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<article-id>S2182-51732018000500003</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.32385/rpmgf.v34i5.12312</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Terapia antirretroviral: investigação de implementação nos cuidados de saúde primários, Nampula, Moçambique]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To evaluate the clinical status of HIV-infected patients under antiretroviral therapy, rates of adherence and discontinuation of medication, and their determinants, aiming to improve the program to fight human immunodeficiency virus in Nampula. Study: Implementation research, descriptive with mixed methods. Place: Nampula Province, Mozambique, involving 10 health centres. Population: Patients on antiretroviral therapy and those who discontinued therapy, primary health care professionals, and traditional healers Methods: Implementation research, applying surveys to patients and traditional healers, semi-structured interviews to health professionals and traditional healers, and documental review. Baseline evaluation was performed in both target and control primary health care centres, followed by health education sessions for patients and traditional healers, and training of health care professionals in target health centres. Finally, we compared clinical and program indicators in all health centres. Results: Food insecurity, discrimination and low accessibility to health care contribute to a discontinuation of antiretroviral therapy in up to 50% of patients. Therapeutic adherence is observed in 69% of the patients. The intervention was carried out in five districts, comprising 63 patients, 59 traditional healers and 96 health professionals. The intervention districts showed more community adherence support groups, higher number of patients referred to primary health care services, and achieved better patient clinical indicators and a lower treatment discontinuation rate, although not statistically significant. Conclusion: There are several reasons for antiretroviral therapy discontinuation and low adherence rates. Discontinuation of antiretroviral therapy is a severe problem in Nampula due to individual, social and health system factors. Interdisciplinary and low-cost interventions such as health education with extension to rural areas may change this scenario.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Antirretroviral]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>ESTUDOS ORIGINAIS</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Terapia antirretroviral: investigação de   implementação nos cuidados de saúde primários, Nampula, Moçambique</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Antiretroviral treatment: primary health care implementation research, Nampula, Mozambique</b></font></p>     <p><b>Paulo Das Neves Pires,<sup>1</sup> Abdoulaye Marega,<sup>2</sup> José Miguel Creagh<sup>2</sup></b></p>     <p>1.   Secretário da Comissão Científica. Faculdade de Ciências de Saúde, Universidade   Lurio.</p>     <p>2.   Universidade Lúrio.</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivo:</b> Avaliar a situação clínica   dos pacientes em terapia antirretroviral, as taxas de adesão e descontinuação e   seus fatores determinantes e intervir para melhorar o programa de luta contra o   vírus da imunodeficiência humana em Nampula.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tipo de estudo:</b> Investigação de   implementação, descritiva mista.</p>     <p><b>Local:</b> Província de Nampula,   Moçambique, envolvendo 10 centros de saúde.</p>     <p><b>População:</b> Pacientes em terapia   antirretroviral e que descontinuaram, profissionais dos cuidados de saúde   primários e praticantes tradicionais de saúde. </p>     <p><b>Métodos:</b> Investigação de implementação,   aplicando inquérito a pacientes e praticantes tradicionais de saúde, entrevista   semiestruturada com profissionais de saúde e praticantes tradicionais e   consulta documental. Avaliada a linha de base nos centros de saúde alvo e   controlo foi realizada uma ação de educação para a saúde com os pacientes e com   os praticantes tradicionais e de formação médica com os profissionais de saúde   nos distritos alvo. Depois foram analisados os indicadores clínicos e do   programa em todos os centros de saúde.</p>     <p><b>Resultados:</b> A insegurança alimentar,   discriminação e dificuldade de acesso aos serviços de saúde contribuem para uma   taxa de descontinuação da terapia, atingindo 50% dos pacientes. A adesão   terapêutica verifica-se em 69%. A ação foi realizada em cinco distritos, com 63   pacientes, 59 praticantes tradicionais e 96 profissionais de saúde. Nos   distritos de ação verificou-se um aumento do número de Grupos de Apoio à Adesão   Comunitários e de referências aos cuidados de saúde primários, bem como uma   melhoria relativa do estado clínico dos pacientes e da taxa de descontinuação   da terapia, sem diferença estatisticamente significativa.</p>     <p><b>Conclusões:</b> Existem diversas causas de   descontinuação da terapia antirretroviral e de baixa adesão. A descontinuação   da TARV é um problema grave em Nampula e resulta de fatores individuais,   sociais e do sistema de saúde. Intervenções interdisciplinares de baixo custo   na área da educação em saúde, associadas a extensão rural, podem inverter esta   situação.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Antirretroviral;   Cuidados de saúde primários; Descontinuação; Investigação de implementação;   Moçambique; Vírus da imunodeficiência humana adquirida.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Aim:</b> To evaluate the clinical status of   HIV-infected patients under antiretroviral therapy, rates of adherence and   discontinuation of medication, and their determinants, aiming to improve the program to fight human immunodeficiency virus in Nampula.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Study:</b> Implementation research,   descriptive with mixed methods.</p>     <p><b>Place:</b> Nampula Province, Mozambique,   involving 10 health centres.</p>     <p><b>Population:</b> Patients on antiretroviral   therapy and those who discontinued therapy, primary health care professionals,   and traditional healers</p>     <p><b>Methods:</b> Implementation research,   applying surveys to patients and traditional healers, semi-structured   interviews to health professionals and traditional healers, and documental   review. Baseline evaluation was performed in both target and control primary   health care centres, followed by health education sessions for patients and   traditional healers, and training of health care professionals in target health   centres. Finally, we compared clinical and program indicators in all health   centres.</p>     <p><b>Results:</b> Food insecurity,   discrimination and low accessibility to health care contribute to a   discontinuation of antiretroviral therapy in up to 50% of patients. Therapeutic   adherence is observed in 69% of the patients. The intervention was carried out   in five districts, comprising 63 patients, 59 traditional healers and 96 health   professionals. The intervention districts showed more community adherence   support groups, higher number of patients referred to primary health care   services, and achieved better patient clinical indicators and a lower treatment   discontinuation rate, although not statistically significant.</p>     <p><b>Conclusion:</b> There are several reasons   for antiretroviral therapy discontinuation and low adherence rates.   Discontinuation of antiretroviral therapy is a severe problem in Nampula due to   individual, social and health system factors. Interdisciplinary and low-cost   interventions such as health education with extension to rural areas may change   this scenario.</p>     <p><b>Keywords:</b> Discontinuation;   Antiretroviral; Primary health care; Implementation research; Mozambique; Human   immunodeficiency virus.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>A infeção   pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) é um problema de saúde global: em   2016, 36,7 milhões de pessoas eram portadoras do VIH e a epidemia provocou 1,1   milhões de óbitos. África é a região mais afetada, com 25,6 milhões de   portadores do VIH e 2/3 das novas infeções.<sup>1</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 2015,   Moçambique apresentava uma das maiores taxas de prevalência da infeção a nível   mundial (13,2%), sofrendo um impacto negativo da doença com 1,8 milhões de   adultos infetados,<sup>2</sup> dos quais 990.085 estavam em terapia   antirretroviral (TARV). Este aumento significativo comparativamente aos 3.500   pacientes em TARV em 2003, resultante do esforço do Ministério da Saúde (MISAU)   para garantir a TARV em todo o país (1% das unidades de saúde dispensavam TARV   em 2003, 65% em 2015), teve implicações sobre a carga das atividades nos   cuidados de saúde primários (CSP) que carecem de profissionais de saúde (PS).</p>     <p>Em 2015, a   província de Nampula apresentava uma prevalência de VIH (5,7%) inferior à média   nacional, com 79.544 pessoas infetadas (69% em TARV) e a pior taxa de retenção   em tratamento: 72% a 12 meses, 35% a 24 meses e 29% a 36 meses.</p>     <p>A TARV   dispensada nos CSP em Moçambique transformou a síndroma de imunodeficiência   humana adquirida (SIDA) em doença crónica, mediante uma boa adesão terapêutica   (ingestão de comprimidos prescritos superior a 95% nos últimos três meses),   necessária para a supressão viral; esta adesão varia no tempo e é influenciada   por fatores diversos e complexos, um dos quais é fundamental, o atendimento no   centro de saúde (CS),<sup>3</sup> para garantir o acesso a medicamentos e   serviços seguros, eficazes e de boa qualidade.</p>     <p>A   transferência da prestação de cuidados aos pacientes portadores de VIH dos   hospitais de dia para os CSP, em 2009, foi acompanhada por um elevado número de   pacientes descontinuando a TARV, um desafio à saúde pública devido ao risco de   resistência aos antirretrovirais (ARV).</p>     <p>Desde o   início da campanha contra a SIDA, a Organização Mundial da Saúde recomenda como   estratégia estabelecer uma relação com os praticantes tradicionais de saúde   (PTS), sobretudo nos países de escassos recursos. Em África, estes   «curandeiros» estão em todas as comunidades. Alguns referem os casos mais   complicados para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) Moçambicano, outros apoiam   os PS na educação para a saúde dos pacientes que acedem aos CSP. O SNS abrange   cerca de 40% da população do país, mas 100% desta frequenta os PTS.<sup>4</sup> Nos locais onde ambas estão disponíveis, as pessoas utilizam a <i>medicina tradicional</i> e a moderna.<sup>5</sup> Um estudo Sul-africano mostra que os PTS são um recurso útil, mas sub-aproveitado,   que pode apoiar o sistema biomédico ao colaborar na prevenção, no tratamento e   referenciação, atenuando o impacto do VIH.<sup>6</sup> Em comunidades rurais,   com baixa acessibilidade aos CSP, os PTS são fundamentais para aconselhar os   portadores de VIH: eles educam a população com testemunhos pessoais, histórias   e provérbios. Muitas pessoas referem que só acreditam na informação sobre o VIH   quando esta é transmitida por estes praticantes. No entanto, até agora as ações   que consideram e incluem esses atores são quase inexistentes.<sup>7</sup></p>     <p>A   compreensão dos sistemas que funcionam nas determinantes locais de um contexto   específico, para uma população alvo, é essencial para garantir a expansão da   TARV.<sup>8</sup> Algumas práticas socioculturais tradicionais transportam aspetos   negativos (como a escarificação ritual e certos hábitos sexuais), contribuindo   para a elevada incidência do VIH. Estas situações devem ser identificadas e   revertidas em práticas positivas, para a prevenção da transmissão do vírus e da   descontinuação da terapêutica, conforme proposto no Plano de Aceleração da   Prevenção, Diagnóstico e Tratamento de VIH/SIDA.<sup>9</sup></p>     <p>Até agora   não existia na província de Nampula um conhecimento sistematizado sobre os   determinantes de adesão terapêutica.<sup>10</sup> Assim, esta investigação de   implementação tinha como objetivo principal melhorar o programa TARV<sup>11-14</sup> nesta província. Os objetivos secundários eram: a) avaliar a situação clínica   dos pacientes em tratamento antirretroviral; b) avaliar as taxas de adesão e   descontinuação e seus fatores determinantes; c) intervir para diminuir a   descontinuação do TARV e melhorar a situação clínica dos pacientes em Nampula.</p>     <p>O estudo   decorreu em três etapas:</p>     <p>1) Avaliar a   adesão e a descontinuação (interrupção da toma de ARV por três meses ou mais)   da TARV e os fatores determinantes nos CSP; planear métodos de adaptação e   transferência de conhecimento para melhorar os indicadores do programa e o   estado clínico dos pacientes;<sup>15-17</sup></p>     <p>2) Aplicar   as ações nos grupos alvos (pacientes, PS e PTS);<sup>18</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3) Avaliar o   impacto da intervenção na taxa de descontinuação da TARV, no estado clínico dos   pacientes (índice de massa corporal [IMC] e ocorrência de infeções   oportunistas) e na comunidade (grupos de apoio e referência de pacientes).</p>     <p><b>Métodos</b></p>     <p><b>Tipo de estudo</b></p>     <p>Investigação   de implementação, descritiva com abordagem mista (quantitativa e qualitativa) e   ação de educação para a saúde. A componente quantitativa tem um desenho de   estudo do tipo antes e depois com um grupo controlo, usando uma coorte de   pacientes em TARV. Depois do estudo de linha de base, uma das coortes foi   sujeita à ação (em cinco CS), a segunda (em outros cinco CS) constituiu o grupo   controlo. O estudo foi realizado na província de Nampula, entre fevereiro de   2014 e setembro de 2015.</p>     <p><b>Universo</b></p>     <p>Distritos alvo:   8.251 pacientes inscritos em TARV nos CSP, em cinco CS das sedes distritais;   respetivos PS responsáveis pelos serviços TARV (20) e PTS da área envolvente.   Distritos controlo: 6.904 pacientes inscritos em TARV nos CSP em cinco CS.</p>     <p><b>Amostra e amostragem</b></p>     <p>O estudo de   linha de base (avaliação do estado clínico dos pacientes, adesão terapêutica e   fatores determinantes) utilizou um número de pacientes a inquirir em cada   distrito alvo (em tratamento e que descontinuaram), calculado utilizando a   fórmula <i>n</i>=&#949;<sup>2</sup> * <i>p</i> * (1 - q / i<sup>2</sup>) em que (<i>n</i>=número de sujeitos da amostra,   &#949;=1,96, <i>p</i>=última prevalência da   taxa de abandono da TARV no CS seja 12%, q=1 - <i>p</i>, considerando um intervalo de confiança=95%, i=0,05 de margem de   erro). Adicionou-se uma margem de 10% para perdas ocasionais ou desistências,   calculando 165 pacientes em TARV e 165 que descontinuaram. Os sujeitos foram   escolhidos aleatoriamente, segundo uma data ao acaso de consulta TARV   (pacientes em tratamento). O mesmo processo foi utilizado para calcular as amostras   das coortes de ação e controlo. No estudo de linha de base foi utilizada a   amostragem «bola de neve» para encontrar os pacientes que no mesmo dia tinham   faltado à consulta ou ao levantamento de ARV na farmácia do CS há mais de três   meses (descontinuaram o tratamento); seguiu-se busca ativa e assinatura de   termo de consentimento informado (TCI).</p>     <p>Os PS   responsáveis dos serviços TARV foram entrevistados individual e   confidencialmente pelos investigadores, durante o estudo de linha de base e   depois da ação. As entrevistas foram registadas em papel (não foram gravadas) e   tratadas manualmente por tema (pacientes, TARV nos CSP, PTS).</p>     <p>Os PTS foram   convocados pelo PS responsável no CS em articulação com o seu dirigente local e   foram inquiridos individualmente durante o estudo de linha de base, com   intérprete da língua local Macua, garantindo a confidencialidade. As respostas   foram introduzidas e tratadas no programa SPSS, v. 21. Depois da ação foram   entrevistados individualmente, com intérprete da língua local Macua, garantindo   a confidencialidade e as entrevistas foram registadas em papel (não foram   gravadas) e tratadas manualmente por tema (pacientes, TARV nos CSP, PTS).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Critérios de inclusão</b></p>     <p>1)   Distritos: prevalência de VIH e taxa de abandono da TARV superior à média   provincial, em pares classificados nas categorias geográficas utilizadas no   Programa Nacional de Combate ao VIH (urbano, rural, corredor, litoral); 2)   pacientes: em TARV ou que descontinuaram a terapêutica, com processo clínico   localizado, maior de idade, TCI assinado; 3) PS dos CSP: atividade principal no   serviço TARV, disponibilidade e voluntariedade; 4) PTS: disponibilidade e   voluntariedade documentada em TCI assinado.</p>     <p><b>Variáveis</b></p>     <p><b>Distritos:</b> número de infetados por VIH   e em TARV, número de pacientes que descontinuaram a TARV, incidência do VIH nas   grávidas e nas consultas.</p>     <p><b>Pacientes:</b> género, idade, em TARV ou   descontinuou, escolaridade, posologia,<sup>19</sup> depressão, consumo de   psicotrópicos,<sup>20</sup> apoio familiar,<sup>21</sup> pertença a Grupo de   Apoio à Adesão Comunitário (GAAC, associação de pacientes destinada a facilitar   o acesso aos medicamentos e informação sobre o programa VIH), utilização dos   PTS, conhecimento sobre os riscos da má adesão, levantamento de ARV na farmácia   (últimos três meses), IMC, alimentação, falha da medicação,<sup>22-23</sup> alegadas causas de descontinuação, ocorrência de diarreia ou vómitos e de   tuberculose (TB) ou outra infeção oportunista.</p>     <p><b>Profissionais de saúde:</b> género, idade,   profissão, fatores percebidos de baixa adesão e descontinuação da TARV,   dificuldades do programa VIH e sinergias possíveis com a comunidade para o   melhorar.</p>     <p><b>Praticantes tradicionais de saúde:</b> género, idade, tempo de prática, tratamento que usa, conceito e tratamento de   TB e da infeção VIH, formação em VIH, conceito de adesão terapêutica,   referência ao CS, conhecimento sobre alimentação.</p>     <p><b>Implementação</b></p>     <p>A   investigação de implementação decorreu em três fases:</p>     <p>I) Estudo de   base: seleção dos distritos de ação e controlo (fevereiro de 2014) por consulta   documental e critérios geográficos (<a href="#q1">Quadro I</a>): foram avaliados os indicadores   do programa através dos registos da Direção Provincial de Saúde de Nampula (DPSN).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a03q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Identificação   dos grupos alvo (setembro de 2014): pacientes em TARV, pacientes que   descontinuaram; consulta documental (estatística do CS e processos clínicos).</p>     <p>Recolha de   dados no terreno (outubro de 2014): aplicação de inquérito aos pacientes pelos   investigadores, avaliação dos registos clínicos e de levantamento de ARV; foram   selecionados sete inquiridores (ensino secundário completo, fluência na língua   local, sem ligação com o SNS, desconhecidos dos inquiridos), treinados e   assinado termo de compromisso ético para procederem às buscas ativas num raio   pedestre do CS (5km), sendo pagos 100 meticais (dois euros) por cada inquérito   realizado, acompanhado por um dos investigadores. Entrevista semiestruturada   aos PS; não houve nenhuma recusa de participação e o registo foi reavaliado   pelo entrevistado. Aplicação de inquérito pelos investigadores aos PTS.</p>     <p>Tratamento   da informação (dezembro de 2014): introdução de dados quantitativos no programa   SPSS v. 21, tratamento e análise de dados respeitando um intervalo de confiança   de 95% (<i>p</i>&lt;0,05) e interpretação   dos resultados. As entrevistas foram tratadas manualmente, agrupando a   informação por tema (pacientes, serviços de saúde, PTS).</p>     <p>Plano de   intervenção (março de 2015): elaboração de conteúdos (educação nutricional,   doenças crónicas, adesão terapêutica, extensão agrária), de suportes didáticos   e logísticos e plano de ação para os três grupos alvo.</p>     <p>II) Ação   (abril de 2015): nos distritos de ação, os investigadores realizaram uma   intervenção de formação médica com os PS e duas de educação para a saúde com os   pacientes e familiares e com os PTS. Com os pacientes e com o apoio de um   técnico de extensão agrária foram criados viveiros comunitários de hortícolas   em locais perto do CS para aprendizagem e replicação. Foram reavaliados os   indicadores do programa e dos pacientes em TARV em todos os 10 distritos e os   dados introduzidos em ficheiro eletrónico <i>Microsoft     Office Excel</i> e tratados em frequência, média e percentagem. </p>     <p>III)   Avaliação (setembro de 2015): reavaliação dos indicadores do programa e dos   pacientes nos mesmos distritos; os dados foram introduzidos em ficheiro   eletrónico <i>Microsoft Office Excel</i> e   tratados em frequência, média e percentagem e foi calculado o teste de   qui-quadrado para tendências. Foram feitas entrevistas semiestruturadas aos PS   e aos PTS; não houve nenhuma recusa de participação e as notas foram   reavaliadas e confirmadas pelos entrevistados.</p>     <p><b>Viés</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foram   considerados como fatores de viés a fiabilidade das respostas dos pacientes e   PTS aos inquéritos e dos PS e PTS às entrevistas, optando-se pela triangulação   de perguntas para evitar viés de aferição e de conclusão.</p>     <p>A adesão   estimada pelo relato dos pacientes, útil em contextos de escassos recursos,   está entre 6 a 10% acima da adesão estimada por doseamento farmacológico de ARV   no sangue;<sup>19</sup> assim, introduziu-se um fator de correção sobre a   adesão encontrada de -8%.</p>     <p><b>Considerações éticas</b></p>     <p>O protocolo   do estudo foi aprovado pelo Comité Institucional de Bioética para a Saúde da   Universidade Lúrio e pela DPSN. O estudo respeitou todas as recomendações da   Declaração de Helsínquia (2013).</p>     <p>Esta   investigação foi registada pelo Ministério da Educação de Moçambique   (AF-IV-PI-01 / FDI / 2º - 21/2012). O relatório de atividades e os   conteúdos das ações de formação médica e de educação para a saúde estão   disponíveis mediante solicitação ao investigador principal.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p><b>1) Fase 1 - Linha de base</b></p>     <p>No início de   2014, os resumos estatísticos mensais do programa nos 10 CS dos distritos em   estudo mostravam uma incidência de VIH nas grávidas entre os 2 e os 10%, taxas   de cobertura da TARV de 24 a 61% e de descontinuação entre os 0 e os 21% (muito   abaixo da realidade referida pelos profissionais de saúde e documentada nos   processos clínicos avaliados).</p>     <p><b>a) Pacientes</b></p>     <p>Foram inquiridos   294 pacientes nos cinco distritos de ação, com idades entre os 18 e os 64 anos,   70% do género feminino. Destes, 208 (70,7%) estavam em TARV e 86 tinham   descontinuado o tratamento (dos quais 63% do género feminino). Seis dos 214   pacientes em TARV não aceitaram responder ao inquérito. Foram identificados 232   casos de descontinuação, dos quais 29% não tinham informação no processo para a   busca ativa pelos PS ou voluntários de saúde comunitários; das 165 buscas   ativas realizadas foram encontrados 99 pacientes, dos quais 13 não aceitaram   responder ao inquérito; dos 86 pacientes que tinham descontinuado o tratamento,   60 (70%) admitiram a referência ao CS para reiniciar a TARV.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As causas de   descontinuação da TARV identificadas foram a insegurança alimentar (55 dos 86   pacientes que tinham descontinuado [64%], 114 dos 205 pacientes em TARV   [55,6%], sem diferença estatisticamente significativa), o desemprego (97% dos   pacientes que tinham descontinuado, 87% dos pacientes em TARV, p=0,005), o   estigma e discriminação, o atendimento deficiente, a baixa escolaridade, o   desconhecimento do risco de falha da medicação, a depressão, a falta de apoio   familiar, o desconhecimento e a desconfiança dos GAAC.</p>     <p>No grupo em   TARV, 144 (69%) pacientes apresentaram adesão terapêutica (&gt; 95% das tomas   nos últimos três meses).</p>     <p><b>b) Profissionais de saúde</b></p>     <p>Foram   entrevistados 20 PS nos distritos de intervenção (3/4 do género masculino,   média etária de 28 anos) sobre o funcionamento do programa TARV no seu CS:   cinco médicos, 14 técnicos de saúde (seis enfermeiros, cinco técnicos de   medicina curativa, dois técnicos de psiquiatria, um farmacêutico com formação   de três anos nos Institutos de Ciências de Saúde) e um rececionista.</p>     <p>Problemas   comuns identificados relativos à organização: processos clínicos mal   preenchidos (4/5 CS); arquivo clínico desorganizado (5/5 CS); arquivo de   levantamento de ARV na farmácia desorganizado (4/5 CS); tentativas infrutíferas   de colaboração com os PTS (4/5 CS).</p>     <p>Perceções de   justificação para a má adesão à TARV: grande número de pacientes descontinuando   a TARV devido a desmotivação provocada por discriminação por familiares e   amigos e à alimentação deficiente por falta de recursos económicos (5/5 CS).</p>     <p><b>c) Praticantes tradicionais de saúde</b></p>     <p>Foram   inquiridos 79 PTS, incluindo parteiras tradicionais, 62% do género masculino,   média etária de 38 anos, 65% com mais de 10 anos de prática.</p>     <p>A perda de   peso é a principal suspeita de VIH mencionada por 26 (33%), mas 20 (25%)   desconhecem os sinais; quase todos mencionaram não tratar estes pacientes e   pensam que os ARV melhoram a sua qualidade de vida; 67 (85%) tem uma ideia   aproximada da boa adesão (“nunca falhar um dia nem atrasar mais de uma hora na   toma dos comprimidos”) e referem os casos complicados ao CS; 44 (56%) tiveram formação   sobre a doença.</p>     <p><b>2) Fase 2 - Ação</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>a) Pacientes</b></p>     <p>Foram   realizadas cinco sessões de educação para a saúde com voluntários convocados   pelo responsável do serviço TARV, com uma duração de cinco horas, sobre os   temas: programa VIH, alimentação, doenças crónicas, adesão terapêutica e GAAC.   Foi utilizada tradução simultânea, apoio audiovisual e distribuição de   panfletos com imagens: 63 participantes (65% do género feminino, idade média de   32 anos).</p>     <p>Foram   implementados viveiros comunitários de hortícolas localizados perto do CS, com   os mesmos pacientes e cinco técnicos de extensão agrícola, destinados a   aumentar os recursos alimentares disponíveis para as famílias e melhorar o   estado clínico dos pacientes.</p>     <p>Foram   analisados os indicadores nos processos clínicos de 246 pacientes (146 nos   distritos de ação, 100 nos distritos de controlo) e do programa no resumo estatístico mensal dos CS como linha de base antes da ação (<a href="#q1">Quadros I</a> a <a href="#q4">IV</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a03q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a03q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a03q4.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>b) Profissionais de saúde</b></p>     <p>Foram realizadas   cinco sessões de formação (quatro horas) em língua portuguesa sobre o programa   VIH, alimentação, adesão terapêutica, GAAC, com apoio audiovisual e   distribuição de conteúdos em suporte papel: 96 participantes (5% do género   feminino, idade média de 28 anos).</p>     <p><b>c) Praticantes tradicionais de saúde</b></p>     <p>Foram   realizadas cinco sessões de formação (cinco horas) sobre o programa VIH,   alimentação, doenças crónicas, adesão e GAAC. Foi usada tradução simultânea em   língua local (Macua), apoio audiovisual e distribuição de panfletos com   imagens: 59 participantes (47% do género feminino, idade média de 39 anos).</p>     <p><b>3) Fase 3 - Avaliação</b></p>     <p>Foi   realizada a recolha de indicadores do programa nos CS e nos processos clínicos   de 348 pacientes (198 nos distritos de ação, 150 nos distritos de controlo). Os   grupos de pacientes antes e depois da ação nos distritos de intervenção e nos   distritos de controlo são comparáveis no que se refere ao género e à média   etária (<a href="#q5">Quadro V</a>). A análise final incidiu sobre os indicadores referentes aos meses de abril (antes da ação) e agosto (depois da ação) de 2015.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a03q5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>a) Pacientes</b></p>     <p>Nos   distritos de ação, a incidência média da infeção em grávidas foi de 7% antes e   de 3% após. Nos distritos de controlo manteve-se nos 5% (<a href="#q1">Quadro I</a>).   Constatou-se uma melhoria em dois indicadores do estado clínico dos pacientes   nos distritos de ação: aumento (1 ponto) na média do IMC (nos distritos de   controlo não houve melhoria - <a href="#q2">Quadro II</a>) e uma redução na ocorrência de   infeções oportunistas de 1% (nos distritos de controlo registou-se um   agravamento de 4% - <a href="#q3">Quadro III</a>); estas diferenças, porém, não são   estatisticamente significativas. A taxa de adesão terapêutica não sofreu   alteração nos distritos de ação (de 69 para 68,2%), tendo-se agravado nos   distritos de controlo (de 62 para 55,3%), sem diferença estatisticamente   significativa. A taxa média de descontinuação aumentou 7% nos distritos de ação   e 28% nos de controlo (<a href="#q4">Quadro IV</a>), sem diferença estatisticamente significativa.</p>     <p>A   implementação dos viveiros de hortícolas, para aprendizagem dos pacientes sobre   os modos de sementeira e cultura, atingiu 55 sujeitos, abrangendo um total de   15.000m<sup>2</sup> e mostrando uma produção assinalável.</p>     <p><b>b) Profissionais de saúde</b></p>     <p>Foram   entrevistados 10 PS voluntários, dois em cada CS. Estes referiram um retorno de   pacientes que tinham descontinuado a TARV, sentem-se preparados para acompanhar   a adesão terapêutica, mas não mobilizaram os PTS para as buscas ativas. O   <a href="#q6">Quadro VI</a> detalha a sua avaliação da ação, que conseguiu um aumento de 31% no   número de GAAC funcionais (passou de 96 para 126, contra 100 que se mantiveram nos distritos de controlo).</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a03q6.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>c) Praticantes tradicionais de saúde</b></p>     <p>Foram   entrevistados 15 PTS voluntários, três em cada CS. Estes mobilizaram-se   ativamente para a referência de doentes crónicos e grávidas ao CS (passaram de dois no último mês para 434). O <a href="#q7">Quadro VII</a> resume a sua avaliação da ação.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q7"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a03q7.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p><b>1) Pacientes</b></p>     <p>A infeção   pelo VIH mantém-se um desafio à saúde pública em Moçambique, mais grave nos   centros urbanos e nas localidades «corredores» (situadas em vias principais de   trânsito rodoviário). Os pacientes em TARV, sobretudo em meio rural, enfrentam   muitas dificuldades. As causas identificadas de descontinuação da TARV nos inquéritos   estão confirmadas na literatura: insegurança alimentar, desemprego, estigma e   discriminação, atendimento deficiente no CS, baixa escolaridade,   desconhecimento do risco de falha da medicação, depressão, falta de apoio   familiar, desconhecimento e desconfiança dos GAAC.<sup>24-29</sup></p>     <p>A alta   frequência de insegurança alimentar destes pacientes está de acordo com a taxa   de malnutrição na província de Nampula. Esta situação agravou-se em 2014 e 2015   devido à situação económica precária do país.</p>     <p>A   confirmação da adesão relatada pelo sujeito é feita por triangulação,   verificada no paciente que não teve atraso superior a três dias no levantamento   de medicamentos na farmácia nos últimos três meses.<sup>30-34</sup> A taxa   média de adesão não sofreu alteração significativa, mantendo-se próxima do   valor encontrado inicialmente,<sup>35-36</sup> tendo sido, no entanto, agravada   nos distritos de controlo.</p>     <p>O nível   insuficiente de escolaridade traduz-se em fraco domínio da língua portuguesa e   compreensão deficiente das mensagens de educação para a saúde, provocando taxas   de descontinuação elevadas. A educação dos pacientes e a formação dos   profissionais de saúde podem ter contribuído para diminuir a taxa de   descontinuação da TARV nos distritos de ação relativamente aos distritos de   controlo. No entanto, a diferença dos números de pacientes avaliados (nos   distritos de ação e de controlo) e o facto dos sujeitos avaliados antes e   depois da ação não serem os mesmos podem ter reduzido o impacto da ação.</p>     <p><b>2) Profissionais de saúde</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Introduziram   melhorias nos serviços, nomeadamente promovendo a criação de GAAC e facilitando   o acesso dos pacientes à TARV,<sup>37-38</sup> o que pode ter contribuído para   diminuir o risco de descontinuação. Continua a verificar-se uma articulação   insuficiente com os PTS, que não foram mobilizados para as buscas ativas e os   PS não fazem contra referência dos pacientes enviados por aqueles.</p>     <p><b>3) Praticantes tradicionais de saúde</b></p>     <p>Demonstraram   a sua disponibilidade para cooperar com os CSP e a sua capacidade de referir   doentes crónicos e grávidas ao CS.</p>     <p><b>4) Limitações do estudo</b></p>     <p>1. A   informação oficial disponível sobre descontinuação da TARV é limitada e muitas   vezes incorreta.</p>     <p>2. Os   arquivos clínicos dos pacientes estão desorganizados e com falta de informação,   tendo sido recomendado às Direções dos CS um registo exaustivo e a organização   dos ficheiros com identificação dos pacientes que descontinuaram a TARV.</p>     <p>3. O número   de pacientes inquiridos que descontinuaram a TARV foi inferior à amostra   calculada, diminuindo a significância estatística das razões alegadas para   descontinuação.</p>     <p>4. As   coortes avaliadas antes e depois da ação são compostas de sujeitos diferentes,   impedindo a estimativa precisa do impacto sobre a adesão à TARV.</p>     <p>5. A   articulação interprofissional a nível dos CSP e interinstitucional nos   distritos e com o nível provincial é deficiente,39 limitando o impacto da ação   de extensão rural.</p>     <p><b>5) Generalização</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As ações   realizadas reduziram a probabilidade de descontinuação da TARV, podendo   considerar-se como pontos positivos:</p>     <p>1) Impacto   psicológico nos pacientes, que se sentiram reconhecidos, sem discriminação e   sensibilizados para a importância da boa adesão, como meio de prevenção da   infeção.</p>     <p>2) Impacto   técnico nos PS, que reconheceram progressos na capacidade de acompanhar a   adesão e prevenir a descontinuação - referiram ter reiniciado a TARV em   muitos pacientes.</p>     <p>3) Melhoria   da articulação dos PTS com os CSP recuperando muitos pacientes que tinham   descontinuado a TARV.</p>     <p>4) Hortas   comunitárias, educando e incentivando as famílias ao cultivo nas suas <i>machambas</i> e à introdução de novas   culturas (e.g. alface, beringela, cenoura).</p>     <p>As   características da população e dos serviços de saúde avaliados reproduzem a   situação geral a nível provincial. As ações realizadas foram demonstradas pela   literatura internacional como sendo eficazes e os resultados conseguidos   melhoraram o programa contra o VIH nos CSP. No contexto Moçambicano seria   necessário promover a formação dos PS e a educação e extensão rural com os   pacientes e agentes locais, de acordo com os resultados deste estudo, para   obter uma cobertura sanitária universal.<sup>40</sup></p>     <p><b>6) Conclusão</b></p>     <p>A alta taxa   de descontinuação da TARV em Nampula pode ser responsável pela manutenção da   epidemia. Este fenómeno é preocupante e está subavaliado, mas pode ser   revertido.</p>     <p>A educação   dos pacientes e a extensão rural podem reduzir a taxa de descontinuação da TARV   e ter um efeito benéfico sobre o estado clínico dos pacientes. No entanto, a   sua participação nestas atividades é limitada por dificuldades de acesso aos   CSP e estigmatização, necessitando de uma estratégia de comunicação eficaz. Os   PTS são parceiros dos CSP e representam um recurso subutilizado; reforçar o   investimento nesta parceria poderá ter um impacto positivo no programa VIH. Os   PS, após formação dirigida aos problemas identificados, melhoram a qualidade do   atendimento aos pacientes.</p>     <p>Considerando   a gravidade da infeção pelo VIH em Moçambique, seria necessário generalizar a   formação conjunta dos PS e dos PTS, dos pacientes e familiares e promover a   extensão rural em todos os CS com serviço TARV.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS   BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1.   Organización Mundial de la Salud. VIH-sida: datos y cifras [homepage]. Genebra:   OMS; 2018 [updated 2018 Jul 19]. Available from:   <a href="http://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/hiv-aids" target="_blank">http://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/hiv-aids</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379313&pid=S2182-5173201800050000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>2. Ministério   da Saúde. Relatório anual 2016: relatório anual das atividades relacionadas ao   HIV/SIDA. Maputo: MISAU; 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379314&pid=S2182-5173201800050000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Marega A,   Pires P, Samuel J. Antiretroviral treatments abandon determinants in HIV   positive patients, Chiúre, Mozambique, 2015. Int J Res. 2017;4(3):219-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379316&pid=S2182-5173201800050000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Matsinhe   C. Tabula rasa: dinâmica da resposta Moçambicana ao HIV/SIDA. Maputo: Texto   Editores; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379318&pid=S2182-5173201800050000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Lubinga   SJ, Kintu A, Atuhaire J, Asiimwe S. Concomitant herbal medicine and   Antiretroviral Therapy (ART) use among HIV patients in Western Uganda: a   cross-sectional analysis of magnitude and patterns of use, associated factors   and impact on ART adherence. AIDS Care. 2012;24(11):1375-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379320&pid=S2182-5173201800050000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. George G,   Chitindingu E, Gow J. Evaluating traditional healer’s knowledge and practices   related to HIV testing and treatment in South Africa. BMC Int Health Hum   Rights. 2013;13:45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379322&pid=S2182-5173201800050000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7.   Organisation Mondiale de la Santé. Rapport de la consultation sur le SIDA et la   médecine traditionnelle: contribution possible des tradipraticiens   (Francistown, Botswana, 23-27 juillet 1990). Genève: OMS; 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379324&pid=S2182-5173201800050000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp; </p>     <!-- ref --><p>8.   Sandelowski M, Voils CI, Chang Y, Lee EJ. A systematic review comparing   antiretroviral adherence descriptive and intervention studies conducted in the   USA. AIDS Care. 2009;21(8):953-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379326&pid=S2182-5173201800050000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.   Ministério da Saúde. Plano de aceleração da prevenção, diagnóstico e tratamento   de HIV/SIDA (2013-2015). Maputo: MISAU; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379328&pid=S2182-5173201800050000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Nachega   JB, Mills EJ, Schechter M. Antiretroviral therapy adherence and retention in   care in middle-income and low-income countries: current status of knowledge and   research priorities. Curr Opin HIV AIDS. 2010;5(1):70-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379330&pid=S2182-5173201800050000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Pantoja   T, Opiyo N, Lewin S, Paulsen E, Ciapponi A, Wiysonge CS, et al. Implementation   strategies for health systems in low-income countries: an overview of   systematic reviews. Cochrane Database Syst Rev. 2017;9:CD011086.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379332&pid=S2182-5173201800050000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12.   Marcellin F, Spire B, Carrieri MP, Roux P. Assessing adherence to   antiretroviral therapy in randomized HIV clinical trials: a review of currently   used methods. Expert Rev Anti Infect Ther. 2013;11(3):239-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379334&pid=S2182-5173201800050000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Williams   AB, Amico KR, Bova C, Womack JA. A proposal for quality standards for measuring   medication adherence in research. AIDS Behav. 2013;17(1):284-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379336&pid=S2182-5173201800050000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Peltzer   K, Pengpid S. Socioeconomic factors in adherence to HIV therapy in low- and middle-income   countries. J Health Popul Nutr. 2013;31(2):150-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379338&pid=S2182-5173201800050000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Tang AM,   Quick T, Chung M, Wanke CA. Nutrition assessment, counseling, and support   interventions to improve health-related outcomes in people living with   HIV/AIDS: a systematic review of the literature. J Acquir Immune Defic Syndr.   2015;68 Suppl 3:S340-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379340&pid=S2182-5173201800050000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. van der   Horst C, Hudson FP. Primary care for HIV-infected patients in resource-limited   settings [homepage]. InPractice.com; 2018. Available from:   <a href="https://www.inpractice.com/Textbooks/HIV/General_Approach_to_the_HIVInfected-Patient/ch9_Primary_Care_ResourceLimited/Chapter-Pages/Page-1" target="_blank">https://www.inpractice.com/Textbooks/HIV/General_Approach_to_the_HIVInfected-Patient/ch9_Primary_Care_ResourceLimited/Chapter-Pages/Page-1</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379342&pid=S2182-5173201800050000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>17. Côté JK,   Godin G. Efficacy of interventions in improving adherence to antiretroviral   therapy. Int J STD AIDS. 2005;16(5):335-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379343&pid=S2182-5173201800050000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Amico   KR, Orrell C. Antiretroviral therapy adherence support: recommendations and   future directions. J Int Assoc Provid AIDS Care. 2013;12(2):128-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379345&pid=S2182-5173201800050000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Sullivan   PS, Campsmith ML, Nakamura GV, Begley EB, Schulden J, Nakashima AK. Patient and   regimen characteristics associated with self-reported nonadherence to   antiretroviral therapy. PLoS One. 2007;2(6):e552.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379347&pid=S2182-5173201800050000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Azar MM,   Springer SA, Meyer JP, Altice FL. A systematic review of the impact of alcohol   use disorders on HIV treatment outcomes, adhe-rence to antiretroviral therapy   and health care utilization. Drug Alcohol Depend. 2010;112(3):178-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379349&pid=S2182-5173201800050000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>21. Stubbs   BA, Micek MA, Pfeiffer JT, Montoya P, Gloyd S. Treatment partners and adherence   to HAART in Central Mozambique. AIDS Care. 2009;21(11):1412-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379351&pid=S2182-5173201800050000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Berg KM,   Arnsten JH. Practical and conceptual challenges in measuring antiretroviral   adherence. J Acquir Immune Defic Syndr. 2006;43 Suppl 1:S79-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379353&pid=S2182-5173201800050000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>23. Bulgiba,   Mohammed UY, Chik Z, Lee C, Peramalah D. How well does self-reported adherence   fare compared to therapeutic drug monito-ring in HAART? Prev Med. 2013;57   Suppl:S34-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379355&pid=S2182-5173201800050000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>24. Pires   PN, Marega A, Creagh JM. Adesao à terapia antirretroviral em pacientes   infetados pelo VIH nos cuidados de saúde primários em Nampula, Mocambique   [Adherence to antiretroviral treatment among HIV positive patients in primary   health care in Nampula, Mozambique]. Rev Port Med Geral Fam. 2017;33(1):30-40.   Portuguese</p>     <!-- ref --><p>25. Pires P,   Marega A, Creagh J. Food insecurity and ART non-adherence, Nampula, Mozambique.   Int J Res. 2015;2(12):92-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379358&pid=S2182-5173201800050000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Rachlis   BS, Mills EJ, Cole DC. Livelihood security and adherence to antiretroviral   therapy in low and middle-income settings: a systematic review. PLoS One.   2011;6(5):e18948.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379360&pid=S2182-5173201800050000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>27. Nischal   KC, Khopkar U, Saple DG. Improving adherence to antiretroviral therapy. Indian   J Dermatol Venereol Leprol. 2005;71(5):316-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379362&pid=S2182-5173201800050000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Reisner   SL, Mimiaga MJ, Skeer M, Perkovich B, Johnson CV, Safren SA. A review of HIV   antiretroviral adherence and intervention studies among HIV-infected youth. Top   HIV Med. 2009;17(1):14-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379364&pid=S2182-5173201800050000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>29. Bigler   S, Nicca D, Spirig R. Welche Interventionen bewirken eine Verbesserung der   Adhärenz von HIV-Patienten unter ART? [Interventions to enhance adherence of   patients with HIV on ART: a literature review]. Pflege. 2007;20(5):268-77.   German</p>     <!-- ref --><p>30. Reynolds   N. Optimizing adherence to antiretroviral therapy. InPractice.com [Internet];   2015 [updated 2018 Mar 21]. Available from:   <a href="https://www.inpractice.com/Textbooks/HIV/Antiretroviral_Therapy/ch13_pt1_Adherence.aspx" target="_blank">https://www.inpractice.com/Textbooks/HIV/Antiretroviral_Therapy/ch13_pt1_Adherence.aspx</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379367&pid=S2182-5173201800050000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>31. Wasti   SP, van Teijlingen E, Simkhada P, Randall J, Baxter S, Kirkpatrick P, et al.   Factors influencing adherence to antiretroviral treatment in Asian developing   countries: a systematic review. Trop Med Int Health. 2012;17(1):71-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379368&pid=S2182-5173201800050000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Leeman   J, Chang YK, Lee EJ, Voils CI, Crandell J, Sandelowski M. Implementation of   antiretroviral therapy adherence interventions: a realist synthesis of   evidence. J Adv Nurs. 2010;66(9):1915-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379370&pid=S2182-5173201800050000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33.   Machtinger EL, Bangsberg DR. Seven steps to better adherence: a practical   approach to promoting adherence to antiretroviral therapy. AIDS Read.   2007;17(1):43-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379372&pid=S2182-5173201800050000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>34. Berg KM,   Arnsten JH. Practical and conceptual challenges in measuring antiretroviral   adherence. J Acquir Immune Defic Syndr. 2006;43 Suppl 1:S79-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379374&pid=S2182-5173201800050000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35. Simoni   JM, Amico KR, Smith L, Nelson K. Antiretroviral adherence interventions:   translating research findings to the real-world clinic. Curr HIV/AIDS Rep.   2010;7(1):44-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379376&pid=S2182-5173201800050000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>36. Mills   EJ, Nachega JB, Buchan I, Orbinski J, Attaran A, Singh S, et al. Adherence to   antiretroviral therapy in sub-Saharan Africa and North America: a meta-analysis.   JAMA. 2006;296(6):679-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379378&pid=S2182-5173201800050000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>37. Soeters   H, Hatane L, Gittings L. Community caregiver support groups to improve ART   adherence amongst adolescents living with HIV [Internet]. Cape Town: Team PATA   Promising Practices; 2016. Available from: <a href="http://teampata.org/wp-content/uploads/2017/06/Mmata-Tswana_V1.pdf" target="_blank">http://teampata.org/wp-content/uploads/2017/06/Mmata-Tswana_V1.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379380&pid=S2182-5173201800050000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>38. Joint   United Nations Programme on HIV/AIDS (UNAIDS). Community-based antiretroviral   therapy delivery: experiences of Médecins sans Frontières [Internet]. New York:   UNAIDS; 2015. Available from:   <a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/20150420_MSF_UNAIDS_JC2707.pdf" target="_blank">http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/20150420_MSF_UNAIDS_JC2707.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379381&pid=S2182-5173201800050000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>39. Kadri   MR, Schweickardt J. A emergência da Aids no Amazonas [The emergence of Aids in   Amazonas]. Hist Cienc Saúde - Manguinhos. 2016;23(2):301-19. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>40. Organisation   Mondiale de la Santé. Rapport sur la santé dans le monde 2013: la recherche   pour la couverture sanitaire universelle. Genève: OMS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1379383&pid=S2182-5173201800050000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789240691216</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> |  <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>     <p>Paulo Das Neves Pires</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:druidatom@gmail.com"> druidatom@gmail.com</a></p>     <p><a href="http://orcid.org/0000-0002-2586-9955" target="_blank">http://orcid.org/0000-0002-2586-9955</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Financiamento</b></p>     <p>O estudo   teve um custo total de 683.042 meticais (9.758 euros), financiado em 79% pelo   Fundo de Desenvolvimento Institucional do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o de Mo&ccedil;ambique   e em 21% pela Universidade L&uacute;rio, sem qualquer outra interven&ccedil;&atilde;o dos   financiadores.</p>     <p><b>Conflitos   de interesse</b></p>     <p>Os autores   declaram n&atilde;o possuir quaisquer conflitos de interesse para a realiza&ccedil;&atilde;o deste   trabalho ou reda&ccedil;&atilde;o do artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 19-02-2018</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 28-07-2018</b></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Organización Mundial de la Salud</collab>
<source><![CDATA[VIH-sida: datos y cifras]]></source>
<year>2018</year>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Relatório anual 2016: relatório anual das atividades relacionadas ao HIV/SIDA]]></source>
<year>2017</year>
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