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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aporte de iodo e função tiroideia na gravidez]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To review the published evidence relating iodine intake and thyroid function in pregnancy. Data source: MEDLINE, Scopus, Google Scholar and Scielo databases, as well as official documents from World Health Organization, American Thyroid Association, Iodine Global Network and Direção-Geral da Saúde. Review methods: Review of scientific articles focusing in humans’ species, written in English or Portuguese, and published between 01/01/1990 and 30/09/2016. These articles were searched through a query consisting of the MeSH terms ‘Iodine’, ‘Thyroid Gland’ and ‘Pregnancy’. Results: 107 articles were exhaustively analyzed, and data from 70 of them was included in this review, which were selected based on their scientific relevance. Due to the increased need of iodine during pregnancy and breastfeeding, its deficiency is more common during these periods. Even though mild/moderate, maternal iodine deficiency can affect the fetal neurodevelopment. In face of maternal iodine deficiency, physiological changes of the thyroid during pregnancy can become pathological, with a decrease of free hormones levels, an increase of TSH and an increase of the maternal and fetal thyroglobulin levels and thyroid volume. On the other hand, iodine supplementation during pregnancy appears to be safe, and several studies suggest that it is associated with improved fetal neurodevelopment and the prevention of the increase of both thyroglobulin levels and thyroid volume. Additionally, it appears to improve TSH, despite having no effect on the concentration of total and free thyroid hormones. Conclusions: Inadequate iodine intake is deleterious to maternal thyroid function and fetal neurodevelopment. Supplementation during pregnancy seems to prevent the functional deterioration of the thyroid. However, there are few randomized clinical trials and the evidence available is not always consistent, therefore more research on this topic is needed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b>REVIS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Aporte de iodo e função tiroideia na gravidez</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Iodine intake and thyroid function in pregnancy</b></font></p>     <p><b>Jaime Luís da Rocha Oliveira,<sup>1</sup> Davide Maurício Costa Carvalho,<sup>2-3</sup> Sandra Patrícia Mota Belo<sup>2-3</sup></b></p>     <p>1. Médico   Interno do Ano Comum. Centro Hospitalar de São João.</p>     <p>2. i3S -   Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, Universidade do Porto.</p>     <p>3. Serviço   de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo. Centro Hospitalar de São João.</p>       <p><a href="#c0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#c0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#c0">Correspondence</a><a name="topc0"></a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivo:</b> Rever a evidência científica   sobre o aporte de iodo e a função tiroideia na gravidez.</p>     <p><b>Fontes de dados:</b> Bases de dados   MEDLINE, Scopus, Google Scholar e SciELO, bem como documentos oficiais da   Organização Mundial da Saúde, da <i>American     Thyroid Association,</i> do <i>Iodine Global       Network</i> e da Direção-Geral da Saúde.</p>     <p><b>Métodos de revisão:</b> Revisão de artigos   científicos sobre a espécie humana, escritos em língua inglesa ou portuguesa, e   publicados entre 01/01/1990 e 30/09/2016. Estes artigos foram pesquisados   através de uma <i>query</i> constituída por   termos MeSH: Iodine, Thyroid Gland e Pregnancy.</p>     <p><b>Resultados:</b> Foram analisados   exaustivamente 107 artigos e incluíram-se, nesta revisão, dados referentes a 70   artigos, selecionados com base na sua relevância científica. Devido ao aumento   das necessidades durante a gravidez e amamentação, o défice de iodo é mais   prevalente nestas etapas da vida. Mesmo que ligeiro/moderado, o défice materno   de iodo pode afetar o neurodesenvolvimento fetal. Neste contexto, as alterações   tiroideias, fisiológicas, durante a gravidez podem tornar-se patológicas,   verificando-se diminuição das hormonas livres, aumento da TSH e aumento da   tiroglobulina e do volume tiroideu maternos e fetais. Por outro lado, a   suplementação iodada durante a gravidez parece ser segura e vários estudos   sugerem que se associa a um melhor neurodesenvolvimento fetal, à prevenção do   aumento da tiroglobulina e do volume tiroideu. Parece ainda melhorar a TSH,   porém, com efeito nulo nas concentrações de hormonas tiroideias totais e   livres.</p>     <p><b>Conclusões:</b> O aporte inadequado de iodo   é deletério para a função tiroideia materna e neurodesenvolvimento fetal,   podendo a suplementação durante a gravidez prevenir a deterioração funcional da   tiroide. Contudo, existem poucos ensaios clínicos aleatorizados e a evidência   disponível nem sempre é concordante, pelo que é necessária mais investigação   sobre este tema.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Iodo; Glândula tiroide;   Função tiroideia; Gravidez.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Aim:</b> To review the published evidence relating iodine intake and thyroid function in pregnancy.</p>     <p><b>Data source:</b> MEDLINE, Scopus, Google   Scholar and Scielo databases, as well as official documents from World Health   Organization, American Thyroid Association, Iodine Global Network and <i>Direção-Geral da Saúde.</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Review methods:</b> Review of scientific   articles focusing in humans’ species, written in English or Portuguese, and   published between 01/01/1990 and 30/09/2016. These articles were searched   through a query consisting of the MeSH terms ‘Iodine’, ‘Thyroid Gland’ and   ‘Pregnancy’.</p>     <p><b>Results:</b> 107 articles were exhaustively   analyzed, and data from 70 of them was included in this review, which were   selected based on their scientific relevance. Due to the increased need of   iodine during pregnancy and breastfeeding, its deficiency is more common during   these periods. Even though mild/moderate, maternal iodine deficiency can affect   the fetal neurodevelopment. In face of maternal iodine deficiency,   physiological changes of the thyroid during pregnancy can become pathological,   with a decrease of free hormones levels, an increase of TSH and an increase of   the maternal and fetal thyroglobulin levels and thyroid volume. On the other   hand, iodine supplementation during pregnancy appears to be safe, and several   studies suggest that it is associated with improved fetal neurodevelopment and   the prevention of the increase of both thyroglobulin levels and thyroid volume.   Additionally, it appears to improve TSH, despite having no effect on the   concentration of total and free thyroid hormones.</p>     <p><b>Conclusions:</b> Inadequate iodine intake is   deleterious to maternal thyroid function and fetal neurodevelopment.   Supplementation during pregnancy seems to prevent the functional deterioration   of the thyroid. However, there are few randomized clinical trials and the   evidence available is not always consistent, therefore more research on this   topic is needed.</p>     <p><b>Keywords:</b> Iodine; Thyroid Gland;   Thyroid Function; Pregnancy.</p>   <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução</b></p>     <p>O iodo é um   micronutriente essencial que, não sendo produzido pelo organismo, deve ser   obtido através de fontes exógenas, sobretudo a partir da alimentação.<sup>1-2</sup></p>     <p>Este   nutriente é o elemento-chave para a biossíntese de hormonas tiroideias, sendo   por isso indispensável para um crescimento e um desenvolvimento normais.<sup>3-9</sup> A produção das hormonas tiroideias requer um aporte adequado de iodo, já que   este representa, respetivamente, 59 e 65% dos pesos moleculares das hormonas T3   e T4.<sup>8-11</sup> Por outro lado, o iodo parece exercer ação antioxidante   tecidular, diminuindo as lesões causadas pelos radicais livres de oxigénio.<sup>12</sup></p>     <p>As necessidades   deste micronutriente variam ao longo da vida, sendo superiores durante a   gravidez e a amamentação.<sup>13-16</sup> Assim, o défice de iodo e os seus   efeitos nefastos são mais frequentes e exuberantes nas grávidas e lactantes   (abortos espontâneos, partos prematuros, nados-mortos, malformações congénitas,   bócio e hipotiroidismo), bem como nos recém-nascidos (prejuízo do   desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC)).<sup>1,8,14,17</sup></p>     <p>As hormonas   tiroideias são essenciais para o desenvolvimento do SNC desde a vida intrauterina,   sendo asseguradas pela grávida.<sup>4,6,14,18-19</sup> Portanto, verificando-se   défice de iodo alimentar desenvolve-se hipotiroxinemia materna, que pode causar   lesões irreversíveis no cérebro fetal.<sup>3-4,7,14</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O défice   deste nutriente constitui um problema de saúde pública mundial e a iodização   universal do sal tem sido a principal estratégia para o combater.<sup>11,14,20-21</sup> Todavia, as grávidas e lactantes constituem um grupo particularmente   vulnerável, pelo que a maioria dos estudos e das organizações internacionais   recomendam a suplementação de iodo em mulheres na preconceção, gravidez e   amamentação, exceto naquelas com patologia tiroideia conhecida.<sup>20,22-23</sup></p>     <p>Infelizmente,   existem poucos ensaios clínicos aleatorizados que tenham avaliado o impacto do   aporte de iodo na função tiroideia durante a gravidez. Contudo, a evidência   sugere cada vez mais benefícios, para a saúde e economia, decorrentes da   suplementação recomendada pelas organizações internacionais.<sup>24</sup></p>     <p>O presente   artigo tem como principal objetivo rever a literatura sobre o aporte de iodo e   suas consequências, com particular ênfase na função tiroideia durante a   gravidez.</p>     <p>Face ao   défice de iodo existente no nosso país, particularmente nas grávidas e   lactantes,<sup>5,15,25-27</sup> este artigo pretende ainda alertar para: a   importância do aporte adequado; o panorama mundial e nacional do aporte de   iodo; e possíveis estratégias para a sua prevenção e correção.</p>     <p><b>Métodos</b></p>     <p>Criou-se uma <i>query</i> constituída pelos termos MeSH <i>Iodine, Thyroid Gland</i> e <i>Pregnancy,</i> que foi utilizada na pesquisa   de artigos científicos sobre a espécie humana, escritos nas línguas inglesa ou   portuguesa, e publicados entre 01/01/1990 e 30/09/2016. A pesquisa   bibliográfica decorreu até ao dia 01/10/2016 e centrou-se nas bases de dados   MEDLINE, Scopus, Google Scholar e SciELO, bem como nos documentos oficiais da   Organização Mundial da Saúde (OMS), da <i>American     Thyroid Association</i> (ATA), do <i>Iodine       Global Network</i> (IGN) e da Direção-Geral da Saúde (DGS).</p>     <p>Após a   leitura do título e resumo de todos os artigos encontrados (<i>n</i>=243), selecionaram-se os relacionados   com o tema em estudo (<i>n</i>=107) e   procedeu-se à sua análise exaustiva. Foram incluídos nesta revisão os dados   referentes a 70 artigos, selecionados com base na sua pertinência científica.</p>     <p>O processo   de seleção dos estudos incluídos nesta revisão está representado no esquema da <a href="#f1">Figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04f1.jpg"/></p>    
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p><b>1. Fontes de iodo</b></p>     <p><b>1.1 Na natureza</b></p>     <p>O iodo pode   encontrar-se em vários estados de oxirredução: iodo elementar (I2), iodeto (I<sup>-</sup>)   e iodato (IO<sup>-</sup>).<sup>12</sup> Na natureza, a maioria deste nutriente   encontra-se na água salgada dos mares e oceanos,<sup>3-4,8,28</sup> enquanto os   solos e reservatórios de água doce contêm apenas uma pequeníssima parte do iodo   existente.<sup>4,28</sup></p>     <p>O iodo   presente na água sofre volatilização por ação da radiação ultravioleta ou ação   mecânica das ondas, incorporando-se no ar atmosférico onde é transportado.<sup>4,28-29</sup> A partir daí, a sua distribuição para os solos é determinada pelo fornecimento   através da pluviosidade, bem como pela capacidade do solo em reter iodo: os   solos argilosos e aluviais são os mais ricos e os de granito são os mais pobres   neste oligoelemento.<sup>4,22</sup></p>     <p>Ao nível do   solo, o iodo sofre o efeito de lixiviação (por ação das chuvas, das inundações,   da neve e da glaciação),<sup>7-8,14</sup> sendo arrastado para o mar e   enriquecendo a água, algas e peixes.<sup>14</sup> Por este motivo, os solos   distantes da região costeira e localizados a grandes altitudes apresentam menor   teor deste nutriente.<sup>3-4,8,14,18</sup></p>     <p><b>1.2 Na dieta</b></p>     <p>A principal   via de aporte de iodo é a dieta.<sup>2,6,10</sup> Porém, os níveis dietéticos   deste nutriente variam amplamente entre as regiões e, inclusive, dentro da   mesma região.<sup>29</sup></p>     <p>O teor de   iodo nos alimentos reflete o teor dos solos e mares onde crescem e, como tal,   as fontes dietéticas mais ricas têm origem nos mares e oceanos, devido à   bioacumulação.<sup>9,30</sup> Por outro lado, as plantas e animais consumidos   pelo Homem crescem frequentemente em solos com carência de iodo, tornando o   défice num problema frequente.<sup>4,7-8,14,30</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O sal   iodado, as algas e animais marinhos são as fontes mais ricas em iodo na dieta.<sup>1,12,20</sup> Por sua vez, os vegetais, cereais, carne e leite, apesar de apresentarem menor   teor de iodo, também têm impacto no aporte deste nutriente devido à quantidade   e à frequência com que são consumidos.<sup>1,20</sup></p>     <p>No nosso   país, a quantidade de iodo não consta do rótulo na embalagem dos alimentos,   dificultando a identificação das fontes alimentares deste nutriente.<sup>6</sup> Além disso, na literatura são raros os dados da retenção de iodo nos alimentos   quando estes são cozinhados.<sup>2</sup> Assim sendo, em 2016, Delgado e   colaboradores investigaram o teor de iodo em alimentos representativos da dieta   portuguesa “tal como estes são consumidos”.<sup>2</sup> Foram analisados seis   grupos de alimentos: marisco, peixe, laticínios, refeições compostas, vegetais e frutas (por ordem decrescente de concentração em iodo - <a href="#f2">Figura 2</a>).<sup>2</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04f2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Segundo   Delgado, o pescado é o grupo mais rico em iodo, variando entre 32&#956;g/100g   (peixe) e 114&#956;g/100g (marisco/bivalves).<sup>2</sup> Por sua vez, as   refeições à base de pescado apresentaram em média 10&#956;g de iodo/100g de   alimento, provavelmente devido ao baixo teor de iodo dos ingredientes que   compõem estas refeições, para além do peixe.<sup>2</sup> Neste estudo, a   concentração de iodo nas frutas e vegetais foi próxima do limite de   quantificação, refletindo a escassez de iodo nos solos.<sup>2</sup></p>     <p>Além da   dieta, há outras fontes menos significativas para o aporte deste nutriente:   suplementos alimentares, multivitamínicos pré-natais, fármacos (expectorantes,   amiodarona) e o contacto com produtos de contraste radiográfico ou com iodeto   de povidona.<sup>8,10,31</sup></p>     <p><b>2. Recomendações quanto ao aporte de iodo</b></p>     <p>Embora a   dose diária recomendada (DDR) de iodo seja da ordem dos microgramas, a   deficiência deste nutriente tem consequências graves para a saúde,   coletivamente designadas por <i>iodine     deficiency disorders</i> (IDD).<sup>3,6,12</sup></p>     <p>A DDR de   iodo aumenta desde o nascimento até à adolescência, mantendo-se posteriormente   constante, exceto durante a gravidez e amamentação (<a href="#q1">Quadro I</a>).<sup>14</sup> Nestes períodos há um aumento das necessidades de iodo, essencial para o   desenvolvimento adequado do SNC da criança.<sup>32</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04q1.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Durante a   gravidez, as necessidades de iodo aumentam em cerca de 50%,<sup>1</sup> por aumento   da T4 necessária para manter o metabolismo normal da mulher,<sup>13</sup> transferência de T4 e de iodo para o feto<sup>13</sup> e aumento da excreção   renal, devido ao aumento da taxa de filtração glomerular.<sup>13</sup> Na   lactação, embora a taxa de produção de hormonas tiroideias maternas normalize,   as necessidades de iodo continuam aumentadas, já que o leite materno é a única   fonte de iodo para a criança.<sup>10,15-16</sup></p>     <p>Por outro   lado, há evidência de que o excesso de iodo também tem efeitos adversos para a   saúde e, como tal, não é aconselhável que se exceda o nível máximo de ingestão tolerável (UL) de iodo (<a href="#q1">Quadro I</a>).<sup>32-35</sup></p>     <p><b>3. Metabolismo do iodo</b></p>     <p>Ao longo do   trato gastrointestinal, o iodo é absorvido através do transportador membranar <i>sodium-iodide symporter</i> (NIS), que   existe nos tecidos com capacidade de captar iodo.<sup>8,10,34</sup> Posteriormente, este nutriente passa para a circulação sanguínea, sendo   distribuído até aos tecidos onde será utilizado.<sup>10</sup> Ao nível da   tiroide, a produção hormonal só é possível após a captação de iodo através do   NIS, a sua transferência para o coloide e posterior oxidação.<sup>10</sup></p>     <p>O principal   regulador da atividade do NIS é a <i>thyroid     stimulating hormone</i> (TSH).<sup>10,36</sup> De facto, a ligação da TSH aos   seus recetores (TSH-R) nas células foliculares estimula a expressão do NIS e o   incremento da sua semivida, aumentando a captação de iodo pelas células   foliculares.<sup>10,12</sup> Este mecanismo permite obter níveis intratiroideus   de iodo 20-40 vezes superiores aos do plasma sanguíneo.<sup>10,12</sup> Assim,   80% dos 15-20mg de iodo contidos no organismo de um adulto saudável   encontram-se na glândula tiroideia.<sup>4,9,12</sup></p>     <p>Em condições   fisiológicas existe uma produção diária de 110nmol/L de T4, o que corresponde a   90% das hormonas tiroideias segregadas.<sup>10,36</sup> Por sua vez, 10% das   hormonas são segregadas sob a forma de T3 e é ainda libertada uma fração muito   reduzida de rT3.<sup>10,36</sup> Ao nível dos tecidos extratiroideus ocorre   conversão da T4 em T3 e rT3, por intermédio de enzimas desiodinases tipo D1 e   D2 e controlada pela TSH.<sup>1,10,36</sup> Cerca de 80% da T3 em circulação resulta   desses mecanismos de desiodação periférica.<sup>10,36</sup></p>     <p>As hormonas   segregadas pela tiroide circulam no plasma maioritariamente ligadas a   proteínas, das quais se destaca a <i>thyroxine-binding     globulin</i> (TBG),<sup>10,36</sup> a qual apresenta maior afinidade de ligação   e cuja quantidade sérica é influenciada por vários fatores.<sup>36</sup> Por   exemplo, a gravidez associa-se a um aumento dos níveis de TBG e,   consequentemente, a um aumento da concentração total de T3 e de T4.<sup>10,13</sup> Contudo, são as formas livres das hormonas tiroideias que exercem os efeitos   metabólicos nos tecidos-alvo, através da ligação a recetores nucleares (TR).<sup>13</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depois de   exercerem os seus efeitos, as hormonas tiroideias sofrem ação das desiodinases   presentes nos tecidos e, em seguida, são metabolizadas pelo fígado, sendo   excretadas nas fezes.<sup>4</sup> O iodo resultante da desiodação pode ser   reutilizado ou excretado na urina.<sup>1,4,8-9</sup></p>     <p><b>3.1. Impacto do iodo no desenvolvimento   neurocognitivo</b></p>     <p>A carência   de iodo durante a gravidez é considerada a principal causa prevenível de atraso   mental congénito no mundo.<sup>3-4,9,12,14</sup> De facto, o espectro de lesões   neurológicas associadas ao défice de iodo varia desde o cretinismo (que pode   afetar 5-15% da população em contextos de défice grave) até à incapacidade em   atingir o quociente de inteligência (QI) potencial, que pode ser até 13,5   pontos inferior (quando o iodo é ligeira ou moderadamente insuficiente).<sup>1,8-9,15,24</sup></p>     <p>O cretinismo   é uma forma grave de hipotiroidismo, de natureza congénita, que se associa   lesões permanentes do SNC com atraso mental, surdo-mutismo, estrabismo,   diplegia espástica, parestesias dos membros inferiores, alteração da marcha,   atraso pubertário, atraso da maturação óssea e de crescimento, baixa estatura e   infertilidade.<sup>3,6-7,14,29</sup></p>     <p>Vários   estudos demonstram o impacto do défice ligeiro/moderado de iodo durante a   gravidez, assim como os benefícios provenientes da suplementação:<sup>1,4,14,17-18,37-39</sup></p>     <p>• Galan   documentou uma diminuição do desenvolvimento psicointelectual em crianças com   três anos de idade, filhas de mães cuja mediana da concentração urinária de   iodo (mUIC) era &lt; 100&#956;g/L às 12 semanas de gestação.<sup>37</sup></p>     <p>• Num estudo   observacional, publicado em 2013 no Reino Unido, avaliou-se a <i>performance</i> cognitiva de 1.040 crianças   com oito anos de idade, filhas de grávidas que foram retrospetivamente   divididas em duas categorias consoante a mUIC materna: &lt; 150&#956;g/L   (carenciadas em iodo) e &gt; 150&#956;g/L (não-carenciadas).<sup>17</sup> Após   ajuste dos resultados para 21 fatores potencialmente confundidores, os autores   sugerem que o défice ligeiro/moderado de iodo durante o 1º trimestre de   gravidez associa-se a um aumento do risco da criança ter um QI no quartil mais   baixo, com impacto negativo sobretudo em termos do QI verbal.<sup>17</sup></p>     <p>• Velasco   demonstrou que crianças entre os três e os 18 meses, cujas mães foram   suplementadas com 300&#956;g de iodo/dia durante o 1º trimestre da gravidez,   tinham melhores pontuações na <i>Psychomotor     Developmental Index</i> e na <i>Behavior       Rating Scale</i> do que crianças de mães não-suplementadas.<sup>38</sup></p>     <p>Embora a   generalidade dos estudos seja concordante, uma minoria deles não refere   diferenças no desenvolvimento cognitivo das crianças conforme o aporte iodado   materno. Isto pode ser explicado por diferenças metodológicas no que diz   respeito ao tipo de estudo, ao tamanho amostral, aos testes usados para a   avaliação das crianças e à idade em que foi feita esta avaliação.<sup>4,23</sup></p>     <p><b>4. Métodos de avaliação do aporte de iodo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Têm sido   vários os métodos utilizados para aferir o aporte de iodo nos indivíduos e   populações: avaliação das dimensões da tiroide; doseamento da concentração   urinária de iodo (UIC); doseamento da TSH; e doseamento da tiroglobulina (Tg).<sup>8</sup> A OMS recomenda o doseamento da UIC para a avaliação do aporte de iodo numa população (<a href="#q2">Quadro II</a>).<sup>9,14,33</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>4.1 Avaliação das dimensões da tiroide</b></p>     <p>O bócio é um   sinal clássico do défice crónico de iodo.<sup>9-10</sup> Portanto, como o   aumento do volume tiroideu pode ser avaliado clínica e ecograficamente, a   prevalência de bócio era utilizada para avaliar o balanço nutricional de iodo   nas populações, em termos crónicos.<sup>8,14,20</sup> Atualmente são utilizados   marcadores mais objetivos do aporte de iodo, em detrimento deste método.<sup>20</sup></p>     <p>4.2   Doseamento da UIC</p>     <p>Mais de 90%   do iodo ingerido é excretado na urina. Logo, o doseamento do iodo urinário é um   indicador sensível do aporte a curto prazo (dias).<sup>6-9,11,14,34</sup> O   iodo urinário pode ser expresso através da UIC de uma amostra ocasional (em   &#956;g/L), através da UIC de uma amostra de 24 horas (em &#956;g/dia) ou em   relação à creatinina (em &#956;g/g creatinina; embora este método seja   dispendioso e impreciso).<sup>8,14</sup></p>     <p>Para avaliar   o aporte de iodo de uma população por meio da UIC determinada numa amostra   ocasional: deve incluir-se na investigação pelo menos 30 participantes   representativos da população; deve colher-se uma amostra ocasional de urina de   cada participante; a medida de tendência central usada para representar o   estado nutricional de iodo deve ser a mediana das UICs, já que geralmente os   valores das UICs da população não seguem uma distribuição normal.<sup>14</sup></p>     <p>A excreção   urinária de iodo de um indivíduo varia diariamente. Contudo, as condições referidas   permitem atenuar o efeito desta variação.<sup>14</sup> Assim, este indicador   não reflete fielmente o aporte individual de iodo, mas a mUIC permite avaliar a   adequação do aporte numa população.<sup>4,8,14,16</sup> Além disso, este método   é barato, pouco invasivo e facilmente executável.<sup>14</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por sua vez,   a UIC de uma amostra de urina de 24 horas é o parâmetro com maior acuidade para   avaliar o aporte individual de iodo, já que se associa a menor variabilidade da   excreção urinária de iodo.<sup>8-9</sup> Todavia, é difícil obter colheitas completas   de urina de 24 horas e estas não são necessárias para o estudo das populações.<sup>9,14</sup></p>     <p>A UIC é   frequentemente estudada em crianças de idade escolar, já que se assume que   estas têm um aporte de iodo representativo da população geral e a realização   das colheitas é mais acessível neste grupo.<sup>11</sup> Contudo, as   necessidades de iodo variam consoante a idade, estado de gravidez e aleitamento   e, portanto, quando se pretende avaliar o aporte de iodo nas grávidas a   extrapolação dos resultados obtidos noutros grupos (como crianças ou mulheres   não-grávidas) não é adequada, sendo necessário avaliar especificamente as UICs   neste grupo populacional.<sup>8,11</sup></p>     <p><b>4.3 Doseamento da TSH</b></p>     <p>Quando há   défice de iodo, tipicamente a T3 e a TSH aumentam ou permanecem inalteradas e   há uma diminuição da T4.<sup>9,14</sup> Contudo, estas variações encontram-se   geralmente dentro dos valores de referência; portanto, o doseamento da TSH não   é recomendado para a monitorização nutricional já que é caro e pouco sensível.<sup>8-9,14</sup></p>     <p>No caso dos   recém-nascidos, a tiroide tem menor quantidade de iodo, mas tem uma renovação   mais elevada deste nutriente, que provoca um aumento da TSH.<sup>9</sup> De   facto, o doseamento da TSH é um indicador sensível do défice de iodo em   recém-nascidos; porém, a dificuldade na interpretação dos seus valores e o   custo da sua implementação em programas de rastreio limitam a sua utilização.<sup>3,14</sup></p>     <p><b>4.4 Doseamento da Tg</b></p>     <p>A Tg é um   indicador sensível do aporte de iodo em crianças de idade escolar e parece ser   uma alternativa melhor, face às UICs, para estimar o aporte a médio prazo   (meses).<sup>14</sup> Todavia, este doseamento recorre a um imunoensaio   dispendioso e é necessário avaliar a prevalência dos autoanticorpos anti-Tg na   população antes de dosear a Tg, de modo a controlar possíveis vieses.<sup>8-9</sup></p>     <p><b>5. Epidemiologia do estado nutricional de   iodo</b></p>     <p><b>5.1. Em termos mundiais</b></p>     <p>A   colaboração entre organizações internacionais (como IGN, OMS e UNICEF),   governos nacionais e profissionais de saúde tem levado a progressos no controlo   das IDD, sobretudo nas regiões onde o défice de iodo assumia proporções mais   graves.<sup>4,12</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estado   nutricional das populações relativamente ao iodo não é uniforme (<a href="#f3">Figura 3</a>).<sup>4,12,40</sup> Em todo o mundo, 241 milhões de crianças em idade escolar têm défice de iodo,   sendo que 76 milhões vivem no Sudeste Asiático e 58 milhões em África.<sup>21</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04f3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Extrapolando   estes resultados para a população geral pode dizer-se que 1,92 mil milhões de   pessoas têm défice de iodo.<sup>30</sup></p>     <p>A carência   de iodo é mais marcada nas regiões subdesenvolvidas; contudo, tem ressurgido   entre os países desenvolvidos (metade da população europeia tem défice   ligeiro/moderado deste nutriente).<sup>4,8,11,18</sup> Segundo dados de 2013,   havia défice de iodo nas grávidas de nove países europeus (Albânia, Bélgica,   República Checa, Grécia, Israel, Noruega, Portugal, Roménia e Sérvia) e esta   carência afetava simultaneamente a população geral e as grávidas em cinco   países da Europa (França, Hungria, Irlanda, Itália e Reino Unido).<sup>4</sup></p>     <p>Devido ao   aumento das necessidades de iodo durante a gravidez,<sup>10,13,15-16</sup> não   admira que exista um maior número de países com défice de iodo nas grávidas   face ao número de países com défice na população geral (<a href="#f4">Figura 4</a>).<sup>40-41</sup> Além do défice, também o excesso de iodo tem impacto negativo na saúde e o   número de países com consumo excessivo de iodo aumentou nos últimos anos.<sup>8,32</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04f4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>5.2 Em Portugal</b></p>     <p>Entre 2009 e   2012 foram publicados cinco estudos cujos resultados alertam para o défice de   iodo nas grávidas e lactantes portuguesas.<sup>5,15,25-27</sup></p>     <p>Num estudo   transversal com 3.631 grávidas, em 17 maternidades de todo o país, constatou-se   um défice ligeiro de iodo (mUIC=82,5&#956;g/L),<sup>5</sup> mais marcado no   interior do país e nos arquipélagos, provavelmente devido ao menor nível   socioeconómico e ao consumo reduzido de peixe nessas regiões:<sup>5,26</sup> 83% das grávidas continentais tinham aporte insuficiente de iodo;<sup>5</sup> o   défice era mais notório nas grávidas dos arquipélagos (mUIC=60,9&#956;g/L),   tendo 92% das madeirenses e 99% das açorianas níveis inadequados de iodo.<sup>5,26</sup></p>     <p>Num estudo   realizado no Minho avaliou-se o estado nutricional de iodo em 78 mulheres em   idade fértil, bem como em 140 grávidas e respetivos filhos: a) as mulheres em   idade fértil, grávidas e lactantes apresentavam deficiência de iodo; b) 14% das   grávidas tinham bócio; c) o défice materno de iodo acompanhava-se de défice nos   seus descendentes; d) aos três meses, as crianças que se alimentavam com leite   de fórmula tinham uma mUIC significativamente maior do que as crianças que se   alimentavam com leite materno (137 <i>vs</i> 80&#956;g/L).<sup>15</sup></p>     <p>Num outro   estudo constatou-se que nenhuma das participantes consumia sal iodado,   concluindo que as mulheres não reconheciam a importância do sal iodado na   dieta.<sup>25</sup></p>     <p>Além disto,   estudou-se também a UIC de crianças em idade escolar (3.680 crianças de   Portugal Continental; 987 dos arquipélagos).<sup>26-27</sup> No continente   observou-se um aporte de iodo <i>borderline</i> (mUIC=105,5&#956;g/L); porém, 47% das crianças apresentavam défice de iodo.<sup>27</sup> O aporte de iodo era significativamente menor nas regiões autónomas: na Madeira,   a mUIC foi de 81,3&#956;g/L e, nos Açores, a mUIC foi de 72,7&#956;g/L   (respetivamente, 68% e 78% das crianças eram iodocarentes).<sup>26</sup></p>     <p><b>6. Défice de iodo</b></p>     <p>Quando há   défice de iodo ocorre uma diminuição das reservas intratiroideias deste   nutriente e um ajuste da produção e uso das hormonas tiroideias, de modo a   otimizar o iodo existente:<sup>4,9</sup> Verifica-se um aumento da TSH, uma   diminuição da T4 sérica e um aumento da produção de T3 relativamente à produção   de T4 (já que a primeira requer uma menor quantidade de iodo para a sua   produção e é mais ativa biologicamente).<sup>4,10</sup> O aumento da TSH   estimula a captação e a organificação do iodo, a produção de Tg e peroxidase   tiroideia (TPO), bem com a vascularização tiroideia e a hipertrofia/hiperplasia   dos tireócitos (podendo causar bócio).<sup>4,9-10</sup></p>     <p>A carência   de iodo é uma das causas mais comuns de endocrinopatia no mundo e associa-se a consequências adversas para a saúde, coletivamente designadas por IDD (<a href="#q3">Quadro III</a>).<sup>1,3,7-8,13-14,17</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04q3.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p><b>7. Excesso de iodo</b></p>     <p>Os   benefícios da eliminação do défice de iodo parecem ser mais relevantes que os   riscos associados ao excesso deste nutriente.<sup>8,11,20,32-33</sup> De facto,   o aporte excessivo de iodo é raro e, mesmo que aconteça, é relativamente bem   tolerado.<sup>9</sup> Todavia, a OMS aconselha a evicção de mUICs «excessivas»   (&#8805; 300&#956;g/L para a população em geral e &#8805; 500&#956;g/L para   grávidas).<sup>33</sup></p>     <p><b>7.1 Bócio e hipotiroidismo</b></p>     <p>O efeito de   Wolff-Chaikoff é um mecanismo de autorregulação que evita a produção excessiva   de hormonas tiroideias quando há níveis elevados de iodo:<sup>10</sup> o que se   verifica é que as altas concentrações de iodo têm efeito inibitório na TPO e na   DUOX2, diminuindo a organificação do iodo e a formação de hormonas tiroideias.<sup>10</sup> O efeito de Wolff-Chaikoff inicia-se 48 horas após a exposição e dura cerca de   10 dias, seguindo-se normalmente de um «fenómeno de escape».<sup>10,42</sup> Neste fenómeno, devido à inibição da expressão do NIS, regista-se uma   diminuição da concentração intratiroideia de iodo para níveis em que deixa de   se verificar o efeito de Wolff-Chaikoff e, portanto, há uma normalização da   organificação e da produção de hormonas tiroideias.<sup>10,42</sup></p>     <p>Em alguns   indivíduos existe maior suscetibilidade ao efeito de Wolff-Chaikoff e o escape   pode não ocorrer, causando bócio e hipotiroidismo induzidos pelo iodo.<sup>10,42</sup> Acontece sobretudo em indivíduos com patologia tiroideia, com antecedentes de   terapêutica com iodo-131 ou radioterapia externa, com consumo de substâncias   bociogénicas (lítio), bem como nos fetos e recém-nascidos (especialmente   prematuros, já que o «fenómeno de escape» só se desenvolve completamente no   final da gestação).<sup>10,32</sup></p>     <p><b>7.2 Hipertiroidismo induzido pelo iodo   (HII)</b></p>     <p>A OMS   recomenda a evicção de mUICs &gt; 200&#956;g/L em populações com défice crónico   de iodo em que há um aumento abrupto da ingestão deste nutriente,<sup>33</sup> pelo risco de HII - efeito de Jod-Basedow.<sup>8,33</sup> Apesar disso,   esta patologia desenvolve-se numa minoria dos indivíduos, dependendo quer da   quantidade de iodo fornecida quer da duração e gravidade do défice.<sup>10</sup></p>     <p>O HII ocorre   mais frequentemente quando existem tireócitos com função independente dos   níveis de TSH (que podem captar iodo e produzir hormonas tiroideias <i>ad libitum</i>), sobretudo na presença da   doença de Graves (nos doentes mais jovens) ou de bócio nodular tóxico (nos   doentes mais velhos).<sup>10,32</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta   patologia não é uma contraindicação para o tratamento do défice endémico de   iodo. Aliás, a incidência do efeito de Jod-Basedow diminui ao longo do tempo   após a introdução da profilaxia do défice de iodo e espera-se que esta medida   diminua a prevalência de bócio nodular tóxico.<sup>9,32</sup></p>     <p><b>7.3 Tiroidite autoimune</b></p>     <p>O aporte   excessivo de iodo aumenta a incidência de tiroidite autoimune.<sup>8,22,32-33</sup> De facto, verifica-se associação com o aumento da incidência de tiroidite de   Ha-shimoto e do título de anticorpos antitiroideus.<sup>32,43</sup> Além disso,   nos indivíduos com títulos elevados de anticorpos antitiroideus, o aumento da   ingestão de iodo é fator de risco para o desenvolvimento ou progressão de   hipotiroidismo.<sup>32,43</sup></p>     <p><b>7.4 Alteração da proporção dos tipos   histológicos de carcinoma da tiroide</b></p>     <p>O aporte de   iodo não parece afetar a incidência de carcinoma tiroideu; porém, associa-se à   alteração da proporção de cada tipo histológico.<sup>32</sup> A razão carcinoma   papilar/carcinoma folicular é superior nas populações com maior aporte de iodo   e é possível que, quer a suplementação em áreas com défice prévio de iodo quer   o aporte excessivo de iodo, possam levar a um aumento desta razão.<sup>32</sup></p>     <p><b>8. Estratégias de prevenção e correção do   défice de iodo</b></p>     <p>Nos últimos   30 anos várias estratégias foram tentadas para eliminar o défice de iodo, tendo   como base a iodização de produtos alimentares.<sup>3</sup> A OMS defende que a   principal estratégia para resolver este problema é a iodização universal do sal   alimentar (<a href="#q4">Quadro IV</a>), a qual tem permitido importantes progressos no controlo das IDD.<sup>20</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04q4.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>8.1 Iodização universal do sal alimentar</b></p>     <p>O sal é o   produto alimentar preferido para a iodização pelas seguintes razões:</p>     <p>a) É ubíquo   na dieta da população mundial;</p>     <p>b) A sua   ingestão é proporcional à ingestão energética global;</p>     <p>c) Em muitos   países, a produção de sal é assegurada por poucos centros, facilitando o   controlo de qualidade;</p>     <p>d) A   tecnologia necessária para a sua iodização está bem definida, é barata e   facilmente implementável;</p>     <p>e) A   iodização é segura e a aceitabilidade do consumidor é elevada;</p>     <p>f) O iodo   não se perde nos alimentos processados que contêm sal;</p>     <p>g) A   concentração de iodo no sal pode ser ajustada de modo a não interferir com a   redução do consumo de sal preconizada para a prevenção de doenças   cardiovasculares (&lt; 5g de sal/dia; &lt; 2g de sódio/dia).<sup>20</sup></p>     <p>Como a designação   indica, a iodização <b>universal</b> do sal   alimentar exige a fortificação de <b>todo</b> o sal alimentar. Porém, na prática, a implementação desta medida focou-se   apenas no «sal de mesa».<sup>20</sup> Nas populações com um estilo de vida   urbano, mais de 80% do sal consumido provém de alimentos processados, nos quais   o sal iodado não é geralmente usado e, por esse motivo, o aporte de iodo da   população pode ser insuficiente.<sup>11,20</sup> Assim, é necessário alargar a   iodização a todo o sal alimentar e estabelecer legislação, para produtores e   distribuidores, acerca do teor de sal nos produtos alimentares e da iodização   adequada do sal.<sup>20</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A   monitorização e melhoria da qualidade do sal iodado é essencial para garantir a   eficácia e a segurança da intervenção.<sup>11,20</sup> Cada país deve determinar   as perdas de iodo que ocorrem nas condições locais de produção, embalamento e   armazenamento do sal alimentar.<sup>20</sup> Além disso, os programas de   fortificação devem ser adequados à cultura das populações-alvo para que a   intervenção seja bem aceite e sustentada.<sup>20</sup> Em alguns países, a   iodização do sal pode ser inviável, sendo necessário fortificar outros   alimentos.<sup>20</sup></p>     <p>Em 2012, a   iodização do sal alimentar estava implementada em mais de 120 países e 71% das   famílias em todo o mundo tinham acesso ao sal iodado.<sup>20</sup> Contudo,   segundo dados de 2013, apenas 37 países atingiam uma taxa de iodização de 90% e   39 países tinham uma taxa inferior a 50%.<sup>11</sup> Na <a href="#f5">Figura 5</a> apresenta-se   o tipo de legislação para a iodização do sal, existente em cada país, no ano de 2016.<sup>44</sup></p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="f5"></a><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04f5.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Em Portugal,   a DGS reconhece que “optar pelo sal iodado e comer mais peixe e produtos do mar   é a melhor solução para combater as carências de iodo”.<sup>6</sup> Contudo,   ainda há um longo caminho a percorrer (em termos de recomendações, intervenção   e monitorização) para garantir o aporte apropriado deste nutriente.<sup>6</sup></p>     <p><b>8.2 Suplementação farmacológica durante a   gravidez e amamentação</b></p>     <p>Tendo em   conta que as grávidas e lactantes necessitam de um aporte de iodo na ordem dos   250&#956;g/dia, a maior parte das organizações internacionais (<i>European Thyroid Association, Endocrine     Society,</i> ATA, IGN e OMS) recomendam a suplementação iodada das mulheres na   preconceção, gravidez e amamentação, exceto aquelas com patologia tiroideia   conhecida.<sup>22-23</sup> Esta estratégia assegura o aporte adequado de iodo e   não se associa a efeitos laterais indesejáveis, pelo que está recomendada pelo   menos até que surjam dados que motivem uma decisão diferente.<sup>16,18,24</sup></p>     <p>A ATA   recomenda a suplementação de iodo, no valor de 150&#956;g/dia, a todas as   mulheres norte-americanas grávidas ou a amamentar.<sup>18</sup> Esta   recomendação baseou-se na constatação de que, apesar da mUIC das grávidas   norte-americanas ser adequada (173&#956;g/L), os intervalos de confiança a 95%   para os valores de UIC variavam entre 75 e 229&#956;g/L.<sup>18</sup></p>     <p>Apesar desta   recomendação, um estudo realizado em 2015, nos EUA, constatou que a prevalência   da suplementação iodada na gravidez é de apenas 47%.<sup>45</sup> Além disso,   49% dos suplementos vitamínicos pré-natais comercializados nos EUA não contêm   iodo e, embora 89% dos suplementos rotule que permite um aporte de iodo &#8805;   150&#956;g/dia, o seu teor de iodo é extremamente variável (33-610&#956;g/dia).<sup>31</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>À semelhança   de várias organizações internacionais, em agosto de 2013, a DGS publicou uma   orientação aconselhando a suplementação com iodo sob a forma de iodeto de   potássio (KI) na dose de 150-200&#956;g/dia, em mulheres na preconceção,   gravidez e amamentação,<sup>46</sup> fundamentando-se nos resultados dos   estudos da UIC em grávidas portuguesas.<sup>5,15,25-26</sup></p>     <p>A DGS   delegou a avaliação do impacto desta orientação, a ser realizada dois anos após   a sua publicação, à Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e   Metabolismo.<sup>46</sup> Contudo, já se ultrapassou este período e ainda não   existem dados dessa avaliação, que poderiam ser importantes para a melhor   orientação das grávidas portuguesas no que diz respeito à suplementação de   iodo.</p>     <p><b>9. Iodo e função tiroideia na gravidez</b></p>     <p><b>9.1 Função tiroideia na gravidez</b></p>     <p>Durante a   gravidez regista-se um aumento das necessidades de hormonas tiroideias causado   por três eventos: o aumento progressivo da TBG, por influência do   hiper-estrogenismo; a estimulação direta da tiroide, pelas elevadas   concentrações de gonadotrofina coriónica humana (hCG); e as alterações no   metabolismo periférico das hormonas tiroideias maternas, sobretudo a nível   placentário.<sup>47-48</sup> Contudo, estas adaptações decorrem harmoniosamente   se o aporte de iodo for adequado.<sup>48</sup></p>     <p>O estado de   hiperestrogenismo condiciona uma maior glicação da TBG, resultando no aumento   da síntese hepática e diminuição da depuração desta proteína.<sup>4,13</sup> Assim, a concentração da TBG aumenta gradualmente durante a primeira metade da   gravidez, atingindo valores 1,5-2,5 vezes superiores aos basais, que mantém até   ao final da gestação.<sup>1,13,48</sup></p>     <p>Este   incremento da TBG, juntamente com o incremento do volume plasmático, condiciona   o aumento progressivo da T3 e T4 totais durante a primeira metade da gravidez,   atingindo um planalto às 20 semanas, com valores 30-100% superiores aos basais.<sup>10,13</sup> Como a TBG tem uma afinidade 20 vezes maior para a T4 do que para a T3, o   aumento da T4 total tem um maior paralelismo com o aumento da TBG.<sup>13</sup></p>     <p>Simultaneamente   regista-se uma redução de 10-15% na concentração das frações livres, em virtude   do aumento da TBG.<sup>13</sup> Assim, é necessário aumentar a produção   hormonal para suplantar a ligação da TBG e manter o nível normal de hormonas   livres.<sup>1,13</sup> Neste sentido, há um aumento moderado da TSH   (permanecendo dentro dos limites de referência) que estimula a síntese   hormonal, para a qual é importante ter reservas intratiroideias e um aporte de   iodo adequados.<sup>13,48</sup></p>     <p>O segundo   evento deve-se ao aumento da produção de hCG pela placenta até ao final do 1º   trimestre da gravidez, ao qual se sucede uma diminuição progressiva da   produção.<sup>49</sup> Dada a semelhança estrutural desta hormona com a TSH   (mesma subunidade &#945;, mas subunidade &#946; específica), a hCG atua como um   agonista fraco dos TSH-R dos tireócitos.<sup>4,10,49</sup> Assim, no final do   1º trimestre regista-se um aumento ligeiro e transitório da T4 livre (FT4),   acompanhado por uma supressão parcial da TSH.<sup>10,13,48</sup> Posteriormente, ocorre um decréscimo das hormonas tiroideias livres (e um   aumento moderado da TSH).<sup>10,13,48</sup></p>     <p>O terceiro   evento relaciona-se com as alterações no metabolismo periférico das hormonas   tiroideias maternas que, embora ocorram durante toda gestação, têm maior   relevância durante a segunda metade da gravidez.<sup>48</sup> A placenta possui   desiodinases tipo D2 e D3, cuja ação é fundamental na manutenção de níveis   locais adequados de T3 e na regulação do influxo de hormonas tiroideias   biologicamente ativas para o feto.<sup>4</sup> A D2 é responsável por manter a   produção de T3 quando há diminuição T4 de origem materna, ao passo que a   expressão de D3 na unidade fetoplacentária contribui para o aumento das   necessidades hormonais, já que esta enzima catalisa a inativação de T3 e de T4.<sup>10,48</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Como   consequência do hiperfuncionamento tiroideu regista-se um aumento da   vascularização e hiperplasia glandular, conduzindo a um ligeiro aumento do   tamanho da tiroide.<sup>50</sup> Quando o aporte de iodo é adequado, o volume   tiroideu e a Tg permanecem estáveis.<sup>50-52</sup> Além disso, a concentração   das hormonas tiroideias e da TSH deverá ser sempre fisiológica, exceto no curto   período de tempo em que a TSH está suprimida devido ao efeito da hCG.<sup>50-52</sup></p>     <p>No caso do   feto, a concentração sérica de TSH e T4 é baixa até que, por volta das 24-28   semanas, ocorre um pico de TSH e a T4 começa a aumentar progressivamente.<sup>50</sup> Durante a gravidez, a concentração da TSH fetal é maior do que a concentração   esperada em adultos com função tiroideia normal e, na altura do nascimento, a   tiroide fetal liberta abruptamente T3 e T4, criando um estado hipertiroideu que   facilita os ajustes termorregulatórios para a vida extrauterina.<sup>10,50</sup></p>     <p><b>9.2 Aporte de iodo e função tiroideia na   gravidez</b></p>     <p>O estado das   reservas de iodo e a função tiroideia maternos devem ser adequados desde o   período preconcecional.<sup>53</sup> Quando acontece, tipicamente as mulheres   mantêm reservas intratiroideias de iodo apropriadas (10-20mg) e são capazes de   suprir as necessidades da gestação.<sup>1,48,53</sup> Contudo, quando se   regista um défice de iodo durante a gravidez ocorre uma estimulação tiroideia   excessiva que condiciona alterações patológicas.<sup>51</sup> Habitualmente,   nesta situação, as reservas intratiroideias de iodo estão diminuídas desde a   preconceção e são rapidamente depletadas pela gravidez, podendo desencadear   hipotiroidismo e bócio.<sup>8,48</sup> Assim, uma UIC baixa sugere maior risco   de patologia tiroideia e, quanto mais grave for o défice de iodo, mais marcadas   e frequentes serão as suas repercussões.<sup>3,8,48</sup></p>     <p>Mesmo que   ligeiro, o défice de iodo na grávida cursa com diminuição da UIC e   hipotiroxinemia.<sup>4,8,13,48,51-52</sup> A hipotiroxinemia causa estimulação   tiroideia excessiva, que se traduz por: aumento da TSH, por mecanismos de   retroregulação; aumento da Tg sérica; aumento do volume tiroideu (e,   eventualmente, bócio materno e fetal); e secreção preferencial de T3 a nível   tiroideu (evidenciada pelo aumento da razão T3/T4 sérica).<sup>4,8,13,48,51-52,54</sup> Caso o aporte de iodo permaneça deficitário, a estimulação tiroideia excessiva   e as alterações decorrentes persistem ao longo da gestação.<sup>48</sup></p>     <p>O aumento da   TSH é progressivo até ao final da gravidez (atinge-se o dobro do valor basal) e   geralmente reverte para os valores pré-gestacionais aos seis meses pós-parto.<sup>13,51,54</sup> Tipicamente a hipotiroxinemia não se acompanha por hipotiroidismo, já que a T3   circulante está normal ou aumentada, prevenindo um aumento da TSH acima do   limite da normalidade.<sup>55</sup> Contudo, pode desenvolver-se   hipotiroidismo, sobretudo nas mulheres predispostas para doença tiroideia e em   regiões com défice grave de iodo.<sup>13</sup></p>     <p>A formação   de bócio gestacional pode ser explicada por fatores como o défice de iodo, o   tabagismo e as gestações sucessivas.<sup>8,54</sup> Em regiões de aporte   adequado de iodo, o aumento médio do volume tiroideu é mínimo (10-15% do volume   preconcecional).<sup>54</sup> Contudo, quando ocorre um défice deste nutriente,   o volume tiroideu aumenta em média 20-35% durante a gravidez e o bócio   gestacional parece ser apenas parcialmente reversível no pós-parto.<sup>48,54</sup></p>     <p>O aumento da   TSH e da Tg referido na grávida está amplificado nos recém-nascidos;<sup>54</sup> o que enfatiza a hipersensibilidade da tiroide fetal ao défice de iodo materno   (a tiroide fetal tem baixas reservas de iodo, com uma renovação rápida) e   sugere que a formação de bócio na descendência se inicia nos estádios iniciais   do desenvolvimento da tiroide fetal.<sup>54</sup> Contudo, ao contrário das   grávidas com défice de iodo, os seus recém-nascidos não têm elevação da TBG nem   hipotiroxinemia.<sup>51</sup></p>     <p><b>9.2.1. Suplementação de iodo e função   tiroideia na gravidez</b></p>     <p>Mesmo que a   mUIC nas grávidas de uma população indique um aporte adequado de iodo, não   garante que não existam grávidas com aporte insuficiente.<sup>18,56</sup> Assim, a suplementação parece ser necessária, embora se permanecer atento ao   risco de induzir aporte excessivo de iodo.<sup>18</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cada vez   mais se comprovam benefícios, para a saúde e para a economia, em proceder à   suplementação para corrigir o défice de iodo durante a gravidez.<sup>24</sup> Todavia, os ensaios clínicos aleatorizados (ECAs) que avaliaram o efeito da   suplementação iodada na função tiroideia materna são escassos e foram   conduzidos em países europeus, com défice ligeiro/moderado de iodo durante a   gravidez (mUIC entre 36 e 109µg/L).<sup>24</sup> Nestes sete ensaios, cujos   principais achados são apresentados no <a href="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04q5.jpg" target="_blank">Quadro V</a>, foram incluídas um total de   641 grávidas e a dose de iodo usada para suplementação variou entre 0 e 300µg/dia:</p>     
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a href="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04q5.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/rpmgf/v34n5/34n5a04q5.jpg" width="300" height="167"/><br />(clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>• Em Itália   realizaram-se dois ensaios. Romano aleatorizou 35 grávidas saudáveis como   controlos (<i>n</i>=18, mUIC=31&#956;g/L) ou   para receberem 120-180µg de iodo/dia, sob a forma de sal iodado iniciado no 1º   trimestre (<i>n</i>=17, mUIC=37µg/L).<sup>57</sup> Antonangeli suplementou 67 grávidas (mUIC=74mg iodo/g creatinina) com 50 ou   200µg de iodo/dia, desde as 18-26 até às 29-33 semanas de gestação.<sup>58</sup></p>     <p>• Na   Dinamarca, Pedersen aleatorizou 54 grávidas como controlos ou para receberem   200µg de iodo/dia sob a forma de KI, desde as 17 semanas de gestação até 12   meses após o parto.<sup>59</sup> Num estudo duplamente cego com placebo, Nøhr   aleatorizou 66 grávidas anti-TPO+ como controlos ou para receberem 150µg de   iodo/dia, desde as 11 semanas até ao termo da gestação.<sup>60</sup></p>     <p>• Noutro   estudo duplamente cego com placebo, Glinoer aleatorizou 180 grávidas belgas   (mUIC=36µg/L) para tratamento com placebo ou 100µg de KI/dia ou 100µg de   KI/dia, juntamente com 100µg de levotiroxina/dia, a partir das 14 semanas até   ao termo da gestação.<sup>52</sup></p>     <p>• Na   Alemanha, Liesenkötter desenvolveu um ensaio controlado, quase-randomizado, com   230µg de iodo/dia desde as 11 semanas até ao termo da gestação (<i>n</i>=108, mUIC=53mg iodo/g creatinina).<sup>61</sup></p>     <p>• Santiago   distribuiu aleatoriamente 131 grávidas espanholas por três grupos de   intervenção, desde as 10 semanas de gestação: consumo de sal iodado; consumo de   200µg de KI/dia; consumo de 300µg de KI/dia.<sup>62</sup></p>     <p>Em virtude   dos diferentes desenhos de estudo é difícil comparar os resultados destes ECAs.   Ainda assim, em seguida apresenta-se uma análise sumária dos resultados obtidos   quanto aos parâmetros tiroideus maternos:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>• <b>UIC</b> - Aumentou significativamente   nas grávidas suplementadas, face às não-suplementadas (a magnitude do aumento   variou entre 43 e 170%).<sup>52,57,59-61</sup> Nas mulheres não-suplementadas,   a UIC permaneceu estável ou diminuiu, exceto no estudo realizado por Romano, em   que a UIC aumentou (aumento esse significativamente inferior ao verificado nas   grávidas suplementadas).<sup>57</sup></p>     <p>• <b>Tg</b> - Quatro ECAs compararam a   concentração da Tg em grávidas suplementadas e não-suplementadas.<sup>52,59-61</sup> Três mostraram um aumento dos níveis de Tg nas grávidas não-suplementadas e uma   diminuição nas suplementadas.<sup>52,59-60</sup></p>     <p>• <b>TSH</b> - Cinco ECAs compararam a TSH   em grávidas suplementadas e não-suplementadas e os resultados foram inconsistentes.<sup>52,57,59-61</sup> Três ECAs mostraram um aumento nos níveis de TSH (dentro dos limites de   referência) nas grávidas não-suplementadas, o qual não se verificou nas   suplementadas.<sup>52,59-60</sup> Nos outros dois ECAs, a TSH não aumentou em   nenhum dos grupos.<sup>57,61</sup> Antonangeli e Santiago não detetaram   diferenças nas concentrações da TSH das grávidas consoante as doses usadas na   suplementação.<sup>58,62</sup></p>     <p>• <b>FT4</b> - Dois ECAs mostraram uma   diminuição da FT4 no grupo tratado e no grupo controlo, sem diferenças   significativas entre eles.<sup>59-60</sup> Noutros dois ECAs, a concentração da   FT4 manteve-se inalterada em ambos os grupos.<sup>58,61</sup> Glinoer observou   um aumento da FT4 nas grávidas que receberam KI juntamente com levotiroxina,   bem como uma redução da FT4 nos grupos que fizeram placebo ou KI isoladamente.<sup>52</sup></p>     <p>• <b>Volume tiroideu</b> - Três ECAs   demonstraram um aumento médio do volume entre 16-30% nas grávidas   não-suplementadas, enquanto nas grávidas suplementadas o aumento foi inferior   (3-16%).<sup>52,57,59</sup> No estudo de Liesenkötter não se verificaram diferenças   entre os grupos.<sup>61</sup> Também não houve diferenças entre os grupos nos   ensaios que comparam diferentes doses ou diferentes tipos de suplementação.<sup>58,62</sup></p>     <p>• Além   disto, quatro ECAs apresentaram resultados sobre a função tiroideia dos   recém-nascidos.<sup>52,59,61-62</sup> A Tg e o volume tiroideu eram   significativamente menores nos recém-nascidos das grávidas suplementadas.<sup>52,59,61</sup> Não foram encontradas diferenças significativas na TSH, T4, FT4 e T3 entre os   recém-nascidos das grávidas suplementadas e não-suplementadas.<sup>52,59,61</sup> O estudo de Santiago não encontrou qualquer diferença nos parâmetros tiroideus   neonatais entre os recém-nascidos das grávidas que tomaram suplementos ou sal   iodizado.<sup>62</sup></p>     <p>Um estudo   observacional, de 2014, avaliou o impacto de diferentes níveis de aporte de   iodo pelas grávidas na função tiroideia dos recém-nascidos.<sup>56</sup> Este   estudo indica-nos que as grávidas com um aporte excessivo têm um risco 2,6   vezes superior de ter recém-nascidos com baixos níveis de TSH e 4,9 vezes   superior de ter um recém-nascido hipertiroideu, riscos que continuam a ser   significativos após a exclusão de fatores confundidores.<sup>56</sup></p>     <p>Face aos   resultados dos ECAs, não parece haver uma relação dose-resposta clara entre a   suplementação iodada durante a gravidez e os parâmetros tiroideus. Contudo, a   suplementação parece ser segura e é eficaz na correção do défice de iodo, o que   previne os aumentos da Tg e do volume tiroideu maternos e fetais.<sup>16,18,24</sup> Finalmente, a suplementação parece ter um efeito benéfico menos consistente na   TSH materna e não parece ter impacto na concentração das hormonas tiroideias,   maternas ou do recém-nascido.<sup>8</sup></p>     <p>Em estudos   observacionais, a suplementação de iodo durante a gravidez também tem sido   associada a resultados díspares na TSH e hormonas tiroideias maternas. Alguns   estudos não encontraram qualquer correlação entre a UIC e parâmetros tiroideus   maternos (TSH, T4, T3, FT4 e anticorpos anti-TPO) ao longo da gestação.<sup>47,63</sup> Noutros, a suplementação associou-se a: redução moderada na TSH e aumento   ligeiro da FT4;<sup>39</sup> ou aumento moderado na TSH, sem alterações   significativas nas concentrações de FT4;<sup>64</sup> ou redução na percentagem   de grávidas com hipotiroxinemia.<sup>65</sup> Finalmente, segundo   Brucker-Davis, os valores da TSH e do volume tiroideu apresentam uma «curva em   U» de acordo com o aporte de iodo (verificam-se maiores valores no caso de   aporte insuficiente ou excessivo de iodo).<sup>66</sup></p>     <p>Quando se   regista défice crónico de iodo, é difícil de alcançar um estado nutricional   adequado deste nutriente durante a gestação.<sup>48</sup> Nestes casos, decorre   o período de latência de um trimestre até que os benefícios da suplementação na   função tiroideia sejam evidentes.<sup>54</sup> O estado nutricional   deficitário, prolongado, é o principal determinante da quantidade de reservas   intratiroideias de iodo e, assim, o ideal será promover um aporte adequado de   iodo previamente à gravidez.<sup>48</sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste   sentido, o consumo de sal iodado previamente à gravidez parece ter um efeito   benéfico adicional na redução do risco de disfunção tiroideia durante a   gestação, face à suplementação iniciada apenas na gravidez.<sup>8</sup> Além   disso, um atraso no início da suplementação de iodo durante a gestação aumenta   o risco de atraso do neurodesenvolvimento na descendência.<sup>39</sup> Face a   estes factos, Moleti recomenda que as mulheres que ponderem engravidar devem   ser suplementadas com iodo desde vários meses antes da gravidez.<sup>65</sup> Tendo em conta o grande número de gestações não planeadas, este facto   contribuiria para a aquisição de reservas intratiroideias de iodo adequadas e   evitaria os efeitos adversos do défice de iodo na mulher e no feto.<sup>65</sup></p>     <p><b>9.3 Aporte de iodo e autoimunidade   tiroideia na gravidez</b></p>     <p>Os estudos   apresentam resultados contraditórios. Guan verificou associação significativa   entre um elevado aporte de iodo e um aumento da prevalência de autoanticorpos   anti-TPO e de tiroidite pós-parto.<sup>67</sup> Além disso, verificou-se um   aumento da prevalência de autoanticorpos anti-TPO e anti-Tg cinco anos após a   implementação do sal iodado na Dinamarca, sobretudo em mulheres jovens.<sup>68</sup> Por outro lado, num estudo japonês, o elevado aporte de iodo não parecia   aumentar a prevalência de autoanticorpos anti-Tg.<sup>47</sup></p>     <p>Quatro ECAs   avaliaram o efeito da suplementação iodada na autoimunidade tiroideia, não   tendo constatado qualquer aumento da autoimunidade tiroideia materna nem da prevalência   ou gravidade de disfunção tiroideia no período pós-parto.<sup>58-61</sup> Contudo, esta ausência de diferenças significativas pode relacionar-se com os   pequenos tamanhos amostrais destes ECAs e, portanto, é necessária mais   investigação nesta área.<sup>24</sup></p>     <p><b>Conclusão</b></p>     <p>Existe um   desconhecimento acerca do iodo, das suas fontes alimentares, das funções no   organismo e dos riscos/benefícios do aporte deste nutriente.<sup>25,69</sup> Por este motivo, é importante desenvolver projetos educativos para informar a   população geral e, particularmente as grávidas, acerca deste tema.<sup>18</sup></p>     <p>Os médicos   devem incentivar a adoção de uma dieta variada, incluindo boas fontes de iodo.<sup>46</sup> Contudo, deve considerar-se que o elevado custo de alguns alimentos ricos em   iodo pode diminuir o seu consumo.<sup>70</sup> Potencialmente, o défice de iodo   poderia resolver-se através de mecanismos que tornassem os solos «suficientes   em iodo». Isto enriqueceria o teor de iodo em vários alimentos consumidos no   quotidiano e, portanto, uma alimentação diversificada possibilitaria um aporte   adequado deste nutriente.</p>     <p>O progresso   no controlo das IDD fomenta o desenvolvimento económico, social e da saúde,   contribuindo para alcançar alguns dos Objetivos   de Desenvolvimento do Milénio.<sup>8-9</sup> Assim, o estado nutricional   de iodo deve ser monitorizado regularmente em todos os países, permitindo   detetar e corrigir situações de aporte inapropriado nos vários grupos   populacionais.<sup>21</sup></p>     <p>Durante a   gestação, o défice de iodo prejudica a função tiroideia materna e o   neurodesenvolvimento fetal.<sup>1</sup> A suplementação iodada deve ser   sistematicamente recomendada desde o período preconcecional, já que parece   prevenir o défice de iodo, a estimulação tiroideia excessiva e o prejuízo do   desenvolvimento neurocognitivo.<sup>1,24</sup></p>     <p>Fundamentando-se   nos resultados dos estudos da UIC em grávidas portuguesas,<sup>5,15,25-26</sup> a DGS publicou uma norma de orientação em que aconselha a suplementação com   iodeto de potássio na dose de 150-200&#956;g/dia em mulheres na preconceção,   gravidez e amamentação.<sup>46</sup> Contudo, esta suplementação poderá estar   longe de ser rotineira em Portugal. Assim, é necessário: aconselhar as grávidas   a realizarem a suplementação; avaliar a prevalência desta suplementação; e   fiscalizar a quantidade de iodo realmente contida nos suplementos pré-natais   para garantir uma suplementação segura e eficaz.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A decisão de   suplementar uma grávida com base nos seus parâmetros individuais, em detrimento   de uma decisão guiada pelos resultados de estudos populacionais (que não   refletem o panorama individual de cada grávida), seria mais adequada; contudo,   comportaria estudos diagnósticos potencialmente caros e complexos.</p>     <p>Em suma, é   necessária investigação metodologicamente robusta (sobretudo ensaios clínicos   controlados e aleatorizados com grandes dimensões amostrais) para clarificar e   quantificar o impacto do aporte de iodo na função tiroideia durante a gravidez,   bem como os riscos e benefícios da suplementação iodada. Através dos resultados   obtidos poder-se-ão definir medidas de saúde pública que permitam otimizar a   função tiroideia da grávida e o neurodesenvolvimento fetal.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS   BIBLIOGRÁFICAS</b></p>     <!-- ref --><p>1.   Yarrington C, Pearce EN. Iodine and pregnancy. J Thyroid Res. 2011;2011:934104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384801&pid=S2182-5173201800050000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>2. Delgado   I, Coelho I, Andrade P, Antunes C, Castanheira I, Calhau MA. Quantificação de   iodo em alimentos consumidos em Portugal: resultados preliminares [Iodine   quantification in food consumed in Portugal: preliminary results]. Observações   Bol Epidemiol. 2016;(7):30-2. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>3. Doggui R,   El Atia J. Iodine deficiency: physiological, clinical and epidemiological   features, and pre-analytical considerations. Ann Endocrinol. 2015;76(1):59-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384804&pid=S2182-5173201800050000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Lazarus   JH. The importance of iodine in public health. Environ Geochem Health.   2015;37(4):605-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384806&pid=S2182-5173201800050000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Limbert   E, Prazeres S, São Pedro M, Madureira D, Miranda A, Ribeiro M, et al. Iodine   intake in Portuguese pregnant women: results of a countrywide study. Eur J   Endocrinol. 2010;163(4):631-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384808&pid=S2182-5173201800050000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Teixeira   D, Calhau C, Pestana D, Vicente L, Graça P. Iodo: importância para a saúde e o   papel da alimentação. Lisboa: Direção-Geral da Saúde; 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384810&pid=S2182-5173201800050000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789726752226</p>     <!-- ref --><p>7.   Zimmermann MB. The role of iodine in human growth and development. Semin Cell   Dev Biol. 2011;22(6):645-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384812&pid=S2182-5173201800050000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8.   Zimmermann MB. Iodine deficiency. Endocr Rev. 2009;30(4):376-408.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384814&pid=S2182-5173201800050000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9.   Zimmermann MB, Jooste PL, Pandav CS. Iodine-deficiency disorders. Lancet.   2008;372(9645):1251-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384816&pid=S2182-5173201800050000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Melmed   S, Polonsky KS, Larsen PR, Kronenberg HM. Williams textbook of endocrinology.   12th ed. Philadelphia: Saunders/Elsevier; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384818&pid=S2182-5173201800050000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9781437703245</p>     <!-- ref --><p>11. Pearce   EN, Andersson M, Zimmermann MB. Global iodine nutrition: where do we stand in   2013? Thyroid. 2013;23(5):523-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384820&pid=S2182-5173201800050000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Patrick   L. Iodine: deficiency and therapeutic considerations. Altern Med Rev.   2008;13(2):116-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384822&pid=S2182-5173201800050000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Glinoer   D. The regulation of thyroid function in pregnancy: pathways of endocrine   adaptation from physiology to pathology. 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Iodine status of pregnant   women and their progeny in the Minho Region of Portugal. Thyroid.   2009;19(2):157-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384828&pid=S2182-5173201800050000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. WHO   Secretariat, Andersson M, de Benoist B, Delange F, Zupan J. Prevention and   control of iodine deficiency in pregnant and lactating women and in children   less than 2-years-old: conclusions and recommendations of the Technical   Consultation. Public Health Nutr. 2007;10(12A):1606-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384830&pid=S2182-5173201800050000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Bath SC,   Steer CD, Golding J, Emmett P, Rayman MP. Effect of inadequate iodine status in   UK pregnant women on cognitive outcomes in their children: results from the   Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC). Lancet.   2013;382(9889):331-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384832&pid=S2182-5173201800050000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Public   Health Committee of the American Thyroid Association, Becker DV, Braverman LE,   Delange F, Dunn JT, Franklyn JA, et al. Iodine supplementation for pregnancy   and lactation - United States and Canada: recommendations of the American   Thyroid Association. Thyroid. 2006;16(10):949-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384834&pid=S2182-5173201800050000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Williams   GR. Neurodevelopmental and neurophysiological actions of thyroid hormone. J   Neuroendocrinol. 2008;20(6):784-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384836&pid=S2182-5173201800050000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. World   Health Organization. Fortification of food-grade salt with iodine for the   prevention and control of iodine deficiency disorders: guideline. Geneva: WHO;   2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384838&pid=S2182-5173201800050000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9789241507929</p>     <!-- ref --><p>21.   Andersson M, Karumbunathan V, Zimmermann MB. Global iodine status in 2011 and   trends over the past decade. J Nutr. 2012;142(4):744-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384840&pid=S2182-5173201800050000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>22. Santana   Lopes M, Jácome de Castro J, Marcelino M, Oliveira MJ, Carrilho F, Limbert E,   et al. Iodo e tiróide: o que o clínico deve saber [Iodine and thyroid: what a   clinic should know]. Acta Med Port. 2012;25(3):174-8. Portuguese</p>     <p>23. Limbert   E. A propósito do artigo «Suplementação de iodo na pré-concepção, gravidez e   amamentação: a recomendação e a medicina baseada na inferência» [Iodine   supplementation before conception and during pregnancy and lactation:   recommendations and inference-based medicine]. Rev Port Clin Geral.   2014;30(3):203-4. 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Thyroid. 2010;20(9):995-1001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384846&pid=S2182-5173201800050000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>26. Limbert   E, Prazeres S, Madureira D, Miranda A, Ribeiro M, Abreu FS, et al. Aporte do   iodo nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores [Iodine intake in the   Autonomous Regions of Madeira and Azores]. Rev Port Endocrinol Diab Metab.   2012;7(2):2-7. Portuguese</p>     <p>27. Limbert   E, Prazeres S, São Pedro M, Madureira D, Miranda A, Ribeiro M, et al. Aporte do   iodo nas crianças das escolas em Portugal [Iodine intake in Portuguese school   children]. Acta Med Port. 2012;25(1):29-36. Portuguese</p>     <!-- ref --><p>28. Fuge R.   Iodine deficiency: an ancient problem in a modern world. Ambio.   2007;36(1):70-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384850&pid=S2182-5173201800050000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Morell   SF. The great iodine debate [homepage]. Washington: The Weston A. Price   Foundation; 2009. Available from:   <a href="https://www.westonaprice.org/health-topics/modern-diseases/the-great-iodine-debate/" target="_blank">https://www.westonaprice.org/health-topics/modern-diseases/the-great-iodine-debate/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384852&pid=S2182-5173201800050000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>30. Rohner   F, Zimmermann M, Jooste P, Pandav C, Caldwell K, Raghavan R, et al. Biomarkers   of nutrition for development: iodine review. J Nutr. 2014;144(8):1322S-42S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384853&pid=S2182-5173201800050000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Leung   AM, Pearce EN, Braverman LE. Iodine content of prenatal multivitamins in the   United States. N Engl J Med. 2009;360(9):939-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384855&pid=S2182-5173201800050000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>32. Prete A,   Paragliola RM, Corsello SM. Iodine supplementation: usage ‘with a grain of   salt’. Int J Endocrinol. 2015;2015:ID312305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384857&pid=S2182-5173201800050000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33. World   Health Organization. Urinary iodine concentrations for determining iodine   status in populations. Geneva: WHO; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384859&pid=S2182-5173201800050000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>34.   Institute of Medicine. Dietary reference intakes for vitamin A, vitamin K,   arsenic, boron, chromium, copper, iodine, iron, manganese, molybdenum, nickel,   silicon, vanadium and zinc. Washington: National Academy Press; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384861&pid=S2182-5173201800050000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN   0309072905</p>     <!-- ref --><p>35.   Scientific Committee on Food, Scientific Panel on Dietetic Products Nutrition   and Allergies. Tolerable upper intake levels for vitamins and minerals. Parma:   European Food Safety Authority; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384863&pid=S2182-5173201800050000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN 9291990140</p>     <!-- ref --><p>36. Boron   WF, Boulpaep EL. Medical physiology. 3rd ed. Philadelphia: Elsevier; 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384865&pid=S2182-5173201800050000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ISBN   9781455733286</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>37. Riaño   Galán I, Sánchez Martínez P, Pilar Mosteiro Díaz M, Rivas Crespo MF.   Psycho-intellectual development of 3 year-old children with early gestational   iodine deficiency. J Pediatr Endocrinol Metab. 2005;18 Suppl 1:1265-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384867&pid=S2182-5173201800050000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>38. Velasco   I, Carreira M, Santiago P, Muela JA, García-Fuentes E, Sánchez-Muñoz B, et al.   Effect of iodine prophylaxis during pregnancy on neurocognitive development of   children during the first two years of life. J Clin Endocrinol Metab.   2009;94(9):3234-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384869&pid=S2182-5173201800050000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>39. Berbel   P, Mestre JL, Santamaría A, Palazón I, Franco A, Graells M, et al. Delayed   neurobehavioral development in children born to pregnant women with mild   hypothyroxinemia during the first month of gestation: the importance of early   iodine supplementation. Thyroid. 2009;19(5):511-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384871&pid=S2182-5173201800050000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>40. Iodine   Global Network. Global scorecard of iodine nutrition 2016: based on median   urinary iodine concentration (mUIC) in school-age children [homepage]. Ontario:   IGN; 2016. Available from: <a href="http://www.ign.org/cm_data/2016_SAC.pdf" target="_blank">http://www.ign.org/cm_data/2016_SAC.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384873&pid=S2182-5173201800050000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>41. Iodine   Global Network. Global scorecard of iodine nutrition 2016: based on median   urinary iodine concentration (mUIC) in pregnant women [homepage]. Ontario: IGN;   2016. Available from:&nbsp; <a href="http://www.ign.org/cm_data/2016_PW.pdf" target="_blank">http://www.ign.org/cm_data/2016_PW.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384874&pid=S2182-5173201800050000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>42. Wémeau   JL. Hypothyroidism related to excess iodine. Presse Med. 2002;31(35):1670-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384875&pid=S2182-5173201800050000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>43. Li Y,   Teng D, Shan Z, Teng X, Guan H, Yu X, et al. Antithyroperoxidase and   antithyroglobulin antibodies in a five-year follow-up survey of populations   with different iodine intakes. J Clin Endocrinol Metab. 2008;93(5):1751-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384877&pid=S2182-5173201800050000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>44. Iodine   Global Network. Legislation for salt iodization (June 2016) [homepage].   Ontario: IGN; 2016. Available from:&nbsp; <a href="http://www.ign.org/cm_data/Salt11X14.png" target="_blank">http://www.ign.org/cm_data/Salt11X14.png</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384879&pid=S2182-5173201800050000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>45.   Stagnaro-Green A, Dogo-Isonaige E, Pearce EN, Spencer C, Gaba ND. Marginal   iodine status and high rate of subclinical hypothyroidism in Washington DC   women planning conception. Thyroid. 2015;25(10):1151-&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384880&pid=S2182-5173201800050000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>46.   Direção-Geral da Saúde. Aporte de iodo em mulheres na preconceção, gravidez e   amamentação: orientação nº 011/2013, de 26/08/2013. Lisboa: DGS; 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384881&pid=S2182-5173201800050000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>47. Fuse Y,   Ohashi T, Yamaguchi S, Yamaguchi M, Shishiba Y, Irie M. Iodine status of   pregnant and postpartum Japanese women: effect of iodine intake on maternal and   neonatal thyroid function in an iodine-sufficient area. J Clin Endocrinol   Metab. 2011;96(12):3846-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384883&pid=S2182-5173201800050000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>48. Glinoer   D. What happens to the normal thyroid during pregnancy? Thyroid.   1999;9(7):631-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384885&pid=S2182-5173201800050000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>49. Leung   AM. Thyroid function in pregnancy. J Trace Elem Med Biol. 2012;26:137-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384887&pid=S2182-5173201800050000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>50.   Feldt-Rasmussen U, Mathiesen ER. Endocrine disorders in pregnancy:   physiological and hormonal aspects of pregnancy. Best Prac Res Clin Endocrinol   Metab. 2011;25(6):875-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384889&pid=S2182-5173201800050000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>51. Glinoer   D, Delange F, Laboureur I, de Nayer P, Lejeune B, Kinthaert J, et al. Maternal   and neonatal thyroid function at birth in an area of marginally low iodine   intake. J Clin Endocrinol Metab. 1992;75(3):800-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384891&pid=S2182-5173201800050000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>52. Glinoer   D, De Nayer P, Delange F, Lemone M, Toppet V, Spehl M, et al. A randomized   trial for the treatment of mild iodine deficiency during pregnancy: maternal   and neonatal effects. J Clin Endocrinol Metab. 1995;80(1):258-69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384893&pid=S2182-5173201800050000400052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>53. Pearce   EN. Effects of iodine deficiency in pregnancy. J Trace Elem Med Biol.   2012;26(2-3):131-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384895&pid=S2182-5173201800050000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>54. Glinoer   D. Clinical and biological consequences of iodine deficiency during pregnancy.   Endocr Dev. 2007;10:62-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384897&pid=S2182-5173201800050000400054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>55. Suárez   Rodríguez M, Azcona San Julián C, Alzina de Aguilar V. Ingesta de yodo durante   el embarazo: efectos en la función tiroidea materna y neonatal [Iodine intake   during pregnancy: effects on thyroid function in mother and child]. Endocrinol   Nutr. 2013;60(7):352-7. Spanish</p>     <!-- ref --><p>56. Medici   M, Ghassabian A, Visser W, de Muinck Keizer-Schrama SM, Jaddoe VW, Visser WE,   et al. Women with high early pregnancy urinary iodine levels have an increased   risk of hyperthyroid newborns: the population-based Generation R Study. Clin   Endocrinol. 2014;80(4):598-606.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384900&pid=S2182-5173201800050000400056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>57. Romano   R, Jannini EA, Pepe M, Grimaldi A, Olivieri M, Spennati P, et al. The effects   of iodoprophylaxis on thyroid size during pregnancy. Am J Obstet Gynecol.   1991;164(2):482-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384902&pid=S2182-5173201800050000400057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>58.   Antonangeli L, Maccherini D, Cavaliere R, Di Giulio C, Reinhardt B, Pinchera A,   et al. Comparison of two different doses of iodide in the prevention of   gestational goiter in marginal iodine deficiency: a longitudinal study. Eur J Endocrinol.   2002;147(1):29-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384904&pid=S2182-5173201800050000400058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>59. Pedersen   KM, Laurberg P, Iversen E, Knudsen PR, Gregersen HE, Rasmussen OS, et al.   Amelioration of some pregnancy-associated variations in thyroid function by   iodine supplementation. J Clin Endocrinol. 1993;77(4):1078-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384906&pid=S2182-5173201800050000400059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>60. Nohr SB,   Jorgensen A, Pedersen KM, Laurberg P. Postpartum thyroid dysfunction in   pregnant thyroid peroxidase antibody-positive women living in an area with mild   to moderate iodine deficiency: is iodine supplementation safe? J Clin   Endocrinol Metab. 2000;85(9):3191-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384908&pid=S2182-5173201800050000400060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>61.   Liesenkötter KP, Göpel W, Bogner U, Stach B, Grüters A. Earliest prevention of   endemic goiter by iodine supplementation during pregnancy. Eur J Endocrinol.   1996;134(4):443-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384910&pid=S2182-5173201800050000400061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>62. Santiago   P, Velasco I, Muela JA, Sánchez B, Martínez J, Rodriguez A, et al. Infant   neurocognitive development is independent of the use of iodised salt or iodine   supplements given during pregnancy. Br J Nutr. 2013;110(5):831-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384912&pid=S2182-5173201800050000400062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>63.   Amouzegar A, Khazan M, Hedayati M, Azizi F. An assessment of the iodine status   and the correlation between iodine nutrition and thyroid function during   pregnancy in an iodine sufficient area. Eur J Clin Nutr. 2014;68(3):397-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384914&pid=S2182-5173201800050000400063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>64.   Rebagliato M, Murcia M, Espada M, Alvarez-Pedrerol M, Bolúmar F, Vioque J, et   al. Iodine intake and maternal thyroid function during pregnancy. Epidemiology.   2010;21(1):62-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384916&pid=S2182-5173201800050000400064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>65. Moleti   M, Di Bella B, Giorgianni G, Mancuso A, De Vivo A, Alibrandi A, et al. Maternal   thyroid function in different conditions of iodine nutrition in pregnant women   exposed to mild-moderate iodine deficiency: an observational study. Clin   Endocrinol. 2011;74(6):762-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384918&pid=S2182-5173201800050000400065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>66.   Brucker-Davis F, Ferrari P, Gal J, Berthier F, Fenichel P, Hieronimus S. Iodine   status has no impact on thyroid function in early healthy pregnancy. J Thyroid   Res. 2012;2012:168764.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384920&pid=S2182-5173201800050000400066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>67. Guan H,   Li C, Li Y, Fan C, Teng Y, Shan Z, et al. High iodine intake is a risk factor   of post-partum thyroiditis: result of a survey from Shenyang, China. J   Endocrinol Invest. 2005;28(10):876-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384922&pid=S2182-5173201800050000400067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>68. Pedersen   IB, Knudsen N, Carlé A, Vejbjerg P, Jørgensen T, Perrild H, et al. A cautious   iodization programme bringing iodine intake to a low recommended level is   associated with an increase in the prevalence of thyroid autoantibodies in the   population. Clin Endocrinol. 2011;75(1):120-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384924&pid=S2182-5173201800050000400068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>69. Charlton   K, Yeatman H, Lucas C, Axford S, Gemming L, Houweling F, et al. Poor knowledge   and practices related to iodine nutrition during pregnancy and lactation in   Australian women: pre- and post-iodine fortification. Nutrients.   2012;4(9):1317-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384926&pid=S2182-5173201800050000400069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>70. Fisher   J, Tran T, Biggs B, Tran T, Dwyer T, Casey G, et al. Iodine status in late   pregnancy and psychosocial determinants of iodized salt use in rural northern   Viet Nam. Bull World Health Organ. 2011;89(11):813-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1384928&pid=S2182-5173201800050000400070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a> | <a href="#topc0">Direcci&oacute;n para correspondencia</a> | <a href="#topc0">Correspondence</a><a name="c0"></a></p>      <p>Jaime Luís   da Rocha Oliveira</p>     <p>E-mail: <a href="mailto:jaimelroliveira@gmail.com">jaimelroliveira@gmail.com</a></p>     <p><a href="https://orcid.org/0000-0002-2424-2392" target="_blank">https://orcid.org/0000-0002-2424-2392</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os autores   declaram n&atilde;o ter quaisquer conflitos de interesse.</p>     <p><b>Financiamento   do estudo</b></p>     <p>Os autores   declaram que o trabalho relatado neste manuscrito n&atilde;o foi objeto de qualquer   tipo de financiamento externo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Recebido em 02-05-2017</b></p>     <p><b>Aceite para publicação em 23-06-2018</b></p>      ]]></body><back>
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