gliclazida &#233; a que apresenta melhor perfil de seguran&#231;a, nomeadamente no que diz respeito ao risco de hipoglicemia.<sup>21-23</sup> Al&#233;m disto, seria pertinente que se desenvolvessem estudos que comparassem a dapagliflozina com os inibidores da DPP-4, uma vez que estes apresentam um efeito neutro no peso e menor risco de hipoglicemia que as sulfonilureias.</p>     <p>Outra limita&#231;&#227;o envolve o curto tempo de seguimento dos doentes. Desta forma, s&#227;o necess&#225;rios estudos mais prolongados no tempo para verificar se o efeito na redu&#231;&#227;o da HbA1c e do peso se mant&#233;m, se existe efetivamente um maior risco para o desenvolvimento de neoplasias e para avaliar o impacto na morbimortalidade.</p>     <p>Por &#250;ltimo, seria relevante o desenvolvimento de mais estudos independentes sobre os efeitos deste f&#225;rmaco, uma vez que o &#250;nico estudo inclu&#237;do nesta revis&#227;o que cumpria este requisito foi a revis&#227;o sistem&#225;tica.<sup>14</sup></p>     <p>Assim, face ao exposto, &#233; poss&#237;vel afirmar que a dapagliflozina n&#227;o parece ser inferior &#224;s outras classes de ADO em termos de efic&#225;cia. Por&#233;m, n&#227;o existem dados suficientes que permitam afirmar que a associa&#231;&#227;o de dapagliflozina em doentes com controlo inadequado com metformina seja superior, em termos de benef&#237;cios para o doente, &#224;s restantes classes de ADO existentes no mercado (SORT C). S&#227;o, portanto, necess&#225;rios mais estudos independentes que permitam avaliar os efeitos da dapagliflozina em termos de efic&#225;cia, seguran&#231;a e morbimortalidade, assim como a manuten&#231;&#227;o dos resultados obtidos com esta associa&#231;&#227;o de f&#225;rmacos por per&#237;odos de tempo mais alargados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&#202;NCIAS BIBLIOGR&#193;FICAS</B></P>     <!-- ref --><P>1. Observat&#243;rio Nacional da Diabetes. Diabetes: factos e n&#250;meros, o ano de 2015 (Internet). Lisboa: Sociedade Portuguesa de Diabetologia; 2016. ISBN 9789899666320. Available from: <a href="https://www.sns.gov.pt/wp-content/uploads/2017/03/OND-2017_Anexo2.pdf" target="_blank">https://www.sns.gov.pt/wp-content/uploads/2017/03/OND-2017_Anexo2.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370089&pid=S2182-5173201700030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Organisation for Economic Co-operation and Development. Health at a glance: Europe 2016 (Internet). Paris: OECD; 2016. ISBN 9789264265646. Available from: <a href="http://www.oecd.org/health/health-at-a-glance-europe-23056088.htm" target="_blank">http://www.oecd.org/health/health-at-a-glance-europe-23056088.htm</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370090&pid=S2182-5173201700030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>3. Cavaghan MK, Ehrmann DA, Polonsky KS. Interactions between insulin resistance and insulin secretion in the development of glucose intolerance. J Clin Invest. 2000;106(3):329-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370091&pid=S2182-5173201700030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>4. Inzucchi SE, Bergenstal RM, Buse JB, Diamant M, Ferrannini E, Nauck M, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes: a patient-centered approach: position statement of the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2012;35(6):1364-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370093&pid=S2182-5173201700030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Dire&#231;&#227;o-Geral da Sa&#250;de. Abordagem terap&#234;utica farmacol&#243;gica na diabetes mellitus tipo 2 no adulto: norma da DGS n&#186; 052/2011, de 27/04/2015. Lisboa: DGS; 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370095&pid=S2182-5173201700030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Ferrannini E, Solini A. SGLT2 inhibition in diabetes mellitus: rationale and clinical prospects. Nat Rev Endocrinol. 2012;8(8):495-502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370097&pid=S2182-5173201700030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Tahrani AA, Barnett AH, Bailey CJ. SGLT inhibitors in management of diabetes. Lancet Diabetes Endocrinol. 2013;1(2):140-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370099&pid=S2182-5173201700030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Vasilakou D, Karagiannis T, Athanasiadou E, Mainou M, Liakos A, Bekiari E, et al. Sodium-glucose cotransporter-2 inhibitors for type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis. Ann Intern Med. 2013;159(4):262-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370101&pid=S2182-5173201700030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. AstraZeneca, Boehringer Ingelheim, Janssen Cilag. Risco de cetoacidose diab&#233;tica em doentes em tratamento com inibidores do SGLT2: comunica&#231;&#227;o dirigida aos profissionais de sa&#250;de, 09/07/2015 (Internet). Lisboa: INFARMED; 2015. Available from: <a href="http://www.infarmed.pt/documents/15786/1411093/Inibidore_SGLT2_versaofinal_julho2015.pdf" target="_blank">http://www.infarmed.pt/documents/15786/1411093/Inibidore_SGLT2_versaofinal_julho2015.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370103&pid=S2182-5173201700030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>10. INFARMED. Inibidores SGLT2 - Recomenda&#231;&#245;es para minimizar o risco de cetoacidose diab&#233;tica: circular informativa n&#186; 020/CD/10020200, de 16/02/2016 (Internet). Lisboa: INFARMED; 2016. Available from: <a href="http://www.aenfermagemeasleis.pt/2016/02/16/circular-infarmed-inibidores-sglt2-recomendacoes-para-minimizar-o-risco-de-cetoacidose-diabetica/" target="_blank">http://www.aenfermagemeasleis.pt/2016/02/16/circular-infarmed-inibidores-sglt2-recomendacoes-para-minimizar-o-risco-de-cetoacidose-diabetica/</a> </p>     <!-- ref --><p>11. Jadad AR, Moore RA, Carroll D, Jenkinson C, Reynolds DJ, Gavaghan DJ, et al. Assessing the quality of reports of randomized clinical trials: is blinding necessary?&nbsp; Control Clin Trials. 1996;17(1):1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370105&pid=S2182-5173201700030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Ebell MH, Siwek J, Weiss BD, Woolf SH, Susman J, Ewingman B, et al. Strength of Recommendation Taxonomy (SORT): a patient-centered approach to grading evidence in the medical literature. Am Fam Physician. 2004;69(3):548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370107&pid=S2182-5173201700030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Goring S, Hawkins N, Wygant G, Roudaut M, Townsend R, Wood I, et al. Dapagliflozin compared with other oral anti-diabetes treatments when added to metformin monotherapy: a systematic review and network meta-analysis. Diabetes Obes Metab. 2014;16(5):433-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370109&pid=S2182-5173201700030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Aylsworth A, Dean Z, VanNorman C, Nkemdirim Okere A. Dapagliflozin for the treatment of type 2 diabetes mellitus. Ann Pharmacother. 2014;48(9):1202-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370111&pid=S2182-5173201700030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Nauck MA, Del Prato S, Dur&#225;n-Garc&#237;a S, Rohwedder K, Langkilde AM, Sugg J, et al. Durability of glycaemic efficacy over 2 years with dapagliflozin versus glipizide as add-on therapies in patients whose type 2 diabetes mellitus is inadequately controlled with metformin. Diabetes Obes Metab. 2014;16(11):1111-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370113&pid=S2182-5173201700030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Del Prato S, Nauck M, Dur&#225;n-Garcia S, Maffei L, Rohwedder K, Theuerkauf A, et al. Long-term glycaemic response and tolerability of dapagliflozin versus a sulphonylurea as add-on therapy to metformin in patients with type 2 diabetes: 4-year data. Diabetes Obes Metab. 2015;17(6):581-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370115&pid=S2182-5173201700030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Bolinder J, Ljunggren &#214;, Kullberg J, Johansson L, Wilding J, Langkilde AM, et al. Effects of dapagliflozin on body weight, total fat mass, and regional adipose tissue distribution in patients with type 2 diabetes mellitus with inadequate glycemic control on metformin. J Clin Endocrinol Metab. 2012;97(3):1020-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370117&pid=S2182-5173201700030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Bolinder J, Ljunggren &#214;, Johansson L, Wilding J, Langkilde AM, Sj&#246;str&#246;m CD, et al. Dapagliflozin maintains glycaemic control while reducing weight and body fat mass over 2 years in patients with type 2 diabetes mellitus inadequately controlled on metformin. Diabetes Obes Metab. 2014;16(2):159-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370119&pid=S2182-5173201700030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19. Bailey CJ, Gross JL, Pieters A, Bastien A, List JF. Effect of dapagliflozin in patients with type 2 diabetes who have inadequate glycaemic control with metformin: a randomised, double-blind, placebo-controlled trial. Lancet. 2010;375(9733):2223-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370121&pid=S2182-5173201700030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. National Institute for Health and Care Excellence. Dapagliflflozin in combination therapy fortreating type 2 diabetes (Internet). London: NICE; 2013 (cited 2016 Mar 12). Available from: <a href="https://www.nice.org.uk/guidance/ta288" target="_blank">https://www.nice.org.uk/guidance/ta288</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370123&pid=S2182-5173201700030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>21. Singh AK, Singh R. Is gliclazide a sulfonylurea with difference? A review in 2016. Expert Rev Clin Pharmacol. 2016;9(6):839-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370124&pid=S2182-5173201700030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Chan SP, Colagiuri S. Systematic review and meta-analysis of the efficacy and hypoglycemic safety of gliclazide versus other insulinotropic agents. Diabetes Res Clin Pract. 2015;110(1):75-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370126&pid=S2182-5173201700030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Schopman JE, Simon AC, Hoefnagel SJ, Hoekstra JB, Scholten RJ, Holleman F. The incidence of mild and severe hypoglycaemia in patients with type 2 diabetes mellitus treated with sulfonylureas: a systematic review and meta-analysis. Diabetes Metab Res Rev. 2014;30(1):11-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1370128&pid=S2182-5173201700030000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Susana Rebelo</p>     <p>USF S. Miguel-o-Anjo</p>     <p>Avenida D. Afonso Henriques n&#186;3960, r/c</p>     <p>4760-283 Vila Nova de Famalic&#227;o</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:splrebelo@gmail.com">splrebelo@gmail.com</a> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&#227;o ter conflitos de interesses.</p>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p><b>Recebido em 23-11-2016</b></p>     <p><b>Aceite para publica&#231;&#227;o em 28-05-2017</b></p>      ]]></body><back>
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