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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Contributo de novo modelo editorial da revista para a formação e a investigação em Medicina Geral e Familiar</b></font></p>     <p><b>Alberto Pinto Hespanhol*</b></p>     <p>*Editor Chefe da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>No momento em que redijo este Editorial, é imperioso endereçar os meus&nbsp; agradecimentos à Direcção da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) pelo convite que me dirigiu para pertencer ao Corpo Editorial da Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (RPMGF), na qualidade de seu Editor Chefe.</p>     <p>Também gostaria de expressar a todos os Diretores da RPMGF e seus Corpos Editoriais, que me antecederam desde a sua publicação em 1984, um muito obrigado pela experiência que me foram proporcionando como membro do Conselho Científico, Revisor, Autor e Leitor desta Revista.</p>     <p>Espero poder corresponder às expectativas que os sócios e os membros dos órgãos da APMGF, os membros dos Conselhos Editorial e Científico, os Revisores, os Autores e os Leitores da RPMGF esperam do Editor Chefe, em especial levar a cabo o objetivo fundamental desta sua revista que passo a citar <i>&#8220;&#8230;A revista visa contribuir para o desenvolvimento da especialidade de MGF e para a melhoria dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) através da publicação de artigos de investigação&#8230;e outros&#8230;&#8221;</i> (Disponível em: <a href="http://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/about/editorialPolicies#focusAndScope"target="_blank">http://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/about/editorialPolicies#focusAndScope</a>).</p>     <p>Na realidade é fundamental fazer Investigação clínica, a nível dos CSP, tal como é aconselhado no Plano Nacional de Saúde 2011-16 na área da Investigação Científica, pelo Prof. João Lobo Antunes.</p>     <p>Alguns dos benefícios da Investigação clínica estão contidos num documento do <i>Health Cluster Portugal, &#8220;Inovação e competitividade na Investigação Clínica&#8221;,</i> de Março, 2010 e que passo a referir: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8220; &#8230; A nível dos <b>Cuidados de saúde:</b> Contribuição para a qualidade da atividade assistencial, impacto na organização e capacitação das unidades de saúde&nbsp; e acesso precoce a fármacos inovadores;</p>     <p>A nível <b>Educacional e científico:</b> Oportunidade dos investigadores colaborarem com os seus pares em programas nacionais e internacionais, promoção da formação em metodologias de investigação e criação de ambiente propício ao desenvolvimento projetos originais;</p>     <p>A nível <b>Económico</b> - Criação de mais postos de trabalho&#8230;&#8221;</p>     <p>Na reflexão que se tem vindo a realizar sobre a&nbsp; investigação clínica não é possível deixar de citar um artigo do <u>N Engl J med.</u> 1979 6 de Dec; 301 (23): 1254-9, intitulado <i>&#8220;O investigador clínico como uma espécie em extinção&#8221;</i> da autoria de Wyngaarden JB, em que já se discutiam as dificuldades do médico-cientista, as quais no momento presente poderiam ser elencadas do seguinte modo:</p>     <p>&#8226; O progresso científico obriga a constante atualização absorvendo muito tempo, tendo o médico dificuldade em conciliar investigação e assistência</p>     <p>&#8226; Os modelos exigentes de gestão, de indicadores de saúde e de metas assistenciais, limitando a disponibilidade dos clínicos para investigação;</p>     <p>&#8226; Fraca recompensa académica e dificuldades de financiamento;</p>     <p>&#8226; Ausência de unidades de suporte à investigação e de política de investigação como estratégia própria das unidades de saúde</p>     <p>Também se espera que, com a preciosa colaboração dos dois Editores Adjuntos <i>(Dr. Tiago Maricoto e Professor Paulo Santos),</i> o Editor Chefe conduza os membros dos órgãos do Corpo Editorial, como um maestro de uma organização baseada na estrutura não hierarquizada das orquestras sinfónicas <i>(Drucker PF. Peter Drucker on the Profession Management., Boston: The Harvard Business Review book series, 1998),</i> indicando os grandes objetivos a implementar num novo modelo editorial da Revista, referidos pelo seu Director, Dr. Rui Nogueira, no seu último Editorial:</p>     <p>&#8226; manter o rigor científico e a independência total e absoluta</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#8226; separar de forma clara a função diretiva da função editorial</p>     <p>&#8226; fomentar a formação contínua de novos editores </p>     <p>&#8226; incentivar a publicação <i>on-line</i> e a edição de artigos originais em inglês</p>     <p>&#8226; promover a parceria para publicação de artigos originais em revistas de referência.</p>     <p>(Disponível em <a href="http://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/12158/11336" target="_blank">http://www.rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/view/12158/11336</a>)</p>     <p>Os médicos sabem que enquanto as atitudes da sua profissão vão perdurando com uma certa estabilidade ao longo do tempo, os conhecimentos e as aptidões que adquiriram durante a sua formação vão-se desatualizando.</p>     <p>Por isso, a auto atualização dos médicos, ou seja a necessidade que têm de maximizar o seu próprio potencial, domina e motiva na realidade os seus comportamentos, nunca estando completamente satisfeita</p>     <p>Assim, no âmbito da Formação Contínua da Especialidade de MGF, é minha convicção que se hoje pedíssemos aos Médicos de Família para nomear as Revistas que recomendariam, a RPMGF seria certamente uma das referidas.</p>      ]]></body>
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