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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>CLUBE DE LEITURA</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Disfunção erétil: haverá melhoria com o exercício físico?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Erectile dysfunction: does it improve with physical exercise?</b></font></p>     <p><b>Carolina Ferreira*, Maria Gouveia*, Sara Carmona*, Raquel Sanches*</b></p>     <p>*USF São Julião</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Silva AB, Sousa N, Azevedo LF, Martins C. Physical activity and exercise for erectile dysfunction: systematic review and meta-analysis. Br J Sports Med. 2017;51(19):1419-24. doi: 10.1136/bjsports-2016-096418</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>A disfunção erétil (DE), definida como a incapacidade persistente do homem em obter e manter uma ereção, é uma entidade comum e aumenta com a idade (prevalência de 37% nos homens com 70-75 anos). De etiologia multifatorial, é causa de deterioração de qualidade de vida e a sua presença prediz um maior risco cardiovascular. Apesar de o tratamento farmacológico ser a primeira linha de tratamento, o papel das intervenções no estilo de vida tem vindo a ser reconhecido.</p>     <p><b>Objetivo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A revisão sistemática e a meta-análise pretendem avaliar os efeitos da atividade e exercício físico na função erétil, em ensaios clínicos sobre a disfunção erétil.</p>     <p><b>Métodos</b></p>     <p>A revisão sistemática foi conduzida de acordo com a <i>Preferred Reporting Items for Systematic Review and Meta-Analyses</i> (PRISMA) <i>statement.</i> Realizou-se a pesquisa bibliográfica em seis bases de dados eletrónicas, entre janeiro de 1990 e julho de 2016; foi feita pesquisa manual de referências bibliográficas de estudos controlados randomizados. Critérios de inclusão dos estudos: população de homens adultos com o diagnóstico de disfunção erétil (independentemente da etiologia ou duração), feito com base em critérios de diagnóstico como o questionário <i>International Index of Erectile Dysfunction</i> (IIEF) ou história clínica compatível; se a intervenção resultasse de atividade física em exclusivo ou em associação a farmacoterapia; se a comparação fosse a ausência de atividade física ou exercício e/ou tratamento habitual providenciado pelo médico; se o resultado fosse uma mudança na qualidade da ereção reportada pelo utente através de um <i>score</i> de sintomas de disfunção (como o IIEF); se o estudo fosse um ensaio clínico controlado e randomizado; se o período de seguimento fosse de pelo menos 30 dias. Foram registados a diferença entre o <i>score</i> de função erétil basal e no período de seguimento, expressa em percentagem, bem como o valor <i>p.</i> Dois autores avaliaram o risco de viés dos estudos selecionados, utilizando a ferramenta da <i>Cochrane.</i> Para a meta-análise foi calculada a diferença média entre o grupo de intervenção e o grupo de controlo. Foi feita uma análise de sensibilidade em que cada artigo foi removido sequencialmente da análise para se avaliar se os estudos individualmente enviesavam o resultado do grupo.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Dos 5.465 estudos iniciais foram selecionados sete, onde se incluíam 478 participantes (submetidos a intervenções de exercício aeróbio, pélvico ou combinado). A ferramenta utilizada para avaliar a disfunção erétil foi homogénea, pois todos utilizaram o questionário IIEF. A percentagem de aumento no <i>score</i> IIEF variou entre 15,01% e 129,33%. O período de seguimento variou entre oito semanas e dois anos. O risco de viés foi identificado como moderado/alto devido à impossibilidade de ocultação entre os doentes e clínicos, bem como à ocultação questionável por parte dos avaliadores dos resultados. Foi feita uma meta-análise em que os dados agrupados mostraram uma melhoria estatisticamente significativa no <i>score</i> da função erétil, com uma diferença média de 3,85 entre o grupo de intervenção e o grupo de controlo (intervalo de confiança (IC) 95% entre 2,33 a 5,37). O benefício continuava a ser demonstrado mesmo depois da análise de sensibilidade, pois a diferença média do <i>score</i> variou entre 3,39 e 4,28. Analisando os subgrupos, o benefício foi também demonstrado: nos doentes com fatores de risco cardiovasculares isolados e naqueles com doença cardíaca coronária ou prostatectomia radical; nas intervenções de curto e longo prazo; nos ensaios clínicos que avaliaram a atividade física e exercício isoladamente ou em adição ao tratamento habitual com maior benefício no tratamento combinado. Os estudos que avaliaram os exercícios pélvicos não mostraram benefício significativo no <i>score</i> da função erétil (5,10, IC, 1,34-11,54).</p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>Este trabalho concluiu que a atividade física e o exercício físico se associam a uma melhoria da disfunção erétil reportada pelo doente, principalmente com o exercício aeróbico de moderada a elevada intensidade.</p>     <p><b>Comentário</b></p>     <p>Tal como referido, a DE é definida com a incapacidade persistente de iniciar e manter uma ereção suficiente para permitir uma <i>performance</i> sexual satisfatória.<sup>1</sup> É uma patologia comum em Portugal, com uma prevalência de cerca de 12,9%.<sup>2</sup> Afeta a saúde física e psicológica do doente e pode ter um impacto significativo na qualidade de vida.<sup>2-3</sup></p>     <p>Internacionalmente não é feita nenhuma recomendação sobre a realização de atividade ou exercício físico como parte integrante do tratamento da disfunção erétil. São referidas apenas mudanças nos estilos de vida, que podem preceder ou acompanhar o tratamento farmacológico, mas não especificam a realização de atividade física/exercício como uma possibilidade de tratamento.<sup>4-6</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Iniciámos a análise desta revisão e meta-análise pela qualidade metodológica e pelo interesse da temática estudada. Os estudos foram selecionados com critérios de inclusão bem definidos que incluíam apenas homens adultos com diagnóstico de disfunção erétil (foi definida a população, a intervenção, a comparação e o resultado). Os critérios de exclusão estavam também bem definidos. Em relação à comparação «atividade física/exercício <i>vs.</i> ausência de exercício e/ou tratamento habitual», verificou-se uma melhoria estatisticamente significativa da pontuação do score da função erétil, com uma diferença média de 3,85 entre o grupo de intervenção e o grupo de controlo (IC95%, 2,33-5,37). A revisão e meta-análise têm, no entanto, algumas limitações. O número de estudos selecionados (<i>n</i>=7) e o número total de participantes (<i>n</i>=478) foi relativamente baixo. Não foi possível assegurar uma ocultação eficiente tanto para os doentes como para os investigadores e é questionável que tenha ocorrido na análise dos dados, podendo enviesar os resultados obtidos. O tempo de seguimento foi muito heterogéneo, variando entre as oito semanas e os dois anos. Por fim, nenhum dos estudos avaliou quais os potenciais malefícios da intervenção.</p>     <p>Uma revisão sistemática realizada em 2011 já tinha demonstrado que a mudança de estilos de vida e a farmacoterapia para corrigir os fatores de risco cardiovasculares eram efetivos em melhorar a função sexual em homens com DE.<sup>7</sup> O estudo aqui apresentado remete para a relação entre a prática de atividade física e exercício e a disfunção erétil, demonstrando que no grupo que faz exercício físico, exercício aeróbico de moderada a elevada intensidade, há uma melhoria da função sexual. Estes resultados são pertinentes para a prática clínica, reforçando a necessidade de intervenção nos estilos de vida para uma educação para a saúde eficiente e permitem afirmar que o tratamento dos doentes com DE, em qualquer nível de cuidados, deve incluir sistematicamente a prescrição do exercício físico. Ainda assim, seria importante a realização de estudos adequadamente controlados e randomizados que pudessem evitar os vieses detetados e clarificar os efeitos do exercício a longo prazo na DE, os seus eventuais riscos e a definição dos parâmetros de tempo, frequência, intensidade e duração para otimizar os seus efeitos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. NIH Consensus conference - Impotence: NIH consensus development panel on importance. JAMA. 1993;270(1):83-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1373931&pid=S2182-5173201700060000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Vendeira P, Pereira NM, Tomada N, Carvalho L. Estudo EPISEX-PT/Masculino: prevalência das disfunções sexuais masculinas em Portugal. Cad Sexologia. 2011;(4):15-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1373933&pid=S2182-5173201700060000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Feldman HA, Goldstein I, Hatzichristou DG, Krane RJ, McKinlay JB. Impotence and its medical and psychosocial correlates: results of the Massachusetts Male Aging Study. J Urol. 1994;151(1):54-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1373935&pid=S2182-5173201700060000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Hatzimouratidis K, Eardley I, Giuliano F, Hatzichristou D, Moncada I, Salonia A, et al. Guidelines on male sexual dysfunction: erectile dysfunction and premature ejaculation. Arhem, NL: European Association of Urology; 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1373937&pid=S2182-5173201700060000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>5. Montague DK, Jarow JP, Broderick GA, Dmochowski RR, Heaton JP, Lue TF, et al. The management of erectile dysfunction. Linthicum, MD: American Urological Association; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1373939&pid=S2182-5173201700060000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Bella AJ, Lee JC, Carrier S, Bénard F, Brock GB. 2015 CUA Practice guidelines for erectile dysfunction. Can Urol Assoc J. 2015;9(1-2):23-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1373941&pid=S2182-5173201700060000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Gupta BP, Murad MH, Clifton MM, Prokop L, Nehra A, Kopecky SL. The effect of lifestyle modification and cardiovascular risk factor reduction on erectile dysfunction: a systematic review and meta-analysis. Arch Intern Med. 2011;171(20):1797-803.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1373943&pid=S2182-5173201700060000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflitos de interesse</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As autoras declaram não ter quaisquer conflitos de interesse.</p>      ]]></body><back>
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