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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimentos, preocupações e atitudes dos pais perante a febre]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To characterize parents’ knowledge, concerns, and attitudes towards a child with fever, in order to design a future intervention project on this subject for the population. Type of study: Descriptive and analytic cross-sectional study. Location: USF Lagoa. Population: All parents or caregivers of children aged between 29 days and 36 months, enrolled in USF Lagoa. Methods: Study conducted between September and December 2015, through the distribution of a survey to the caregiver, either by telephone or in person, in case the patient had an appointment during this time period. Data were analyzed with Microsoft Excel 2010®. This study is reported according to the STROBE guidelines. Results: A total of 248 parents/caregivers were interviewed. Eighty-three percent of the participants evaluated the temperature in the armpit and 40% considered fever for values below 37.5 °C. The majority (54.7%) chooses paracetamol as the drug of choice, and 30% knows the adequate dose to be administered. Seizures are considered the main complication associated with fever (62.1%). Fifty percent of the participants seek medical care as soon as the fever appears or in the first day of illness, and the primary care center is the care setting of election for half of the respondents. Conclusions: Wrong perceptions and attitudes towards fever persist nowadays. It is vital to reinforce parents’ and caregivers’ knowledge on the management and treatment of fever, in order to reduce anxiety and to improve care for febrile children.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Antipiréticos]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Informação em saúde]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Fever]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health information]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Conhecimentos, preocupações e atitudes dos pais perante a febre</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Parental knowledge, concerns, and attitudes regarding fever</b></font></p>     <p><b>Ivete Afonso,<sup>1</sup> Sofia Faria,<sup>2</sup> Sílvia Martins,<sup>2</sup> Carla Silva,<sup>2</sup> Hugo Rocha,<sup>2</sup> Raquel Braga<sup>3</sup></b></p>     <p>1. Médica   Interna de Pediatria. ULS Matosinhos, Hospital Pedro-Hispano</p>     <p>2. Médico   Interno de Medicina Geral e Familiar. ULS Matosinhos, USF Lagoa</p>     <p>3.   Assistente graduada em Medicina Geral e Familiar. ULS Matosinhos, USF Lagoa</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivos:</b> Caracterizar os   conhecimentos, preocupações e atitudes dos pais perante uma criança com febre,   de forma a traçar um plano futuro de intervenção nesta área junto da população.</p>     <p><b>Tipo de estudo: </b>Estudo transversal,   descritivo e analítico.</p>     <p><b>Local:</b> USF Lagoa.</p>     <p><b>População:</b> Todos os pais ou cuidadores   de crianças com idades entre os 29 dias e os 36 meses inscritos na USF Lagoa.</p>     <p><b>Métodos: </b>Estudo realizado entre   setembro e dezembro de 2015, através da aplicação de um questionário por via   telefónica ou diretamente com o cuidador, caso este tivesse consulta agendada   durante o mesmo período de tempo. Foi feita uma análise descritiva simples, com   recurso ao programa Microsoft Excel 2010®. Este estudo é reportado de acordo   com as linhas de orientação STROBE.</p>     <p><b>Resultados: </b>Foram entrevistados 248   pais/cuidadores. Oitenta e três por cento fazem avaliação da temperatura na   axila e 40% considera febre para valores inferiores a 37,5 °C. A maioria   (54,7%) escolhe como principal fármaco a administrar o paracetamol e 30% sabe   administrar doses corretas de medicação. As convulsões são consideradas a principal   complicação associada à febre (62,1%). Cinquenta por cento recorre ao médico   logo que surge febre ou no primeiro dia de doença, sendo o centro de saúde o   local de eleição para a metade dos inquiridos.</p>     <p><b>Conclusões:</b> Perceções e atitudes   erradas em relação à febre persistem nos dias de hoje. É fundamental reforçar   os conhecimentos dos pais/cuidadores em relação à abordagem e tratamento da   febre, de forma a diminuir a ansiedade e melhorar a prestação de cuidados à   criança febril.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Antipiréticos; Febre;   Informação em saúde</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Aim: </b>To characterize parents’   knowledge, concerns, and attitudes towards a child with fever, in order to design a future intervention project on this subject for the population.</p>     <p><b>Type of study:</b> Descriptive and analytic   cross-sectional study.</p>     <p><b>Location:</b> USF Lagoa.</p>     <p><b>Population:</b> All parents or caregivers   of children aged between 29 days and 36 months, enrolled in USF Lagoa.</p>     <p><b>Methods:</b> Study conducted between September   and December 2015, through the distribution of a survey to the caregiver,   either by telephone or in person, in case the patient had an appointment during   this time period. Data were analyzed with Microsoft Excel 2010®. This study is   reported according to the STROBE guidelines.</p>     <p><b>Results:</b> A total of 248   parents/caregivers were interviewed. Eighty-three percent of the participants   evaluated the temperature in the armpit and 40% considered fever for values   below 37.5 °C. The majority (54.7%) chooses paracetamol as the drug of choice,   and 30% knows the adequate dose to be administered. Seizures are considered the   main complication associated with fever (62.1%). Fifty percent of the   participants seek medical care as soon as the fever appears or in the first day   of illness, and the primary care center is the care setting of election for   half of the respondents.</p>     <p><b>Conclusions:</b> Wrong perceptions and   attitudes towards fever persist nowadays. It is vital to reinforce parents’ and   caregivers’ knowledge on the management and treatment of fever, in order to   reduce anxiety and to improve care for febrile children.</p>     <p><b>Keywords:</b> Antipyretics; Fever; Health   information</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A febre é um   dos sinais de doença mais frequentes na criança/adolescente.<sup>1</sup> É   ainda o motivo mais frequente de procura de cuidados de saúde em idade   pediátrica, representando cerca de 20% das causas de recurso aos serviços de   urgência hospitalares.<sup>1</sup></p>     <p>Historicamente,   a falta de informação relativamente a este tema, nomeadamente o pressuposto de   que a temperatura não controlada aumenta progressivamente e, desta forma, causa   dano neurológico, ou mesmo a morte, deu origem a uma «fobia», descrita por   Schmitt em 1980.<sup>2</sup> No entanto, esta «fobia» continua a ser sentida em   todos os estratos socioeconómicos e culturais, bem como a necessidade de   combater a febre mediante a utilização excessiva de antipiréticos, com efeitos   potencialmente tóxicos.<sup>1,3-4</sup></p>     <p>Tendo em   consideração a elevada procura de serviços de saúde, é de extrema importância a   existência de estudos que investiguem as principais preocupações dos cuidadores   em relação a este sintoma, os seus conhecimentos, as atitudes que consideram   adequadas perante uma intercorrência febril e a forma como administram   antipiréticos.</p>     <p><b>Métodos</b></p>     <p>Foi   conduzido um estudo transversal, descritivo e analítico através da aplicação de   um questionário por via telefónica ou diretamente ao pai/cuidador, caso este   tivesse consulta agendada com o seu filho no mesmo período de tempo. Este foi   dirigido aos pais ou cuidadores de crianças com idades entre os 29 dias e os 36   meses inscritos na Unidade de Saúde Familiar Lagoa.</p>     <p>O   questionário foi concebido pelos autores e aplicado após realização de um   estudo piloto. O questionário (Apêndice A) era composto por 19 perguntas de   escolha simples (as várias opções apresentadas eram apenas visíveis para o   investigador, de forma a facilitar a codificação posterior). As perguntas A e B   referiam-se aos dados do lactente (data de nascimento e peso) e as perguntas   C-F aos dados do principal cuidador (grau de parentesco, idade, habilitações   literárias e existência de mais filhos). As perguntas G-I eram relativas à   avaliação da temperatura (como, em que local, valor a partir do qual é   considerado febre); as questões J-M incidiam sobre a administração de antipiréticos   (administração prévia ao recurso a serviços de saúde, valor a partir do qual é   administrada terapêutica); a pergunta M questionava outras atitudes a ter   relativamente à febre; as questões O e P reportavam-se à utilização dos   serviços de saúde (em que dia de febre e onde); as questões Q e R aludiam aos   conhecimentos relativos à febre e, finalmente, a questão S referia-se à   abordagem prévia do assunto.</p>     <p>A recolha   dos dados foi realizada entre setembro e dezembro de 2015.</p>     <p>Foram   incluídos todos os utentes inscritos que concluíram o questionário, sendo   considerada apenas uma participação caso o cuidador tivesse mais do que um   filho incluído na amostra. Foram excluídos todos os utentes que, apesar de   cumprirem critérios, não apresentassem registo de número de telefone no   processo clínico ou caso o mesmo não fosse válido.</p>     <p>Os dados   foram submetidos a uma análise descritiva, com recurso ao programa Microsoft   Excel 2010®. Foram utilizadas as linhas de orientação <i>Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology</i> (STROBE) para a elaboração do presente artigo.</p>     <p>A realização   deste estudo foi aprovada pelos presidentes dos conselhos clínicos e de   administração do ACeS de Matosinhos, tendo merecido parecer favorável por parte   da comissão de ética da ULS Matosinhos. Todos os participantes deram o seu   consentimento de forma informada.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>Aceitaram   participar no estudo 248 pais/cuidadores dos 310 lactentes e crianças   inscritos, os quais forneceram o seu consentimento informado. A taxa de participação   foi de 80%. A idade dos pais variou entre 18 e 46 anos (média 32,8 anos) e a   dos outros cuidadores entre 37 e 73 anos (média 60,5 anos). A mãe foi a   principal inquirida (87,9%). Relativamente às habilitações, 41% era licenciado   e 20% da população inquirida possuía o ensino básico. A distribuição do nível   de escolaridade dos pais/cuidadores encontra-se representado no <a href="#q1">Quadro I</a>. A   média de idades das crianças avaliadas foi de 21 meses (1 mês - 35   meses). Relativamente à forma de avaliação da temperatura, a maioria (83%)   escolheu a axila como local de avaliação (<a href="#f1">Figura 1</a>). Quarenta e sete por cento   consideraram existir febre se a temperatura fosse inferior a 37,5 °C,   independentemente do local de avaliação e cerca de 7% referiu valores para   febre entre 36,5 °C e 37,4 °C (<a href="#f2">Figura 2</a>). Quase todos afirmaram ter no   domicílio antipiréticos, sendo o fármaco mais utilizado o paracetamol (54,7%).   No caso de possuírem paracetamol e ibuprofeno, o paracetamol foi o fármaco   preferido para administração em primeiro lugar. Vinte e sete por cento sabiam   administrar de forma correta a medicação (<a href="#q2">Quadro II</a>). Dezasseis por cento   admitiu não administrar medicação antes do recurso aos serviços de saúde, sendo   o medo de mascarar os sintomas a principal razão apontada (74,4%). Os restantes   afirmaram só administrar medicação após contacto com um médico (5,1%) ou não administravam por desconhecer a dose correta a administrar.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a02q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a02f1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a02f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a02q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>      <p>Sessenta e   dois por cento referiram que as principais complicações da febre não tratada   eram as convulsões e, em segundo lugar, a possibilidade de lesão cerebral   (20%), sem conseguirem especificar qual o tipo de lesão. Apenas 2,8% considerou   a possibilidade de desidratação (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a02f3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Cerca de 50%   admitiu recorrer ao médico logo que surgisse febre ou no primeiro dia de   doença. Relativamente ao local escolhido para observação, 50% optou pelo seu   centro de saúde, seguido dos hospitais públicos (21,8%), privados (21,8%),   linha de saúde 24 (5,6%) e farmácia (0,2%).</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>De uma forma   geral, este estudo mostra que o conhecimento dos pais/cuidadores relativamente   ao conceito de febre, sua abordagem e consequências é deficitário.</p>     <p>À semelhança   do observado noutros estudos, também nesta amostra a maioria dos pais prefere   avaliar a temperatura na axila, apesar de estar formalmente estabelecido que a   medição retal é a forma recomendada nas crianças com idade inferior a 24 meses,   dado ser o método que melhor corresponde à temperatura central.<sup>1,4</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De uma forma   geral, pode dizer-se que há febre quando existe uma elevação da temperatura   corporal &#8805; 1 °C acima da média diária individual, dependendo da hora e do   local de medição.<sup>1</sup> Não se sabendo a temperatura média diária   individual, a mais recente Norma da Direção-Geral da Saúde considera o   diagnóstico de febre quando se atinge qualquer dos seguintes valores da   temperatura: retal &#8805; 38 °C; axilar &#8805; 37,6 °C; timpânica &#8805;   37,8 °C; oral &#8805; 37,6 °C.<sup>1</sup> Nesta amostra, tendo em conta o   local de avaliação da temperatura mais utilizado pelos pais/cuidadores, é   preocupante persistir o conceito de que existe febre se a temperatura corporal   for inferior a 37,5 °C. O estabelecimento de temperaturas inferiores a 38 °C   como limiar de tratamento farmacológico foi referido em 40% das respostas,   valor ainda mais elevado em relação ao reportado em estudos prévios.<sup>4-6</sup></p>     <p>Neste   estudo, praticamente a totalidade dos cuidadores possuía medicação no   domicílio. Importa salientar que apesar de a maioria reconhecer o paracetamol   como fármaco de primeira linha, apenas 30% afirmava administrar doses corretas.   Foi possível avaliar este dado a partir do peso fornecido pelo pai/cuidador ou   através da consulta do processo clínico do utente. Foi considerada dose correta   de paracetamol oral quando a mesma se situava entre 10-15mg/Kg/dose; retal   entre 15-20mg/Kg/dose e ibuprofeno oral entre 5-10mg/Kg/dose.<sup>1</sup> Nenhum entrevistado admitiu utilizar qualquer outro fármaco. A administração de   medicação antes do recurso a um serviço de saúde não foi alvo de avaliação na   literatura pesquisada. Neste estudo, dezasseis por cento dos inquiridos refere   não administrar medicação antes da avaliação por um médico com medo de   «mascarar sintomas» e 50% recorre ao médico logo que surge febre ou no primeiro   dia de doença. Estudos prévios mostram percentagens mais elevadas de   administração de antipiréticos antes do recurso a um serviço de saúde.<sup>7</sup> Estes dados podem traduzir a fácil acessibilidade aos serviços de urgência que   existe em Portugal.<sup>1</sup></p>     <p>As   convulsões foram o principal perigo atribuído à febre não tratada, seguido da   possibilidade de lesão cerebral, como observado por outros autores.<sup>5-6,8-9</sup> Salienta-se que apenas 2,8% referiu a desidratação como uma possível   complicação da febre, percentagem inferior à descrita na literatura.<sup>5</sup> Apesar de não ter sido alvo de investigação neste estudo, o facto de a maioria   dos cuidadores recorrer a um serviço de saúde com medo de uma convulsão febril   demonstra a escassez de informação que ainda existe em relação a este tema, o   qual deveria ser integrado nos cuidados antecipatórios a realizar ao longo das   consultas de saúde infantil.</p>     <p>Relativamente   ao local de avaliação escolhido, os autores consideram que pode ter ocorrido um   viés dado ter sido um estudo feito no âmbito dos cuidados de saúde primários;   salientam, no entanto, a importância da observação pelo médico assistente antes   do recurso a um serviço de urgência ou mesmo a uma instituição farmacêutica.</p>     <p>Em suma,   perceções e atitudes erradas em relação à febre persistem nos dias de hoje.   Ajudar os pais a entender a etiologia da febre, sensibilizar para os benefícios   desta em contexto infecioso e informar acerca da administração correta de   antipiréticos pode contribuir para diminuir a ansiedade parental e melhorar a   prestação de cuidados à criança febril.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS   BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1.   Direção-Geral da Saúde. Processo assistencial integrado da febre de curta   duração em idade pediátrica: norma nº 017/2017, de 04/08/2017. Lisboa: DGS;   2017. Existe uma versão atualizada (nº 14/2018, de 03/08/2018)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379122&pid=S2182-5173201800050000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Schmitt   BD. Fever phobia: misconceptions of parents about fevers. Am J Dis Child.   1980;134(2):176-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379123&pid=S2182-5173201800050000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Gomide   AC, Silva RM, Capanema FD, Gonçalves LA, Rocha RL. How parents deal with the   child’s fever: influence of beliefs, knowledge, and information sources in the   care and management of fever in children - systematic review of the   literature. Rev Med Minas Gerais. 2014;24(2):175-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379125&pid=S2182-5173201800050000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>4. Pestana   AP. Conhecimentos e atitudes dos pais perante a febre dos filhos [Children with   a fever: parents’ knowledge and attitudes]. Rev Port Clin Geral.   2003;19(4):333-43. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>5. Kelly   M,&nbsp;Sahm LJ,&nbsp;Shiely F,&nbsp;O’Sullivan R,&nbsp;McGillicuddy   A,&nbsp;McCarthy S. Parental knowledge, attitudes and beliefs regarding fever   in children: an interview study. BMC Public Health. 2016;16:540.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379128&pid=S2182-5173201800050000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>6. Rodrigues   e Rodrigues L, Monteiro T, Neto T, Rodrigues C. Conhecimentos e atitudes dos   pais perante a febre [Knowledges and attitudes of parents towards fever]. Saúde   Infantil. 2010;32(1):17-21. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>7. Bertille   N,&nbsp;Fournier-Charrière E,&nbsp;Pons G,&nbsp;Chalumeau M. Managing fever in   children: a national survey of parents’ knowledge and practices in France. PLoS   One. 2013;8(12):e83469.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379131&pid=S2182-5173201800050000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Zyoud   SH,&nbsp;Al-Jabi SW,&nbsp;Sweileh WM,&nbsp;Nabulsi MM,&nbsp;Tubaila   MF,&nbsp;Awang R,&nbsp;et al. Beliefs and practices regarding childhood fever   among parents: a cross-sectional study from Palestine. BMC Pediatr. 2013;13:66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379133&pid=S2182-5173201800050000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Kelly   M,&nbsp;Sahm LJ,&nbsp;Shiely F,&nbsp;O’Sullivan R,&nbsp;de Bont EG,&nbsp;Mc   Gillicuddy A,&nbsp;et al. Parental knowledge, attitudes and beliefs on fever: a   cross-sectional study in Ireland. BMJ Open. 2017;7(7):e015684.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379135&pid=S2182-5173201800050000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> |  <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Ivete  Afonso</p>     <p>E-mail:<a href="mailto:ivete.afonso@hotmail.com"> ivete.afonso@hotmail.com</a></p>     <p><a href="http://orcid.org/0000-0003-4377-3647" target="_blank">http://orcid.org/0000-0003-4377-3647</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores   declaram n&atilde;o ter quaisquer conflitos de interesse.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 23-01-2018</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 08-05-2018</b></p>      ]]></body><back>
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